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Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 13.833 questões

Q3638333 Português
A arquitetura hostil, como se convencionou chamar, é um conjunto de dispositivos construtivos que têm como objetivo impedir a permanência de pessoas, especialmente daquelas em situação de rua, em bancos de praças, espaços residuais em fachadas e demais áreas livres do espaço público. Uma ideia ultrapassada, pautada na especulação imobiliária, onde se acredita que a remoção dessas pessoas valoriza o entorno e, consequentemente, aumenta o valor dos imóveis da região, a chamada gentrificação.

Se a base da arquitetura é o abrigo e o ofício do Arquiteto e Urbanista é justamente propor espaços de bem‑estar e acolhimento, impedir o uso de espaços públicos é, definitivamente, uma antiarquitetura. Essa prática está presente em diversas cidades mundo afora, com a instalação de cacos de vidro, pedras, barreiras, peças pontiagudas e outros elementos que hostilizam o usuário e reforçam a mensagem de que “esse lugar não é para você”. No Brasil, esse debate ganhou força apenas nos últimos anos.

Além de não resolver a complexa questão das pessoas em situação de rua, a arquitetura hostil influencia na relação do indivíduo com o espaço público e impede que seus equipamentos sejam plenamente utilizados, afinal, uma simples atividade como se sentar em um banco para descansar e desfrutar da sombra de uma árvore é prejudicada pela inserção desses elementos. Sem a liberdade de utilizar os espaços públicos, todos nós perdemos. Nossas cidades tornam‑se mais frias, agressivas e excludentes. Nossas praças e calçadas são apenas locais de passagem.

Carol Bernardo e Tamires de Alcântara. A quem pertencem nossas cidades?
Internet:<blog.archtrends.com>  (com adaptações). 

Considerando‑se os aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir. 


Palavras como “ultrapassada” (segundo período do primeiro parágrafo) e “anti‑arquitetura” (primeiro período do segundo parágrafo) expressam o juízo de valor das autoras acerca da arquitetura hostil.

Alternativas
Q3638325 Português
        Ao longo de milênios os homens e os animais aperfeiçoaram os modos de se proteger de variadas ocorrências que poderiam dar‑lhe desconfortos, problemas físicos, desamparo ou prejuízos no cotidiano. Desde as cavernas até os edifícios de muitos andares, passando por habitações individuais, os abrigos sempre foram os refúgios contra intempéries ou animais ferozes, fazendo com que as pessoas se considerassem seguras ou a salvo de agressões, do frio congelante ou outros eventos previsíveis ou de cunho sazonal.

        A necessidade de moradia faz da casa uma necessidade dos habitantes de qualquer cidade contemporânea. O problema poderá ser mais perceptível em grandes aglomerados, as metrópoles, onde a periferia urbana se estende pelo território que, devido à ocupação desenfreada, não enseja a mesma velocidade por parte dos governantes para atender a aspiração de habitações. Também nesse sentido, não se notam programas que venham atender essa demanda, o que faz com que muitos optem pelo abrigo improvisado sob viadutos ou à margem de grandes rodovias ou dos principais eixos de circulação, onde os trabalhadores esperam o transporte para se deslocar para o trabalho nas primeiras horas da manhã ou para o retorno à casa no fim do dia.

Aldo Paviani. Preservar abrigos é necessidade dos seres vivos.
Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


No segundo período do primeiro parágrafo, o vocábulo “cavernas” e as expressões “edifícios de muitos andares” e “habitações individuais” são semanticamente relacionados.

Alternativas
Q3632480 Português
        O impacto de uma dieta cariogênica sobre as condições dentárias foi registrado em Casa Grande & Senzala, obra‑prima do sociólogo Gilberto Freyre (1933). Nela, Freyre refere‑se às condições de nutrição no Brasil colonial: “Má nos engenhos e péssima nas cidades, tal era a alimentação da sociedade brasileira nos séculos XVI, XVII e XVIII. Nas cidades, era péssima e escassa.”.
        A monocultura da cana‑de‑açúcar, feita em grande escala na Bahia, no Maranhão e em Pernambuco, concorreu para uma alimentação deficiente e que predispunha a doenças. Segundo o autor, nem carne de vaca nem de carneiro nem mesmo de galinha. Nem frutas nem legumes; que legumes eram raros na terra, e frutos quase que só chegavam à mesa já bichados ou então tirados verdes para escaparem à gana dos passarinhos, dos tapurus e dos insetos. A carne que se encontrava era magra, de gado vindo de longe, dos sertões, sem pastos que o refizessem da penosa viagem, porque as grandes lavouras de cana‑de‑açúcar ou de tabaco não se deixavam manchar de pastos para os bois descidos dos sertões e destinados ao corte. Bois e vacas que não fossem os de serviço eram como se fossem animais danados para os latifundiários. Os colonos mandavam vir de fora muitos alimentos, quase sempre em conserva e de pouco valor nutritivo.
        Referindo‑se a Salvador (BA), capital do Brasil colonial, de 1549 a 1763, a cidade dos vice‑reis, habitada por muito ricaço português e da terra, cheia de fidalgos e de frades, Freyre afirma que se notabilizou pela péssima e deficiente alimentação. Tudo faltava: carne fresca de boi, aves, leite, legumes, frutas, e o que aparecia era da pior qualidade ou quase em estado de putrefação. Fartura mesmo só a de doce, geleias e pastéis fabricados pelas freiras nos conventos: era com que se arredondava a gordura dos frades e das sinhás‑donas.
        Freyre, ao comentar o tema, relata que o médico sueco Gustavo Beyer ficou impressionado com o que viu, ao adentrar o interior do Brasil. Viajando nos arredores de Itu, conforme o médico, era impossível não se notar que toda a gente da classe baixa tinha os dentes incisivos perdidos pelo uso constante da cana‑de‑açúcar que, sem cessar, chupa e conserva na boca em pedaços de algumas polegadas. Quer em casa, quer fora dela, não a larga. A classe superior gosta igualmente de doce. E, para que não paire qualquer dúvida sobre o significado da cana‑de‑açúcar no cotidiano alimentar do período, os animais de carga também participam da mesma inclinação. Encontram‑se eles tal qual seus condutores, mastigando cana.

Internet: <www.sicelo.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte.

Na sentença “porque as grandes lavouras de cana‑de‑açúcar ou de tabaco não se deixavam manchar de pastos para os bois descidos dos sertões e destinados ao corte”, o vocábulo “porque” poderia ser substituído, sem comprometer a correção gramatical e os sentidos textuais originais, por vez que.

Alternativas
Q3632477 Português
        O impacto de uma dieta cariogênica sobre as condições dentárias foi registrado em Casa Grande & Senzala, obra‑prima do sociólogo Gilberto Freyre (1933). Nela, Freyre refere‑se às condições de nutrição no Brasil colonial: “Má nos engenhos e péssima nas cidades, tal era a alimentação da sociedade brasileira nos séculos XVI, XVII e XVIII. Nas cidades, era péssima e escassa.”.
        A monocultura da cana‑de‑açúcar, feita em grande escala na Bahia, no Maranhão e em Pernambuco, concorreu para uma alimentação deficiente e que predispunha a doenças. Segundo o autor, nem carne de vaca nem de carneiro nem mesmo de galinha. Nem frutas nem legumes; que legumes eram raros na terra, e frutos quase que só chegavam à mesa já bichados ou então tirados verdes para escaparem à gana dos passarinhos, dos tapurus e dos insetos. A carne que se encontrava era magra, de gado vindo de longe, dos sertões, sem pastos que o refizessem da penosa viagem, porque as grandes lavouras de cana‑de‑açúcar ou de tabaco não se deixavam manchar de pastos para os bois descidos dos sertões e destinados ao corte. Bois e vacas que não fossem os de serviço eram como se fossem animais danados para os latifundiários. Os colonos mandavam vir de fora muitos alimentos, quase sempre em conserva e de pouco valor nutritivo.
        Referindo‑se a Salvador (BA), capital do Brasil colonial, de 1549 a 1763, a cidade dos vice‑reis, habitada por muito ricaço português e da terra, cheia de fidalgos e de frades, Freyre afirma que se notabilizou pela péssima e deficiente alimentação. Tudo faltava: carne fresca de boi, aves, leite, legumes, frutas, e o que aparecia era da pior qualidade ou quase em estado de putrefação. Fartura mesmo só a de doce, geleias e pastéis fabricados pelas freiras nos conventos: era com que se arredondava a gordura dos frades e das sinhás‑donas.
        Freyre, ao comentar o tema, relata que o médico sueco Gustavo Beyer ficou impressionado com o que viu, ao adentrar o interior do Brasil. Viajando nos arredores de Itu, conforme o médico, era impossível não se notar que toda a gente da classe baixa tinha os dentes incisivos perdidos pelo uso constante da cana‑de‑açúcar que, sem cessar, chupa e conserva na boca em pedaços de algumas polegadas. Quer em casa, quer fora dela, não a larga. A classe superior gosta igualmente de doce. E, para que não paire qualquer dúvida sobre o significado da cana‑de‑açúcar no cotidiano alimentar do período, os animais de carga também participam da mesma inclinação. Encontram‑se eles tal qual seus condutores, mastigando cana.

Internet: <www.sicelo.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte.

No trecho “A monocultura da cana‑de‑açúcar”, uma forma antônima para o termo “monocultura” que mantivesse a correção gramatical seria silvicultura.

Alternativas
Q3628748 Português

Durante uma atividade de revisão lexical em sala, a professora Elisa propôs que seus alunos substituíssem palavras sublinhadas por sinônimos adequados ao contexto. Ela explicou que, embora sinônimos sejam úteis para evitar repetições, é fundamental observar a adequação de sentido, pois nem todos os sinônimos são perfeitos.


A seguir, veja cinco frases apresentadas pela professora, com a respectiva proposta de substituição:



Coluna 01 − Frases com substituições:



(__) A criança agiu com sabedoria diante do conflito. → A criança agiu com inteligência diante do conflito.


(__) Após o almoço, vamos caminhar pelo parque. → Depois do almoço, vamos caminhar pelo parque.


(__) O autor respondeu com ousadia à crítica. → O autor respondeu com coragem à crítica.


(__) Ele perdeu o cargo por falta de ética. → Ele perdeu o cargo por ausência de ética.


(__) A moça ficou alegre com a notícia. → A moça ficou feliz com a notícia.



Coluna 02 − Tipos de Sinonímia:



I. Sinonímia Perfeita.


II. Sinonímia Imperfeita.



Relacione as colunas acima de acordo com o tipo de sinonímia predominante (perfeita ou imperfeita). Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo: 

Alternativas
Q3624634 Português
        Comumente, inteligência artificial (IA) é relacionada com a imagem de robôs que pensam e agem como humanos, numa analogia às cenas clássicas dos filmes de ficção científica. Porém, mesmo com muitos avanços no desenvolvimento de “substitutos” para os humanos, diversas outras formas de IA bem mais discretas já fazem parte da rotina de pessoas por todo o mundo.

        A IA se caracteriza por sistemas de machine learning, que, em uma explicação simples, são algoritmos treinados a partir de uma grande base de dados. Exemplos desses algoritmos no cotidiano são os sistemas de busca, que consideram o histórico de preferências do usuário para oferecer melhores resultados em aplicativos que calculam rotas e que são capazes de sugerir o melhor caminho de volta para casa em um dia de trânsito complicado. Toda vez que você tem a impressão de que a máquina leu seus pensamentos ou antecipou uma necessidade sua, você provavelmente está diante de um sistema de IA.

        A advogada Thays Joana Tumelero, especialista em proteção de dados e privacidade, explica que atualmente o Poder Judiciário brasileiro utiliza recursos de inteligência artificial para fins mais simples, como a leitura de documentos e a classificação de processos. Isso evita o trabalho repetitivo de dezenas ou centenas de servidores, mas representa apenas parte do que as máquinas são capazes de fazer. No sistema elaborado pelo STJ, por exemplo, os algoritmos verificam o assunto e classificam os processos que entram no tribunal, agilizando a fase de distribuição.

         Sistemas de inteligência artificial que extrapolam a simples promoção de agilidade na tramitação de processos já têm sido questionados, do ponto de vista legal e também ético, em diversas partes do mundo. Isso porque, se os algoritmos são capazes de ler processos e sugerir classificações e procedimentos, eles também podem ser usados para estudar padrões de decisão dos magistrados e apontar tendências em ações específicas.

         Tumelero também acredita que a transformação digital é um movimento inevitável nas organizações. Mas, ao contrário das previsões apocalípticas que apontam uma total substituição do trabalho dos operadores do direito pela mão de obra de robôs, Thays aposta em um cenário no qual homem e máquina se complementam: “Nenhuma solução tecnológica vem com criatividade, sensibilidade e ética. Esses são elementos comuns aos operadores do direito que a inteligência artificial não é capaz de substituir”, conclui.

Internet:<www.esmesc.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item que se segue, com base nas ideias, nos aspectos linguísticos e no vocabulário do texto precedente.


A palavra “Porém” (segundo período do primeiro parágrafo) introduz uma ideia que se opõe à apresentada no primeiro período do texto. 

Alternativas
Q3624632 Português
        Comumente, inteligência artificial (IA) é relacionada com a imagem de robôs que pensam e agem como humanos, numa analogia às cenas clássicas dos filmes de ficção científica. Porém, mesmo com muitos avanços no desenvolvimento de “substitutos” para os humanos, diversas outras formas de IA bem mais discretas já fazem parte da rotina de pessoas por todo o mundo.

        A IA se caracteriza por sistemas de machine learning, que, em uma explicação simples, são algoritmos treinados a partir de uma grande base de dados. Exemplos desses algoritmos no cotidiano são os sistemas de busca, que consideram o histórico de preferências do usuário para oferecer melhores resultados em aplicativos que calculam rotas e que são capazes de sugerir o melhor caminho de volta para casa em um dia de trânsito complicado. Toda vez que você tem a impressão de que a máquina leu seus pensamentos ou antecipou uma necessidade sua, você provavelmente está diante de um sistema de IA.

        A advogada Thays Joana Tumelero, especialista em proteção de dados e privacidade, explica que atualmente o Poder Judiciário brasileiro utiliza recursos de inteligência artificial para fins mais simples, como a leitura de documentos e a classificação de processos. Isso evita o trabalho repetitivo de dezenas ou centenas de servidores, mas representa apenas parte do que as máquinas são capazes de fazer. No sistema elaborado pelo STJ, por exemplo, os algoritmos verificam o assunto e classificam os processos que entram no tribunal, agilizando a fase de distribuição.

         Sistemas de inteligência artificial que extrapolam a simples promoção de agilidade na tramitação de processos já têm sido questionados, do ponto de vista legal e também ético, em diversas partes do mundo. Isso porque, se os algoritmos são capazes de ler processos e sugerir classificações e procedimentos, eles também podem ser usados para estudar padrões de decisão dos magistrados e apontar tendências em ações específicas.

         Tumelero também acredita que a transformação digital é um movimento inevitável nas organizações. Mas, ao contrário das previsões apocalípticas que apontam uma total substituição do trabalho dos operadores do direito pela mão de obra de robôs, Thays aposta em um cenário no qual homem e máquina se complementam: “Nenhuma solução tecnológica vem com criatividade, sensibilidade e ética. Esses são elementos comuns aos operadores do direito que a inteligência artificial não é capaz de substituir”, conclui.

Internet:<www.esmesc.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item que se segue, com base nas ideias, nos aspectos linguísticos e no vocabulário do texto precedente.


A palavra “apocalípticas” (segundo período do último parágrafo) está empregada com o mesmo sentido de irremediáveis.

Alternativas
Q3610455 Português
A atividade física pode‑se efetivar nos três níveis que organizam a rede de atenção à saúde no Brasil, estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, é importante analisar a associação entre atividade física e prevenção ou tratamento das doenças crônicas não transmissíveis e da incapacidade funcional e as recomendações atuais para a prática de exercícios nessas situações.

        Diversos estudos epidemiológicos mostram associação entre aumento dos níveis de atividade física e redução da mortalidade geral e por doenças cardiovasculares em indivíduos adultos e idosos. Embora ainda não estejam totalmente compreendidos, os mecanismos que ligam a atividade física à prevenção e ao tratamento de doenças e da incapacidade funcional envolvem, principalmente, a redução da adiposidade corporal, a queda da pressão arterial, a melhora do perfil lipídico e da sensibilidade à insulina, o aumento do gasto energético, da massa e força muscular, da capacidade cardiorrespiratória, da flexibilidade e do equilíbrio.

        De forma geral, os consensos para a prática de exercícios preventivos ou terapêuticos recomendam atividades aeróbias e resistidas, preferencialmente somadas às atividades físicas do cotidiano. Particularmente para idosos ou adultos com comorbidades ou limitações que afetem a capacidade de realizar atividades físicas, os consensos preconizam, além dessas atividades, a inclusão de exercícios para o desenvolvimento da flexibilidade e do equilíbrio.

        Algumas doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, seus fatores de risco metabólicos (diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemias) e a incapacidade funcional são importantes causas de morbidade e mortalidade entre adultos e idosos. Em geral, essas doenças são de longa duração, múltiplas, exigem acompanhamento multidisciplinar permanente, intervenções contínuas e grandes recursos materiais e humanos, gerando encargos ao sistema público e social. No Brasil, por exemplo, respondem por, aproximadamente, 70% dos gastos assistenciais com a saúde.

        Apesar de a herança genética ser fator de relevância na determinação da suscetibilidade à doença, o desenvolvimento dessas morbidades se dá, primordialmente, por fatores ambientais e ligados ao estilo de vida. Estima‑se que 75% dos casos novos de doenças não transmissíveis poderiam ser explicados por dieta inadequada e inatividade física. O baixo condicionamento cardiorrespiratório, a pouca força muscular e o sedentarismo, por exemplo, aumentam de três a quatro vezes a prevalência da síndrome metabólica. Nesses casos, é essencial para um metabolismo saudável a prática regular de exercícios físicos, que aumenta a massa muscular e acelera o metabolismo, além de uma alimentação equilibrada.

Internet:<www.scielo.br> (com adaptações).

Quanto à estruturação linguística e gramatical do texto, julgue o item seguinte.


A palavra “funcional”, em “incapacidade funcional”, sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos originais do texto, pode ser substituída por laboral.

Alternativas
Q3610453 Português
A atividade física pode‑se efetivar nos três níveis que organizam a rede de atenção à saúde no Brasil, estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, é importante analisar a associação entre atividade física e prevenção ou tratamento das doenças crônicas não transmissíveis e da incapacidade funcional e as recomendações atuais para a prática de exercícios nessas situações.

        Diversos estudos epidemiológicos mostram associação entre aumento dos níveis de atividade física e redução da mortalidade geral e por doenças cardiovasculares em indivíduos adultos e idosos. Embora ainda não estejam totalmente compreendidos, os mecanismos que ligam a atividade física à prevenção e ao tratamento de doenças e da incapacidade funcional envolvem, principalmente, a redução da adiposidade corporal, a queda da pressão arterial, a melhora do perfil lipídico e da sensibilidade à insulina, o aumento do gasto energético, da massa e força muscular, da capacidade cardiorrespiratória, da flexibilidade e do equilíbrio.

        De forma geral, os consensos para a prática de exercícios preventivos ou terapêuticos recomendam atividades aeróbias e resistidas, preferencialmente somadas às atividades físicas do cotidiano. Particularmente para idosos ou adultos com comorbidades ou limitações que afetem a capacidade de realizar atividades físicas, os consensos preconizam, além dessas atividades, a inclusão de exercícios para o desenvolvimento da flexibilidade e do equilíbrio.

        Algumas doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, seus fatores de risco metabólicos (diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemias) e a incapacidade funcional são importantes causas de morbidade e mortalidade entre adultos e idosos. Em geral, essas doenças são de longa duração, múltiplas, exigem acompanhamento multidisciplinar permanente, intervenções contínuas e grandes recursos materiais e humanos, gerando encargos ao sistema público e social. No Brasil, por exemplo, respondem por, aproximadamente, 70% dos gastos assistenciais com a saúde.

        Apesar de a herança genética ser fator de relevância na determinação da suscetibilidade à doença, o desenvolvimento dessas morbidades se dá, primordialmente, por fatores ambientais e ligados ao estilo de vida. Estima‑se que 75% dos casos novos de doenças não transmissíveis poderiam ser explicados por dieta inadequada e inatividade física. O baixo condicionamento cardiorrespiratório, a pouca força muscular e o sedentarismo, por exemplo, aumentam de três a quatro vezes a prevalência da síndrome metabólica. Nesses casos, é essencial para um metabolismo saudável a prática regular de exercícios físicos, que aumenta a massa muscular e acelera o metabolismo, além de uma alimentação equilibrada.

Internet:<www.scielo.br> (com adaptações).

Quanto à estruturação linguística e gramatical do texto, julgue o item seguinte.


Sem prejuízo gramatical, a expressão “Por isso”, na estrutura “Por isso, é importante analisar a associação”, pode ser substituída por Assim.

Alternativas
Q3607109 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Reduzir a velocidade é essencial


     Diariamente, morrem em torno de 120 pessoas em acidentes de trânsito no Brasil – número equivalente a um desastre aéreo. Existem elementos que contribuem para esse péssimo número que o País registra e que nos distancia muito dos países desenvolvidos, e até mesmo de cidades brasileiras que estão conseguindo melhorias importantes nesse campo. Destaco, em primeiro lugar, a gestão das velocidades, fundamental para a redução das mortes: uma colisão de carro com pedestre a 30 km/h oferece 90% de chance de sobrevivência, enquanto a 50 km/h essa possibilidade cai para apenas 25%.

   O brasileiro glamoriza a velocidade e, sobretudo, não recebe treinamento adequado para perceber os riscos implicados na condução de um veículo. Dentro dos carros, especialmente nos mais novos, há diversas proteções, mas, em contrapartida, o pedestre só pode contar com o corpo, que é muito frágil.

   O segundo fator de risco que destaco é o uso do celular enquanto se dirige. Estudos comprovam que utilizar o smartphone ao conduzir provoca uma perda de atenção equivalente ao uso de álcool.

   É preciso, também, reforçar a formação dos motoristas, pois nosso processo de habilitação é muito falho e pouco rigoroso. Eu acredito, inclusive, que, para que uma pessoa se torne motorista, é fundamental que tenha “aula” como pedestre e, se tiver condições, como ciclista, para se colocar no lugar do outro no trânsito e compreender a necessidade do comportamento cuidadoso.


(Sergio Avelleda, “Reduzir a velocidade é essencial”,
O Estado de S.Paulo. Adaptado)
Considere os seguintes trechos:

•  “Dentro dos carros, especialmente nos mais novos, há diversas proteções, mas, em contrapartida, o pedestre só pode contar com o corpo…” (2o parágrafo)
•  “… é fundamental que tenha ‘aula’ como pedestre e, se tiver condições, como ciclista…” (4o parágrafo)

As palavras em destaque expressam, corretamente e na ordem em que aparecem, relação de sentido de
Alternativas
Q3605487 Português
        O conceito de racismo, criado no início do século XX, já foi objeto de diversas leituras e interpretações. Ainda hoje, as várias definições de racismo nem sempre dizem a mesma coisa, nem sempre têm um denominador comum. Quando utilizamos esse conceito em nosso cotidiano, não lhe atribuímos os mesmos conteúdo e significado, daí nossa falta de consenso também na busca de soluções contra o racismo.

        Por razões lógicas e ideológicas, o racismo é geralmente abordado com base na raça, dentro da extrema variedade das possíveis relações existentes entre as duas noções. Com efeito, com base nas relações entre “raça” e “racismo”, o racismo seria teoricamente uma ideologia essencialista que postula a divisão da humanidade em grandes grupos chamados raças, cada qual com características físicas hereditárias comuns, que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.

        Visto desse ponto de vista, o racismo é uma crença na existência de raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, o físico e o cultural. O racista cria a raça no sentido sociológico, ou seja, a raça, no imaginário do racista, não remete exclusivamente a um grupo definido por seus traços físicos. A raça, para um indivíduo racista, reúne pessoas em um grupo social com traços culturais, linguísticos, religiosos, etc. que ele considera naturalmente inferiores aos do grupo ao qual pertence. Dito de outro modo, o racismo é uma tendência que consiste em considerar que as características intelectuais e morais de um dado grupo são consequências diretas de suas características físicas ou biológicas.

        Nesse sentido, podemos afirmar que o racismo nasce quando se empregam características biológicas como justificativa de tal ou tal comportamento. É justamente o estabelecimento da relação intrínseca entre características biológicas e qualidades morais, psicológicas, intelectuais e culturais que desemboca na hierarquização das chamadas raças em superiores e inferiores.

Internet:<geledes.org.br>  (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.


A palavra inerente pode ser considerada um sinônimo para a palavra “intrínseca” no trecho “racismo é uma crença na existência de raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, o físico e o cultural”. 

Alternativas
Q3605484 Português
        O conceito de racismo, criado no início do século XX, já foi objeto de diversas leituras e interpretações. Ainda hoje, as várias definições de racismo nem sempre dizem a mesma coisa, nem sempre têm um denominador comum. Quando utilizamos esse conceito em nosso cotidiano, não lhe atribuímos os mesmos conteúdo e significado, daí nossa falta de consenso também na busca de soluções contra o racismo.

        Por razões lógicas e ideológicas, o racismo é geralmente abordado com base na raça, dentro da extrema variedade das possíveis relações existentes entre as duas noções. Com efeito, com base nas relações entre “raça” e “racismo”, o racismo seria teoricamente uma ideologia essencialista que postula a divisão da humanidade em grandes grupos chamados raças, cada qual com características físicas hereditárias comuns, que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.

        Visto desse ponto de vista, o racismo é uma crença na existência de raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, o físico e o cultural. O racista cria a raça no sentido sociológico, ou seja, a raça, no imaginário do racista, não remete exclusivamente a um grupo definido por seus traços físicos. A raça, para um indivíduo racista, reúne pessoas em um grupo social com traços culturais, linguísticos, religiosos, etc. que ele considera naturalmente inferiores aos do grupo ao qual pertence. Dito de outro modo, o racismo é uma tendência que consiste em considerar que as características intelectuais e morais de um dado grupo são consequências diretas de suas características físicas ou biológicas.

        Nesse sentido, podemos afirmar que o racismo nasce quando se empregam características biológicas como justificativa de tal ou tal comportamento. É justamente o estabelecimento da relação intrínseca entre características biológicas e qualidades morais, psicológicas, intelectuais e culturais que desemboca na hierarquização das chamadas raças em superiores e inferiores.

Internet:<geledes.org.br>  (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.


A expressão “Com efeito” em “Com efeito, com base nas relações entre ‘raça’ e ‘racismo’, o racismo seria teoricamente uma ideologia essencialista que postula a divisão da humanidade em grandes grupos chamados raças”, exprime circunstância de intensidade no contexto em que se insere.

Alternativas
Q3605482 Português
        O conceito de racismo, criado no início do século XX, já foi objeto de diversas leituras e interpretações. Ainda hoje, as várias definições de racismo nem sempre dizem a mesma coisa, nem sempre têm um denominador comum. Quando utilizamos esse conceito em nosso cotidiano, não lhe atribuímos os mesmos conteúdo e significado, daí nossa falta de consenso também na busca de soluções contra o racismo.

        Por razões lógicas e ideológicas, o racismo é geralmente abordado com base na raça, dentro da extrema variedade das possíveis relações existentes entre as duas noções. Com efeito, com base nas relações entre “raça” e “racismo”, o racismo seria teoricamente uma ideologia essencialista que postula a divisão da humanidade em grandes grupos chamados raças, cada qual com características físicas hereditárias comuns, que serviriam de suporte para as características psicológicas, morais, intelectuais e estéticas de cada grupo, e, quando comparadas às características de outras raças, se situariam em uma escala desigual de valores.

        Visto desse ponto de vista, o racismo é uma crença na existência de raças naturalmente hierarquizadas pela relação intrínseca entre o físico e o moral, o físico e o intelecto, o físico e o cultural. O racista cria a raça no sentido sociológico, ou seja, a raça, no imaginário do racista, não remete exclusivamente a um grupo definido por seus traços físicos. A raça, para um indivíduo racista, reúne pessoas em um grupo social com traços culturais, linguísticos, religiosos, etc. que ele considera naturalmente inferiores aos do grupo ao qual pertence. Dito de outro modo, o racismo é uma tendência que consiste em considerar que as características intelectuais e morais de um dado grupo são consequências diretas de suas características físicas ou biológicas.

        Nesse sentido, podemos afirmar que o racismo nasce quando se empregam características biológicas como justificativa de tal ou tal comportamento. É justamente o estabelecimento da relação intrínseca entre características biológicas e qualidades morais, psicológicas, intelectuais e culturais que desemboca na hierarquização das chamadas raças em superiores e inferiores.

Internet:<geledes.org.br>  (com adaptações).

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item seguinte.


O trecho iniciado por “daí”, em “Quando utilizamos esse conceito em nosso cotidiano, não lhe atribuímos os mesmos conteúdo e significado, daí nossa falta de consenso também na busca de soluções contra o racismo.”, pode ser considerado uma conclusão acerca das ideias apresentadas na primeira parte do período.

Alternativas
Q3585865 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


"A Universidade tem como função a criação, a transmissão e a preservação do conhecimento. Não há criação de conhecimento sem liberdade acadêmica. [...] 'As disputas de ideias são centrais nesse processo, mas devem estar sempre alicerçadas em evidências. O que não se admite no debate acadêmico é a ausência de fundamentação − o que significa reconhecer que há debates que já se esgotaram. Afinal, a Terra não é plana, as vacinas funcionam, as mudanças climáticas foram causadas pelas emissões de gases de efeito estufa e diversidade leva à eficiência.'


 Por fim, Barbosa reafirmou a importância da defesa da autonomia universitária como instrumento de produção de conhecimento de excelência. 'A autonomia da UFRGS, como a de qualquer universidade de classe mundial, é vital para a produção de conhecimento de excelência. Lutamos desde os tempos da ditadura militar para garanti-la.' Entre os avanços recentes promovidos a partir do exercício dessa autonomia, ela citou novamente a implementação das cotas, a criação da pró-reitoria de ações afirmativas e equidade e a realização da última eleição para a reitoria com paridade política.


'Temos muitas lutas pela frente, inclusive a eliminação da lista tríplice para escolha da reitoria. Luto para mim é verbo.'"



 (Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/07/21/universidade-reafirma-auto nomia-apos-acao-que-contesta-lista-de-leituras-do-vestibular-da-ufrgs/. Acesso em 23 jul. 2025. Adaptado.)

Analise as assertivas e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas: 


(__)Em "dessa autonomia", o pronome demonstrativo está corretamente usado, pois indica uma referência anterior. Assim, ele confere clareza e coesão na articulação das ideias.


(__)As preposições têm a função de estabelecer vínculos entre palavras, criando sentidos diversos de acordo com o contexto. Em "a realização da última eleição para a reitoria com paridade política", as preposições "para" e "com" estabelecem, respectivamente, o sentido de finalidade e condição.


(__)Em "Luto para mim é verbo", a entrevistada lança mão da palavra "luto", estabelecendo um jogo de sentidos com "luto" (substantivo − sentimento de tristeza profunda pela morte de alguém ou destruição de algo) e "luto" (verbo lutar, 3ª pessoa do singular do presente do indicativo).


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3585622 Português
Texto CG1A1

        No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu.

        De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.”

        Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura.

         O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos.  

        De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.

         Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto).

Internet:<www.bbc.com>  (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado. 


A correção gramatical do texto e o seu sentido original seriam mantidos caso o vocábulo “aleatórios” (primeiro período do último parágrafo) fosse substituído pela expressão sem sentido

Alternativas
Q3585047 Português
Texto CG1A1

        No momento em que realizamos uma leitura, ativamos circuitos cerebrais que nós, seres humanos, levamos milhares de anos para desenvolver: os da leitura. Decodificar letras, símbolos e significados transformou o nosso cérebro e nossa sociedade, e criou algo que não existia quando a nossa espécie surgiu.

        De acordo com Maryanne Wolf, cientista cognitiva, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, “Nós pensamos na linguagem como algo natural, e deduzimos que o domínio da língua escrita é algo natural também. Mas não é, nem um pouco.” Ela completa: “E, quanto mais você lê, mais esse sistema molda o cérebro, de modo cumulativo. Dá a ele todo um conhecimento, toda uma construção de processos que eu chamo de habilidade de leitura profunda.”

Wolf, no entanto, adverte que a habilidade de leitura profunda está sob risco, por causa dos hábitos digitais modernos, como o de apenas “passar os olhos” em textos online. A pesquisadora explica que um cérebro neurotípico já nasce com os circuitos que permitem que nossos olhos enxerguem e que as nossas cordas vocais produzam os sons da fala. Mas ele não nasce com um circuito projetado para a leitura.

        O processo provavelmente começou por volta do ano 3300 a.C., com o povo sumério, na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque. Os sumérios criaram o sistema cuneiforme, de cunhar símbolos em argila — embora existam debates entre alguns cientistas de que os precursores da escrita possam ter sido os egípcios, com seus hieróglifos. 

        De qualquer modo, decifrar símbolos passou a exigir mais do cérebro do que apenas enxergar. Era preciso associar aquele símbolo a algum objeto, conceito ou emoção, e também a algum som. Wolf explica: “Os símbolos de escrita começaram a surgir mais ou menos 6 mil anos atrás. E exigiram uma mudança no cérebro, em que um símbolo visual passou a representar um conceito e ser expressado por linguagem.” Ela acrescenta, ainda, que os cientistas acreditam que os nossos ancestrais “reciclaram” para a leitura circuitos antes usados para o reconhecimento de objetos.

        Em 1989, um grupo de pesquisadores acompanhou a atividade cerebral de pessoas enquanto elas olhavam uma série de caracteres — alguns deles com significado e outros aleatórios, que não significavam nada em particular. E, quando as pessoas olhavam para os caracteres que tinham significado real — ou seja, eram uma palavra de um idioma —, ativavam-se áreas muito mais amplas da visão e também células específicas que a nossa espécie desenvolveu para processar o sentido de letras, palavras e sons. Uma única palavra é capaz de despertar no cérebro todo um acervo de conceitos relacionados. Como exemplo, Wolf cita um experimento feito anos atrás pelo cientista cognitivo David Swinney. Os participantes do estudo, quando liam a palavra inglesa bug, pensavam não só no significado básico do termo — inseto —, como também em “bugs de informática” e até mesmo no carro Fusca (que em inglês se chama beetle, nome de um inseto).

Internet:<www.bbc.com>  (com adaptações)

Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CG1A1 e ao vocabulário nele empregado.  


A forma verbal “adverte” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser substituída por ensina, mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto.

Alternativas
Q3583627 Português
TEXTO 3

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
Avida é mesmo assim
Dia noitenão e sim

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer

Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Certas Coisas. Disponível em  https://lyrics.lyricfind.com/. Acesso em 12 de jul de 2025.

Do ponto de vista semântico, a palavra destacada no último verso da letra da canção de Lulu Santos e Nelson Motta:
Alternativas
Q3583626 Português
TEXTO 3

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
Avida é mesmo assim
Dia noitenão e sim

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão

Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer

Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Certas Coisas. Disponível em  https://lyrics.lyricfind.com/. Acesso em 12 de jul de 2025.

Na primeira estrofe do texto acima, sobre a relação entre as palavras “luz; escuridão”, “dia; noite” e “não; sim” é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3578655 Português
Alguns verbos são usados de forma ampla, em lugar de outros verbos, de sentido mais específico.

Assinale a frase abaixo em que o verbo TER foi corretamente substituído por outro de sentido mais preciso.
Alternativas
Q3578650 Português
Leia o texto a seguir.

O desconhecido entrou e sentou-se. Era um tipo comum, mas o que havia nele de estranho, era a gordura. Não era desmedida ou grotesca, mas tinha um aspecto desonesto. Parecia que a fizera de repente e comia, a mais não poder, com medo de a perder de um dia para o outro. Era assim como a de um lagarto que entesoura enxúndia para o inverno ingrato. Através da gordura de suas bochechas, via-se perfeitamente a sua magreza natural, normal, e se devia ser gordo não era naquela idade, com pouco mais de trinta anos, sem dar tempo de que todo ele engordasse; porque, se as suas faces eram gordas, as suas mãos continuavam magras com longos dedos fusiformes e ágeis. (Lima Barreto)

Assinale a opção que está em desacordo com a significação ou a estruturação desse fragmento textual.
Alternativas
Respostas
561: C
562: C
563: E
564: E
565: C
566: C
567: E
568: E
569: C
570: E
571: C
572: E
573: C
574: E
575: E
576: E
577: C
578: B
579: D
580: C