Questões de Concurso
Sobre regência em português
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De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos, onde é notória a agressividade da oposição parlamentar ao governo de Barack Obama, o debate ideológico brasileiro tem se destacado por uma singular dualidade de estilos.
No reino virtual da intetnet, blogueiros e comentaristas amiúde adotam uma linguagem de extrema virulência. No mundo político real, entretanto, o ambiente vinha se caracterizando há tempos por um relativo marasmo. As semanas sufocantes deste verão acumulam, todavia – não tanto pela impaciência com as condições meteorológicas, e bem mais pelo avançar do calendário eleitoral –, claros sinais de que se passa a apostar em novos tons de beligerância política. (Folha de S.Paulo, 13.02.2013. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à concordância e à regência.
Essa exigência de preposição também se observa na regência da forma verbal destacada em:
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 10,
considere o texto abaixo:
Da utilidade dos prefácios
Li outro dia em algum lugar que os prefácios são textos inúteis, já que em 100% dos casos o prefaciador é convocado com o compromisso exclusivo de falar bem do autor e da obra em questão. Garantido o tom elogioso, o prefácio ainda aponta características evidentes do texto que virá, que o leitor poderia ter muito prazer em descobrir sozinho. Nos casos mais graves, o prefácio adianta elementos da história a ser narrada (quando se trata de ficção), ou antecipa estrofes inteiras (quando poesia), ou elenca os argumentos de base a serem desenvolvidos (quando estudos ou ensaios). Quer dizer: mais do que inútil, o prefácio seria um estraga-prazeres.
Pois vou na contramão dessa crítica mal-humorada aos prefácios e prefaciadores, embora concorde que muitas vezes ela proceda - o que não justifica a generalização devastadora. Meu argumento é simples e pessoal: em muitos livros que li, a melhor coisa era o prefácio - fosse pelo estilo do prefaciador, muito melhor do que o do autor da obra, fosse pela consistência das ideias defendidas, muito mais sólidas do que as expostas no texto principal. Há casos célebres de bibliografias que indicam apenas o prefácio de uma obra, ficando claro que o restante é desnecessário. E ninguém controla a possibilidade, por exemplo, de o prefaciador ser muito mais espirituoso e inteligente do que o amigo cujo texto ele apresenta. Mas como argumento final vou glosar uma observação de Machado de Assis: quando o prefácio e o texto principal são ruins, o primeiro sempre terá sobre o segundo a vantagem de ser bem mais curto.
Há muito tempo me deparei com o prefácio que um grande poeta, dos maiores do Brasil, escreveu para um livrinho de poemas bem fraquinhos de uma jovem, linda e famosa modelo. Pois o velho poeta tratava a moça como se fosse uma Cecília Meireles (que, aliás, além de grande escritora era também linda). Não havia dúvida: o poeta, embevecido, estava mesmo era prefaciando o poder de sedução da jovem, linda e nada talentosa poetisa. Mas ele conseguiu inventar tantas qualidades para os poemas da moça que o prefácio acabou sendo, sozinho, mais uma prova da imaginação de um grande gênio poético.
(Aderbal Siqueira Justo, inédito)
As lacunas da frase Um prefácio ...... nossa inteira atenção esteja voltada certamente conterá qualidades ...... força é impossível resistir preenchem-se adequadamente, na ordem dada, pelos seguintes elementos:

A respeito do texto, assinale a alternativa correta.
Julgue os itens que se seguem, relativos às estruturas linguísticas do texto.
Na linha 13, o uso do acento indicativo de crase em “à informação” deve-se à regência do substantivo “acesso” e à presença do artigo feminino determinando “informação”.
No trecho “deu início à sua caminhada cósmica" (l.16 e 17), o emprego do acento grave indicativo de crase é obrigatório.
Em relação ao fragmento de texto acima, julgue os próximos itens.
O emprego do sinal indicativo de crase em “à condição” (l. 10) deve-se à regência de “passaram” (l. 9), que exige complemento antecedido pela preposição “a”, e à presença de artigo definido feminino antes de “condição”.
No trecho “envio de astronaves à Lua e a Marte” (l.6), a ausência do acento grave indicativo de crase em “a Marte” justifica-se pela presença do conectivo “e”, empregado para ligar duas expressões de mesma função.
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, ligado______Presidência da República, aprovou resolução que, na prática, proíbe propaganda voltada___________menores de idade no Brasil. O texto, que o órgão considera ter força de lei, torna abusivo o direcionamento de publicidade___________esse público, com________intenção de persuadi-lo “para o consumo de qualquer produto ou serviço”.
(http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em 24.03.2014. Adaptado)
Considerando-se o uso do acento indicativo de crase, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Na linha 13, caso se substituísse o trecho “ao mercado de trabalho formal” por às benesses das leis trabalhistas, a correção gramatical do período seria mantida, visto que o elemento “acesso” rege complemento com a preposição a e “benesses” está especificado pelo artigo as.
O complemento da forma verbal ‘passei’ (l.19) não está explicitamente expresso no texto, devendo ser inferido pelo leitor.

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue os itens a seguir.
É obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase em “à Internet” (l. 4) e “à criação” (l. 16).
Tendo como referência o período “Quando o Metrô encerra a operação comercial, um verdadeiro batalhão começa a trabalhar madrugada adentro para que tudo volte a funcionar no dia seguinte na mais perfeita ordem.” (linhas de 1 a 4) e as regras a respeito de concordância, regência e crase prescritas pela norma-padrão, assinale a alternativa correta.



