Questões de Concurso
Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português
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Julgue o item que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.
Estariam preservadas a correção gramatical do texto e a coerência de suas ideias caso o trecho “existia uma série de ações deliberadas” (segundo período do segundo parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: existiam ações deliberadas.
Julgue o item que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.
A correção gramatical e a coerência do texto seriam mantidas caso se substituísse o trecho inicial “Entre as décadas de 1890 e 1930” (primeiro período do primeiro parágrafo) por Da década de 1890 à de 1930.
Julgue o item que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.
A correção gramatical e a coerência do texto seriam mantidas caso o trecho “passaram a ser consideradas” (terceiro período do segundo parágrafo) fosse substituído por foram consideradas.
A redação da frase acima permanecerá coerente e correta na seguinte reconstrução:
A ampliação da educação também fez aumentar o número dos que desejavam seguir estudando na idade adulta, mas não queriam ser monges isolados em conventos. O mundo das ideias não pôde esperar, e as universidades surgiram em nome do saber livre, criativo, sem apego a dogmas ou a métodos.
As universidades são a resposta pós-conventos, ante as novas exigências. Ao longo de mil anos, essa nova instituição sobreviveu ajustando-se às mudanças e exigências do mundo. Mudanças nos métodos de ensino e pesquisa, nos conteúdos da vida intelectual e exigências de novos saberes para entender e mudar o mundo. A universidade evoluiu científica e tecnicamente, departamentalizada, ajustada ao mercado, sempre em movimento, conforme o momento. Mas ela pouco mudou naquelas características básicas surgidas em Bolonha, Paris, Oxford no começo do segundo milênio.
Para o terceiro milênio, ela deverá mudar, não apenas se ajustando, mas se transformando radicalmente, para atender à nova realidade técnica e às novas exigências que o mundo impõe às ideias.
O desafio da universidade para as próximas décadas é maior do que mudar, é evoluir. Maior do que reformar, é inventar. Mais do que se ajustar aos tempos atuais, ela precisa inventar uma instituição nova, tão diferente da atual quanto ela foi dos conventos nos tempos da sua origem.
“A liberdade medieval”, disse o historiador Lord Acton, “difere da moderna nisto: a primeira depende de propriedade”. Mas a diferença é certamente uma diferença apenas em grau, não em espécie. O dinheiro pode ter menos influência num tribunal moderno do que num tribunal medieval. Mas e fora do tribunal? Fora, é verdade, estou legalmente livre para trabalhar ou não trabalhar, como eu bem escolher, porque não sou um servo. Estou legalmente livre para viver aqui em vez de lá, porque não estou preso à terra. Eu sou livre, dentro de limites razoáveis, para me divertir como eu bem quiser. Estou legalmente livre para casar-me com qualquer pessoa; nenhum lorde me obriga a casar-me com uma garota ou viúva da mansão senhorial. A lista de todas as minhas liberdades legais ocuparia páginas e mais páginas datilografadas. Ninguém, em toda a história, foi tão livre quanto eu sou agora.
Mas vejamos o que acontece se eu tento fazer uso da minha liberdade legal. Não sendo um servo, eu resolvo parar de trabalhar; como resultado, começo a passar fome na próxima segunda-feira. Não sendo ligado à terra, eu opto por viver em Grosvenor Square e Taormina; infelizmente, o aluguel da minha casa em Londres equivale ao quíntuplo da minha renda anual. Não sendo submetido às perseguições de intrometidos eclesiásticos, eu decido que seria agradável levar uma jovem ao hotel Savoy para desfrutarmos de um jantar; mas não tenho roupas adequadas, e acabo gastando mais no entretenimento da minha noite do que consigo ganhar em uma semana.
Todas as minhas liberdades legais acabam sendo, na prática, tão estreitamente dependentes de propriedade como eram as liberdades dos meus antepassados medievais. Os ricos podem comprar vastas quantidades de liberdade; os pobres precisam se virar sem ela, muito embora, por lei e teoricamente, eles tenham tanto direito à mesma quantidade de liberdade quanto têm os ricos.
Aldous Huxley. Apontamentos sobre a liberdade e as fronteiras da terra prometida. In: Música na noite e outros ensaios. Tradução: Rodrigo Breunig. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2014 (com adaptações).
Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do texto, o vocábulo ‘difere’ (primeiro período do texto) poderia ser substituído por diferencia-se.
“A liberdade medieval”, disse o historiador Lord Acton, “difere da moderna nisto: a primeira depende de propriedade”. Mas a diferença é certamente uma diferença apenas em grau, não em espécie. O dinheiro pode ter menos influência num tribunal moderno do que num tribunal medieval. Mas e fora do tribunal? Fora, é verdade, estou legalmente livre para trabalhar ou não trabalhar, como eu bem escolher, porque não sou um servo. Estou legalmente livre para viver aqui em vez de lá, porque não estou preso à terra. Eu sou livre, dentro de limites razoáveis, para me divertir como eu bem quiser. Estou legalmente livre para casar-me com qualquer pessoa; nenhum lorde me obriga a casar-me com uma garota ou viúva da mansão senhorial. A lista de todas as minhas liberdades legais ocuparia páginas e mais páginas datilografadas. Ninguém, em toda a história, foi tão livre quanto eu sou agora.
Mas vejamos o que acontece se eu tento fazer uso da minha liberdade legal. Não sendo um servo, eu resolvo parar de trabalhar; como resultado, começo a passar fome na próxima segunda-feira. Não sendo ligado à terra, eu opto por viver em Grosvenor Square e Taormina; infelizmente, o aluguel da minha casa em Londres equivale ao quíntuplo da minha renda anual. Não sendo submetido às perseguições de intrometidos eclesiásticos, eu decido que seria agradável levar uma jovem ao hotel Savoy para desfrutarmos de um jantar; mas não tenho roupas adequadas, e acabo gastando mais no entretenimento da minha noite do que consigo ganhar em uma semana.
Todas as minhas liberdades legais acabam sendo, na prática, tão estreitamente dependentes de propriedade como eram as liberdades dos meus antepassados medievais. Os ricos podem comprar vastas quantidades de liberdade; os pobres precisam se virar sem ela, muito embora, por lei e teoricamente, eles tenham tanto direito à mesma quantidade de liberdade quanto têm os ricos.
Aldous Huxley. Apontamentos sobre a liberdade e as fronteiras da terra prometida. In: Música na noite e outros ensaios. Tradução: Rodrigo Breunig. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2014 (com adaptações).
Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Dada a relação de contraste estabelecida entre as duas primeiras orações do último período do texto, seria coerente e gramaticalmente correto inserir, entre vírgulas, a expressão não obstante logo após “pobres”.
A inteligência artificial (IA) generativa cresce exponencialmente, promovendo benefícios que vão da automatização de processos à geração de insights estratégicos. No entanto, essa expansão também amplia os desafios da segurança cibernética, de modo que se torna essencial a adoção de medidas preventivas.
A Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) aponta que os crimes cibernéticos aumentaram 45% no Brasil em 2024. Isso significa que uma em cada quatro pessoas é alvo de golpes. Hackers estão se adaptando e usando IA para criar ataques mais sofisticados e difíceis de identificar.
Um exemplo de ataque mais sofisticado e difícil de identificar é o que ocorre por meio do uso das deepfakes, tecnologia que se vale da IA para criar imagens e áudios falsos que parecem reais. Segundo a Sumsub, plataforma de verificação de identidade, essa prática cresceu 830% no Brasil entre 2022 e 2023. Trata-se de uma tática para manipular informações, explorar a credibilidade de figuras públicas e induzir fraudes. Não à toa, as imagens de pessoas famosas e celebridades são muito utilizadas por criminosos nessa abordagem.
Os ataques de phishing também se tornaram mais sofisticados. A consultoria de cibersegurança Redbelt Security estima que mais de 3,5 milhões de brasileiros tenham sido vítimas desse tipo de golpe em 2023. O crescimento de dispositivos conectados e da coleta constante de dados sensíveis aponta, mais do que nunca, para a necessidade de uma proteção digital reforçada.
Internet: <olhardigital.com.br> (com adaptações).
Julgue o item que se segue, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto apresentado.
A substituição de “Isso” (segundo período do segundo parágrafo) por O que prejudicaria a correção gramatical do texto.
Julgue o seguinte item, referente a aspectos linguísticos do texto CB2A1.
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados se o trecho “idealizado por ela e produzido pelo Museu Ciência e Vida e pela Fundação CECIERJ” (primeiro período do quinto parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira: que ela idealizou e o Museu Ciência e Vida e a Fundação CECIERJ produziram.
Julgue o item seguinte, relativo ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.
Estariam preservados a correção gramatical e os sentidos do texto caso, no segundo período do quarto parágrafo, o segmento “em 2024” fosse deslocado para imediatamente depois de “feito”.
Julgue o item seguinte, relativo ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.
O último período do quarto parágrafo poderia ser reescrito, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: Outro ponto preocupante é o aumento da vulnerabilidade à desinformação e a fraudes causado pela falta de letramento digital.
Julgue o item seguinte, relativo ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.
Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, o segmento “88% da população urbana está conectada” (segundo período do segundo parágrafo) poderia ser assim reescrito: 88% dos habitantes das cidades estão conectados.
Julgue o item seguinte, relativo ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.
No primeiro período do segundo parágrafo, a substituição de “no que se refere” por devido manteria a correção gramatical e os sentidos do texto.
Julgue o item seguinte, relativo ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso se substituísse o verbo “usufruir” (segundo período do primeiro parágrafo) por desfrutar.
Julgue o item seguinte, relativo ao vocabulário e a outros aspectos linguísticos do texto CB1A1.
No segundo período do primeiro parágrafo, a supressão do segundo travessão não prejudicaria a correção gramatical do texto nem as relações sintáticas estabelecidas entre os termos da primeira oração.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Trabalho infantil: crianças impedidas em nome da sobrevivência
O trabalho infantil expõe a desigualdade e a indiferença ao direito de ser criança. “O trabalho infantil impede que crianças desenvolvam, em toda potência, suas habilidades e capacidades em um contexto saudável. Consiste na violação à regra constitucional de prioridade absoluta à garantia dos direitos às crianças e aos adolescentes. As consequências geram efeitos para toda a vida, alimentando o ciclo de pobreza e exclusão social”, ressalta Mariana Zan, advogada do Instituto Alana.
Segundo relatórios, 160 milhões de crianças e adolescentes vivem atualmente em situação de trabalho infantil no mundo, sendo cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. Mais da metade tem entre 5 e 11 anos. Os números reforçam a cultura de que é normal crianças trabalharem para sobreviver. Vê-se que a sociedade ignora o direito à infância. No interior do Pará, encontramos o caso de Vilciney Silva. “Com nove anos, eu ia para a feira vender coxinha de manhã e pamonha à tarde. Nos fins de semana, eu vendia amendoim nas festas. Morava com meus avós e não tinha tempo para brincar nem estudar. A gente tinha que existir e se alimentar”, conta.
Hoje, pai de três meninos, faz questão de brincar quando estão juntos. Para ele, é o momento de alegria que descobriu já adulto. O trabalho durante a infância não era uma opção. Tinha que fazer. “Eu me questionava se ia conseguir as coisas sem a escola. Mas entre estudar e ter comida, a fome falava mais alto”, diz. Prestes a terminar o curso de licenciatura em Educação do Campo, ele quer seguir os estudos e fazer mestrado. Os sonhos do menino que trabalhava na feira foram adiados por muito tempo. “Percebi a necessidade de estudar e que, para o pobre, as dificuldades sempre acontecem, mas a gente não tem que desistir”, conclui.
(Célia Fernanda Lima. “Trabalho infantil: crianças impedidas em nome da sobrevivência”. Lunetas. 13.06.2022. Adaptado)
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, o vocábulo “houvesse” (terceiro período do segundo parágrafo) poderia ser substituído por tivesse.
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
No trecho “mais interessante do que uma sociedade” (último período do texto), o termo “do” poderia ser eliminado sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto.
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
A correção gramatical e os sentidos originais do texto seriam mantidos caso o termo “dos”, em “respeito dos vizinhos” (segundo período do segundo parágrafo), fosse substituído por aos.