Questões de Concurso Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português

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Q2314874 Português
Viúva na praia


          Ivo viu a uva; eu vi a viúva. Ia passando na praia, vi a viúva, a viúva na praia me fascinou. Deitei-me na areia, fiquei a contemplar a viúva.
          O enterro passara sob a minha janela; o morto eu o conhecera vagamente; no café da esquina. A gente se cumprimentava às vezes, murmurando “bom dia”; era um homem forte, de cara vermelha; as poucas vezes que o encontrei com a mulher ele não me cumprimentou, fazia que não me via; e eu também. Lembro-me de que uma vez perguntei as horas ao garçom, e foi aquele homem que respondeu; agradeci; este foi nosso maior diálogo. Só ia à praia aos domingos, mas ia de carro, um “Citroen”, com a mulher, o filho e a barraca, para outra praia mais longe. A mulher ia às vezes à praia com o menino, em frente à minha esquina, mas só no verão. Eu passava de longe; sabia quem era, que era casada, que talvez me conhecesse de vista; eu não a olhava de frente.
        A morte do homem foi comentada no café; eu soube, assim, que ele passara muitos meses doente, sofrera muito, morrera muito magro e sem cor. Eu não dera por sua falta, nem soubera de sua doença.
            E agora estou deitado na areia, vendo a sua viúva. Deve uma viúva vir à praia? Nossa praia não é nenhuma festa; tem pouca gente; além disso, vamos supor que ela precise trazer o menino, pois nunca a vi sozinha na praia. E seu maiô é preto. Não que o tenha comprado por luto; já era preto. E ela tem, como sempre, um ar decente; não olha para ninguém, a não ser para o menino, que deve ter uns dois anos.
             Se eu fosse casado, e morresse, gostaria de saber que alguns dias depois minha viúva iria à praia com meu filho – foi isso o que pensei, vendo a viúva. É bem bonita, a viúva. Não é dessas que chamam a atenção; é discreta, de curvas discretas, mas certas. Imagino que deve ter 27 anos; talvez menos, talvez mais, até 30. Os cabelos são bem negros; os olhos são um pouco amendoados, o nariz direito, a boca um pouco dentucinha, só um pouco; a linha do queixo muito nítida.
              Ergueu-se, porque, contra suas ordens, o garoto voltou a entrar n’água. Se eu fosse casado, e morresse, talvez ficasse um pouco ressentido ao pensar que, alguns dias depois, um homem – um estranho, que mal conheço de vista, do café – estaria olhando o corpo de minha mulher na praia. Mesmo que olhasse sem impertinência, antes de maneira discreta, como que distraído.
            Mas eu não morri; e eu sou o outro homem. E a ideia de que o defunto ficaria ressentido se acaso imaginasse que eu estaria aqui a reparar no corpo de sua viúva, essa ideia me faz achá-lo um tolo, embora, a rigor, eu não possa lhe imputar essa ideia, que é minha. Eu estou vivo, e isso me dá uma grande superioridade sobre ele.
            Vivo! Vivo como esse menino que ri, jogando água no corpo da mãe que vai buscá-lo. Vivo como essa mulher que pisa a espuma e agora traz ao colo o garoto já bem crescido. O esforço faz-lhe tensos os músculos dos braços e das coxas; é bela assim, marchando com a sua carga querida.
                Agora o garoto fica brincando junto à barraca e é ela que vai dar um mergulho rápido, para se limpar da areia. Volta. Não, a viúva não está de luto, a viúva está brilhando de sol, está vestida de água e de luz. Respira fundo o vento do mar, tão diferente daquele ar triste do quarto fechado do doente, em que viveu meses. Vendo seu homem se finar; vendo-o decair de sua glória de homem fortão de cara vermelha e de seu império de homem da mulher e pai do filho, vendo-o fraco e lamentável, impertinente e lamurioso como um menino, às vezes até ridículo, às vezes até nojento…
           Ah, não quero pensar nisso. Respiro também profundamente o ar limpo e livre. Ondas espoucam ao sol. O sol brilha nos cabelos e na curva de ombro da viúva. Ela está sentada, quieta, séria, uma perna estendida, outra em ângulo. O sol brilha também em seu joelho. O sol ama a viúva. Eu vejo a viúva.

(BRAGA, Rubem. Rio, setembro, 1958. Texto extraído do livro Ai de ti, Copacabana. Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1960, pág. 129.)
As expressões destacadas a seguir podem ser substituídas, sem que haja alteração de sentido, conforme o contexto em que foram empregadas, pelos vocábulos indicados, EXCETO: 
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Q2309973 Português
Leia o texto a seguir:

Entenda como são as nuvens raras que apareceram na China e assustaram as redes sociais

Nuvens do gênero mammatus, que recebem esse nome por causa do formato arredondado, têm formação inversa, mas já foram vistas no Rio Grande do Sul


As nuvens do gênero mammatus, que recebem esse nome por causa do formato arredondado, parecido com mamas, vistas na província de Hubei, na China, na semana passada, são raras e se formam de maneira inversa que a maioria das concentrações. Vídeos do fenômeno meteorológico viralizaram nas redes sociais nos últimos dias.

Embora apresentem formatos diferentes do habitual, essas nuvens são conhecidas dos meteorologistas. Elas também já haviam sido notadas no céu de Porto Alegre (RS) no início do ano. Natália Pereira, diretora da Catavento Meteorologia, explica que o fenômeno é raro.

“O processo normal de formação de nuvens é ascendente, o ar quente evapora e se condensa. Dentro dessas nuvens mammatus, existe uma turbulência que causa um movimento descendente de energia, fazendo com que a base da nuvem fique arredondada. Por isso, o formato parecido com as mamas”, diz a especialista. A palavra mammatus vem do latim mamma, que significa úbere ou seio.

Adilson Nazário, meteorologista Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo, acrescenta que as mammatus são dependentes e estão geralmente associadas a outros tipos, como a cumulonimbus, responsáveis por tempestades e fortes temporais.

As mammatus são mais raras no inverno e costumam aparecer no período quente do ano, entre a primavera e o começo do outono, especialmente no verão. Estael Sias, meteorologista da MetSul, recorda o registro das nuvens no Rio Grande do Sul no início do ano. “As nuvens em formato de mamas no céu vieram com outras, que trouxeram chuva forte e temporais isolados de granizo em pontos dos vales e da Serra Gaúcha”.

Se você vir nuvens desse tipo no céu, não se assuste, como aconteceu com alguns internautas. “Elas não são apenas prenúncio de tempestade, mas também de dissipação”, diz Nazário. “Ela só é ameaçadora do ponto de vista visual, mas tem duração rápida”.

Fonte: https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/entenda-o-que-sao-asnuvens-raras-que-apareceram-na-china-e-assustaram-as-redes-sociais.
Acesso em 26/08/2023
“Embora apresentem formatos diferentes do habitual, essas nuvens são conhecidas dos meteorologistas” (2º parágrafo). Uma reescrita possível desse período, sem alteração de significado, seria:
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Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de São José dos Campos - SP Provas: FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Enfermeiro | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Farmácia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Fisioterapia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Fonoaudiologia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Nutrição | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Psicologia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Terapia Ocupacional | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Veterinária | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Dentista 20h | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Cardiologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Cardiologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Clínico Geral | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Dermatologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Ortopedista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Otorrinolaringologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pediatra | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pneumologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pneumologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Proctologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Psiquiatra Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Psiquiatra Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Reumatologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Urologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Vascular/Angiologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Emergencista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pediatra Emergencista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Saúde da Família | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Endocrinologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Endocrinologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Gastroenterologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Geriatra | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Ginecologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Neurologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Neurologista Infantil |
Q2309694 Português
“O filme mostrava a cena de um menino que, por meio de um pequeno buraco na parede, observava uma menina do prédio vizinho, que praticava exercícios de balé. A observação não era cômoda, pois não podia ver todos os gestos da bailarina, assim como não podia mexer-se muito a fim de não ser denunciado em sua espionagem”.
Nesse caso, o observador sofre limitações na descrição da cena citada, causadas
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Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de São José dos Campos - SP Provas: FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Enfermeiro | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Farmácia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Fisioterapia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Fonoaudiologia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Nutrição | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Psicologia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Terapia Ocupacional | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Veterinária | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Dentista 20h | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Cardiologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Cardiologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Clínico Geral | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Dermatologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Ortopedista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Otorrinolaringologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pediatra | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pneumologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pneumologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Proctologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Psiquiatra Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Psiquiatra Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Reumatologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Urologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Vascular/Angiologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Emergencista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pediatra Emergencista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Saúde da Família | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Endocrinologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Endocrinologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Gastroenterologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Geriatra | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Ginecologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Neurologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Neurologista Infantil |
Q2309693 Português
Assinale a frase que está integralmente expressa em linguagem formal.
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Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de São José dos Campos - SP Provas: FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Enfermeiro | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Farmácia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Fisioterapia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Fonoaudiologia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Nutrição | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Psicologia | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Terapia Ocupacional | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Veterinária | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Analista em Saúde - Dentista 20h | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Cardiologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Cardiologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Clínico Geral | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Dermatologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Ortopedista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Otorrinolaringologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pediatra | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pneumologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pneumologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Proctologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Psiquiatra Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Psiquiatra Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Reumatologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Urologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Vascular/Angiologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Emergencista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Pediatra Emergencista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Saúde da Família | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Endocrinologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Endocrinologista Infantil | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Gastroenterologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Geriatra | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Ginecologista | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Neurologista Adulto | FGV - 2023 - Prefeitura de São José dos Campos - SP - Médico - Neurologista Infantil |
Q2309692 Português
Observe o seguinte trecho, particularmente o papel do observador na descrição realizada:
“Observando-se pela vidraça, via-se, pelo chão, uma série de caixas, todas elas fechadas com cadeados, espalhadas aleatoriamente. Alguns objetos metálicos, semelhantes a borboletas, estavam sobre algumas delas. Num canto, próximo à parede, havia tapetes enrolados e acumulados, numa indicação de saída apressada, confirmada pela grande quantidade de sujeira sobre o assoalho”.
O observador desse trecho descritivo
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Q2309691 Português
Observe a seguinte frase de Machado de Assis:
“Não há paciência que baste para ouvir um suplicante derramado. Todo suplicante conciso pode estar certo de despacho próximo, porque fixou bem o que disse, sem cansar com palavras sobejas”.
Essa frase alude a um problema redacional, que é o de
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Q2309690 Português
Observe a redação do seguinte texto publicitário:

“Tudo isso (os banquetes do restaurante de um cassino) dentro de um ambiente mais seleto onde uma relaxante decoração, em harmonia com as múltiplas e belas plantas de interior, põem a nota de distinção desse estabelecimento que, como já dissemos, se destaca pela flexibilidade de seu horário: desde as 21 horas até as 4:30h da madrugada”.

O fragmento não está bem redigido em função de um defeito básico, que é
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Q2308619 Português
Observe o seguinte fragmento textual:
“O ministro assegura que o governo central não quer que o diálogo com a oposição seja difícil e pouco fluido”.
Esse fragmento foi modificado para:
“O governo central quer um diálogo fácil e fluido com a oposição, segundo assegura o ministro”.
As opções a seguir apresentam modificações que foram realizadas no novo texto, à exceção de uma. Assinale-a.
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Q2307474 Português
Leia o texto a seguir:


Para onde vai o mercado da música?

Gilberto Menezes Côrtes


As mudanças culturais causadas pela internet e a difusão do “streaming” via celular abalaram o mundo musical, aborda estudo da Goldman Sachs, que prevê transformações ainda mais estruturais na indústria da música. Caro leitor, não sei se você já parou para pensar há quantos anos não compra um CD? Rememorando com os meus botões, acho que há uns 20 anos. Parece evidente que o “streaming” mudou radicalmente o modo de consumo da música. A aferição do sucesso está no interesse do público pelos shows ao vivo.


Dois fatos desta semana chamam a atenção para comprovar como se faz sucesso nesse mercado: as vendas de ingressos para as apresentações de Paul McCartney, aos 81 anos, no Brasil em dezembro, se esgotaram em várias cidades. Em sentido oposto, a cantora Simone Bittencourt, grande sucesso no país nos anos 80 e 90, teve um show cancelado em São José dos Campos (SP), por falta de público. A cantora baiana, de 74 anos, pôs à venda 1.400 ingressos. Sem retorno de público, amargou prejuízo de R$ 100 mil.


Para onde vai o som


Segundo a Goldman Sachs Research, a indústria da música está à beira de outra grande mudança estrutural. Apesar da indústria ainda não conseguir monetizar totalmente seu conteúdo, com os serviços de streaming de música obtendo menos receita para cada música transmitida, os analistas do banco de investimentos esperam que o setor cresça e capture novas oportunidades de negócios. A projeção é de que a receita global de música gravada cresça 7,5% em 2023 (contra 7,3% na previsão anterior), com taxa de crescimento anual composta de 8,6% entre 2023 e 2030 (a curva quase não mudou).


À medida que as barreiras à criação e distribuição de música diminuíram, o número de músicas lançadas em plataformas de “streaming” disparou. O consumo de “streams” de música aumentou 2,5 vezes desde 2017. Isso seria uma ótima notícia para as gravadoras, não fosse o fato de que a receita por “stream” caiu 20% neste período. E a receita da música, derivada da despesa das pessoas em entretenimento, está hoje bem abaixo do nível de 1998.


A receita média por usuário em serviços pagos de “streaming” de música encolheu 40% desde 2016. O declínio veio quando serviços de “streaming” como Apple Music e Spotify introduziram planos familiares, diminuindo preços para usuários agrupados.


O X da questão, segundo a Goldman Sachs, é saber como essa tensão entre consumo e preço provavelmente se desenrolará daqui para frente. As primeiras evidências sugerem que as plataformas de “streaming” podem ter mais poder de precificação do que demonstraram nos anos anteriores. Recentemente, várias das principais plataformas de “streaming” de música promoveram aumentos de preços em seus serviços padrão pela 1ª vez em uma década. Por ora esses aumentos de preços tiveram impacto insignificante ou nenhum impacto na receita das plataformas.


Fonte: https://www.jb.com.br/colunistas/o-outro-lado-da-moeda/2023/08/1045467-
para-onde-vai-o-mercado-da-musica.html. Acesso em 30/08/2023 
Em “Rememorando com os meus botões, acho que há uns 20 anos” (1º parágrafo), o trecho destacado indica um uso mais informal da linguagem. Uma reescrita dessa expressão, em um nível maior de formalidade, sem alteração significativa de sentido, seria:
Alternativas
Q2306317 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.

Texto 04 



Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura das falas que compõem o texto. 

I - O termo “se”, na fala do médico, no primeiro quadro, insere nela uma ideia hipotética.

II - O advérbio “aqui” foi usado pelo médico com significado diferente do que foi entendido por Hagar.

III - A flexão no futuro do presente do indicativo do verbo “ficará” foi motivada pelo uso da expressão “se não mudar [...]”.

IV - No primeiro quadro, na fala do médico, as vírgulas intercalam uma oração subordinada adverbial condicional.

V - A forma verbal “vamos mudar”, na fala de Hagar, no segundo quadro, poderia ser substituída, com igual correção pela forma “mudaremos”, sem que haja alteração de sentido.

Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: CEMIG - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Advogado - Formação Direito | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial - Formação Direito | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial Nível 14 - Formação Tecnologia da Informação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial - Formação Estatística | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial - Formação Matemática Computacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial - Formação Psicologia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Enfermeiro do Trabalho - Formação Enfermagem com Especialização em Enfermagem do Trabalho | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia Ambiental | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia Cartográfica ou de Agrimensura | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Engenharia Civil, de Produção Civil, Hídrica, de Recursos Hídricos (Planejamento Hidroenergético) | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia de Controle e Automação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia Elétrica | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia Florestal | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia Química | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia Mecatrônica | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia Mecânica | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial Nível 13 - Formação Administração de Empresas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial Nível 15 - Formação Administração de Empresas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial - Formação Biologia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial - Formação Ciências Contábeis | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial - Cientista de Dados | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Analista Empresarial - Formação Comunicação Social ou Jornalismo ou Publicidade ou Relações Públicas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia e Especialização em Segurança do Trabalho | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Engenharia de Telecomunicações | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro - Formação Geologia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Engenheiro de Processos de Suporte - Formação Engenharia Elétrica | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2023 - CEMIG - MG - Meteorologista - Formação Meteorologia |
Q2305266 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.

TEXTO I

Varrer as redes sociais para debaixo do tapete não é solução

O Brasil caminha para fechar o ano com mais de 171 milhões de usuários de redes sociais, de acordo com o portal de estatísticas Statisa. Desse contingente, fazem parte crianças e jovens que, mesmo sem idade para oficialmente criarem contas e perfis nas plataformas, têm algum tipo de contato com o conteúdo que transita por elas. Diante desse fato, há dois caminhos possíveis: proibir ou educar. A proibição, embora tentadora, significa ignorar que pré-adolescentes e adolescentes já estão expostos ao que as redes sociais têm de melhor e de pior, sem que necessariamente estejam preparados para fazer essa distinção. Educar é trabalhoso, mas talvez seja a solução mais efetiva diante daquilo que parece um caminho sem volta: a influência de novas tecnologias digitais na maneira como nos comunicamos, interagimos com o mundo e vivemos.

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo decidiu bloquear o uso de redes sociais e streamings (como Netflix e Globoplay) nas escolas estaduais, argumentando que a restrição visa “garantir um ambiente adequado para o aprendizado e evitar usos considerados inapropriados e / ou excessivo de redes, que podem prejudicar a qualidade da conexão e interferir no andamento das atividades pedagógicas”.

Enxergar tais plataformas apenas como obstáculo é, de certa forma, se eximir da responsabilidade de guiar seu uso consciente e crítico. É privar os estudantes do acesso a conteúdos que podem enriquecer as aulas e torná-las mais conectadas com a realidade em que vivem. É dificultar o exercício da autoexpressão, já que jovens poderiam usar as redes de maneira positiva para mobilizar e engajar a comunidade escolar na resolução de problemas de sua região. Isso não significa uma defesa incondicional das redes. Pelo contrário: só poderemos participar da construção de um ecossistema digital melhor se pudermos conhecê-lo, entendendo a engrenagem por trás das plataformas, seu modelo de negócios, o modus operandi dos algoritmos, o papel dos influenciadores e tantos outros fenômenos que, feliz ou infelizmente, já fazem parte de nossas vidas. [...] Hoje, currículos são construídos levando em consideração a relevância da internet em nossas vidas e a necessidade de “desvendá-la”, de modo a minimizar os riscos e ampliar as oportunidades de quem está conectado. [...]

Educar para as redes proporcionará aos estudantes um olhar mais crítico para consumir as informações que por elas transitam e responsabilidade para produzir e compartilhar conteúdos, entendendo o alcance que sua voz pode ter. A construção de tais competências é também pilar para que as crianças e jovens de hoje se tornem adultos mais conscientes do poder da comunicação, aptos a compreender que as redes sociais podem ser usadas para propagar fake news e discurso de ódio, mas também para o exercício da cidadania e a diversidade de vozes numa sociedade cada vez mais conectada.

Num país de tamanha desigualdade como o Brasil, não se pode ignorar que uma parte dos estudantes sequer conta com internet estável nas escolas. Ainda assim, ignorar a existência das redes sociais não é uma boa solução — e pode, inclusive, ampliar a distância entre os jovens que têm a oportunidade de vivenciá-las com criticidade e aqueles que simplesmente não têm a chance de discuti-las em um ambiente mais seguro e mediado por educadores. Nesse caso, educar é melhor do que proibir.

MACHADO, Daniela. Disponível em: https://www1.folha. uol.com.br/educacao/2023/03/varrer-as-redes-sociais-paradebaixo-do-tapete-nao-e-solucao.shtml. Acesso em: 11 jun. 2023. [Fragmento adaptado]
Em relação à norma-padrão escrita da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a reescrita do enunciado está correta. 
Alternativas
Q2305040 Português
Leia este texto.
Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://passoapasso.com/um-sorriso-vale-maisque-mil-palavras/. Acesso em: 7 jun. 2023.
Assinale a alternativa em que a reescrita inverte o sentido original do texto acima.
Alternativas
Q2303967 Português
A internet sem graça 

           Meninos, eu vi. Tenho idade suficiente para ser um dinossauro das redes sociais.
        Ou melhor, sou um pterodáctilo do pré-cambriano da internet, quando a internet era só e-mail e um punhado de sites.
           Quando não existia Google, só Netscape.
           Quando a gente se conectava a um site, depois do ruído áspero do modem, e vibrava de alegria.
           Sou da época que a internet necessitava do aposto “a rede mundial de computadores”.
           Da época que éramos chamados de “internautas” e as redes sociais eram “microblogs”.
           Desbravei esses mares.
       Vi o Orkut nascer, ser invadido por brasileiros, destruído por comunidades aleatórias, até perecer abandonado. Tive conta no MySpace. Baixei músicas no Napster.
          Blog? Tive também. Muito antes de blogs virarem moda de novo.
      Podcast a mesma coisa. No início do século gravei mais de 150 episódios, quando conteúdo não chamava “conteúdo”, nem dava dinheiro.
          Produzíamos por farra. Pela bagunça. Só por isso.
          Então nasceu o Facebook, mas não dei bola. Preferi o Twitter.
       E como criei minha conta no primeiro ou segundo dia de existência dessa rede, consegui o “arroba” Neto. Isso mesmo. Sou o @neto no Twitter até hoje, o que transforma meus domingos num mar de ofensas de torcedores que acreditam que sou comentarista de futebol.
          Um dia cansei de apenas textos curtos e comecei a escrever no jovem Facebook.
          Por anos escrevi aqui e ali, sobre tudo e porque era divertido.
          Acumulei uns 300 mil seguidores somando as duas redes.
          Aí apareceu o Instagram e eu, já veterano, disse:
         – Que bobagem. Isso não vai pegar. Quem é que tem tanta foto para postar? Isso é só um novo Fickr – o que prova que não faço ideia do que vai ou não ser sucesso.
         Foi assim que chegamos onde estamos hoje.
         E hoje, cada vez mais, está perdendo a graça.
        Eu sei que pode soar papo de dinossauro e provavelmente você, que é jovem, que é nativo das redes, vai dizer que a internet não é para ter ou não graça. Internet, para você, está e sempre esteve por aí.
       Minha decepção com a rede deve soar para você como se alguém dissesse “o ar que a gente respira anda muito sem graça”, eu entendo.
       Entendo como, para você, é impossível reconhecer que a Internet foi uma conquista incomparável da liberdade de expressão.
         Hoje mudou. Mudou para um lugar perigoso, cheio de riscos ocultos.
        Na internet de hoje, estamos sempre à beira de um conflito com quem não conhecemos. Passamos boa parte do tempo bombardeados com informações equivocadas ou descaradamente falsas. Comunidades baseadas em fake news. Gente de mentira divulgando notícias idem.
        A internet de hoje não é mais uma aventura para se entrar. O desafio agora é conseguir sair.
     Ou você nunca ouviu falar daquele sujeito que não pode sair de um grupo de WhatsApp porque vai “pegar mal”.
       Ou de uma amiga que não pode deixar de seguir fulano no Instagram porque ele ficará ofendido?
       Que ironia. Fomos escravizados pela mesma ferramenta que nos proveu liberdade.
       Mas isso é só a ponta do iceberg. E não sou eu quem está dizendo.
     Essa semana, em dois artigos diferentes, jornalistas norte-americanos endereçaram exatamente essa mudança que a internet está atravessando.
     Isabel Fattal e Charlie Warzel, ela do The Atlantic, ele, ex-Buzfeed, tratam de uma mudança muito sutil pela qual vem passando a rede mundial de computadores: a desumanização.
     Não me refiro à Inteligência Artificial. Falo dos algoritmos, da organização e controle que impedem o caos e dá cores pálidas às redes sociais, cada vez mais engajadas em compliances, conquista de audiência, controle de riscos e desumanidades.
      Inteligência Artificial vai piorar tudo, isso vai.
     Por isso, talvez, um maluco como Elon Musk, com seu Twitter sem tickezinho azul e sem censura consiga trazer de volta um pouco do caos que seduziu a todos nós, os internautas.
(MUNIZ NETO, Mentor. A internet sem graça. Disponível em: https:// istoe.com.br/a-internet-sem-graca/. Acesso em: 28/04/2023.)
“Produzíamos por farra. Pela bagunça. Só por isso.” (11º§) Assinale a afirmativa em que a reescrita do excerto anterior não acarreta mudança de sentido e permanece de acordo com as regras da norma culta da língua portuguesa. 
Alternativas
Q2303926 Português
Amor de Passarinho

    Desde que mandei colocar na minha janela uns vasos de gerânio, eles começaram a aparecer. Dependurei ali um bebedouro, desses para beija-flor, mas são de outra espécie os que aparecem todas as manhãs e se fartam de água açucarada, na maior algazarra. Pude observar então que um deles só vem quando os demais já se foram.
    Vem todas as manhãs. Sei que é ele e não outro por um pormenor que o distingue dos demais: só tem uma perna. Segundo o dicionário, trata-se de “uma ave passeriforme de coloração verde-azeitonada em cima e amarela embaixo”. Na realidade, é uma graça, o meu passarinho perneta.
    Ao pousar, equilibra-se sem dificuldade na única perna, batendo asas e deixando à mostra, em lugar da outra, apenas um cotozinho. É de se ver as suas passarinhices no peitoril da janela, ou a saltitar de galho em galho, entre os gerânios, como se estivesse fazendo bonito para mim. Às vezes se atreve a passar voando pelo meu nariz e vai-se embora pela outra janela.
    Enquanto escrevo, ele acaba de chegar. Paro um pouco e fico a olhá-lo. Acostumado a ser observado por mim, já está perdendo a cerimônia. Finge que não me vê, beberica um pouco a sua aguinha, dá um pulo para lá, outro para cá, esvoaça sobre um gerânio, volta ao bebedouro apoiando-se num galho. Mas agora acaba de chegar outro que, prevalecendo-se da superioridade que lhe conferem as duas pernas, em vez de confraternizar, expulsa o pernetinha a bicadas, e passa a beber da sua água. A um canto da janela, meio jururu, ele fica aguardando os acontecimentos, enquanto eu enxoto o seu atrevido semelhante. Quer dizer que até entre eles predomina a lei do mais forte! De novo senhor absoluto da janela, meu amiguinho volta a bebericar e depois vai embora, não sem me fazer uma reverência de agradecimento.
    Desde então muita coisa aconteceu. Para começar, a comprovação de que não era amiguinho e sim amiguinha – segundo me informou o jardineiro: responsável pelos gerânios e pelo bebedouro, seu Lorival entende de muitas coisas, e também do sexo dos passarinhos.
    Só de uns dias para cá deixou de vir. Fiquei apreensivo, pois a última vez que veio foi num dia de chuva, estava toda molhada, as peninhas do peito arrepiadas. Talvez tivesse adoecido. Não sei se passarinho pega gripe ou pneumonia. Segundo me esclareceu Rubem Braga, o sádico, costuma morrer de gato. Ainda mais sendo perneta.
(SABINO, Fernando. As melhores crônicas. Ed. Record – 2000.
Adaptado.)
Desconsiderando a alteração de sentido, assinale, a seguir, uma substituição do termo destacado por forma verbal que passaria a exigir o uso do acento grave, indicador de crase, em “[...] predomina a lei do mais forte!” (4º§) 
Alternativas
Q2303734 Português
Em “Eu contarei a verdade a você.”, o segmento está CORRETAMENTE reescrito em qual alternativa? 
Alternativas
Q2301489 Português
Estudo sugere que a poluição está causando a formação de
rochas feitas de material plástico 


      A quantidade de material poluente lançado pelo ser humano na natureza está impactando de tal forma o meio ambiente que até mesmo o ciclo geológico da Terra vem sendo alterado, provocando a formação de rochas a partir do material plástico despejado nos oceanos. É a esta a grave conclusão que chegou um estudo que acaba de ser publicado por cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com outras instituições. Os dados levantados sugerem a incidência de rochas idênticas às de formação natural, compostas, no entanto, por plástico.
      Publicado na revista científica Marine Pollution Bulletin, o estudo encontrou plastiglomerados, como a formação foi batizada, no Parcel das Tartarugas, na Ilha da Trindade, localizada a 1.140 quilômetros de Vitória, no Espírito Santo. Administrada pela Marinha do Brasil, a ilha é uma reserva do Atlântico Sul e uma importante Unidade de Monumento Natural Brasileiro. De acordo com o estudo, as formações rochosas plásticas foram encontradas em uma região de recifes e ninhos de tartaruga-verde em uma área natural chamada de “Amazônia Azul”, que apenas o Brasil pode explorar.
       “Identificamos diferentes formas de detritos plásticos, distintos em composição e aparência. Os depósitos plásticos na plataforma litorânea recobriam rochas vulcânicas; sedimentos da atual praia compostos por cascalhos e areias; e rochas praiais com superfície irregular devido à erosão hidrodinâmica”, explicou a pesquisadora Fernanda Avelar Santos, doutoranda do Programa de PósGraduação em Geologia da UFPR, que descobriu as “rochas” plásticas durante atividades de mapeamento geológico na ilha. O local é habitat de aves marinhas e tem um ecossistema frágil com espécies endêmicas de peixes e recifes.
         Plastiglomerados como os encontrados na Ilha da Trindade foram descobertos pela primeira vez no Havaí, em 2014: por aqui também foram documentados casos de plastistone, formação similar às rochas vulcânicas, mas com composição majoritariamente plástica. “Ao longo do tempo geológico, os principais agentes transformadores dos registros da Terra eram naturais. Por exemplo, processos tectônicos e mudanças climáticas. No entanto, a ação humana nos tempos atuais está tão penetrante que está modificando o planeta de forma mais acelerada do que os processos naturais”, afirmou Fernanda, em matéria publicada no Portal Ciência da UFPR.

(Fonte: Hypeness — adaptado.)
A fim de manter a coesão e a coerência do trecho “Apesar de ter estudado a noite toda, ele foi mal na prova”, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2300486 Português
As sentenças “Não se faz mais carro como antigamente” e “Precisa-se de trabalhador capacitado”, com os termos destacados passados para o plural, ficariam, sem prejuízo à correção gramatical, “Não se fazem mais carros como antigamente” e “Precisa-se de trabalhadores capacitados”.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: CONSULPAM Órgão: CISCOPAR Provas: CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Assessor Jurídico | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Analista em Administração e Planejamento | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Analista em Informática | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Assistente Social | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Enfermeiro | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Farmacêutico Bioquímico | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Fonoaudiólogo | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Odontólogo | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Psicólogo | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Contador | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Cirurgião Vascular | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Alergista e Imunologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Cardiologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Cirurgião do Aparelho Digestivo | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Pneumologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Proctologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Psiquiatra | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Radiologista/Ultrassonografista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Reumatologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Urologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Nutricionista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Fisioterapeuta | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Terapeuta Ocupacional | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Cirurgião Geral | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Cirurgião Pediátrico | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Oftalmologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Dermatologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Endocrinologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Endocrinologista Infantil | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Endoscopista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Gastroenterologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Geriatra | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Ginecologista Obstetra | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Infectologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Nefrologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Neurologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Ortopedista e Traumatologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Otorrinolaringologista | CONSULPAM - 2023 - CISCOPAR - Médico Pediatra |
Q2299139 Português
Texto 1


MULTILINGUISMO

      Os povos indígenas sempre conviveram com situações de multilinguismo. Isso quer dizer que o número de línguas usadas por um indivíduo pode ser bastante variado. Há aqueles que falam e entendem mais de uma língua ou que entendem muitas línguas, mas só falam uma ou algumas delas.

      Assim, não é raro encontrar sociedades ou indivíduos indígenas em situação de bilinguismo, trilinguismo ou mesmo multilinguismo.

          É possível nos depararmos, numa mesma aldeia, com indivíduos que só falam a língua indígena, com outros que só falam a língua portuguesa e outros ainda que são bilíngues ou multilíngues. A diferença linguística não é, geralmente, impedimento para que os povos indígenas se relacionem e casem entre si, troquem coisas, façam festas ou tenham aulas juntos. Um bom exemplo disso se encontra entre os índios da família linguística tukano, localizados em grande parte ao longo do rio Uaupés, um dos grandes formadores do rio Negro, numa extensão que vai da Colômbia ao Brasil.

          Entre esses povos habitantes do rio Negro, os homens costumam falar de três a cinco línguas, ou mesmo mais, havendo poliglotas que dominam de oito a dez idiomas. Além disso, as línguas representam, para eles, elementos para a constituição da identidade pessoal. Um homem, por exemplo, deve falar a mesma língua que seu pai, ou seja, partilhar com ele o mesmo grupo linguístico. No entanto, deve se casar com uma mulher que fale uma língua diferente, ou seja, que pertença a um outro grupo linguístico.

          Os povos tukano são, assim, tipicamente multilíngues. Eles demonstram como o ser humano tem capacidade para aprender em diferentes idades e dominar com perfeição numerosas línguas, independente do grau de diferença entre elas, e mantê-las conscientemente bem distintas, apenas com uma boa motivação social para fazê-lo.

       O multilinguismo dos índios do Uaupés não inclui somente línguas da família tukano. Envolve também, em muitos casos, idiomas das famílias aruak e maku, assim como a língua geral amazônica ou nheengatu, o português e o espanhol.

          Às vezes, nesses contextos, uma das línguas torna-se o meio de comunicação mais usado (o que os especialistas chamam de língua-franca), passando a ser utilizada por todos, quando estão juntos, para superar as barreiras da compreensão. Por exemplo, a língua tukano, que pertence à família tukano, tem uma posição social privilegiada entre as demais línguas orientais dessa família, visto que se converteu em língua geral ou língua franca da área do Uaupés, servindo de veículo de comunicação entre falantes de línguas diferentes. Ela suplantou algumas outras línguas (completamente, no caso arapaço, ou quase completamente, no caso tariana).

      Há casos em que é o português que funciona como língua franca. Em algumas regiões da Amazônia, por exemplo, há situações em que diferentes povos indígenas e a população ribeirinha falam o nheengatu, língua geral amazônica, quando conversam entre si.

          Nos primeiros tempos da colonização portuguesa no Brasil, a língua dos índios tupinambá (tronco tupi) era falada em uma enorme extensão ao longo da costa atlântica. Já no século XVI, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que de início eram minoria diante da população indígena. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de brasílica, intensificou-se e generalizou-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população que integrava o sistema colonial brasileiro.

          Grande parte dos colonos vinha da Europa sem mulheres e acabavam tendo filhos com índias, de modo que essa era a língua materna dos seus filhos. Além disso, as missões jesuítas incorporaram essa língua como instrumento de catequização indígena. O padre José de Anchieta publicou uma gramática, em 1595, intitulada Arte de Gramática da Língua mais usada na Costa do Brasil. Em 1618, publicou-se o primeiro catecismo na língua brasílica. Um manuscrito de 1621 contém o dicionário dos jesuítas, Vocabulário na Língua Brasílica.

           A partir da segunda metade do século XVII, essa língua, já bastante modificada pelo uso corrente de índios missionados e não-índios, passou a ser conhecida pelo nome língua geral. Mas é preciso distinguir duas línguas gerais no Brasil-Colônia: a paulista e a amazônica. Foi a primeira delas que deixou fortes marcas no vocabulário popular brasileiro ainda hoje usado (nomes de coisas, lugares, animais, alimentos etc.) e que leva muita gente a imaginar que “a língua dos índios é (apenas) o tupi”.

         A língua geral paulista teve sua origem na língua dos índios tupi de São Vicente e do alto rio Tietê, a qual diferia um pouco da dos tupinambá. No século XVII, era falada pelos exploradores dos sertões conhecidos como bandeirantes. Por intermédio deles, a língua geral paulista penetrou em áreas jamais alcançadas pelos índios tupi-guarani, influenciando a linguagem corriqueira de brasileiros.

     Essa segunda língua geral desenvolveu-se inicialmente no Maranhão e no Pará, a partir do tupinambá, nos séculos XVII e XVIII. Até o século XIX, ela foi veículo da catequese e da ação social e política portuguesa e luso-brasileira. Desde o final do século XIX, a língua geral amazônica passou a ser conhecida, também, pelo nome nheengatu (ie’engatú = língua boa).

      Apesar de suas muitas transformações, o nheengatu continua sendo falado nos dias de hoje, especialmente na bacia do rio Negro (rios Uaupés e Içana). Além de ser a língua materna da população cabocla, mantém o caráter de língua de comunicação entre índios e não-índios, ou entre índios de diferentes línguas. Constitui, ainda, um instrumento de afirmação étnica dos povos que perderam suas línguas, como os baré, os arapaço e outros.


Fonte: https://pib.socioambiental.org/pt/L%C3%ADnguas. Adaptado conforme o acordo ortográfico vigente. Acesso em:

Além disso, as missões jesuítas incorporaram essa língua como instrumento de catequização indígena.


Considerando a progressão temática do Texto 1, a expressão sublinhada no trecho acima pode ser substituída, sem prejuízo para os sentidos gerais do texto, por: 

Alternativas
Q2298233 Português
     O crescimento desordenado das cidades vem sendo tema de grandes discussões na elaboração de políticas públicas de planejamento urbano. Esse crescimento vem causando uma série de prejuízos à saúde humana, como aparecimento de doenças infectocontagiosas, violência urbana, falta de saneamento básico, desigualdade social, desastres naturais, entre outros. A aglomeração de muitas pessoas em pequenos locais é um dos fatores de risco para vários agravos, tais como problemas respiratórios, cardiovasculares, entre outros.
     Associado ao processo de urbanização desenfreada, está também o crescimento populacional não acompanhado de planejamento, que vem gerando “inchaço’’ de pessoas em cidades não preparadas, fazendo surgir favelas em áreas insalubres e sujeitas a condições de risco, e o pior, o surgimento de doenças e epidemias causadas pela falta de higiene e de serviços sanitários básicos.
     No Brasil, um dos mais recorrentes impactos negativos em virtude dessa falta de planejamento são as inundações, que, em maiores precipitações pluviométricas, assolam as populações, favorecendo o aumento e a migração de vetores de epidemias e doenças, e, assim, expondo, dessa forma, comunidades inteiras a sérios riscos de saúde.
    A urbanização é um processo de transformação de uma população rural em população urbana decorrente da migração, levando-se em conta o crescimento vegetativo. A partir disso, as pessoas saíram do campo para as cidades em busca de trabalho nas fábricas e em busca de melhores condições de vida.
     O grande problema foi a falta de planejamento urbano encontrado nessas cidades que ocasionou um inchaço populacional, contribuindo para o surgimento de favelas sem infraestrutura e amontoado de habitações em condições insalubres.
     De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por volta de meados do século XIX a população urbana brasileira que residia em áreas com alguma infraestrutura de habitação, saneamento, transporte, emprego, renda, assistência à saúde, entre outras, representava 1,7% da população total do planeta, atingindo, em 1960 (um século depois), 25% e, em 1980, 41,1%. Em 1995, a população urbana mundial atingiu 46% do total, o equivalente a 2,7 milhões de pessoas.
      O processo de adensamento urbano brasileiro, de forma desenfreada nos grandes centros, está associado à desigualdade social, promovida pela grande concentração de renda nas mãos de poucas pessoas. Essa desigualdade pode contribuir para a concentração acentuada de população em estado de pobreza, habitando as áreas periféricas aos centros urbanos, de forma desordenada, se aglomerando irregularmente em locais carentes de infraestrutura e de serviços básicos. 
      Diante dessa situação, a precariedade de saneamento, a ausência de água tratada, a violência acentuada, a marginalização social e o déficit de moradias adequadas contribuem para a proliferação de doenças infectocontagiosas e degradação socioambiental, favorecendo a incidência de doenças ocasionadas pelo estresse social, estimuladas pelo uso de drogas, potencializando o aumento da violência urbana e afetando a qualidade de vida da população.

(Fonte: Secad Artmed — adaptado.)
Assinalar a alternativa em que o segmento do texto está redigido sem problemas gramaticais: 
Alternativas
Q2297760 Português
    Ao estudar uma nova linguagem de sinais desenvolvida por crianças surdas da Nicarágua, linguistas afirmam ter confirmado a existência de mecanismos universais que facilitam a aquisição de uma língua, seja ela falada ou não. Os resultados somam-se a várias outras evidências de que crianças possuem habilidades inatas capazes de dar à linguagem sua estrutura fundamental. O artigo foi publicado na revista Science em 17 de setembro de 2004.

    Como falariam crianças naufragadas em uma ilha deserta que cresceram sem pais que lhes pudessem ensinar uma língua? Considerando-se a linguagem como uma invenção cultural passada de geração em geração, a resposta seria que essas crianças infortunadas não falariam língua alguma. As tábulas rasas de suas mentes não poderiam ser preenchidas com uma língua. Talvez, conseguissem comunicar-se com berros e grunhidos, mas nunca chegariam a utilizar algo tão sofisticado como uma língua natural, correto? Resposta: não. E vejamos por quê.

    Primeiramente, vale perguntar: como saberíamos que nossas crianças não se degradariam ao nível de babuínos? Mesmo não podendo, por óbvias razões éticas, fazer um experimento desse gênero em alguma ilha do Pacífico, temos bastante certeza de que elas estariam aptas a inventar uma língua tão expressiva como qualquer outra existente hoje. Uma forte evidência nesse sentido vem de uma comunidade que, em circunstâncias semelhantes, sem ouvir palavras, elaborou uma língua natural própria, começando do nada.

    Surgiu na Nicarágua uma língua completa, o Idioma Nicaraguense de Sinais – ou ISN, do espanhol, Idioma de Signos Nicaraguense –, inventado por crianças surdas daquele país. Essa invenção foi descrita por Ann Senghas, da Universidade Colúmbia (Estados Unidos), Sotaro Kita, da Universidade de Bristol (Reino Unido), e Asli Özyürek, da Universidade de Nijmegen (Holanda). Esse grupo de linguistas estudou essa comunidade nicaraguense e observou como os surdos exprimiam informações sobre objetos em movimento

    Crianças surdas da Nicarágua mostraram uma habilidade inata quando inventaram uma língua de sinais rica e complexa.

    O ISN é uma língua que apareceu no início da década de 1980, quando surdos nicaraguenses – após longos anos de tentativas fracassadas de ensinar a eles o espanhol utilizando para isso instrutores sem deficiência auditiva – foram finalmente juntados com outros surdos. Uma vez reunidos em grupos, eles começaram a utilizar algo que, no início, se parecia com um sistema pantomímico imperfeito que usamos quando queremos nos comunicar sem palavras. Mas esse sistema cru logo se transformou em uma verdadeira língua: as crianças surdas que chegavam àquelas comunidades aprendiam o sistema e acabavam aperfeiçoando-o com regras linguísticas.

    É preciso enfatizar aqui que é falsa – apesar de disseminada – a noção de que línguas de sinais sejam sistemas primitivos, inferiores às línguas faladas. Os sinais não são meros gestos mímicos que podem ser decifrados por observadores não familiarizados com essas línguas. Embora a versão inicial do ISN utilizasse gestos gráficos que simplesmente imitavam a forma de objetos ou movimentos, as crianças expostas a esse sistema mudaram-no, decompondo os gestos em elementos menores que já não tinham esse valor imitativo. Esses sinais, bem como as regras que os combinam em longas frases, são exatamente tão obscuros para não iniciados como seria, por exemplo, o finlandês para quem nunca o tenha aprendido.

    No estudo de Senghas e colegas, os participantes viam um filme animado cujo enredo eles tinham depois que contar com o uso de sinais. O filme mostrava um gato que engole uma bola de boliche e cai tombando por uma ruela íngreme. Os surdos que utilizavam a primeira versão do sistema mostravam a queda do gato com a mão literalmente traçando um percurso espiral para baixo. Já as crianças que usavam a versão aperfeiçoada do ISN exprimiam a mensagem com dois sinais separados, um com o sentido ‘para baixo’ e outro que significava ‘rolando’.

    Os autores do estudo sugerem que essa divisão da mensagem em modo e direção pode ser uma das características universais da linguagem humana. A maioria das línguas aproveita essa divisão e exprime esses dois fragmentos de mensagem com duas palavras separadas (‘O gato desce rolando’). O interessante é que as crianças, ao aprenderem o ISN, não foram ‘ensinadas’ sobre esse fato. Foram elas mesmas que desenvolveram essa e outras características para o ISN, enriquecendo, assim, o sistema que receberam e que ainda não era uma língua completa.

    Linguistas acreditam que a divisão-direção modo é um dos elementos que compõem o conhecimento inato que facilita a aquisição de uma língua, seja ela falada, seja de sinais. Há quem sugira que, sem esse conhecimento, nem mesmo seria possível adquirir qualquer língua. Segundo o linguista norte-americano Noam Chomsky, essa capacidade inata para a aprendizagem de uma língua reside no chamado dispositivo de aquisição de linguagem, parte do cérebro que se atrofia com a idade. Não podendo contar com o apoio desse dispositivo, pessoas adultas que aprendem línguas estrangeiras têm dificuldades em assimilar os detalhes da gramática. Assim, aprendizes estrangeiros com pouca competência na gramática portuguesa podem não ver muita diferença entre as frases ‘O bispo voltou a se divertir’ e ‘O bispo voltou sem se divertir’.

    Analogamente, os pais que aprendem ISN para poder conversar com seus filhos surdos nunca chegam ao nível de falante materno e, aos olhos dos surdos, cometem erros semelhantes àqueles que estrangeiros costumam cometer ao tentar falar, por exemplo, o português.

    O excelente trabalho de Senghas e colegas não só mostra algo que pode ser um ingrediente básico de nossa linguagem, mas também capta um momento no qual ele é acrescentado à sopa primordial no nascimento espontâneo de uma língua humana. 

SZCZESNIAK, K. Nascimento de uma língua. In: Revista Ciência Hoje [CH 210]. Último acesso: 09 de junho de 2023. Disponível em: <https://cienciahoje.org.br/artigo/nascimento-deuma-lingua//> (Adaptado).

“Crianças surdas da Nicarágua mostraram uma habilidade inata quando inventaram uma língua de sinais rica e complexa”. 


Assinale a alternativa que reescreve, sem prejuízo semântico, o trecho acima destacado. 

Alternativas
Respostas
881: A
882: A
883: C
884: D
885: B
886: E
887: B
888: B
889: D
890: A
891: A
892: C
893: D
894: A
895: D
896: B
897: C
898: D
899: B
900: A