Questões de Concurso Sobre português
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(_) Variação regional, (diatópica): Como o próprio nome já diz, trata-se de uma variação linguística relacionada à localização regional do indivíduo: cidades, estados, áreas urbanas e rurais, que vão desde o sotaque, léxico, dialetos, pronúncia até a construção de diferentes palavras para um mesmo conceito. Um exemplo clássico é a famosa discussão sobre o uso de biscoito x bolacha em diferentes estados brasileiros.
(_) Variação social, (diastrática): Essa variação linguística se refere aos hábitos e culturas de diferentes grupos sociais, e isso inclui gírias próprias, como por exemplo, um grupo de skatistas, que utiliza jargões e gírias como irado, maneiro, insano, a fim de representar algo legal.
(_) Variação estilísticas, (diafásica): A variação estilística, ou situacional, diz respeito ao contexto de comunicação, isto é, às mudanças linguísticas de acordo com a situação em que o falante se encontra. Ela ocorre porque, em certos momentos, é necessário usar de registros mais formais para se comunicar, enquanto em outras ocasiões, a informalidade pode ser usada, como gírias em um grupo de amigos, por exemplo.
(_) Variações linguísticas que existem no Brasil: Por se tratar de um país com grande proporção territorial, o Brasil é bastante diverso, com muitas expressões e variações linguísticas, que vão desde o sotaque até a construção de jargões. No entanto, nem mesmo os próprios brasileiros conhecem todas elas.
(_) As variações linguísticas mais usadas na região Norte são: Moleque doido, que significa pessoa maluca; Moscô, quer dizer que a pessoa foi pega em flagrante; Égua, usado para indicar espanto ou admiração; Borogodó, quando uma pessoa entende, ou é especialista em determinado assunto.
Leia o texto para responder às próximas duas questões.
Caro Freud. (Juliano Martinz).
Resolvi lhe escrever uma carta porque o senhor anda muito ocupado e eu demoro muito para me fazer compreender verbalmente. Aqui, nesta carta, acho que consigo ser franco e direto. E franqueza é algo que me escapa pelos dedos, especialmente quando estou diante de alguém tão mal-encarado como o senhor (sem ofensas, por favor). Mas se pelo menos o senhor desse um sorrisinho de vez em quando, ajudaria muito nas nossas consultas. Mas enfim…
Hoje resolvi aplicar alguns dos seus conselhos. E outros do Facebook. A propósito, já lhe contei que meu mural parece um livro de autoajuda? Desse jeito, acho que o senhor vai precisar mudar de profissão.
Bom, voltando aos conselhos. O senhor mencionou que eu precisava encontrar prazer no meu trabalho. Pois bem, resolvi espalhar chocolate em todas as mesas, pias, balcões e até no banheiro. Preciso admitir que o senhor estava com toda a razão. De fato, todo o ambiente está mais prazeroso e há docilidade por todos os lados. As formigas também acham.
Romanticamente, a história é mais complicada. Sempre que nos encontramos, o senhor pergunta: “E as namoradas, como vão?”. Realmente, doutor Freud, nunca entendi o porquê do plural. Mas já que tocamos no assunto, acho que precisarei de um pouco mais do que chocolate para resolver este problema.
O senhor disse que o segredo do sucesso é fazer as mulheres rirem. Mas rir de mim também conta? E aquela história de conversar com a garota sobre assuntos que a interessam? Conheci uma garota e já fui puxando assunto sobre rímel, blush, cílios postiços e batom. Não sei não, Freud, mas tem certeza de que esse conselho funciona? A garota soltou um “ihhh” e saiu de perto. Sabe esses “ihs” que podem significar um milhão de coisas e todas elas péssimas para a nossa reputação?
O senhor também mencionou que eu não poderia deixar as garotas me encararem como amigo, não foi? “Mulheres nunca se apaixonam por amigos”. Tentei aplicar este conselho. Uma amiga minha, a Miriam, uma ruiva de um metro e setenta, dois imensos olhos caramelo, dois lábios carnudos que são pura covardia. Pois bem, ela me disse que precisava contar um segredo. Sacou, né? Coisa de amigos, papo de segredos, essas coisas. Não hesitei. Já soltei um: “Nem vem com essas fofoquinhas tolas que me dão nos nervos. Se quiser algo de verdade, te dou um beijo de desentupir pia. Agora se quiser ficar nessas conversinhas frívolas e inúteis, vai procurar tua turma de tagarelas descerebrados”. O senhor poderia ler esta frase novamente e me dizer onde errei? Porque acho que errei em algum ponto, levando-se em consideração o peso do tapa na minha cara.
Ah, meu amigo Sigmund. A vida não é nada fácil. Pela expressão fechada em seu rosto, o senhor deve me entender. Talvez o senhor devesse parar um pouco com esses assuntos melancólicos e se dedicar um tempo a escrever alguns textos humorísticos. Além disso, precisamos conversar mais. Mas não dentro daquele seu consultório mórbido. Podíamos sair para tomar umas cervejas. Ver luzes, ouvir pessoas, essas coisas. Acho que lhe faria bem, também.
Quando quiser, só me avisar. Mas o senhor paga. E não vem com história de que está sem dinheiro, porque aí quem vai dizer “ihhh” sou eu.
Relacione corretamente os substantivos coletivos da coluna A com o conjunto que representam na coluna B.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I - Em “Silêncio!” temos uma frase, mas não uma oração.
II - Em “Choveu a noite inteira” temos uma oração e também uma frase.
III - Em “Bom dia, amigos!” não há frase, apenas uma oração.
IV - Em “Precisamos estudar mais para a prova” temos uma oração e também uma frase.
Assinale a alternativa correta:
Ontem, Carla leu o livro que comprou na semana passada. Hoje, ela lê algumas páginas antes de dormir, e amanhã lerá a continuação.
Com base no texto, marque a alternativa que não está correta:
I - Em “Os meninos jogaram bola até anoitecer”, o sujeito é simples.
II - Em “A fome e o frio castigavam os viajantes”, o sujeito é composto.
III - Em “Choveu bastante durante a madrugada”, o sujeito é indeterminado.
IV - Em “Precisa-se de funcionários”, o sujeito é indeterminado.
Marque a alternativas correta:
( ) A palavra “júri” é acentuada por ser proparoxítona terminada em “i”.
( ) A palavra “avó” é acentuada por ser oxítona terminada em “o”.
( ) A palavra “pôde” (pretérito perfeito do indicativo) recebe acento para se diferenciar da palavra “pode” (presente do indicativo); esse é um caso de acentuação diacrítica.
( ) A palavra “tênue” é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo.
Marque a sequência correta:
O jardim da praça
A praça da cidade era ampla e tranquila. As árvores frondosas ofereciam sombra generosa, e o ar parecia leve e fresco. No entanto, alguns bancos quebrados deixavam o ambiente um pouco desagradável.
Com base no texto, analise as afirmativas abaixo.
I - No trecho “árvores frondosas”, o termo “frondosas” funciona como adjetivo, qualificando as árvores.
II - O antônimo mais adequado para a palavra “tranquila”, considerando o contexto do texto, é a palavra “agitada”.
III - O sinônimo mais adequado para a palavra “desagradável”, no contexto, é a palavra “agradável”, já que ambos transmitem ideia de beleza.
IV - O termo “ampla”, no contexto, também é um adjetivo, pois caracteriza a praça.
Marque a opção correta:
● excessão → ex-ces-são
● substância → subs-tân-ci-a
● carro → car-ro
● haver → ha-ver
Com base na grafia correta e na separação silábica adequada, analise as afirmativas:
I - A palavra “excessão” está grafada corretamente e sua separação silábica também está correta.
II - A palavra “substância” está grafada corretamente e sua separação silábica também está correta.
III - A palavra “carro” está grafada corretamente, mas apresenta separação silábica incorreta, pois o dígrafo “rr” nunca se separa.
IV - A palavra “haver” está grafada corretamente, e a separação silábica apresentada está correta.
Marque a alternativa correta:
Ninguém soube explicar _____ ele não apareceu ontem. Uns disseram que foi _____ estava doente; outros, não quiseram saber o ____ desse acontecimento. No fim, todos ficaram em silêncio, sem saber ao certo _____.
O presente
Lucas encontrou Ana na praça e disse: “Este é para você, que sempre me ajuda. Ele é pequeno, mas espero que lhe traga alegria.” Ana sorriu e respondeu: “Obrigado! Eu vou cuidar bem dele.”
Com base no texto, analise as afirmativas sobre os pronomes destacados.
I - O pronome “você” é pessoal do caso reto, funcionando como sujeito da ação de receber o presente.
II - O pronome “lhe” é pronome oblíquo átono, funcionando tanto como objeto direto como objeto indireto na frase.
III - O pronome “eu” é pessoal do caso reto e funciona como sujeito da ação de cuidar do presente.
IV - O pronome “este” é demonstrativo, indicando proximidade em relação ao falante.
A alternativa correta é:
O banco da praça
O velho banco de madeira estava desgastado pelo tempo, mas ainda era o lugar preferido de Dona Rosa. Ali, ela se sentia serena, observando as crianças que brincavam. Para ela, aquele espaço simples representava um pedaço de tranquilidade em meio à agitação da cidade.
I - A palavra “desgastado” pode ser substituída por “gasto” sem alterar o sentido do texto.
II - O antônimo da palavra “serena”, no contexto, poderia ser a palavra “agitada”.
III - O termo “tranquilidade” tem como sinônimo adequado, no texto, a palavra “calma”.
IV - A palavra “simples” pode ter como antônimo, no texto, a palavra “complicado”, sem comprometer o sentido.
Marque a opção correta:
( ) A palavra “café” é oxítona, pois a última sílaba (fé) é a tônica.
( ) A palavra “lâmpada” é proparoxítona, pois a antepenúltima sílaba (lâm) recebe a tonicidade.
( ) A palavra “coração” é proparoxítona, porque a penúltima sílaba (ra) é a mais forte.
( ) A palavra “difícil” é paroxítona, já que a sílaba tônica recai sobre a penúltima (fí).
Marque a alternativa correta:
Analise o trecho a seguir.
Na manhã chuvosa
Era cedo quando João abriu a janela. A chuva caía com força: plim, plim, plim no telhado, toc, toc nas vidraças, e de repente um trovão estrondou: crashhh. O menino se encolheu na cama, mas logo sorriu. Gostava daquele barulho todo, como se a natureza estivesse conversando com ele em outra língua.
No trecho acima, as expressões “plim, plim, plim”, “toc, toc” e “crashhh” exemplificam o uso da onomatopeia. Sobre a função desse recurso no texto, assinale a alternativa correta: