Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Leia o texto abaixo e responda à questão.
UM PLANO GENIAL
Apparício Torelly (Barão de Itararé)
Joaquim Rebolão estava desempregado e lutava com grandes dificuldades para se manter. A sua situação ainda mais se agravava pelo fato de ter que dar assistência a um filho, rapaz inexperiente que também estava no desvio. Joaquim Rebolão, porém, defendia-se como um autêntico leão da Núbia, neste deserto de homens e ideias.
O seu cérebro, torturado pela miséria, era fértil e brilhante, engendrando planos verdadeiramente geniais, graça aos quais sempre se saía galhardamente das aperturas diárias com que o destino cruel o torturava.
Naquele dia, o seu grude já estava garantido. Recebera convite para um banquete de cerimônia, em homenagem a um alto figurão que estava necessitando de claque. Mas o nosso herói não estava satisfeito, porque não conseguira um convite para o filho.
À hora marcada, porém, Rebolão, acompanhado do rapaz, dirige-se para o salão, onde se celebraria a cerimônia. Antes de penetrar no recinto, diz a seu filho faminto:
— Fica firme aqui na porta um momento, porque preciso dar um jeito a fim de que tu também tomes parte no festim.
Já estavam todos os convidados sentados nos respectivos lugares, na grande mesa em forma de ferradura, quando, ao começar o bródio, Rebolão se levanta e exclama:
— Senhores, em vista da ausência do Sr. Vigário nesta festa, tomo a liberdade de benzer a mesa. Em nome do Padre e do Espírito Santo!
— E o filho? — perguntou-lhe um dos convivas.
— Está na porta — responde prontamente.
E, voltando-se para o rapaz, ordena, autoritário e enérgico:
— Entra de uma vez, menino! Não vês que estes senhores te estão chamando?
-
- (TORTELLY. Apparício. Fonte: http://contobrasileiro.com.br/um-
- plano-genial-cronica-do-barao-de-itarare/)
[Sobre a violência]
Num tempo como o nosso, de profundas violências, minha vocação é não me abrir ao outro, não lhe oferecer o espaço da minha liberdade para que assim possamos nos encontrar, na calorosa mutualidade do convívio. Não. Minha vocação é agora submeter o Outro, é pô-lo ao meu serviço. É conformá-lo ou deformá-lo, pouco importa, contanto que ele me sirva e eu o possa subjugar, no caso em que me resista. E passo a ser um violento porque me inocularam violência, simplificando-me e desrespeitando-me como pessoa. E passo a ser um pequeno predador, perdido na selva que me quer predar, e escolho para o meu projeto o culto da força.
(Adaptado de: PELLEGRINO, Hélio. Lucidez embriagada. São Paulo, Planeta do Brasil 2004, p. 163-164)
– Os voluntários dedicam-se a aplacar as carências dos moradores de rua. – ... o grupo tem como principal incumbência a distribuição de refeições. – As estatísticas são esporádicas e, por isso, não é fácil saber com exatidão a proporção desse crescimento.
Esses termos podem ser substituídos, sem prejuízo de sentido e respectivamente, por:
Leia o texto para responder a questão.
O gosto na era do algoritmo
Às segundas-feiras pela manhã, os usuários do Spotify (serviço de transferência de dados via internet que dá acesso a músicas e outros conteúdos de artistas) recebem uma lista personalizada de músicas que lhes permite descobrir novidades. O sistema se baseia em um algoritmo cuja evolução e usos aplicados ao consumo cultural são infinitos. De fato, plataformas de transmissão de dados cinematográficos, como a Netflix, começam a desenhar suas séries de sucesso rastreando os dados gerados por todos os movimentos dos usuários para analisar o que os satisfaz. O algoritmo constrói assim um universo cultural adequado e complacente com o gosto do consumidor, que pode avançar até chegar sempre a lugares reconhecíveis.
O algoritmo, sustentam seus críticos, nos torna chatos, previsíveis, e empobrece nossa curiosidade por explorar o acervo cultural. Ramón Sangüesa, coordenador do Data Transparency Lab (Laboratório de Transparência de Dados), consegue ver vantagens, mas também riscos. “Esses sistemas se baseiam no passado para predizer o futuro. A primeira dificuldade é conseguir a massa crítica para que tenhamos mais dados e as projeções sejam melhores. Mas sempre se corre o risco de ficar em uma mesma área de recomendação. No consumo cultural, o perigo está na uniformização do gosto, o que chamamos de filtro bolha. E assim vão sendo criados comportamentos padronizados”, afirma.
A questão, no entanto, é se os limites impostos na aprendizagem pelos sistemas fechados de computação são equiparáveis aos erros e possíveis idiotices que cometemos durante anos formando nosso próprio gosto. O escritor Eloy Fernández Porta não vê grande diferença. Segundo ele, antes do Spotify e fora dele o gosto já vinha determinado por critérios de acesso, aceitação, atualidade e distinção. “Sempre vivemos a música em um algoritmo, o que acontece é que em vez de chamá-lo de matemática o chamamos de espontaneidade. O algoritmo do Spotify não me parece menos confiável do que a fórmula caótica que cada ouvinte inventou. Nem menos humano: quando fazemos analogias erradas ou nos empenhamos em recomendar o primeiro disco de Vincent Gallo, nossas sinapses estão dando os mesmos maus passos”, afirma.
(Daniel Verdú. https://brasil.elpais.com/brasil/. 09.07.2016. Adaptado)
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A China
Quem não está admirado com o milagre da China está apavorado. Não dá para pensar na China sem se entusiasmar ou se assustar.
Dentro de muito pouco tempo, vai acontecer o seguinte: a China vai tornar o resto do mundo supérfluo. Não vai ser preciso existir mais ninguém, de tanto que vai existir a China.
O nosso destino é, enquanto a China cresce, irmos ficando cada vez mais desnecessários. Em... o quê? Vinte anos?
A China terá o maior parque industrial, com a mão de obra mais abundante e, portanto, mais barata, da Terra, e produzirá de tudo para o maior mercado consumidor da Terra, que será qual? O dos chineses, mesmo ganhando pouco.
A China concentrará toda a atividade econômica do planeta entre as suas fronteiras. A China se bastará.
(Luis Fernando Verissimo. http://noblat.oglobo.globo.com/.26.10.2017. Adaptado)
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Ex-vice-presidente do Facebook critica redes sociais
Ao falar em uma palestra nos Estados Unidos, Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de crescimento do Facebook, criticou o efeito causado pelas redes sociais.
Ele sugere que as curtidas e outros tipos de interação automática são voltados para a sensação de gratificação de curto prazo, e não geram conversas entre as pessoas. Palihapitiya diz usar o mínimo possível o Facebook e não permite que seus filhos acessem a plataforma. Apesar das palavras duras, ele ameniza o discurso dizendo que a empresa faz o bem no mundo.
Ao site Futurism, Lizbeth M. Kim, candidata a doutorado em psicologia social na Universidade Estadual da Pensilvânia, diz que a mensagem de Palihapitiya é importante para nos lembrar de algo que normalmente ignoramos por escolha. Estudos indicam que passar muito tempo usando redes sociais pode levar à depressão.
(Lucas Agrela. https://exame.abril.com.br/. 06.01.2018. Adaptado)
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Ex-vice-presidente do Facebook critica redes sociais
Ao falar em uma palestra nos Estados Unidos, Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de crescimento do Facebook, criticou o efeito causado pelas redes sociais.
Ele sugere que as curtidas e outros tipos de interação automática são voltados para a sensação de gratificação de curto prazo, e não geram conversas entre as pessoas. Palihapitiya diz usar o mínimo possível o Facebook e não permite que seus filhos acessem a plataforma. Apesar das palavras duras, ele ameniza o discurso dizendo que a empresa faz o bem no mundo.
Ao site Futurism, Lizbeth M. Kim, candidata a doutorado em psicologia social na Universidade Estadual da Pensilvânia, diz que a mensagem de Palihapitiya é importante para nos lembrar de algo que normalmente ignoramos por escolha. Estudos indicam que passar muito tempo usando redes sociais pode levar à depressão.
(Lucas Agrela. https://exame.abril.com.br/. 06.01.2018. Adaptado)
Quando a esposa vai embora
A esposa de Maurício, Karen, abandonou a casa deles há pouco tempo, levando as roupas e os pertences.
O casal estava feliz nas últimas semanas, o que deixou Maurício muito confuso. Não houve nenhuma discussão, nenhuma cobrança, nenhum problema.
A empregada deles, Leonice, chegava sempre às 8 horas e encontrava Maurício arrumado, já de saída. Numa sexta-feira, ele avisou Leonice que Karen ia ficar dormindo até mais tarde porque estava morta de cansaço, tinham assistido a um filme e deitaram tarde.
Leonice foi então ao mercado comprar ingredientes para preparar o almoço. No caminho, recebeu uma ligação de Maurício.
─ Ela levantou?
─ Não, permaneceu quietinha lá.
─ Então, deixa dormindo.
Quando Maurício foi almoçar em casa, no meio da tarde, Karen não tinha dado sinal. Pensou, pensou e decidiu não despertar Karen. O tempo passou. Quando Maurício voltou para casa, no final do dia, Karen continuava dormindo. Então ele pediu à Leonice:
─ Vai acordá-la, pois já passou do limite!
Leonice foi acordar Karen. Retornou pálida para a sala.
─ Não tem ninguém no quarto.
Maurício respirou fundo e somente disse:
─ Não estou pronto para saber disso. Vamos continuar fingindo que ela ainda mora conosco, tá bom, Leonice?
(Carpinejar. Espero alguém. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2013. Adaptado)
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Quando a esposa vai embora
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Quando a esposa vai embora
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Quando a esposa vai embora
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Ex-vice-presidente do Facebook critica redes sociais
• ... do latim coena, última refeição do dia, o nosso popular jantar. A ceia de Natal... • Não havendo nada para comer, a estalajadeira vende-lhes um ganso. Judas, ganancioso, sopra as penas da barriga da ave...
Nas passagens, a relação que há entre os termos destacados é, respectivamente, de