Questões de Concurso Sobre português

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Q3479963 Português
Leia o texto para responder a questão.

        A Revolução Industrial propiciou à humanidade a realização de feitos notáveis: do aumento geral da oferta de bens até a ida à Lua. Esse mesmo desenvolvimento é responsável pelo desequilíbrio do ecossistema da Terra.

        Durante bilhões de anos, o planeta passou por diversas transformações radicais, algumas levando a extinções em massa. A diferença é que, agora, são ações humanas que vêm afetando o meio ambiente em grande velocidade, e a mudança climática é o sintoma mais contundente desse processo.

        O observatório Copernicus, da Agência Espacial Europeia, confirmou o que a população mundial sentiu na pele: 2023 foi o ano mais quente desde o início da série histórica de medições, em 1850. A média global foi de 14,98 ºC, o que representa 0,17 ºC a mais do que o recorde anterior, de 2016.

        No Brasil, 2023 foi o ano mais quente desde 1961, início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia. A temperatura média foi de 24,92 ºC, superando a média histórica em 0,69 ºC. O país viveu eventos climáticos extremos, como seca inédita na Amazônia, tempestades e enchentes no sul, e seguidas ondas de calor.

        O El Niño, que aquece as águas dos oceanos, contribui para a alta mundial dos termômetros, mas as temperaturas dos oceanos já haviam atingido recordes em abril, e o fenômeno teve início em julho.

        A responsável pelas anomalias de temperatura é a emissão de gases que provocam o efeito estufa, notadamente aqueles oriundos da queima de combustíveis fósseis, responsáveis por 75% das emissões. O mecanismo é velho conhecido, mas até agora pouco foi feito para acabar com a dependência de petróleo, carvão e gás natural.

(https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/01/o-ano-mais-quente.shtml. 09.01.2024. Adaptado)
Considere os trechos:
… são ações humanas que vêm afetando o meio ambiente em grande velocidade… (2º parágrafo)
… as temperaturas dos oceanos já haviam atingido recordes em abril… (5º parágrafo)
A expressão e o vocábulo destacados apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de 
Alternativas
Q3479962 Português
Leia o texto para responder a questão.

        A Revolução Industrial propiciou à humanidade a realização de feitos notáveis: do aumento geral da oferta de bens até a ida à Lua. Esse mesmo desenvolvimento é responsável pelo desequilíbrio do ecossistema da Terra.

        Durante bilhões de anos, o planeta passou por diversas transformações radicais, algumas levando a extinções em massa. A diferença é que, agora, são ações humanas que vêm afetando o meio ambiente em grande velocidade, e a mudança climática é o sintoma mais contundente desse processo.

        O observatório Copernicus, da Agência Espacial Europeia, confirmou o que a população mundial sentiu na pele: 2023 foi o ano mais quente desde o início da série histórica de medições, em 1850. A média global foi de 14,98 ºC, o que representa 0,17 ºC a mais do que o recorde anterior, de 2016.

        No Brasil, 2023 foi o ano mais quente desde 1961, início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia. A temperatura média foi de 24,92 ºC, superando a média histórica em 0,69 ºC. O país viveu eventos climáticos extremos, como seca inédita na Amazônia, tempestades e enchentes no sul, e seguidas ondas de calor.

        O El Niño, que aquece as águas dos oceanos, contribui para a alta mundial dos termômetros, mas as temperaturas dos oceanos já haviam atingido recordes em abril, e o fenômeno teve início em julho.

        A responsável pelas anomalias de temperatura é a emissão de gases que provocam o efeito estufa, notadamente aqueles oriundos da queima de combustíveis fósseis, responsáveis por 75% das emissões. O mecanismo é velho conhecido, mas até agora pouco foi feito para acabar com a dependência de petróleo, carvão e gás natural.

(https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/01/o-ano-mais-quente.shtml. 09.01.2024. Adaptado)
No trecho do 6º parágrafo – “A responsável pelas anomalias de temperatura é a emissão de gases que provocam o efeito estufa, notadamente aqueles oriundos da queima de combustíveis fósseis” –, os vocábulos em destaque apresentam, no contexto em que foram empregados, correta e respectivamente, os sinônimos: 
Alternativas
Q3479961 Português
Leia o texto para responder a questão.

        A Revolução Industrial propiciou à humanidade a realização de feitos notáveis: do aumento geral da oferta de bens até a ida à Lua. Esse mesmo desenvolvimento é responsável pelo desequilíbrio do ecossistema da Terra.

        Durante bilhões de anos, o planeta passou por diversas transformações radicais, algumas levando a extinções em massa. A diferença é que, agora, são ações humanas que vêm afetando o meio ambiente em grande velocidade, e a mudança climática é o sintoma mais contundente desse processo.

        O observatório Copernicus, da Agência Espacial Europeia, confirmou o que a população mundial sentiu na pele: 2023 foi o ano mais quente desde o início da série histórica de medições, em 1850. A média global foi de 14,98 ºC, o que representa 0,17 ºC a mais do que o recorde anterior, de 2016.

        No Brasil, 2023 foi o ano mais quente desde 1961, início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia. A temperatura média foi de 24,92 ºC, superando a média histórica em 0,69 ºC. O país viveu eventos climáticos extremos, como seca inédita na Amazônia, tempestades e enchentes no sul, e seguidas ondas de calor.

        O El Niño, que aquece as águas dos oceanos, contribui para a alta mundial dos termômetros, mas as temperaturas dos oceanos já haviam atingido recordes em abril, e o fenômeno teve início em julho.

        A responsável pelas anomalias de temperatura é a emissão de gases que provocam o efeito estufa, notadamente aqueles oriundos da queima de combustíveis fósseis, responsáveis por 75% das emissões. O mecanismo é velho conhecido, mas até agora pouco foi feito para acabar com a dependência de petróleo, carvão e gás natural.

(https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/01/o-ano-mais-quente.shtml. 09.01.2024. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3479930 Português
Está em conformidade com a norma-padrão de concordância e de regência verbal e nominal a frase:
Alternativas
Q3479929 Português
Leia o texto para responder a questão.

Histórias de médico em formação

        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.

        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.

         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.

        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?

        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.

(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída pelo que está entre colchetes, mantendo-se a norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Q3479928 Português
Leia o texto para responder a questão.

Histórias de médico em formação

        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.

        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.

         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.

        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?

        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.

(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Entre colchetes, apresenta-se forma verbal correspondente ao que está destacado em:
Alternativas
Q3479927 Português
Leia o texto para responder a questão.

Histórias de médico em formação

        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.

        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.

         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.

        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?

        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.

(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
No trecho “Quando eu era estudante de medicina, fazia- -se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos” (2º parágrafo), o vocábulo e a expressão destacados podem ser substituídos, correta e respectivamente, por: 
Alternativas
Q3479926 Português
Leia o texto para responder a questão.

Histórias de médico em formação

        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.

        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.

         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.

        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?

        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.

(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
No trecho “O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer” (4º parágrafo), o vocábulo destacado foi empregado com a função de
Alternativas
Q3479925 Português
Leia o texto para responder a questão.

Histórias de médico em formação

        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.

        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.

         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.

        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?

        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.

(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser grafada entre aspas, segundo os empregos previstos desse sinal de pontuação. 
Alternativas
Q3479924 Português
Leia o texto para responder a questão.

Histórias de médico em formação

        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.

        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.

         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.

        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?

        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.

(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se faz afirmação correta em relação ao acontecimento narrado pelo autor.
Alternativas
Q3479923 Português
Leia o texto para responder a questão.

Histórias de médico em formação

        Os plantonistas conhecem esta situação. No meio da noite, alguém bate insistentemente à porta: depressa, doutor, é um caso urgente. E aí é preciso saltar da cama e vestir-se precipitadamente e lavar o rosto com a esperança de que a água fria restaure a capacidade de raciocínio embotada pelo sono, e então sair e encontrar na maca um baleado, um esfaqueado, uma mulher que se retorce em dores, uma criança que mal respira. A urgência é mais que uma forma de atendimento, é um modo de viver estressante, frenético, onde a rotina mencionada nos livros jamais existe.

        É raro o médico que não tenha passado por um serviço de urgência. Quando eu era estudante de medicina, fazia-se, por meio de um concurso público, um estágio de dois anos. Fui designado para um posto na Grande Porto Alegre. Antes mesmo de entrar na escala de plantões, resolvi ir até lá para conhecer o lugar. Era uma casinha velha e acanhada, cheia de gente, que estava esperando desde a madrugada. Procurei o médico-chefe e perguntei quem estava de plantão. Tu, foi a pronta resposta, e este foi o meu batismo de fogo no serviço de urgência.

         Além dos pacientes que vinham ao local, era preciso responder a dezenas de chamados em domicílio. A ambulância era velha e quebrada, de modo que estávamos sempre atrasados, para grande angústia e irritação das pessoas que chamavam. Uma tarde, depois de atender a numerosos desses chamados, regressei ao posto, exausto. O funcionário me esperava na porta, alarmado: alguém tinha se afogado no rio, deveríamos ir lá imediatamente. Voltei para a ambulância e nos dirigimos para o local.

        Uma multidão se concentrava ali, em torno a um corpo na margem. Bastou-me um olhar para verificar que o homem estava morto há horas, quem sabe há dias. A ressuscitação ali era apenas pró-forma, mas eu procederia como tinham me ensinado: massagem cardíaca e respiração boca a boca. Junto ao grupo estava um cabo, acompanhado de um soldado. Eu disse ao militar que faria a massagem e pedi o seu auxílio para a respiração boca a boca. O homem olhou-me, horrorizado, mas teve presença de espírito: mandou o soldado fazer o que eu havia lhe pedido. O soldado não tinha em quem mandar, de modo que não lhe restava outro remédio senão obedecer. Perguntou somente se podia usar o lenço para evitar um contato direto. Eu disse que sim. Quem se oporia, além do morto?

        Fizemos a rápida encenação, depois partimos.

(Moacyr Scliar. Território da emoção. Companhia das Letras, 2013. Adaptado)
Quanto às considerações do autor sobre a formação e a rotina do médico, é correto afirmar que
Alternativas
Q3479922 Português

(Willian Leite. Anésia # 551. www.willtirando.com.br. 26.03.2021)

Assinale a alternativa em que se faz afirmação quanto a alterações na tira, preservando-se a norma-padrão.
Alternativas
Q3479921 Português

(Willian Leite. Anésia # 551. www.willtirando.com.br. 26.03.2021)

É correto afirmar que o efeito de humor da tira decorre
Alternativas
Q3479889 Português
Indique a alternativa em que o trecho destacado corresponde a uma oração subordinada adjetiva.
Alternativas
Q3478766 Português

Leia o texto para responder à questão.


O avanço tecnológico transformou radicalmente a forma como nos comunicamos e, com a popularização da internet, as redes sociais tornaram-se uma parte fundamental do nosso cotidiano. No entanto, é preciso refletir sobre os impactos desse fenômeno na sociedade, especialmente no que diz respeito à privacidade e à disseminação de informações. 

Identifique o recurso de coesão textual destacado na frase: “No entanto, é preciso refletir sobre os impactos desse fenômeno na sociedade, especialmente no que diz respeito à privacidade e à disseminação de informações.” 
Alternativas
Q3478764 Português
Identifique o antônimo da palavra “efêmero” na seguinte frase: “A felicidade proporcionada por esse momento é efêmera.” 
Alternativas
Q3478763 Português
“A sociedade sempre se esquece de que a violência contra a mulher é inaceitável.” A oração destacada é:
Alternativas
Q3478762 Português

Naquela cidade, as diferenças linguísticas eram evidentes. Os moradores mais antigos preservavam expressões e palavras que remontavam a tempos passados, enquanto os jovens, influenciados pela cultura digital, incorporavam gírias e neologismos em seu vocabulário. Além disso, as classes sociais também se refletiam na linguagem, com algumas áreas adotando um discurso mais formal e outras mantendo uma linguagem coloquial característica.


Qual aspecto da variação linguística é evidenciado no texto?

Alternativas
Q3478758 Português
Na frase: “Imagino que jamais experimentei um prato tão exótico”, a oração subordinada é: 
Alternativas
Q3478701 Português

Leia com atenção as colunas abaixo:


Coluna 01:


( )Ele tem um coração de pedra.

( )Ele é a ovelha negra da família.

( )A escola fica a duas quadras daqui.

( )O tempo voa quando estamos nos divertindo.

( )Ela comprou um livro novo na livraria.


Coluna 02:


I. Conotativo.

II. Denotativo.


Correlacione ambas as colunas de acordo com o tipo de sentido empregado nas afirmativas da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta: 

Alternativas
Respostas
143401: E
143402: D
143403: A
143404: D
143405: B
143406: D
143407: C
143408: B
143409: A
143410: B
143411: D
143412: E
143413: C
143414: D
143415: C
143416: D
143417: E
143418: D
143419: A
143420: C