Questões de Concurso Sobre português
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Não sabemos nos despedir
Guardamos a sensação de que não nos despedimos direito daqueles que amamos e que se foram. É como se não tivéssemos dito tudo, ou que precisávamos nos preparar melhor para o desenlace.
O abraço deveria ter sido mais apertado; as frases de efeito mais contundentes; o olhar mais banhado de lágrimas.
A impressão é que faltou um maior tempo, uma maior disposição, mas é natural se atrapalhar mesmo. Não estamos diante de um espelho, e sim de um rosto de verdade. Existe carência e incompetência em ambos os lados, no lado que fica morrendo de saudade e no lado que vai, morrendo de medo do desconhecido.
Amar é enfrentar a insuficiência no leito do hospital do parente ou do afeto. Significa a pior provação de nossa frágil condição: estabelecer um diálogo com sentido quando nada tem sentido.
A esperança nos faz engasgar. Como achar normal não mais enxergar aquela pessoa? Nenhum exercício mental é capaz de conter o tumulto do coração. O coração sai da boca, sai correndo do quarto para não sofrer, e o corpo permanece ali, na aparência, embasbacado, sentado na cadeira, não entendendo nada, não respeitando os limites e a mortalidade injusta de cada um.
Estamos tão assustados com a morte iminente que todo murmúrio parece ser insignificante. É uma impotência emocional difícil de se superar.
Como reduzir uma amizade em brevíssimos instantes? Como elaborar um epíteto?
E mais dói o fim quando, em vez de ampararmos quem está sofrendo, o doente é que nos consola dizendo para não nos entristecermos. Neste instante é que desabamos: com a surpreendente generosidade do nosso ente, mais preocupado conosco do que com ele.
Eu perdi a minha avó Elisa quando eu tinha sete anos. Muito cedo para uma criança formular o desaparecimento físico. Nenhuma história dos pais me satisfazia. Eu só consegui entregar um desenho para ela. E ela me perguntou quem era ela na ilustração: eu apontei para a árvore, para a casa, para os pássaros, para o chão, para as nuvens, para o sol, menos para ela desenhada ao lado de minha mãe. Porque ela era tudo para mim. Estaria sempre dentro de tudo para mim.
Fabrício Carpinejar. Disponível em: https://www.fabriciocarpinejar.com.br/naosabemos-nos-despedir
I.Joana fez uma apologia de práticas sustentáveis durante sua apresentação na conferência ambiental.
II.Pedro tem certeza em suas habilidades e está determinado a alcançar seus objetivos profissionais.
III.Estou disposto EM ajudar no que for preciso para que o projeto seja concluído com sucesso.
IV.Após anos de tratamento e apoio, o ex-dependente químico foi reinserido a sua comunidade e agora busca reconstruir sua vida.
V.Laura está adaptada com a nova cidade, fazendo novos amigos e se envolvendo em atividades locais.
VI.Marcos sempre foi desconfiado de estranhos, o que o torna cauteloso em situações desconhecidas.
Em quais das afirmativas lidas há erro de regência nominal?
Leia o texto a seguir para responder à questão.
- Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta
Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.
Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiua, murmurando:
- Você e um bicho, Fabiano
Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
Chegara naquela situação medonha - e ali estava, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha.
- Um bicho, Fabiano.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 135. ed. [S. l.]: Record, 2003
Sobre os tempos verbais usados no trecho apresentado, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
I. No segundo parágrafo, o pretérito imperfeito do indicativo foi utilizado para caracterizar a personagem e descrever eventos habituais relacionados à rotina de Fabiano.
II. No segundo período do texto, os verbos “notou” e “iam” marcam respectivamente um evento concluído no passado e uma hipótese construída por Fabiano a respeito da atitude dos meninos.
III. A forma “chegara”, presente no sétimo parágrafo, está conjugada no pretérito-mais-que perfeito do indicativo para descrever um evento concluído no passado, anterior a outros eventos também no passado.
Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
- Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta
Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem: era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.
Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiua, murmurando:
- Você e um bicho, Fabiano
Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
Chegara naquela situação medonha - e ali estava, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha.
- Um bicho, Fabiano.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 135. ed. [S. l.]: Record, 2003
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Lei obriga mulher a ver imagens de fetos antes de aborto legal em Maceió
A Câmara de Vereadores de Maceió promulgou ontem uma lei que obriga as mulheres que buscarem o serviço de aborto legal na rede municipal a ter encontros com equipes de saúde para ver vídeos, fotos e ilustrações de fetos e receber "orientações sobre riscos e as consequências" do procedimento.
O que diz a lei
• Segundo a lei, os estabelecimentos de saúde de Maceió estão "obrigados a orientar e esclarecer às gestantes sobre os riscos e as consequências do abortamento nos casos permitidos pela lei, quando estas optarem pelo procedimento na rede pública."
• O texto determina que equipes multiprofissionais devem ser capacitadas para atuar prestando "esclarecimentos" não só à mulher, mas também aos seus familiares, sobre os "riscos do procedimento e suas consequências físicas e psicológicas."
• Entre as "orientações" citadas, a lei obriga a uma apresentação "de forma detalhada e didática", "por meio de vídeos e imagens", dos "métodos utilizados para executar o aborto, se valendo, inclusive, de ilustrações, o desenvolvimento do feto semana a semana."
• A lei estabelece que é necessário apresentar à mulher o programa de adoção.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/2023/12/20/lei-obriga-mulher-a-ver-imagens-de-fetos-antes-deaborto-legal-em-maceio.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em 12/11/2023.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Lei obriga mulher a ver imagens de fetos antes de aborto legal em Maceió
A Câmara de Vereadores de Maceió promulgou ontem uma lei que obriga as mulheres que buscarem o serviço de aborto legal na rede municipal a ter encontros com equipes de saúde para ver vídeos, fotos e ilustrações de fetos e receber "orientações sobre riscos e as consequências" do procedimento.
O que diz a lei
• Segundo a lei, os estabelecimentos de saúde de Maceió estão "obrigados a orientar e esclarecer às gestantes sobre os riscos e as consequências do abortamento nos casos permitidos pela lei, quando estas optarem pelo procedimento na rede pública."
• O texto determina que equipes multiprofissionais devem ser capacitadas para atuar prestando "esclarecimentos" não só à mulher, mas também aos seus familiares, sobre os "riscos do procedimento e suas consequências físicas e psicológicas."
• Entre as "orientações" citadas, a lei obriga a uma apresentação "de forma detalhada e didática", "por meio de vídeos e imagens", dos "métodos utilizados para executar o aborto, se valendo, inclusive, de ilustrações, o desenvolvimento do feto semana a semana."
• A lei estabelece que é necessário apresentar à mulher o programa de adoção.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/carlosmadeiro/2023/12/20/lei-obriga-mulher-a-ver-imagens-de-fetos-antes-deaborto-legal-em-maceio.htm?cmpid=copiaecola. Acesso em 12/11/2023.
Leia as afirmações a seguir a respeito da notícia apresentada:
I. A lei mencionada obriga mulheres que desejam fazer um aborto legal, na rede pública ou privada, a ouvirem orientações de profissionais da saúde acerca dos riscos enfrentados por quem se submete a esse procedimento.
II. A lei prevê a capacitação de equipes multiprofissionais para o atendimento tanto de mulheres que procuram o aborto legal na rede pública quanto de seus familiares.
III. As orientações previstas pela lei para as mulheres atendidas nos casos previstos vão desde imagens, vídeos até informações de caráter técnico-científico e apresentação de programa de adoção.
Assinale a alternativa correta:
Releia: “Ao negar a identidade de gênero de travestis e mulheres trans e classificá-las como "homens" e/ou como inimigas, com base em características biológicas, além de não fazer avançar os direitos das mulheres ou a luta contra o machismo e a misoginia, também perpetuam a discriminação, a violência e a marginalização que as mulheres trans e travestis já enfrentam.”
Assinale a única alternativa em que a reescrita do trecho apresentado mantém as relações de sentido presentes no trecho original:
Releia o primeiro parágrafo do texto e analise as afirmações feitas sobre sua estrutura:
“Vivemos em um momento em que as conquistas em prol dos direitos das mulheres são inegáveis, mas também somos testemunhas da ascensão de um crescente movimento antifeminista que ameaça minar essas conquistas com a mobilização de políticas "antigênero", que vem sendo usadas para impedir avanços e retroceder nos direitos das mulheres e pessoas LGBTQIA+.”
I. A 1ª pessoa do plural em “vivemos” e “somos” constituise recurso usado para gerar identificação entre autor e possíveis leitores do texto, já que essas formas apresentam sujeito implícito semanticamente traduzido em “eu (autor) e você (leitor)”.
II. Em “que vem sendo usadas para impedir avanços”, a forma verbal destacada, segundo a norma culta, deveria ser acentuada (vêm) para sinalizar corretamente seu sujeito plural.
III. O conectivo “mas”, presente em “mas também somos testemunhas”, tem valor adversativo, isto é, estabelece entre duas orações uma relação de contraste ou oposição.
Assinale a alternativa correta:
Releia o seguinte trecho do texto:
“As conquistas dos direitos das mulheres e a luta pela igualdade de gênero trans inclusivas não são antagônicas entre si e tampouco deveriam ser limitadas por critérios estritamente biológicos, mas, sim, baseadas em princípios de justiça, igualdade e respeito pela diversidade”.
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, sinônimos contextuais para os termos destacados no trecho dado.
A respeito do texto, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Ataques aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres estão, muitas vezes, associados à transfobia e a uma suposta defesa de meninas e mulheres.
II. Identidades transmasculinas são tão atacadas quanto as transfemininas pelas políticas antigênero, sempre baseadas nas características biológicas da pessoa.
III. O critério biológico de definição da pessoa já foi utilizado para atacar indivíduos considerados “diferentes” em momentos distintos da história, culminando em segregação racial e negação de direitos desses indivíduos.
Assinale a alternativa correta.
Leia com atenção as colunas abaixo:
Coluna 01:
(__)Ela riu e chorou e abraçou e beijou todos os amigos.
(__)A atleta brasileira correu, pulou, gritou, venceu.
(__)Carlos fez o trabalho, entregou, recebeu o pagamento.
(__)O vento soprava e as folhas caíam e os pássaros voavam e as nuvens se moviam lentamente.
I.Assíndeto.
II.Polissíndeto.
Correlacione as colunas acima conforme o emprego das
figuras de sintaxe nas afirmativas da Coluna 01. Em
seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:
O trecho "Também há o aumento da vaidade, porque consideramos que merecemos isso e muito mais" está de acordo com as normas ortográficas assim como a alternativa:
"Meu caro, aprenda com o erro."
I.Essa frase sugere que as coisas que são obtidas sem custo ou esforço tendem a ser menos valorizadas.
II.Embora as coisas tenham algum valor intrínseco, não nos importamos em reconhecê-lo ou entender sua importância, pois não investimos nada para obtê-las.
III.Em resumo, quando algo é facilmente obtido, é menos provável que apreciemos verdadeiramente seu valor.
É correto o que se afirma em:
Leia a crônica abaixo e responda a questão
Belo Horizonte, cidade dividida entre o azul celeste e o preto e branco, onde a paixão pelo futebol transcende rivalidades. De um lado, o Atlético Mineiro, Galo forte e vingador, cuja torcida transforma o Mineirão em um caldeirão fervente de emoções. Do outro, o Cruzeiro, Raposa astuta, que desliza pelo campo com a elegância de quem sabe que a história se constrói a cada toque de bola.
Nas tardes mineiras, quando o clássico se desenha no horizonte, as ruas se enchem de expectativa. É mais do que um jogo; é uma batalha pela supremacia na alma do estado. Os atleticanos entoam seus cânticos, os cruzeirenses respondem com orgulho, e o Mineirão se transforma em um palco onde a rivalidade se torna épica.
Cada lance, cada driblada, é como uma dança entre dois amantes que se conhecem tão bem, mas que nunca deixam de se surpreender. Os heróis surgem, e as tragédias se desenham em campo. O Atlético busca a vitória para provar que é o verdadeiro senhor de Minas, enquanto o Cruzeiro almeja a redenção e a oportunidade de pintar a cidade de azul mais uma vez.
Os clássicos entre Atlético Mineiro e Cruzeiro são mais do que eventos esportivos; são capítulos de uma saga que une e separa corações apaixonados. Na arquibancada, a festa é regada a emoções intensas, gritos de guerra e um amor que ultrapassa a barreira das cores. Belo Horizonte, cidade dividida, mas unida por uma paixão: o futebol que pulsa nos corações alvinegros e celestes, criando uma atmosfera única e eterna no cenário do esporte brasileiro.
Autor: Ricardo Menezes
Leia a crônica abaixo e responda a questão
Belo Horizonte, cidade dividida entre o azul celeste e o preto e branco, onde a paixão pelo futebol transcende rivalidades. De um lado, o Atlético Mineiro, Galo forte e vingador, cuja torcida transforma o Mineirão em um caldeirão fervente de emoções. Do outro, o Cruzeiro, Raposa astuta, que desliza pelo campo com a elegância de quem sabe que a história se constrói a cada toque de bola.
Nas tardes mineiras, quando o clássico se desenha no horizonte, as ruas se enchem de expectativa. É mais do que um jogo; é uma batalha pela supremacia na alma do estado. Os atleticanos entoam seus cânticos, os cruzeirenses respondem com orgulho, e o Mineirão se transforma em um palco onde a rivalidade se torna épica.
Cada lance, cada driblada, é como uma dança entre dois amantes que se conhecem tão bem, mas que nunca deixam de se surpreender. Os heróis surgem, e as tragédias se desenham em campo. O Atlético busca a vitória para provar que é o verdadeiro senhor de Minas, enquanto o Cruzeiro almeja a redenção e a oportunidade de pintar a cidade de azul mais uma vez.
Os clássicos entre Atlético Mineiro e Cruzeiro são mais do que eventos esportivos; são capítulos de uma saga que une e separa corações apaixonados. Na arquibancada, a festa é regada a emoções intensas, gritos de guerra e um amor que ultrapassa a barreira das cores. Belo Horizonte, cidade dividida, mas unida por uma paixão: o futebol que pulsa nos corações alvinegros e celestes, criando uma atmosfera única e eterna no cenário do esporte brasileiro.
Autor: Ricardo Menezes