Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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“Os munduruku já foram caçadores de cabeça; agora, preferimos fazer cabeças. Queremos convencer todo o mundo – inclusive os cabeças-duras – da importância de preservar a floresta e os seus rios.” Nesse fragmento, a palavra _______________, no contexto em que foi empregada, exemplifica um caso de _______________, ou seja, de um termo que apresenta diferentes _______________. A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
Ao reescrever o trecho “esta crônica, portanto, não será lida por viv’alma” (linhas 2 e 3) com a substituição do conectivo, tem-se o mesmo sentido em
TEXTO I
Cheio de gargalhadas. Coisa de um ano atrás. Impossível não notar. Ele estava no jardim do clube, os antebraços fincados na grama bem tratada, e as pernas atléticas, eretas, apontando para o céu azul, sem nenhuma nuvem, “uma posição invertida de ioga”, conforme explicou quando se juntou a mim na piscina. “O sangue faz uma espécie de roto-rooter nos nossos vasos sanguíneos”, disse ele, entre dois breves mergulhos, “... bota fora um montão de coisas podres”.
Meu trabalho era lidar com afiadas lanças de ódio e imensos volumes de ignorância. Se eu me virasse de cabeça para baixo, pensei, vomitaria arsenais nucleares e arame farpado.
– Do que você está rindo? – perguntou ele.
Eu não estava rindo. Minha fotofobia, aumentada pela falta de óculos de sol, me deixava com aquele simulacro de sorriso pregado no rosto.
Ele se chamava Amir e vivia no meu mundo, era advogado como eu, mais velho que eu, divorciado, e agora eu descobria que éramos sócios do mesmo clube recreativo do bairro de Pinheiros.
No fórum, muitas vezes eu assistira ao seu desempenho na acusação de criminosos anônimos, com uma oratória sólida, impactante. Notável.
Ali na água, sem o terno nem os assassinos que destruía e apesar dos dentes que poderiam ser melhores, ele me pareceu ainda mais sedutor. Na verdade sob aquela luz radiante, o que eu via era um tipo bem insólito: promotor iogue, com tese de doutorado em Wittgenstein, e capacidade para plantar bananeira semelhante à de um acrobata de circo.
Meia hora de conversa, e eu já me sentia à vontade.
Depois de nadarmos, continuamos nosso papo, falamos sobre seus criminosos, e a filosofia que o interessava especialmente. Contei sobre minha tentativa de ler Investigações lógicas.
– Desisti bem rápido – expliquei –, logo depois de topar com uma divagação sobre o que seria a representação de um não-gato sobre a mesa. Ou de um gato que esteve na mesa.
– Isso deve ser Husserl – afirmou ele, rindo.
Logo fomos envolvidos por uma atmosfera bem-humorada. Rir juntos é um afrodisíaco poderoso. Eu disse:
– Fico pensando se essa sua paixão por esse tipo de filósofo não foi o que acabou enfiando a promotoria pública na sua vida. Você parece gostar de coisas complicadas.
– Tenho que tomar cuidado com você – respondeu ele. – Mulher inteligente não é fácil.
O que ele estava me dizendo, naquele momento, é que de forma geral as mulheres são burras. Mas claro que, sob o efeito da sedução e envenenada pelos meus próprios hormônios, não me dei conta disso. Pior: inverti os sinais, transformei o negativo em positivo. Ele tinha uma tática eficiente de se transformar em protagonista, que consistia em usar a própria língua como um martelo para botar abaixo tudo ao redor.
Patrícia Melo
(Adaptado de Mulheres empilhadas. São Paulo: LeYa, 2019.)
Leia a charge para responder à questão.

Em conformidade com a norma-padrão, um enunciado
que traduz o comentário da personagem da charge é:
Pacote americano
Avança, no Congresso dos Estados Unidos, um monumental pacote de gastos públicos no esforço da guerra, à falta de melhor expressão, contra a epidemia de Covid-19.
O texto final do plano ainda não é conhecido, mas trata-se de gastos ou oferta de gastos na casa dos US$ 2 trilhões – o equivalente a mais de 40% do gasto anual do governo federal dos EUA, ou cerca de 9% do Produto Interno Bruto da maior economia global.
O programa complementa a renda de americanos mais pobres, desempregados e sem renda. Serão transferidos US$ 1.200 para cada cidadão que recebe menos de US$ 75 mil por ano, o dobro para casais, mais US$ 500 por criança.
O plano eleva ainda o valor do seguro-desemprego em US$ 600 por semana, quase o dobro do salário-mínimo nacional, o que provocou ameaça de obstrução por parte de senadores republicanos. O auxílio será concedido inclusive para trabalhadores em empregos precários. Para esses dois programas, haverá mais de US$ 500 bilhões.
Serão ofertados empréstimos para pequenas empresas, por meio de um fundo bancado pelo governo com mais de US$ 350 bilhões. Caso as beneficiadas não demitam pessoal, a dívida será perdoada.
Grandes empresas em dificuldades financeiras contarão com outro fundo, de cerca de US$ 500 bilhões, voltado especialmente para setores de início mais afetados pela crise do novo coronavírus, como o das companhias aéreas.
Haverá dinheiro para serviços de saúde (mais de US$ 100 bilhões), ventiladores respiratórios e outros equipamentos hospitalares, remédios e vigilância sanitária. Estados e cidades terão US$ 150 bilhões.
O programa, portanto, tenta proteger os empregos em pequenas empresas, oferece renda mínima para os mais pobres e a classe média, providencia crédito corporativo, verbas para a saúde e governos regionais. Parcela significativa dos recursos será concedida a fundo perdido – em princípio, pouco mais da metade.
Trata-se de alento que, dada a dimensão do PIB americano, tem repercussão mundial. Como outros líderes populistas, Donald Trump relutou em aceitar a necessidade de providências drásticas contra a pandemia, mas, ainda que tardiamente, rendeu-se à realidade.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.03.2020. Adaptado)
Pacote americano
Avança, no Congresso dos Estados Unidos, um monumental pacote de gastos públicos no esforço da guerra, à falta de melhor expressão, contra a epidemia de Covid-19.
O texto final do plano ainda não é conhecido, mas trata-se de gastos ou oferta de gastos na casa dos US$ 2 trilhões – o equivalente a mais de 40% do gasto anual do governo federal dos EUA, ou cerca de 9% do Produto Interno Bruto da maior economia global.
O programa complementa a renda de americanos mais pobres, desempregados e sem renda. Serão transferidos US$ 1.200 para cada cidadão que recebe menos de US$ 75 mil por ano, o dobro para casais, mais US$ 500 por criança.
O plano eleva ainda o valor do seguro-desemprego em US$ 600 por semana, quase o dobro do salário-mínimo nacional, o que provocou ameaça de obstrução por parte de senadores republicanos. O auxílio será concedido inclusive para trabalhadores em empregos precários. Para esses dois programas, haverá mais de US$ 500 bilhões.
Serão ofertados empréstimos para pequenas empresas, por meio de um fundo bancado pelo governo com mais de US$ 350 bilhões. Caso as beneficiadas não demitam pessoal, a dívida será perdoada.
Grandes empresas em dificuldades financeiras contarão com outro fundo, de cerca de US$ 500 bilhões, voltado especialmente para setores de início mais afetados pela crise do novo coronavírus, como o das companhias aéreas.
Haverá dinheiro para serviços de saúde (mais de US$ 100 bilhões), ventiladores respiratórios e outros equipamentos hospitalares, remédios e vigilância sanitária. Estados e cidades terão US$ 150 bilhões.
O programa, portanto, tenta proteger os empregos em pequenas empresas, oferece renda mínima para os mais pobres e a classe média, providencia crédito corporativo, verbas para a saúde e governos regionais. Parcela significativa dos recursos será concedida a fundo perdido – em princípio, pouco mais da metade.
Trata-se de alento que, dada a dimensão do PIB americano, tem repercussão mundial. Como outros líderes populistas, Donald Trump relutou em aceitar a necessidade de providências drásticas contra a pandemia, mas, ainda que tardiamente, rendeu-se à realidade.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.03.2020. Adaptado)
Pacote americano
Avança, no Congresso dos Estados Unidos, um monumental pacote de gastos públicos no esforço da guerra, à falta de melhor expressão, contra a epidemia de Covid-19.
O texto final do plano ainda não é conhecido, mas trata-se de gastos ou oferta de gastos na casa dos US$ 2 trilhões – o equivalente a mais de 40% do gasto anual do governo federal dos EUA, ou cerca de 9% do Produto Interno Bruto da maior economia global.
O programa complementa a renda de americanos mais pobres, desempregados e sem renda. Serão transferidos US$ 1.200 para cada cidadão que recebe menos de US$ 75 mil por ano, o dobro para casais, mais US$ 500 por criança.
O plano eleva ainda o valor do seguro-desemprego em US$ 600 por semana, quase o dobro do salário-mínimo nacional, o que provocou ameaça de obstrução por parte de senadores republicanos. O auxílio será concedido inclusive para trabalhadores em empregos precários. Para esses dois programas, haverá mais de US$ 500 bilhões.
Serão ofertados empréstimos para pequenas empresas, por meio de um fundo bancado pelo governo com mais de US$ 350 bilhões. Caso as beneficiadas não demitam pessoal, a dívida será perdoada.
Grandes empresas em dificuldades financeiras contarão com outro fundo, de cerca de US$ 500 bilhões, voltado especialmente para setores de início mais afetados pela crise do novo coronavírus, como o das companhias aéreas.
Haverá dinheiro para serviços de saúde (mais de US$ 100 bilhões), ventiladores respiratórios e outros equipamentos hospitalares, remédios e vigilância sanitária. Estados e cidades terão US$ 150 bilhões.
O programa, portanto, tenta proteger os empregos em pequenas empresas, oferece renda mínima para os mais pobres e a classe média, providencia crédito corporativo, verbas para a saúde e governos regionais. Parcela significativa dos recursos será concedida a fundo perdido – em princípio, pouco mais da metade.
Trata-se de alento que, dada a dimensão do PIB americano, tem repercussão mundial. Como outros líderes populistas, Donald Trump relutou em aceitar a necessidade de providências drásticas contra a pandemia, mas, ainda que tardiamente, rendeu-se à realidade.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.03.2020. Adaptado)
Leia a tira para responder à questão.

A respeito da correção gramatical e da coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“e desponta” (linha 2) por despontando
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência
textual caso fosse suprimido do texto o segmento “que
foram” (linha 21).
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Não haveria prejuízo para o sentido original do texto
nem para a correção gramatical caso a expressão “desde
2003” (linha 17), seguida da vírgula que a sucede, fosse
deslocada para o início do período, feitos os devidos
ajustes de letras iniciais minúscula e maiúscula.
Texto para a questão.

Internet: <tirasarmandinho.tumblr.com>.
Em relação à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“carecem” (linha 13) por prescindem
Obrigada, Pixar, por criar ‘Soul’ e mostrar que há vida além de um “propósito” para o mercado
Animação nos recorda que existem outros mundos e
que eles são mais discretos, mais belos e mais importantes
do que a ideologia de “uma missão” para dar sentido à existência
Há algum tempo existe uma tendência imparável no mercado de trabalho: a moda da missão. Todas as empresas sérias têm as suas em suas páginas da Internet. Assim, por exemplo, a missão de uma empresa como a Glovo, o Rappi da Europa, pode ser alcançar uma cidade mais verde. E a missão dessa mensagem é que seus trabalhadores entendam que pedalar na chuva sem contrato tem uma finalidade ecológica. O pior é que agora essa ideia de missão também está colando nos indivíduos e serve para diferenciar as vidas com sentido daquelas sem sentido. Então a Pixar chega e faz isso. Um filme de animação sobre a alma em que fica claro que a vida não tem sentido nenhum. Nem profissional, nem pessoal, nem romântico. Pixar 1, LinkedIn 0. Obrigado, Pete Docter, por esta nova joia.
Soul é o paraíso da melhor animação de uma vida ― é evidente a homenagem ao desenhista Jeff Smith e seu inesquecível Bone — e do maior virtuosismo técnico da atualidade. Deslumbrante do início ao fim, tanto pela técnica como pelo roteiro, que luta para explicar nada menos que o sentido da vida. E o faz de um jeito rebelde e, o que é mais raro nos desenhos animados, decente também.
Joe, o protagonista de Soul, é um homem fracassado: sem mulher, sem sucesso e sem dinheiro. No entanto, sua vida tem um sentido: jazz. Admito que, quando Soul começou, pensei que a música ia acabar sendo o que a bicicleta era para os trabalhadores da Glovo e que eu não ia gostar nada disso. Mas acontece que Soul também se esforça para nos explicar por que o jazz também não serve para nada. Porque é melhor jogar no lixo qualquer ideia que relacione o significado da vida ao sucesso. Então, se Joe morre, o que acontece assim que o filme começa, nada acontece. O mundo está cheio de pesos-pesados com a determinada missão de nos deslumbrar com seu talento.
Com a morte de Joe, descobriu-se que, para voltar à vida e fazer seu grande show, ele precisa ajudar uma alma jovem – que ainda não desceu à Terra – a ter uma alma completa para viver. Alguns críticos dizem que este filme é complicado para as crianças por trabalhar um tema abstrato como a alma. No entanto, as crianças transitam com muito mais naturalidade entre o mundo visível e o invisível do que os mais velhos, uma vez que ainda não foram esmagadas pelo trabalho, o dinheiro e as conquistas. Quanto ao resto, o filme é tão fácil como foi Procurando Nemo, só que aqui, em vez de um pai, procura-se uma alma. Pixar 2, Freud 0.
O fato é que a jovem alma está convencida de que não pode viver porque não conhece sua missão e o bobo do Joe tenta causar-lhe inveja com sua paixão musical. No plano “minha vida vale mais porque eu conheço minha paixão”. Ou o que já aceitamos no LinkedIn:“meu trabalho é valioso não pelo que vale – cada vez menos –, mas porque me dá sentido”. Bem, tudo isso é pura ideologia.
Na realidade, o sentido da vida nada mais é do que ser vivida. Uma ideia que se desdobra nos 107 minutos que dura Soul e que serve para nos lembrar o que já sabíamos: que existem outras vidas, que existem outros mundos e que são mais discretos, mais belos e mais importantes que a ideologia com o sentido do livre mercado.
Disponível em:<https://brasil.elpais.com/cultura/2021-01-02/
obrigada-pixar-por-criar-soul-e-mostrar-que-ha-
vida-alem-de-um-proposito-para-o-mercado.html>
Releia esta passagem:
“O pior é que agora essa ideia de missão também está colando nos indivíduos [...].”
O sentido pretendido pelo texto para a palavra em destaque é que a ideia de missão está
Acordar uma hora mais cedo pode reduzir o risco de depressão em 23%, sugere estudo
Se você é daquelas pessoas que não têm hora para dormir – ou que, com trabalho e estudos on-line, a um clique de distância, desencanou de acordar cedo –, talvez seja bom revisar sua rotina de sono. Um novo estudo descobriu que levantar da cama apenas uma hora antes que o habitual pode reduzir o risco de depressão em 23%.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade do Colorado, em Boulder, e do Instituto Broad, de Harvard e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets), conseguiu sólidas evidências de que o cronotipo influencia no risco de depressão. Ela também está entre as primeiras pesquisas a quantificar as mudanças necessárias nos horários de dormir e despertar para trazer melhorias _____ saúde mental.
Cronotipo é o que se costuma chamar de “relógio biológico” – a sincronização dos nossos ritmos circadianos. É que o nosso cérebro produz alguns hormônios essenciais para o funcionamento do corpo dependendo da exposição _____ luz solar, como a melatonina, responsável por induzir o sono. É por isso que algumas pessoas são mais dispostas de dia e outras _____ noite: elas têm cronotipos diferentes.
Estudos anteriores já mostraram que quem demora a ir para (e sair da) cama tem duas vezes mais possibilidade de sofrer de depressão do que aqueles que despertam no comecinho do dia, independentemente das horas dormidas.
Segundo a pesquisa, pessoas com predisposições genéticas para acordar mais cedo têm menor risco de sofrer com a depressão. Além disso, quanto mais cedo se deita para dormir, menor o risco de apresentar a doença. Eles estimaram que, se uma pessoa for dormir uma hora mais cedo que o habitual, há 23% menos risco de depressão; se antecipar o sono em duas horas, a redução pode chegar a 40%.
Por enquanto, ainda não está claro o que pode explicar esse efeito, mas algumas pesquisas sugerem que acordar mais cedo faz com que a pessoa obtenha maior exposição _____ raios solares, o que influenciaria positivamente o humor. Outra causa possível é que os matutinos estão de acordo com os horários estabelecidos socialmente, enquanto a galera “da noite” pode se sentir em constante desalinhamento com o restante das pessoas.
(Site: Abril - adaptado.)


