Questões de Concurso
Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português
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Observe este período:
Por sua vez, compõe o núcleo desse modelo o princípio democrático e todos os direitos e liberdades que dele decorrem, sendo atribuído papel essencial à liberdade de voto do cidadão no processo eleitoral.
A reescrita desse período, além de estar gramaticalmente CORRETA, preserva os sentidos originais do texto em:
O rápido aumento das viagens para o exterior, impulsionado por tarifas aéreas baratas e férias anuais mais longas, estimulou o apetite pelo exótico. Em Bonn, Toronto e outras 50 cidades ocidentais, o número de restaurantes finos cresceu – na França e na Itália já havia vários. O banqueiro e a mulher, o advogado e a família, a diretora da escola e o marido, bem como todas as pessoas do mesmo estrato social, que na década de 1930 entravam em restaurantes somente para festas de casamento, passaram a sair para comer fora com estilo. Os almoços de negócios tornavam-se mais frequentes e mais longos. A moda de comer fora se popularizou graças à prosperidade crescente e às famílias menores, auxiliada também pelo enfraquecimento dos movimentos pela austeridade e abstinência, vigorosos até mesmo durante a década de 1930 em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e alguns outros. No ápice pela cruzada pela moderação, grupos de protestantes evitavam entrar em restaurantes ou hotéis que servissem refeições, para não verem sobre a mesa a imagem da tentação em forma de uma garrafa de vinho alemão ou francês. No fim do século, essa mudança profunda na maneira de as pessoas cozinharem e comerem, bem como em outros aspectos do dia a dia, encontrava-se em estágio avançado. No início do século, a cozinha era o centro de uma casa típica. Farinha, açúcar e alimentos básicos ficavam guardados em latas e tigelas, e das vigas pendiam réstias de cebola, ervas e carne defumada. Em fogões a lenha ou a carvão, praticamente todas as refeições eram preparadas e também se fervia a água para beber e lavar roupas. Grande parte da vida das mulheres se passava na cozinha, onde preparavam comida e faziam inúmeras outras tarefas. Em 2001, esse modo de vida tornava-se raro na Europa e em boa parte das Américas. A comida pronta, enlatada e congelada tomava conta das despensas. Fogões a gás ou elétricos e fornos de micro-ondas substituíam os antigos fogões e os estoques de carvão ou lenha. Foram mudanças extraordinárias, ocorridas rapidamente e experimentadas por cerca de metade dos lares em todo o mundo. (BLEINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 237).
A palavra “exótico”, utilizada pelo autor na linha 4 do texto, pode ser substituída por qual das palavras abaixo?
Leia o trecho de texto a seguir para responder às questões 12 e 13.
- Preconizo que um príncipe não tenha outro objeto de preocupações nem outros pensamentos
- a absorvê-lo, e que tampouco se aplique pessoalmente a algo que fuja aos assuntos da guerra
- e à organização e disciplina militares, porquanto apenas estes concernem à única arte atinente
- ao seu comando. [...] Essa arte é de tal importância [...] que não somente ela afirma no poder
- aqueles que têm o principado do berço, mas não raro faz com que homens em condição
- (fortuna) privada ascendam a esta dignidade.
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Porto Allegre: L&PM, 1999
Considerando o tema abordado e a tese defendida pelo autor, assinale a alternativa com a palavra adequada para substituir, no texto, sem prejuízo de sentido as palavras Preconizo (linha 1) e ascendam (linha 6).
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente
- A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
- anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
- cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
- que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
- que não têm.
- Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
- não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
- lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
- levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
- continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
- seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
- seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
- A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
- Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
- passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
- avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
- Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
- recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
- paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
- crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
- incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
- com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
- correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
- sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
- em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
- ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
- depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
- roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
- O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
- vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
- no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
- refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
- Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
- que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
- mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
- também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
- desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
- indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
- um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
- vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
- Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
- infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
- mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
- criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
- obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
- domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
- uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
- estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.
Na frase “Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se levantem e possam ir para a escola”, retirada do texto, qual das seguintes locuções conjuntivas poderia ser utilizada para substituir “para que”, de modo a preservar o sentido original da mensagem?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A diferença entre mimar um filho e torná-lo um incompetente
- A criação de um filho envolve questões bastante complexas. São muitos os pais que
- anseiam por manter seus filhos felizes. Na perseguição deste desejo, muitas vezes eles dão de
- cara com um paradoxo: quanto mais esforço fazem, menos alcançam o objetivo. As crianças
- que recebem mais mimos e considerações geralmente também são as que mais sofrem pelo
- que não têm.
- Dizem que as novas gerações “nasceram cansadas”. Muitas das crianças de hoje parecem
- não ter ideia do que significa um despertador. O alarme pode tocar mil vezes e elas ainda estão
- lá, como se nada tivesse acontecido. Os pais têm que chamá-las várias vezes para que elas se
- levantem e possam ir para a escola. Muitos pais sabem que isso não é correto. Ainda assim eles
- continuam a fazê-lo, presos na própria dinâmica que criaram. Talvez não queiram lidar com o
- seu filho, porque não se sentem com autoridade suficiente para fazê-lo. Ou carregam sobre
- seus ombros alguma culpa que não lhes pertence e tentam compensar sendo mais permissivos.
- A verdade é que muitas crianças de hoje em dia têm se tornado verdadeiros preguiçosos.
- Elas não fazem sua cama e não têm ideia do que fazer para que as roupas apareçam limpas e
- passadas. Às vezes, elas não são tão pequenas. Às vezes elas chegam __ idades bastante
- avançadas se comportando da mesma maneira. O que está acontecendo?
- Esse desejo de que a criança não passe por determinadas dificuldades se tornou muito
- recorrente entre alguns pais. Eles idealizam __ vida e a colocam em termos parecidos com um
- paraíso. Isso é o que querem para seus filhos, um paraíso colorido onde eles possam ir
- crescendo sem sobressaltos. Por isso constroem em casa uma espécie de “resort” com “tudo
- incluído”: pensão completa, sem necessidade de que tenham que se preocupar nem mesmo
- com “suas coisas”, para não falar das demais; comida quente, que deve ser deliciosa, ou então
- correm o risco de que a criança não queira comer e que a “pobrezinha” adoeça; cama macia e
- sempre feita. E a coisa não termina aí. Eles também ensinam a criança a conjugar o verbo pedir
- em todos os modos e tempos. Isso é o que a criança sabe fazer de melhor: pedir. É tudo o que
- ela tem que fazer para conseguir o que deseja. “Como não lhe dar o melhor smartphone se
- depois ela irá se sentir complexada com os seus colegas?”. “Como não comprar a melhor
- roupa? Não quero que digam que ‘anda como um indigente’”.
- O “eu não quero que meu filho passe pelo que eu passei” é um pensamento que inúmeras
- vezes tem conduzido – e continuará conduzindo – ao desastre. Não é uma maneira de educar
- no amor. Porque quando se diz que o amor fica satisfeito com a felicidade do outro, não se
- refere à preguiça do outro, mas a sua realização.
- Muitos pais têm medo de seus filhos. O medo é justificado, especialmente se considerarmos
- que as agressões físicas aos pais têm aumentado em todos os países do Ocidente. Em alguns
- mais, em outros menos, mas no geral as porcentagens já alcançam os dois dígitos. Muitos pais
- também não são capazes de tomar decisões sem primeiro consultar seu filho. O que resulta
- desse tipo de criação são pessoas basicamente inúteis. Mas não é só isso. Também se tornam
- indolentes, falsamente convencidas, intolerantes e egoístas. Exatamente o tipo de pessoas que
- um pai ou uma mãe não quer perto de seu filho. Exatamente o tipo de seres humanos que
- vivem sem utilidade, nem sequer para si mesmos.
- Os avós e bisavós utilizavam a “pedagogia do cinto”. Não ___ necessidade de converter as
- infâncias em um sofrimento para educar adultos responsáveis, na verdade é um caminho ainda
- mais censurável que o excesso de permissividade, porque coloca em perigo a integridade da
- criança. No entanto, em algo eles estavam certos: o pai ou a mãe são aqueles que têm a
- obrigação de tomar a decisão. Também tinham razão em envolver as crianças em tarefas
- domésticas e lhes delegar responsabilidades para serem cumpridas. Um pai abusivo resulta em
- uma criança diminuída. Um pai permissivo e obediente educa filhos inúteis. Um pai que sabe
- estabelecer e manter alguns limites com carinho cria filhos fortes.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/a-diferenca-entre-mimar-um-filho-e-torna-lo-um-incompetente/. Acesso em 31 Jan. 2019.
Por qual das seguintes palavras o termo “preguiçosos”, retirado do texto, pode ser substituído, mantendo-se, assim, o sentido original da mensagem?
As questões desta prova foram elaboradas a partir do texto ‘Para que a existência valha a pena...’, de Lya Luft, o qual foi utilizado em fragmentos por ordem de ocorrência. (Retirado de https://www.viva50.com.br/para-que-a-existencia-valha-a-pena-texto-de-lya-luft/ - com adaptações).
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas.
Os vocábulos ‘frívolos’ e ‘atordoamento’ podem ser substituídos, sem causar incorreção ao texto, respectivamente, por:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?
01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,
02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se
03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também
04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam
05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.
06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos
07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem
08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram
09 – mas algo lhes falta.
10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo
11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há
12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.
13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.
14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus
15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão
16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio
17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando
18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo
19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.
20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que
21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão
22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,
23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam
24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não
25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como
26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.
27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar
28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela
29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.
30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente
31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,
32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros
33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não
34 sentiriam falta; elas nem notariam.
35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,
36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando
37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no
38 mundo poderia.
39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____
40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas
41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,
42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.
Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.
Analise as seguintes propostas de alteração no texto:
I. ‘vorazmente’ (l. 08) por ‘de forma voraz’.
II. ‘deparam-se’ (l. 15) por ‘encontram’.
III. ‘se dão conta’ (l. 20) por ‘percebem’.
Quais alterações precisam de ajustes na estrutura da frase em que estão inseridas para fins de concordância?
Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Cora Coralina, Vintém de cobre: meias confissões de Aninha)
Os versos – Faz de tua vida mesquinha / um poema. / E viverás no coração dos jovens – estão reescritos expressando sentido compatível com o original em:
Leia o poema, para responder às questões de números 01 a 03.
Aninha e suas pedras
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
(Cora Coralina, Vintém de cobre: meias confissões de Aninha)
Assinale a alternativa em que os versos – Não te deixes destruir / Recria tua vida, sempre, sempre / Remove pedras e planta roseiras e faz doces / Recomeça – estão reescritos corretamente, mantendo a coerência temporal e a uniformidade de pessoa no emprego das formas verbais.
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 20.
União, gente
___Nunca se despreze o poder de uma ideia cuja hora chegou. Minha rebelião contra a salsinha ganha adeptos e, a julgar pela correspondência que recebo, esta era uma causa à espera do primeiro grito. Só não conseguimos ainda nos organizar e partir para a mobilização – manifestações de rua, abraços a prédios públicos – porque persiste uma certa indefinição de conceitos. Eu sustento que “salsinha” é nome genérico para tudo que está no prato só para enfeite ou para confundir o paladar, o que incluiria até aqueles galhos de coisa nenhuma espetados no sorvete, o cravo no doce de coco, etc. Outros, com mais rigor, dizem que salsinha é, especificamente, o verdinho picadinho que você não consegue raspar de cima da batata cozida, por exemplo, por mais que tente. Outros, mais abrangentes até do que eu, dizem que salsinha é o nome de tudo que é persistentemente supérfluo em nossas vidas, da retórica ao porta-aviões, passando pelo cheiro-verde. Meu conselho é que evitemos a metáfora e a disputa semântica e, unidos pela mesma implicância, passemos à ação.
___Mas, como se esperava, começou a reação dos pró-salsinhas. Alegam que a salsinha não é uma inconsequência culinária, mas tem importância gastronômica reconhecida, tanto que na cozinha francesa faz parte do nome de um prato – isto é, eles não só usam a salsinha como a anunciam! E não podia faltar: um salsófilo renitente, o jornalista Reali Jr., alega que a salsinha é, inclusive, afrodisíaca. Agora só falta dizerem que o verde intrometido tem vitamina V.
(Luis Fernando Verissimo. A mesa voadora. Rio de Janeiro,
Objetiva, 2010, Adaptado)
Considere as seguintes frases produzidas a partir do texto:
• Minha rebelião tem ganhado adeptos.
• Esses adeptos me enviam correspondências.
• Essas correspondências expressam diferentes compreensões de “salsinha”.
Essas frases estão agrupadas em uma única, com o sentido preservado e em conformidade com a norma-padrão da língua, em:
Minha rebelião tem ganhado adeptos,
Leia o texto abaixo para responder as questões de 1 a 5.
CONSTRUÇÃO
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou para descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão como um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou para descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
(Chico Buarque de Holanda)
Assinale a alternativa que contém os sinônimos das palavras erguer / flácido / tráfego, respectivamente.
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
EUA jogam fora mais da metade da comida que compram
- Os Estados Unidos consomem menos da metade de toda a comida de suas geladeiras. Esse
- é o resultado do primeiro estudo quantitativo .............. padrão de consumo das casas
- americanas. Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não
- está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo
- devido __ confusões na leitura da embalagem.
- Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram,
- mas na verdade comem menos de 50% dela. Quanto aos vegetais, as pessoas declararam
- consumir 94%, quando na verdade acabavam comendo apenas 44%. O mesmo padrão se repete
- com frutas e laticínios.
- O estudo entrevistou 307 participantes e acompanhou a rotina de 169 deles durante uma
- semana. O questionário também incluía quais seriam os motivos que levaram os participantes
- a jogar comida fora.
- Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de
- Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo. O principal
- motivo para o descarte é a preocupação com a saúde e o medo de que aquela comida tenha
- estragado. Tudo isso com base no cheiro, aparência e datas nas embalagens.
- As embalagens americanas normalmente contêm uma inscrição que diz “melhor se usado
- antes de”. Esse é um indicador de qualidade da comida, que aponta durante qual período o
- produto estaria ....... seu ápice. No entanto, muitos americanos interpretam essa instrução como
- um indicador de segurança.
- Desde 2017, a indústria alimentícia dos EUA faz lobby para tentar aprovar uma lei que
- mudaria isso. O projeto, que está tramitando no Congresso americano, prevê a utilização de
- dois termos distintos: o atual “melhor se usado antes de” e o novo “usar até” (que indicaria a
- efetiva data de validade do produto).
- O estudo também verificou que as pessoas que ____ o costume de olhar as informações
- nutricionais nas embalagens do supermercado desperdiçam menos. Os pesquisadores
- especulam que essas pessoas sejam mais conscientes com relação ao que comem, o que acaba
- diminuindo o desperdício. Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora,
- enquanto a população maior de 65 anos é a que menos desperdiça.
- Um terço de toda comida produzida no mundo — cerca de 1,3 bilhões de toneladas — vai
- para o lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura,
- estima-se ....... os países em desenvolvimento percam US$ 310 bilhões por ano com o
- desperdício de comida, enquanto nos países desenvolvidos esse valor pode chegar a US$ 680
- bilhões.
Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/eua-jogam-fora-mais-da-metade-da-comida-que-compram/ - texto adaptado para esta prova.
Em relação ao significado de algumas palavras do texto, analise as assertivas abaixo sobre possíveis substituições que manteriam o sentido original empregado e assinale C, se corretas, ou I, se incorretas.
( ) “que indicaria a efetiva data de validade do produto” por “que indicaria a verdadeira data de validade do produto”.
( ) “O projeto, que está tramitando no Congresso americano” por “O projeto, que está sendo investigado no Congresso americano”.
( ) “Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora” por “Pessoas mais novas também são propensas a jogar mais comida fora”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
EUA jogam fora mais da metade da comida que compram
- Os Estados Unidos consomem menos da metade de toda a comida de suas geladeiras. Esse
- é o resultado do primeiro estudo quantitativo .............. padrão de consumo das casas
- americanas. Ao contrário do que se poderia imaginar, a comida jogada fora normalmente não
- está estragada. Ela ainda poderia ser consumida; mas, segundo o estudo, acaba indo para o lixo
- devido __ confusões na leitura da embalagem.
- Os participantes do estudo disseram que consomem 97% de toda a carne que compram,
- mas na verdade comem menos de 50% dela. Quanto aos vegetais, as pessoas declararam
- consumir 94%, quando na verdade acabavam comendo apenas 44%. O mesmo padrão se repete
- com frutas e laticínios.
- O estudo entrevistou 307 participantes e acompanhou a rotina de 169 deles durante uma
- semana. O questionário também incluía quais seriam os motivos que levaram os participantes
- a jogar comida fora.
- Segundo o pesquisador Brian Roe, autor do estudo e professor da Universidade Estadual de
- Ohio, esse desperdício ocorre com comidas perfeitamente seguras para o consumo. O principal
- motivo para o descarte é a preocupação com a saúde e o medo de que aquela comida tenha
- estragado. Tudo isso com base no cheiro, aparência e datas nas embalagens.
- As embalagens americanas normalmente contêm uma inscrição que diz “melhor se usado
- antes de”. Esse é um indicador de qualidade da comida, que aponta durante qual período o
- produto estaria ....... seu ápice. No entanto, muitos americanos interpretam essa instrução como
- um indicador de segurança.
- Desde 2017, a indústria alimentícia dos EUA faz lobby para tentar aprovar uma lei que
- mudaria isso. O projeto, que está tramitando no Congresso americano, prevê a utilização de
- dois termos distintos: o atual “melhor se usado antes de” e o novo “usar até” (que indicaria a
- efetiva data de validade do produto).
- O estudo também verificou que as pessoas que ____ o costume de olhar as informações
- nutricionais nas embalagens do supermercado desperdiçam menos. Os pesquisadores
- especulam que essas pessoas sejam mais conscientes com relação ao que comem, o que acaba
- diminuindo o desperdício. Pessoas mais novas também tendem a jogar mais comida fora,
- enquanto a população maior de 65 anos é a que menos desperdiça.
- Um terço de toda comida produzida no mundo — cerca de 1,3 bilhões de toneladas — vai
- para o lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura,
- estima-se ....... os países em desenvolvimento percam US$ 310 bilhões por ano com o
- desperdício de comida, enquanto nos países desenvolvidos esse valor pode chegar a US$ 680
- bilhões.
Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/eua-jogam-fora-mais-da-metade-da-comida-que-compram/ - texto adaptado para esta prova.
Trata-se de uma conjunção adversativa, que indica oposição. Essa palavra poderia ser substituída facilmente por ‘todavia’ sem que isso causasse prejuízo ao sentido empregado ao texto. Qual das palavras abaixo se encaixa nessa definição?
Leia o pequeno texto a seguir:
Lembro-me de um pobre rapaz que não havia podido frequentar os ilustres bancos das escolas de sua cidade devido à sua saúde debilitada(1), e havia se preparado sozinho, com muita dificuldade, para o exame de admissão(2). Mas quando se apresentou, franzino(3), ao professor, ao representante da ciência oficial, para lhe entregar o requerimento(4), para impressionar, na mais bela caligrafia, este, olhando-o através de seus óculos científicos, perguntou sisudo(5): ‘Está bem, mas você acredita que o exame seja assim tão fácil? Conhece, por exemplo, os 84 artigos do Estatuto?’ E o pobre rapaz, arrasado por aquela pergunta, começou a tremer, chorando desconsoladamente voltou para casa e não quis fazer o exame (Gramsci, 2012, p. 131).
(SILVEIRA, R.T. A relação professor-aluno de uma perspectiva gramsciana. Educação & Realidade, Porto Alegre, v.43, n.1, jan./mar. 2018.)
Assinale a alternativa que contenha os sinônimos adequados para as palavras enumeradas de 1 a 5, nessa ordem:
Durante os combates da guerra civil, cidadãos russos fugiram das vulneráveis cidades. Havia comida e segurança para eles no campo. Entre 1918 e 1920, a população de São Petersburgo – renomeada Petrogrado e mais tarde chamada Leningrado – caiu quase pela metade, enquanto na nova capital, Moscou, muitas ruas ficaram estranhamente silenciosas, e as casas vazias. Aqueles que apoiavam o velho regime czarista abandonaram a Rússia na primeira oportunidade. O aumento dos preços, já assustador durante a Grande Guerra, foi ainda pior durante a guerra civil. A nação enfrentou seu surto de hiperinflação, que pouco depois atingiu também a Alemanha. Um rublo russo comprava, em 1913, um pacote de açúcar, mas no começo de 1921, uma dona de casa precisava de 17 mil rublos para comprar essa mesma quantidade do produto. O índice oficial de inflação geralmente serve como medida da competência financeira de um governo. De acordo com tal medida, a Rússia de Lênin foi inicialmente uma negação. A meta oficial era construir uma nova sociedade, mas antes disso a velha sociedade, despedaçada pela guerra, tinha de ser reconstituída. As ferrovias estavam em ruínas. Antes da guerra, a Rússia possuía 17 mil locomotivas a vapor, mas em janeiro de 1920 restavam apenas 4 mil. Talvez nenhuma grande rede ferroviária do mundo tenha sido alguma vez tão devastada. As locomotivas a vapor eram essenciais para milhares de atividades, incluindo o transporte de safras de grãos do campo para as cidades esfomeadas e a entrega de carvão para as cidades geladas. Muitos escritórios e fábricas trabalhavam no inverno intenso sem o benefício da calefação. Nos teatros, o público tremia, enquanto os atores esfregavam as mãos para se aquecer. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 79).
A palavra “vulnerável”, utilizada pelo autor na segunda linha do texto possui como sinônimos, EXCETO:
Um dos recursos coesivos tem por princípio que “as unidades semânticas similares devem corresponder a uma estrutura gramatical similar”.
(Antunes, 2005, p. 64.)
Desse modo, a frase “É conveniente chegares a tempo e trazeres o relatório pronto” poderia ser rescrita da seguinte forma: “é conveniente que chegues a tempo e que tragas o relatório pronto”. Haveria problema de coesão textual, entretanto, se fosse reescrita assim: “é conveniente chegares a tempo e que tragas o relatório pronto”, pois geraria uma:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet
- Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
- da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
- internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
- World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
- Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
- Europa.
- Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
- sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
- Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
- de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
- 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
- funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
- previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
- "Quem quer ler tanta notícia?"
- Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
- segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
- até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
- rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
- que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
- repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
- Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
- pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
- publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
- de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
- e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
- “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
- O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
- mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
- Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
- objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
- arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
- então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
- simultaneamente.
- Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
- Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
- Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
- streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
- O rosto do seu computador
- Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
- 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
- computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
- dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
- natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
- acompanhada de uma cara triste. :(
- A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
- ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
- “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
- usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.
Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.
Considerando a palavra “hiperbólico”, na linha 19, assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo que possa ser empregado no texto, sob pena de acarretar mudança do significado original do texto.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Nós atraímos as amizades de forma semelhante aos algoritmos do Facebook
- Esses dias estava conversando com um casal de amigos meus e falávamos sobre o quanto é
- comum ver pessoas que antes eram muito próximas, eram boas amigas, e de uma hora para
- outra, de repente, elas somem da nossa vida e nós não ficamos tristes, ou magoados, ou
- ressentidos, etc. Nós simplesmente aceitamos e vamos seguindo nossas vidas. Isso me levou a
- refletir com eles sobre a nossa vibração, sobre a energia que a gente emana para as pessoas,
- que vai mudando ao longo do tempo e também com o nosso amadurecimento. Hoje em dia
- muitos espiritualistas e terapeutas holísticos explicam isso de uma forma elegante e simples.
- Tem __ ver com a lei universal do “semelhante atrai semelhante”. Ela se aplica a todos os
- campos da vida: amizade, relacionamento amoroso, família, trabalho, espiritualidade, etc. Todos
- nós mudamos muito ao longo da vida e seria uma pretensão muito grande querer que amigos de
- uma época longínqua fiquem ao nosso lado para sempre. Às vezes acontece, mas, convenhamos,
- é muito, muito raro acontecer.
- Vale ressaltar que quando vamos mudando nosso comportamento, nossos anseios, nossas
- crenças, nossos valores, etc., é também bastante natural que mudemos muito dos ambientes
- que frequentamos, os produtos que consumimos ou as páginas de Facebook e Instagram que
- seguimos. Isso me levou a refletir sobre a semelhança entre os amigos que atraímos e as
- páginas que seguimos no Facebook ou no Instagram. Você provavelmente sabe que as redes
- sociais funcionam através de algoritmos que gravam os nossos dados. Por exemplo, eu amo as
- páginas que falam sobre Psicologia, Filosofia e Autoconhecimento e sigo muita gente dessas
- áreas. O tempo todo aparece para mim novas sugestões de páginas, aparecem livros como
- opções de compra e até os amigos em comum que curtem as páginas. É simplesmente
- impressionante o poder desses algoritmos. Um dos meus irmãos gosta muito de música, de tocar
- instrumentos musicais e já tocou em algumas bandas e festivais. Ele já me contou que aparecem
- várias páginas de bandas ou de músicos para ele curtir, exatamente porque são essas as páginas
- que ele mais dá curtidas. E também muitos músicos solicitam amizade sem nunca nem terem
- trocado uma única palavra.
- Da mesma forma se dá com pessoas que, por exemplo, gostam muito de viajar. Aparecem
- diversas páginas de turismo e viagens, além de passagens promocionais. Se alguém gosta muito
- de maquiagens ou moda, também aparecem diversas páginas e pessoas que curtem para
- solicitar amizade. Na nossa vida real acontece de forma semelhante. Você sabia que não existe
- algoritmo mais complexo e intrigante do que a nossa mente e as nossas emoções? Elas ______
- um poder infinitamente maior do que os computadores mais sofisticados que você vê por aí. Por
- isso que algumas pessoas vão embora e nunca mais as vemos de novo. As energias são
- diferentes, não há compatibilidade. É como se fossem os polos iguais de um ímã. Você percebe
- que quando você tenta juntá-los eles fazem uma força e, por mais que você tente, eles não se
- juntam.
- Nós também somos ímãs para atrair pessoas que vibram de forma semelhante à nossa.
- Portanto, concluo esse texto com um convite ao autoconhecimento. Procure ser uma pessoa
- melhor a cada dia, porque, sabendo que é assim que a vida funciona, cada vez mais você atrairá
- amizades incríveis, pessoas que lhe ajudarão a crescer como ser humano. O seu algoritmo
- interno vai entrar em consonância com o algoritmo delas e dessa forma sua vida vai se tornar
- mais plena e feliz. Espero que esses insights lhe ajudem a enxergar a vida com um olhar mais
- consciente e perceba que esse mundo de mudanças velozes no qual estamos inseridos revela, a
- partir da tecnologia, muito do que existe no nosso universo interior…
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:https://www.contioutra.com/nos-atraimos-as-amizades-de-forma-semelhante-aos-algoritmos-do-facebook/
Na frase “Você percebe que quando você tenta juntá-los eles fazem uma força e, por mais que você tente, eles não se juntam”, retirada do texto, para preservar e, portanto, não distorcer o sentido original da mensagem, a locução conjuntiva “por mais que” poderia ser substituída por:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A sabedoria dos patos
- Certa vez estava ouvindo um programa de rádio em que achei muito interessante a
- abordagem motivacional e metafísica que o professor e terapeuta Marcello Cotrim levantou para
- elucidar que os patos têm uma sabedoria maravilhosa a nos transmitir. Ele fez um comparativo
- entre os arquétipos da águia e do pato. A águia é um animal lindíssimo, tem força, tem
- resistência, tem longevidade, tem uma visão de longo alcance, voa acima das nuvens. Além
- disso, existe uma famosíssima lenda da renovação da águia, segundo a qual, quando chega à
- metade do seu tempo de vida, ela passa por um processo doloroso de renovação das penas, das
- unhas e do bico. Ela vai para as mais altas montanhas e fica lá, solitária, batendo o bico nas
- pedras até ele cair, depois espera pacientemente que nasça um novo. Em seguida, ela arranca as
- penas e unhas e se prepara para um novo ciclo de vida.
- Essa lenda da renovação da águia é vista por nós como o processo de sofrer para crescer,
- sofrer para se renovar, viver a solidão para conseguir se superar, etc. Se observarmos bem, o
- arquétipo da águia é como o de um mártir, alguém que sofre, mas que se torna maior do que as
- outras pessoas, se torna indelével. No mundo em que vivemos, quase todos querem se tornar
- inesquescíveis, porque isso soa bonito, dá uma sensação imensa de ser importante, de ser
- insubstituível. Porém, o risco está em querer ser águia o tempo inteiro. Isso é muito
- desgastante, é você se esforçar para ser sempre o melhor em tudo e alcançar patamares
- incomparáveis. A grande verdade é que ninguém consegue ser o melhor em tudo, e o barato da
- vida é exatamente esse, porque dessa forma podemos nos unir com outras pessoas, podemos
- pedir ajuda e fazer parcerias interessantes.
- Essa ideia coletiva que se tem das águias reforça um perfil mais egoísta e autossuficiente,
- como se não precisássemos uns dos outros. É nessa hora que entra a figura do pato. Ele é meio
- desengonçado na forma de andar, sabe nadar, mas não é exímio nadador, também consegue
- voar, mas não alcança grandes alturas, não sabe fazer voos rasantes, etc. Perceba! Ele consegue
- transitar pela terra, pela água e pelo ar. Que animal além dele consegue fazer isso? Em outras
- palavras, o pato é multitarefas. Tem talentos diversos, mas está longe de ser um especialista em
- suas capacidades. Olhar para esse animal e pegar esse modelo para a nossa vida é incrível,
- porque a vida não nos exige que sejamos os melhores em tudo e o tempo todo. Somos nós que
- nos autoimpomos esse padrão que, por vezes, chega até a nos adoecer.
- No mundo hipermoderno que vivemos hoje, o ideal é que desenvolvamos nossos potenciais
- diversos, sem querermos ser os melhores em tudo. Vale ressaltar que existem águias em todas
- as áreas da vida e em todas as profissões, mas não adianta ficar se comparando, porque na
- comparação nos menosprezamos e deixamos de fazer algo bom, que poderia ajudar a nós
- mesmos e aos outros. Por exemplo, eu escrevo bem, mas sei que não sou o melhor na arte da
- escrita. Não sou um Machado de Assis, porém, se eu não escrevesse, seria menos feliz e
- realizado do que sou e deixaria de levar conhecimentos e consciência para centenas de pessoas.
- Gosto de jogar basquete, mas estou longe, absolutamente longe de ser um Michael Jordan ou
- Lebron James. Se me comparasse com esses gladiadores do basquete nem pisaria numa quadra,
- deixaria de me exercitar e de me divertir com esse lindo esporte.
- Poderia citar mais exemplos, mas com esses acho que já deu para você entender! O resumo
- de tudo é isso. Faça! Não queira se comparar com as águias. Sempre existirão águias em todas
- as áreas, mas entre ser uma águia, perita em apenas uma coisa, e ser um pato, que se esforça
- para desenvolver diversos talentos, sem autoexigência, é preferível ser como um pato! Sem
- contar que os patos vivem em bandos, eles muito facilmente se organizam em equipe e não tem
- o pato-alfa, que lidera a todos, não! Imitando o arquétipo do pato podemos até ser amigos
- melhores, sem querermos ser o chefe, o comandante.
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Disponível em: https://www.contioutra.com/a-sabedoria-dos-patos/.
Na frase “Se me comparasse com esses gladiadores do basquete nem pisaria numa quadra, deixaria de me exercitar e de me divertir com esse lindo esporte”, retirada do texto, por qual das seguintes conjunções ou locuções conjuntivas é possível substituir a conjunção “se”, sem haver distorções ao sentido original da mensagem?
Avalie como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações relativas ao texto que segue.
Troco lixo por pontos
1 __ Oito milhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos por ano. Até 2050, os mares
2 terão mais resíduos desse material do que peixes, segundo estudo do Fórum Econômico Mundial. No
3 Brasil, a situação é especialmente preocupante: só 1,2% dos 11,3 milhões de toneladas de lixo plástico
4 geradas anualmente têm destino correto, de acordo com levantamento recente do Fórum Mundial para a
5 Natureza (WWF, na sigla em inglês). São esses números que levaram o administrador Rodrigo Jobim
6 Roessler a criar a Molécoola, startup de fidelidade ambiental que troca lixo reciclável por descontos em
7 produtos e serviços como Uber e por recargas de itens como bilhete único e celular. “Desenvolvemos um
8 modelo de negócios para aumentar o engajamento sustentável por meio de um ciclo positivo que gera
9 benefícios para todos”, diz o fundador. Funciona assim: o cliente leva itens recicláveis a uma das cinco
10 lojas-contêineres da Molécoola, que aceitam embalagens plásticas, de vidro e alumínio, bem como
11 baterias, pilhas e eletroportáteis – estes não são recolhidos em coletas seletivas. Por lá, os materiais são
12 pesados e, depois, convertidos em pontos (2 quilos de latas de alumínio correspondem a 7 600 pontos e
13 podem ser trocados por um refil de desengordurante, por exemplo). A própria loja separa, prensa, enfarda
14 e dá a destinação adequada. Em operação há um ano e dois meses, a Molécoola recuperou 160 toneladas
15 de materiais que contaminariam o meio ambiente e arregimentou 12 000 usuários no aplicativo. [...].
(Fragmento retirado da Rev. Você/Sa, junho/19)
( ) De acordo com o texto, a criação da startup Molécoola, que substitui lixo reciclável por descontos em produtos, foi motivada pelo fato de o Brasil despejar 8 milhões de toneladas de plástico nos oceanos por ano.
( ) No período “No Brasil, a situação é especialmente preocupante: só 1,2% dos 11,3 milhões de toneladas de lixo plástico geradas anualmente têm destino correto”, seria possível empregar o conector “pois” em vez dos dois pontos (:), sem prejuízo à ideia original, de explicação.
( ) Uma pequena modificação na frase: “São esses números que levaram o administrador Rodrigo Jobim Roessler a criar a Molécoola”, cujo resultado seja: “Esses números levaram o administrador Rodrigo Jobim Roessler a criar a Molécoola” não implica alteração sob o aspecto semântico, mas atenua o efeito de sentido que tem a informação sobre o real motivo da criação da startup.
( ) No período: “o cliente leva itens recicláveis a uma das cinco lojas-contêineres da Molécoola, que aceitam embalagens plásticas, de vidro e alumínio”, a oração adjetiva se classifica como “restritiva”, por fazer menção apenas às cinco lojas-contêineres da Molécoola.
A sequência que responde CORRETAMENTE é: