Questões de Concurso Sobre português
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Marque a opção que traz uma palavra formada por derivação parassintética:
Observe as regras de acentuação e assinale a alternativa correta, conforme o Novo Acordo Ortográfico.
I. O período é composto por duas orações.
II. “Quando não pudessem mais sustentar um livro” é uma oração subordinada que indica o tempo de ocorrência do fato expresso na oração principal.
III. “Que não fosse pela velhice dos dedos” contém uma negativa justificada pelo uso imperfeito do subjuntivo.
Está correto o que se afirma em:
Leia atentamente o texto a seguir, para responder a questão número 2.
ANTÍFONA
Ó formas alvas, brancas, formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó formas vagas, fluídas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras
Formas do amor, constantemente puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas.
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...
Nos versos “Ó formas vagas, fluídas, cristalinas...” e “Harmonias da Cor e do Perfume...” está presente a figura de linguagem indicada abaixo:
Após leitura atenta do texto a seguir, assinale a alternativa correta.
COLOCANDO-SE NO LUGAR DO OUTRO
Sem empatia, sobra intolerância, bullying, violência. Sem gastar um segundo, imaginando como o outro se sente, de onde vem, em qual contexto foi criado, ao que foi exposto, sem se lembrar que cada um tem sua história, e sem tentar entender como é estar na pele do outro, surgem os crimes de ódio, as discussões acaloradas nas redes sociais, o fim de amizades de uma vida toda. É preciso ter empatia para aprender que não existe verdade absoluta, que tudo depende do ponto de vista.
Segundo uma pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, o Brasil não é dos países mais empáticos do mundo. Sim, somos reconhecidos pela alegria e pela hospitalidade, mas quando falamos em se colocar no lugar do outro, e tentar entender o que ele sente, ainda estamos muito longe do ideal. O estudo analisou repostas de um questionário aplicado em 61 países, com 104 mil pessoas que tentavam medir compaixão e empatia em situações hipotéticas. O Brasil ficou em 51º na lista, atrás de países como o Equador, Arábia Saudita, Peru, Dinamarca, Emirados Árabes, por exemplo. Mas, o problema do egocentrismo e da falta de amor ao próximo não é exclusivo dos brasileiros. É uma preocupação mundial.
I. Dados analisados pela Habitat for Humanity International indicam que a moradia não figura entre as prioridades climáticas da maioria dos países.
II. A ausência do tema da moradia nas metas climáticas é apresentada como uma lacuna relevante nas políticas públicas.
Pode-se afirmar que:
Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/811281320356756620/. Acesso em 15 fev. 2026.
Sobre os recursos linguísticos, semânticos e discursivos mobilizados na tirinha acima, analise as assertivas abaixo:
I. A palavra "vocezão" é formada pelo acréscimo do sufixo aumentativo "-ão" ao pronome "você", operação incomum na língua portuguesa, uma vez que pronomes pessoais não costumam receber esse tipo de flexão, o que gera o efeito de estranhamento e humor.
II. O termo "tuzão", criado pelo personagem como segunda tentativa de rima, utiliza um processo morfológico diferente do utilizado em "vocezão", o que corrobora com o efeito cômico.
III. A expressão "morre de paixão" constitui exemplo de linguagem conotativa, empregada no sentido figurado para expressar intensidade sentimental, afastando-se do sentido literal do verbo "morrer".
IV. A fala final do segundo personagem — "É o novo Drummond" — estabelece uma relação intertextual com o poeta Carlos Drummond de Andrade, reconhecido pela qualidade de sua produção poética, funcionando como ironia que contrapõe à construção deselegante do personagem à excelência do poeta.
V. O humor da tirinha fundamenta-se exclusivamente em aspectos fonéticos, mais especificamente na busca por palavras que rimem com "paixão", desconsiderando quaisquer questões semânticas ou pragmáticas.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
Considere os fragmentos:
Texto I
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
[...]
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá."
(Gonçalves Dias - "Canção do Exílio", 1843)
Texto II
"Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
[...]
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!"
(Murilo Mendes - "Canção do Exílio", 1925-1931)
Sobre a relação intertextual entre os dois poemas, analise as assertivas abaixo:
I. O Texto II estabelece uma relação de intertextualidade com o Texto I, retomando o tema do exílio e a estrutura inicial "Minha terra tem...", mas subverte o ufanismo romântico ao introduzir elementos estrangeiros ("macieiras da Califórnia", "gaturamos de Veneza") e uma crítica à valorização do que é importado em detrimento do nacional.
II. Ambos os poemas expressam nostalgia da terra natal, mas enquanto Gonçalves Dias idealiza a natureza brasileira com elementos nativos (palmeiras, sabiá), Murilo Mendes denuncia a perda da identidade nacional, evidenciando que até mesmo a fauna e a flora brasileiras foram substituídas por espécies e produtos estrangeiros.
III. A referência ao "sabiá com certidão de idade" no Texto II constitui uma ironia que questiona a autenticidade do símbolo nacional romântico, sugerindo que o sabiá original de Gonçalves Dias se tornou um clichê desgastado pelo tempo.
IV. O Texto II reproduz integralmente o nacionalismo ufanista do Texto I, mantendo a mesma idealização da pátria e o mesmo tom de saudade ingênua, sem qualquer crítica social ou ironia.
V. A intertextualidade presente no Texto II caracterizase como paródia, pois retoma um texto célebre para ressignificá-lo criticamente, expondo contradições da sociedade brasileira, como a exportação das riquezas nacionais e a importação de bens culturais estrangeiros.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
"Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro"
A escolha desse poema é adequada para discutir com os alunos: