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Q3521693 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O homem rouco


Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.


Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.


Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.


Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.


Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?


Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.


Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.


O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.


Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.


− Crônica de Rubem Braga



https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco

'O senhor pode ter a gentileza de me dar fogo."


O vocábulo 'pode', na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo, distingue-se da forma pretérita 'pôde', que manteve o acento diferencial.


Todavia, conforme as disposições do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, alguns vocábulos tiveram sua grafia alterada. Com base nisso, identifique em qual alternativa há um vocábulo grafado de forma INCORRETA.

Alternativas
Q3521692 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O homem rouco


Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.


Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.


Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.


Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.


Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?


Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.


Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.


O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.


Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.


− Crônica de Rubem Braga



https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco

Leia os trechos extraídos do texto e escolha a alternativa que contém um vício de linguagem conhecido como pleonasmo.
Alternativas
Q3521690 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O homem rouco


Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.


Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.


Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.


Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.


Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?


Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.


Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.


O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.


Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.


− Crônica de Rubem Braga



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"Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído."



Ao usar a expressão 'agravado', o autor sugere que:

Alternativas
Q3521689 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O homem rouco


Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.


Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.


Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.


Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.


Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?


Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.


Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.


O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.


Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.


− Crônica de Rubem Braga



https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco

"Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental."


No que diz respeito à concordância observada no trecho acima, analise as afirmativas a seguir:



I. A forma verbal 'deram' está flexionada no plural para concordar com o núcleo do sujeito 'pastilhas', que também está no plural, garantindo a correta concordância verbal entre sujeito e verbo.


II. As formas verbais 'receitou' , 'cheguei' e 'aborreceu' estão flexionadas no singular para concordar com um único sujeito, indicando que ambas as ações foram praticadas por essa mesma pessoa.


III. Os adjetivos 'desagradável' e 'secreto' exercem a função de caracterizar substantivos diferentes dentro do enunciado, atribuindo a cada um deles qualidades específicas e distintas.



É correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3521688 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O homem rouco


Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.


Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.


Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.


Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.


Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?


Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.


Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.


O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.


Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.


− Crônica de Rubem Braga



https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco

"Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos." 



Com base no processo de formação do período acima, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação CORRETA.

Alternativas
Q3521687 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O homem rouco


Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.


Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.


Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.


Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.


Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?


Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.


Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.


O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.


Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.


− Crônica de Rubem Braga



https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco

"Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração."


A crase pode ser empregada em diversas situações. No trecho, o seu uso ocorre porque a expressão 'à noite' faz parte de uma locução adverbial feminina de tempo. A seguir, observe outros enunciados que apresentam situações de uso da crase. Assinale a alternativa em que o emprego da crase está INCORRETO.

Alternativas
Q3521596 Português
Em relação à formação de palavras, a alternativa que apresenta um caso de derivação parassintética é: 
Alternativas
Q3521595 Português
Em relação aos pronomes oblíquos, segundo os termos gramaticais, assinale a alternativa que está, segundo a gramática normativa, correta: 
Alternativas
Q3521594 Português
Em um diálogo entre mãe e filho, lê-se o seguinte trecho:

“Você pode sair, sim. Desde que volte antes das dez da noite.”
A locução “desde que” estabelece entre as orações uma relação de:
Alternativas
Q3521593 Português
Assinale a alternativa em que há erro quanto ao uso do hífen, de acordo com a nova ortografia: 
Alternativas
Q3521592 Português
Assinale a alternativa em que a função da linguagem é predominantemente conativa:  
Alternativas
Q3521591 Português
Leia o texto abaixo com atenção para responder à questão.

O distanciamento entre pais e filhos em tempos de redes sociais

As redes sociais, inicialmente celebradas como pontes entre pessoas distantes, têm se tornado, paradoxalmente, muros silenciosos dentro de muitos lares. Pais e filhos convivem sob o mesmo teto, mas suas atenções estão cativas a telas que brilham mais do que os olhos um do outro. A intimidade, antes construída em torno de refeições, conversas noturnas ou mesmo silêncios partilhados, cede espaço à distração contínua.

Muitos pais, ao tentarem compensar a ausência física com presentes ou permissividade digital, reforçam uma dinâmica de afastamento. Os filhos, por sua vez, criam vínculos mais intensos com influenciadores do que com os próprios responsáveis. Não se trata de demonizar a tecnologia — ela é ferramenta e, como tal, depende de como é utilizada. O problema emerge quando se naturaliza a negligência afetiva, disfarçada de “tempo de qualidade online”.

Recuperar a presença exige esforço mútuo: escuta ativa, disponibilidade real, e a difícil arte de dizer “agora não” para o celular, a fim de dizer “sim” para quem está ao lado. Talvez seja este o grande desafio contemporâneo da parentalidade: reaprender a estar junto — de verdade.  
Em relação à organização textual, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3521590 Português
Leia o texto abaixo com atenção para responder à questão.

O distanciamento entre pais e filhos em tempos de redes sociais

As redes sociais, inicialmente celebradas como pontes entre pessoas distantes, têm se tornado, paradoxalmente, muros silenciosos dentro de muitos lares. Pais e filhos convivem sob o mesmo teto, mas suas atenções estão cativas a telas que brilham mais do que os olhos um do outro. A intimidade, antes construída em torno de refeições, conversas noturnas ou mesmo silêncios partilhados, cede espaço à distração contínua.

Muitos pais, ao tentarem compensar a ausência física com presentes ou permissividade digital, reforçam uma dinâmica de afastamento. Os filhos, por sua vez, criam vínculos mais intensos com influenciadores do que com os próprios responsáveis. Não se trata de demonizar a tecnologia — ela é ferramenta e, como tal, depende de como é utilizada. O problema emerge quando se naturaliza a negligência afetiva, disfarçada de “tempo de qualidade online”.

Recuperar a presença exige esforço mútuo: escuta ativa, disponibilidade real, e a difícil arte de dizer “agora não” para o celular, a fim de dizer “sim” para quem está ao lado. Talvez seja este o grande desafio contemporâneo da parentalidade: reaprender a estar junto — de verdade.  
A alternativa em que o termo destacado apresenta um sinônimo que mantém a ideia do texto é:
Alternativas
Q3521589 Português
Leia o texto abaixo com atenção para responder à questão.

O distanciamento entre pais e filhos em tempos de redes sociais

As redes sociais, inicialmente celebradas como pontes entre pessoas distantes, têm se tornado, paradoxalmente, muros silenciosos dentro de muitos lares. Pais e filhos convivem sob o mesmo teto, mas suas atenções estão cativas a telas que brilham mais do que os olhos um do outro. A intimidade, antes construída em torno de refeições, conversas noturnas ou mesmo silêncios partilhados, cede espaço à distração contínua.

Muitos pais, ao tentarem compensar a ausência física com presentes ou permissividade digital, reforçam uma dinâmica de afastamento. Os filhos, por sua vez, criam vínculos mais intensos com influenciadores do que com os próprios responsáveis. Não se trata de demonizar a tecnologia — ela é ferramenta e, como tal, depende de como é utilizada. O problema emerge quando se naturaliza a negligência afetiva, disfarçada de “tempo de qualidade online”.

Recuperar a presença exige esforço mútuo: escuta ativa, disponibilidade real, e a difícil arte de dizer “agora não” para o celular, a fim de dizer “sim” para quem está ao lado. Talvez seja este o grande desafio contemporâneo da parentalidade: reaprender a estar junto — de verdade.  
A expressão “tempo de qualidade online”, colocada entre aspas no último parágrafo, indica: 
Alternativas
Q3521588 Português
Leia o texto abaixo com atenção para responder à questão.

O distanciamento entre pais e filhos em tempos de redes sociais

As redes sociais, inicialmente celebradas como pontes entre pessoas distantes, têm se tornado, paradoxalmente, muros silenciosos dentro de muitos lares. Pais e filhos convivem sob o mesmo teto, mas suas atenções estão cativas a telas que brilham mais do que os olhos um do outro. A intimidade, antes construída em torno de refeições, conversas noturnas ou mesmo silêncios partilhados, cede espaço à distração contínua.

Muitos pais, ao tentarem compensar a ausência física com presentes ou permissividade digital, reforçam uma dinâmica de afastamento. Os filhos, por sua vez, criam vínculos mais intensos com influenciadores do que com os próprios responsáveis. Não se trata de demonizar a tecnologia — ela é ferramenta e, como tal, depende de como é utilizada. O problema emerge quando se naturaliza a negligência afetiva, disfarçada de “tempo de qualidade online”.

Recuperar a presença exige esforço mútuo: escuta ativa, disponibilidade real, e a difícil arte de dizer “agora não” para o celular, a fim de dizer “sim” para quem está ao lado. Talvez seja este o grande desafio contemporâneo da parentalidade: reaprender a estar junto — de verdade.  
Ao utilizar a expressão “muros silenciosos dentro de muitos lares”, o autor recorre a uma figura de linguagem com a finalidade de:  
Alternativas
Q3521587 Português
Leia o texto abaixo com atenção para responder à questão.

O distanciamento entre pais e filhos em tempos de redes sociais

As redes sociais, inicialmente celebradas como pontes entre pessoas distantes, têm se tornado, paradoxalmente, muros silenciosos dentro de muitos lares. Pais e filhos convivem sob o mesmo teto, mas suas atenções estão cativas a telas que brilham mais do que os olhos um do outro. A intimidade, antes construída em torno de refeições, conversas noturnas ou mesmo silêncios partilhados, cede espaço à distração contínua.

Muitos pais, ao tentarem compensar a ausência física com presentes ou permissividade digital, reforçam uma dinâmica de afastamento. Os filhos, por sua vez, criam vínculos mais intensos com influenciadores do que com os próprios responsáveis. Não se trata de demonizar a tecnologia — ela é ferramenta e, como tal, depende de como é utilizada. O problema emerge quando se naturaliza a negligência afetiva, disfarçada de “tempo de qualidade online”.

Recuperar a presença exige esforço mútuo: escuta ativa, disponibilidade real, e a difícil arte de dizer “agora não” para o celular, a fim de dizer “sim” para quem está ao lado. Talvez seja este o grande desafio contemporâneo da parentalidade: reaprender a estar junto — de verdade.  
O texto aponta, com preocupação, para um fenômeno crescente nas relações - familiares contemporâneas. Considerando o seu conteúdo, é possível inferir que o autor:
Alternativas
Q3521556 Português
Sobre o uso da vírgula, marque a alternativa cuja pontuação compromete o sentido do período.  
Alternativas
Q3521555 Português
No trecho “Apesar dos conselhos, ele continuava impassível”, a palavra “impassível” indica uma qualidade do sujeito. Trata-se, portanto, de: 
Alternativas
Q3521554 Português
Assinale a alternativa em que ocorre erro de concordância nominal: 
Alternativas
Q3521553 Português
Observe a frase:

“A repentina mudança de clima preocupou os agricultores locais.”

Quanto à estrutura do predicado, pode-se afirmar que ele é: 
Alternativas
Respostas
45301: C
45302: A
45303: A
45304: B
45305: B
45306: A
45307: C
45308: D
45309: C
45310: A
45311: C
45312: C
45313: D
45314: A
45315: C
45316: B
45317: B
45318: C
45319: B
45320: D