Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão .
TEXTO II
Desmatamento
Roubando como um desesperado sem nenhum sentido.
Desmatando a mãe natureza que nos teve como filhos.
Todos os filhos de Jah.
Jah deu a natureza não foi pra um só, não foi pra um só.
Deus deu a natureza pra todos nós cuidarmos bem dela.
Não convém, está cometendo suicídio não faça isso rapaz.
Prejudicando nossas vidas, a vida dos nossos filhos.
E a dos animais.
Não mate o que é da mata ela só faz você viver e ser feliz.
Isso que não pode acontecer, não pode acontecer.
Desmatar a mata pra poder se enriquecer, uhum.
Pois a natureza não mata, ela só faz você viver e ser feliz.
Não convém, está cometendo suicídio não faça isso rapaz.
Prejudicando nossas vidas, a vida dos nossos filhos e a dos animais.
Eu cuido dela sim para que a mãe natureza cuide bem de mim.
RAIZ DA MATA. Desmatamento. Disponível em: <https://www.
vagalume.com.br/raiz-da-mata/desmatamento.html>.
Acesso em: 15 nov. 2019.
Releia este trecho.
“Não convém, está cometendo suicídio não faça isso rapaz.”
Para que esteja de acordo com a norma-padrão, esse trecho deve ser reescrito da seguinte forma:
No que se refere à correção gramatical e à coerência da
proposta de reescrita para cada um dos trechos destacados
do texto, julgue o item.
"visto que o mercado se torna mais competitivo dia após dia" (linhas 36 e 37): de modo que o mercado se torne mais competitivo dia após dia
"para o profissional ascender na carreira e conseguir se manter ativo no mercado de trabalho" (linhas de 4 a 6): para a ascensão do profissional na carreira e para a manutenção de sua competitividade no mercado de trabalho
Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Estariam mantidos a correção gramatical e os sentidos
do texto caso o vocábulo "já" (linha 47) fosse deslocado
para imediatamente após o vocábulo "público"
(linha 45), dada a mobilidade que caracteriza os adjuntos
adverbiais.
Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Caso se isolasse por vírgulas a oração “que não consegue ser assertivo e persuasivo em suas conversas ou exposições orais” (linhas de 34 a 36), não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto, mas a coerência das ideias do texto ficaria comprometida.
Dois caboclos na enfermaria
Lá na minha terra tinha um caboclo que vivia reclamando de uma dor na perna. E, coincidentemente, um compadre dele tinha também a mesma dor na perna, e também estava sempre reclamando da danada. Só que nenhum deles tinha coragem de ir ao médico. Ficavam mancando, reclamando da dor, mas não iam ao hospital de jeito nenhum. Até que um deles teve uma ideia:
Caboclo 1 – Ê, cumpadi, nóis véve sofrendo muito com a danada dessa dor na perna... Por que é que nóis num vamu junto no dotô? Vamos lá. A gente faz a consulta, e tal, se interna no mesmo quarto... Daí fazemo o tratamento e vemo o que acontece. Se curar, tá bom demais!
O compadre gostou da ideia, tomou coragem e lá se foram os dois. Quando chegaram ao hospital, o médico pediu para o primeiro deitar na cama e começou a examinar. Fez algumas perguntas e foi apertando a perna do caboclo:
Doutor – Dói aqui?
Caboclo 1 – Aiiiii...
Doutor – E aqui, como é que está?
Caboclo 1 – Aii, aiii... dói demais!
E o outro só olhando. Quando chegou a vez dele, o médico foi cutucando, apertando, mas nada de ele gemer. Ficou quieto o tempo todo.Aí o médico foi embora e o compadre estranhou:
Caboclo 1 – Mas cumpadi... a minha perna doeu demais da conta com os aperto do hômi... Como é que a sua não doeu nadica de nada?
Caboclo 2 – E ocê acha que eu vou dá a perna que dói pro hômi apertá?
BOLDRIN, Rolando. Almanaque Brasil.
São Paulo: ano 12, n. 133. [s.d.], p. 34.
Releia o seguinte trecho:
“– Ê, cumpadi, nóis véve sofrendo muito com a danada dessa dor na perna... Por que é que nóis num vamu junto no dotô?”
De acordo com a linguagem formal, em respeito à ortografia e às regras gramaticais, esse trecho deveria ser escrito da seguinte forma:
Julgue o item no que se refere às estruturas linguísticas do texto.
Manteria a correção gramatical e os sentidos do texto o deslocamento, para o início do parágrafo, de “remonta ao início do
século XX” (linha 1), com as devidas adaptações de letras iniciais minúscula e maiúscula.
Cachorrinhos quase humanos
Clara Braga
Observei que ultimamente o termo “pais de pets” tem se popularizado e eu acho isso muito legal! Eu mesma me considero mãe de pet, tenho uma cadelinha linda, que é uma companheira da família, principalmente do meu filho.
Mas, uma coisa me preocupou em relação a algumas pessoas com quem conversei nos últimos dias. Não foi uma ou duas, foram algumas várias pessoas que compartilharam do mesmo pensamento. Todas disseram que decidiram ter um cachorro ou um gato para ver se levavam jeito para serem pais e, então, decidirem se teriam ou não filhos humanos!
Lembrei-me do dia que minha cadelinha chegou em casa: coloquei água, ração, deixei um brinquedinho à disposição e fui trabalhar. Então, lembrei-me de quando meu filho chegou: choro de 3 em 3 horas, peito rachado por causa da amamentação, pacotes e mais pacotes de fraldas e, para sair de casa, parecia que estávamos de mudança. Lembrei-me das cólicas que minha cadela nunca teve, das febres altas e viroses que ela nunca experimentou, dos quilos de roupas golfadas que nunca precisei lavar dela e dos banhos que são apenas semanais e não diários!
A gente ama os pets como se fossem filhos, eles são da família, aparecem nas fotos de natal, têm seu próprio book, dormem na nossa cama, estão sempre do nosso lado, se ficam doentes, a gente sofre, mas mesmo doentes não dão o trabalho que uma criança dá!
Comparar as situações é injusto até com o pet, já que ele também não sabe se está preparado para a chegada de um mini humano. Só o pet sabe o que é ter seu rabo puxado constantemente, ver seu pote de água sendo virado, ver brinquedos espalhados no chão e não poder brincar, enfim, aposto que eles também têm suas dúvidas!
E sabe quem mais tem dúvida? Quem já é pai e mãe, pois eles sabem que tudo que funcionou com um pode não funcionar com o segundo, então bate o pânico de novo! Ou seja, nada se compara a ter um filho, nem ter um filho!
Verdade seja dita, nós nunca estamos preparados, contudo damos um jeito. Depois de um dia difícil, segurar seu filho no colo, ganhar um beijo e um sorriso, faz você entender todo o resto. Não te faz esquecer, não te deixa menos cansado, não faz você levantar e sair cantando e dançando como se estivesse em um musical, mas faz você entender, principalmente se junto você tiver seu pet pronto para também ganhar e dar carinho para todo mundo.
Adaptado de: http//www.cronicadodia.com.br/2019/12/cachorrinhos-quase-humanos-clara-braga.html. Acesso em: 10 dez. 2019.
Prazeres da “melhor idade”
A voz no aeroporto de Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a morte.
Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro*, a uma modalidade olímpica.
Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.
Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de estimulantes e antidepressivos que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar. Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada! Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.
(Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 29.01.2012. Adaptado)
*João Ubaldo Ribeiro: escritor baiano, autor, entre várias obras, de Viva o povo brasileiro.
No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto, julgue o item.
O sentido original do texto é mantido com a inserção, entre “vários” e “tipos” (linha 23), da palavra outros.
No que concerne às estruturas linguísticas e gramaticais do texto, julgue o item.
Fica mantida a correção gramatical, ainda que possa
haver alteração de sentidos do texto, caso se suprima o
termo “características” (linha 7), além da vírgula que o
antecede.
Texto para o item.

Internet: <emfocomidia.com.br> (com adaptações).
Julgue o item no que se refere à correção gramatical e à coerência da proposta de reescrita para o trecho destacado do texto.
“As novas técnicas de tratamento dentário incluem, por exemplo, a sedação consciente com uso de óxido nitroso
e oxigênio, que pode ser uma opção quando as técnicas de controle comportamental não são eficazes.” (linhas 12 e 13): Entre as novas técnicas de tratamento
dentário, inclui‐se, por exemplo, a sedação consciente
com uso de óxido nitroso e oxigênio, uma opção possível quando as técnicas de controle
comportamental são ineficazes.
Texto para o item.

Internet: <emfocomidia.com.br> (com adaptações).
Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Estariam mantidos os sentidos e a coerência do texto caso o segmento “que era” (linha 1) fosse suprimido do texto.
Com relação a aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item.
A palavra “Diversos” (linha 1), mantendo a coerência e o
sentido do texto, pode ser corretamente substituída por
Vários.
No que concerne aos aspectos linguístico‐estruturais do texto, julgue o item.
Sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos originais do texto, o trecho “aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais e que não sofreram qualquer alteração após deixar a natureza” (linhas 13 e 14) poderia ser assim reescrito: os adquiridos, de forma direta, de vegetais e de animais sem que tenham sofrido alteração depois de deixar a natureza.
No que concerne aos aspectos linguístico‐estruturais do texto, julgue o item.
Na linha 10, o termo “amarela” poderia ser flexionado na forma masculina — amarelo—, sem que isso provocasse prejuízos gramaticais ou nos sentidos textuais.
No que concerne aos aspectos linguístico‐estruturais do texto, julgue o item.
Sem prejuízo para a correção gramatical, o termo “triglicérides” (linha 7) poderia ser substituído tanto por triglicerídio quanto por triglicerídeo.
No que concerne aos aspectos linguístico‐estruturais do texto, julgue o item.
A supressão de “para proteger a saúde do coração,” (linha 2) manteria a correção gramatical, ainda que pudesse alterar os sentidos originais do texto.
No que concerne aos aspectos linguístico‐estruturais do texto, julgue o item.
A inserção de vírgula após “elaborada” (linha 1) manteria a correção gramatical, ainda que alterasse os sentidos originais do texto.
Releia a sentença.
“Mas o finório jabuti, antes de penetrar na toca, teve a lembrança de olhar o chão.”
A oração pode ser reescrita da seguinte maneira, sem alteração de seu significado:




