Questões de Concurso
Sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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“A semântica é a parte da gramática que estuda os aspectos relacionados ao sentido das palavras.” (Cereja & Cochar, 2009, p.394) e alguns aspectos tratados por ela são os sinônimos, os antônimos, os hipônimos, os hiperônimos e a polissemia. Analise as afirmativas abaixo, e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F):
( ) As palavras velho/novo são sinônimas.
( ) Polissemia é a propriedade que uma palavra tem de apresentar vários sentidos. Ex.: manga (manga da roupa, manga fruta), cavalo (cavalo animal, cavalo medida de motor).
( ) Garoto e menino são palavras sinônimas.
( ) As palavras verde, vermelho, amargo, alaranjado, cor-de-rosa pertencem, todas, ao mesmo campo semântico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.


L. R. Paranhos et al. Implicações éticas e legais do marketing na
Odontologia. In: RSBO – Revista Sul Brasileira de Odontologia,
v. 8, n.º 2, p. 219‐24, 2011 (com adaptações).
No que concerne à estruturação linguístico‐gramatical do texto, julgue o item.
O trecho “No final dos anos 1990” (linha 1) pode ser
substituído por No fim da década de 90 do século
passado, sem que isso prejudique o sentido original do
texto.
Texto para o item.
Recado ao Senhor 903

Rubem Braga. O verão e as mulheres. 10.ª ed. Rio de Janeiro:
Record, 2008, p. 21‐23 (com adaptações).
No que concerne aos aspectos linguístico‐gramaticais do texto, julgue o item.
No texto, a palavra “veemente” (linha 6) é empregada com o mesmo sentido de frenética.
Texto para o item.
Pesquisas indicam que humanos estão
ingerindo microplásticos
No ritmo atual, se nada for feito, as projeções da Organização da Nações Unidas (ONU) apontam que os oceanos terão mais plástico do que peixes em 2050

Internet: <https://exame.abril.com.br>
No que se refere aos aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item.
Na linha 3, a palavra “imperceptíveis” pode ser
corretamente substituída por impercebíveis por se
tratar de seu sinônimo.


Fabiane Esperança Rocha. O que falta: educação ou sensibilidade?
Internet: <www.portaleducacao.com.br> (com adaptações).
No que se refere aos aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item .
Sem prejuízo para a correção gramatical e para os
sentidos originais do texto, a expressão “do dia a dia”
(linha 1) pode ser substituída por cotidianas.

Julgue o item no que se refere às estruturas linguístico‐gramaticais do texto.
Ficam mantidos a correção gramatical e os sentidos
originais do texto caso a expressão “entre os finais do século XIX e a primeira década do século XX” (linha 12)
seja substituída por entre fins do século XIX e meados
do século seguinte.
A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&tipo=resenha&edicao=129

Internet:<https://exame.abril.com.br>
No que se refere aos aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item.
Na linha 3, a palavra “imperceptíveis” pode ser
corretamente substituída por impercebíveis por se
tratar de seu sinônimo.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/14/cultura/1560533971_274766.html - Texto adaptado para esta prova.
Analise a seguintes assertivas a respeito do sentido de palavras do texto:
I. evocando (l. 18) significa ‘lembrando’.
II. inócuas (l. 35), nesse contexto, tem sentido de ‘não causar dano’.
III. ominosos (l. 43), aqui, tem sentido de ‘destestável’.
Quais estão corretas?
Texto I
Machado de Assis é mesmo realista?
O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco
da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881,
quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de
Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de
Machado de Assis. A informação aparece em muitos
manuais didáticos.
O romance de Aluísio de Azevedo de fato se
encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o
personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias
depois de morto e que no século XIX não havia
evidências de vida depois da morte (como não as há
até hoje, aliás), ojovem leitor se pergunta: como pode
ser realista um livro que se chama “Memórias
póstumas”?
A pergunta do aluno é inteligente. A obra de
Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar
do realismo que lhe imputam, como a personagem do
doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O
alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a
revelar a verdade verdadeira aos incautos e não
arreda desta auto ilusão nem mesmo quando
encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha,
daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.
Não contente em atacar a concepção realista com
seus personagens e metáforas, Machado de Assis a
combateu explícita e frontalmente em vários textos
críticos.
Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”,
romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro
afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a
realidade, mas excluamos o realismo; assim não
sacrificarem os a verdade estética” . Machado
ordenou a exclusão do realismo do campo da arte
para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela
verdade que não esconde do leitor que inventa
realidades de papel.
No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis
afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a
realidade é boa, o realismo é que não presta para
nada”. Creio que ele não podia ser mais claro.
Segundo o autor, o realismo “não presta para nada”
porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida
mesma não concorda.
O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva,
mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas
faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das
cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma
“exação de inventário”, ou seja, para as dispor em
gavetas uniformes como se cada acontecimento se
reduzisse à dimensão de todos os outros.
Por isso, Machado não perde a chance de reduzir
o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova
poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que
nos disser o número exato dos fios de que se compõe
um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.
Mas por que, se o próprio Machado de Assis
reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda
insistem em considerá-lo realista?
Gustavo Bernardo
(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)



