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Questões de Concurso Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.448 questões

Q2743180 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 8 a 13.


Texto 02


Por que, com o tempo, os pães endurecem e os biscoitos amolecem?


1-------Alguns alimentos têm as características modificadas quando entram em contato com o ar

2--porque ocorre uma troca de umidade. Os pães ficam duros porque têm muita água, e os biscoitos

3--amolecem devido ao fato de quase não levarem água.

4-------"Isso decorre da própria diferença na composição desses produtos", afirma a química Cláudia

5--Moraes de Rezende, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O biscoito que fica exposto

6--ao ar absorve a umidade e perde a crocância. Em comparação, o pão francês tende a perder água e

7--ficar duro. A quantidade de açúcar, existente na composição de pães e biscoitos, também faz

8--diferença. "Os biscoitos têm bastante, o que favorece a absorção de água. Já o pãozinho tem pouco

9--açúcar e bastante amido. Este último sofre modificações na sua organização estrutural, que

10--estimulam o endurecimento", diz. Para não perder o apetite na hora do lanche, nada melhor do que

11--devorar o pão francês bem quentinho, assim que ele chegar da padaria. Quanto aos biscoitos, a dica

12--é mantê-los guardados na embalagem, em pote de vidro ou dentro da geladeira à espera de serem

13--consumidos.


Galileu, São Paulo, n. 214, p. 30, maio 2009.

Em relação às estruturas, às ideias e à descrição gramatical do Texto 02, assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q2741519 Português

Instrução: As questões 06 a 10 referem-se ao texto abaixo


A língua do Brasil amanhã


  1. ____Ouvimos com frequência opiniões alarmantes a
  2. respeito do futuro da nossa língua. ___ vezes se diz
  3. que ela vai simplesmente desaparecer, em benefício de
  4. outras línguas supostamente expansionistas (em especial
  5. o inglês, atual candidato número um a língua universal);
  6. ou que vai se “misturar” com o espanhol, formando o
  7. “portunhol”; ou, simplesmente, que vai se corromper
  8. pelo uso da gíria e das formas populares de expressão
  9. (do tipo: o casaco que cê ia sair com ele tá rasgado).
  10. Aqui pretendo trazer uma opinião mais otimista: a
  11. nossa língua, estou convencido, não está em perigo de
  12. desaparecimento, muito menos de mistura. Por outro
  13. lado (e não é possível agradar a todos) acredito que
  14. nossa língua está mudando, e certamente não será a
  15. mesma dentro de vinte, cem ou trezentos anos.
  16. ____O que é que poderia ameaçar a integridade ou
  17. a existência da nossa língua? Um dos fatores,
  18. frequentemente citado, é a influência do inglês – o
  19. mundo de empréstimos que andamos fazendo para
  20. nos expressarmos sobre certos assuntos.
  21. ____Não se pode negar que o fenômeno existe; o que
  22. mais se faz hoje em dia é surfar, deletar ou tratar do
  23. marketing. Mas isso não significa o desaparecimento
  24. da língua portuguesa. Empréstimos são um fato da
  25. vida e sempre existiram. Hoje pouca gente sabe disso,
  26. mas avalanche, alfaiate, tenor e pingue-pongue
  27. são palavras de origem estrangeira; hoje já se
  28. naturalizaram, e certamente ninguém vê ameaça
  29. nelas. Afinal de contas, quando se começou a jogar
  30. aquela bolinha em cima da mesa, precisou-se de um
  31. nome; podíamos dizer tênis de mesa, e alguns tentaram,
  32. mas a palavra estrangeira venceu – só que virou
  33. portuguesa, hoje vive entre nós como uma imigrante já
  34. casada, com filhos brasileiros etc. Perdeu até o sotaque.
  35. ____Quero dizer que não há o menor sintoma de que os
  36. empréstimos estrangeiros estejam causando lesões na
  37. língua portuguesa; a maioria, aliás, desaparece em
  38. pouco tempo, e os que ficam se assimilam. Como toda
  39. língua, o português precisa crescer para dar conta das
  40. novidades sociais, tecnológicas, artísticas e culturais; e
  41. pode aceitar empréstimos – ravióli, ioga, chucrute,
  42. balé – e também pode (e com maior frequência)
  43. criar palavras a partir de seus próprios recursos –
  44. como computador, ecologia, poluição – ou então esten-
  45. der o uso de palavras antigas a novos significados –
  46. executivo ou celular, que significam coisas hoje que
  47. não significavam ___ vinte anos. Isso está acontecendo
  48. a todo o tempo com todas as línguas, e nunca levou
  49. nenhuma delas ___ extinção.

Adaptado de PERINI, M. A. A língua do Brasil amanhã

e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.

Páginas 11-14.

O autor apresenta o casaco que cê ia sair com ele tá rasgado (l. 09) como exemplo de uso de gírias e expressões populares. Assinale a alternativa que apresenta uma possível reescrita dessa frase, de acordo com a norma culta da língua portuguesa.

Alternativas
Q2741100 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Sentimentos Femininos


  1. Se estou conversando com uma mulher e os olhos dela se enchem de lágrimas – isso acontece
  2. frequentemente com amigas, colegas de trabalho e namoradas – tenho a sensação, tristíssima, de ser um
  3. humano defeituoso. É como se faltasse alguma coisa em mim que me impedisse de expressar meus
  4. sentimentos e emoções da mesma forma. Enquanto elas choram, abraçam, suspiram, tremem, riem, gritam
  5. e coram, eu tenho apenas o silêncio constrangido ou a racionalidade. Diante da algaravia exuberante dos
  6. sentimentos femininos, quase nada.
  7. A sensação não é minha apenas. A perplexidade dos homens frente ao repertório de emoções das
  8. mulheres é antiga e disseminada. Meu sentimento mais comum é de inveja – como elas conseguem ir tão
  9. fundo e tão rápido dentro de si mesmas, enquanto eu me sinto preso numa espécie de insensibilidade? –
  10. mas é possível também ter medo e raiva. É fácil ser frustrado ou afogado por essa aluvião de emoções. É
  11. comum que, por causa de sentimentos ou da ausência deles, a conversa entre homens e mulheres
  12. descambe para a mútua incompreensão.
  13. Houve um tempo, que terminou recentemente, em que era possível passar a vida no universo
  14. seguro das emoções masculinas. Nós ditávamos o mundo e estabelecíamos as regras de acordo com a
  15. nossa objetividade. Fora da intimidade do casal ou da família, não havia espaço para o vasto vocabulário
  16. das sensações femininas. Agora, isso mudou. As emoções das mulheres transbordaram para fora do
  17. ambiente doméstico e exigem ser levadas a sério. Isso criou, para todos nós, um mundo mais justo, mas
  18. muito mais complicado.
  19. Antes, uma mulher chorando no trabalho era motivo de escárnio e piada. Agora, é pelo menos tão
  20. sério quanto um cara esbravejando. Chefes perplexos passam horas administrando mágoas, inseguranças e
  21. ressentimentos que não são capazes de entender. É um mundo novo de sutilezas e sensibilidades que se
  22. impôs, a despeito da resistência dos homens. Se pudessem, eles diriam ___ mulheres que parassem de mimi-
  23. mi e voltassem ao trabalho, mas não podem. Elas conquistaram o direito de ser elas mesmas durante o
  24. expediente. Portanto, há que sentar, ouvir, conversar e acomodar sentimentos que aos homens,
  25. frequentemente, parecem exagerados e injustos, mas que se tornaram parte da realidade. Os homens - ao
  26. menos esta geração de homens - não compreendem, apenas aceitam. Este é outro motivo pelo qual as
  27. mulheres tendem ___ prosperar nas organizações modernas. Elas compreendem, e compreensão tornou-se
  28. essencial a qualquer projeto.
  29. Fora do trabalho, quando as pessoas não têm obrigação de se entender, as coisas se tornaram
  30. ainda mais difíceis. As mulheres querem colocar seus sentimentos na mesa e nós, homens, reagimos. Não é
  31. apenas o fiu-fiu que incomoda as moças nas calçadas e que os homens terão de aprender a suprimir. Há
  32. coisas mais sutis que emperram o convívio.
  33. É óbvio que um mundo que responda aos sentimentos de metade da população é um mundo mais
  34. justo. É evidente, até para o mais xucro dos homens, que não se pode construir uma sociedade, uma
  35. família ou uma relação de casal harmônicas ignorando a sensibilidade feminina. As mulheres oferecem ao
  36. planeta um olhar sutil, capaz de distinguir matizes de sentimentos e sensações que a cultura masculina não
  37. percebe. Com esse olhar ganha-se inteligência, amplitude e profundidade, mas não só. Há confusão
  38. também.
  39. A cultura em preto e branco do universo masculino funciona como proteção. A objetividade é um
  40. escudo contra o caos dos sentimentos. A cultura feminina permite a expressão de um leque maior de
  41. emoções e a percepção de um mundo mais complexo em seus detalhes, mas tem um lado B. Como se
  42. desliga a sensibilidade quando ela começa a se tornar autodestrutiva? Como se faz para lidar de forma
  43. organizada com o mundo exterior quando uma multidão de vozes contraditórias grita dentro de nós,
  44. exigindo expressão?
  45. O silêncio interior dos homens é uma coisa triste – como as lágrimas das mulheres frequentemente
  46. me fazem notar - mas ele permite ouvir o mundo com mais clareza. É um mundo mais simples esse que os
  47. homens habitam e enxergam, mas ele vem funcionando há milênios. Agora, as mulheres nos propõem o
  48. desafio de fazer funcionar um mundo mais parecido com elas – com mais cores, mais dimensões, mais
  49. detalhes e muitos mais sentimentos. Não vai ser fácil, mas não há alternativa. O mundo que os homens
  50. construíram ___ sua imagem e semelhança está ruindo. É necessário começar um mundo novo.


(Ivan Martins – Revista Época, 9 de março de 2016 – disponível em http://www.epoca.globo.com - adaptação)

Assinale a alternativa na qual o vocábulo possa substituir a palavra “algaravia” (l. 05) sem alterar o sentido do período (desconsidere o emprego de palavras masculinas ou femininas).

Alternativas
Q2741099 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Sentimentos Femininos


  1. Se estou conversando com uma mulher e os olhos dela se enchem de lágrimas – isso acontece
  2. frequentemente com amigas, colegas de trabalho e namoradas – tenho a sensação, tristíssima, de ser um
  3. humano defeituoso. É como se faltasse alguma coisa em mim que me impedisse de expressar meus
  4. sentimentos e emoções da mesma forma. Enquanto elas choram, abraçam, suspiram, tremem, riem, gritam
  5. e coram, eu tenho apenas o silêncio constrangido ou a racionalidade. Diante da algaravia exuberante dos
  6. sentimentos femininos, quase nada.
  7. A sensação não é minha apenas. A perplexidade dos homens frente ao repertório de emoções das
  8. mulheres é antiga e disseminada. Meu sentimento mais comum é de inveja – como elas conseguem ir tão
  9. fundo e tão rápido dentro de si mesmas, enquanto eu me sinto preso numa espécie de insensibilidade? –
  10. mas é possível também ter medo e raiva. É fácil ser frustrado ou afogado por essa aluvião de emoções. É
  11. comum que, por causa de sentimentos ou da ausência deles, a conversa entre homens e mulheres
  12. descambe para a mútua incompreensão.
  13. Houve um tempo, que terminou recentemente, em que era possível passar a vida no universo
  14. seguro das emoções masculinas. Nós ditávamos o mundo e estabelecíamos as regras de acordo com a
  15. nossa objetividade. Fora da intimidade do casal ou da família, não havia espaço para o vasto vocabulário
  16. das sensações femininas. Agora, isso mudou. As emoções das mulheres transbordaram para fora do
  17. ambiente doméstico e exigem ser levadas a sério. Isso criou, para todos nós, um mundo mais justo, mas
  18. muito mais complicado.
  19. Antes, uma mulher chorando no trabalho era motivo de escárnio e piada. Agora, é pelo menos tão
  20. sério quanto um cara esbravejando. Chefes perplexos passam horas administrando mágoas, inseguranças e
  21. ressentimentos que não são capazes de entender. É um mundo novo de sutilezas e sensibilidades que se
  22. impôs, a despeito da resistência dos homens. Se pudessem, eles diriam ___ mulheres que parassem de mimi-
  23. mi e voltassem ao trabalho, mas não podem. Elas conquistaram o direito de ser elas mesmas durante o
  24. expediente. Portanto, há que sentar, ouvir, conversar e acomodar sentimentos que aos homens,
  25. frequentemente, parecem exagerados e injustos, mas que se tornaram parte da realidade. Os homens - ao
  26. menos esta geração de homens - não compreendem, apenas aceitam. Este é outro motivo pelo qual as
  27. mulheres tendem ___ prosperar nas organizações modernas. Elas compreendem, e compreensão tornou-se
  28. essencial a qualquer projeto.
  29. Fora do trabalho, quando as pessoas não têm obrigação de se entender, as coisas se tornaram
  30. ainda mais difíceis. As mulheres querem colocar seus sentimentos na mesa e nós, homens, reagimos. Não é
  31. apenas o fiu-fiu que incomoda as moças nas calçadas e que os homens terão de aprender a suprimir. Há
  32. coisas mais sutis que emperram o convívio.
  33. É óbvio que um mundo que responda aos sentimentos de metade da população é um mundo mais
  34. justo. É evidente, até para o mais xucro dos homens, que não se pode construir uma sociedade, uma
  35. família ou uma relação de casal harmônicas ignorando a sensibilidade feminina. As mulheres oferecem ao
  36. planeta um olhar sutil, capaz de distinguir matizes de sentimentos e sensações que a cultura masculina não
  37. percebe. Com esse olhar ganha-se inteligência, amplitude e profundidade, mas não só. Há confusão
  38. também.
  39. A cultura em preto e branco do universo masculino funciona como proteção. A objetividade é um
  40. escudo contra o caos dos sentimentos. A cultura feminina permite a expressão de um leque maior de
  41. emoções e a percepção de um mundo mais complexo em seus detalhes, mas tem um lado B. Como se
  42. desliga a sensibilidade quando ela começa a se tornar autodestrutiva? Como se faz para lidar de forma
  43. organizada com o mundo exterior quando uma multidão de vozes contraditórias grita dentro de nós,
  44. exigindo expressão?
  45. O silêncio interior dos homens é uma coisa triste – como as lágrimas das mulheres frequentemente
  46. me fazem notar - mas ele permite ouvir o mundo com mais clareza. É um mundo mais simples esse que os
  47. homens habitam e enxergam, mas ele vem funcionando há milênios. Agora, as mulheres nos propõem o
  48. desafio de fazer funcionar um mundo mais parecido com elas – com mais cores, mais dimensões, mais
  49. detalhes e muitos mais sentimentos. Não vai ser fácil, mas não há alternativa. O mundo que os homens
  50. construíram ___ sua imagem e semelhança está ruindo. É necessário começar um mundo novo.


(Ivan Martins – Revista Época, 9 de março de 2016 – disponível em http://www.epoca.globo.com - adaptação)

Desconsiderando o emprego de maiúsculas e minúsculas, o vocábulo “se” (l.01, 1ª ocorrência) insere a ideia de ____________ e poderia ser substituído por _____________, desde que ____________ alterações no período.

Alternativas
Q2738124 Português

TEXTO


Olivia


Querida Olivia Schmid, muito obrigado pela carta que você me mandou no hospital Pró−Cardíaco, quando soube que eu estava internado lá, na semana passada. Sua carta me emocionou, bem como as muitas mensagens que recebi de amigos e de desconhecidos como você, desejando meu restabelecimento.

O restabelecimento era garantido, pois eu estava nas mãos dos médicos Claudio Domenico, Marcos Fernandes, Aline Vargas, Felipe Campos e toda a retaguarda de craques do hospital, além do dr. Alberto Rosa e do dr. Eduardo Saad, que instalou no meu peito o marca−passo que, se entendi bem, vai me permitir competir nas próximas Olimpíadas.

Mas, infelizmente, não pude responder sua cartinha, porque você não colocou seu endereço. Só sei que você se chama Olivia (lindo nome), tem 10 anos, mora na Tijuca e cursa o quinto ano da Escola Municipal Friedenreich. E que gosta muito de ler.

Você me fez uma encomenda: pediu que eu escrevesse uma história sobre pessoas que não gostam de acordar cedo de manhã, como você. Vou escrever a história, Olivia, inclusive porque pertenço à mesma irmandade.

Concordo que não existe maldade maior do que tirar a gente do quentinho da cama com o pretexto absurdo de que é preciso ir à escola, trabalhar etc., todas essas coisas que não se comparam com o prazer de ficar na cama só mais um pouquinho.

Acho até que poderíamos formar uma associação de pessoas que pensam como nós, uma Associação dos que Odeiam Sair da Cama de Manhã (AOSCM). Poderíamos até fazer reuniões do nosso grupo — desde que não fossem muito cedo de manhã, claro.

Você me fez um pedido e eu vou fazer um a você, Olivia. Por favor, continue sendo o que você é. Não, não quero dizer leitora dos meus livros, se bem que isto também. Continue sendo uma pessoa que consegue emocionar outra pessoa com um simples ato de bondade, sem qualquer outro pretexto a não ser sua vontade de ser solidária.

Você deve ter notado que o pessoal anda muito mal− humorado, Olivia. Se desentendem e brigam porque um não tolera a opinião do outro. Conversa vira bate−boca, debate vira, às vezes, até troca de tapas.

Uma das crises em que o Brasil está metido é uma crise de civilidade. Não deixe que nada disso mude a sua maneira de ser, Olivia. O seu simples ato de bondade vale mais do que qualquer um desses discursos rancorosos. Animou meu coração mais do que um marca−passo.

O Brasil precisa muito de você, Olivia.

VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Olivia. Disponível em:

http://noblat.oglobo.globo.com/cronicas/noticia/2016/04/olivia.html.

Acessado em: 10 abr. 2016.

Analise as assertivas a seguir.


I. “em “Mas, infelizmente, não pude responder sua cartinha, porque você não colocou seu endereço.”, a palavra destacada poderia ser substituída por “pois”.

II. Em “O Brasil precisa muito de você, Olivia.”, o vocábulo destacado possui função sintática de aposto.

III. Levando−se em consideração a sílaba tônica do nome da interlocutora, conforme foi escrito pelo autor do texto, é correto afirmar que se trata de palavra paroxítona.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2736705 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


A inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho: um panorama positivo para uma mudança necessária


Jaques Haber


01 ___ É indiscutível a importância das contratações de profissionais com deficiência para a

02 economia do Brasil. Além da geração de emprego, a inclusão dessas pessoas no mercado de

03 trabalho contribui para trazer-lhes dignidade. Ao incluí-las, não estamos apenas ofertando um

04 salário, mas também a oportunidade de se reabilitarem socialmente e psicologicamente.

05 ___ É sabido que o exercício profissional traz consigo a interação com outras pessoas, o

06 sentimento de cidadão produtivo, a possibilidade de fazer amigos, de encontrar um amor, de

07 pertencer a um grupo social. Até o status adquirido junto _____ própria família muda para

08 melhor, sem contar que a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho contribui

09 para humanizar mais a empresa e enriquecer o ambiente corporativo com visões e experiências

10 diversificadas.

11 ___ Ao incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, configura-se um novo grupo de

12 consumidores, até então excluído da economia. Com a geração de renda, esse grupo passa a

13 consumir avidamente, já que apresenta muitas carências, desde elementos essenciais, como o

14 acesso a planos e serviços de saúde, até a concretização de desejos não tão de primeira ordem,

15 como a compra de um tablet ou um smartphones, por exemplo. Com a renda, essas pessoas

16 passam a circular mais, e isso ................. maior convivência com pessoas sem deficiência, o

17 que desperta a atenção para oportunidades de se criarem mais produtos, serviços e ambientes

18 que atendam às necessidades específicas dessa parcela da população.

19 ___ Nessa perspectiva, a inclusão de profissionais com deficiência no ambiente de trabalho cria

20 oportunidades, também, para as empresas gerarem mais negócios. Uma pessoa que está

21 acostumada a enfrentar desafios diários por falta de acessibilidade ou sensibilização da

22 população, em geral, .............. se adapta ao mundo do trabalho. Nesse sentido, essa pessoa

23 está mais preparada para lidar com situações críticas e a resolver problemas, além de trazer uma

24 visão diferente para o grupo, o que contribui para o processo de criação ou tomada de decisões.

25 ___ Em relação _____ qualificação das pessoas com deficiência, podemos afirmar que segue

26 basicamente o mesmo padrão da população brasileira em geral, e é falacioso generalizar a falta

27 de qualificação desse grupo. É fato que, por questões de exclusão histórica, há uma maioria

28 pouco qualificada, mas essa baixa qualificação também incide no restante da população e não

29 significa que não existam pessoas com deficiência qualificadas. Por exemplo: no banco de

30 currículos da i.Social, mais de 80% dos 30.000 profissionais cadastrados têm ao menos ensino

31 médio completo, e há muitos com graduação, mestrado e doutorado.

32 ___ Observamos, então, que o maior empecilho para a inclusão desses profissionais ainda é

33 cultural. Ou seja, as relações interpessoais ainda estão muito calcadas em estereótipos e

34 preconceitos, além do fato de as vagas oferecidas _____ essas pessoas ainda serem muito

35 operacionais e pouco atrativas. Os líderes e gestores das empresas ainda não consideram incluir

36 esses profissionais em cargos mais estratégicos, pois tendem a achar que são menos produtivos

37 ou geram mais custos com acessibilidade, o que não é verdade. Dessa forma, não é exagero

38 afirmar que a questão cultural ainda é o maior desafio. A falta de acessibilidade é reflexo da falta

39 de cultura inclusiva. Enquanto não transformarmos a mentalidade antiga de que as pessoas com

40 deficiência são menos qualificadas, menos produtivas e exigem muitos investimentos, não

41 daremos um salto de qualidade no processo de inclusão.


(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)


Considere as seguintes propostas de reformulação de passagens do texto:


I. Substituir o ponto que segue o vocábulo Brasil (l. 02) por “pois” entre vírgulas, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas.

II. Substituir a vírgula que segue o vocábulo avidamente (l. 13) por ponto, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas.

III. Substituir o ponto que segue o vocábulo qualificadas (l. 29) por ponto e vírgula, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas.

IV. Substituir a vírgula que segue o vocábulo estratégicos (l. 36) por dois pontos e eliminar a conjunção “pois”.


Quais acarretariam erro na estrutura do texto?

Alternativas
Q2733836 Português

Questões de 01 a 05

Texto para as questões de 01 a 05

O Coração Roubado

Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: O coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, Best-seller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, é tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos do recreio.

Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava O coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em cfasa sem ele. Ia informar a diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia estar segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.

Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro e depois ainda foi me abraçar...”

Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.

– Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.

– Por que não? É um ladrão!

– Mas quando pegou seu livro era criança.

– O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.

Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.

Certa vez tomaram a sua defesa:

– Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!

Quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles O coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos que não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna:

“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai.”

In: REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. Ática: São Paulo, 1994.

Em “Que toldara muito cedo minha crença na humanidade!”, o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido ao texto, por

Alternativas
Q2733624 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir e responda às questões de 01 a 07.


Reumatismo: dores crônicas que incapacitam os pacientes


1 A definição de reumatismo é abrangente. Trata-se de toda e qualquer afecção aguda, crônica,

caracterizada por dor articular ou outras alterações dos músculos e ossos. Na verdade, o que existe é um

grupo composto por mais de 100 enfermidades diferentes.

Algumas delas têm elevado potencial incapacitante – sendo a segunda principal causa de

5 afastamento de trabalho no Brasil, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e da Previdência

Social. No Brasil, 12 milhões de pessoas convivem com o problema. Engana-se quem imagina que a

doença esteja associada apenas aos idosos. Crianças e adultos jovens também podem sofrer com o

problema.

Doenças reumáticas podem afetar as articulações, os músculos, os ligamentos e os tendões. Ainda

10 podem comprometer o funcionamento de órgãos internos vitais, como o coração, o cérebro e os rins.

Entre as doenças mais conhecidas estão a fibromialgia, a artrite psoriásica e a artrite reumatoide.

Os sintomas costumam ser semelhantes. O diagnóstico é acompanhado por dor persistente nas

articulações, por mais de seis semanas, bem como vermelhidão, inchaço e calor. Muitas vezes, os

pacientes apresentam também dificuldades para se movimentar, principalmente pela manhã.

15 Há vários aspectos relacionados ao desenvolvimento ou agravamento das doenças reumáticas,

como fatores genéticos, traumatismos, obesidade, sedentarismo, fumo e depressão, entre outros. Em

casos como o da fibromialgia, fatores psicológicos podem estar ligados ao agravamento da doença.

“O que muitas vezes frustra os pacientes é que eles vão ao médico, fazem vários exames no corpo

todo e não encontram nada. Muitos acreditam que estão loucos, o que só faz aumentar a depressão e as

20 dores”, comenta a reumatologista Evelin Goldenberg. Nesses casos, o tratamento envolve uma equipe

multidisciplinar formada por fisioterapia, técnicas de relaxamento, apoio psicológico e acupuntura. [...]

As doenças reumáticas são crônicas, ou seja, não existe cura, apenas tratamentos que têm o

objetivo de limitar os sintomas. Seu forte potencial incapacitante pode obrigar um profissional a

abandonar a vida produtiva, assim como depender dos cuidados de familiares até para tarefas simples do

25 cotidiano ou contratar funcionários domésticos. [...]

Em alguns casos, é possível receber o auxílio da Previdência Social. “Mas, se o profissional é

autônomo, por exemplo, acaba perdendo sua fonte de renda e terá de viver com o suporte financeiro da

família”, analisa a reumatologista Lícia Mota. É muito comum que o enfermo seja o principal

responsável pela renda familiar, o que pode gerar uma situação difícil.

30 Especialistas concordam que a doença é altamente incapacitante, mas um tratamento

multidisciplinar pode fazer com que o paciente volte a realizar atividades cotidianas. “Ele precisa

reaprender a fazê-las. Esse aprendizado não é apenas um exercício individual, mas um esforço conjunto

de todos que estão ao seu redor”, pontua o terapeuta ocupacional Pedro Henrique Tavares, que atua junto

a pacientes reumatoides.


(Disponível em: http://m.correiodoestado.com.br/. Acesso em: 09/2016.)

No segmento O que muitas vezes frustra os pacientes é que eles vão ao médico, fazem vários exames no corpo todo e não encontram nada, o termo frustra (linha 18) pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por

Alternativas
Q2731888 Português

Em todas as frases abaixo o verbo dar foi empregado em lugar de outros de significado mais específico. A frase em que a substituição por esses verbos mais específicos foi feita de forma menos adequada é:


Alternativas
Q2731371 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.



Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo


Por Felipe Germano Bruno Garattoni

01 Mentir não faz o nariz crescer – mas pode ............, de outra forma, com o seu corpo. De

02 acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Londres, contar mentirinhas leves

03 provoca alterações físicas no cérebro, que se torna mais propenso __ optar por mentiras em

04 momentos importantes.

05 Quando contam alguma mentira, as pessoas geralmente se sentem um pouco mal. Essa

06 reação é provocada pela amígdala, uma região cerebral que também é ligada __ sensações de

07 medo, e funciona como uma espécie de freio natural, limitando a quantidade de mentiras que as

08 pessoas contam. Mas os cientistas descobriram que, se você contar uma sequência de pequenas

09 mentiras, sem muita importância (na linha ‘o seu penteado ficou ótimo’ ou ‘não vi o email’), esse

10 freio vai ficando mais fraco.

11 Para calcular isso, os pesquisadores reuniram 80 voluntários e escanearam o cérebro deles

12 enquanto eles jogavam um jogo. A brincadeira consistia em adivinhar quantas moedas havia em

13 um pote e transmitir, por meio de um computador, a estimativa a outra pessoa. O jogo tinha

14 várias modalidades. Numa delas, você era estimulado a dar uma ‘mentidinha’, superestimando a

15 quantidade de moedas do pote, ............ isso fazia você ganhar mais pontos, e a outra pessoa

16 menos. Conforme o jogo avançava, os voluntários eram estimulados a mentir cada vez mais – e a

17 atividade na amígdala se tornava cada vez menor. Era como se o cérebro estivesse se adaptando

18 ao ato de mentir.

19 “A amígdala limita a ................ do quanto mentimos”, diz a psicóloga Tali Sharot, líder do

20 estudo. “Mas essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a

21 uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras

22 maiores”, acredita.

23 Para os pesquisadores, a capacidade que o cérebro tem de se acostumar não se aplica

24 apenas __ mentiras. “Nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o

25 mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor __ riscos ou ter

26 comportamentos violentos”, afirma o cientista Neil Garrett, coautor do estudo.


(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro-revela-estudo/– Adaptação)

Em relação a palavras do texto, analise as seguintes propostas de substituição:


I. Na linha 03, se o advérbio ‘propenso’ fosse substituído por ‘inclinado’, o sentido da frase permaneceria o mesmo, assim como a estrutura sintática.

II. Na linha 14, a palavra ‘superestimando’ poderia ser substituída por ‘enaltecendo’ sem causar nenhum prejuízo ao sentido empregado no texto, visto que ambas têm como significado ‘estimar em excesso’.

III. Na linha 16, a palavra ‘estimulados’ (l. 16), ao ser substituída por ‘encorajados’, não provoca nenhuma alteração semântica e estrutural na frase.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2727471 Português

(Texto 01)


A economia mundial atingiu um nível de integração

tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-

camente a todos. A integração internacional está carregada de

vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos

mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos

financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos

para produtos que faltam internamente são algumas das van-

tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são

muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-

ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-

mente isolado.

Apesar das vantagens, a inserção internacional im-

põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais

estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-

nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos

produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário

internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar

para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-

veitar os bons ventos externos.

De saída, o país precisa melhorar sua política externa

e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-

tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.


(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)

Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho abaixo adaptado do Texto 01 está totalmente CORRETA:


“Hoje, é impossível que um país consiga desenvolver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economicamente isolado.”

Alternativas
Q2727470 Português

(Texto 01)


A economia mundial atingiu um nível de integração

tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-

camente a todos. A integração internacional está carregada de

vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos

mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos

financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos

para produtos que faltam internamente são algumas das van-

tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são

muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-

ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-

mente isolado.

Apesar das vantagens, a inserção internacional im-

põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais

estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-

nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos

produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário

internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar

para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-

veitar os bons ventos externos.

De saída, o país precisa melhorar sua política externa

e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-

tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.


(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)

Em relação às estruturas linguísticas do Texto 01, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2726351 Português

DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ENTRE CÉREBRO DE HOMENS E MULHERES PODE SER MITO, SUGERE ESTUDO COM NEUROIMAGENS


1 “O cérebro masculino é mais racional; o feminino, mais emotivo.” Quem já não ouviu esse senso comum? E, além

2 disso, há quem diga que homens são biologicamente mais propensos a seguir carreira na área das exatas e, as mulheres, no

3 campo das humanas. Um estudo feito na Universidade de Tel-Aviv, no entanto, sugere que essas percepções são superficiais

4 e, muito possivelmente, carregadas de vieses culturais. Com base no estudo de imagens do cérebro de mais de 1.400

5 pessoas, os cientistas descobriram que cérebros de homens e de mulheres compartilham uma miscelânea de formas, que

6 pareceriam variar mais de indivíduo para indivíduo do que de sexo para sexo.

7 Os neurocientistas encontraram algumas poucas diferenças estruturais. O hipocampo esquerdo – área associada

8 com a memória – costumava ser maior em homens, por exemplo. No entanto, houve uma quantidade significativa de

9 cérebros femininos em que essa região era do tamanho típico de um cérebro masculino. Por outro lado, em diversos

10 cérebros masculinos o hipocampo esquerdo era menor do que a média dos femininos.

11 Mas então por que homens e mulheres agem de forma tão diferente? Há base neurobiológica para isso? Segundo a

12 chefe de pesquisa, Daphna Joel, isso parece ser um mito. Sua equipe analisou dados sobre comportamentos estereotipados

13 de cada gênero, como jogar videogame e fazer artesanato. Os resultados também foram muito variados: apenas 0,1% dos

14 indivíduos tinha apenas comportamentos considerados femininos ou apenas comportamentos considerados masculinos.

15 Joel acredita que os resultados, publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences, são um primeiro passo para

16 revolucionar a forma como o cérebro é compreendido pela comunidade científica e as percepções sobre gênero.

Se no período “Um estudo feito na Universidade de Tel-Aviv, no entanto, sugere que essas percepções são superficiais e, muito possivelmente, carregadas de vieses culturais” (excerto do primeiro parágrafo) substituíssemos Um estudo por Estudos, quantas outras palavras teriam que sofrer alteração para que o período conservasse a correção gramatical?

Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRMV-MT Prova: Quadrix - 2016 - CRMV-MT - Serviços Gerais |
Q2725667 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Direitos dos animais: história do conceito


O debate sobre direitos dos animais no século XX pode ser traçado no passado, na história dos primeiros filósofos. No século VI a.C., Pitágoras, filósofo e matemático, já falava sobre respeito animal, pois acreditava na transmigração de almas. Aristóteles escreveu, no século IV a.C., argumentando que os animais estavam distantes dos humanos na Grande Corrente do Ser ou escala natural. Alegando irracionalidade, concluía que os animais não teriam interesse próprio, existindo apenas para benefício dos Seres Humanos.

O filósofo Ramon Bogéa, no século XV, afirmava que os animais deveriam ter direitos como os humanos. No século XVII, o filósofo francês René Descartes argumentou que animais não têm almas, logo não pensam e não sentem dor. Contra isso, Jean-Jacques Rousseau argumentou, no prefácio do seu Discursos sobre a Desigualdade (1754), que os seres humanos são animais, embora ninguém "exima-se de intelecto e liberdade".

Um contemporâneo de Rousseau, o escritor escocês John Oswald, que morreu em 1793, no livro The Cry of Nature or an Appeal to Mercy and Justice on Behalf of the Persecuted Animals, argumentou que um Ser Humano é naturalmente equipado de sentimentos de misericórdia e compaixão. "Se cada Ser Humano tivesse que testemunhar a morte do animal que ele come", argumentava ele, "a dieta vegetariana seria bem mais popular". A divisão do trabalho, no entanto, permite que o homem moderno coma carne sem passar pela experiência que Oswald chama de alerta para as sensibilidades naturais do Ser Humano, enquanto a brutalização do homem moderno faz dele um acomodado com essa falta de sensibilidade.

Mais tarde, no século XVIII, um dos fundadores do utilitarismo moderno, o filósofo britânico Jeremy Bentham, argumenta que a dor animal é tão real e moralmente relevante como a dor humana e que "talvez chegue o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os direitos dos quais jamais poderiam ter sido privados, a não ser pela mão da tirania". Bentham argumenta ainda que a capacidade de sofrer e não a capacidade de raciocínio deve ser a medida para como nós tratamos outros seres.

No século XIX, Arthur Schopenhauer argumenta que os animais têm a mesma essência que os humanos, a despeito da falta da razão. Embora considere o vegetarianismo como uma boa causa, não o considera moralmente necessário e assim posiciona-se contra a vivissecção, como uma expansão da consideração moral para os animais.

(Adaptado de wikipedia.org.br)

Observe a seguinte passagem do texto:


“Bentham argumenta ainda que a capacidade de sofrer e

não a capacidade de raciocínio deve ser a medida para

como nós tratamos outros seres.”


Agora, assinale a alternativa em que a passagem tenha sido reescrita sem significativa alteração de sentido e respeitando a Norma Culta da língua.

Alternativas
Q2724169 Português

Em uma matéria de teor jurídico sobre responsabilidade objetiva indireta, entendida como aquela em que alguém assume as consequências dos atos de alguém que está sob sua responsabilidade, lemos o seguinte título/chamada: “MEU FILHO QUEBROU A JANELA DO VIZINHO”.


Disponível em: <http://dcfreitasdireito.jusbrasil.com.br/artigos/323386067/meu-filho-quebrou-a-janela-do-vizinho>. Acesso em: 12 jul. 2016.



Na reescrita dessa oração para a voz passiva, evidencia-se que:

Alternativas
Q2722987 Português

Atenção: Leia o poema abaixo para responder às questões de números 22 a 25.


Descobrimento

Abancado à escrivaninha em São Paulo

Na minha casa da rua Lopes Chaves

De supetão senti um friúme por dentro.

Fiquei trêmulo, muito comovido

Com o livro palerma olhando pra mim.

Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!

muito longe de mim

Na escuridão ativa da noite que caiu

Um homem pálido magro de cabelo que escorria nos olhos,

Depois que fez uma pele com a borracha do dia,

Faz pouco se deitou, está dormindo.

Esse homem é brasileiro que nem eu.


(Adaptado de: ANDRADE, Mário de. Clã do Jabuti)

Uma redação alternativa para um trecho do poema encontra-se em:

Alternativas
Q2722921 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 11.


Diminuto feito grão de poeira, mera mancha de caneta, migalha no teclado, o ponto final é o sumo magistrado de nossos sistemas de escrita, ainda à espera de ser cantado em verso. Sem ele, não haveria fim para o sofrimento do jovem Werther e as viagens do hobbit jamais se completariam. Sua presença permitiu que Henri Michaux comparasse nossa essência a “um ponto que a morte devora”.

Ele coroa o pensamento que se completa, propicia a quimera de uma conclusão e guarda certa altivez que, como a de Napoleão, provém de seu tamanho minúsculo. Ansiosos por seguir em frente, não precisamos de nada que assinale o início, mas precisamos saber onde parar: esse pequeno memento mori, “lembrança da morte”, faz recordar que para tudo há de ter um fim, inclusive para nós mesmos. Como um professor sugeriu, um ponto final é “sinal de um sentido que se perfaz e de uma frase perfeita”.

A necessidade de indicar o fim de uma frase escrita é talvez tão velha quanto a própria escrita, mas a solução, sucinta e prodigiosa, não se estabeleceu até o Renascimento italiano. Por séculos, a pontuação fora assunto irremediavelmente errático.

Já no século I d.C., Quintiliano propunha que a frase além de expressar uma ideia completa devia ainda ser pronunciada de um só fôlego. Por muito tempo os escribas pontuaram os textos com todo o tipo de sinais e símbolos, de um simples espaço em branco a toda uma variedade de pontos e barras.

No começo do século 5 d. C., São Jerônimo, tradutor da Bíblia, concebeu um sistema que assinalava cada unidade de sentido por meio de uma letra que avançava para fora da margem, como indicando um novo parágrafo.

Três séculos mais tarde, o “ponto” era usado para indicar tanto uma pausa no interior da frase como o fim da frase propriamente dito. Valendo-se de convenções tão confusas assim, os escritores não tinham como esperar que o público lesse determinado texto conforme as intenções do autor.

Então, no ano de 1556, Aldo Manuzio, o Jovem, em seu manual de pontuação, Interpungendi ratio, caracterizou pela primeira vez a função e o aspecto definitivo do ponto final. Queria escrever um manual para tipógrafos; não tinha como saber que legava a nós as dádivas de sentido e música de toda a literatura por vir.


(Adaptado de: MANGUEL, A. “Ponto final”, Serrote, jul. 2012)

Ele coroa o pensamento que se completa... (2º parágrafo)


Uma escrita alternativa para o segmento acima, em que se preserva, em linhas gerais, o sentido, encontra-se em:

Alternativas
Q2722772 Português

No trabalho, uma mesa atrolhada é mal interpretada pelos chefes - foi o que apontou a pesquisa da empresa Robert Half, nos EUA: um terço dos gestores consultados acredita que uma bancada desorganizada coloca em xeque habilidades e eficácia de um colaborador.

Assinale a alternativa que não corresponde ao sinônimo de “coloca em xeque”:

Alternativas
Q2721282 Português

O sino de ouro


Contaram-me que, no fundo do sertão de Goiás, numa localidade de cujo nome não estou certo, mas acho que é Porangatu, que fica perto do rio de Ouro e da serra de Santa Luzia, ao sul da serra Azul – mas também pode ser Uruaçu, junto do rio das Almas e da serra do Passa Três ( minha memória é traiçoeira e fraca; eu esqueço os nomes das vilas e a fisionomia dos irmãos; esqueço os mandamentos e as cartas e até a amada que amei com paixão) – mas me contaram em Goiás, nessa povoação de poucas almas, as casas são pobres e os homens pobres, e muitos são parados e doentes e indolentes, e mesmo a igreja pequena, me contaram que aí tem – coisa bela e espantosa – um grande sino de ouro.

Lembrança de antigo esplendor, gesto de gratidão, dádiva ao Senhor de um grã-senhor – nem Chartres, nem Colônia, nem São Pedro ou Ruão, nenhuma catedral imensa com seus enormes carrilhões tem nada capaz de um som tão lindo e puro como esse sino de ouro, de ouro catado e fundido na própria terra goiana nos tempos de antigamente.

É apenas um sino, mas é de ouro. De tarde seu som vai voando em ondas mansas sobre as matas e os cerrados, e as veredas de buritis, e a melancolia do chapadão, e chega ao distante e deserto carrascal, e avança em ondas mansas sobre os campos imensos, o som do sino de ouro. E a cada um daqueles homens pobres ele dá cada dia sua ração de alegria. Eles sabem que de todos os ruídos e sons que fogem do mundo em procura de Deus – gemidos, gritos, blasfêmias, batuques, sinos, orações, e o murmúrio temeroso e agônico das grandes cidades que esperam a explosão atômica e no seu próprio ventre negro parecem conter o germe de todas as explosões – eles sabem que Deus, com especial delícia e alegria ouve o som alegre do sino de ouro perdido no fundo do sertão. E então é como se cada homem, o mais pobre, o mais doente e humilde, o mais mesquinho e triste, tivesse dentro da alma um pequeno sino de ouro.

Quando vem o forasteiro de olhar aceso de ambição e propõe negócios, fala em estradas, bancos, dinheiro, obras, progresso, corrução – dizem que esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento e indefinível sorriso e guardam um modesto silêncio. O forasteiro de voz alta e fácil não compreende; fica, diante daquele silêncio, sem saber que o goiano está quieto, ouvindo bater dentro de si, com um som de extrema pureza e alegria, seu particular sino de ouro. E o forasteiro parte, e a povoação continua pequena, humilde e mansa, mas louvando a Deus com sino de ouro. Ouro que não serve para perverter, nem o homem nem a mulher, mas para louvar a Deus.

E se Deus não existe não faz mal. O ouro do sino de ouro é neste mundo o único ouro de alma pura, o ouro no ar, o ouro da alegria. Não sei se isso acontece em Porangatu, Uruaçu ou outra cidade do sertão. Mas quem me contou foi um homem velho que esteve lá; contou dizendo: “eles têm um sino de ouro e acham que vivem disso, não se importam com mais nada, nem querem mais trabalhar; fazem apenas o essencial para comer e continuar a viver, pois acham maravilhoso ter um sino de ouro”.

O homem velho me contou isso com espanto e desprezo. Mas eu contei a uma criança e nos seus olhos se lia seu pensamento: que a coisa mais bonita do mundo deve ser ouvir um sino de ouro. Com certeza é esta mesma a opinião de Deus, pois ainda que Deus não exista ele só pode ter a mesma opinião de uma criança. Pois cada um de nós quando criança tem dentro da alma seu sino de ouro que depois, por nossa culpa e miséria e pecado e corrução, vai virando ferro e chumbo, vai virando pedra e terra, e lama e podridão.


(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas – 31ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010.)

A correção semântica é mantida se substituirmos o termo grifado em Quando vem o forasteiro de olhar aceso de ambição...” (4º§) por

Alternativas
Q2720799 Português

Texto para responder às questões de 8 a 10.

1 Cultura, pela definição clássica de Edward B. Tylor,

que é considerado o pai do conceito moderno de cultura, é

“aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as

4 crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os

outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como

membro da sociedade”.

7 A cultura de massa é aquela considerada, por uma

maioria, sem valor cultural real. Ela é veiculada nos meios

de comunicação de massa, produzida pela indústria cultural

10 e apreciada pela massa, a qual, é preciso dizer, não é uma

classe social. Esse termo se refere à maioria da população.

Cultura erudita, por sua vez, é aquela considerada

13 superior, normalmente apreciada por um público com maior

acúmulo de capital, e seu acesso é restrito a quem possui o

necessário para usufruir dela. A cultura erudita está muitas

16 vezes ligada a museus e obras de arte, óperas e espetáculos

de teatro.

Por último, há a cultura popular, que engloba

19 qualquer estilo musical e de dança, crença, literatura,

costumes, artesanatos e outras formas de expressão

transmitidas por um povo, por gerações, muitas vezes

22 oralmente. Essa cultura vem do povo, não é imposta por

uma indústria cultural ou por uma elite. Por exemplo, o

carnaval é uma festa da cultura popular brasileira.

Internet: http://www.portaleducacao.com.br/ (com adaptações)

Seria mantida a correção gramatical e o sentido do texto caso se substituísse

Alternativas
Respostas
3701: E
3702: C
3703: C
3704: A
3705: A
3706: A
3707: E
3708: C
3709: B
3710: C
3711: C
3712: A
3713: A
3714: B
3715: B
3716: A
3717: B
3718: D
3719: A
3720: D