Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q657911 Português
O trecho "Esses critérios obviamente não são naturais. Foram pensados a partir do que toca mais o público, sim, mas também estão fortemente ligados a valores econômicos e culturais" (linhas 26 e 27) pode ser reescrito, de maneira a manter o sentido, como: 
Alternativas
Q657146 Português

O grande paradoxo das redes sociais virtuais

Por Vinicius Pereira Colares em 12/02/2016 na edição 889

1º.§ Existe uma contradição inerente ao uso de mídias digitais. Essa afirmação comprova-se, principalmente, quando a ligamos ao smartphones. Ninguém usaria o celular por tanto tempo se não acreditasse de verdade nos benefícios dele. Poupar tempo, ser mais produtivo e ter acesso à informação em qualquer lugar são alguns dos aspectos positivos citados, geralmente.

2º. § Ao mesmo tempo, é cada vez mais comum ouvir relatos, quando estes são sinceros, de donos de smartphones que se sentem frustrados com o tempo empreendido nas redes sociais ou em outros aplicativos inúteis. Na tentativa de 4 controlar sua rotina (e imagem), o indivíduo, em sua contemporaneidade, é cada vez mais vulnerável. 

3º. § Desde 2007, com o lançamento do primeiro aparelho celular com um sistema operacional próprio totalmente touch-screen (o primeiro iPhone da Apple), os hábitos mudaram. E mudam-se os hábitos, sabe-se, mudam-se as pessoas.

4º. § A psicóloga e socióloga do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Sherry Turkle, analisou a possibilidade de um novo tipo de comunicação estar surgindo com as novas tecnologias.

5º. § As amizades nesse cenário, por exemplo, mudaram. Hoje “a arte da amizade”, diz Turkle, virou a arte de saber dividir a atenção de alguém constantemente – com o smartphone, por exemplo. Quem nunca passou por uma situação parecida, de encontrar-se falando consigo mesmo, que atire a primeira pedra.

6º. § É a possibilidade de repensar um ato que faz com que, normalmente, um indivíduo não repita um erro. Para alcançar esse tipo de reflexão, porém, é preciso estar sozinho. Não é uma regra, mas é sozinho que o sujeito consegue ponderar sua existência individual e, respectivamente, perceber a independência daqueles que o cercam. As relações através das redes sociais impossibilitam, de certa forma, que tudo isso aconteça.

7º. § O termo fight over text – que significa mais ou menos “briga por mensagem de texto” – é extremamente ilustrativo para pensar esse aspecto. Um exemplo usado por Turkle: Adam teve uma discussão séria com sua namorada. Ou melhor, teve uma fight over text. Em uma situação onde ele seria tomado por um surto de pânico, Adam resolve mandar – e esse é o exemplo que a autora dá – uma foto de seu próprio pé (risos?) para a namorada. Isso alivia a situação e tudo acaba bem.

8º. § Essa possibilidade de esconder vulnerabilidades explica, de certa forma, o crescimento de aplicativos como o Snapchat (e suas mensagens “fantasmas”) e o Instagram. Nessas redes sociais, o Adam de Turkle é sempre o Adam que quer ser. Não é por um acaso que o Facetime, aplicativo da Apple onde os envolvidos conversam por vídeo, não deu tão certo quanto o esperado. 5

9º. § As mídias digitais e as redes sociais estão movimentando uma quantidade cada vez maior de pesquisas em torno de suas problemáticas. Termos como Fomo (Fear Of Missing Out – algo equivalente a “medo de perder algo”) estão tentando explicar o que está por trás do desenvolvimento de aplicativos e dispositivos.

10º. § Em Stanford, por exemplo, foi criado o Persuasive Technology Lab (Laboratório de Tecnologia da Persuasão). São estudados nesse centro, por exemplo, os mecanismos que causam essa espécie de “dependência” por parte do usuário das redes sociais. Os resultados desses estudos acabam gerando mais aplicativos de persistent routine (rotina persistente, quase um pleonasmo ) ou behavioral loop (comportamento repetitivo), que integram-se à nossa rotina e, na maioria dos casos, não são produtivos – e sim, distrativos.

11º. § O Instagram talvez venha a ser o melhor exemplo, definido como um produto habit-forming (ou criador de hábito). É comum conhecer pessoas que, ao acordar, assumem abrir o aplicativo antes mesmo de sair da cama. Isso se torna, em curto e médio prazo, o equivalente a despertar toda manhã e puxar a alavanca de uma máquina de apostas em um cassino.

12º. § Essa incapacidade de controlar os próprios hábitos implica geralmente na falta de capacidade de controlar as próprias emoções. E são esses indivíduos que tentam, com o uso das redes sociais, apropriar-se de uma imagem idealizada e controlar (ou contrariar) os atos do próximo.

13º. § Existem maneiras de tentar mudar isso. Deixar o smartphone longe da mesa enquanto faz uma refeição ou sair de casa sem o celular no bolso, por exemplo. Mas a melhor e mais valiosa dica é de Sherry Turkle: leia (ou releia) Walden, de Henry David Thoreau.

http://observatoriodaimprensa.com.br/e-noticias/o-grande-paradoxo-das-redes-sociaisvirtuais/ [adaptado]

Considere o trecho a seguir.
As amizades nesse cenário, por exemplo, mudaram. Hoje “a arte da amizade”, diz Turkle, virou a arte de saber dividir a atenção de alguém constantemente – com o smartphone, por exemplo.
Substituindo o termo grifado por “afirma”, tem-se um(a) 
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Q656792 Português

                                  Idades e verdades

O médico e jornalista Drauzio Varella escreveu outro dia no jornal uma crônica muito instigante. Destaco este trecho:

“Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem ‘cabeça de jovem’. É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de dez. Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.”

Tomo a liberdade de adicionar meu comentário de velho: não preciso que os jovens acreditem em mim, tampouco estou aberto para receber lições dos mocinhos. Nossa alternativa: ao nos defrontarmos com uma questão de comum interesse, discutirmos honestamente que sentido ela tem para nós. O que nos unirá não serão nossas diferenças, mas o que nos desafia.

                                                                                                                      (LAMEIRA, Viriato, inédito)

É preciso corrigir, por apresentar em sua construção uma deficiência estrutural, a redação da seguinte frase:
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Q656787 Português

                                     A música relativa

      Parece existir uma série enorme de mal-entendidos em torno do lugar-comum que afirma ser a música uma linguagem universal, passível de ser compreendida por todos. “Fenômeno universal” − está claro que sim; mas “linguagem universal” − até que ponto?

      Ao que tudo indica, todos os povos do planeta desenvolvem manifestações sonoras. Falo tanto dos povos que ainda se encontram em estágio dito “primitivo” − entre os quais ela continua a fazer parte da magia − como das civilizações tecnicamente desenvolvidas, nas quais a música chega até mesmo a possuir valor de mercadoria, a propiciar lucro, a se propagar em escala industrial, transformando-se em um novo fetiche.

      Contudo, se essa tendência a expressar-se através de sons dá mostras de ser algo inerente ao ser humano, ela se concretiza de maneira tão diferente em cada comunidade, dá-se de forma tão particular em cada cultura que é muito difícil acreditar que cada uma de suas manifestações possua um sentido universal. Talvez seja melhor dizer que a linguagem musical só existe concretizada por meio de “línguas” particulares ou de “falas” determinadas; e que essas manifestações podem até, em parte, ser compreendidas, mas nunca vivenciadas em alguns de seus elementos de base por aqueles que não pertençam à cultura que as gerou.

(Adaptado de: MORAES, J. Jota de. O que é música. São Paulo: Brasiliense, 2001, p.12-14) 

Atente para a seguinte frase:

Essas manifestações podem ser compreendidas, mas nunca vivenciadas de modo amplo.

Numa nova redação dessa frase que comece com Essas manifestações não são nunca vivenciadas de modo amplo, o segmento complementar deverá ser, para que se mantenha o sentido original, 

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Q656777 Português

                                        A velhinha contrabandista 

      Todos os dias uma velhinha atravessava a ponte entre dois países, de bicicleta e carregando uma bolsa. E todos os dias era revistada pelos guardas da fronteira, à procura de contrabando. Os guardas tinham certeza que a velhinha era contrabandista, mas revistavam a velhinha, revistavam a sua bolsa e nunca encontravam nada. Todos os dias a mesma coisa: nada. Até que um dia um dos guardas decidiu seguir a velhinha, para flagrá-la vendendo a muamba, ficar sabendo o que ela contrabandeava e, principalmente, como. E seguiu a velhinha até o seu próspero comércio de bicicletas e bolsas.

      Como todas as fábulas, esta traz uma lição, só nos cabendo descobrir qual. Significa que quem se concentra no mal aparentemente disfarçado descuida do mal disfarçado de aparente, ou que muita atenção ao detalhe atrapalha a percepção do todo, ou que o hábito de só pensar o óbvio é a pior forma de distração.

(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 41)

A frase do texto Como todas as fábulas, esta traz uma lição, só nos cabendo descobrir qual mantém-se clara, correta e coerente nesta nova redação:
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Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Presidente Prudente - SP Provas: VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro de Segurança do Trabalho | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Procurador Municipal | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Enfermeiro | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Agrônomo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Ambiental | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Cartógrafo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Civil | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Florestal | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Ginecologista | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Farmacêutico | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Clinico Geral | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Pediatra | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Psiquiatra | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico do Trabalho | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Arquivista | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Sistemas Sénior | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Sistema Web | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Banco de Dados | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Tecnologia da Informação | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente de Atendimento e Produção | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente de Criação e Redação | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente Social | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Psicólogo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Programador de Sistemas Júnior | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Técnologo em Gestão Ambiental | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Tecnológo em Gestão de Recursos Humanos | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Terapeuta Ocupacional |
Q655345 Português

O papel da tecnologia

Há muitas e muitas décadas – para não dizer séculos –, a humanidade tenta decifrar o impacto do avanço tecnoló- gico em nossa vida. A razão é clara: as novas tecnologias são, a um tempo, motivo de alegria e tristeza, dependendo do ângulo por que se olhe. Por um lado, o avanço das técnicas torna ultrapassadas inúmeras empresas e uma multidão de trabalhadores. Por outro lado, – e que ninguém duvide disso –, é a força primeira que faz o mundo andar. [...]

A tecnologia também cria novos desafios e causa mudanças comportamentais que provocam discussão. Desde o domínio do fogo e das primeiras ferramentas de pedra, as conquistas humanas apresentam a característica de modificar nossos hábitos – nem todos para melhor. Mas são inegáveis os avanços proporcionados pela evolução técnica.

(Carta de Exame. São Paulo: Editora Abril. ed. 1092, 24.06.2015. Adaptado)

Leia a frase:

A razão é clara: as novas tecnologias são, a um tempo, motivo de alegria e tristeza, dependendo do ângulo por que se olhe.

Assinale a alternativa em que, alterando-se a ordem das palavras, a frase está pontuada corretamente, com preservação do sentido original do texto.

Alternativas
Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Presidente Prudente - SP Provas: VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro de Segurança do Trabalho | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Procurador Municipal | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Enfermeiro | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Agrônomo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Ambiental | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Cartógrafo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Civil | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Florestal | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Ginecologista | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Farmacêutico | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Clinico Geral | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Pediatra | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Psiquiatra | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico do Trabalho | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Arquivista | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Sistemas Sénior | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Sistema Web | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Banco de Dados | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Tecnologia da Informação | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente de Atendimento e Produção | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente de Criação e Redação | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente Social | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Psicólogo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Programador de Sistemas Júnior | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Técnologo em Gestão Ambiental | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Tecnológo em Gestão de Recursos Humanos | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Terapeuta Ocupacional |
Q655344 Português

                         Se o olho não vê o bolso não sente

O ser humano é um animal cooperativo por natureza. Mas em todas as sociedades a desigualdade corre solta. Alguns acabam mais ricos que outros. Faz séculos que os cientistas tentam descobrir os comportamentos que provocam a desigualdade. Uma nova rota de investigação consiste em usar jogos cuidadosamente desenhados para observar o comportamento do ser humano durante sua interação social. Em um novo experimento, os cientistas demonstraram que o simples fato de um indivíduo observar a desigualdade existente no grupo induz comportamentos que aumentam a desigualdade. [...]

A conclusão é que nosso comportamento provoca a desigualdade mesmo quando as pessoas partem de uma situação de total igualdade. Mas, quando a desigualdade já existe, ela tende a aumentar rapidamente quando podemos nos comparar com os demais. Em suma, inveja e exibicionismo provocam comportamentos que aumentam a desigualdade entre os homens. Como diria minha avó: grande novidade.

(Fernando Reinach. O Estado de S. Paulo. Metrópole, 24.10.2015. Adaptado)

Leia o trecho: Em um novo experimento, os cientistas demonstraram que o simples fato de um indivíduo observar a desigualdade existente no grupo induz a comportamentos que aumentam a desigualdade. Assinale a alternativa que reescreve, corretamente, a expressão destacada de acordo com a norma-padrão de emprego e de colocação pronominal.
Alternativas
Q655164 Português
As alternativas abaixo mostram uma notícia publicada no Valor Econômico de 04/03/2016 transcrita com pontuações diferentes. Assinale a única que está rigorosamente correta quanto ao uso dos sinais de pontuação.
Alternativas
Q649627 Português
A correção e o sentido original do texto CG1A01AAA seriam preservados caso se substituísse
Alternativas
Q647910 Português
A Velha Contrabandista
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: - É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. 
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou: - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista. - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs: - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias? - O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha. - Juro - respondeu o fiscal. - É lambreta. 

(Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. 8ed. São Paulo, Moderna, 1986)


Ainda sobre a oração: “A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo.”, de que maneira seria possível substituir a grafia da palavra em destaque sem alterar seu tempo verbal?
Alternativas
Q647908 Português
A Velha Contrabandista
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: - É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. 
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou: - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista. - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs: - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias? - O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha. - Juro - respondeu o fiscal. - É lambreta. 

(Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. 8ed. São Paulo, Moderna, 1986)


Se fosse possível transcrever a oração: “Manjo essa coisa de contrabando pra burro.”, em linguagem formal, como ela seria escrita sem alterar seu sentido?
Alternativas
Q646896 Português
Em cada uma das opções a seguir, é apresentado um trecho do texto CG1A01AAA, seguido de uma proposta de reescritura. Assinale a opção em que a reescritura proposta mantém a correção gramatical do texto e o sentido original do trecho.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: MPE-RS Órgão: MPE-RS Prova: MPE-RS - 2016 - MPE-RS - Agente Administrativo |
Q646854 Português

Considere o trecho abaixo, extraído do texto (l.01- 03), e as três propostas de reescrita para ele:
[As plantas] são escandalosamente liberais. Muitas só mantêm relações sexuais consigo mesmas. Outras o fazem com vários vizinhos simultaneamente.


I. As plantas são escandalosamente liberais: por exemplo, muitas só mantêm relações sexuais consigo mesmas, enquanto outras o fazem com vários vizinhos simultaneamente.
II. As plantas são escandalosamente liberais: por um lado, muitas só mantêm relações sexuais consigo mesmas; por outro, outras o fazem com vários vizinhos simultaneamente.
III. As plantas são escandalosamente liberais: como muitas só mantêm relações sexuais consigo mesmas, as outras o fazem com vários vizinhos simultaneamente.


Quais propostas estão corretas e mantêm o sentido original do texto?

Alternativas
Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: IPSMI Prova: VUNESP - 2016 - IPSMI - Procurador |
Q645384 Português

                                                         CONTRATEMPOS


   Ele nunca entendeu o tédio, essa impressão de que existem mais horas do que coisas para se fazer com elas. Sempre faltou tempo para tanta coisa: faltou minuto para tanta música, faltou dia para tanto sol, faltou domingo para tanta praia, faltou noite para tanto filme, faltou ano para tanta vida.

  Existem dois tipos de pessoa. As pessoas com mais coisa que tempo e as pessoas com mais tempo que coisas para fazer com o tempo.

    As pessoas com menos tempo que coisa são as que buzinam assim que o sinal fica verde, e ficam em pé no avião esperando a porta se abrir, e empurram e atropelam as outras para entrar primeiro no vagão do trem, e leem livros que enumeram os “livros que você tem que ler antes de morrer” ao invés de ler diretamente os livros que você tem de ler antes de morrer.

   Esse é o caso dele, que chega ao trabalho perguntando onde é a festa, e chega à festa querendo saber onde é a próxima, e chega à próxima festa pedindo táxi para a outra, e chega à outra percebendo que era melhor ter ficado na primeira, e quando chega a casa já está na hora de ir para o trabalho.

      Ela sempre pertenceu ao segundo tipo de pessoa. Sempre teve tempo de sobra, por isso sempre leu romances longos, e passou tardes longas vendo pela milésima vez a segunda temporada de “Grey’s Anatomy” mas, por ter tempo demais, acabava sobrando tempo demais para se preocupar com uma hérnia imaginária, ou para tentar fazer as pazes com pessoas que nem sabiam que estavam brigadas com ela, ou escrever cartas longas dentro da cabeça para o ex-namorado, os pais, o país, ou culpar o sol ou a chuva, ou comentar “e esse calor dos infernos?”, achando que a culpa é do mau tempo quando na verdade a culpa é da sobra de tempo, porque se ela não tivesse tanto tempo não teria nem tempo para falar do tempo.

   Quando se conheceram, ele percebeu que não adiantava correr atrás do tempo porque o tempo sempre vai correr mais rápido, e ela percebeu que às vezes é bom correr para pensar menos, e pensar menos é uma maneira de ser feliz, e ambos perceberam que a felicidade é uma questão de tempo. Questão de ter tempo o suficiente para ser feliz, mas não o bastante para perceber que essa felicidade não faz o menor sentido.

                                                        (Gregório Duvivier. Folha de S. Paulo, 30.11.2015. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a passagem – Quando se conheceram, ele percebeu que não adiantava correr atrás do tempo porque o tempo sempre vai correr mais rápido – está reescrita sem prejuízo de sentido e com a pontuação de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: IPSMI Prova: VUNESP - 2016 - IPSMI - Procurador |
Q645381 Português

                                                         CONTRATEMPOS


   Ele nunca entendeu o tédio, essa impressão de que existem mais horas do que coisas para se fazer com elas. Sempre faltou tempo para tanta coisa: faltou minuto para tanta música, faltou dia para tanto sol, faltou domingo para tanta praia, faltou noite para tanto filme, faltou ano para tanta vida.

  Existem dois tipos de pessoa. As pessoas com mais coisa que tempo e as pessoas com mais tempo que coisas para fazer com o tempo.

    As pessoas com menos tempo que coisa são as que buzinam assim que o sinal fica verde, e ficam em pé no avião esperando a porta se abrir, e empurram e atropelam as outras para entrar primeiro no vagão do trem, e leem livros que enumeram os “livros que você tem que ler antes de morrer” ao invés de ler diretamente os livros que você tem de ler antes de morrer.

   Esse é o caso dele, que chega ao trabalho perguntando onde é a festa, e chega à festa querendo saber onde é a próxima, e chega à próxima festa pedindo táxi para a outra, e chega à outra percebendo que era melhor ter ficado na primeira, e quando chega a casa já está na hora de ir para o trabalho.

      Ela sempre pertenceu ao segundo tipo de pessoa. Sempre teve tempo de sobra, por isso sempre leu romances longos, e passou tardes longas vendo pela milésima vez a segunda temporada de “Grey’s Anatomy” mas, por ter tempo demais, acabava sobrando tempo demais para se preocupar com uma hérnia imaginária, ou para tentar fazer as pazes com pessoas que nem sabiam que estavam brigadas com ela, ou escrever cartas longas dentro da cabeça para o ex-namorado, os pais, o país, ou culpar o sol ou a chuva, ou comentar “e esse calor dos infernos?”, achando que a culpa é do mau tempo quando na verdade a culpa é da sobra de tempo, porque se ela não tivesse tanto tempo não teria nem tempo para falar do tempo.

   Quando se conheceram, ele percebeu que não adiantava correr atrás do tempo porque o tempo sempre vai correr mais rápido, e ela percebeu que às vezes é bom correr para pensar menos, e pensar menos é uma maneira de ser feliz, e ambos perceberam que a felicidade é uma questão de tempo. Questão de ter tempo o suficiente para ser feliz, mas não o bastante para perceber que essa felicidade não faz o menor sentido.

                                                        (Gregório Duvivier. Folha de S. Paulo, 30.11.2015. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o trecho destacado na passagem – Ele nunca entendeu o tédio, essa impressão de que existem mais horas do que coisas para se fazer com elas. –, reescrito, apresenta concordância e correlação de tempos verbais de acordo com a norma-padrão
Alternativas
Q643170 Português

O povo, ingênuo e sem fé das verdades, quer ao menos crer na fábula, e pouco apreço dá às demonstrações científicas.”


Nessa frase de Machado de Assis, se desejássemos dar paralelismo ao segmento “ingênuo e sem fé das verdades”, a forma adequada seria: 

Alternativas
Q642956 Português

A respeito das ideias veiculadas no texto CB2A2AAA, julgue o item que se segue.

O sentido original do texto seria preservado caso o período “Então, se do Estado (...) eficiente e eficaz” (l. 6 a 8) fosse reescrito da seguinte forma: Na busca por otimizar o seu funcionamento, o Estado ainda não pode prescindir da civilização; então, resta aperfeiçoá-lo, tornando-o menos caro e aumentando sua eficiência e eficácia.

Alternativas
Q642760 Português

Ainda com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A2BBB, julgue o item subsequente.

A supressão da expressão “que seja” (l.10) não prejudicaria o sentido original do parágrafo em que está inserida, mas lhe alteraria as relações morfossintáticas.

Alternativas
Q642753 Português

Com relação às estruturas linguísticas do texto CB2A2AAA, julgue o item a seguir.

Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, o trecho “O dever de cuidado (...) e nas leis” (l. 16 a 20) poderia ser reescrito da seguinte forma: O dever de cuidado é consequência direta do postulado da indisponibilidade do interesse público; em decorrência do qual todo agente público deve ter o dever, de cumprindo fielmente, as suas atribuições, perseguir o interesse público manifesto na Constituição Federal e nas leis.

Alternativas
Q642001 Português

      “A Família Schürmann, de navegadores brasileiros, chegou ao ponto mais distante da Expedição Oriente, a cidade de Xangai, na China. Depois de 30 anos de longas navegações, essa é a primeira vez que os Schürmann aportam em solo chinês. A negociação para ter a autorização do país começou há mais de três anos, quando a expedição estava em fase de planejamento. Essa também é a primeira vez que um veleiro brasileiro recebe autorização para aportar em solo chinês, de acordo com as autoridades do país.”

(http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/03/bfamilia-schurmannb-navega-pela-primeira-vez-na-antartica.html) 

Para ficar caracterizada a ideia de passado distante, a expressão “há mais de três anos” deve ser reescrita: “há mais de três anos atrás”.
Alternativas
Respostas
5601: A
5602: C
5603: E
5604: E
5605: C
5606: D
5607: D
5608: D
5609: B
5610: A
5611: B
5612: C
5613: C
5614: A
5615: B
5616: B
5617: E
5618: C
5619: E
5620: E