Questões de Concurso
Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português
Foram encontradas 6.425 questões
Para responder às questões 4 e 5, leia o enunciado abaixo:
Chegou o momento em que ficou difícil distinguir se estamos conversando com uma pessoa ou com uma máquina. Ao telefone, nas redes sociais, nos aplicativos e em todo tipo de situação cotidiana, os robôs estão aptos a tratar sobre qualquer assunto, desde fornecer informações básicas, como para onde ir ou quanto pagar, até cobranças automáticas e relacionamentos afetivos. Estão diuturnamente conosco. A pesquisa e o desenvolvimento em inteligência artificial (IA) nos fez chegar ao ponto de caracterizar esse momento tecnológico como a 4º Revolução Industrial. Essa imensa transformação proporciona uma simbiose entre o homem e interfaces digitais que vão além da imaginação. E é um caminho sem volta. Nas ciências da computação, no universo dos algoritmos, as máquinas aprendem sozinhas com os dados já existentes, estabelecem padrões e buscam resultados. Já podemos falar em reconhecimento facial muito acima da capacidade humana de identificar um rosto, por causa dos algoritmos. No varejo, as empresas criaram aplicativos e personagens virtuais que reconhecem textos, falas, gírias, interagem com o consumidor e estimulam as compras.
(Fernando Lavieri. Revista IstoÉ. “Falando com robôs”. Adaptado. 20 de
dezembro de 2019. Edição nº 2608.)
Considerando aspectos semânticos, leia as assertivas:
I. Na frase Estão diuturnamente conosco, o vocábulo diuturnamente refere-se a algo que ocorre todos os dias.
II. O vocábulo simbiose, no contexto em que se encontra, poderia ser substituído, sem alterar o sentido expresso no texto, por associação.
III. O vocábulo universo não poderia ser substituído por cosmos, sob pena de alterar o sentido expresso no texto.
Pode-se afirmar que:
Assinale a alternativa que NÃO substitui o termo em destaque no excerto a seguir, sem que haja alteração de sentido:
“É através do lúdico que as habilidades que possibilitam o aprendizado são desenvolvidas; os pequenos entram em contato com experiências agradáveis e desagradáveis, resolvem conflitos,compreendem regras sociais, constroem seus valores, além de ser um excelente meio de desenvolvimento e refinamento da comunicação, de construção e fortalecimento de vínculos afetivos.”
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A força da liderança feminina no mercado de tecnologia
Por Sandya Coelho
- Quando iniciei minha carreira no segmento de tecnologia e internet, lá em 2010, ainda
- via poucas mulheres ____ frente de áreas estratégicas das grandes empresas com as quais
- trabalhei. Onze anos depois, vemos um incentivo forte para que mais mulheres tenham
- oportunidades em posições de liderança, e esse movimento vem sendo puxado justamente pelas
- empresas do setor de tecnologia e servido de modelo para os demais setores. E esse movimento
- pró-liderança feminina não fica restrito apenas aos cargos diretivos.
- Historicamente, muitas mulheres foram brilhantes ao conquistarem, com muita luta, seus
- espaços na sociedade, e são importantes inspirações para as atuais gerações, ainda mais para
- quem busca oportunidades em posições de liderança. Mas, ainda hoje, ser mulher num cargo de
- liderança não é tarefa fácil, sobretudo no mercado mais tradicional, é muito desafiador ser
- mulher no comando das negociações. Em minhas experiências profissionais, já precisei
- demonstrar firmeza para fazer outra pessoa entender que não era necessário buscar um homem
- posicionado hierarquicamente acima de mim, que era possível falar diretamente comigo. Por
- outro lado, também tive a oportunidade de descobrir no mundo da tecnologia, onde passei a
- atuar nos últimos 11 anos, um ambiente menos desigual.
- Atualmente, faço parte de uma empresa que acaba de estrear no Novo Mercado da B3,
- em um momento crucial para as empresas de tecnologia. Como mulher na liderança, tenho a
- oportunidade de inspirar outras mulheres a buscarem e alcançarem esses lugares que sempre
- foram ocupados majoritariamente por homens, além de abrir caminho para que ações efetivas
- sejam realizadas e tornem o mercado cada vez mais inclusivo.
- Apesar de ter uma percepção sobre a evidente evolução da presença feminina no mercado
- de tecnologia, em especial em cargos de liderança, ainda há um longo caminho a ser percorrido
- em relação ____ representatividade das mulheres em cargos mais estratégicos. Os desafios
- ainda são muitos e complexos, com raízes históricas que permeiam ___ sociedade, mas ao olhar
- para o futuro e, graças ao crescimento gradual da força feminina, não só no mercado tech, mas
- nos mais diversos segmentos, tenho a convicção de que juntas podemos propiciar um cenário
- cada vez mais igualitário.
(Disponível em: https://exame.com/blog/sandya-coelho – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na linha 25, na expressão “crescimento gradual”, poderíamos substituir o adjetivo “gradual” por qual palavra?
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A força da liderança feminina no mercado de tecnologia
Por Sandya Coelho
- Quando iniciei minha carreira no segmento de tecnologia e internet, lá em 2010, ainda
- via poucas mulheres ____ frente de áreas estratégicas das grandes empresas com as quais
- trabalhei. Onze anos depois, vemos um incentivo forte para que mais mulheres tenham
- oportunidades em posições de liderança, e esse movimento vem sendo puxado justamente pelas
- empresas do setor de tecnologia e servido de modelo para os demais setores. E esse movimento
- pró-liderança feminina não fica restrito apenas aos cargos diretivos.
- Historicamente, muitas mulheres foram brilhantes ao conquistarem, com muita luta, seus
- espaços na sociedade, e são importantes inspirações para as atuais gerações, ainda mais para
- quem busca oportunidades em posições de liderança. Mas, ainda hoje, ser mulher num cargo de
- liderança não é tarefa fácil, sobretudo no mercado mais tradicional, é muito desafiador ser
- mulher no comando das negociações. Em minhas experiências profissionais, já precisei
- demonstrar firmeza para fazer outra pessoa entender que não era necessário buscar um homem
- posicionado hierarquicamente acima de mim, que era possível falar diretamente comigo. Por
- outro lado, também tive a oportunidade de descobrir no mundo da tecnologia, onde passei a
- atuar nos últimos 11 anos, um ambiente menos desigual.
- Atualmente, faço parte de uma empresa que acaba de estrear no Novo Mercado da B3,
- em um momento crucial para as empresas de tecnologia. Como mulher na liderança, tenho a
- oportunidade de inspirar outras mulheres a buscarem e alcançarem esses lugares que sempre
- foram ocupados majoritariamente por homens, além de abrir caminho para que ações efetivas
- sejam realizadas e tornem o mercado cada vez mais inclusivo.
- Apesar de ter uma percepção sobre a evidente evolução da presença feminina no mercado
- de tecnologia, em especial em cargos de liderança, ainda há um longo caminho a ser percorrido
- em relação ____ representatividade das mulheres em cargos mais estratégicos. Os desafios
- ainda são muitos e complexos, com raízes históricas que permeiam ___ sociedade, mas ao olhar
- para o futuro e, graças ao crescimento gradual da força feminina, não só no mercado tech, mas
- nos mais diversos segmentos, tenho a convicção de que juntas podemos propiciar um cenário
- cada vez mais igualitário.
(Disponível em: https://exame.com/blog/sandya-coelho – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica palavra ou expressão que poderia substituir corretamente, sem prejuízo da correção gramatical, o locativo “onde” em “também tive a oportunidade de descobrir no mundo da tecnologia, onde passei a atuar nos últimos 11 anos”, retirado do texto.
Leia o texto.
Conversinha mineira.
— É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
— Sei dizer não senhor: não tomo café.
— Você é dono do café, não sabe dizer?
— Ninguém tem reclamado dele não senhor.
— Então me dá café com leite, pão e manteiga.
— Café com leite só se for sem leite.
— Não tem leite?
— Hoje, não senhor.
— Por que hoje não?
— Porque hoje o leiteiro não veio.
— Ontem ele veio?
— Ontem não.
— Quando é que ele vem?
— Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.
— Mas ali fora está escrito “Leiteria”!
— Ah, isso está, sim senhor.
— Quando é que tem leite?
— Quando o leiteiro vem.
— Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
— O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?
— Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?
— Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.
— E há quanto tempo o senhor mora aqui?
— Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.
— Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
— Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
— Para que Partido?
— Para todos os Partidos, parece.
— Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
— Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida…
— E o Prefeito?
— Que é que tem o Prefeito?
— Que tal o Prefeito daqui?
— O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
— Que é que falam dele?
— Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
— Você, certamente, já tem candidato.
— Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
— Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?
— Aonde, ali? Ué, gente: penduraram isso aí…
(Fernando Sabino)
Considere a frase retirada do texto.
“Há quanto tempo o senhor mora aqui?”
Assinale a alternativa correta.
Leia a frase, ela apresenta sérios problemas, segundo a norma culta.
Naquele escritório publico, fazem cinco anos que a mesma ordem diária em voz alta é dada pelo chefe: “mandem-me já o relatório”. No entanto ninguém nunca o informou que os relatórios somente são entregue a cada final de semestre.
Assinale a alternativa em que a frase está corretamente reescrita.
Animais têm sotaques
_____Os biólogos chamam essas diferenças regionais de dialetos. Essa é uma descoberta antiga: dois mil anos atrás, Plínio, o naturalista romano, já havia observado que exemplares da mesma espécie de pássaro provenientes de lugares diferentes não soam iguais. Isso é possível ________ as vocalizações de um sabiá ou bem‐te‐vi não vêm prontas no DNA: precisam ser aprendidas pelos bebês, exatamente como as linguagens humanas. Quando há aprendizado, a variação se torna inevitável.
_____Os dialetos não se limitam a pássaros. Baleias, golfinhos e algumas espécies de macaco também exibem dialetos. Os pinípedes – grupo que inclui leões‐marinhos, focas, morsas e outros mamíferos aquáticos – têm tratos vocais bastante complexos e seus chamados mudam um bocado de uma praia para a outra.
_____É importante diferenciar dialetos (que são algo de origem cultural) de variações genéticas. Galinhas brasileiras e chinesas provavelmente não pertencem à mesma linhagem. E pequenas variações anatômicas significam que elas vão cacarejar diferente. Mas essa é, por assim dizer, a “voz” dessas aves – não o sotaque.
_____Outra possibilidade é que vocalizações diferentes evoluam por seleção natural conforme as necessidades de cada população. Um grupo de pássaros pode passar a cantar diferente dos demais membros da espécie com o passar de milhares de anos, _______ indivíduos que cantavam de um jeito, e não de outro, tiveram vantagens de sobrevivência e reprodução. Essas são adaptações genéticas, e não variações culturais.
(Site: Abril ‐ adaptado.)
Em “Quando há aprendizado, a variação se torna inevitável.”, o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
Leia o texto a seguir, observando o contexto das palavras grifadas.
“Havia já mais de oito anos que andava atrás dela. E só agora conseguira que ela se resolvesse a ouvi-lo. Há tantos anos, santo Deus! Ainda ele estava moço na mercearia da Rua dos Olivais, ainda nem sonhava que lhe haviam de dar sociedade na casa, nem tinha amealhado os seis contos de réis que tinha agora na Caixa Geral de Depósitos, já gostava dela, já gostava de a ver passar, pisando no seu passinho grácil e desenvolto a calçada de pedras pontiagudas. Os gritinhos que ela dava quando punha o pé em falso, o pé de boneca calçado de sapatinhos de verniz com saltos de palmo e meio! E quando entrava na loja! O cubículo escuro, sujo, feio, era de repente um grande salão feérico todo cheio de luzes, deslumbrante de asseio, bonito como nenhum. O pobre caixeirito, de mãos deformadas pelas frieiras, de larga cara bonacheirona e ingénua, ridículo no seu fato de cotim da mangas curtas, de cabeleira encrespada e sobrancelhas hirsutas, ficava a olhar para ela, esquecido do que lhe haviam pedido, vendo apenas na sua frente a boca fresca e os olhos gaiatos da rapariguinha risonha que, sem piedade, troçava dele constantemente. Mas que lindo riso o dela! Muito aberto, muito sonoro, enchia a casa de trilos de pássaros, mostrava-lhe os dentes todos muito sãos, muito brancos, e toda branca por dentro, muito cor-de-rosa como a polpa carnuda e sumarenta dum morango acabado de colher numa manhã de Primavera.”
(ESPANCA, Florbela. O dominó preto. In:_______ O dominó preto. Lisboa: Bertrand, 1982.)
Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta palavras que podem substituir, respectivamente, as duas expressões em destaque no texto, sem prejuízo de sentido ao contexto da narrativa.
Apelidos: dupla identidade.
Os apelidos são uma maneira poderosa de botar as pessoas nos seus devidos lugares. Essa frase é da escritora Doris Lessing e chamou minha atenção porque diz justamente o contrário do que eu sempre pensei de apelidos. Sempre achei que fossem um carinho, um atalho para a intimidade ou ao menos um meio mais rápido de chamar alguém: em vez de João Carlos, Joca; em vez de Maria Aparecida, Cida; em vez de Adalberto, Beto. Nenhuma má intenção.
O que Doris Lessing quis lembrar é que apelidos nem sempre são afetuosos. A maioria dos apelidos nascem na infância e são dados por outras crianças que, como todos sabem, de anjo só têm a cara. Crianças adoram pegar no pé das outras, e aí que começa o batismo de fogo.
Uma banana-split todo dia na hora do recreio, Gordo. Vai ser Gordo o resto da vida, mesmo que venha a ser jóquei, faquir, homem elástico: vai morrer Gordo.
Se for loiro, é Xuxa. Se a voz for engraçada, é Fanho. Se não for filho único, é Mano, Mana, Maninha. Irmãos de quem, eu conheço?
Fui colega de um cara bárbaro que se chamava Antônio, mas se alguém o chamasse assim, ele nem levantava os olhos. É o Verde. Uma mãe e um pai colocam um nome lindo no filho e não pega.
FHC, PC, ACM, agora é a mania transformar pessoas em siglas. Sorvetão era o apelido de uma paquita chamada Andrea: Sorvetão! E Caetano Veloso inova mais uma vez, registrando seus filhos como Zeca e Tom, que jamais serão apelidados.
Muita gente, secretamente, detesta a própria alcunha, mas são obrigados a resignar-se, sob o risco de perder a identidade. Qual é o nome de Bussunda, do Tiririca, do Chitãozinho e Xororó? Anônimos Cláudios, Ricardos e Fernandos. Nomes que só existem em cartório.
Apelido gruda, cola, vira marca registrada. Tem negro que é Alemão, tem grandão que é Fininho, tem careca que é Cabeleira, tem ateu que é Cristo, tem moreno que é Ruivo, tem albino que é Tição. Apelido não tem lógica. Tem história.
Doris Lessing, quando criança, tinha um apelido para sua segunda personalidade: chamava a si mesmo de Tigger. Doris era o nome para consumo externo, para denominar a menina boazinha que aparentava ser. Tigger era o que ela era em segredo: sarcástica, atrevida, extrovertida. Com esse depoimento, Doris Lessing mostrou a verdadeira utilidade dos apelidos em vez daquela coisa antipática de “colocar as pessoas em seus devidos lugares”. O bom do apelido é que ele nos dá permissão para sermos vários: Afonso Henrique combina com gravata, mas que tem mais a ver com bermuda. Está aí uma maneira sutil de legalizar o nosso outro eu, o que ficou sem registro.
Fonte: MEDEIROS, Martha. Trem Bala, fev, 1998, p. 49,50.
Em “Essa frase (....) chamou minha atenção (...)', ao transpor a frase para voz passiva, a forma verbal ficaria:
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.
Uma borboleta bate asas na China...
_
...e a situação fica como a teoria do caos gosta: imprevisível
_
Estaria um inimigo invisível e incontrolável perto de retirar o “mandato do céu” de Xi Jinping? Nas entranhas da web, apesar de todos os mecanismos de censura, isso já não é um tabu. O mandato celestial é o milenar conjunto de crenças e tradições filosóficas que sustentava a legitimidade do imperador. Tipo uma pesquisa de opinião: o governante justo podia perder a proteção divina se pisasse na bola. E lá se ia junto o trono do dragão.
O efeito coronavírus, como o bater das asas da borboleta que provoca um tufão do outro lado do mundo, segundo a teoria do caos, está derrubando muitas ideias preconcebidas. Uma das mais arraigadas é que o infinito mar humano da maior população mundial aceita passivamente tudo o que emana de uma liderança que parece inabalável, contanto que o contrato social de melhoria coletiva do padrão de vida seja mantido. Para a eventualidade de não aceitar, a “ditadura perfeita” tem o maior arsenal de controle social de todos os tempos. Inteligência artificial, reconhecimento facial, comando total sobre os megadados. Nos casos específicos, os drones que sobrevoam casas de confinados pela epidemia e avisam que não podem sair, precisam usar máscaras e respeitar as regras. Falhando tudo isso, aparecem policiais que dão umas varadas nos recalcitrantes.
As cenas que rodam a internet são extraordinariamente parecidas, exceto pelos recursos da alta tecnologia, com as da Campanha contra as Quatro Pragas. O imperador era Mao Tsé-tung, a China de 1958 era um desastre de saúde pública e os objetivos eram elevados: eliminar as pragas que espalhavam doenças infecciosas ou comiam os grãos de arroz que mal davam para encher uma pequena tigela, alimentação-padrão da grande maioria na época. O resultado foi orgulhosamente contabilizado: eliminaram-se 1 bilhão de pardais, 1,5 bilhão de ratos, 100 milhões de quilos de moscas e 11 milhões de quilos de pernilongos. Os pardais morriam por exaustão, obrigados a voar, sem parar, por massas incansáveis que batiam panelas e agitavam varas de bambu. Deu em desastre. Outros insetos proliferaram, sem seus predadores naturais. Combinada com o Grande Salto Adiante, o tosco e alucinante plano de coletivização e industrialização do campo, a Campanha contra as Quatro Pragas provocou fome em escala inimaginável. Agricultores eram obrigados, sob tortura, a trabalhar até a morte. Se demorassem, eram enterrados vivos.
A China de hoje é paradisiaca comparada a esse passado nem tão distante. Xi Jinping comanda a arrancada para o posto de superpotência dominante e faz tudo para parecer um “bom imperador”. A demora em reconhecer a gravidade da epidemia já está sendo punida no nível regional. Ele tem a situação sob controle, talvez sua palavra predileta? Impossível responder. A peste negra, que consumiu um terço da população da Europa no século XIV, começou na China, onde são endêmicos os ratos e outros roedores portadores da pulga que transmite a bactéria Yersinia pestis. A epidemia pode ter devorado quase metade da população de 120 milhões de chineses da época, precipitando a queda da dinastia Yuan, fruto do domínio mongol na China. Uma bactéria que derruba impérios é uma metáfora perfeita para a teoria do caos. Quem melhor do que Xi Jinping, o imperador que aposta tudo na estabilidade, para saber disso?
_
(GRYZINSKI, Vilma. Revista Veja. 19.02.2020. p.75)
“O efeito coronavirus, como o bater das asas da borboleta que provoca um tufão do outro lado do mundo, segundo a teoria do caos, está derrubando muitas ideias preconcebidas.”. Falhou a análise do período em:
I- No 3º§, no período “[...] mas ganharam força e passaram [...].”, o conectivo destacado pode ser substituído, sem alteração de sentido, pela locução “no entanto”.
II- No 12º§, no período “Em um processo inédito [...].”, o vocábulo destacado apresenta o sentido de “sem precedente”.
III-No 8º§, "O termo 'quarentena' inicialmente indicava um período de 40 dias [...].”, a palavra sublinhada expressa uma ação imperfectiva, concluída.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Leia a tira.
(Laerte, “Piratas do Tietê”. Folha de S.Paulo, 28.06.2021. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, garante-se o
sentido da tira preenchendo-se o balão no primeiro quadrinho com a fala:
O cadeado
Por: Ana Cristina Vieira de Souza (Cris da Rocha)
Adaptado de: https://psicologiaacessivel.net/2018/04/03/ocadeado/. Acesso em 23 abr. 2021.
Texto para o item.

Daniele Cristina Santos Floret. Responsabilidade social empresarial no setor de compras.
Internet:<techoje.com.br>
Quanto à ortografia oficial, à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“contemplar” (linha 24) por considerar