Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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Julgue o item a seguir, relativos às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.
Sem alteração dos sentidos e da coesão do texto, o primeiro
período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito
da seguinte maneira: Esta é minha declaração de amor
à língua portuguesa.
Saúde Mental: Precisamos falar sobre depressão
Mais de 11 milhões de brasileiros foram diagnosticados com a depressão, segundo a Pesquisa Nacional
de Saúde. Os jovens estão entre os mais afetados pela doença que, segundo previsão da Organização
Mundial da Saúde (OMS), poderá ser a mais incapacitante do mundo até 2020.
A juventude enfrenta desafios muitas vezes sem amparo da família ou do poder público, incluindo o
trabalho, a pressão pela sua formação escolar e escolhas de vida. Consequentemente, a saúde mental é
afetada desencadeando doenças como a depressão e a ansiedade. Frases como “fica bem”, “você precisa se
esforçar” ou “fica tranquilo” são comuns a quem está nessa condição, mas não funcionam para quem passa
todos os dias por isso.
A escola pode ser um dos grandes motores para esse problema na vida dos estudantes. Números indicam
que 56% dos alunos brasileiros ficam mais estressados durante os estudos, de acordo com o Programa de
Avaliação Internacional de Estudantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE). Os baixos investimentos em uma educação pública de qualidade e a falta de suporte aos jovens
ampliam ainda mais esse número.
A população ainda desconhece, na prática, a doença e confunde muitas vezes como mera “tristeza” ou
“baixo astral”. Antônio Geraldo da Silva, superintendente técnico da Associação Brasileira de Psiquiatria
e presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), afirma que "depressão não é frescura
nem falta de religiosidade. É transtorno psiquiátrico e precisa ser diagnosticado e tratado como tal".
Antônio Geraldo ressalta que é preciso quebrar o preconceito relacionado às questões de saúde mental,
levando informações corretas à população. “A psicofobia (discriminação contra os portadores de
transtornos e deficiências mentais) é um grande obstáculo a ser transpassado para que a população não
tenha vergonha de procurar ajuda”, afirma o psiquiatra.
De acordo com Antônio, alguns cuidados podem ser tomados para que se tenha uma boa saúde mental:
aumentar a frequência de exercícios físicos, mantendo a prática regular; cuidar da alimentação; aumentar a
frequência de atividades prazerosas, sozinhas ou em grupo, tudo isso ajuda a manter uma boa saúde mental.
“O isolamento social é comprovadamente adoecedor”, ressalta o psiquiatra.
Antônio destaca que “quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento da depressão e/ou ansiedade, mais
fácil de se tratar e devolver ao paciente uma vida sem prejuízos”.
A situação deve ser tratada como questão de saúde pública para prevenir que os jovens aumentem as
estimativas sobre a doença. Para quem sofre com a depressão e a ansiedade, a vida perde cores, levando
muitos a tirarem a própria vida como única solução. Atualmente, o suicídio é a segunda principal causa de
óbito entre os jovens de 10 a 24 anos, de acordo com a OMS.
A vida se torna um peso a ser carregado por quem sofre dos estágios mais avançados da doença. A taxa
de suicídios de jovens subiu 10% desde 2002, entre a população de 15 a 29 anos no Brasil de acordo com
o Mapa da Violência de 2017, publicado com base nos dados do Sistema de Informações de Mortalidade
(SIM) do Ministério da Saúde.
As mortes por suicídio estão diretamente ligadas a transtornos mentais diagnosticados ou não, tratados
de forma inadequada ou não tratados de forma alguma. De acordo com Antônio Geraldo, “quanto mais as
pessoas tiverem acesso à informação, entendendo que o suicídio é uma emergência médica, mais chances
teremos de diminuir os números relacionados a essa triste realidade”.
“Pensar em saúde mental de qualidade é entender que o psiquiatra não é ‘médico de loucos’,
incentivando a busca por auxílio psiquiátrico sempre que observados os sintomas iniciais de quaisquer
transtornos”, conclui Antônio.
Observe o trecho: “Frases como ‘fica bem’, ‘você precisa se esforçar’ ou ‘fica tranquilo’ são comuns a quem está nessa condição, mas não funcionam para quem passa todos os dias por isso”.
Esse trecho só não pode ser reescrito, pois alteraria o sentido, por:
Texto 1

Texto 1

[Um documentário britânico]
No início dos anos 1980, uma equipe da TV BBC britânica veio ao Brasil gravar um documentário sobre as condições de vida numa favela do Rio de Janeiro. A ideia era mostrar de forma hiper-reaiista, no melhor estilo “câmera invisível” da tradição anglo-americana de reportagem, um dia na vida de uma jovem favelada. A intenção era explorar ao máximo as chagas abertas e a penúria do dia a dia na favela, as condições aviltantes da vida no morro.
Acontece que a eleita para servir de fio condutor do programa personificava a negação viva de toda a carga de sombra e amargura que o registro clínico de seu cotidiano na favela nos faria esperar dela. A moça, porém, em meio à pobreza, irradiava uma energia alegre e espontânea, uma satisfação íntima consigo mesma e uma sensualidade exuberante que jamais se encontrariam numa inglesa de sua idade, não importando a classe social. Embora tivesse razões de sobra para queixar-se do destino e viver na mais espessa melancolia, ela esbanjava alegria de viver por todos os poros e arrancava luz das trevas com sua vitalidade interior.
Inesquecível é a cena em que a moça ia buscar água numa bica distante de casa e, para o desconcerto da equipe da BBC, voltava carregando o balde pesado equilibrado na cabeça e... cantando! A relação assim estabelecida entre o barraco pobre e objetivo e o alegre palácio interior dá o que pensar. Pelo menos terá feito pensar muito os jornalistas britânicos que vieram para fazer uma reportagem e fizeram outra.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 160-161)

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que segue.
Sem prejuízo para o sentido original e para a correção
gramatical do texto, o trecho “Essas são as gentes da
Conceição e do Vicente — que não envergavam e
permaneceram porque o sertão mesmo diz: ‘Não me deixes’”
(l. 23 a 25) poderia ser reescrito da seguinte maneira: São
essas as gentes da Conceição e do Vicente, os quais não
envergaram e permaneceram, pois o sertão mesmo clamava:
“Não me deixes”.

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que segue.
Os sentidos originais do texto seriam alterados caso o trecho
“já que pior do que a seca é a solidão” (l. 7 e 8) fosse reescrito
da seguinte maneira: já que a solidão é pior que a seca.

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o próximo item.
Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto,
o trecho “Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por
graça, chamam-me assim” (l. 18 e 19) poderia ser reescrito da
seguinte forma: Contei a anedota aos amigos da cidade, que,
por graça, me chamam assim.

No período em que se insere, a oração “estava amuado” (R.14) expressa uma conclusão, de modo que os sentidos originais do texto seriam mantidos se essa oração fosse reescrita da seguinte maneira: logo, estava amuado.
A respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 2A1-II, julgue o item que se segue.
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais
do texto, o trecho “que mereçam ser mais bem avaliados”
(l.14) poderia ser reescrito da seguinte forma: e que mereçam
ser melhores avaliados.
A respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 2A1-II, julgue o item que se segue.
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam mantidos
caso o trecho “tomam a bebida com adoçante” (l.6) fosse
reescrito da seguinte maneira: o tomam com adoçante.
Cada item a seguir apresenta um trecho do texto 2A1-I — entre aspas —, seguido de uma proposta de reescrita desse trecho. Julgue-o quanto à correção gramatical das propostas de reescrita apresentadas.
“‘Sendo assim, (...) do que o outro’, detalha” (l. 31 a 34):
É preciso aumentar ao máximo, o balanço de situações
apresentadas para que um lado não pese mais que o outro, o
arquiteto de software detalha.
Cada item a seguir apresenta um trecho do texto 2A1-I — entre aspas —, seguido de uma proposta de reescrita desse trecho. Julgue-o quanto à correção gramatical das propostas de reescrita apresentadas.
“Segundo um arquiteto (...) fraudes reais” (l. 26 a 29): O modo
como a máquina aprende os padrões antes de começar a
analisar compras, segundo um arquiteto de software de uma
empresa não participante do estudo, interfere diretamente no
registro de falsos positivos e fraudes reais.
Cada item a seguir apresenta um trecho do texto 2A1-I — entre aspas —, seguido de uma proposta de reescrita desse trecho. Julgue-o quanto à correção gramatical das propostas de reescrita apresentadas.
“A partir de números (...) fraude final” (l. 19 a 23): A partir de
números e fórmulas, une-se, ponto a ponto, informações, como
valores médios gastos, horários de compra, uso de celular,
pontos usados e principais estabelecimentos, até chegar à uma
probabilidade de fraude final.
Cada item a seguir apresenta um trecho do texto 2A1-I — entre aspas —, seguido de uma proposta de reescrita desse trecho. Julgue-o quanto à correção gramatical das propostas de reescrita apresentadas.
“A aprendizagem de máquina (...) padrões observados”
(l. 13 a 18): A aprendizagem de máquina, para a detecção de
fraude, baseia-se em equações matemáticas e algoritmos, e
funciona em duas etapas: na primeira, o sistema recebe
exemplificações de compras legítimas e ilegítimas; na segunda,
a máquina avalia compras reais, considerando os padrões
observados.






