Questões de Concurso
Sobre regência em português
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O poema a seguir pertence a Ulissses Tavares. Baseada nas informações contidas no poema, responda às questões 6 a 10.
Além da imaginação
Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desalento que você imagina
entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina
entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
entre a escola e a novela.
Tem gente que existe e parece
imaginação.
(Viva a poesia viva. 2a Ed. São Paulo: Saraiva, 1997. p. 57)
Na frase: “tem gente pedindo ajuda”, o verbo “pedir”, quanto à transitoriedade é classificado em:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 5 a 7.
1 Configura-se cada vez mais como objetivo prioritário
a busca do desenvolvimento sustentável. Nesse contexto,
estão inseridas as políticas e as diretrizes do governo
federal, que foram implementadas pelo Ministério de Minas
5 e Energia, visando ao uso crescente de fontes renováveis e
limpas.
Em comparação aos demais países, o Brasil configura-
se como um país com grande presença de combustíveis
renováveis. No resto do mundo, a participação desses
10combustíveis é praticamente inexpressiva, e o que se
observa é a supremacia do uso dos derivados de petróleo.
O Brasil dispõe de uma matriz diversificada, haja vista
as alternativas que possui para produzir combustíveis de
naturezas fóssil e renovável, constituindo um ambiente
15 favorável para a introdução gradual do hidrogênio. Esse
energético, se produzido a partir de insumos de natureza
renovável, deixará o Brasil em sintonia com as iniciativas
internacionais para a redução das emissões atmosféricas e
a diminuição da dependência dos combustíveis fósseis.
José Lima de Andrade Neto. Internet: http://www.mme.gov.br. (com adaptações).
Acerca da estrutura do texto, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.
I – A partícula “se” (linha 10) possui sentido condicional.
II – No contexto, a expressão “visando ao” (linha 5) admite também a regência visando pelo.
III – Caso fossem retiradas as vírgulas nas linhas 12 e 14 acarretaria erro gramatical.
IV – Os termos “país” e “países” não são acentuados pela mesma regra.
V – A palavra “supremacia” (linha 11) é um substantivo.
A quantidade de itens certos é igual a
Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto.
A maior fatia do bolo econômico, no Brasil, vai ____1____menos contribui para a produção. Em 2009, os trabalhadores levaram 20% do valor gerado pelas 100 maiores empresas brasileiras. As companhias guardaram 13,5% para seu patrimônio e entregaram 9,5% aos acionistas, isto é, ____2____fornece capital próprio e corre a maior parte do risco do investimento. O pedaço dos credores correspondeu a 12%. Os 45% restantes foram comidos ____3____ governos da União, dos Estados e dos Municípios.
O bolo, nesse caso, corresponde ___4____ valor adicionado, isto é, à diferença entre o valor final dos bens e serviços produzidos ___5____ companhias e o custo dos insumos - como matérias-primas e bens intermediários - comprados de seus fornecedores.
(O Estado de S. Paulo, Editorial, 1/6/2010)
I – As medições que: envolvem transações comerciais, bem como àquelas que envolvem à saúde e à segurança dos cidadões, são, reguladas pela metrologia legal.
II – Nesse sentido, ela é um conjunto de normas e regulamentos técnicos que devem ser obedecidos compulsóriamente por todos àqueles, que comercializam produtos ou serviços mediante algum tipo de medição, ou que fabrica instrumentos de medição voltado para esse fim, sob pena de sofrerem algum tipo de sansão administrativa.
III – Importante é saber que medir é uma atividade mais corriquera do que parece. Ao olhar no relógio, vê-se ao mostrador o resultado de uma medição de tempo. Ao se medir a pressão arterial no consutório médico ou na farmácia, comprar um quilograma de carne no açogue ou abastecer o carro no posto de gasolina, presencia-se medições.
IV – Medir é comparar uma grandeza com uma outra de mesma natureza. Medição é, portanto, o conjunto de operações cujo objetivo é determinar o valor de uma grandeza.
V – Por isso, o conceito de grandeza é fundamental para se efetuar qualquer medição.
Hayrton Rodrigues do Prado Filho. Revista Metrologia e Instrumentação (com adaptações). Acesso em 6/6/2010.
Estão certos apenas os itens
A - Intransitivo B - Transitivo direto C - Transitivo indireto D - Transitivo direto e indireto
I. Por que estão zombando deste garoto? II. Andei a tarde inteira pela praia. III. Todos gostam de elogios. IV. Ele deu-lhes a boa notícia. V. A festa acabou bem tarde. VI. Fiquei em casa durante a manhã. VII. Ainda não li o jornal de hoje.
Assinale a alternativa que classifica corretamente os verbos das orações abaixo de acordo com o código proposto:
A - verbo transitivo B - verbo de ligação
I. Seus cabelos estão molhados.
II. Ele não me entregou a carta.
III. João ficou emocionado com a notícia.
IV. Você quer mais um pedaço de bolo?
O DEVER DA IMPOPULARIDADE
Faz algum tempo, participei de uma mesa-redonda, tripulada por grandes figuras de nossas letras e intelectualidade. Na audiência, milhares de pessoas aplaudiam as frases bem esculpidas, as sínteses elegantes e as críticas virulentas. Um belo espetáculo de uso eloqüente da palavra.
Mas fui para casa com um grande desconforto. Essas pessoas estavam traindo os deveres essenciais do intelectual: 1) dizer o que precisa ser dito de acordo com o julgamento próprio e não dizer o que traz aplauso; 2) mostrar o caminho percorrido e não a resposta pronta; 3) não falar sobre o que não entende, pois desvaloriza a própria atividade intelectual. Meus colegas de mesa haviam pecado.
Falar mal do governo traz aplausos? Pois lancemos uma crítica fulminante. Qual é a bola da vez? Perdoemos talvez os políticos que precisam de votos ou que não tiveram tão burilada educação. Mas, se a liberdade de cátedra e a estabilidade funcional dos professores não lhes dão coragem o bastante para dizer o que pensam, para que servirão?
Quantas vezes ouvimos professores de universidades públicas falando em privado contra os desmandos lá observados, mas sem ousar repeti-lo em público. Onde está a ousadia para reclamar dos colegas que não dão aulas ou não cumprem muitas outras regras, sendo seus salários pagos pelo contribuinte? Onde está a responsabilidade social para reclamar em público de quem denigre a reputação da universidade, pela preguiça, indolência ou desperdício? Onde estão nossos cientistas de primeira linha quando se arrastam greves sem inspiração?
Aqueles que, à custa de enormes gastos do contribuinte receberam a mais primorosa educação têm o dever de educar os que não tiveram esse privilégio. Portanto, a frase feita com a resposta não é o que se espera. O que se espera é que mostrem o caminho que os leva a esta ou àquela conclusão. Afinal de contas, em ciência o que valida os resultados são a limpidez da lógica e o uso disciplinado das informações. É sua competência nessa manipulação simbólica e empírica que valida o resultado, não a extensão dos currículos ou o impacto político do que é dito. Não basta dizer que o governo é imbecil ou a oposição ridícula, a política daquele partido cretina ou que a globalização é uma trama diabólica. Repetir essas palavras está ao alcance de qualquer um. É preciso explicar, guiar, mostrar a lógica do raciocínio e as margens de erro contidas nas análises. É mais difícil, mais enfadonho, produz menos frases de efeito e poucas palmas. Mas é o que a sociedade deveria esperar.
A reputação na ciência e nas letras é conseguida à custa de dedicação e disciplina. Não vem do dia para a noite o domínio da profissão. Portanto, ao defrontar-se com um público e morrer de vontade de ser aplaudido, é preciso resistir à tentação de falar com leviandade sobre as ciências dos outros. Quem anda falando do Proer conhece a história dos bancos e do que já aconteceu em clima de pânico? Quem fala em renegar a dívida externa sabe o que aconteceu com todos os que tentaram fazê-lo? Sabem quanto aumentou o spread do juro ao Brasil quando um presidente deu uma única declaração de que não ia pagar a dívida? Melhorar a distribuição de renda? É preciso dizer como. Os não-economistas não podem ser alijados dessas discussões. Mas tampouco podem olimpicamente ignorar o conhecimento acumulado ao longo dos anos. Isso é tanto mais grave e imperdoável quando dito por pessoas cuja vida foi dedicada a dominar algum campo do saber e, por pura vaidade, desrespeitam outras áreas que requerem pelo menos tanto esforço para dominar.
Nossos homens de ciências e de letras têm obrigações perante a sociedade. Sua ânsia de ser aplaudidos não pode obliterar esses deveres. Eles têm de criticar, mostrar problemas, participar da vida nacional. Mas o que deve falar é sua consciência, e não a vontade de ganhar palmas. Esperamos deles a coragem dos comunistas que denunciaram o stalinismo ou dos direitistas que denunciaram o macarthismo. O primeiro dever é o da impopularidade.
(Claudio de Moura Castro - Revista Veja, 7 de novembro, 2009)
Seguem, abaixo, frases de filósofos e de poetas de diferentes épocas que fazem reflexão sobre o tema SAÚDE. Leia-as para responder à questão que se segue.
1. “Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em caso contrário, abstém-te de o ajudar.” ( Sócrates)
2. “Esta é a mais dolorosa de todas as doenças humanas: dispor de todo o conhecimento e ainda não ter nenhum poder de ação.” (Heródoto)
3. “Para a saúde da mente e do corpo, os homens deveriam enxergar com seus próprios olhos, falar sem megafone, caminhar com seus próprios pés em vez de andar sobre rodas, trabalhar e lutar com seus próprios braços, sem artefatos ou máquinas.” (John Ruskin)
4. “Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde, por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente e no passado. vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.” (Buda)




