Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
Foram encontradas 9.544 questões
Leia o texto para responder às questões de números 03 a 07.
Eles ouviam o oceano. E assim se lançaram, dentro de frágeis canoas, pelas águas do Pacífico a fim de descobrir mais terras. Estavam a cerca de 800 anos antes de Cristo, quando ainda se tinha a certeza de que a Terra era plana. Dias e noites depois encontraram e conquistaram outras ilhas, distantes umas das outras centenas de quilômetros, as quais hoje formam a parte leste da Polinésia, na Oceania. Fizeram as viagens sem instrumentos que ajudassem a navegar.
Nossos antepassados polinésios apenas ouviam o oceano ao desbravá-lo e, assim mesmo, tinham um conhecimento impressionante do sistema. Conheciam as ondas, correntes, nuvens, ventos, estrelas, conseguiam ler o estado do mar e, pelos reflexos nas nuvens, sabiam quando havia uma ilha ao alcance.
Mais de dois mil anos depois -muito mais -hoje nós estamos dirigindo até carro de modo automático, com a tecnologia que fomos conquistando á custa de esforços humanos e outros tantos bens naturais. No entanto, ao mesmo tempo, muitos de nós fomos perdendo um valor intangível, um bem precioso: nossa intuição, nossa capacidade de "ouvir o oceano". E de estarmos totalmente integrados aos sentidos.
Caminhar por uma rua numa cidade grande apinhada de gente, de carros, ônibus, trens, aviões, vai nos deixando anestesiados dos barulhos que realmente nos podem conectar com a intuição. Para completar, quase sempre estamos acompanhados por um aparelho com tela que nos tira a atenção do olhar e da audição, dois sentidos importantes. Hoje pela manhã, numa rua de Botafogo, fiquei perto/longe de uma mulher que conversava com seu GPS para tentar encontrar o endereço certo para onde precisava ir. Não olhou em volta. Não perguntou a ninguém, não fez nenhum contato com humanos naquela busca.
(Amélia Gonzalez, *Documentário alerta para a importância da intuição na relação do homem com o mundo ao redor". https.//g1 .globo.com. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as frases reescritas a partir de informações do texto atendem à norma-padrão de concordância.
Leia o texto para responder às questões de números 03 a 07.
Eles ouviam o oceano. E assim se lançaram, dentro de frágeis canoas, pelas águas do Pacífico a fim de descobrir mais terras. Estavam a cerca de 800 anos antes de Cristo, quando ainda se tinha a certeza de que a Terra era plana. Dias e noites depois encontraram e conquistaram outras ilhas, distantes umas das outras centenas de quilômetros, as quais hoje formam a parte leste da Polinésia, na Oceania. Fizeram as viagens sem instrumentos que ajudassem a navegar.
Nossos antepassados polinésios apenas ouviam o oceano ao desbravá-lo e, assim mesmo, tinham um conhecimento impressionante do sistema. Conheciam as ondas, correntes, nuvens, ventos, estrelas, conseguiam ler o estado do mar e, pelos reflexos nas nuvens, sabiam quando havia uma ilha ao alcance.
Mais de dois mil anos depois -muito mais -hoje nós estamos dirigindo até carro de modo automático, com a tecnologia que fomos conquistando á custa de esforços humanos e outros tantos bens naturais. No entanto, ao mesmo tempo, muitos de nós fomos perdendo um valor intangível, um bem precioso: nossa intuição, nossa capacidade de "ouvir o oceano". E de estarmos totalmente integrados aos sentidos.
Caminhar por uma rua numa cidade grande apinhada de gente, de carros, ônibus, trens, aviões, vai nos deixando anestesiados dos barulhos que realmente nos podem conectar com a intuição. Para completar, quase sempre estamos acompanhados por um aparelho com tela que nos tira a atenção do olhar e da audição, dois sentidos importantes. Hoje pela manhã, numa rua de Botafogo, fiquei perto/longe de uma mulher que conversava com seu GPS para tentar encontrar o endereço certo para onde precisava ir. Não olhou em volta. Não perguntou a ninguém, não fez nenhum contato com humanos naquela busca.
(Amélia Gonzalez, *Documentário alerta para a importância da intuição na relação do homem com o mundo ao redor". https.//g1 .globo.com. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o enunciado, reescrito com base nas informações do texto, atende à norma-padrão de regência.
Os excertos a seguir constituem texto adaptado do artigo “Conselhos para concluir sua tese de doutorado no prazo”, de Juliana de Albuquerque, publicado no jornal Folha de S. Paulo, em 15 de janeiro de 2019. Tais excertos, no entanto, encontram-se desordenados. Numere-os de modo que seja estabelecida a coesão e a coerência. Em seguida, assinale a opção correspondente à ordem correta dos excertos:
( ) Premiações, experiência em sala de aula, participação em conferências e, principalmente, publicações em boas editoras e periódicos de destaque são apenas alguns dos vários requisitos necessários para se conquistar um bom emprego.
( ) Nada disso, entretanto, apresentou-se de maneira tão premente como a conclusão da minha tese de doutorado, cuja entrega está marcada para outubro de 2020.
( ) Se você, leitor, também não sabe o porquê, eu explico. O mercado acadêmico é extremamente competitivo.
( ) Assim, encare o doutorado como o seu trabalho. Uma bolsa de estudos não é um “vale-diversão” com múltiplas possibilidades de extensão: a universidade não lhe paga para ser gênio. Excentricidades à parte, o dinheiro que você recebe está condicionado à execução de uma tarefa: a tese.
( ) Ainda assim, ao comentar o assunto com uma colega de departamento, ela se mostrou alarmada, como se a vontade de concluir uma pesquisa no prazo estipulado pela bolsa fosse um descabimento: “Por que deveríamos nos sentir obrigados a concluir um doutorado em quatro anos?”.
( ) No dia 31 de dezembro, quando me sentei à escrivaninha para anotar minhas metas de Ano-Novo, uma porção de necessidades brotaram. Eu deveria praticar um esporte, cozinhar mais vezes por semana, perder peso e, quem sabe, ainda arrumar um tempinho para manter as unhas sempre feitas e concluir a leitura de “Em Busca do Tempo Perdido”.
Considere o seguinte início de um texto adaptado da Folha de S. Paulo (03/2019):
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
Em entrevista à Revista Veja, Claire Wardle, pesquisadora da Universidade de Harvard que lidera o First Draft, projeto de combate à desinformação na internet, fala sobre notícias falsas que circulam na internet. Quanto a um trecho dessa entrevista, numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.
Alarme amazônico
Más novas para a floresta amazônica. A destruição de sua cobertura vegetal acelerou-se nos últimos meses, segundo indicam dois levantamentos independentes.
De agosto a outubro, o desmatamento na região aumentou 49%, na comparação com o mesmo período de 2017, conforme o Deter B, projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (lnpe) que faz monitoramento em tempo quase real para subsidiar o trabalho de fiscalização.
O percentual corresponde a uma perda de nada menos que 1.674 km2 de floresta, área pouco maior que a do município de São Paulo.
Verdade que a taxa oficial é calculada por outro sistema, o Prodes, também do lnpe, de maior resolução. Ambos os métodos, no entanto, apresentam convergência.
O maior aumento do desmate ilegal se deu na divisa do Acre com Amazonas, área de influência da BR-364. Nesses estados, a alta foi de 273% e 114%, respectivamente.
Já o acompanhamento conduzido pela ONG lmazon trouxe dados ainda mais inquietantes. Em setembro, seu Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou elevação de 84% na perda florestal da Amazônia, comparada ao mesmo mês de 2017.
Diversos fatores concorrem, tradicionalmente, para a derrubada de florestas. Destacam-se a especulação imobiliária, a expansão da fronteira agropecuária e a consolidação de infraestruturas regionais, como estradas e portos.
Ademais, em especial em Mato Grosso, Pará e Rondônia, circunstâncias como a alta do dólar também dão impulso ao fenômeno.
Deveria ser desnecessário mencionar os motivos para que o poder público se empenhe no combate ao desmatamento. Trata-se de compromissos assumidos no esforço para conter o aquecimento global - a maior parte das emissões brasileiras de gases do efeito estufa provém da devastação das matas.
Sabe-se ainda que a cobertura vegetal da maior floresta tropical do mundo tem influência sobre o regime de chuvas de parte considerável do Brasil, levando água por meio de "rios voadores", inclusive na estação seca, para o Sul e o Sudeste.
Tem impacto direto, ademais, sobre o clima de regiões mais próximas, como o Centro-Oeste, base do agronegócio nacional.
O país obteve expressiva melhora na preservação florestal durante a década passada. Se novos avanços têm se mostrado difíceis, um retrocesso seria inadmissível.
(Editorial. Folha de S.Pau/o. 14 novembro 2018. Adaptado)
A passagem "Já o acompanhamento conduzido pela ONG lmazon trouxe dados ainda mais inquietantes. Em setembro, seu Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou elevação ... " apresenta reescrita correta em um único período, sem alteração do sentido original, em:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.
Alarme amazônico
Más novas para a floresta amazônica. A destruição de sua cobertura vegetal acelerou-se nos últimos meses, segundo indicam dois levantamentos independentes.
De agosto a outubro, o desmatamento na região aumentou 49%, na comparação com o mesmo período de 2017, conforme o Deter B, projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (lnpe) que faz monitoramento em tempo quase real para subsidiar o trabalho de fiscalização.
O percentual corresponde a uma perda de nada menos que 1.674 km2 de floresta, área pouco maior que a do município de São Paulo.
Verdade que a taxa oficial é calculada por outro sistema, o Prodes, também do lnpe, de maior resolução. Ambos os métodos, no entanto, apresentam convergência.
O maior aumento do desmate ilegal se deu na divisa do Acre com Amazonas, área de influência da BR-364. Nesses estados, a alta foi de 273% e 114%, respectivamente.
Já o acompanhamento conduzido pela ONG lmazon trouxe dados ainda mais inquietantes. Em setembro, seu Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou elevação de 84% na perda florestal da Amazônia, comparada ao mesmo mês de 2017.
Diversos fatores concorrem, tradicionalmente, para a derrubada de florestas. Destacam-se a especulação imobiliária, a expansão da fronteira agropecuária e a consolidação de infraestruturas regionais, como estradas e portos.
Ademais, em especial em Mato Grosso, Pará e Rondônia, circunstâncias como a alta do dólar também dão impulso ao fenômeno.
Deveria ser desnecessário mencionar os motivos para que o poder público se empenhe no combate ao desmatamento. Trata-se de compromissos assumidos no esforço para conter o aquecimento global - a maior parte das emissões brasileiras de gases do efeito estufa provém da devastação das matas.
Sabe-se ainda que a cobertura vegetal da maior floresta tropical do mundo tem influência sobre o regime de chuvas de parte considerável do Brasil, levando água por meio de "rios voadores", inclusive na estação seca, para o Sul e o Sudeste.
Tem impacto direto, ademais, sobre o clima de regiões mais próximas, como o Centro-Oeste, base do agronegócio nacional.
O país obteve expressiva melhora na preservação florestal durante a década passada. Se novos avanços têm se mostrado difíceis, um retrocesso seria inadmissível.
(Editorial. Folha de S.Pau/o. 14 novembro 2018. Adaptado)
Considere as seguintes passagens do texto:
• Já o acompanhamento conduzido pela ONG lmazon trouxe dados ainda mais inquietantes.
• Diversos fatores concorrem, tradicionalmente, para a derrubada de florestas.
São sinônimos adequados ao contexto para os termos destacados nas passagens, respectivamente:
INSTRUÇÃO: As questões de nº 13 a nº 17 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las.
Alimentação ideal: o que diz a ciência
sobre tomar ou pular o café da manhã
1Junto com clássicos como "cenouras melhoram
a visão" e "Papai Noel não traz brinquedos para
crianças que não se comportam bem", uma das
frases mais usadas no arsenal de pais cansados é
5que o café da manhã é "a refeição mais importante do
dia" Muitos de nós crescemos acreditando que
pular o café da manhã é um pecado alimentar -
mesmo que apenas dois terços dos adultos no
Reino Unido tomem café da manhã regularmente,
10segundo a Associação de Nutricionistas do Reino
Unido (BDA, na sigla em inglês), e cerca de três
quartos dos americanos, segundo o American
Journal of Clinical Nutrition. "O corpo usa muitas
reservas de energia para o crescimento e a
15restauração durante a noite", explica a nutricionista
Sarah Elder. "Tomar um café da manhã balanceado
ajuda a restaurar a energia, assim como a proteína
e o cálcio usados à noite." Mas há divergências
sobre se o café da manhã deve manter seu
20destaque na hierarquia alimentar. Assim como a
crescente popularidade das dietas do jejum, há
preocupação quanto ao teor de açúcar dos cereais
e do envolvimento da indústria de alimentos nas
pesquisas sobre café da manhã - e até a afirmação
25de um acadêmico de que o café da manhã é
"perigoso".
(fonte adaptada: http://g1.globo.com>acesso em 04 de fevereiro de 2019)
“Junto com clássicos como ‘cenouras melhoram a visão’ e ‘Papai Noel não traz brinquedos para crianças que não se comportam bem’, [...]” (linhas 1 a 3).
A partícula “que” destacada poderia ser corretamente substituída por:
A expressão “É irado” pode ser substituída, sem perder seu significado no contexto, por:
Leia o poema de Manuel Bandeira e responda as próximas 7 perguntas:
O bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
A palavra “voracidade” pode ser substituída sem prejuízo para entendimento do texto por:
Assinale a alternativa que substitui, correta e respectivamente, de acordo com a norma culta, as expressões destacadas nas frases.
I. A geração passada precisa acompanhar os avanços sociais.
II. Quando eu crescer, vou comprar uma máquina de leitura ótica.
III. Vou contar aos meus pais que passei no concurso.
TEXTO II
POR QUE OS OLHOS ARDEM QUANDO CORTAMOS CEBOLAS?
A cebola contém uma substância que se chama dissulfeto de alila. Quando você corta a cebola, o danado se espalha no ar, porque é volátil como um passarinho e irrita os olhos quase igual a uma bomba de gás lacrimogêneo.[...].
(Gianni Rodari. O livro dos porquês. São Paulo: Ática, 1991. p.52)
Observe o emprego da palavra "danado" no texto. Entre as alternativas abaixo, qual a alternativa apresenta a palavra que poderia substituí-la, de acordo com o contexto, sem comprometer o sentido do texto?
1. O mundo, para Hannah Arendt, não é simplesmente o que nos rodeia, mas um espaço construído pelo trabalho e constituído pela ação. (1º parágrafo)
2. Para satisfazer a fome, por exemplo, produzimos alimentos que, em seguida, consumimos. (2º parágrafo)
3. A pluralidade possibilita aos seres humanos constituírem um âmbito de ação no qual cada um pode se revelar em atos e palavras, o que não faria sentido de modo isolado, mas ganha sua relevância numa esfera que se estabelece entre as pessoas. (4º parágrafo)
Assinale a alternativa correta.
Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão:

[...] Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos. Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.
LISPECTOR, Clarisse. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. Dadas as frases,
Dadas as frases, I. Lembro-me agora com saudade a dor de escrever livros. II. Lembro agora com saudade da dor de escrever livros. III. Lembro agora com saudade a dor de escrever livros.
verifica-se que é(são) reescrita(s) correta(s) da sentença destacada no texto