Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q2040527 Português

Texto para o item.





Internet: <callegariemarques.com.br> (com adaptações).

Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item. 
Observados os mecanismos de coesão e coerência do texto, conclui-se que o emprego de preposição em “nome dado popularmente ao ‘laminado cerâmico’” (linhas 13 e 14) deve-se à regência do termo “popularmente” (linha 14).
Alternativas
Q2035317 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Saneamento nada básico

Parametrização centralizada no âmbito federal não necessariamente tornaria o processo mais eficiente

    

    Desde a antiguidade, existe preocupação com o saneamento básico [...]. No Brasil, as primeiras iniciativas remontam a 1561.

    De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), dados de 2017, 83,5% da população brasileira tinham acesso a água tratada, 52,4% tinham acesso a coleta de esgoto, e apenas 46% dos esgotos do país são tratados. O volume médio de perdas ainda se encontra em 38,3%.

    As condições que não permitiram o desenvolvimento pleno do saneamento básico no país continuam presentes: volume incipiente de investimentos, ausência de planejamento adequado, experiências malsucedidas de gestão e dificuldade para obter financiamentos e licenças para obras. Destas, somente a última apresentou alguma evolução desde o Plano Nacional de Saneamento de 1971.

    Dentre as dificuldades de planejamento, destaca-se o fato de que a titularidade dos serviços, conforme lei 11.445/07, é dos municípios. Logo, criar arcabouço regulatório, planos de saneamento e licitar concessões é uma tarefa hercúlea para a gama de 5.570 municípios existentes. O problema é grande; o diagnóstico, antigo. Mas pouco se avançou desde a criação do marco regulatório. Apresento possíveis soluções para contribuir com o debate.

    Em primeiro lugar, é preciso que a reflexão sobre o marco regulatório ocorra previamente. As duas medidas provisórias de 2018 e 2019 (844 e 868) tiveram vício de origem, pois não foram fruto de uma discussão prévia com os principais agentes setoriais. Se empresas dos estados de SP, MG e PR foram responsáveis por 45% dos investimentos em saneamento no país em 2017, e 65% ao somarmos as privadas, uma reflexão deveria partir delas, juntamente com a sociedade civil e associações.    

     A experiência do setor elétrico quando da criação do Novo Modelo é um exemplo a ser lembrado. Houve praticamente um ano de discussões prévias com ampla adesão que culminaram com as MPs 144 e 145, de outubro de 2003. De exemplo negativo, temos a MP 579/12, cuja discussão prévia foi curta e circunscrita a agentes de mercado, em sua maioria eletrointensivos, e, portanto, interessados em redução de tarifas. O barato saiu caro, e a redução de 18% em 2013 foi sucedida por aumentos tarifários 41% acima da inflação de 2014 a 2018.

    A solução proposta é a simplificação dos processos e a não concentração de responsabilidade na Agência Nacional de Águas (ANA) ou a criação de arcabouço regulatório e plano de saneamento federais.

    [...].

    Em segundo lugar, deve-se repensar a proposta de se criar um plano de saneamento nacional como norte para planos municipais. Essa abordagem centralizada pode desconsiderar aspectos locais como características socioeconômicas do consumidor, estrutura dos ativos, distância a fontes de captação de água, topografia, restrições ambientais, entre outros. Enfim, não necessariamente uma parametrização centralizada no âmbito federal tornaria o processo mais eficiente ou atinente às características locais.

    Em terceiro lugar, por que não permitir que cada município baseie seu arcabouço regulatório em melhores práticas existentes e regras simplificadas de atualização de tarifas, qualidade e metas de cobertura dos serviços, além de penalidades claras e objetivas pelo não cumprimento destas?

    Em quarto lugar, a criação de uma cartilha de regras de licitação para auxiliar municípios seria um começo. Os dois outros pilares, regulação e plano de saneamento, poderiam ser disponibilizados por instituições independentes. Dessa forma, o processo seria parametrizado de maneira simples, descentralizada e com custo baixo.

    Investir em saneamento é processo civilizatório. Não há necessidade de se trazer complexidades, quando regras e melhores práticas já existem e podem nortear prefeituras a melhorar a condição de vida de seus habitantes sem uma mão visível da União.

PIRES, Adriano. Saneamento nada básico. Aesbe. Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento. Disponível em: https://aesbe.org.br/novo/opiniaoartigo-saneamento-nada-basico/. Acesso em: 27 ago. 2022.

Releia o trecho a seguir, observando o verbo destacado.
“De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), dados de 2017, 83,5% da população brasileira tinham acesso à água tratada [...].”
Na passagem anterior, o verbo em destaque é transitivo direto.
Assinale a alternativa em que o verbo não possua a mesma classificação, quanto à transitividade, que o verbo destacado no trecho anterior
Alternativas
Q2035264 Português
Um futuro em que pessoas e natureza prosperam é
possível? 

texto_4 - 7.png (379×609) 

Disponível em: <https://www.tnc.org.br/conecte-se/comunicacao/artigos-e-estudos/um-futuro-onde-pessoas-e-natureza-prosperam-e-possivel->.
Acesso em: 22 dez. 2022.
Assinale a alternativa em que o uso do sinal grave indicativo de crase está correto, mesmo com as substituições sugeridas para o trecho “As principais organizações de desenvolvimento global já estão destacando a poluição do ar e a escassez de água (desafios ambientais) como os maiores perigos à saúde e à prosperidade humana.” (linhas de 24 a 27). 
Alternativas
Q2028592 Português
Texto para a questão.

Sua vez, vovô…

Da Europa em guerra, conta-se que uma família foi forçada a sair de sua casa quando tropas inimigas invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.
Se conseguissem êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvo. Reuniram-se e planejaram os detalhes. O problema era o avô.
Com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.
– “Deixem-me”, falou ele. “Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei. Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu.” Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que, se ele não fosse, eles também ali permaneceriam.
Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio.
Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou:
– “Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos.”
– “De forma alguma, o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir”, falou com entusiasmo o filho.
– “Não”, insistiu o avô, “deixem-me aqui.”
O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse:
– “Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê.” 
O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou.
– “Claro”, falou, “é a minha vez. Passem-me o bebê.”
– “Vamos”, disse, com determinação. “Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando.”
Se alguém a seu lado está prestes a desistir das lutas que lhe competem, ofereça-lhe um incentivo. Recorde a importância que ele tem para a pequena ou grande comunidade em que se movimenta. Lembre-o de que, no círculo familiar, na roda de amigos ou no trabalho voluntário, ele é alguém que faz a diferença.
Ninguém é substituível. Cada criatura é única e tem seu próprio valor. Uma tarefa pode ser desempenhada por qualquer pessoa, mas uma pessoa jamais substituirá a outra. Não permita que alguém fique à margem do caminho somente porque não recebeu um incentivo, um estímulo, um motivo para prosseguir até a vitória final.

Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/textos-sobre-familia. Acesso em 22/11/2022
Sobre o trecho “Serei um empecilho PARA O ÊXITO DE VOCÊS.”, os termos destacados indicam um exemplo de
Alternativas
Q2028590 Português
Texto para a questão.

Sua vez, vovô…

Da Europa em guerra, conta-se que uma família foi forçada a sair de sua casa quando tropas inimigas invadiram a localidade onde viviam. Para fugir aos horrores da guerra, perceberam que sua única chance seria atravessar as montanhas que circundavam a cidade.
Se conseguissem êxito na escalada, alcançariam o país vizinho e estariam a salvo. Reuniram-se e planejaram os detalhes. O problema era o avô.
Com muitos anos aos ombros, ele não estava muito bem. A viagem seria dura.
– “Deixem-me”, falou ele. “Serei um empecilho para o êxito de vocês. Somente atrapalharei. Afinal, os soldados não irão se importar com um homem velho como eu.” Entretanto, os filhos insistiram para que ele fosse. Chegaram a afirmar que, se ele não fosse, eles também ali permaneceriam.
Vencido pelas argumentações, o idoso cedeu. A família partiu em direção à cadeia de montanhas. A caminhada era feita em silêncio.
Depois de várias horas de subida difícil, o avô se sentou em uma rocha. Deixou pender a cabeça e quase em desespero, suplicou:
– “Deixem-me para trás. Não vou conseguir. Continuem sozinhos.”
– “De forma alguma, o deixaremos. Você tem de conseguir. Vai conseguir”, falou com entusiasmo o filho.
– “Não”, insistiu o avô, “deixem-me aqui.”
O filho não se deu por vencido. Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse:
– “Vamos, pai. Precisamos do senhor. É a sua vez de carregar o bebê.” 
O homem levantou o rosto. Viu as fisionomias cansadas de todos. Olhou para o bebê enrolado em um cobertor, no colo do seu neto de treze anos. O garoto era tão magrinho e parecia estar realizando um esforço sobre-humano para segurar o pesado fardo. O avô se levantou.
– “Claro”, falou, “é a minha vez. Passem-me o bebê.”
– “Vamos”, disse, com determinação. “Já estou bem. Só precisava descansar um pouco. Vamos andando.”
Se alguém a seu lado está prestes a desistir das lutas que lhe competem, ofereça-lhe um incentivo. Recorde a importância que ele tem para a pequena ou grande comunidade em que se movimenta. Lembre-o de que, no círculo familiar, na roda de amigos ou no trabalho voluntário, ele é alguém que faz a diferença.
Ninguém é substituível. Cada criatura é única e tem seu próprio valor. Uma tarefa pode ser desempenhada por qualquer pessoa, mas uma pessoa jamais substituirá a outra. Não permita que alguém fique à margem do caminho somente porque não recebeu um incentivo, um estímulo, um motivo para prosseguir até a vitória final.

Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/textos-sobre-familia. Acesso em 22/11/2022
Sobre Regência Verbal, analise os itens abaixo:
I. “Para fugir AOS HORRORES DA GUERRA...” – os termos destacados são complemento do verbo “fugir”, regido de preposição.
II. “...alcançariam o país vizinho e estariam a salvo.” – ambos os verbos são transitivos diretos .
III. “Aproximou-se do pai e energicamente lhe disse...” – ambos os verbos pedem complementos e estes são denominados objetos indiretos.
IV. “Precisamos do senhor.” – se o verbo “precisar” fosse substituído por “valorizar”, estaria correto o trecho: valorizamos ao senhor.
V. “Passem-me o bebê.” – o verbo pede dois complementos, sendo um o objeto direto ( me) e o outro objeto indireto (o bebê).

Está CORRETO o que se afirma em 
Alternativas
Q2028581 Português
Texto para a questão. 

A mente humana é um grande teatro

Augusto Cury
A mente humana é um grande teatro. Seu lugar não é na plateia, mas no palco, brilhando na sua inteligência, alegrando-se com suas vitórias, aprendendo com as suas derrotas e treinando para ser, a cada dia, autor da sua história, líder de si mesmo!

Disponível em: https://www.mensagenscomamor.com/mensagem/494448. Acesso em 20/11/2022.
Observe o trecho abaixo:
“Seu lugar não é na plateia, mas no palco, brilhando na sua inteligência, alegrando-se com suas vitórias, aprendendo com as suas derrotas...”
Sobre esse trecho, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q2027329 Português
Celular na sala de aula atrapalha muito, até porque não é simplesmente o toque do celular, mas tem gente que atende o celular se escondendo do professor (ou tentando) e fica falando, ou então, quando o dono do celular não fala nada, a turma ou alguns colegas de classe ficam soltando piadas, enchendo o saco, zoando, etc, atrapalhando a galera e a concentração do professor que pode perder o raciocínio ou ainda expulsar os alunos de sala. E concluindo: o celular, em sala de aula, devendo ser banidos e tratados com severidade os que descumprirem as regras.


Disponível em: Ravi. http://www.orkut.com (adaptado)
Em qual alternativa, o verbo exige um complemento e este vem regido de preposição?
Alternativas
Q2027315 Português
Um dia de sol, Ir à praia no verão
Sair pra dançar
Deitar no sofá
Assistir a um bom filme
Ver crianças brincando
Passear no jardim
Sentir o perfume das flores
Pisar na areia
Ver a natureza
Admirar a lua e o céu estrelado
Sorrir do nada
Contar uma piada
Rever um grande amor
Amar sempre alguém
Olhar uma paisagem e dizer
“Como Deus é grande.”

Pamela Tailine Amorim. Disponível em https://www.pensador.com/texto_de_praias/2/. Acesso em 20/11/2022.
Assinale a alternativa cujo verbo pede complemento regido de preposição.
Alternativas
Q2027310 Português
Acordo cedo e vejo o mar se espreguiçando; o sol acabou de nascer. Vou para a praia; é bom chegar a esta hora em que a areia que o mar lavou ainda está limpinha, sem marca de nenhum pé. A manhã está nítida no ar leve; dou um mergulho e essa água salgada me faz bem, limpa de todas as coisas da noite.


Rubem Braga. Disponível em https://www.pensador.com/texto_de_praias/. Acesso em: 20/11/2022
Em qual das alternativas abaixo, o verbo destacado pede complemento e este não vem regido de preposição?
Alternativas
Q2026922 Português
TEXTO 1 - base para responder à questão.

Tratamento de dados pessoais pelo poder público

Apresentação

O tratamento de dados pessoais pelo Poder Público possui muitas peculiaridades, que decorrem, em geral, da necessidade de compatibilização entre o exercício de prerrogativas estatais típicas e os princípios, regras e direitos estabelecidos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 - LGPD).

Diante desse cenário, o desafio posto é o de estabelecer parâmetros objetivos, capazes de conferir segurança jurídica às operações com dados pessoais realizadas por órgãos e entidades públicos. Trata-se de assegurar a celeridade e a eficiência necessárias à execução de políticas e à prestação de serviços públicos com respeito aos direitos à proteção de dados pessoais e à privacidade.

Entre outros aspectos relevantes, muitos órgãos e entidades públicos têm questionado a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre (i) o âmbito de incidência da LGPD e a aplicação de seus conceitos básicos ao setor público; (ii) a adequada interpretação das bases legais que autorizam o tratamento de dados pessoais; (iii) os requisitos e as formalidades a serem observados nas hipóteses de uso compartilhado de dados pessoais; e (iv) a relação entre as normas de proteção de dados pessoais e o acesso à informação pública.

Considerando essas questões, o presente Guia Orientativo busca delinear parâmetros que possam auxiliar entidades e órgãos públicos nas atividades de adequação e de implementação da LGPD. As orientações apresentadas constituem um primeiro passo no processo de delimitação das interpretações sobre a LGPD aplicáveis ao Poder Público. Por isso, a versão publicada ficará aberta a comentários e contribuições de forma contínua, com o fim de atualizar o Guia oportunamente, à medida que novas regulamentações e entendimentos forem estabelecidos, a critério da ANPD. As sugestões podem ser enviadas para a Ouvidoria da ANPD, por meio da Plataforma Fala.SR (https://falabr.cgu.gov.br/). 

Cumpre enfatizar que não é objeto deste Guia a definição de conceitos básicos previstos na LGPD. Em caso de dúvida, sugere-se consultar a página de documentos e publicações da ANPD, na qual estão disponíveis orientações mais específicas sobre esses conceitos, a exemplo do Guia
Orientativo para Definições dos Agentes de Tratamento de Dados Pessoais e do Encarregado.

O Guia inicia com uma breve explanação sobre a LGPD, o conceito de Poder Público e as competências da ANPD. A seguir, são apresentadas orientações sobre as bases legais mais comuns e os mais relevantes princípios que devem nortear o tratamento de dados pessoais por entidades e órgãos públicos. Na parte final, serão abordadas duas operações específicas de tratamento de dados pessoais pelo Poder Público: o compartilhamento e a divulgação de dados pessoais, sempre sob o enfoque da conformidade do tratamento com a LGPD. Os Anexos I e li trazem, respectivamente, um sumário das recomendações apresentadas na análise dos dois casos específicos mencionados.

A LGPD, o poder público e as competências da ANPD

A LGPD foi promulgada em 2018 e tem como objetivo regulamentar o tratamento de dados pessoais para garantir o livre desenvolvimento da personalidade e a dignidade da pessoa humana. Para isso, a lei estabelece uma série de regras a serem seguidas pelos agentes de tratamento, incluindo o Poder Público. O termo "Poder Público" é definido pela LGPD de forma ampla e inclui órgãos ou entidades dos entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), inclusive das Cortes de Contas e do Ministério Público. Assim, os tratamentos de dados pessoais realizados por essas entidades e órgãos públicos devem observar as disposições da LGPD, ressalvadas as exceções previstas no art. 4° da lei.

Também se incluem no conceito de Poder Público: (i) os serviços notariais e de registro (art. 23, § 4°); e (ii) as empresas públicas e as sociedades de economia mista (art. 24), neste último caso, desde que (ii.i.) não estejam atuando em regime de concorrência; ou (ii.ii) operacionalizem políticas públicas, no âmbito da execução destas.

A LGPD visa, ainda, assegurar que dados pessoais sejam utilizados de forma transparente e com fins legítimos, ao mesmo tempo garantindo os direitos dos titulares. Especificamente em relação ao Poder Público, a LGPD (art. 55-J, XI e XVI) prevê que a ANPD pode solicitar informe específico sobre o âmbito, a natureza dos dados e demais detalhes envolvidos na operação, bem como realizar auditorias sobre o tratamento de dados pessoais. O art. 52, § 3º, estabelece quais sanções podem ser aplicadas às entidades e aos órgãos públicos, com expressa exclusão das penalidades de multa simples ou diária previstas na LGPD.

Importante ressaltar que a ANPD é o órgão central de interpretação da LGPD e do estabelecimento de normas e diretrizes para sua implementação, no que se inclui a deliberação administrativa, em caráter terminativo, sobre a interpretação da lei e sobre as suas próprias competências e casos omissos (art. 55-K, parágrafo único; art. 55-J, XX). Além disso, a autoridade nacional detém competência exclusiva para aplicar as sanções administrativas previstas na LGPD, com prevalência de suas competências sobre outras correlatas de entidades e órgãos da administração pública no que se refere à proteção de dados pessoais (art. 55-K).

Assim, a ANPD possui competência originária, específica e uniformizadora no que concerne à proteção de dados pessoais e à aplicação da LGPD, previsão legal que deve ser interpretada de forma a se compatibilizar com a atuação de outros entes públicos que possam eventualmente tratar sobre o tema. A esse respeito, a LGPD (art. 55-J, § 3°) estabelece que a ANPD deve atuar em coordenação e articulação com outros órgãos e entidades públicos, visando assegurar o cumprimento de suas atribuições com maior eficiência e promover o adequado funcionamento dos setores regulados.

Importante ressaltar, por fim, que o servidor público que infrinja a LGPD também é passível de responsabilização administrativa pessoal e autônoma, conforme o art. 28 do Decreto Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Dessa forma, tratar dados pessoais indevidamente, como, por exemplo, vendendo banco de dados, alterando ou suprimindo cadastros de forma inadequada ou usando dados pessoais para fins ilegítimos pode levar à responsabilização do servidor público que praticou o ato ilegal.


Fonte: https://www.gov.br/anpd/pt-br /documentos-e-publ icacoes/guia-poder-publico-a npd-versao-fina l.pdf (adaptado). Acesso em: 19 ago. 2022.
Assinale entre as alternativas a seguir aquela em que o termo regente da preposição ou contração em destaque está INCORRETAMENTE identificado.

Alternativas
Q2026388 Português
O que eu sinto por você Está acima da dor e da saudade E a canção é um prato de amor É a felicidade É a certeza de que você vai voltar
E ao voltar Eu quero me refugiar Nos seus braços, oh, morena Minha rosa, dália Hortênsia, açucena Meu jardim suspenso ao ar
FAGNER. Certeza. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ fagner/254305/. Acesso em: 20 ago. 2022.

Qual aspecto gramatical justifica o emprego da preposição em destaque no texto?
Alternativas
Q4422749 Português
Conforme Faraco e Moura, "a regência é a relação de dependência que se estabelece entre dois termos. Termos que exigem a presença de outros denominam‐se regentes ou subordinantes; aqueles que completam o sentido de outros chamam‐se regidos ou subordinados. Quando o termo regente é um verbo, a relação que se estabelece entre ele e seu complemento (termo regido) chama‐se regência verbal".
FARACO,C.E.;MOURA,F.M.Gramática.19ed.SãoPaulo:Ática,2003,p.511. 
Analisando o conceito apresentado, assinale a alternativa na qual a regência verbal está de acordo com as regras estabelecidas pela norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q4422380 Português
Quanto mais selvagem, melhor


Metrópoles estão trocando parques e jardins por “matas” onde .............. vegetação cresce  .............. vontade. É o rewilding, conceito que protege o meio ambiente e agrada aos olhos.


Milhões de moradores de Barcelona, como de boa parte do mundo, passaram meses trancados em casa no ano passado, em lockdown rigoroso por causa da pandemia. Ao saírem, tiveram uma surpresa. Sem humanos por perto, os pássaros e pequenos roedores tomaram conta dos parques, onde plantas e flores puderam crescer e desabrochar ..............vontade.

A população de borboletas duplicou e a biodiversidade local deu um salto de 28%. .............. impressionante explosão ecológica promoveu uma virada de consciência: antes resistentes..............ampliação dos santuários silvestres, temendo..............volta de bichos indesejáveis, os barcelonenses passaram a apoiar..............ideia e a prefeitura já pôs várias iniciativas do gênero em andamento. A experiência catalã de rewilding, como é chamada a recuperação de biomas mais selvagens (wild, em inglês), vem se repetindo em diversas metrópoles, como uma forma natural, simpática e inclusiva de preservar o fustigado meio ambiente.

Visto como o que .............. de mais moderno em urbanismo, o rewilding pretende redefinir o conceito de área verde: saem os jardins impecáveis e gramados bem aparados, entra ..............vegetação natural da região, que cresce sem poda, irrigação nem pesticidas, permitindo que o ecossistema encontre seu equilíbrio. Em pouco tempo, insetos, pássaros, peixes e outros animais retornam ao hábitat, criando um vigoroso ciclo de biodiversidade. Em Barcelona, a prefeitura plantou árvores ao longo de ruas e avenidas, criando corredores verdes para os animais se locomoverem. Além disso, uma área de 780 000 metros quadrados de espaço subaproveitado, como estacionamentos, está sendo transformada em mata, onde funcionários de parques espalham colmeias e abrigos para pássaros e morcegos.


Revista Veja. Edição 2765. n.46, p. 70, novembro 2021. Adaptado.


• lockdown - confinamento
• rewilding - renaturalizar
 Analise as frase abaixo de acordo com a regência verbal.

• Não se esqueça de que ..............você estiver, eu estarei com você.
• Nesta cidade, não tenho segurança para ir ..............quero.
• Catarina! Você não pode ir .............. quiser sem pedir a minha autorização.
•.............. você quer chegar agindo assim?

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Alternativas
Q4410731 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

DIFERENÇAS ENTRE A INTERPRETAÇÃO E A COMPREENSÃO DE TEXTOS


(1º§) A compreensão e a interpretação de texto dependem do contexto de produção, além do conhecimento de mundo e dos conhecimentos linguísticos e literários do(a leitor(a). Interpretação de texto consiste em explicar um texto. Para isso, é necessário que, antes, o(a) leitor(a), o tenha compreendido.

(2º§) A compreensão e a interpretação de texto seguem um percurso. Nesse percurso, entre o processo inconsciente de compreensão e a ação consciente de interpretação da obra, ele(a) vai depender do conhecimento de mundo. Além dos conhecimentos linguísticos e/ ou literários para encontrar o(s) sentido(s) do texto e explicá-lo(s), tudo requer também bom nível de concentração de atenção. Pense nestes detalhes que são imprescindíveis!

(3º§) A compreensão e a interpretação de texto têm a visão de alguns pesquisadores que as consideram "compreensão" e "interpretação" como uma coisa só. Já outros entendem que esses termos não são apenas sinônimos, mas que possuem diferenças entre si. É o caso do linguista Vilson J. Leffa, o qual defende que "compreender é relacionar", pois cada texto é "um quebra-cabeça que precisa ser montado".

(4º§) Assim, a compreensão depende do(s) contexto(s), de forma que o sentido, no processo de leitura, só é alcançado a partir da interação entre o texto e o(a) leitor(a). Porém, o(a) leitor(a) conta com seu conhecimento de mundo, além de seu conhecimento linguístico, para "montar o quebra-cabeça", de forma rápida, instantânea e inconsciente.

(5º§) Segundo Leffa, interpretar "é explicar para o leitor de que modo cada quebra-cabeça pode ser montado". Assim, a interpretação seria um processo consciente, associado ao ato de explicar o texto. Então, para sermos mais claros, compreensão seria ler e entender um texto. Mas a interpretação seria explicar o objetivo desse texto, o motivo de ele ter sido produzido.

(6º§) Entende-se, portanto, que: interpretação de texto é o ato de explicar um texto após a sua compreensão. A compreensão e a interpretação dependem, principalmente, do contexto. Há diferenças na interpretação de um texto literário e de um texto não literário. A interpretação de texto nos eventos em busca de uma vaga, a exemplo do Enem ou de um concurso público, exige do(a) candidato(a), além de conhecimento de mundo, conhecimentos linguísticos e literários. A compreensão é um processo inconsciente, já a interpretação, um processo consciente.

(7º§) Você compreendeu? Leia com atenção e aproveite sua bagagem cultural para conseguir interpretar algo que está lendo ou mesmo ouvinte. Aproprie-se do contexto!


(https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-interpretacao-textual.htm) - (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA.
Alternativas
Q4410502 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

DIFERENÇAS ENTRE A INTERPRETAÇÃO E A COMPREENSÃO DE TEXTOS


(1º§) A compreensão e a interpretação de texto dependem do contexto de produção, além do conhecimento de mundo e dos conhecimentos linguísticos e literários do(a leitor(a). Interpretação de texto consiste em explicar um texto. Para isso, é necessário que, antes, o(a) leitor(a), o tenha compreendido.

(2º§) A compreensão e a interpretação de texto seguem um percurso. Nesse percurso, entre o processo inconsciente de compreensão e a ação consciente de interpretação da obra, ele(a) vai depender do conhecimento de mundo. Além dos conhecimentos linguísticos e/ ou literários para encontrar o(s) sentido(s) do texto e explicá-lo(s), tudo requer também bom nível de concentração de atenção. Pense nestes detalhes que são imprescindíveis!

(3º§) A compreensão e a interpretação de texto têm a visão de alguns pesquisadores que as consideram "compreensão" e "interpretação" como uma coisa só. Já outros entendem que esses termos não são apenas sinônimos, mas que possuem diferenças entre si. É o caso do linguista Vilson J. Leffa, o qual defende que "compreender é relacionar", pois cada texto é "um quebra-cabeça que precisa ser montado".

(4º§) Assim, a compreensão depende do(s) contexto(s), de forma que o sentido, no processo de leitura, só é alcançado a partir da interação entre o texto e o(a) leitor(a). Porém, o(a) leitor(a) conta com seu conhecimento de mundo, além de seu conhecimento linguístico, para "montar o quebra-cabeça", de forma rápida, instantânea e inconsciente.

(5º§) Segundo Leffa, interpretar "é explicar para o leitor de que modo cada quebra-cabeça pode ser montado". Assim, a interpretação seria um processo consciente, associado ao ato de explicar o texto. Então, para sermos mais claros, compreensão seria ler e entender um texto. Mas a interpretação seria explicar o objetivo desse texto, o motivo de ele ter sido produzido.

(6º§) Entende-se, portanto, que: interpretação de texto é o ato de explicar um texto após a sua compreensão. A compreensão e a interpretação dependem, principalmente, do contexto. Há diferenças na interpretação de um texto literário e de um texto não literário. A interpretação de texto nos eventos em busca de uma vaga, a exemplo do Enem ou de um concurso público, exige do(a) candidato(a), além de conhecimento de mundo, conhecimentos linguísticos e literários. A compreensão é um processo inconsciente, já a interpretação, um processo consciente.

(7º§) Você compreendeu? Leia com atenção e aproveite sua bagagem cultural para conseguir interpretar algo que está lendo ou mesmo ouvinte. Aproprie-se do contexto!

(https://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-interpretacao-textual.htm) - (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA.
Alternativas
Q4407123 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


A fórmula tomou o lugar da obra


   O século XX mudou drasticamente a maneira como o mundo funciona. A tecnologia nunca tinha avançado tão rápido, e as coisas pareciam cada vez mais imediatas. E foi aí que surgiram os meios de comunicação em massa, e desde então o mundo nunca mais foi o mesmo. Rádio, televisão, cinema. Tudo estava se popularizando, e as pessoas estavam gostando disso, principalmente as pessoas na ponta de cima do processo: os "patrões". Depois da queda de poder da religião — anunciada por Nietzsche: ―Deus está morto‖ — e da explosão capitalista, as mídias industriais chegaram na hora certa para transformar as nações em massas.

     A arte já não importava mais. Agora o dinheiro tomava as rédeas da produção cultural. E, como toda produção capitalista, ela se fazia em molde, em grande escala, naquilo que Theodor Adorno chamou de Indústria Cultural. [...]

   A comunicação de pares deu lugar à comunicação de massas, em que todos, autoritariamente, recebem a mesma mensagem, perdendo seu lugar de sujeito. É tudo padronizado, repetido. As produções usam as mesmas fórmulas (que garantem o sucesso de vendas) em tudo quanto é filme, programa de televisão e rádio, anúncio publicitário, etc. A originalidade do artista deu lugar aos rentáveis clichês da indústria.

   No meio dessas rupturas culturais e desenvolvimento técnico surge, no final da década de 1950, o movimento artístico chamado Pop Art. Agora que as massas estavam sendo atingidas, que a arte virou produto e que a reprodutibilidade técnica aflorou, os artistas dessa época deram início a obras que refletiam, parodiavam e criticavam o cenário mundial. [...]

   Como tudo virou produto, nada mais era único e individual. A comida era a mesma. O refrigerante era sempre igual. A novela que eu assisto é a mesma que meu amigo de outro estado vê. A padronização se distribuía para as massas (consumidoras), e dessa fábrica nem os seres humanos foram poupados. Elvis Presley e Marilyn Monroe não eram indivíduos; eram bens de consumo. Seus corpos tornaram-se meras imagens, imagens caras que eram vendidas nos shoppings culturais do mundo. Andy Warhol, maior expoente da Pop Art, representou essa despersonalização e objetificação dos famosos em suas obras, reproduzindo tecnicamente fotos deles. Podia-se ter 3, 6, 9, ou quantas Marilyns você quisesse. Ela não passava de um produto numa linha de montagem.


Fonte: SOARES, Alan. Pop Art: a industrialização da arte. Medium, 21 jul. 2017. Disponível em: https:// https://medium.com/@alan_soares/pop-art-a-industrializa%C3%A7%C3%A3o-da-arte-22c267d63a3e. Acesso em: 08 out. 2022. 
Na oração em destaque do último parágrafo "A novela que eu assisto é a mesma que meu amigo de outro estado vê." Há um erro de regência verbal de acordo com a norma culta. Assinale a alternativa em que a oração seja reescrita CORRETAMENTE quanto à regência verbal:
Alternativas
Q4390927 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.  
Alternativas
Q4367891 Português
Assinale a alternativa cujo emprego da crase esteja INCORRETO: 
Alternativas
Q4366378 Português
Texto IV
Machado de Assis e a administração pública brasileira


       Falar da importância de Machado de Assis pode, à primeira vista, parecer uma brincadeira, visto tratar-se de um fato inquestionável. Poeta e romancista, Machado de Assis se destacou muito na sociedade brasileira do século XIX, apesar de sua origem nas camadas populares. Filho de operário e morador do que hoje seria considerado como periferia da antiga capital da República, o destino profissional e social de Machado de Assis foi, sem dúvida, uma exceção, diferente do destino de vários outros Joaquim, Francisco ou José de sua geração.

      Importante também é lembrar a passagem de Machado de Assis nas instituições públicas do Estado, pois foi também funcionário público, de aprendiz na Tipografia Nacional a diretor do Ministério da Aviação. Por isso, conhecia bem o interior da administração estatal, tanto os privilégios dos altos cargos quanto a exploração e os sonhos de ascensão funcional dos “barnabés”. Sonhos esses que muitas vezes viravam pesadelo, quando tais funcionários precisavam “devolver” algum cargo comissionado, assumido na interinidade, pois a ascensão funcional era de difícil realização.

       Irônica realidade e, talvez, o recorte dado à discussão surpreenda o leitor, principalmente se você fizer coro às vozes que ressoam pela mídia e que divulgam a imagem de o funcionário público ser uma espécie de parasita do Estado.

      Mas não é assim, e também não era no período Imperial. Nem todos aqueles que trabalham nas instituições do Estado sugam ou sugaram os recursos públicos, e Machado de Assis pôde mostrar isso ao descrever o cotidiano de algumas de suas personagens.
Ficção? Não. Apesar do caráter não científico de obras literárias, é a realidade conhecida que alimenta o imaginário dos autores, os quais a descrevem com novas cores, contornos e odores ao desenharem o cenário de suas histórias.

       Lembremo-nos de “Dom Casmurro”, publicado no anoitecer do século XIX. Falo de Pádua, o pai de Capitu. Funcionário público em repartição dependente do Ministério da Guerra. Barnabé. Não ganhava bem...

      E, surpreenda-se, caro leitor: Pádua levava serviço para casa! Provavelmente, um esforço para obter reconhecimento profissional.

       Uma obra de ficção! Talvez seja o que você esteja pensando. Não só. No passado isso acontecia muito, bem como na atualidade. Mas, vejo que me interroga, querendo saber onde eu quero chegar.

     Vemos que a reflexão e a crítica acerca da administração pública brasileira são contribuições importantes da obra de Machado de Assis. As provocações feitas pelo autor incentivam uma revisão de valores e de comportamentos, mostrando aos jovens e adultos da atualidade a responsabilidade de todos na construção de uma sociedade diferente e mais democrática.


(Adaptado de CARDOSO, Luzia Magalhães. Sem data. https: http://www.hgb.rj.saude.gov.br/artigos. Acesso em 26/10/2021.)
“Irônica realidade e, talvez, o recorte dado à discussão surpreenda o leitor, principalmente se você fizer coro às vozes que ressoam pela mídia e que divulgam a imagem de o funcionário público ser uma espécie de parasita do Estado” (3º parágrafo).
A presença do acento grave, indicador de crase, se mantém correta ao substituir o termo em destaque por
Alternativas
Q4366364 Português
Texto I


Criados com esgoto a céu aberto, pesquisadores brasileiros mostram ao mundo relação entre saneamento e a Covid-19


      Nem sempre a mudança que queremos ver no mundo vem de “grandes heróis” ou de governos profundamente comprometidos com a agenda climática. Na maioria das vezes, histórias inspiradoras residem ao nosso lado, guardadas e vividas por pessoas que dentro da sua área de atuação decidem fazer o que está ao seu alcance para ver a transformação que desejam no Planeta.

       As regiões Norte e Nordeste do país são palco de uma dessas histórias que conscientizam, inspiram e engajam. E os protagonistas são dois brasileiros que acabam de publicar um artigo sobre a relação entre a falta de saneamento básico e a Covid-19 na Springer Nature, uma das maiores e mais renomadas editoras científicas do mundo.

    Estudantes de universidades públicas, James Thiago Cruz (Mestre em Desenvolvimento Sustentável), de Belém do Pará, e Erleyvaldo Bispo (Graduando em Engenharia Florestal na UFRRJ), de Lagarto, Sergipe, se basearam em sua realidade local para buscar soluções para a falta de saneamento básico. No estudo, eles alertam as populações e os governos dos impactos da ausência de água encanada e limpa e esgotamento sanitário, e da relação dessas carências com a expansão do novo coronavírus.

     O artigo foi desenvolvido, escrito e traduzido para o inglês entre abril e junho de 2020, retratando aquele período da crise sanitária no país. A dupla partiu de uma percepção trazida por estudos internacionais de que o SARS-CoV-2 poderia ter sua transmissão potencializada pela água não-tratada, visto que outros coronavírus antecessores já eram transmitidos por via entérica, ou seja, oral e fecal.

     “A falta de água dificulta o atendimento a medidas de higienização como a lavagem adequada das mãos, lavagem de utensílios domésticos coletivos etc. E os estudos científicos comprovavam a sobrevivência do coronavírus em água de esgoto entre uma e duas semanas, inclusive, em águas de esgoto da Holanda, foi identificada a presença do SARS-CoV-2 antes mesmo de a pandemia eclodir na China”, explicou James.

      A pesquisa evidenciou que as regiões brasileiras com maior número de óbitos e índice de transmissão da Covid-19 eram aquelas cuja população tinha menos acesso à água limpa e saneamento básico.

      “Nosso objetivo era justamente dar visibilidade a essa agenda que é um direito básico dos cidadãos, mas que infelizmente não está sendo garantido a todos no Brasil. Nós somos 70% água, desde o útero de nossa mãe estamos cercados por ela, precisamos valorizar esse bem comum, inclusive a nível educacional”, provoca Erley. 

     O pesquisador e ativista também defende a importância de promover a resiliência dentro das comunidades por meio de informação e incentivos para que todos pensem em soluções inovadoras para este nocivo problema.

     Segundo James, estimular a adoção de políticas públicas e ações por parte da iniciativa privada relacionadas ao saneamento é fundamental. “Com o nosso trabalho queremos estimular movimentos sociais e startups a desenvolverem alternativas e soluções criativas em comunidades que carecem do acesso à água limpa e de qualidade. Também desejamos dar visibilidade às inovações que já estão sendo realizadas no país bem como fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias sociais”, pontua.

     A dupla realizou a coleta e análise de dados sem apoio público ou patrocínio algum, todo investimento na pesquisa partiu de recursos pessoais dos pesquisadores. E este não foi o único desafio enfrentado.

      “Nós fizemos tudo isso durante o auge da pandemia, por isso, não pudemos realizar o trabalho de campo como gostaríamos, com entrevistas etc. Toda coleta de dados dependeu de um bom acesso à internet para conseguirmos as informações que já estavam disponíveis em outros estudos científicos”, comentou James. Como muitos brasileiros, o pesquisador ainda teve de lidar com desafios emocionais, como crise de pânico e ansiedade, que fizeram parte de sua vida durante a quarentena.

      Os dois rapazes estão transformando desafio em aprendizado e resiliência. Mais importante: passam tudo isso adiante. “Nós queremos estimular jovens da periferia bem como as comunidades mais vulneráveis a enxergar o seu potencial de transformar o mundo. Todos têm voz e têm vez”, crava James.


(Adaptado de GASPARINI, Nicole. https://umsoplaneta.globo.com/energia. 17 jun. 2021. Acesso em 25/10/2021.)
“No estudo, eles alertam as populações e os governos dos impactos da ausência de água encanada e limpa e esgotamento sanitário (...)” (3º parágrafo)
Modificando a parte inicial da frase para “No estudo, eles alertam às populações e aos governos” e levando em conta a regência do verbo alertar, o restante do trecho deveria apresentar a seguinte alteração: 
Alternativas
Respostas
1881: E
1882: A
1883: D
1884: C
1885: B
1886: C
1887: B
1888: A
1889: D
1890: B
1891: B
1892: C
1893: A
1894: C
1895: C
1896: A
1897: E
1898: E
1899: B
1900: A