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Questões de Concurso Sobre português

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Q4016520 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

No poema "O garrafeiro", de Graça Vilhena, a construção da imagem do personagem central e sua relação com o mundo circundante pauta-se por uma série de informações implícitas que orientam a interpretação do leitor. Ao analisar os pressupostos e subentendidos que sustentam a tessitura poética, depreende-se que:
Alternativas
Q4016518 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Sob a óptica da gramática normativa e da análise sintática do período composto, a palavra em destaque do enunciado “Quando eu vejo um pobre fico com o coração apertado!”, da personagem Mafalda, no texto de Quino, é classificada como:
Alternativas
Q4016517 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Na sentença do terceiro quadro — "Deviam dar casa, trabalho, proteção e bem-estar aos pobres!" — ocorre uma locução verbal. Do ponto de vista da sintaxe funcional e da predicação, assinale a alternativa que analisa CORRETAMENTE essa estrutura:
Alternativas
Q4016516 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Considerando o fator de textualidade Informatividade, analise a construção discursiva do Texto e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016515 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

No que tange aos mecanismos de coesão textual empregados no Texto, a articulação entre os enunciados revela uma estruturação pautada na economia linguística e na manutenção da referência. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016514 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

A coerência de um texto não reside apenas em sua estrutura linear, mas na capacidade do leitor de reconstruir o sentido a partir de inferências e do conhecimento de mundo. Sobre a construção da coerência no Texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4016513 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

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Analise o projeto discursivo do texto de Quino, apresentado acima, considerando os fatores de textualidade, especificamente a intencionalidade, e assinale a alternativa CORRETA que apresenta o objetivo principal que orienta a construção do texto.
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Q4015622 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Assinale a alternativa que apresenta a concordância nominal CORRETA, conforme a norma-padrão: 
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Q4015621 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A grafia correta dos vocábulos na língua portuguesa deve observar as normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico vigente e as orientações do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP).
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
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Q4015620 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A correta correlação entre os tempos e modos verbais é condição essencial para a coesão e a precisão semântica de textos formais. O emprego de uma forma verbal deve harmonizar-se com a estrutura do enunciado, respeitando as noções de faticidade (Indicativo), hipótese (Subjuntivo) ou ordem (Imperativo).
Analise as proposições abaixo sob a ótica da normapadrão:
I. Se a auditoria DETIVESSE provas concretas de malversação, o processo seguiria para a corregedoria imediatamente.
II. É necessário que o gestor REVEJA os critérios de alocação de recursos antes que o semestre se encerre.
III. Caso o relator MANTIVESSE sua postura de isenção, a decisão não seria questionada pelas partes interessadas.
IV. Quando os diretores PROPOREM as novas cláusulas contratuais, haverá uma assembleia extraordinária.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições com a flexão verbal CORRETA:
Alternativas
Q4015619 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
No processo de subordinação, a análise rigorosa exige a identificação da função sintática que a oração subordinada desempenha em relação à oração principal. As Substantivas integram o sentido da principal; as Adjetivas qualificam um substantivo; e as Adverbiais estabelecem o nexo circunstancial (lógico) do enunciado.
Analise as orações destacadas nas proposições abaixo:
I. Convém ao interesse público que todos os processos de licitação sejam transparentes.
II. Os servidores tinham a convicção de que as novas metas seriam atingidas até o final do ano.
III. O projeto é tão ambicioso que os investidores decidiram triplicar o aporte de capital.
IV. Os cidadãos, que buscam por justiça e celeridade, devem acompanhar os trâmites do processo.

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das orações em destaque:
Alternativas
Q4015618 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A análise sintática exige a distinção rigorosa entre as unidades de estruturação do pensamento: a FRASE, como enunciado de sentido completo (nominal ou verbal); a ORAÇÃO, como unidade organizada obrigatoriamente em torno de um núcleo verbal; e o PERÍODO, como unidade iniciada por letra maiúscula e encerrada por pontuação final, podendo ser classificado como simples ou composto.
Analise as proposições abaixo sob a ótica da norma-padrão:
I. "Quanta perspicácia e retidão nas decisões do magistrado durante o julgamento!"
II. "Os auditores do tribunal pretendiam analisar detidamente os fluxos de caixa da autarquia."
III. "Houve, devido a inconsistências orçamentárias, sérios entraves ao prosseguimento da licitação."
IV. "O veredito foi proferido, os réus silenciaram e a sessão, por fim, encerrou-se."

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das estruturas acima: 
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Q4015617 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A tese central defendida no texto converge para a necessidade premente de uma reforma na cultura institucional. De acordo com o fechamento do texto, a "engrenagem perfeita de um sistema vazio de propósito" seria evitada através da:
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Q4015616 Português
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Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
No terceiro parágrafo, o autor estabelece uma dicotomia entre o "tempo de fermentação" do conhecimento e a "conveniência da opinião pronta". Ao analisar o desfecho desse raciocínio, em que o "intelectual e o técnico são empurrados para as margens", depreende-se que a crítica do texto se volta contra:
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Q4015615 Português
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Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Analise a articulação entre o segundo e o terceiro parágrafos. É correto afirmar que o autor constrói sua argumentação final utilizando um raciocínio de:
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Q4015614 Português
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A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Ao discorrer sobre o "ecossistema de urgências" no segundo parágrafo, o autor introduz a metáfora da "miopia de gestão". Considerando o contexto em que a lógica do algoritmo é apresentada como oposta ao ato de "perscrutar as nuances", assinale a alternativa que traduz a implicação ética dessa miopia:
Alternativas
Q4015613 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
No primeiro parágrafo, o autor utiliza o termo "hipertrofia" em oposição à "atrofia" para descrever o cenário informacional contemporâneo. A partir da análise da estruturação lógica desse período e do conceito de "fim teleológico absoluto" atribuído à eficiência, depreende-se que:
Alternativas
Q4015506 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza, mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.

 

Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento, apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.

Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000 virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials, desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.

Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir produtos cosméticos de forma compulsiva.

Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria cosmética esteja impulsionando o termo "prejuvenation" para vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de elas aparecerem.

No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.

São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras, dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção decorrente da menor espessura da pele.

O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante, considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.

 

https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado

"Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio se tornasse um tabu."
Analise a função sintática do termo 'que' no trecho 'que podemos agradecer' e, em seguida, observe os termos destacados nas frases a seguir.
I. Vai chover, disse Rita.
II. Faça isto com muito sigilo.
III. A madrinha deixou-a emocionada.
IV. Os estudantes não sabiam que era dia de apresentação.
V. Meus pais me amam de verdade.
Assinale a alternativa CORRETA em que o termo destacado exerce a mesma função sintática do 'que' no trecho apresentado.
Alternativas
Q4015365 Português
“Vivemos em uma sociedade e estamos em contato com uma diversidade de religiões. Práticas e crenças semelhantes podem aproximar as pessoas na busca por um mesmo objetivo. As instituições religiosas pretendem manter um grupo de pessoas o tempo todo unido em torno de práticas de fé, ritos e rituais que são vivenciados pelos participantes. Essas práticas revelam a relação do ser humano com o sagrado e englobam orações, leituras e outras expressões.
Muitas vezes, rito e ritual são usados como sinônimos. Mas podemos pensar da seguinte forma; o ritual é uma cerimônia especial (missa, culto, etc) formada por um conjunto de ritos, gestos e palavras próprios de cada religião.”

https://www.trezetilias.sc.gov.br/uploads/sites/463/2021/12/1973261_Atividade_27 6_ano_REL_Cristiano.pdf - adaptado. Acessado em 11/09/2025.

Os ritos e cerimônias religiosas fazem parte do nosso cotidiano. Avaliando as afirmações, julgue os itens a seguir:

I. A função da instituição religiosa é construir e preservar um espaço coletivo no qual práticas de fé mantenham a coesão do grupo.
II. A função da instituição religiosa é substituir experiências individuais de espiritualidade por práticas exclusivamente comunitárias.
III. A função da instituição religiosa é reduzir a importância dos ritos em favor de crenças puramente intelectuais.
IV. A diversidade religiosa influencia ao abrir possibilidades de aproximação entre grupos que reconhecem práticas semelhantes.

Assinale a alternativa que contém APENAS as afirmações corretas. 
Alternativas
Q4015364 Português
“A arte e a religião têm uma relação profunda e histórica, onde a arte é usada para expressar, ensinar e fortalecer a fé, e a religião fornece temas, símbolos e motivações para a criação artística. Essa conexão se manifesta na arte sacra (para culto) e na arte religiosa (para expressão), abrangendo diversas formas como arquitetura, escultura, pintura, música e dança.”

https://www.uninter.com/noticias/a-influencia-das-crencas-na-producao-da-arteadaptado. Acessado em 09/11/2025.

A arte e a religião no decorrer da história desenvolveram uma cooperação mútua. Podemos concluir que:

I. A arte no contexto religioso é um meio neutro que não interfere na formação da fé, apenas a representa e se torna uma ferramenta exclusivamente pedagógica destinada ao ensino doutrinário.
II. A arte no contexto religioso é um instrumento de transmissão simbólica e emocional capaz de consolidar crenças.
III. A arte é um recurso estético que existe de forma independente de qualquer experiência espiritual.
IV. Ao fornecer temas, símbolos e motivações para a criação artística a religião funciona como matriz imaginária que orienta a criação, mas não determina sua forma final.

Assinale a alternativa que contém APENAS as afirmações corretas. 
Alternativas
Respostas
9081: B
9082: E
9083: B
9084: D
9085: A
9086: C
9087: C
9088: B
9089: C
9090: D
9091: A
9092: A
9093: C
9094: D
9095: A
9096: B
9097: A
9098: A
9099: A
9100: C