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Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 251.696 questões

Q3433678 Português

INSTRUÇÃO: Leia o fragmento do texto a seguir para responder à questão.



Era madrugada quando a porta abriu:


– Acorda, acorda, Chiquinho... É tu que vai levar o recado pra Zé Barbatão!


O menino esfregou os olhos cheios de remela. Para satisfação da mãe, não hesitou. Pulou da cama como um soldado em miniatura. Chiquinho ouviu o cantar do galo, latidos distantes e o rádio, som baixo, ligado no quarto dos pais, “... prevista para esta manhã a extraordinária passagem do...”. Reconheceu os cheiros. Ovo mexido, café prontinho. O lampião trazido pela mãe, postado no chão, iluminava todos os pés do quarto.


Comeu apressado. A mãe tentava sorrir. Parecia alerta, com medo de alguma coisa?


– O que tem no bilhete, mainha?


– E eu vou saber, menino? É coisa de Doutor Quincas.


Então era recado do Coronel Quincas, em cuja propriedade a família de Chiquinho vivia e trabalhava. Mas quem garantia que não tinha ali também coisa dela? Afinal, o envelope soltava um perfume.



AGUIAR, Cristhiano. Anda-luz. Alfaguara, 2022. 

Considerando as características linguísticas do texto, qual das alternativas a seguir expressa corretamente uma marca de variação linguística presente na narrativa? 
Alternativas
Q3433671 Português

Sentou na minha frente e pôs-se ______ ler um livro ______ luz do abajur. Já está preparada para dormir: o macio roupão azul sobre a camisola, a chinela de rosinhas azuis, o frouxo laçarote de fita prendendo os cabelos alourados, a pele tão limpa, tão brilhante, cheirando ______ sabonete provavelmente azul, tudo tão vago, tão imaterial. Celestial.



TELLES, Lygia Fagundes. Eu era mudo e só. Disponível em:

https://contobrasileiro.com.br/eu-era-mudo-e-so-conto-de-lygia

fagundes-telles/. Acesso em: 23 jan. 2024. [Fragmento]



Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente os espaços do texto.

Alternativas
Q3433349 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

Assinale a alternativa em que a alteração da posição do pronome em relação ao verbo tenha ocorrido em obediência à norma culta. 
Alternativas
Q3433348 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

De acordo coma norma culta, o trecho destacado no excerto “Na contramão, havia muitos materiais em boas condições [...]" poderia ser substituído por: 
Alternativas
Q3433347 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

Assinale a sentença cujo termo destacado tenha sido acentuado seguindo uma regra distinta a dos demais. 
Alternativas
Q3433346 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

Dentre as sentenças apresentadas a seguir, assinale aquela na qual a palavra destacada exerce papel substantivo. 
Alternativas
Q3433345 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

Dentre os excertos apresentados a seguir, assinale aquele que apresenta um exemplo de oração em voz passiva.
Alternativas
Q3433344 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

Em relação ao trecho anterior, o segmento destacado em "Isso me afastava das ruas porque eu podia ficar na casa durante o dia, almoçar ali" apresenta uma 
Alternativas
Q3433343 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

Considerando a segunda ocorrência de virgula no fragmento “Notando seu fascínio pelos livros, a instituição convidou Cancela para trabalhar ali, e ele passou a receber uma bolsa de R$ 120, num contrato de oito meses”, pode-se afirmar que ela se Justifica pela mesma regra que levou ao emprego de virgula na sentença: 
Alternativas
Q3433342 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

A ocorrência do vocábulo destacado em “Do contrario, eu teria que sair de manhã e voltar no fim da tarde” classifica-se como um(a) 
Alternativas
Q3433341 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

 O segmento destacado no excerto “Todos do Chico Xavier, como ‘Nosso Lar', eram disputados, estavam sempre emprestados” expressa uma 
Alternativas
Q3433340 Português

Texto para a questão: 


Ele foi albergado, incentivou quem mora na rua a ler e se tornou bibliotecário 




Disponível em: https://www1.folha.ual.com br.

Considerando-se as informações apresentadas no texto, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3433131 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Células podem indicar chave para frear efeitos do envelhecimento


Elas estão espalhadas por todo o nosso corpo — do cérebro ao fígado —, e atuam liberando moléculas prejudiciais que degradam os tecidos, afetando a cognição, aumentando a fragilidade e enfraquecendo o sistema imunológico. E seu número aumenta à medida que envelhecemos.


Estamos nos referindo às células senescentes, muitas vezes, chamadas de "células zumbis".


Com a idade, elas passam por um processo de senescência, um estado em que não crescem e não se dividem, no entanto resistem em morrer e liberam uma combinação prejudicial de sinais biológicos nocivos.


Quando uma pessoa é jovem, o sistema imunológico elimina células senescentes. Mas muitas conseguem perseverar, contribuindo para problemas de saúde e doenças associadas ao avanço da idade.


Há mais de uma década, várias equipes de cientistas pesquisam formas de destruir estas células, e assim, deter os problemas do envelhecimento.


As doenças, as lesões e os outros fatores de estresse danificam as células de todo o nosso corpo.


 Idealmente, nosso sistema imunológico elimina as células danificadas por meio de um processo chamado apoptose.


Mas, à medida que envelhecemos, o nosso organismo já não é tão eficaz na eliminação de células disfuncionais, e isso contribui para o enfraquecimento do sistema imunológico e outros processos biológicos menos eficientes


Mas, à medida que envelhecemos, o nosso organismo já não é tão eficaz na eliminação de células disfuncionais, e isso contribui para o enfraquecimento do sistema imunológico e outros processos biológicos menos eficientes.


Nas dezenas de ensaios clínicos realizados em células senescentes atualmente, os pesquisadores usam desde medicamentos — novos e adaptados — até biomarcadores e ferramentas genéticas para reprogramar e matar estas células, na esperança de acabar com as doenças associadas ao avanço da idade.


"Sabemos que as pessoas envelhecem em ritmos diferentes, e que a idade cronológica de uma pessoa nem sempre coincide com a sua idade biológica", explicou Jennifer Sauver, principal autora do estudo.


 "Descobrimos que um grupo de diversas proteínas liberadas pelas células zumbis funciona como biomarcadores da senescência e prevê resultados relacionados à saúde em adultos mais velhos."


Os pesquisadores também descobriram que medir estes biomarcadores no sangue ajuda a prever a mortalidade, para além da combinação da idade cronológica, do sexo e da presença de uma doença crônica.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nn0v2g45mo

O número de células zumbis aumenta à medida que envelhecemos, já que nosso corpo não é mais tão eficaz na eliminação de células disfuncionais.


De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3433130 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Células podem indicar chave para frear efeitos do envelhecimento


Elas estão espalhadas por todo o nosso corpo — do cérebro ao fígado —, e atuam liberando moléculas prejudiciais que degradam os tecidos, afetando a cognição, aumentando a fragilidade e enfraquecendo o sistema imunológico. E seu número aumenta à medida que envelhecemos.


Estamos nos referindo às células senescentes, muitas vezes, chamadas de "células zumbis".


Com a idade, elas passam por um processo de senescência, um estado em que não crescem e não se dividem, no entanto resistem em morrer e liberam uma combinação prejudicial de sinais biológicos nocivos.


Quando uma pessoa é jovem, o sistema imunológico elimina células senescentes. Mas muitas conseguem perseverar, contribuindo para problemas de saúde e doenças associadas ao avanço da idade.


Há mais de uma década, várias equipes de cientistas pesquisam formas de destruir estas células, e assim, deter os problemas do envelhecimento.


As doenças, as lesões e os outros fatores de estresse danificam as células de todo o nosso corpo.


 Idealmente, nosso sistema imunológico elimina as células danificadas por meio de um processo chamado apoptose.


Mas, à medida que envelhecemos, o nosso organismo já não é tão eficaz na eliminação de células disfuncionais, e isso contribui para o enfraquecimento do sistema imunológico e outros processos biológicos menos eficientes


Mas, à medida que envelhecemos, o nosso organismo já não é tão eficaz na eliminação de células disfuncionais, e isso contribui para o enfraquecimento do sistema imunológico e outros processos biológicos menos eficientes.


Nas dezenas de ensaios clínicos realizados em células senescentes atualmente, os pesquisadores usam desde medicamentos — novos e adaptados — até biomarcadores e ferramentas genéticas para reprogramar e matar estas células, na esperança de acabar com as doenças associadas ao avanço da idade.


"Sabemos que as pessoas envelhecem em ritmos diferentes, e que a idade cronológica de uma pessoa nem sempre coincide com a sua idade biológica", explicou Jennifer Sauver, principal autora do estudo.


 "Descobrimos que um grupo de diversas proteínas liberadas pelas células zumbis funciona como biomarcadores da senescência e prevê resultados relacionados à saúde em adultos mais velhos."


Os pesquisadores também descobriram que medir estes biomarcadores no sangue ajuda a prever a mortalidade, para além da combinação da idade cronológica, do sexo e da presença de uma doença crônica.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nn0v2g45mo

A idade cronológica de uma pessoa nem sempre coincide com a sua idade biológica.


Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:

Alternativas
Q3432781 Português

Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas – e ninguém percebeu.

Walcyr Carrasco



    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: “Já conhecem o restaurante?”. Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse: “Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões.” Sorri e disse: “Tudo bem, eu faço um Pix.” Aí ele frisou: “Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.


    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação com o celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. “Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: “Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.


    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1° de março de 2024, edição n° 2882.

"Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro." 3º§ 


A conjugação do verbo destacado, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, é:

Alternativas
Q3432739 Português

                                        Leia o texto a seguir para responder à questão.

                                                     Dinheiro na mão é vendaval 

                        Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém 2 percebeu. 


Walcyr Carrasco



    Outro dia, eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu e perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse: “Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei, e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que, de fato, eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes, eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola, intitulada Pecado Capital, diz que “dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador.” Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.

                                                                 Publicado em VEJA de 1° de margo de 2024, edição nº 2882.  

"Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia.” 1º§ 


As duas primeiras vírgulas nesse trecho separam:

Alternativas
Q3432738 Português

                                        Leia o texto a seguir para responder à questão.

                                                     Dinheiro na mão é vendaval 

                        Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém 2 percebeu. 


Walcyr Carrasco



    Outro dia, eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu e perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse: “Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei, e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que, de fato, eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes, eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola, intitulada Pecado Capital, diz que “dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador.” Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.

                                                                 Publicado em VEJA de 1° de margo de 2024, edição nº 2882.  

"[...] dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador [...]" 3º§ 


E sinônimo da palavra destacada:  

Alternativas
Q3432737 Português

                                        Leia o texto a seguir para responder à questão.

                                                     Dinheiro na mão é vendaval 

                        Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém 2 percebeu. 


Walcyr Carrasco



    Outro dia, eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu e perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse: “Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei, e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que, de fato, eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes, eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola, intitulada Pecado Capital, diz que “dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador.” Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.

                                                                 Publicado em VEJA de 1° de margo de 2024, edição nº 2882.  

“Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda." 2º§ 


Esse trecho do texto exprime uma ideia de:

Alternativas
Q3432701 Português

Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.

Walcyr Carrasco


    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, 0 garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?”. Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix.” Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on- line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de 

gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. “Aceito Pix”, ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.

Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.

"Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro." 3º§ 


A conjugação do verbo destacado, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, é:

Alternativas
Q3432698 Português

Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.

Walcyr Carrasco


    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, 0 garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?”. Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix.” Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on- line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de 

gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. “Aceito Pix”, ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.

Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.

"[...] dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador [...]" 3º§ 


E sinônimo da palavra destacada:  

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49241: C
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