Questões de Concurso Sobre português

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Q3974700 Português
A análise sintática moderna, superando a mera classificação de termos isolados, compreende a frase como uma organização de sintagmas. O sintagma é definido como uma unidade formal que se organiza em torno de um núcleo, estabelecendo relações de dependência e determinação. Com base na teoria sintagmática, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta:
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Q3974699 Português
No sistema ortográfico vigente da Língua Portuguesa, a representação gráfica "Ç" (c-cedilha) ocupa um papel específico na codificação fonêmica. No entanto, tecnicamente, o "Ç" não é catalogado como uma das 26 letras do alfabeto oficial. Sobre a natureza linguística e as regras de uso desse sinal, assinale a alternativa correta:
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Q3974698 Português
"A verdade é que o meu fim não foi este, o de contar a minha vida, mas o de ver se a podia contar. [...] Não há nada que se compare ao prazer de ver que a gente está escrevendo uma coisa, e que essa coisa é a que se queria escrever."

(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Garnier, 1899).

Considerando o papel dos pronomes destacados na organização da estrutura coesiva do texto machadiano, assinale a alternativa que apresenta a análise correta:
Alternativas
Q3974697 Português
Considere o seguinte período de Machado de Assis em 'Dom Casmurro': 

'Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles dão ao termo, mas no que lhe pôs o vulgo.'

Sobre a organização sintática desse excerto, assinale a alternativa correta:
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Q3974696 Português
No estudo da semântica, a 'polissemia' e a 'homonímia' são fenómenos distintos que podem gerar ambiguidade. Paralelamente, no campo da estilística, as figuras de palavras operam substituições baseadas em contiguidade ou semelhança. Analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa que apresenta uma análise semântica CORRETA:
Alternativas
Q3974695 Português
No que concerne às normas gramaticais e ortográficas aplicadas aos topônimos na norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a grafia e a regência verbal corretas:
Alternativas
Q3974694 Português
No que concerne ao comportamento morfossintático do vocábulo "meio" e às normas de concordância nominal vigentes na norma-padrão, assinale a proposição correta: 
Alternativas
Q3974693 Português
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Fonte: https://www.olhovivoca.com.br/colunista/10819/omundo-sofre-de-humanidade-baixa/

Na fala da personagem — "O planeta ficou doente porque está com a humanidade baixa!" —, a eficácia da crítica social e o efeito de humor residem primordialmente em um recurso linguístico específico.
Assinale a alternativa que descreve corretamente esse mecanismo:
Alternativas
Q3974592 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
É invariável quanto a gênero e a número a palavra sublinhada no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974591 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Verifica-se palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974590 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. (18º parágrafo)

Ao afirmar que o prejuízo tira "a fome" e tira "a vontade de comer", o motorista fez uso de
Alternativas
Q3974589 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Emprega-se vírgula para isolar um vocativo no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974588 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Expressão expletiva é aquela que não exerce função sintática. Constitui uma expressão expletiva aquela sublinhada no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974587 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Estabelece no contexto uma relação de condição o termo sublinhado no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974586 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
A voz do personagem mescla-se à voz do cronista, configurando o chamado discurso indireto livre, em:
Alternativas
Q3974585 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
O verbo em negrito deve sua flexão ao termo sublinhado no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974584 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
O cronista manifesta-se explicitamente em seu próprio texto no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974583 Português
Atenção: Considere a crônica de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


    Quando a senhora foi descer do lotação, o motorista coçou a cabeça: – Mil cruzeiros! Como é que a senhora quer que eu troque mil cruzeiros?

    - Desculpe, me esqueci completamente de trazer trocado.

    - Não posso não, a madame não leu o aviso - olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?

    - Eu sei, mas que é que hei de fazer agora? O senhor nunca esqueceu nada na vida?

    - Quem sabe se procurando de novo na bolsa...

    Ela vasculhava, remexia, nada. Nenhum cavalheiro (como se dizia no tempo do meu pai) se moveu para salvar a situação, oferecendo troco ou se prontificando a pagar a passagem. Àquela hora não havia cavalheiros, pelo menos na lotação.

    - Então o senhor me dá licença de saltar e ficar devendo.

    - Pera aí. Vou ver se posso trocar.

    Podia. Tirou do bolso de trás um bolo respeitável, foi botando as cédulas sobre o joelho, meticulosamente.

    – Tá aqui o seu troco. De outra vez a madame já sabe, hem? 

    Ela desceu, o carro já havia começado a chispar, como é destino dos lotações, quando de repente o motorista freou e botou as mãos à cabeça: – Os senhores acreditam que em vez de guardar a nota de mil, eu de burro, devolvi com o troco?

    Botou a cabeça fora do carro, à procura da senhora, que atravessava a rua, lá atrás: – Dona! Ó dona! A nota de mil cruzeiros!

    Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.

    – Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?

    Encostou o veículo e, num gesto solene: - Vou buscar meu cabral. A partir deste momento, confio este carro, com todos os seus pertences, à distinção dos senhores passageiros.

    - Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.

    Via-se o garoto correndo para alcançar a senhora, tocando-a pelo braço, os dois confabulando. Ela abria de novo a bolsa, tirava objetos, o pequeno ajudava. Os passageiros já se mostravam impacientes com a demora da expedição. O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros? O Serviço de Trânsito? Voltou o garoto, sem a nota. A senhora tinha apenas 987 cruzeiros, ele vira e jurava por ela.

    - Tão vendo? Um prejuízo desses antes do almoço é de tirar a fome e a vontade de comer. - disse em tom frio, sem revolta, como simples remate. E tocou.

    Perto do colégio, o garoto desceu, repetindo, encabulado: - Pode acreditar, ela não tinha mesmo o dinheiro não.

    O motorista respondeu-lhe baixinho: - Eu sei. Já vi que está ali debaixo da caixa de fósforos. Mas se eu disser isso, esse povo me mata.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. et al. Para gostar de ler, v.2. São Paulo: Ática, 1966, p. 43-45)
Está empregado em sentido hiperbólico o verbo sublinhado no seguinte trecho:
Alternativas
Q3974517 Português
Justifica-se plenamente o emprego das formas verbais no plural em:
Alternativas
Q3974516 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Luzia e a linguagem]


   O nome dela pode ser Luzia. Nasceu agora mesmo, no Brasil. Um peso, mas também uma alegria. Se tudo estiver bem com ela, com sua saúde e seu desenvolvimento, a menina vai realizar um pequeno milagre. A partir de dados desorganizados, fragmentados e muitas vezes contraditórios, Luzia vai aprender a falar.

   Quando, na vida adulta, ou mesmo ainda na escola, ela for tentar aprender um novo idioma, vai entender que não foi à toa que useia palavra "milagre" agora há pouco. Aquilo que para uma pessoa adulta, instruída, com acesso a todo tipo de recursos e métodos é uma tarefa complicadissima, uma criança pequena resolve por conta própria, quase sem dar por isso.

   A linguagem é algo absolutamente central para a nossa espécie, e somos muitissimo competentes em pegar esse bastão de uma geração anterior. Caso seja estritamente necessário, chegamos até a desenvolver um idioma que atenda às necessidades do nosso grupo, como já aconteceu com crianças surdas que, reunidas, desenvolveram como que do zero uma linguagem de sinais todinha delas.

   As exigências para este milagre da aquisição de linguagem são até menores do que as relativas a outros campos: nossa menina Luzia pode nascer em condições de violenta pobreza e privação, e, mesmo assim, seu desenvolvimento linguístico vai acontecer. Pode demorar um pouco mais, porém val acontecer. E se tudo estiver razoavelmente bem, ela vai acabar ganhando o domínio completo do idioma dos seus pais, da sua comunidade, do seu país. Ou, na verdade, sua nova versão dessa lingua. Sim, mesmo que Luzia não tenha acesso à educação formal. Nesse caso, é essa variedade do idioma que ela não vai ter no bolso. Mas apenas essa.

 Como nasceu no Brasil, é quase certo que esse idioma venha a ser o português. Ele vai ter um papel central na existência de Luzia: será o instrumento que ela vai utilizar para aprendera tomar decisões, conquistar o amor de alguém, alertar um amigo, pedir carinho à mãe, dizer bobagens para um filho... Tudo vai se dar nesse idioma. Nessa coisa variada, colorida, esquisita e maravilhosa que chamamos de lingua portuguesa.


(Adaptado de: GALINDO, Caetano W. Latim em pó. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 11-13)
Transpondo-se para a voz passiva a frase Se Luzia acessar a educação formal, dominará esse nível de linguagem, as formas verbais resultantes deverão ser
Alternativas
Respostas
11021: C
11022: B
11023: B
11024: D
11025: A
11026: C
11027: C
11028: B
11029: A
11030: C
11031: B
11032: E
11033: E
11034: C
11035: A
11036: D
11037: B
11038: D
11039: D
11040: B