Questões de Concurso Sobre português
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Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
A leitura do texto permite identificar uma mensagem implícita: a de que juntar dinheiro e não usufruir do que ele pode proporcionar é tolice.
• “... e a interrupção de plataformas ficou restrita ao Judiciário.” (2° parágrafo)
• “A exploração infantil nas redes é real e abjeta...” (4° parágrafo)
• “Uma lei robusta é um começo.” (5° parágrafo)
Em conformidade com a norma-padrão de ortografia e acentuação, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
• “... resta uma sensação de alívio por ter-se evitado um desastre.” (1° parágrafo)
• “A Câmara quase entregou um arcabouço que permitiria remoções indiscriminadas de conteúdo, sem ordem judicial...” (2° parágrafo)
• “Persistem conceitos vagos, como a exigência de evitar o ‘uso compulsivo’...” (3° parágrafo)
• “Como se sabe, o diabo mora nos detalhes – mas também, às vezes, na falta deles.” (3° parágrafo)
No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
• “Esses desastres foram revertidos, felizmente, por pressão da oposição...” (2° parágrafo)
• “Persistem conceitos vagos, como a exigência de evitar o ‘uso compulsivo’...” (3° parágrafo)
• “... que concilie a proteção integral da infância com o respeito às liberdades.” (5° parágrafo)
Em conformidade com a norma-padrão de concordância, as passagens transcritas admitem, respectivamente, as seguintes reescritas:
(BROWNE, Dik. Hagar o horrível. Disponível em <https://br.pinterest.com/mirianmarino1260/hagar/>).
Alterando o enunciado “Cale-se e coma!”, empregado no quadrinho acima, para o sujeito “nós”, fica correta a seguinte alternativa:
(I) O submarino imergiu nas águas geladas do Atlântico Norte.
(II) O juiz absolveu o réu por ausência de provas.
(III) Você coseu por mais uma hora até terminar o expediente.
(IV) O coreano emigrou devido às condições em que vivia no seu local de nascimento.
(a) costurou.
(b) cozinhou.
(c) saiu do país.
(d) afundou, baixou.
(e) inocentou, perdoou.
(f) acusou, penalizou.
(g) subiu, foi à tona.
(h) entrou no país.
- O comércio fecha ___ portas ___ 18 horas. - Nunca fui ___ uma balada ___ essas horas. - Pergunte ___ algum forasteiro se ele gosta deste local.
Com base nas flexões corretas do verbo destacado nas ocorrências acima, assinale a alternativa que se apresenta totalmente de acordo com a norma-padrão em relação à grafia da palavra destacada.
A palavra “se”, no trecho destacado acima, é responsável por transformar a frase na voz passiva (= Ao menos dois litros de água devem ser tomados todos os dias). Assinale a alternativa em que o “se” possui essa mesma função.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Brasil lidera a desinformação antivacina na América Latina, aponta estudo
Desinformações sobre vacinas cresceram mais de 600 vezes durante a pandemia, segundo o levantamento.
O Brasil concentra 40% de todo o conteúdo antivacina do continente latino-americano. É o que aponta estudo "Anti-vaccine Disinformation in Latin America and the Caribbean" (Desinformação antivacina na América Latina e no Caribe), que mapeou, pela primeira vez, 81 milhões de mensagens publicadas em 1.785 comunidades de teorias da conspiração no Telegram, distribuídas por 18 países, entre 2016 e 2025. O levantamento é coordenado por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O estudo identificou 175 supostos danos atribuídos às vacinas e 80 falsos "antídotos" vendidos como "detox" para neutralizar seus efeitos. Segundo alerta dos pesquisadores, a desinformação se consolidou como mercado lucrativo e ameaça à saúde pública.
"A desinformação não é acaso, é um projeto daqueles que lucram com isso. Ela se organiza, se financia e se adapta porque há interesses por trás. O que o estudo mostra é que o antivacinismo virou um sistema de medo e lucro que mina a confiança social e fragiliza políticas públicas de saúde", explica Ergon Cugler, pesquisador do DesinfoPop/FGV e coordenador do estudo. [...]
"O Brasil virou o epicentro latino-americano da desinformação antivacina. Isso não acontece por acaso: temos um ambiente digital que ainda engatinha no debate da regulação, plataformas que lucram com o engajamento do medo e desafios estruturais que permitem que o discurso conspiratório floresça", diz Ergon Cugler.
[...]
A pesquisa mapeou os 175 principais supostos danos causados pelas vacinas, divulgados nos grupos de desinformação. As alegações falsas mais comuns vão de morte súbita e alteração do DNA a envenenamento e câncer, seguidas por boatos sobre coágulos, infertilidade e problemas cardíacos.
[...] O estudo também identificou 80 falsos antídotos para supostamente "desfazer" vacinas. Os mais difundidos são o aterramento − ficar descalço no solo − (2,2%), que afirma "limpar energias do corpo"; o dióxido de cloro (1,5%), vendido como "solução milagrosa mineral" mas altamente tóxico; e produtos como alho, ivermectina e zeólita. [...]
"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública", conclui Ergon Cugler.
(Disponível em: https://iclnoticias.com.br/brasil-lidera-a-desinformacao-antivacina/. Acesso em: 20 out. 2025. Adaptado.)
A respeito do último parágrafo, uma citação direta da fala do coordenador da pesquisa, e tendo todo o texto como referência, analise as sentenças:
"O antivacinismo é mais do que um discurso: é um mercado que transforma pânico em produto. Enfrentar isso exige ação coordenada entre governo, imprensa, plataformas e sociedade. Combater a desinformação é uma questão de soberania informacional e de saúde pública".
Nesse raciocínio construído pelo pesquisador e coordenador da pesquisa, observa-se que:
I.Tem início com a problematização do que é antivacinismo, definindo-o a partir disso, ou seja, é algo mais complexo do que apenas um discurso; é mercadológico, podendo-se inferir que tem como objetivo o lucro. Essa inferência é possível também pela escolha vocabular: mercado, produto.
II.Na sequência, o pesquisador apresenta um caminho possível para enfrentar o discurso mercadológico antivacina, um trabalho conjunto de diversas esferas, o que possibilita ao leitor compreender que o problema é complexo e não se resolverá com movimentos isolados.
III.Finalmente, concluindo seu raciocínio, o pesquisador associa o "antivacinismo" à desinformação, ou seja, o leitor é instigado a compreender que o "antivacinismo" é um entrave à soberania da informação e à saúde pública.
É correto o que se afirma em: