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Q3685296 Português
A RAÇA SUPERIOR

Walcyr Carrasco


    A espécie humana acredita ser a única inteligente. Puro engano. Há tempos imemoriais nós, os humanos, fomos derrotados por uma raça superior, muito mais esperta. Mais que derrotados, fomos domesticados. Pelos cachorros.

    De fato, sob qualquer índice de avaliação, a raça canina se mostra superior. Quem convive com um cão gosta de dizer que é “dono”. Como acreditar, se tudo prova que o cachorro é dono do homem? Na questão da alimentação, por exemplo.

    Qualquer pessoa gasta dinheiro e tempo para comprar ração. Analisa os vários tipos e até experimenta uns pedacinhos para avaliar o sabor. Corre atrás de ossos para proporcionar tardes de degustação ao cachorro. Compra imitações de borracha. Indústrias pesquisam novas rações nutritivas.

    Gastam uma fábula em propaganda. Ou seja: sem levantar uma pata, o cachorro faz com que os seres humanos trabalhem torrando neurônios, tempo e dinheiro simplesmente para alimentá-los! Certa vez tive uma cachorrinha que só podia comer arroz com cenoura e carne moída. Estava sem empregada. Durante um mês levantava uma hora antes, preparava a comida e saía para trabalhar. Ao voltar, servia uma nova refeição e lavava o prato. Em troca, ela me lambia os dedos. Eu me sentia no cúmulo da felicidade só de receber essas lambidinhas! Seja dita a verdade: quem era dono de quem? 

    E na questão amorosa? Quando gosta de alguém, o cão abana o rabo. Pode ser um desconhecido. Gostou, abanou. Quando está a fim, deita-se de patas para cima e lança um olhar bem pidoncho. Até o coração mais duro não resiste a dar carinho, coçar as orelhas, fazer uns afagos. Eu, não. Nunca me deitei de barriga para ficar me oferecendo. Vontade não faltou, mas e a coragem? Nós, seres humanos, usamos artifícios. Gastamos dinheiro em perfumes, em cabeleireiros, em dermatologistas. Vamos a happy hours, jantares, festas, barzinhos da moda, entramos em chats da internet, só para achar quem nos coce as orelhas. Se alguém faz festa para todo mundo que conhece, rebolando como um cãozinho, vem o veredicto:

    — Ih! Está com carência afetiva.

    Toca a procurar terapeuta. Horas e horas dedicadas a analisar a pura vontade de buscar amor! Revistas dedicam quilômetros de papel a práticas de sedução. Como olhar de lado, como sorrir, como se oferecer sem dar na vista.

    Mais: como ter coragem de expressar os sentimentos. Cachorro, não. Abana o rabo e pronto. Muitas vezes, com ciúme, já tive vontade de morder alguém. Ao contrário, sorri simpaticamente enquanto o sangue fervia. Cães não possuem esse tipo de constrangimento. Atiram-se em cima do rival. Mordem a mão de quem acaricia. Até conseguirem seu quinhão de afeto. Mas também não guardam raiva. Depois de rosnarem um para o outro, dois cães saem pulando e brincando juntos.

    Que espécie sabe lidar melhor com as próprias emoções?

    A questão da pele também é importante. Criamos indústrias do vestuário porque não estamos satisfeitos com a própria pele, e inventamos estratagemas para cobri-la. Boa parte da humanidade se dedica a fabricar tecidos, a inventar e a vender roupas. Qualquer pessoa ambiciona se vestir bem. Fortunas são despendidas em novos guarda-roupas. A moda vira, e toca a gastar tudo outra vez.

    Cachorro, não. Nasce vestido. Imagine-se quanto delírio, quanta mão-de-obra seria evitada se o ser humano tivesse a mesma tranquilidade a respeito da própria aparência.

    Chegamos ao X da questão. Criamos filosofias, escrevemos livros. Há quem faça ioga, meditação. Tudo para aprender a aceitar o fardo da existência. O cão já nasce aceitando. A vida é e não é, deve pensar o cão, com a sabedoria de um mestre zen. É o que constato todo dia ao chegar em casa exausto do trabalho, de mau humor com o chefe, com a fatura do cartão de crédito prestes a me degolar, o cheque especial batendo as folhas em torno de minhas orelhas como uma ave de rapina.

    Sento na varanda e meu cachorro se aproxima: Sem nenhuma preocupação na vida. Deita-se aos meus pés e prepara-se para receber sua dose cotidiana de carinho. Eu me submeto. Raça superior é isso aí.

    Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-do-walcyr-carrasco
    Acesso em: 13 set. 2025
Todas as informações abaixo podem ser comprovadas pelo texto, EXCETO:
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Q3685195 Português

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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/zh-indica/livros/noticia/2025/08/como-escolher-o-seu- proximo-livro-para-ler-confira-as-melhores-dicas-para-acertar-na-escolha-cmea3dkj80008013xthx2tok7.htmltexto adaptado especialmente para esta prova). 

Analise o seguinte trecho: "O livro está ___________ da mesa".

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
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Analise o trecho a seguir, que apresenta a conjugação do verbo "ler" no presente do indicativo:

Eu leio.
Tu ______.
Ele ______.
Nós ______.
Vós ledes.
Eles leem.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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No trecho abaixo, retirado do texto, os sinais de pontuação destacados são, respectivamente:

Imagem associada para resolução da questão Literatura é como música: há estilos e gêneros diferentes.
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Assinale a alternativa que apresenta uma palavra com dígrafo, assim como a palavra "escolha".
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No trecho abaixo, retirado do texto, a palavra sublinhada é classificada como:


"Mas como fazer essa escolha?"

Alternativas
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O plural da palavra "pessoal" é:
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A palavra que apresenta a separação silábica correta é:
Alternativas
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Assinale a alternativa que apresenta o correto par de antônimos, assim como "bom - ruim": 
Alternativas
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A palavra "passageiro" contém:
Alternativas
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Assinale a alternativa que apresenta uma palavra proparoxítona.
Alternativas
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Sobre a palavra "hábito", assinale a alternativa INCORRETА.
Alternativas
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Analise as assertivas a seguir de acordo com o exposto pelo texto:

I. Romances policiais podem agradar o leitor caso ele goste de filmes de mistério.
II. Assim como a música, a literatura também tem estilos e gêneros diferentes.
III. Uma capa bonita é o detalhe mais importante na escolha de um livro.

Quais estão corretas?
Alternativas
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A palavra "apreciou" (I. 08) poderia ser substituída sem alterar o sentido do texto por:
Alternativas
Q3685182 Português

Como escolher o seu próximo livro


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(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/zh-indica/livros/noticia/2025/08/como-escolher-o-seu- proximo-livro-para-ler-confira-as-melhores-dicas-para-acertar-na-escolha-cmea3dkj80008013xthx2tok7.htmltexto adaptado especialmente para esta prova). 

São gêneros literários mencionados no texto, EXCETо:
Alternativas
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Como escolher o seu próximo livro


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A principal intenção comunicativa do texto é:
Alternativas
Q3685105 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Que É Estresse Ambiental e Como Lidar com Ele


Você já percebeu como, às vezes, a bateria do seucelular acaba rápido demais porque vários aplicativosestão rodando em segundo plano, sugando energia semque você perceba? O estresse ambiental funciona damesma forma no seu sistema nervoso.


Diferente do estresse agudo, que surge de forma intensa e passageira (como prazos apertados, provas ouemergências), o estresse ambiental é mais sutil econtínuo. Ele vai se acumulando lentamente, alimentadopor fatores como bagunça, barulho, poluição, excesso deestímulos digitais, multitarefa constante, necessidade dese adaptar a diferentes ambientes sociais ecomparações nas redes.


O problema do estresse ambiental é que ele se somasilenciosamente, mudando seu estado natural de calmapara um de tensão constante, em que o corpo nãoconsegue mais relaxar de verdade, afirma Bean.


Esse tipo de estresse pode impactar sua saúde deformas que você não percebe de imediato. "Quando seu corpo está constantemente reagindo a estressores ambientais, sua resiliência vai diminuindo com o tempo. O cérebro e o corpo ficam sobrecarregados e com menos recursos para lidar com o que aparece", explica Polina Shkadron, terapeuta em Nova York especializada em TDAH.


Esse acúmulo pode virar um ciclo vicioso, onde até os pequenos estresses do dia a dia, que antes pareciam fáceis de lidar, passam a ser opressores, já que o sistema nervoso está no limite. Com o tempo, isso pode levar a burnout, ansiedade, dificuldades emocionais, problemas de sono, inflamações, baixa imunidade e até dores crônicas.


Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas comuns incluem:


 • Sensação constante de estar "no limite", mesmo quando nada está visivelmente errado

  • Tensão no corpo (principalmente no pescoço, mandíbula, quadris ou assoalho pélvico) que só se percebe ao parar e prestar atenção

 • Dificuldade para dormir ou acordar cansado 

 • Sentir-se sobrecarregado por decisões simples ou incapaz de concluir tarefas

 • Hipersensibilidade a sons ou interações sociais 

 • Uma sensação persistente de que nunca é suficiente — tempo, energia, produtividade ou até valor pessoal


Não dá para eliminar completamente esse tipo de estresse, mas é possível reduzir seu impacto. "O segredo é aprender a controlá-lo antes que ele se torne crônico", orienta Bean. Aqui vão algumas estratégias simples:


 • Faça micro pausas: Afaste-se dos dispositivos, alongue-se, respire fundo, faça um escaneamento corporal ou dê uma volta rápida no quarteirão. "Até pausas de 60 segundos podem quebrar o ciclo do estresse", diz Bean.

 • Estabeleça limites sensoriais: Reduza distrações digitais, barulhos de fundo, luzes fortes e bagunça sempre que possível. Isso ajuda a evitar a sobrecarga sensorial.

 • Mantenha conexões sociais: Ligue para alguém querido, marque encontros, cozinhe com amigos ou faça atividades em grupo. Estar com pessoas que te entendem ajuda o sistema nervoso a se acalmar, afirma Schwartzberg.

 • Mexa o corpo: Caminhadas, alongamentos, yoga ou tai chi ajudam a liberar tensão acumulada e te reconectar com o corpo.

  • Reserve tempo para o prazer: "Separe ao menos um momento no dia que não seja sobre ser produtivo", recomenda Bean. Pode ser tomar um chá, escrever, cuidar das plantas ou ouvir seu podcast favorito. "Eu gosto de fazer um 'sacudir geral' no corpo para 'lavar' o dia", conta Schwartzberg. 

  • Use a voz: Cantar, fazer humming (zumbido com a boca fechada) ou soltar o ar lentamente estimula o nervo vago, o que ajuda a trazer calma. 

 • Não engula seus sentimentos: O estresse aumenta quando suprimimos o que sentimos. Schwartzberg sugere reconhecer suas necessidades, mesmo que de forma simples: "Preciso de um tempo de silêncio" ou "Podemos conversar quando estivermos mais descansados?"

 • E lembre-se: você está dando conta. Um passo de cada vez já faz diferença.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/o-que-e-estresse-ambientale-como-lidar-com-ele/ 
As manifestações do estresse crônico podem se apresentar de maneiras sutis e diversas, afetando tanto o corpo quanto as emoções. O texto mostra que esses sinais, embora variem entre indivíduos, revelam um padrão de desgaste progressivo que altera a percepção de si e do ambiente. Considerando essa descrição, qual conclusão é condizente com a interpretação do trecho?
Alternativas
Q3685104 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Que É Estresse Ambiental e Como Lidar com Ele


Você já percebeu como, às vezes, a bateria do seucelular acaba rápido demais porque vários aplicativosestão rodando em segundo plano, sugando energia semque você perceba? O estresse ambiental funciona damesma forma no seu sistema nervoso.


Diferente do estresse agudo, que surge de forma intensa e passageira (como prazos apertados, provas ouemergências), o estresse ambiental é mais sutil econtínuo. Ele vai se acumulando lentamente, alimentadopor fatores como bagunça, barulho, poluição, excesso deestímulos digitais, multitarefa constante, necessidade dese adaptar a diferentes ambientes sociais ecomparações nas redes.


O problema do estresse ambiental é que ele se somasilenciosamente, mudando seu estado natural de calmapara um de tensão constante, em que o corpo nãoconsegue mais relaxar de verdade, afirma Bean.


Esse tipo de estresse pode impactar sua saúde deformas que você não percebe de imediato. "Quando seu corpo está constantemente reagindo a estressores ambientais, sua resiliência vai diminuindo com o tempo. O cérebro e o corpo ficam sobrecarregados e com menos recursos para lidar com o que aparece", explica Polina Shkadron, terapeuta em Nova York especializada em TDAH.


Esse acúmulo pode virar um ciclo vicioso, onde até os pequenos estresses do dia a dia, que antes pareciam fáceis de lidar, passam a ser opressores, já que o sistema nervoso está no limite. Com o tempo, isso pode levar a burnout, ansiedade, dificuldades emocionais, problemas de sono, inflamações, baixa imunidade e até dores crônicas.


Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas comuns incluem:


 • Sensação constante de estar "no limite", mesmo quando nada está visivelmente errado

  • Tensão no corpo (principalmente no pescoço, mandíbula, quadris ou assoalho pélvico) que só se percebe ao parar e prestar atenção

 • Dificuldade para dormir ou acordar cansado 

 • Sentir-se sobrecarregado por decisões simples ou incapaz de concluir tarefas

 • Hipersensibilidade a sons ou interações sociais 

 • Uma sensação persistente de que nunca é suficiente — tempo, energia, produtividade ou até valor pessoal


Não dá para eliminar completamente esse tipo de estresse, mas é possível reduzir seu impacto. "O segredo é aprender a controlá-lo antes que ele se torne crônico", orienta Bean. Aqui vão algumas estratégias simples:


 • Faça micro pausas: Afaste-se dos dispositivos, alongue-se, respire fundo, faça um escaneamento corporal ou dê uma volta rápida no quarteirão. "Até pausas de 60 segundos podem quebrar o ciclo do estresse", diz Bean.

 • Estabeleça limites sensoriais: Reduza distrações digitais, barulhos de fundo, luzes fortes e bagunça sempre que possível. Isso ajuda a evitar a sobrecarga sensorial.

 • Mantenha conexões sociais: Ligue para alguém querido, marque encontros, cozinhe com amigos ou faça atividades em grupo. Estar com pessoas que te entendem ajuda o sistema nervoso a se acalmar, afirma Schwartzberg.

 • Mexa o corpo: Caminhadas, alongamentos, yoga ou tai chi ajudam a liberar tensão acumulada e te reconectar com o corpo.

  • Reserve tempo para o prazer: "Separe ao menos um momento no dia que não seja sobre ser produtivo", recomenda Bean. Pode ser tomar um chá, escrever, cuidar das plantas ou ouvir seu podcast favorito. "Eu gosto de fazer um 'sacudir geral' no corpo para 'lavar' o dia", conta Schwartzberg. 

  • Use a voz: Cantar, fazer humming (zumbido com a boca fechada) ou soltar o ar lentamente estimula o nervo vago, o que ajuda a trazer calma. 

 • Não engula seus sentimentos: O estresse aumenta quando suprimimos o que sentimos. Schwartzberg sugere reconhecer suas necessidades, mesmo que de forma simples: "Preciso de um tempo de silêncio" ou "Podemos conversar quando estivermos mais descansados?"

 • E lembre-se: você está dando conta. Um passo de cada vez já faz diferença.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/o-que-e-estresse-ambientale-como-lidar-com-ele/ 
Muitas vezes, situações corriqueiras que antes eram administradas sem maiores dificuldades passam a ganhar proporções exageradas quando o organismo já se encontra sobrecarregado. Esse processo, ao se intensificar, desencadeia um efeito cascata que pode comprometer diversas dimensões da saúde. Considerando as informações do texto, qual interpretação é a adequada?
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Que É Estresse Ambiental e Como Lidar com Ele


Você já percebeu como, às vezes, a bateria do seucelular acaba rápido demais porque vários aplicativosestão rodando em segundo plano, sugando energia semque você perceba? O estresse ambiental funciona damesma forma no seu sistema nervoso.


Diferente do estresse agudo, que surge de forma intensa e passageira (como prazos apertados, provas ouemergências), o estresse ambiental é mais sutil econtínuo. Ele vai se acumulando lentamente, alimentadopor fatores como bagunça, barulho, poluição, excesso deestímulos digitais, multitarefa constante, necessidade dese adaptar a diferentes ambientes sociais ecomparações nas redes.


O problema do estresse ambiental é que ele se somasilenciosamente, mudando seu estado natural de calmapara um de tensão constante, em que o corpo nãoconsegue mais relaxar de verdade, afirma Bean.


Esse tipo de estresse pode impactar sua saúde deformas que você não percebe de imediato. "Quando seu corpo está constantemente reagindo a estressores ambientais, sua resiliência vai diminuindo com o tempo. O cérebro e o corpo ficam sobrecarregados e com menos recursos para lidar com o que aparece", explica Polina Shkadron, terapeuta em Nova York especializada em TDAH.


Esse acúmulo pode virar um ciclo vicioso, onde até os pequenos estresses do dia a dia, que antes pareciam fáceis de lidar, passam a ser opressores, já que o sistema nervoso está no limite. Com o tempo, isso pode levar a burnout, ansiedade, dificuldades emocionais, problemas de sono, inflamações, baixa imunidade e até dores crônicas.


Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas comuns incluem:


 • Sensação constante de estar "no limite", mesmo quando nada está visivelmente errado

  • Tensão no corpo (principalmente no pescoço, mandíbula, quadris ou assoalho pélvico) que só se percebe ao parar e prestar atenção

 • Dificuldade para dormir ou acordar cansado 

 • Sentir-se sobrecarregado por decisões simples ou incapaz de concluir tarefas

 • Hipersensibilidade a sons ou interações sociais 

 • Uma sensação persistente de que nunca é suficiente — tempo, energia, produtividade ou até valor pessoal


Não dá para eliminar completamente esse tipo de estresse, mas é possível reduzir seu impacto. "O segredo é aprender a controlá-lo antes que ele se torne crônico", orienta Bean. Aqui vão algumas estratégias simples:


 • Faça micro pausas: Afaste-se dos dispositivos, alongue-se, respire fundo, faça um escaneamento corporal ou dê uma volta rápida no quarteirão. "Até pausas de 60 segundos podem quebrar o ciclo do estresse", diz Bean.

 • Estabeleça limites sensoriais: Reduza distrações digitais, barulhos de fundo, luzes fortes e bagunça sempre que possível. Isso ajuda a evitar a sobrecarga sensorial.

 • Mantenha conexões sociais: Ligue para alguém querido, marque encontros, cozinhe com amigos ou faça atividades em grupo. Estar com pessoas que te entendem ajuda o sistema nervoso a se acalmar, afirma Schwartzberg.

 • Mexa o corpo: Caminhadas, alongamentos, yoga ou tai chi ajudam a liberar tensão acumulada e te reconectar com o corpo.

  • Reserve tempo para o prazer: "Separe ao menos um momento no dia que não seja sobre ser produtivo", recomenda Bean. Pode ser tomar um chá, escrever, cuidar das plantas ou ouvir seu podcast favorito. "Eu gosto de fazer um 'sacudir geral' no corpo para 'lavar' o dia", conta Schwartzberg. 

  • Use a voz: Cantar, fazer humming (zumbido com a boca fechada) ou soltar o ar lentamente estimula o nervo vago, o que ajuda a trazer calma. 

 • Não engula seus sentimentos: O estresse aumenta quando suprimimos o que sentimos. Schwartzberg sugere reconhecer suas necessidades, mesmo que de forma simples: "Preciso de um tempo de silêncio" ou "Podemos conversar quando estivermos mais descansados?"

 • E lembre-se: você está dando conta. Um passo de cada vez já faz diferença.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/o-que-e-estresse-ambientale-como-lidar-com-ele/ 
O enfrentamento do estresse cotidiano não depende apenas de eliminá-lo, mas de adotar estratégias capazes de reduzir seus efeitos nocivos. O texto apresenta diferentes formas de cuidado que buscam restaurar o equilíbrio físico e emocional do indivíduo, mesmo em meio às pressões diárias. Nesse sentido, qual interpretação está alinhada à proposta apresentada?
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O Que É Estresse Ambiental e Como Lidar com Ele


Você já percebeu como, às vezes, a bateria do seucelular acaba rápido demais porque vários aplicativosestão rodando em segundo plano, sugando energia semque você perceba? O estresse ambiental funciona damesma forma no seu sistema nervoso.


Diferente do estresse agudo, que surge de forma intensa e passageira (como prazos apertados, provas ouemergências), o estresse ambiental é mais sutil econtínuo. Ele vai se acumulando lentamente, alimentadopor fatores como bagunça, barulho, poluição, excesso deestímulos digitais, multitarefa constante, necessidade dese adaptar a diferentes ambientes sociais ecomparações nas redes.


O problema do estresse ambiental é que ele se somasilenciosamente, mudando seu estado natural de calmapara um de tensão constante, em que o corpo nãoconsegue mais relaxar de verdade, afirma Bean.


Esse tipo de estresse pode impactar sua saúde deformas que você não percebe de imediato. "Quando seu corpo está constantemente reagindo a estressores ambientais, sua resiliência vai diminuindo com o tempo. O cérebro e o corpo ficam sobrecarregados e com menos recursos para lidar com o que aparece", explica Polina Shkadron, terapeuta em Nova York especializada em TDAH.


Esse acúmulo pode virar um ciclo vicioso, onde até os pequenos estresses do dia a dia, que antes pareciam fáceis de lidar, passam a ser opressores, já que o sistema nervoso está no limite. Com o tempo, isso pode levar a burnout, ansiedade, dificuldades emocionais, problemas de sono, inflamações, baixa imunidade e até dores crônicas.


Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas comuns incluem:


 • Sensação constante de estar "no limite", mesmo quando nada está visivelmente errado

  • Tensão no corpo (principalmente no pescoço, mandíbula, quadris ou assoalho pélvico) que só se percebe ao parar e prestar atenção

 • Dificuldade para dormir ou acordar cansado 

 • Sentir-se sobrecarregado por decisões simples ou incapaz de concluir tarefas

 • Hipersensibilidade a sons ou interações sociais 

 • Uma sensação persistente de que nunca é suficiente — tempo, energia, produtividade ou até valor pessoal


Não dá para eliminar completamente esse tipo de estresse, mas é possível reduzir seu impacto. "O segredo é aprender a controlá-lo antes que ele se torne crônico", orienta Bean. Aqui vão algumas estratégias simples:


 • Faça micro pausas: Afaste-se dos dispositivos, alongue-se, respire fundo, faça um escaneamento corporal ou dê uma volta rápida no quarteirão. "Até pausas de 60 segundos podem quebrar o ciclo do estresse", diz Bean.

 • Estabeleça limites sensoriais: Reduza distrações digitais, barulhos de fundo, luzes fortes e bagunça sempre que possível. Isso ajuda a evitar a sobrecarga sensorial.

 • Mantenha conexões sociais: Ligue para alguém querido, marque encontros, cozinhe com amigos ou faça atividades em grupo. Estar com pessoas que te entendem ajuda o sistema nervoso a se acalmar, afirma Schwartzberg.

 • Mexa o corpo: Caminhadas, alongamentos, yoga ou tai chi ajudam a liberar tensão acumulada e te reconectar com o corpo.

  • Reserve tempo para o prazer: "Separe ao menos um momento no dia que não seja sobre ser produtivo", recomenda Bean. Pode ser tomar um chá, escrever, cuidar das plantas ou ouvir seu podcast favorito. "Eu gosto de fazer um 'sacudir geral' no corpo para 'lavar' o dia", conta Schwartzberg. 

  • Use a voz: Cantar, fazer humming (zumbido com a boca fechada) ou soltar o ar lentamente estimula o nervo vago, o que ajuda a trazer calma. 

 • Não engula seus sentimentos: O estresse aumenta quando suprimimos o que sentimos. Schwartzberg sugere reconhecer suas necessidades, mesmo que de forma simples: "Preciso de um tempo de silêncio" ou "Podemos conversar quando estivermos mais descansados?"

 • E lembre-se: você está dando conta. Um passo de cada vez já faz diferença.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/o-que-e-estresse-ambientale-como-lidar-com-ele/ 
Muitas vezes, situações do cotidiano que parecem inofensivas podem exercer um impacto profundo sobre o equilíbrio físico e mental das pessoas. No caso do estresse ambiental, descrito no texto, esse efeito não ocorre de forma imediata, mas de maneira contínua e cumulativa. Considerando a explicação apresentada, qual interpretação é a adequada?
Alternativas
Respostas
39121: D
39122: B
39123: A
39124: C
39125: D
39126: C
39127: A
39128: C
39129: B
39130: D
39131: A
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39135: B
39136: B
39137: A
39138: E
39139: D
39140: E