Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Texto 3

Texto 1

Texto 1


Considerando-se o contexto e interpretação, não haveria prejuízo para o sentido da frase se o termo destacado fosse substituído por:
Use as letras V e F para indicar a veracidade ou falsidade das afirmações acerca do texto. Na sequência, marque a alternativa com a sequência correta das letras, de cima para baixo.
( ) Ao afirmar que “é preciso proporcionar aos pais um contato constante com os docentes, gerentes e os que fazem parte da equipe que interage com seus filhos”, a educadora Luiza estabelece entre as palavras destacadas uma relação de sinonímia.
( ) As aspas junto à expressão “Cantinhos Produtivos” foram empregadas por igual razão no terceiro e último parágrafo do texto.
( ) O adjetivo adversas (linha 1), de acordo com o texto, tem o sentido de desfavoráveis, contrárias e está empregado no sentido conotativo das palavras.
( ) O termo diferentes momentos de aprendizagem (linha 8) completa o sentido de um verbo transitivo, assim como a oração de vencer suas dificuldades (linha 10) completa o sentido do nome transitivo possibilidade.
( ) A conjunção que inicia o segundo período do último parágrafo do texto expressa ideia de conformidade e pode ser substituída, sem alteração de sentido, pela conjunção conforme.
( ) A expressão “desenvolvimento pessoal e profissional” (linha 3) refere-se à “qualidade de vida no ambiente de trabalho” (linha 1).
( ) No texto, a palavra “servidores” é sinônima de trabalhadores.
( ) Na frase: “Tal qualidade de vida visa facilitar e satisfazer as necessidades do trabalhador” (linha 7), os verbos negritados são sinônimos.
( ) A expressão “contexto laboral” (linha 11) refere-se ao ambiente de trabalho.
( ) A palavra conciliação (linha 10), de acordo com o texto, é antônima de desarmonia.
I. O pronome pessoal elas (linha 11) refere-se a todas as pessoas que têm olhos de poeta e que veem nas conchas “sugestões metafísicas” (linha 11). II. Se transformarmos os dois últimos períodos do texto em um único período, as orações deverão ser separadas por ponto e vírgula. III. Na sequência: “Não temos nem penas, nem escamas, nem couro, nem cabelos, nem carapaças” (linhas 26 e 27) as vírgulas separam termos de mesma função sintática. IV. A palavra secretar (linha 36), de acordo com o texto, tem o sentido de produzir. V. Conforme o texto, a expressão a esmo (linha 40) encerra um sentido de adversidade à afirmação de que as incursões e pesquisas “fazem-se guiadas por um motivo prático” (linhas 40 e 41).
De acordo com o texto:

( ) As reuniões nas escolas são importantes para a qualidade da comunicação, pois, além das informações, possibilitam o debate e a discussão sobre assuntos de interesse da escola e permitem que os professores expressem seu ponto de vista sobre as questões tratadas.
( ) Para que uma reunião “não acabe no vazio” (linha 9), é necessário que os trabalhos sejam bem conduzidos com o devido registro do que foi tratado e deliberado na reunião.
( ) De acordo com o contexto do texto, o adjetivo rebuscada (linha 13) tem o sentido de aprimorada, bem elaborada.
( ) Os verbos debater, expor e posicionar-se (linhas 2 e 3) estão empregados no presente do modo indicativo e expressam a ideia de ações concretas quanto às intervenções dos participantes em uma reunião.
( ) Ao dizer que a convocação para uma reunião “tende a ser mais sóbria do que o convite para o jogo final de um campeonato interno” (linhas 15 e 16), a autora emprega a palavra destacada no sentido de uma linguagem mais formal, em consonância com o padrão culto da linguagem.
( ) Empregando o plural no pronome ela (linha 22), nos dois últimos períodos do texto, as demais palavras que estiverem no singular deverão passar para o plural, a fim de atender à sintaxe de concordância entre os termos.

( ) A Agenda do Diretor se tornou uma necessidade na E.E. Edvaldo Brandão Correia, visto que a escola se localiza na zona central de Salvador, com várias equipes de trabalho que precisavam estar em constante contato para informações sobre as questões da escola.
( ) As aspas, empregadas no último parágrafo do texto, destacam o ponto de vista da diretora Firmina Viterno Azevêdo sobre a importância da comunicação, transcrevendo sua justificativa acerca da gestão escolar.
( ) A palavra pares (linha 21), no texto, tem o mesmo sentido que na frase: “Os volumes I e II da Cartilha sobre o cuidado com o meio ambiente foi distribuída aos pares para os alunos da E.E. Edvaldo Brandão Correia”.
( ) A palavra termômetro (linha 10) está empregada, no contexto do texto, no sentido conotativo.
( ) A palavra disseminado (linha 21), conforme o texto, pode ser substituída, sem prejuízo de significado, pela palavra propagado.
( ) A segunda palavra acentuada do primeiro parágrafo recebe acento gráfico em atenção à mesma regra da última palavra acentuada do texto.
A Cruz da Estrada
Castro Alves
Caminheiro que passas pela estrada,
Seguindo pelo rumo do sertão,
Quando vires a cruz abandonada,
Deixa-a em paz dormir na solidão.
Que vale o ramo do alecrim cheiroso
Que lhe atiras nos braços ao passar?
Vais espantar o bando buliçoso
Das borboletas, que lá vão pousar.
É de um escravo humilde sepultura,
Foi-lhe a vida o velar de insônia atroz.
Deixa-o dormir no leito de verdura,
Que o Senhor dentre as selvas lhe compôs.
Não precisa de ti. O gaturamo
Geme, por ele, à tarde, no sertão.
E a juriti, do taquaral no ramo,
Povoa, soluçando, a solidão.
Dentre os braços da cruz, a parasita,
Num abraço de flores se prendeu.
Chora orvalhos a grama, que palpita;
Lhe acende o vaga-lume o facho seu.
Quando, à noite, o silêncio habita as matas,
A sepultura fala a sós com Deus.
Prende-se a voz na boca das cascatas,
E as asas de ouro aos astros lá nos céus.
Caminheiro! do escravo desgraçado
o sono agora mesmo começou!
Não lhe toques no leito de noivado,
Há pouco a liberdade o despousou.
ALVES, Castro. Poesias completas. Rio de Janeiro:
Tecnoprint, 1985.
O poema acima servirá como base para responder a questão a seguir:
Substituindo o vocábulo em destaque sem prejuízo de sentido ao texto, temos:
O emprego do vocábulo “Mas” permite concluir que, em livros do estilo de Factfulness, o tom de autoajuda pode ser considerado como indício de um texto
Ceará é líder no país em exportação de água de coco Os produtos pertencentes à classificação de água de coco são os principais nas relações comerciais do Ceará com o mundo. (Por G1 CE 12/06/2018 07h59)
O Ceará em 2018, assim como em 2017, segue como terceiro maior exportador de bebidas do Brasil - atrás apenas de São Paulo e do Paraná. As vendas externas cearenses do setor de janeiro a abril, porém, foram no sentido contrário à tendência nacional de crescimento, registrando uma discreta retração de 5,0% em relação ao ano de 2017, alcançando no acumulado do ano o montante de US$ 23,2 milhões.
Já nas importações, o estado exibiu uma queda de 36,7% em relação ao ano anterior, bem acima da média nacional que foi de 1,5%. Os dados são do estudo Ceará de maio, produzidos pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, com base em informações obtidas de janeiro a abril de 2018.
Os produtos pertencentes à classificação de água de coco são os principais nas relações comerciais do Ceará com o mundo. Foram os mais exportados, com um valor de US$ 13,8 milhões em 2018, colocando o Ceará na liderança entre os estados brasileiros exportadores de água de coco.
Destaca-se, todavia, a queda significante nas exportações de “sucos (sumo) de outras frutas, não fermentado, sem adição de açúcar”, que reduziram suas vendas em 80,4% do último ano para o atual. O suco de acerola ganha o destaque pela performance positiva no mesmo período, saindo de US$ 1,3 milhão em 2017, para US$ 3,3 milhões em 2018.
Do lado das importações, lidera também a água de coco, contabilizando US$ 2,9 milhões. Principal destino das exportações cearenses, os EUA reduziram as compras de bebidas do Estado em 17%, mas ainda são responsáveis por 60% do total exportado. A Holanda assumiu a segunda colocação nessa lista exibindo crescimento de 202,3%, saindo de US$ 944,7 mil para US$ 2,9 milhões entre 2017 e 2018.
Dado a frase: ... registrando uma discreta retração de 5,0% em relação ao ano de 2017..., o termo em destaque pode ser substituído por:
Uma vela para Dario
Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.
Ele reclina-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros que se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario ronqueja feio, bolhas de espuma surgem no canto da boca.
Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta à outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.
Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora , comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade
Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete. A polícia decide chamar o rabecão.
A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.
[1964] (De "Cemitério de Elefantes", Rio, Civilização Brasileira, 6. ed. , 1980)
...as crianças de pijama acodem à janela. O termo em destaque pode ser substituído sem alterar o sentido do texto, por:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.
Eu 2018
Ontem à noite, impelido pela desolação, me pus a refletir sobre os rumos da pátria, deixando-me levar pelas águas cristalinas que brotam do lamaçal da embriaguez, decidi me lançar candidato a presidente. A ideia ainda é nova, falta criar um programa de governo, mas já adianto aqui algumas propostas, nascidas do conluio quase sempre profícuo entre o lúpulo e a divagação.
Reforma tributária. É sabido que nossa engenharia tributária é velha, injusta e ineficiente. Desestimula a economia e encoraja a sonegação. Temos que pensar nos impostos com a cabeça no século 22, não no 19. Por isso minha primeira proposta é uma ideia roubada do brilhante pensador Daniel Bramatti: a taxação de selfies. Digamos, R$ 0,10 por selfie. Se houver pau de selfie envolvido, R$ 1. Foto de comida terá que pagar 5% do valor do prato mais os 10% do serviço.
Reforma previdenciária. Só um doido nega o rombo na Previdência. Temos cada vez menos filhos e a medicina nos conserva até o último centavo. Acontece que esse pequeno número de jovens tira muito mais selfie e foto de comida do que os seus avós, de modo que a minha reforma tributária já garante a aposentadoria de todo mundo, sem mexer em direitos (a não ser que você considere selfie um direito. Selfie não é direito. Selfie é errado).
Controle de fronteiras. É muita terra abandonada por onde entram armas e drogas. Minha proposta é cavar um fosso do Oiapoque ao Chuí, encher de água e transformar em pesque e pague. A construção do maior parque pesqueiro do mundo vai reativar as nossas combalidas empreiteiras, vai dificultar a entrada de armas e drogas e alegrar a vida do idoso, não só pelos quilos de lambaris pescados (com o dinheiro das selfies dos netos) como pelo sentimento de utilidade ao ver-se patrulheiro de nossas fronteiras.
Entrega Brasília pro Mauricio de Sousa fazer um parque da Mônica. Troca o hino nacional por “Aquarela do Brasil”. Coloca “Amor” antes de “Ordem e Progresso” na nossa bandeira. Acaba com a CBF. Arena volta a se chamar estádio. Jorge Benjor volta a se chamar Jorge Ben. Lanche volta a se chamar sanduíche. E a tomada volta a ter dois pinos. Chega de mamata! Vote Antonio Prata!
(Antonio Prata. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/ 2018/03/eu-2018.shtml. Acesso em 04.04.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa cujos termos em destaque expressam, respectivamente, circunstância de intensidade e de exclusão.


