Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Foram encontradas 13.716 questões

Ano: 2019 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Angra dos Reis - RJ
Q1235227 Português
“De todos os presentes da natureza para a raça humana, qual é mais doce para o homem do que a criança?”
A maneira de reescrever essa frase que modifica seu sentido original é: 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Olímpia - SP
Q1226083 Português
Piscina
Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem. Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d’água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando. Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beir a da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto. Era um ser encardido, cujos molambos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um b icho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadas pela piscina. De súbito pareceu à dona da casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergueu-se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já transpusera o gramado, atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça – e em pouco sumia-se pelo portão. Lá no terraço o marido, fascinado, viu toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate. Não teve dúvida: na semana seguinte vendeu a casa.
(Fernando Sabino, A mulher do vizinho. Adaptado)
Na passagem – Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da piscina… –, o verbo tomar está implícito no trecho destacado: “a mulher [tomava] um banho de sol”. Observando-se os dois contextos, é correto afirmar que esse verbo,
Alternativas
Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Campinas - SP
Q1219830 Português
Redes antissociais
Para além do hábito, as redes sociais se transformaram em paixão. Toda paixão nos torna cegos, incapazes de ver o que nos cerca com bom senso, para não dizer lógica e racionalidade. Nesse momento de nossa experiência com as redes sociais, convém prestar atenção no seu caráter antissocial e psicopatológico. Ele é cada vez mais evidente. O que estava escondido, aquilo que ficava oculto nas microrrelações, no âmbito das casas e das famílias, digamos que a neurose particular de cada um, tornou-se público. O termo neurose tem um caráter genérico e serve para apontar algum sofrimento psíquico. Há níveis de sofrimento e suportabilidade por parte das pessoas. Buscar apoio psicológico para amenizar neuroses faz parte do histórico de todas as linhagens da medicina ao longo do tempo. Ela encontra nas redes sociais o seu lugar, pois toda neurose é um distúrbio que envolve algum aspecto relacional. As nossas neuroses têm, inevitavelmente, relação com o que somos em relação a outros. Assim como é o outro que nos perturba na neurose, é também ele que pode nos curar. Contudo, há muita neurose não tratada e ela também procura seu lugar. A rede social poderia ter se tornado um lugar terapêutico para acolher as neuroses? Nesse sentido, poderia ser um lugar de apoio, um lugar que trouxesse alento e desenvolvimento emocional? Nas redes sociais, trata-se de convívios em grupo. Poderíamos pensar nelas no sentido potencial de terapias de grupo que fizessem bem a quem delas participa; no entanto, as redes sociais parecem mais favorecer uma espécie de “enlouquecimento coletivo”. Nesse sentido, o caráter antissocial das redes precisa ser analisado. (Cult, junho de 2019)
No contexto em que estão empregados nas passagens “Toda paixão nos torna cegos...” (1º parágrafo), “A busca por apoio psicológico para amenizar neuroses...” (2º parágrafo), “... que envolve algum aspecto relacional.” (2º parágrafo) e “... que trouxesse alento e desenvolvimento emocional?” (3º parágrafo), os termos destacados significam, respectivamente:
Alternativas
Q1219281 Português
Examine o parágrafo a seguir, extraído da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a próxima questão.

“Eram esses os seus hábitos; ultimamente, porém, mudara um pouco; e isso provocava comentários no bairro. Além do compadre e da filha, as únicas pessoas que o visitavam até então, nos últimos dias, era visto entrar em sua casa, três vezes por semana e em dias certos, um senhor baixo, magro, pálido, com um violão agasalhado numa bolsa de camurça. Logo pela primeira vez o caso intrigou a vizinhança. Um violão em casa tão respeitável! Que seria?
Neste trecho do romance, o narrador conta que “o caso intrigou a vizinhança”. Analise as alternativas a seguir e assinale a que NÃO apresenta um termo que possui significado próximo ao de “intrigado”.
Alternativas
Q1219137 Português
Leia as frases de filósofos. Após, assinale a alternativa que apresenta um comentário adequado:
Alternativas
Q1219017 Português

As tirinhas servirão de base para a questão:


Tirinha 1

Imagem associada para resolução da questão


Tirinha 2

Imagem associada para resolução da questão

Analisando os aspectos linguísticos das tirinhas, assinale a opção correta:



Alternativas
Q1219016 Português
Leia o poema de Raimundo Correa para responder à questão:
AMOR E VIDA
Esconde-me a alma, no íntimo, oprimida, Este amor infeliz, como se fora Um crime aos olhos dessa, que ela adora, Dessa, que crendo-o, crera-se ofendida.
A crua e rija lâmina homicida Do seu desdém vara-me o peito; embora, Que o amor que cresce nele, e nele mora, Só findará quando findar-me a vida!
Ó meu amor! como num mar profundo, Achaste em mim teu álgido, teu fundo, Teu derradeiro, teu feral abrigo!
E qual do rei de Tule a taça de ouro, Ó meu sacro, ó meu único tesouro! Ó meu amor! tu morrerás comigo!
(Sinfonias, 1883.)
Analise as informações sobre a escrita do poema:
I. Predomina, além da função poética, a função referencial; II. Pode-se afirmar, de acordo com o contexto, que a palavra “álgido”, na frase: “Achaste em mim teu álgido, teu fundo”, significa “muito frio, glacial”; III. Na segunda estrofe, a conjunção “embora” pode ser substituída por outro elemento coesivo que tenha valor semântico de concessão; IV. As palavras “íntimo, lâmina e álgido” são acentuadas pela regra das proparoxítonas.
Estão corretas, somente:
Alternativas
Q1218818 Português

Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória.

São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174.

Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado, julgue o item que se segue.


Depreende-se dos sentidos do texto que a palavra “pegadio” (l.1) está empregada como sinônimo de implicância.

Alternativas
Q1218811 Português


Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 1.ª ed.

São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 138-41 (com adaptações).

A respeito das propriedades linguísticas do texto 9A2-I, julgue o item subsecutivo.


Na linha 25, as palavras “muito” e “menos” são antônimas no contexto em que foram empregadas.

Alternativas
Q1218792 Português

Valquiria Pereira. O que significa fluência leitora?

In: Revista Nova Escola. jul./2013 (com adaptações).

Com relação às propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir.


Na linha 38, os vocábulos “compreensão” e “decifração” apresentam-se em relação de sinonímia.

Alternativas
Q1218782 Português

Considerando as propriedades linguísticas e os sentidos do poema precedente, julgue o próximo item.



No primeiro verso, o verbo limitar está empregado como sinônimo de contentar.

Alternativas
Q1215820 Português

A Primeira Guerra Mundial enfraqueceu de tal maneira a Europa que a participação do continente no total da população global e na economia caiu consideravelmente. O centro das finanças mudou-se para os Estados Unidos – o dínamo da atividade econômica. Pela primeira vez, os principais países europeus dependiam parcialmente de Nova York, que, no papel de centro financeiro, era naturalmente menos experiente do que Londres no enfrentamento de crises. Infelizmente, a crise financeira que estourou em Nova York no ano de 1929 foi mais séria do que qualquer outra enfrentada por Londres. Embora os Estados Unidos apresentassem vulnerabilidades econômicas na década de 1920, a maior parte das nações europeias foi assolada por outras muito mais graves. Era preciso pagar pela guerra. A dívida nacional da Grã-Bretanha e da Alemanha aumentou 11 vezes, e a da França e a da Itália, 6. A Europa foi vítima de outra doença financeira logo após a guerra. Em um cenário de incerteza, os preços subiam descontroladamente. Em 1922, os preços na Áustria aumentaram 14 mil vezes. Na Polônia, a alta foi de 2,5 milhões de vezes e na Rússia, de 4 bilhões de vezes. Um ano mais tarde, a Alemanha quebrou até mesmo esses recordes astronômicos. Embora o nome técnico disso seja inflação, tratava-se, na verdade, de um caos completo. Outra ruptura da década de 1920 pode ser facilmente compreendida pelos europeus de hoje, já que são testemunhas da situação contrária, pois a criação da União Europeia, ao abrandar as fronteiras nacionais, permitiu que o comércio e os investimentos corressem livremente por boa parte da Europa, proporcionando prosperidade crescente. O oposto aconteceu após o fim da guerra, em 1918. A Europa tinha, então, um grupo de novos países cujas fronteiras haviam sido demarcadas. Na Europa circulavam 27 moedas diferentes, enquanto às vésperas da guerra o total era de apenas 14.
(BLAINEY Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 119). 

A palavra “dínamo”, utilizada pelo autor na linha 6 do texto, pode ser substituída (sinônimo) por:
Alternativas
Q1215705 Português
Leia a frase: Juiz alegou que 'cadeia não é a solução para a redução da quantidade de crimes'. Sem alterar o sentido original do trecho, a palavra destacada pode ser substituída por:
Alternativas
Q1215451 Português
Leia o texto a seguir para responder a questõão.

Um bom neto
    Quem é um bom neto será um bom filho. Porque a criança aprenderá a ouvir aquele que veio antes, a se importar com as lembranças familiares, a respeitar o ritmo da idade e da calma. Terá paciência para caminhar mais devagar e suportar ouvir várias vezes a mesma história. Perderá o egoísmo da pressa. Verá que as pessoas envelhecem e precisam de cuidados maiores.
    Nada mais generoso do que assistir à televisão com os avós e ser afastar um pouco do celular. Neto que passa uma noite com os avós conhece o que é saudade e tem medo da morte. Manterá em si um pouco do jeito de enfermeiro e de cuidador por toda a vida.
(Fabrício Carpinejar. Cuide de seus pais antes que seja tarde. 5ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2018. Adaptado)
Na frase “Nada mais generoso do que assistir à televisão com os avós...”, a palavra “generoso” significa
Alternativas
Q1215441 Português
Leia o texto para responder a questão.

Má educação e celular
      Dona Ana convidou os quatro netos para tomar um lanche. Queria passar um tempo com eles, como fazem as avós. Foram a uma lanchonete. Pediram sanduíches e refrigerantes.
     Então, os quatro pegaram os celulares. Ficaram todo o tempo trocando mensagens com amigos, rindo e se divertindo muito.
     Com cara de mamão murcho, a avó esperou alguma oportunidade de conversar com os netos. Não conseguiu. Agora, ela já prometeu:
− Desisti. Não sairei mais com meus netos.
(Walcyr Carrasco. Disponível em: http://epoca.globo.com. 23.01.2015. Adaptado)
A alternativa que contém palavras em sentido figurado é:
Alternativas
Q1214735 Português
O consumo como forma de afeto

     Um ponto comum nas divergentes opiniões de pais sobre os jovens é a crítica ao consumismo exacerbado. Como entender esse comportamento à luz do que ocorreu com a sociedade brasileira nas últimas décadas? Para começar, há um encolhimento da família tradicional. Pais têm um ou dois filhos, muitas vezes criados por apenas um deles, já que quase 25% dos casamentos acabam antes dos dez anos. Mães e pais saem desde cedo de casa para trabalhar. E, encerrada a licença-maternidade, boa parte das mulheres (quase 70% delas trabalham fora de casa hoje) retoma sua lide diária de deslocamentos e dias extenuantes em escritórios, lojas e fábricas. Os pais continuam correndo atrás do pão nosso de cada dia.
     Culpados pela sensação de que estão longe dos filhos, eles tentam, muitas vezes, compensar a distância com presentes. Não é à toa que, em pouco tempo, o quarto dos pequenos está abarrotado de brinquedos, bonecas, joguinhos e tudo o mais que estiver ao alcance do cartão de crédito. Os pequenos percebem logo cedo que a birra, o choro, a reclamação e o protesto são boa moeda de troca na hora de conseguir o que querem. Pais com dificuldade de dizer “não” e filhos ávidos em ganhar resultam em jovens que consomem.
     Nossa sociedade também forneceu o molde para que essas transformações ocorressem. O valor do indivíduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo é moeda forte nesse mercado.   
       Para além do bom ou do ruim, o fenômeno é um reflexo dos tempos que vivemos. Mas é importante lembrar que existem outras possibilidades e valores que podem ser trabalhados com os filhos. Senão, corremos o risco de criar adultos insuportáveis. As escolhas profissionais, pessoais, amorosas podem vir influenciadas exclusivamente por esse viés consumista e individualista. A vida emocional pode ficar ainda mais solitária, pragmática e chata. Esse futuro é seu sonho de consumo?

(Jairo Bouer. Revista Época. 2012. Com adaptações.)
No trecho “O mérito da pessoa é avaliado hoje de uma maneira muito superficial, por aquilo que pode ser mostrado.” (3º§), o termo “mérito” significa:
Alternativas
Q1214705 Português
Felicidade

     Não se preocupe: não vou dar, pois não tenho, receita de ser feliz. Não vou querer, pois não consigo, dar lição de coisa alguma. Decido escrever sobre esse tema tão gasto, tão vago, quase sem sentido, porque leio sobre felicidade. Recebo livros sobre felicidade. Vejo que, longe de ser objeto de certa ironia e atribuída somente a livros de autoajuda (hoje em dia o melhor meio de querer insultar um escritor é dizer que ele escreve autoajuda), ela serve para análises filosóficas, psicanalíticas. Parece que existe até um movimento bobo para que a felicidade seja um direito do ser humano, oficializado, como casa, comida, dignidade, educação.
     Mas ela é um estado de espírito. Não depende de atributos físicos. Nem de inteligência: acho até que, quanto mais inteligente se é, mais possibilidade de ser infeliz, porque se analisa o mundo, a vida, tudo, e o resultado tende a não ser cor-de-rosa. Posso estar saudabilíssimo, e infeliz. Posso ter montanhas de dinheiro, mas viver ansioso, solitário. Talvez felicidade seja uma harmonia com nós mesmos, com os outros, com o mundo. Alguma inserção consciente na natureza, da qual as muralhas de concreto nos isolam, ajuda. Mas dormimos de cortinas cerradas para não ver a claridade do dia, ou para escutar menos o rumor do mundo (trem passando embaixo da janela não dá). Tenho um amigo que detesta o canto dos pássaros, se pudesse mataria a tiro de chumbinho os sabiás que alegram minhas manhãs. Um parente meu não suportava praia, porque o barulho do mar lhe dava insônia.
     Portanto, cada um é infeliz à sua maneira.
     Uma boa rima para felicidade pode ser simplicidade. Ainda tenho projetos, sempre tive bons afetos. O que mais devo querer? A pele imaculada, o corpo perfeito, a bolsa cheia, a bolsa ou a vida? Acho que, pensando bem, com altos e baixos, dores e amores, e cores e sombras, eu ainda prefiro a vida.

(Lya Luft. Revista Veja. Agosto de 2011. Com adaptações.)
No trecho “Talvez felicidade seja uma harmonia com nós mesmos, com os outros, com o mundo.” (2º§), a expressão “harmonia” significa: 
Alternativas
Q1214615 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto 1: Liberdade

     Segundo o Dicionário de Filosofia, em sentido geral, o termo liberdade é a condição daquele que é livre; capacidade de agir por si próprio; autodeterminação; independência; autonomia.
     A história desse conceito perpassa os estudos de épocas e pensadores diversos e registra a interpretação de doutrinas sociais bastante variadas. Podemos fazer uma distinção inicial entre o que se convencionou chamar de concepção “negativa” e “positiva” da liberdade. Em seu sentido negativo, liberdade significa a ausência de restrições ou de interferência. O sentido positivo de liberdade significa a posse de direitos, implicando o estabelecimento de um amplo âmbito de direitos civis, políticos e sociais. O crescimento da liberdade é concebido como uma conquista da cidadania.
     No sentido político, a liberdade civil ou individual é o exercício de sua cidadania dentro dos limites da lei e respeitando os direitos dos outros. "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro" (Spencer).
     Em um sentido ético, trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir, independentemente de qualquer determinação externa. "A liberdade consiste unicamente em que, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer força exterior nos constrange" (Descartes).
     A liberdade de pensamento, em seu sentido estrito, é inalienável, inquestionável. Reivindicar a liberdade de pensar significa lutar pela liberdade de exprimir o pensamento. Voltaire ilustra bem essa liberdade: "Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo."
     T. Hobbes afirma que o “homem livre é aquele que não é impedido de fazer o que tem vontade, no que se refere às coisas e que pode fazer por sua força e capacidade”.
     Kant diz que ser livre é ser autônomo, isto, é dar a si mesmo as regras a serem seguidas racionalmente. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo.
     No livro “A sociedade do espetáculo” (1997), Guy Debord, ao criticar a sociedade de consumo e o mercado, afirma que a liberdade de escolha é uma liberdade ilusória, pois escolher é sempre optar entre duas ou mais coisas prontas, isto é, predeterminadas por outros. Uma sociedade como a capitalista, onde a única liberdade que existe socialmente é a liberdade de escolher qual mercadoria consumir, impede que os indivíduos sejam livres na sua vida cotidiana. A vida cotidiana na sociedade capitalista, segundo Debord, se divide em tempo de trabalho e tempo de lazer. Assim, a sociedade da mercadoria faz da passividade (escolher, consumir) a liberdade ilusória que se deve buscar a todo o custo, enquanto que, de fato, como seres ativos, práticos (no trabalho, na produção), somos não livres.
     De maneira geral, a liberdade de indivíduos ou grupos sempre sugere, ou tem a possibilidade de implicar, a limitação da liberdade de outros.

Orson Camargo - Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
“Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano.” 7º§
É sinônimo da palavra destacada:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Olímpia - SP
Q1213384 Português
O poder do “não”
Pedrinho tinha um sorriso com dentinhos brancos e alinhados e o cabelinho repartido na lateral, inclinado da esquerda para a direita. Vestia uma camisa xadrezinha de vermelho e preto, uma calça jeans com elástico na cintura e não aparentava mais de 4 ou 5 anos. Não fosse pelo comportamento, poderia dizer que era uma graça de criança. Numa tarde de domingo, num shopping center, Pedrinho se jogou no chão, fez birra e gritou na porta de uma loja. Queria que a mãe lhe comprasse uma dessas sandalinhas crocs com estampas de uma famosa porquinha dos desenhos animados de tevê. A mãe ficou completamente quieta diante da situação. Depois, constrangida, ficou entre ignorar o filho ou pedir a ele, sem nenhuma firmeza, que ficasse quieto. Cara de tacho definiria bem a expressão dela. Aquela era uma criança que cresceria sem limites, alienada de tudo aquilo que signifique cordialidade, adequação, limite e respeito. O “não” tem uma força impressionante. Não pela negativa em si, mas pelos limites que impõe. Dizer “sim” é muito mais fácil, o “sim” não machuca, não contraria, não requer explicações. É o “não” que ensina respeito, delimita espaço, dimensiona o mundo. Afinal, não vivemos sozinhos, e viver em sociedade é algo que vai sendo moldado pelo “não”. Deixar de dizer “não” é perder o compromisso com o legado para o    futuro, com o respeito e a civilidade.
(Jamil Alves. O anjo Miguel – crônicas da vida que insiste em dar certo.  São Paulo: Scortecci, 2018. Adaptado)
No trecho “… ficou entre ignorar o filho, ou pedir a ele, sem nenhuma firmeza, que ficasse quieto.”, a palavra destacada tem sentido contrário de
Alternativas
Q1208652 Português
Pearl Harbor, na remota ilha do Havaí, era uma das maiores bases navais do mundo. Na manhã de 8 de dezembro de 1941 – horário de Tóquio – esse porto abrigava cerca de 70 embarcações de guerra de todos os tamanhos. Seu comandante acreditava que um ataque japonês pelo mar, embora possível, não fosse provável. Tecnicamente, os Estados Unidos continuavam neutros, o que aumentava a sensação de segurança. A base naval japonesa mais próxima estava do outro lado do oceano, fato que tranquilizava os norte-americanos. Os japoneses enviaram secretamente seis portaaviões através do Pacífico para empreender o ataque principal contra Peral Harbor. Seu sucesso foi notável. Navios em grande quantidade e 188 aviões norte-americanos foram destruídos ou danificados. Mesmo assim, os pilotos e comandantes dos submarinos japoneses ficaram bastante desapontados, uma vez que os três porta-aviões norte-americanos estavam em alto-mar na manhã do ataque e não foram descobertos. Na mesma manhã, os japoneses se preparavam para lançar um ataque surpresa às Filipinas, uma jovem nação a caminho da independência, mas que ainda necessitava muito dos Estados Unidos para sua defesa. Distante das bases navais da Califórnia e de Pearl Harbor, o arquipélago filipino poderia ser mais facilmente atacado pelo Japão do que defendido pelos Estados Unidos. Ainda assim, o general norte-americano residente nas Filipinas, Douglas MacArthur acreditava poder defender adequadamente o país, já que seu exército tinha o apoio de 250 aeronaves de guerra e uma forma naval que incluía 29 submarinos. Duas horas após a devastadora investida contra Pearl Harbor, a terrível notícia chegou às Filipinas, onde foi divulgada com gravidade pelas estações públicas de rádio. No espaço de uma semana, a força aérea norteamericana nas Filipinas foi reduzida a poucos caças. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 146).
A palavra “secretamente”, utilizada pelo autor na linha 13 do texto, tem como sinônimo:
Alternativas
Respostas
5581: D
5582: E
5583: C
5584: D
5585: B
5586: D
5587: A
5588: E
5589: E
5590: E
5591: E
5592: C
5593: C
5594: D
5595: C
5596: D
5597: A
5598: A
5599: B
5600: A