Questões de Concurso Sobre português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
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Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
1. Sentido denotativo
2. Sentido conotativo
( ) “Armando Nogueira dizia que Zagallo jogava com duas camisas, uma para defender, outra para atacar”.
( ) “Tema e tom preferidos de quem sempre defendeu com gritos, unhas e dentes o respeito à Seleção”.
( ) “Ao todo, foram seis gols em 37 partidas como jogador da Seleção”.
A sequência que preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, é:
Assinale a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do enunciado acima.
I. “Será” está no modo subjuntivo.
II. “Recebia” está no pretérito perfeito do modo indicativo.
III. “Seria” está no futuro do pretérito do modo indicativo.
Das assertivas, está(ão) CORRETA(S):
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).