Questões de Concurso Sobre português

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Q3336600 Português
TEXTO II – Poema tirado de uma notícia de jornal


(Manuel Bandeira; Libertinagem, 1930)


João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro
da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.


TEXTO III – Receita da felicidade

(Domínio público)


Ingredientes:
3 xícaras de bondade,
5 colheres de perdão,
1 xícara de alegria,
½ litro de sinceridade,
Esperança a gosto.


Modo de fazer:
Aqueça o forno em temperatura branda enquanto mistura com
cuidado e carinho todos os ingredientes. Lembre-se, diariamente,
de misturar os ingredientes para equilibrar a mistura. Sirva-se
bem!


Sobre os textos II e III, podemos afirmar, exceto:
Alternativas
Q3336599 Português
A Força do Professor


Um guerreiro sem espada,
sem faca, foice ou facão,
armado só de amor,
segurando um giz na mão.
O livro é seu escudo,
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor.
Por isso eu tenho dito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação...
Ah... se fizessem justiça,
sem corpo mole ou preguiça,
lhe dando o real valor,
eu daria um grande grito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém, não sinta vergonha,
não se sinta derrotado.
Se o nosso país vai mal,
você não é o culpado.
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais,
e por aqui sem valor.
Mesmo triste e muito aflito,
tenho fé e acredito
na força do professor.

Um arquiteto de sonhos,
engenheiro do futuro,
um motorista da vida
dirigindo no escuro,
um plantador de esperança,
plantando em cada criança
um adulto sonhador.
E esse cordel foi escrito
porque ainda acredito
na força do professor.

(Bráulio Bessa. https://www.pensador.com/frase/MjAyMzE0Nw/)
Em uma leitura integral do texto, podemos inferir: 
Alternativas
Q3336598 Português
A Força do Professor


Um guerreiro sem espada,
sem faca, foice ou facão,
armado só de amor,
segurando um giz na mão.
O livro é seu escudo,
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor.
Por isso eu tenho dito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação...
Ah... se fizessem justiça,
sem corpo mole ou preguiça,
lhe dando o real valor,
eu daria um grande grito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém, não sinta vergonha,
não se sinta derrotado.
Se o nosso país vai mal,
você não é o culpado.
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais,
e por aqui sem valor.
Mesmo triste e muito aflito,
tenho fé e acredito
na força do professor.

Um arquiteto de sonhos,
engenheiro do futuro,
um motorista da vida
dirigindo no escuro,
um plantador de esperança,
plantando em cada criança
um adulto sonhador.
E esse cordel foi escrito
porque ainda acredito
na força do professor.

(Bráulio Bessa. https://www.pensador.com/frase/MjAyMzE0Nw/)
As três primeiras estrofes apresentam, nos seus dois últimos versos, a repetição: Tenho fé e acredito / na força do professor. A respeito dos termos em destaque, é correto afirmar:
Alternativas
Q3336597 Português
A Força do Professor


Um guerreiro sem espada,
sem faca, foice ou facão,
armado só de amor,
segurando um giz na mão.
O livro é seu escudo,
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor.
Por isso eu tenho dito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis
que constroem a nação...
Ah... se fizessem justiça,
sem corpo mole ou preguiça,
lhe dando o real valor,
eu daria um grande grito:
tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém, não sinta vergonha,
não se sinta derrotado.
Se o nosso país vai mal,
você não é o culpado.
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais,
e por aqui sem valor.
Mesmo triste e muito aflito,
tenho fé e acredito
na força do professor.

Um arquiteto de sonhos,
engenheiro do futuro,
um motorista da vida
dirigindo no escuro,
um plantador de esperança,
plantando em cada criança
um adulto sonhador.
E esse cordel foi escrito
porque ainda acredito
na força do professor.

(Bráulio Bessa. https://www.pensador.com/frase/MjAyMzE0Nw/)
O eu poético utilizou, ao longo do texto, várias expressões lexicais como recurso de construção de sentido em torno do referente "professor". Sobre isso, é correto afirmar, exceto: 
Alternativas
Q3336249 Português
Texto 4


Analfabetos

Hoje considera-se que há dois tipos de analfabetos. O analfabeto específico que é o homem que não sabe ler nem escrever, e o analfabeto funcional, que é o homem que sabe ler e escrever, que pode até ter diversos graus de educação e que, do ponto de vista cultural, é tão analfabeto, ou mais do que o outro; mais, digo eu, porque perdeu a cultura popular, de experiência, de costume tradicional etc., que o analfabeto da aldeia possui, e não adquiriu outra. (Jorge de Sena)
“Hoje considera-se que há dois tipos de analfabetos” (texto 4); uma outra forma de voz passiva dessa mesma frase é:
Alternativas
Q3336246 Português
Texto 3


Método científico

Certamente a ciência se iniciou num tempo muito anterior ao registro histórico e ao das artes das cavernas. Talvez tenha nascido com o Homem, com as primeiras formas de magia tribal, resultantes das perplexidades dos primitivos diante dos fenômenos naturais e suas forças. Daí não só surgiram os embriões das religiões primitivas, como também as fontes dos conhecimentos, das experiências acumuladas pelo homem através dos séculos. Os detentores destes conhecimentos, os feiticeiros, poderiam ser comparados a sacerdotes e, mais ainda, a cientistas primitivos que, no seu empirismo, através de seus ritos mágicos, procuravam “recriar”, ou então, amenizar os fenômenos naturais.

No momento em que o homem se deu conta de que as mágicas não mereciam muita confiança, que ora davam certo, ora não, no momento em que percebeu que outros fatores, não mágicos, atuavam nos fenômenos, um importante passo foi dado. (Paulo Quintanilha Nobre de Mello) 
“Certamente a ciência se iniciou num tempo muito anterior ao registro histórico e ao das artes das cavernas.”
Sobre esse segmento inicial do texto 3, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3336245 Português
Texto 3


Método científico

Certamente a ciência se iniciou num tempo muito anterior ao registro histórico e ao das artes das cavernas. Talvez tenha nascido com o Homem, com as primeiras formas de magia tribal, resultantes das perplexidades dos primitivos diante dos fenômenos naturais e suas forças. Daí não só surgiram os embriões das religiões primitivas, como também as fontes dos conhecimentos, das experiências acumuladas pelo homem através dos séculos. Os detentores destes conhecimentos, os feiticeiros, poderiam ser comparados a sacerdotes e, mais ainda, a cientistas primitivos que, no seu empirismo, através de seus ritos mágicos, procuravam “recriar”, ou então, amenizar os fenômenos naturais.

No momento em que o homem se deu conta de que as mágicas não mereciam muita confiança, que ora davam certo, ora não, no momento em que percebeu que outros fatores, não mágicos, atuavam nos fenômenos, um importante passo foi dado. (Paulo Quintanilha Nobre de Mello) 
O “importante passo” aludido no final do texto 3 se refere à:
Alternativas
Q3336244 Português
Texto 2


Expressão oral e escrita Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pelo uso da linguagem falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. (Mattoso Câmara)
O segmento textual abaixo em que falta uma vírgula é:
Alternativas
Q3336243 Português
Texto 2


Expressão oral e escrita Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pelo uso da linguagem falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. (Mattoso Câmara)

De todo o texto 2 decorre uma necessidade, que é a de:

Alternativas
Q3336241 Português
Texto 2


Expressão oral e escrita Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pelo uso da linguagem falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. (Mattoso Câmara)
“...surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental.”
Nesse segmento do texto 2, o termo “agora”:
Alternativas
Q3336240 Português
Texto 2


Expressão oral e escrita Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pelo uso da linguagem falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. (Mattoso Câmara)

No texto 2 aparecem cinco termos sublinhados, relacionados a termos anteriores.


O exemplo em que a referência anterior está inadequada é:

Alternativas
Q3336239 Português
Texto 2


Expressão oral e escrita Tem-se discutido muito sobre as funções essenciais da linguagem humana e a hierarquia natural que há entre elas. É fácil observar, por exemplo, que é pelo uso da linguagem falando oralmente ao próximo ou mentalmente a nós mesmos, que conseguimos organizar o nosso pensamento e torná-lo articulado, concatenado e nítido; é assim que, nas crianças, a partir do momento em que, rigorosamente, adquirem o manejo da língua dos adultos e deixam para trás o balbucio e a expressão fragmentada e difusa, surge um novo vigor de raciocínio, que não só decorre do desenvolvimento do cérebro, mas também da circunstância de que o indivíduo dispõe agora da língua materna, a serviço de todo o seu trabalho de atividade mental. Se se inicia e desenvolve o estudo metódico dos caracteres desse novo e precioso instrumento, vai, concomitantemente, aperfeiçoando-se a capacidade de pensar, da mesma sorte que se aperfeiçoa o operário com o domínio e o conhecimento seguro das ferramentas da sua profissão. (Mattoso Câmara)
No texto 2, a linguagem é vista como:
Alternativas
Q3336238 Português
Texto 1

Etnias e culturas do Brasil Diante de um mapa do Brasil as diversidades regionais, oriundas dos contrastes geográficos, são ainda enriquecidas pela variação da paisagem cultural. Torna-se possível, enfim, em face das variedades geográficas e culturais, fixar duas regiões bem definidas, uma em que ainda se mantém viva a predominância da base cultural lusitana, outra em que os traços culturais não lusitanos – os alemães, os italianos, os poloneses, os japoneses – vêm dando nova coloração à paisagem tanto física ou geográfica como social e cultural. (Manuel Diégues Jr.)
A frase em que a palavra “bem” se classifica, quanto ao significado, como em “Torna-se possível, enfim, em face das variedades geográficas e culturais, fixar duas regiões bem definidas...”, é:
Alternativas
Q3336235 Português
Texto 1

Etnias e culturas do Brasil Diante de um mapa do Brasil as diversidades regionais, oriundas dos contrastes geográficos, são ainda enriquecidas pela variação da paisagem cultural. Torna-se possível, enfim, em face das variedades geográficas e culturais, fixar duas regiões bem definidas, uma em que ainda se mantém viva a predominância da base cultural lusitana, outra em que os traços culturais não lusitanos – os alemães, os italianos, os poloneses, os japoneses – vêm dando nova coloração à paisagem tanto física ou geográfica como social e cultural. (Manuel Diégues Jr.)
O texto 1 tem por tema:
Alternativas
Q3336198 Português
De acordo com os dados disponíveis sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM 2024), sabe-se que, dos mais de 4 miIhões de inscritos, só 12 obtiveram a pontuação máxima em suas redações. Desse pequeno grupo, apenas uma estudante concluiu o ensino médio numa escola pública. Em Linguagens, códigos e suas tecnologias, a média geral foi de 528, com 796 de proficiência máxima e 294 mínima. Em 2023, todas as redes estaduais do país registraram médias na redação com uma diferença de ao menos 25% das médias das escolas privadas do mesmo estado em 2023.
As informações contidas no texto indicam que
Alternativas
Q3336189 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


A escrita criativa pode ser ensinada?


    É uma pergunta sensata, mas por mais vezes que me tenha sido feita, nunca sei realmente o que responder. Porque se o que as pessoas querem dizer é “pode o amor à linguagem ser ensinado?”, “pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?”, então a resposta é não. Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes num tom cético que sugere que, diferentemente da tabuada de multiplicar ou dos princípios da mecânica automobilística, a criatividade não pode ser transmitida de professor para aluno. Imagine Milton inscrevendo-se num programa de pós-graduação para obter ajuda com *Paraíso perdido*, ou Kafka suportando um seminário em que seus colegas o informam que, francamente, a passagem em que o sujeito acorda uma manhã pensando que é um inseto gigante não os convence. O que me confunde não é a sensatez da pergunta, mas o fato de que ela está sendo feita a uma escritora que ensinou escrita, intermitentemente, por quase 20 anos. Que impressão eu daria sobre mim, meus alunos e as horas que passamos na sala de aula se dissesse que qualquer tentativa de ensinar a escrita de ficção é uma completa perda de tempo? Provavelmente teria de ir em frente e admitir que andei cometendo uma fraude criminosa.



(Adaptado de: PROSE, Francine. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. São Paulo: Zahar, 2008. p. 8-9)
No trecho Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes, o termo por que pode ser substituído, mantendo o sentido e a adequação gramatical, por: 
Alternativas
Q3336188 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


A escrita criativa pode ser ensinada?


    É uma pergunta sensata, mas por mais vezes que me tenha sido feita, nunca sei realmente o que responder. Porque se o que as pessoas querem dizer é “pode o amor à linguagem ser ensinado?”, “pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?”, então a resposta é não. Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes num tom cético que sugere que, diferentemente da tabuada de multiplicar ou dos princípios da mecânica automobilística, a criatividade não pode ser transmitida de professor para aluno. Imagine Milton inscrevendo-se num programa de pós-graduação para obter ajuda com *Paraíso perdido*, ou Kafka suportando um seminário em que seus colegas o informam que, francamente, a passagem em que o sujeito acorda uma manhã pensando que é um inseto gigante não os convence. O que me confunde não é a sensatez da pergunta, mas o fato de que ela está sendo feita a uma escritora que ensinou escrita, intermitentemente, por quase 20 anos. Que impressão eu daria sobre mim, meus alunos e as horas que passamos na sala de aula se dissesse que qualquer tentativa de ensinar a escrita de ficção é uma completa perda de tempo? Provavelmente teria de ir em frente e admitir que andei cometendo uma fraude criminosa.



(Adaptado de: PROSE, Francine. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. São Paulo: Zahar, 2008. p. 8-9)
O uso de referências como Milton e Kafka no texto serve para ilustrar uma 
Alternativas
Q3336187 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


A escrita criativa pode ser ensinada?


    É uma pergunta sensata, mas por mais vezes que me tenha sido feita, nunca sei realmente o que responder. Porque se o que as pessoas querem dizer é “pode o amor à linguagem ser ensinado?”, “pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?”, então a resposta é não. Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes num tom cético que sugere que, diferentemente da tabuada de multiplicar ou dos princípios da mecânica automobilística, a criatividade não pode ser transmitida de professor para aluno. Imagine Milton inscrevendo-se num programa de pós-graduação para obter ajuda com *Paraíso perdido*, ou Kafka suportando um seminário em que seus colegas o informam que, francamente, a passagem em que o sujeito acorda uma manhã pensando que é um inseto gigante não os convence. O que me confunde não é a sensatez da pergunta, mas o fato de que ela está sendo feita a uma escritora que ensinou escrita, intermitentemente, por quase 20 anos. Que impressão eu daria sobre mim, meus alunos e as horas que passamos na sala de aula se dissesse que qualquer tentativa de ensinar a escrita de ficção é uma completa perda de tempo? Provavelmente teria de ir em frente e admitir que andei cometendo uma fraude criminosa.



(Adaptado de: PROSE, Francine. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. São Paulo: Zahar, 2008. p. 8-9)
A autora expressa, no início do texto, certa hesitação ao comentar sobre a questão frequentemente feita a ela. Essa hesitação pode ser interpretada como: 
Alternativas
Q3336186 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


A escrita criativa pode ser ensinada?


    É uma pergunta sensata, mas por mais vezes que me tenha sido feita, nunca sei realmente o que responder. Porque se o que as pessoas querem dizer é “pode o amor à linguagem ser ensinado?”, “pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?”, então a resposta é não. Talvez seja esta a razão por que a pergunta é formulada tantas vezes num tom cético que sugere que, diferentemente da tabuada de multiplicar ou dos princípios da mecânica automobilística, a criatividade não pode ser transmitida de professor para aluno. Imagine Milton inscrevendo-se num programa de pós-graduação para obter ajuda com *Paraíso perdido*, ou Kafka suportando um seminário em que seus colegas o informam que, francamente, a passagem em que o sujeito acorda uma manhã pensando que é um inseto gigante não os convence. O que me confunde não é a sensatez da pergunta, mas o fato de que ela está sendo feita a uma escritora que ensinou escrita, intermitentemente, por quase 20 anos. Que impressão eu daria sobre mim, meus alunos e as horas que passamos na sala de aula se dissesse que qualquer tentativa de ensinar a escrita de ficção é uma completa perda de tempo? Provavelmente teria de ir em frente e admitir que andei cometendo uma fraude criminosa.



(Adaptado de: PROSE, Francine. Para ler como um escritor: um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los. São Paulo: Zahar, 2008. p. 8-9)
No trecho pode o talento para a narração de histórias ser ensinado?, o termo talento significa, no contexto, a capacidade de 
Alternativas
Q3336185 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo


        Durante muito tempo, Thalia pensou que o fato de nascer em uma família ou outra era um mero acidente circunstancial, não um aspecto decisivo que reverberava em cada mínimo detalhe de uma vida. Com o início de carreira no teatro, ela passou a conhecer cada vez mais pessoas – e diferentemente do que aconteceu no período escolar, os amigos se diversificaram, vindos de várias partes da cidade, com experiências diversas. Quase ninguém mencionava os pais, irmãos ou avós; as poucas ocasiões em que Thalia conheceu os parentes de um colega foram sempre momentos furtivos, quando, por exemplo, ia à casa de um deles para estudar um texto ou levar uma encomenda qualquer. As saudações eram feitas em voz baixa, a pessoa da família em geral desaparecia minutos depois e não era mais mencionada. Havia as noites de estreia, claro, e nelas surgiam muitos rostos levemente familiares, para os cumprimentos. Thalia reconhecia em uns e outros as feições dos amigos, sorria para esses rostos como estranhas variações de uma fisionomia, descobria espantada que a aparência única de alguém era na verdade um exemplar previsível dentro de uma série: quando via uma amiga ao lado das irmãs, da mãe, às vezes não conseguia conter um sorriso. Era estranho que fossem tão parecidas, que os olhos se repetissem, o formato da boca, até os gestos ou o timbre da voz. Por um instante, Thalia achava que não fossem exatamente pessoas, e sim reflexos num tipo de projeto teatral – mas logo se via tocando aquela gente, abraçando, reparando nas pequenas diferenças de estatura, marcas de idade, roupas que as distinguiam.


(Adaptado de: MONTENEGRO, Tércia. Um prego no espelho. São Paulo: Companhia das Letras, 2024)
As poucas ocasiões em que Thalia conheceu os parentes de um colega foram sempre momentos furtivos, quando, por exemplo, ia à casa de um deles para estudar um texto ou levar uma encomenda qualquer.

No trecho, a palavra furtivos pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Respostas
41981: A
41982: C
41983: E
41984: C
41985: C
41986: B
41987: B
41988: B
41989: D
41990: B
41991: E
41992: A
41993: E
41994: B
41995: D
41996: C
41997: D
41998: A
41999: E
42000: C