Questões de Concurso Sobre português

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Q3487367 Português

Analise as sentenças a seguir quanto ao emprego das formas verbais:


I. Gostaria de saber se sua tia …. na festa de anonovo.


II. As crianças e os adolescentes de hoje em dia não …. televisão, mas conteúdos nas redes sociais.


III. Eles não …. à reunião de ex-alunos. Assinale a alternativa que apresenta opções que preencham correta e respectivamente cada uma das lacunas das sentenças apresentadas.

Alternativas
Q3487366 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

Analise todas as formas verbais empregadas na tirinha. Dentre os verbos apresentados a seguir, que ocorrem na tirinha, aquele que está em forma nominal é:
Alternativas
Q3487365 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

A preposição “de”, que ocorre no terceiro quadrinho, contraída com o artigo feminino, e no quarto quadrinho, de forma plena, é empregada com sentidos distintos nesses quadrinhos, que se relacionam, respectivamente, a valores de: 
Alternativas
Q3487364 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

As palavras “etiqueta” e “camiseta”, que ocorrem no terceiro quadrinho, são substantivos:
Alternativas
Q3487363 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

Em relação à classe gramatical, a palavra “você”, empregada no primeiro e no quarto quadrinho, classifica-se como:
Alternativas
Q3487362 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

No terceiro quadrinho, há uma marca típica da linguagem oral informal, que consiste no emprego de: 
Alternativas
Q3487361 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

A partir do último quadrinho, conclui-se que Haroldo:
Alternativas
Q3487360 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto: “Afinal, ele tem todo o tempo do mundo.” Dentre as palavras a seguir, que ocorrem no excerto, pertence à classe gramatical dos advérbios apenas:
Alternativas
Q3487359 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto a seguir: “(...) quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.” As duas orações que formam a sentença apresentada no excerto dado se relacionam de forma a exprimir um sentido: 
Alternativas
Q3487358 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise o excerto a seguir em relação a todas as formas verbais empregadas: “Alguém poderia dizer ‘É a cara do pai’ mas só estaria sendo delicado.” O verbo que é empregado nesse contexto e que está no gerúndio é: 
Alternativas
Q3487357 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Em termos de regência, a forma verbal empregada no excerto “E o Tempo se espreguiça.” é:
Alternativas
Q3487356 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

No excerto “Depois, a nossa cara muda mais devagar.”, o advérbio “mais”:
Alternativas
Q3487355 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

No excerto “Depois começa a ficar parecida.”, a palavra “parecida” está em sua forma flexionada no gênero feminino, e estabelece uma relação de concordância com uma palavra que ocorre anteriormente. Essa palavra é:
Alternativas
Q3487354 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

O advérbio “certamente”, no excerto “Mas certamente a todo o ano.”, poderia ser substituído, sem prejuízo de valor, pela expressão:
Alternativas
Q3487353 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o excerto a seguir: “E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado.” Nesse contexto, a substituição da expressão “a gente” pelo pronome pessoal “nós”, de sentido correspondente, demandaria a seguinte reescritura:
Alternativas
Q3487352 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Como outros textos narrativos, o texto apresentado faz uso de diversas expressões com sentido figurado. Um excerto que ilustra o emprego de palavras com sentido figurado é:
Alternativas
Q3487351 Português

Leia o texto para responder à questão.


O arteiro e o tempo


Se o Tempo tivesse uma cara, como seria? Para começar, não seria uma cara. Seriam várias. A cara do Tempo mudaria a toda hora. Bem, não a toda hora. Mas certamente a todo o ano.


 A cara do Tempo ao nascer seria igual à cara de qualquer recém-nascido. Meio amassada, como um papel de embrulho que não se consegue alisar. Alguém poderia dizer “É a cara do pai” mas só estaria sendo delicado. Ao nascer, ninguém é a cara de ninguém.


Aliás, os dois ou três dias depois do nascimento são os únicos dias da vida em que a nossa cara é só nossa. Depois começa a ficar parecida.


Com o tempo, a cara do Tempo iria mudando. Na infância, a cara da gente muda mais depressa. Sempre tem aquela tia que passa um ou dois meses sem nos ver e quando vê faz um escândalo.


— Não pode ser, como ele mudou! Ou então não acredita.


— É mentira. Esse não é ele!


E a gente não sabe se fica orgulhoso por ter crescido tanto e estar ali enganando a tia ou finge que acha engraçado. Mesmo que por dentro esteja pensando: “Saco”.


Depois, a nossa cara muda mais devagar. A cara de quem tem quinze anos é muito diferente da cara de quem tem dez. Mas a cara de quem tem 35 não é muito diferente da cara de quem tem trinta. Pelo menos não o bastante para enganar uma tia.


Depois de um certo tempo, o Tempo muda de cara devagar. Mas muda. Vai ficando enrugado, encurvado... Mas é engraçado: quanto mais velho fica o Tempo, mais rápido ele passa.


Quando ele é moço, o Tempo parece que nem anda. Você fica torcendo para ele passar depressa — principalmente no começo do ano escolar, quando as férias estão lá longe e cada dia leva uma semana para terminar e cada semana  leva um mês — e ele passa arrastando os pés, como um velho.


Quando fica velho, passa correndo, como um moço. E um moço atleta. Por isso os adultos não falam com o Tempo. Não conseguem. Ele não fica quieto. Criança, sim, pode conversar com o Tempo. Pedir coisas:


— Passa depressa, pô!


— Pra quê? 


— Pro verão chegar logo. Pro meu aniversário chegar logo. Pro Natal chegar logo.


— Calma... — Anda! — Tem tempo...


E o Tempo se espreguiça. E é capaz até de tirar uma soneca na sua cara. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo. Ele é todo o tempo do mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considerando as analogias e construções de cenários utilizados pelo autor para falar do tempo, pode-se afirmar que é uma característica central na construção do texto: 
Alternativas
Q3487330 Português

Analise as sentenças a seguir quanto ao emprego das expressões “porque”, “por que”, “porquê” e “por quê”:


I. Estou resfriada, …… tomei chuva.


II. …… você está tão zangado?


III. Ficou chateada durante o jantar, mas não disse o …… .


Assinale a alternativa que apresenta opções que preencham correta e respectivamente cada uma das lacunas das sentenças apresentadas. 

Alternativas
Q3487329 Português

Considere as seguintes sentenças:


I. Ele andou rapidamente em direção ao posto de gasolina.


II. Coincidentemente, nos encontramos no restaurante.


III. As coisas se resolveram naturalmente.


Nas sentenças dadas, a função de cada advérbio empregado é: 

Alternativas
Q3487328 Português

Considere as sentenças a seguir:


I. Ele escreveu uma carta à Ana.


II. Não trabalha e vive à custa dos pais.


III. Disse péssimas falas à sua namorada.


O emprego do acento indicativo de crase é facultativo apenas em: 

Alternativas
Respostas
47601: B
47602: D
47603: D
47604: C
47605: C
47606: A
47607: B
47608: A
47609: D
47610: E
47611: A
47612: A
47613: D
47614: A
47615: C
47616: B
47617: E
47618: D
47619: A
47620: E