Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q4066075 Português
Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.


Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.


Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos. 


A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.


Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.


Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios  também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.


Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.        


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.         
Incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente "ultrapassar" três mil hectares.

Sintaticamente, quanto à regência verbal, o verbo destacado é         
Alternativas
Q4066073 Português
Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.


Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.


Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos. 


A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.


Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.


Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios  também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.


Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.        


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.         

A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros "à" Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes.


Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase,


Alternativas
Q4066043 Português

A revolução discreta da cidade italiana que virou alternativa ao turismo excessivo de Veneza


O ar está impregnado de sal e manteiga quando uma tigela de tagliatelle com anchovas e ovas de bacalhau chega à mesa junto ao canal. A garçonete serve vinho branco e elogia a Primiero Botìro, manteiga alpina feita com leite cru, "mais saborosa nesta época".



É setembro em Treviso, cidade encantadora e discreta do norte da Itália, muitas vezes apenas ponto de passagem rumo à vizinha Veneza. Cercada por muralhas e cortada por canais, é berço do tiramissu e símbolo do vinho pró seco.



Recentemente, Treviso tornou-se a primeira cidade italiana a conquistar o European Green Leaf Award, da União Europeia, que reconhece o compromisso ambiental de cidades médias. Com cerca de noventa e quatro mil habitantes, transformou um aterro em parque solar, recuperou canais e criou projetos de biodiversidade que melhoraram a qualidade do ar.



A iniciativa se estende às Colinas de Prosecco, tombadas pela Unesco, onde produtores adotam práticas sustentáveis. O contraste com Veneza é evidente: enquanto a vizinha ainda sofre com turismo excessivo e poluição, Treviso cresce com equilíbrio. A taxa cobrada de visitantes em Veneza arrecada milhões, mas não reduziu significativamente o fluxo diário de turistas.


"Temos muito orgulho da nossa cidade", afirma o vice-prefeito Alessandro Manera. "O prêmio mostra quem está melhorando, não quem é mais bonita." Desde o início da missão sustentável, há sete anos, Treviso ampliou ciclovias, implantou reciclagem escolar e plantou seis mil árvores — essenciais para purificar o ar do Vale do Pó. O sistema de esgoto, antes restrito a 27% da população, já atende 64% e deve alcançar 80%.



Conhecida como "pequena Veneza", Treviso tem nos canais sua alma. "Eles são os protagonistas", diz a guia Ilaria Barbon. "A água moldou a cidade desde o século 16." Hoje, a qualidade hídrica é excelente, e o aplicativo Free Aqua permite monitorar o abastecimento. A prefeitura distribui garrafas de alumínio nas escolas para atingir a meta de plástico zero.



Antigos moinhos do século 16 voltaram a gerar energia, e um deles abastece o mercado central de peixes. Outro projeto, de vinte e cinco milhões de euros, substituirá toda a iluminação pública por LED, reduzindo o consumo em 70%.



A guia Annalisa De Martin conduz passeios de bicicleta pelos canais e termina com tiramissu, sobremesa criada ali no século 18. Treviso também é famosa pelo radicchio, usado em risotos, molhos, doces e até em uma versão inusitada da sobremesa durante a "Copa do Mundo do Tiramissu".



Nas colinas de Prosecco, o enólogo Sandro Bottega relata os efeitos das mudanças climáticas: verões secos e granizo fora de época reduziram as colheitas. Para reagir, os produtores adotam adubação verde, energia solar e climatização geotérmica.



Assim, Treviso consolida-se como exemplo de harmonia entre tradição e inovação — uma cidade que une história, sustentabilidade e os prazeres simples da boa comida, da água limpa e da consciência ambiental.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgk71mjnz2o.adaptado.

A iniciativa se estende "às" Colinas de Prosecco, tombadas pela Unesco, onde produtores adotam práticas sustentáveis.


Em relação ao uso do acento indicativo de crase no termo destacado, é correto afirmar que:


Alternativas
Q4050169 Português

A foto do príncipe William aos pés do Cristo Redentor que imita cena histórica de sua mãe, Diana


O príncipe de Gales repetiu os passos da mãe ao visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. William posou no mesmo ponto em que Diana, princesa de Gales, foi fotografada há trinta e quatro anos. Ele está no terceiro dia de sua viagem de cinco dias ao Brasil, onde apresentará o Earthshot Prize, prêmio anual criado por sua instituição de caridade.

O evento, que reunirá celebridades, será realizado no Museu do Amanhã, no Rio, na noite desta quarta-feira. As apresentações incluirão Kylie Minogue e Shawn Mendes, e cinco projetos receberão o valor de sete milhões de reais cada um. Além disso, o príncipe fará um discurso na COP30, conferência anual da ONU sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em Belém, no Pará.

Em um dia de céu limpo, o futuro rei permaneceu sozinho por alguns instantes, contemplando o Rio de Janeiro do alto do Corcovado, em um momento de reflexão diante da imponente estátua do Cristo Redentor, uma das maiores esculturas Art Déco do mundo, com trinta metros de altura e vinte e oito metros de largura entre os braços abertos.

Diana havia posado no mesmo local em abril de 1991, durante visita de seis dias ao Brasil ao lado do então príncipe Charles. Durante os passeios de William pelo Rio, muitas pessoas relembraram a presença da princesa, falecida em agosto de 1997. Segundo um porta-voz, o príncipe ficou sensibilizado com o carinho dos brasileiros e com as lembranças que ainda cercam a memória de sua mãe.

William também reservou um momento de privacidade na capela localizada sob a estátua, enquanto a segurança reforçada restringia temporariamente o acesso público ao monumento. A visita permitiu que ele se reunisse com os quinze finalistas do prêmio Earthshot, antes da cerimônia de entrega.

Entre os finalistas deste ano estão a cidade de Guangzhou, na China, por sua rede de transporte público elétrico; a Lagos Fashion Week, na Nigéria, reconhecida pela transformação sustentável da indústria da moda; e Barbados, pela liderança ambiental. O prêmio concede anualmente prêmios em dinheiro em cinco categorias distintas a projetos que buscam restaurar o equilíbrio climático do planeta.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, participará da cerimônia ao lado de William, antes de ambos seguirem para Belém, onde líderes mundiais discutirão estratégias de contenção e adaptação às mudanças climáticas.

Durante os primeiros dias no Brasil, o príncipe participou de um jogo de futebol no Maracanã e praticou vôlei de praia em Copacabana. Na terça-feira, concentrou-se em temas ambientais — foco principal de sua visita —, criticando crimes ligados ao desmatamento da Amazônia durante a conferência United for Wildlife.

William também visitou a ilha de Paquetá, onde conversou com moradores, aprendeu sobre a preservação de manguezais e plantou mudas de árvores, encerrando mais um dia de uma viagem que une simbolismo, memória e compromisso com o futuro do planeta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwykry022p0o.adaptado 

William "posou" no mesmo ponto em que Diana, princesa de Gales, foi fotografada há trinta e quatro anos.


Em se tratando de regência verbal, o termo destacado funciona como: 

Alternativas
Q3841835 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Fadiga visual: a visão na era do excesso de telas


Em uma era em que as telas dominam nossa vida cotidiana, uma epidemia silenciosa se espalha pelo mundo.


A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-se um grande problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.


À medida que nossa dependência de dispositivos digitais para trabalho, educação e interação social só aumenta, há mais riscos à saúde de nossos olhos.


Estudos recentes apresentam um quadro sombrio. Até cinquenta por cento dos usuários de computador desenvolvem a chamada fadiga ocular digital.


Essa condição, caracterizada por uma variedade de sintomas oculares e visuais, como secura, lacrimejamento, coceira, queimação, visão turva ou até dupla, não é apenas um incômodo.


Ela indica problemas crônicos que afetam significativamente a qualidade de vida e a produtividade de um indivíduo.


A pandemia da covid-19 exacerbou essa tendência. Afinal, os confinamentos e as medidas de distanciamento social aumentaram o tempo de tela em uma escala sem precedentes.


Um aumento acentuado no uso de dispositivos digitais durante esse período está correlacionado a um crescimento das doenças na superfície ocular, distúrbios visuais e fadiga ocular digital.


O que acontece com nossos olhos quando olhamos para telas por longos períodos?


A resposta está na biologia complexa do nosso sistema visual. Ao focar em telas digitais, nossa taxa de piscadas diminui e nossos olhos se esforçam demais para focar em objetos próximos por longos períodos.


Piscar menos e manter o foco próximo desencadeia uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.


Os sintomas da fadiga ocular digital são diversos e muitas vezes insidiosos. Eles variam desde sinais imediatamente perceptíveis, como fadiga ocular, secura e visão turva, até pistas mais sutis, como dores de cabeça e no pescoço.


Embora geralmente temporários, esses sintomas podem se tornar persistentes e debilitantes, se não forem tratados.


Ao contrário da crença popular, a luz azul emitida pelas telas não é a principal causa da vista cansada.


Embora a luz azul possa contribuir para a fadiga ocular e interromper os padrões de sono, não há evidências conclusivas de que ela cause danos oculares permanentes.


Os verdadeiros vilões são a ergonomia ruim, o trabalho por um tempo prolongado com foco próximo e a redução das piscadas.


Como podemos proteger a visão neste mundo centrado nas telas?


A solução está em uma abordagem multifacetada, que combina mudanças comportamentais, ajustes ambientais e, quando necessário, intervenções médicas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly569nwr1no.adaptado

"Piscar" menos e manter o foco próximo "desencadeia" uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.
Os verbos destacados, nesta frase, comportam-se, respectivamente, como verbos: 
Alternativas
Q3841351 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Usaram minha imagem em vídeo falso com IA para vender chá milagroso


O vídeo diz tudo ao contrário do que Tânia Carvalho defende. O rosto, o quarto, as pernas, a voz parecem ser dela, mas a mensagem é algo que ela nunca promoveria. "Eu tenho lipedema, e eu já estava no grau dois. Eu lhe contarei como eu saí disso aqui, para esse resultado maravilhoso em apenas sete dias", diz o vídeo disponível como anúncios no Instagram. Nas imagens, um antes e depois das pernas de Tânia.


Lipedema é uma doença que vem sendo descoberta nos últimos anos. Ela causa acúmulo de gordura nas pernas e braços de aproximadamente dez por cento das mulheres em todo o mundo. Os nódulos se assemelham a celulite e causam dor.


O vídeo falso continua até começar a promover um milagroso chá especial.


"Eu só precisava tomá-lo toda manhã durante sete dias", diz no vídeo a falsa Tânia.


"O chá agirá na sua corrente sanguínea, liberando toda a gordura adiposa, tecidos inflamados e retenção de líquidos."


Não há qualquer comprovação de que um chá possa fazer tal efeito. E Tânia sabe bem disso.


Há pouco tempo, a carioca de trinta e um anos começou a compartilhar sua rotina após ser diagnosticada com lipedema, na intenção de reunir mulheres que sofrem com o mesmo problema.


Ela se preparava para fazer uma cirurgia de lipoaspiração específica para retirar as células de gordura afetadas pela doença e queria compartilhar seu pós-operatório.


No processo de descoberta e cuidado, a carioca aprendeu que o tratamento de lipedema é um processo multidisciplinar, envolvendo exercícios, alimentação, tratamentos.


Ou seja, nada de um chá milagroso.


No vídeo verdadeiro, inclusive, Tânia justamente defende que não é só fazer alguma coisa que terá resultado", contando que seu tratamento envolveu a intervenção cirúrgica.


"Tudo é muito mais complexo do que malhar um ano, há muitos fatores, como hormonal e idade. A doença não é tão simples quanto parece", explicou no vídeo para as seguidoras.


Os vídeos de Tânia chamaram a atenção no Instagram e acabaram reunindo uma pequena comunidade de mulheres. Na rede social, em março de 2025, eram pouco mais de seis mil seguidoras.


Mas o tamanho da conta não impediu que Tânia acabasse sendo vítima do chamado "deepfake", um vídeo com sua imagem criado por uma inteligência artificial (IA) baseado em sua voz, gestos e expressões faciais.


Há plataformas online que oferecem com facilidade a criação desse tipo de conteúdo, também conhecido como mídia sintética.


Pessoas famosas já foram vítimas desse tipo de vídeo há algum tempo. A imagem do médico Drauzio Varella, por exemplo, tem sido usada em vídeos que promovem tratamentos especiais ou medicamentos para resolver problemas de saúde. Todos falsos.


Celebridades como a cantora Ivete Sangalo e as apresentadoras Ana Maria Braga e Xuxa também já foram vítimas.


Mas o caso como o de Tânia chama atenção por ser de uma pessoa com pouca visibilidade. Ou seja, a maioria das pessoas que viu o anúncio provavelmente não sabe reconhecer como ela fala originalmente ou como ela pensa.


Também é sinal de que muitas pessoas podem ter suas imagens usadas sem nem saber.


Até a publicação dessa reportagem, o anúncio seguia disponível, apesar da denúncia de Tânia ao Instagram. A usuária recebeu uma mensagem que diz que o vídeo "segue os padrões da comunidade".


Em nota à BBC News Brasil, a Meta, dona do Instagram, apenas afirmou que "atividades que tenham como objetivo enganar, fraudar ou explorar terceiros não são permitidas", orientando pessoas a denunciarem na plataforma — algo que Tânia diz já ter feito. A empresa não proferiu se vai tirar o conteúdo do ar.


Tânia diz ainda não saber se prosseguirá com alguma ação judicial, já que isso demandaria energia e dinheiro.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn89pzxqjn3o.adaptado.

O chá "agirá" na sua corrente sanguínea, liberando toda a gordura adiposa, tecidos inflamados e retenção de líquidos.


O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo: 

Alternativas
Q3837801 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Fadiga visual: a visão na era do excesso de telas 

Em uma era em que as telas dominam nossa vida cotidiana, uma epidemia silenciosa se espalha pelo mundo.

A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-se um grande problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.

À medida que nossa dependência de dispositivos digitais para trabalho, educação e interação social só aumenta, há mais riscos à saúde de nossos olhos. 

Estudos recentes apresentam um quadro sombrio. Até cinquenta por cento dos usuários de computador desenvolvem a chamada fadiga ocular digital.

Essa condição, caracterizada por uma variedade de sintomas oculares e visuais, como secura, lacrimejamento, coceira, queimação, visão turva ou até dupla, não é apenas um incômodo.

Ela indica problemas crônicos que afetam significativamente a qualidade de vida e a produtividade de um indivíduo.

A pandemia da covid-19 exacerbou essa tendência. Afinal, os confinamentos e as medidas de distanciamento social aumentaram o tempo de tela em uma escala sem precedentes.

Um aumento acentuado no uso de dispositivos digitais durante esse período está correlacionado a um crescimento das doenças na superfície ocular, distúrbios visuais e fadiga ocular digital.

O que acontece com nossos olhos quando olhamos para telas por longos períodos?

A resposta está na biologia complexa do nosso sistema visual. Ao focar em telas digitais, nossa taxa de piscadas diminui e nossos olhos se esforçam demais para focar em objetos próximos por longos períodos.

Piscar menos e manter o foco próximo desencadeia uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.

Os sintomas da fadiga ocular digital são diversos e muitas vezes insidiosos. Eles variam desde sinais imediatamente perceptíveis, como fadiga ocular, secura e visão turva, até pistas mais sutis, como dores de cabeça e no pescoço.

Embora geralmente temporários, esses sintomas podem se tornar persistentes e debilitantes, se não forem tratados.

Ao contrário da crença popular, a luz azul emitida pelas telas não é a principal causa da vista cansada. 

Embora a luz azul possa contribuir para a fadiga ocular e interromper os padrões de sono, não há evidências conclusivas de que ela cause danos oculares permanentes.

Os verdadeiros vilões são a ergonomia ruim, o trabalho por um tempo prolongado com foco próximo e a redução das piscadas.

Como podemos proteger a visão neste mundo centrado nas telas?

A solução está em uma abordagem multifacetada, que combina mudanças comportamentais, ajustes ambientais e, quando necessário, intervenções médicas.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly569nwr1no.adaptado. 
"Piscar" menos e manter o foco próximo "desencadeia" uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.
Os verbos destacados, nesta frase, comportam-se, respectivamente, como verbos:
Alternativas
Q3821640 Português

Fadiga visual: a visão na era do excesso de telas


Em uma era em que as telas dominam nossa vida cotidiana, uma epidemia silenciosa se espalha pelo mundo.


A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-se um grande problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.


À medida que nossa dependência de dispositivos digitais para trabalho, educação e interação social só aumenta, há mais riscos à saúde de nossos olhos.


Estudos recentes apresentam um quadro sombrio. Até cinquenta por cento dos usuários de computador desenvolvem a chamada fadiga ocular digital.


Essa condição, caracterizada por uma variedade de sintomas oculares e visuais, como secura, lacrimejamento, coceira, queimação, visão turva ou até dupla, não é apenas um incômodo.


Ela indica problemas crônicos que afetam significativamente a qualidade de vida e a produtividade de um indivíduo.


A pandemia da covid-19 exacerbou essa tendência. Afinal, os confinamentos e as medidas de distanciamento social aumentaram o tempo de tela em uma escala sem precedentes.


Um aumento acentuado no uso de dispositivos digitais durante esse período está correlacionado a um crescimento das doenças na superfície ocular, distúrbios visuais e fadiga ocular digital.


O que acontece com nossos olhos quando olhamos para telas por longos períodos?


A resposta está na biologia complexa do nosso sistema visual. Ao focar em telas digitais, nossa taxa de piscadas diminui e nossos olhos se esforçam demais para focar em objetos próximos por longos períodos.


Piscar menos e manter o foco próximo desencadeia uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.


Os sintomas da fadiga ocular digital são diversos e muitas vezes insidiosos. Eles variam desde sinais imediatamente perceptíveis, como fadiga ocular, secura e visão turva, até pistas mais sutis, como dores de cabeça e no pescoço.


Embora geralmente temporários, esses sintomas podem se tornar persistentes e debilitantes, se não forem tratados.


Ao contrário da crença popular, a luz azul emitida pelas telas não é a principal causa da vista cansada.


Embora a luz azul possa contribuir para a fadiga ocular e interromper os padrões de sono, não há evidências conclusivas de que ela cause danos oculares permanentes.


Os verdadeiros vilões são a ergonomia ruim, o trabalho por um tempo prolongado com foco próximo e a redução das piscadas.


Como podemos proteger a visão neste mundo centrado nas telas?


A solução está em uma abordagem multifacetada, que combina mudanças comportamentais, ajustes ambientais e, quando necessário, intervenções médicas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly569nwr1no.adaptado.


Em uma era em que as telas dominam nossa vida cotidiana, uma epidemia silenciosa se espalha pelo mundo.


A fadiga ocular digital, antes considerada uma condição marginal entre as preocupações com a saúde ocupacional, tornou-se um grande problema de saúde pública, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.


À medida que nossa dependência de dispositivos digitais para trabalho, educação e interação social só aumenta, há mais riscos à saúde de nossos olhos.


Estudos recentes apresentam um quadro sombrio. Até cinquenta por cento dos usuários de computador desenvolvem a chamada fadiga ocular digital.


Essa condição, caracterizada por uma variedade de sintomas oculares e visuais, como secura, lacrimejamento, coceira, queimação, visão turva ou até dupla, não é apenas um incômodo.


Ela indica problemas crônicos que afetam significativamente a qualidade de vida e a produtividade de um indivíduo.


A pandemia da covid-19 exacerbou essa tendência. Afinal, os confinamentos e as medidas de distanciamento social aumentaram o tempo de tela em uma escala sem precedentes.


Um aumento acentuado no uso de dispositivos digitais durante esse período está correlacionado a um crescimento das doenças na superfície ocular, distúrbios visuais e fadiga ocular digital.


O que acontece com nossos olhos quando olhamos para telas por longos períodos?


A resposta está na biologia complexa do nosso sistema visual. Ao focar em telas digitais, nossa taxa de piscadas diminui e nossos olhos se esforçam demais para focar em objetos próximos por longos períodos.


Piscar menos e manter o foco próximo desencadeia uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.


Os sintomas da fadiga ocular digital são diversos e muitas vezes insidiosos. Eles variam desde sinais imediatamente perceptíveis, como fadiga ocular, secura e visão turva, até pistas mais sutis, como dores de cabeça e no pescoço.


Embora geralmente temporários, esses sintomas podem se tornar persistentes e debilitantes, se não forem tratados.


Ao contrário da crença popular, a luz azul emitida pelas telas não é a principal causa da vista cansada.


Embora a luz azul possa contribuir para a fadiga ocular e interromper os padrões de sono, não há evidências conclusivas de que ela cause danos oculares permanentes.


Os verdadeiros vilões são a ergonomia ruim, o trabalho por um tempo prolongado com foco próximo e a redução das piscadas.


Como podemos proteger a visão neste mundo centrado nas telas?


A solução está em uma abordagem multifacetada, que combina mudanças comportamentais, ajustes ambientais e, quando necessário, intervenções médicas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly569nwr1no.adaptado.

"Piscar" menos e manter o foco próximo "desencadeia" uma série de problemas oculares, desde irritação leve até ressecamento crônico.


Os verbos destacados, nesta frase, comportam-se, respectivamente, como verbos: 

Alternativas
Q3801429 Português
A regência verbal e nominal, ao estabelecer a dependência sintática entre um termo regente e seu termo regido (complemento ou adjunto), é fundamental para a clareza e precisão da comunicação. Em "Aspiro a uma vaga no concurso", o verbo 'aspirar' é transitivo indireto com o sentido de 'desejar', exigindo a preposição 'a'. No entanto, se o mesmo verbo fosse utilizado no sentido de 'respirar', como em "Aspiro o ar fresco", ele seria transitivo direto, dispensando a preposição, o que demonstra a intrínseca relação entre a semântica do verbo e sua predicação. 
Alternativas
Q3796959 Português

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Sobre o texto acima, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3788931 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias. Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
No trecho “A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento”, a regência do verbo “constituir” está correta, pois esse verbo é transitivo direto, exigindo complemento sem preposição. Além disso, a repetição da palavra “conhecimento” mantém a coesão referencial e não configura vício de linguagem, considerando-se o contexto técnico do texto.
Alternativas
Q3788924 Português
No trecho hipotético “A professora advertiu aos alunos que se atrasaram”, observa-se um uso plenamente adequado da regência verbal, já que o verbo “advertir”, quando empregado no sentido de repreender, admite a preposição “a” antes do objeto direto representado pela pessoa advertida. Além disso, se o trecho fosse reformulado para “A professora os advertiu que se atrasaram”, haveria obrigatoriedade de próclise em vez de ênclise, visto que “que” atuaria como elemento atrativo imediato, invalidando a segunda construção.
Alternativas
Q3788923 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias.

        Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

        As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
Em construções que demandam regência nominal, como “necessário à compreensão” ou “favorável ao diálogo”, a preposição exigida não é determinada apenas pelo substantivo, mas também pela regência que ele adquire em relação ao verbo que o antecede, o que justifica oscilações entre “à” e “de” conforme o contexto sintático.
Alternativas
Q3788921 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias.

        Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

        As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
No período “Fizemos tudo quanto nos solicitaram”, a regência do verbo “solicitar” e o uso do pronome relativo “quanto” estão corretos, pois “quanto” atua como elemento integrador que retoma “tudo”, funcionando como objeto direto de “solicitar”, cuja transitividade exige complemento direto com referência a “coisa”.
Alternativas
Q3788918 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
No período: “Apesar de lhe parecerem injustas, as críticas foram recebidas com humildade pelo atleta”, verifica-se um uso adequado da regência do verbo “parecer”, cuja transitividade indireta com o pronome oblíquo átono “lhe” está correta, considerando que o verbo exige complemento introduzido pela preposição “a”.
Alternativas
Q3788911 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
A análise do fragmento “é mais simples de apaziguar pais preocupados” revela inadequação gramatical quanto ao emprego da preposição “de”, já que o verbo “apaziguar”, por ser transitivo direto, não exige preposição. A forma correta seria: “é mais simples apaziguar pais preocupados”.
Alternativas
Q3788908 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
A análise do uso do tempo verbal no trecho “é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção” revela que os verbos “controlar”, “criar” e “chamar” estão no infinitivo impessoal, funcionando como sujeito oracional da oração principal, o que comprova o uso normativo adequado da regência e da coesão verbal.
Alternativas
Q3788678 Português
Rússia anuncia vacina contra o câncer, e prevê distribuição gratuita em 2025

Avanço tecnológico inclui mRNA e vírus oncolíticos desenvolvidos por centros de pesquisa russos

        A Rússia anunciou o desenvolvimento de uma vacina mRNA contra o câncer, que será disponibilizada gratuitamente aos pacientes no país. Segundo o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa Radiológica do Ministério da Saúde da Rússia, Andrey Kaprin, o lançamento para uso geral está previsto para o início de 2025. A informação foi divulgada pela agência estatal TASS nesta semana.

        O desenvolvimento é resultado de esforços conjuntos entre centros de pesquisa, incluindo o Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. De acordo com Alexander Gintsburg, diretor do Gamaleya, os testes pré-clínicos da vacina já demonstraram eficácia na supressão do desenvolvimento de tumores e no potencial controle de metástases.

        A abordagem mRNA utiliza a análise genética individual para criar vacinas personalizadas que programam o sistema imunológico a identificar e destruir células cancerígenas. Esse método analisa o perfil mutacional do tumor (neoantígenos) e projeta vacinas direcionadas, permitindo um combate específico a cada tipo de tumor.

        Além disso, o país estuda uma frente de vacinas oncolítica chamada de EnteroMix, desenvolvida em colaboração com o Instituto Engelhardt. Ela utiliza um conjunto de quatro vírus não patogênicos capazes de destruir células malignas e, ao mesmo tempo, ativar a imunidade antitumoral do paciente. De acordo com o Centro Nacional de Pesquisa Radiológica, os estudos pré-clínicos do EnteroMix já foram concluídos, confirmando sua segurança e eficácia.

        Os cientistas russos informam que os testes clínicos e o recrutamento de pacientes para as fases iniciais do EnteroMix começarão entre o final de 2024 e o início de 2025. Enquanto isso, a vacina mRNA avança para os testes finais de eficácia e deve ser liberada ao público em 2025.

Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2024/12/1053478-russia-anunciavacina-contra-o-cancer-e-preve-distribuicao-gratuita-em-2025.html. Acesso em 27/12/2024
Considerando as exigências de regência verbal, está incorreta a construção da seguinte frase: “A vacina será disponibilizada aos pacientes gratuitamente, conforme prevê o Ministério da Saúde da Rússia”, já que o verbo “prever” exige objeto direto e, nesse caso, foi seguido por uma oração subordinada adverbial, o que fere a norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q3788675 Português
Rússia anuncia vacina contra o câncer, e prevê distribuição gratuita em 2025

Avanço tecnológico inclui mRNA e vírus oncolíticos desenvolvidos por centros de pesquisa russos

        A Rússia anunciou o desenvolvimento de uma vacina mRNA contra o câncer, que será disponibilizada gratuitamente aos pacientes no país. Segundo o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa Radiológica do Ministério da Saúde da Rússia, Andrey Kaprin, o lançamento para uso geral está previsto para o início de 2025. A informação foi divulgada pela agência estatal TASS nesta semana.

        O desenvolvimento é resultado de esforços conjuntos entre centros de pesquisa, incluindo o Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. De acordo com Alexander Gintsburg, diretor do Gamaleya, os testes pré-clínicos da vacina já demonstraram eficácia na supressão do desenvolvimento de tumores e no potencial controle de metástases.

        A abordagem mRNA utiliza a análise genética individual para criar vacinas personalizadas que programam o sistema imunológico a identificar e destruir células cancerígenas. Esse método analisa o perfil mutacional do tumor (neoantígenos) e projeta vacinas direcionadas, permitindo um combate específico a cada tipo de tumor.

        Além disso, o país estuda uma frente de vacinas oncolítica chamada de EnteroMix, desenvolvida em colaboração com o Instituto Engelhardt. Ela utiliza um conjunto de quatro vírus não patogênicos capazes de destruir células malignas e, ao mesmo tempo, ativar a imunidade antitumoral do paciente. De acordo com o Centro Nacional de Pesquisa Radiológica, os estudos pré-clínicos do EnteroMix já foram concluídos, confirmando sua segurança e eficácia.

        Os cientistas russos informam que os testes clínicos e o recrutamento de pacientes para as fases iniciais do EnteroMix começarão entre o final de 2024 e o início de 2025. Enquanto isso, a vacina mRNA avança para os testes finais de eficácia e deve ser liberada ao público em 2025.

Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2024/12/1053478-russia-anunciavacina-contra-o-cancer-e-preve-distribuicao-gratuita-em-2025.html. Acesso em 27/12/2024
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, é correto afirmar que, caso se reescrevesse o trecho “confirmando sua segurança e eficácia” para “atestando a sua segurança bem como a de sua eficácia”, haveria inadequação gramatical por erro de regência e de paralelismo sintático.
Alternativas
Q3788606 Português
Não espalha

        Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.

        Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.

        Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.

        Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.

        Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.

        Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.

      O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.

        E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.

        Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.

        Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.

        Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.

        Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.

        − O que houve?

        − Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.

        Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?

        Há dias em que parece que você ama mais. Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.

        Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.

        Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:

        − Amar é só gostar de ficar junto, filha.

        Ela, inesperadamente, respondeu:

        − Então, eu te amo, pai, mas não espalha.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2024/11/29/nao-espalha
No trecho “...é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro...”, observa-se que tanto o verbo “preocupar-se” quanto o verbo “interessar-se” mantêm regência correta ao exigirem complemento preposicionado, ainda que a forma reflexiva seja desnecessária para assegurar a transitividade de ambos.
Alternativas
Respostas
361: C
362: C
363: C
364: B
365: A
366: C
367: C
368: D
369: C
370: E
371: C
372: E
373: E
374: C
375: C
376: C
377: C
378: E
379: C
380: E