Questões de Concurso Sobre português

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Q3528885 Português
Complete a frase de acordo com a concordância verbal correta:
“Mais de um aluno ______ aprovado no exame final.” 
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Q3528884 Português
Assinale a alternativa cuja pontuação está correta segundo a norma-padrão:
Alternativas
Q3528883 Português
No período “Era tão cedo que ninguém havia chegado ainda”, qual alternativa reescreve a frase preservando integralmente o sentido e a relação entre as ideias?
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Q3528882 Português
O Menino no Espelho (1982)

    Toda manhã, antes de ir à escola, Fernando parava alguns segundos diante do espelho oval da cômoda. Gostava de ver a si mesmo como se fosse outro garoto, gêmeo escondido do lado de lá do vidro, pronto para aventuras que a realidade não oferecia. Nessa quarta-feira sem novidades, porém, tomou um susto: o menino do espelho piscou para ele.
    — Não faça isso! — sussurrou, olhando para trás para se certificar de que a porta estava fechada.
    O reflexo sorriu e ergueu a mão direita num convite silencioso. Fernando, curioso, aproximou o rosto até quase tocar o vidro. Sentiu um frio na barriga, como quando se está na fila da montanha-russa. No instante seguinte, estava do outro lado, dentro do quarto espelhado, onde tudo era igual e diferente: a luz tinha cor de madrugada, os móveis pareciam desenhados a lápis e havia um cheiro leve de chuva.
    O outro Fernando — agora do lado de cá — ajeitou o uniforme, pegou a pasta escolar e saiu assobiando pelo corredor. O verdadeiro ficou atônito. Tentou voltar, mas a superfície refletora endureceu como gelo. Resolveu explorar. Ao abrir a janela, viu ruas invertidas: as letras das placas corriam ao contrário, e as pessoas caminhavam de trás para diante, rindo de piadas contadas ao avesso.
    Pensou na aula de aritmética que perderia, nos gritos da professora, mas concluiu que nem a tabuada valia tanto quanto aquele mistério. Sentou-se na escrivaninha e encontrou um lápis que escrevia palavras de trás para frente. Horas depois, o espelho vibrou como lagoa tocada por pedrinhas. Sem hesitar, atravessou de novo para o quarto normal. O outro Fernando já voltara da escola e dormia. Ninguém acreditaria. Sorriu, prometendo guardar segredo com seu parceiro de vidro.

Fonte: SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro: Rocco, 1982. (Adaptado)
O trecho "as letras das placas corriam ao contrário, e as pessoas caminhavam de trás para diante, rindo de piadas contadas ao avesso" sugere que o mundo do outro lado do espelho é: 
Alternativas
Q3528881 Português
O Menino no Espelho (1982)

    Toda manhã, antes de ir à escola, Fernando parava alguns segundos diante do espelho oval da cômoda. Gostava de ver a si mesmo como se fosse outro garoto, gêmeo escondido do lado de lá do vidro, pronto para aventuras que a realidade não oferecia. Nessa quarta-feira sem novidades, porém, tomou um susto: o menino do espelho piscou para ele.
    — Não faça isso! — sussurrou, olhando para trás para se certificar de que a porta estava fechada.
    O reflexo sorriu e ergueu a mão direita num convite silencioso. Fernando, curioso, aproximou o rosto até quase tocar o vidro. Sentiu um frio na barriga, como quando se está na fila da montanha-russa. No instante seguinte, estava do outro lado, dentro do quarto espelhado, onde tudo era igual e diferente: a luz tinha cor de madrugada, os móveis pareciam desenhados a lápis e havia um cheiro leve de chuva.
    O outro Fernando — agora do lado de cá — ajeitou o uniforme, pegou a pasta escolar e saiu assobiando pelo corredor. O verdadeiro ficou atônito. Tentou voltar, mas a superfície refletora endureceu como gelo. Resolveu explorar. Ao abrir a janela, viu ruas invertidas: as letras das placas corriam ao contrário, e as pessoas caminhavam de trás para diante, rindo de piadas contadas ao avesso.
    Pensou na aula de aritmética que perderia, nos gritos da professora, mas concluiu que nem a tabuada valia tanto quanto aquele mistério. Sentou-se na escrivaninha e encontrou um lápis que escrevia palavras de trás para frente. Horas depois, o espelho vibrou como lagoa tocada por pedrinhas. Sem hesitar, atravessou de novo para o quarto normal. O outro Fernando já voltara da escola e dormia. Ninguém acreditaria. Sorriu, prometendo guardar segredo com seu parceiro de vidro.

Fonte: SABINO, Fernando. O menino no espelho. Rio de Janeiro: Rocco, 1982. (Adaptado)
Ao perceber que o espelho havia endurecido e ele não podia voltar imediatamente, Fernando decidiu explorar o ambiente. Essa atitude revela que o personagem:
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Q3528789 Português
O Saci (1921)
  
  Pedrinho acordou ainda escuro, quando o quintal do sítio dormia coberto de neblina. Espreguiçou-se na rede, escutou o silêncio e decidiu: era manhã de caçar saci. Calçou as velhas botinas de couro, apanhou a peneira de taquara encostada ao forno de barro e saiu pisando macio, para não acordar Tia Nastácia. O terreiro cheirava a terra molhada; os galinheiros ainda não tinham falado.
    No caminho, Pedrinho repetia o que ouvira de Emília: “Saci gosta de esconder-se nos redemoinhos”. Por isso, caminhava atento aos giros súbitos de folhas. De repente, o vento riscou um assovio e as folhas secas levantaram um pequeno tornado junto à cerca. O coração do menino bateu mais forte. Correu, ergueu a peneira e, com um golpe rápido, cobriu o redemoinho. O ar cheirou a pimenta; dentro da malha de taquara alguma coisa se debatia, soltando risadinhas finas.
    Pedrinho mal conteve a alegria: finalmente provaria ao Visconde que não era conversa de caipira. Segurando a borda da peneira contra o chão, chamou Narizinho, que vinha correndo, ainda de camisola, curiosa com a algazarra. “Peguei! Peguei!”, gritava. Mas Tia Nastácia, ao ver o menino ajoelhado na terra fria, perigando esfriar o peito, ralhou de longe: “Menino, sai já daí!”
    O saci — se era saci — ficou invisível, mas o vento fugiu, deixando no ar cheiro de fumo e gargalhada distante. Pedrinho hesitou entre obedecer à cozinheira ou persistir na aventura. Por fim, levantou a peneira devagar. Nada. Um tufo de fumaça se desfez e sumiu no céu claro. O menino, entre desapontado e maravilhado, compreendeu que, às vezes, coisas do mato gostam mais de ser lenda que presa. Voltou, então, para o café quente, prometendo tentar de novo no dia seguinte.

    Fonte: LOBATO, Monteiro. O saci. São Paulo: Brasiliense, 1921. (Adaptado)
No desfecho do trecho, quando Pedrinho levanta a peneira e “hesita entre obedecer a Tia Nastácia ou persistir na aventura”, o conflito interno expõe principalmente: 
Alternativas
Q3528788 Português
O Saci (1921)
  
  Pedrinho acordou ainda escuro, quando o quintal do sítio dormia coberto de neblina. Espreguiçou-se na rede, escutou o silêncio e decidiu: era manhã de caçar saci. Calçou as velhas botinas de couro, apanhou a peneira de taquara encostada ao forno de barro e saiu pisando macio, para não acordar Tia Nastácia. O terreiro cheirava a terra molhada; os galinheiros ainda não tinham falado.
    No caminho, Pedrinho repetia o que ouvira de Emília: “Saci gosta de esconder-se nos redemoinhos”. Por isso, caminhava atento aos giros súbitos de folhas. De repente, o vento riscou um assovio e as folhas secas levantaram um pequeno tornado junto à cerca. O coração do menino bateu mais forte. Correu, ergueu a peneira e, com um golpe rápido, cobriu o redemoinho. O ar cheirou a pimenta; dentro da malha de taquara alguma coisa se debatia, soltando risadinhas finas.
    Pedrinho mal conteve a alegria: finalmente provaria ao Visconde que não era conversa de caipira. Segurando a borda da peneira contra o chão, chamou Narizinho, que vinha correndo, ainda de camisola, curiosa com a algazarra. “Peguei! Peguei!”, gritava. Mas Tia Nastácia, ao ver o menino ajoelhado na terra fria, perigando esfriar o peito, ralhou de longe: “Menino, sai já daí!”
    O saci — se era saci — ficou invisível, mas o vento fugiu, deixando no ar cheiro de fumo e gargalhada distante. Pedrinho hesitou entre obedecer à cozinheira ou persistir na aventura. Por fim, levantou a peneira devagar. Nada. Um tufo de fumaça se desfez e sumiu no céu claro. O menino, entre desapontado e maravilhado, compreendeu que, às vezes, coisas do mato gostam mais de ser lenda que presa. Voltou, então, para o café quente, prometendo tentar de novo no dia seguinte.

    Fonte: LOBATO, Monteiro. O saci. São Paulo: Brasiliense, 1921. (Adaptado)
A partir dos elementos sensoriais presentes no momento em que Pedrinho cobre o redemoinho, qual leitura simbólica melhor se aplica ao cheiro de pimenta e às “risadinhas finas” que ele percebe?
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Q3528472 Português
Considere o parágrafo a seguir, retirado do livro Lógica e Conjuntos, de Francisco Gêvane Muniz Cunha:
        A Lógica é útil a qualquer área que exija raciocínios elaborados, bem como em casos práticos do nosso dia a dia. O conhecimento básico de Lógica é indispensável, por exemplo, para estudantes de Matemática, Filosofia, Ciências, Línguas ou Direito. Seu aprendizado auxilia os estudantes no raciocínio, na compreensão de conceitos básicos e na verificação formal de provas, preparando para o entendimento dos conteúdos de tópicos mais avançados.

Para o autor, a lógica
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Q3528470 Português
Em uma passagem de seu livro, A arte de resolver problemas, G. Polya discorre:
        A resolução de problemas é uma habilitação prática como, digamos, o é a natação. Adquirimos qualquer habilitação por imitação e prática. Ao tentarmos nadar, imitamos o que os outros fazem com as mãos e os pés para manterem suas cabeças fora d’água e, afinal, aprendemos a nadar pela prática da natação. Ao tentarmos resolver problemas, temos de observar e imitar o que fazem outras pessoas quando resolvem os seus, e por fim, aprendemos a resolver problemas, resolvendo-os.
De acordo com o autor,
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Q3528446 Português
Considere as seguintes informações do Currículo Paulista: Ensino Fundamental (2019):
•  ... _____________________ ganha centralidade na definição dos conteúdos, habilidades e objetivos, considerado a partir de seu pertencimento a um gênero discursivo que circula em diferentes esferas/campos sociais de atividade/comunicação/uso da linguagem.
•  A seleção dos ______________________ de cada campo de atividade a serem trabalhados deve considerar os tradicionalmente abordados pela escola, mas também é fundamental contemplar aqueles resultantes de novas práticas de linguagem, potencializados pela tecnologia.

De acordo com o referido documento, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
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Q3528445 Português
Ao analisar “a questão da partícula se em enunciados do tipo Vende-se casas”, Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015), referindo-se a “muitas pesquisas científicas, baseadas em coleta de dados da língua real, em levantamentos estatísticos rigorosos e em teorias linguísticas consistentes”, explica que o uso do verbo no singular, nesse contexto,
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Q3528443 Português
A Competência Específica de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental de nº 6 prevê “analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais”.
Com base em Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004), os gêneros textuais adequados para o desenvolvimento da referida competência, com ênfase na argumentação, são 
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Q3528442 Português
Considere a charge a seguir: Imagem associada para resolução da questão (Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos)
De acordo com Ingedore Koch e Vanda Maria Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), a produção de sentido da charge se dá por meio 
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Q3528441 Português
Leia os trechos da obra Macunaíma, de Mário de Andrade, para responder a questão:

Trecho 1
        No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

Trecho 2
        Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar, exclamava:
– ai! que preguiça!...
E não dizia mais nada.

(Mário de Andrade, Macunaíma, em Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Considere a passagem: “Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.” (Trecho 1)
Com base em Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018) e na norma-padrão de emprego de pronome e de regência, o trecho em destaque pode ser assim reescrito:
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Q3528439 Português
Leia o excerto a seguir:
        Atribuir características negativas aos que nos cercam significa ressaltar nossas qualidades, reais ou imaginárias. Quando passamos da ideia à ação, isto é, quando não apenas dizemos que o outro é inferior, mas agimos como se de fato ele o fosse, estamos discriminando as pessoas e os grupos por conta de uma característica que atribuímos a eles.
(Ingedore Koch, Desvendando os segredos do texto, 2018. Adaptado)
Com base em Koch (2018), a progressão textual do texto transcrito ocorre por meio de 
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Q3528437 Português
De acordo com Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), os hiperlinks, uma das principais inovações do texto eletrônico, exercem diversas funções no texto. Entre elas, há a função cognitiva do hiperlink, que corresponde ao papel de 
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Q3528436 Português
Foi apresentada a professores-estudantes de Ciências da Educação a seguinte pergunta: “Você é professor(a) (ou imagina ser). No programa está previsto o ensino de oral (expressão e compreensão). O que é o oral para você? Responda em cerca de 10 linhas.” Foram recebidas 25 respostas, que foram agrupadas em três diferentes grupos, por abordarem temas diversos.
(Schneuwly, em Schneuwly e Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004)
De acordo com Schneuwly, são respostas que consideram o oral como “espontaneidade”:
Alternativas
Respostas
44801: B
44802: A
44803: D
44804: D
44805: C
44806: C
44807: A
44808: B
44809: D
44810: A
44811: B
44812: D
44813: B
44814: E
44815: D
44816: A
44817: D
44818: D
44819: C
44820: E