Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
Foram encontradas 10.039 questões
Carlos Heitor Cony - Folha de São Paulo
Foi melancólico o 1º de Maio deste ano. Não tivemos a tragédia do Rio centro, que até hoje não foi bem explicada e, para todos os efeitos, marcou o início do fim da ditadura militar.
Tampouco ressuscitamos o entusiasmo das festividades, os desfiles e a tradicional arenga de um ditador que, durante anos, começava seus discursos com o famoso mantra: "Trabalhadores do Brasil".
De qualquer forma, era um pretexto para os governos de plantão forçarem um clima de conciliação nacional, o salário mínimo era aumentado e, nos teatros da praça Tiradentes, havia sempre uma apoteose patriótica com os grandes nomes do rebolado agitando bandeirinhas nacionais. Nos rádios, a trilha musical era dos brados e hinos militares, na base do "avante camaradas".
Este ano, a tônica foram as vaias que os camaradas deram às autoridades federais, estaduais e municipais. Com os suculentos escândalos (mensalão, Petrobrás e outros menos votados), as manifestações contra os 12 anos de PT, que começaram no ano passado, só não tiveram maior destaque porque a mídia deu preferência mais que merecida aos 20 anos da morte do nosso maior ídolo esportivo.
Depois de Ayrton Senna, o prestígio de nossas cores está em baixa, a menos que Paulo Coelho ganhe antecipadamente o Nobel de Literatura e Roberto Carlos dê um show no Teatro alla Scala, em Milão, ou no Covent Garden, em Londres.
Sim, teremos uma Copa do Mundo para exorcizar o gol de Alcides Gighia, na Copa de 1950, mas há presságios sinistros de grandes manifestações contra o governo e a FIFA, que de repente tornou-se a besta negra da nossa soberania.
A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para apitar a final do Mundial, desde que Sua Santidade não roube a favor da Argentina.
Carlos Heitor Cony - Folha de São Paulo
Foi melancólico o 1º de Maio deste ano. Não tivemos a tragédia do Rio centro, que até hoje não foi bem explicada e, para todos os efeitos, marcou o início do fim da ditadura militar.
Tampouco ressuscitamos o entusiasmo das festividades, os desfiles e a tradicional arenga de um ditador que, durante anos, começava seus discursos com o famoso mantra: "Trabalhadores do Brasil".
De qualquer forma, era um pretexto para os governos de plantão forçarem um clima de conciliação nacional, o salário mínimo era aumentado e, nos teatros da praça Tiradentes, havia sempre uma apoteose patriótica com os grandes nomes do rebolado agitando bandeirinhas nacionais. Nos rádios, a trilha musical era dos brados e hinos militares, na base do "avante camaradas".
Este ano, a tônica foram as vaias que os camaradas deram às autoridades federais, estaduais e municipais. Com os suculentos escândalos (mensalão, Petrobrás e outros menos votados), as manifestações contra os 12 anos de PT, que começaram no ano passado, só não tiveram maior destaque porque a mídia deu preferência mais que merecida aos 20 anos da morte do nosso maior ídolo esportivo.
Depois de Ayrton Senna, o prestígio de nossas cores está em baixa, a menos que Paulo Coelho ganhe antecipadamente o Nobel de Literatura e Roberto Carlos dê um show no Teatro alla Scala, em Milão, ou no Covent Garden, em Londres.
Sim, teremos uma Copa do Mundo para exorcizar o gol de Alcides Gighia, na Copa de 1950, mas há presságios sinistros de grandes manifestações contra o governo e a FIFA, que de repente tornou-se a besta negra da nossa soberania.
A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para apitar a final do Mundial, desde que Sua Santidade não roube a favor da Argentina.
Corria agitadíssimo o ano de 1930. Vitoriosa a revolução de outubro, que levara ao poder o Dr. Getúlio Vargas, a Nação toda assistiu de braços cruzados aos gaúchos amarrarem seus cavalos no Obelisco, no Rio de Janeiro. Todos aderiram ao movimento e os que podiam reagir foram exilados.
Longe, porém, muito longe, perdida nos confins de Mato Grosso, uma cidadezinha não concordou com esse estado de coisas. Às margens do Guaporé, Vila Bela da Santíssima Trindade, fundada em 19 de março de 1752, pelo primeiro governador da Capitania de Mato Grosso, [...] não concordou com a revolução vitoriosa.
Vila Bela era a menina dos olhos do governo português. Foi fundada como Brasília, para ser a capital da Capitania.
Assinale a reescritura que conserva o sentido original da primeira frase do texto.
O pescador incauto é atraído pelo minhocão e quando menos espera morre afogado. Vários canoeiros afirmam já terem visto a terrível serpente.
A sua estória é horripilante. Ela tem matado muita gente. O minhocão não é propriamente um mito, mas sim um monstro.




A respeito do texto, assinale a alternativa correta.
Em “para abraçar a sustentabilidade econômica e social” (linhas 11 e 12), a fim de se manter a coerência da informação, é correto afirmar que o vocábulo “abraçar” equivale a
No texto, com base na norma-padrão da língua portuguesa, é correto substituir
Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.
A forma verbal “pertence” (l. 36) está empregada no texto no sentido de participa, podendo ser por esta substituída, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do período.
Cada um dos itens abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, que deve ser julgada certa se, ao mesmo tempo, estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errada, em caso contrário.
“Mesmo com todo (...) meios de comunicação de massa” (l. 12-16): Questiona-se tanto aspectos quantitativos como qualitativos dos conteúdos sobre ciência veiculados pelos meios de comunicação de massa, apesar de todo o aparato tecnológico que tem tornado possível o acesso quase instantâneo à informação.
Cada um dos itens abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, que deve ser julgada certa se, ao mesmo tempo, estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errada, em caso contrário.
“Independentemente dos mitos (...) séculos” (l. 7-11): Independentemente dos mitos, lendas e crenças, que moldaram as culturas mais atrasadas, o pensamento humano sempre esteve, de certa forma, ligado ao conhecimento científico que foi renovado e foi disseminado com o passar dos séculos.
Cada um dos itens abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — entre aspas —, que deve ser julgada certa se, ao mesmo tempo, estiver gramaticalmente correta e não acarretar prejuízo ao sentido original do texto, ou errada, em caso contrário.
“quando possibilita (...) lógica” (l. 27-29): ao possibilitar o crescimento do saber e do entendimento do público leigo sobre o processo científico e sua lógica.
Em relação ao emprego das palavras, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa correta quanto à reescritura, sem modificação do sentido original, do trecho “Para quem tem renda de trabalho superior a R$ 3.916,20, a previdência complementar é indispensável.” (linhas de 12 a 14).
Em relação ao fragmento de texto acima, julgue os próximos itens.
A substituição de “na fronteira do desenvolvimento” (l. 6-7) por desenvolvidos prejudicaria a correção gramatical do período.
Em relação ao fragmento de texto acima, julgue os próximos itens.
Mantêm-se a correção gramatical e as informações originais do texto ao se substituir a correlação “não só (...) mas também” (l. 11-13) por não somente (...) como também.
