Questões de Concurso Sobre português

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Q3646761 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras e expressões estão grafadas corretamente.
Alternativas
Q3646760 Português
“João era um marido exemplar, carinhoso, incapaz de matar uma mosca. Um dia, Maria precisou ir ao mercado e pediu ao bom homem:
- João, meu amor, não tire os olhos do Juninho, enquanto vou ao mercado, certo?
- Oh, Maria, você sabe que eu não mato uma mosca. Acha que teria a coragem de tirar os olhos do meu próprio filho?”
(ILARI, Rodolfo. Introdução à semântica, p. 81 – Adaptado)
No texto acima, o humor decorre do seguinte recurso de linguagem:
Alternativas
Q3646759 Português
Assinale a alternativa em cujo enunciado a palavra destacada é um modalizador, ou seja, não remete a nenhum elemento da frase, expressando uma postura do locutor.
Alternativas
Q3646758 Português
Assinale a alternativa que apresenta um enunciado totalmente correto em relação ao emprego dos sinais de pontuação. 
Alternativas
Q3646757 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola

        A chegada da inteligência artificial (IA) ao campo educacional trouxe muitos benefícios. Mas, e as emoções? Até agora, o debate público tem se concentrado em sua capacidade de personalizar conteúdos, automatizar tarefas ou melhorar o desempenho acadêmico, mas a conversa tem deixado de lado questões importantes. Por exemplo: como essa integração tecnológica afeta emocionalmente professores e alunos? Quais implicações sociais e de bem-estar decorrem de seu uso crescente nas salas de aula? Uma tecnologia que não sente pode nos ajudar a cultivar emoções, vínculos e bem-estar na escola?
    
        O Relatório ODITE 2025 (Inteligências conectadas: como a IA está redefinindo a aprendizagem personalizada) alerta sobre o foco excessivo nos benefícios técnicos da IA (como a personalização da aprendizagem ou suas vantagens operacionais), em detrimento de uma análise mais profunda dos riscos e incertezas, especialmente os de natureza socioemocional. Esse desequilíbrio na análise revela uma necessidade urgente: repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico. (...) A entrada da inteligência artificial nas salas de aula não modifica apenas as dinâmicas pedagógicas. Ela atinge em cheio os aspectos mais sensíveis da vida escolar: as emoções, os vínculos e o bem-estar de quem ensina e aprende. Assim, frente à narrativa otimista que exalta a personalização e a eficiência, surgem vozes que alertam sobre os efeitos colaterais invisíveis que acompanham essa transformação (sem questionar a tecnologia em si, mas como ela é usada e com quais propósitos). O especialista em educação e tecnologia Carlos Magro resume e analisa essas posturas em Desta vez vai funcionar, um dos capítulos do relatório ODITE. (...)
    
        Sob essa ótica, a IA não é neutra: ela molda relações, define prioridades e afeta subjetividades. Por isso, propõe Magro, pensar seu impacto emocional e social exige recuperar uma pedagogia do vínculo, em que estudantes e professores não sejam usuários passivos da tecnologia, mas protagonistas conscientes de uma educação que não sacrifique o bem-estar em nome da eficiência. (...)

PROFUTURO. A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola. 25 abr. 2025. Disponível em <https://profuturo.education/pt-br/observatorio/tendencias/a-inteligencia-artificial-e-seu-impacto-no-bem-estar-emocional-na-escola/>  
“Até agora, o debate público tem se concentrado em sua capacidade de personalizar conteúdos, automatizar tarefas ou melhorar o desempenho acadêmico, mas a conversa tem deixado de lado questões importantes.”
No trecho acima, transcrito do texto, as formas verbais destacadas exprimem ações:
Alternativas
Q3646756 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola

        A chegada da inteligência artificial (IA) ao campo educacional trouxe muitos benefícios. Mas, e as emoções? Até agora, o debate público tem se concentrado em sua capacidade de personalizar conteúdos, automatizar tarefas ou melhorar o desempenho acadêmico, mas a conversa tem deixado de lado questões importantes. Por exemplo: como essa integração tecnológica afeta emocionalmente professores e alunos? Quais implicações sociais e de bem-estar decorrem de seu uso crescente nas salas de aula? Uma tecnologia que não sente pode nos ajudar a cultivar emoções, vínculos e bem-estar na escola?
    
        O Relatório ODITE 2025 (Inteligências conectadas: como a IA está redefinindo a aprendizagem personalizada) alerta sobre o foco excessivo nos benefícios técnicos da IA (como a personalização da aprendizagem ou suas vantagens operacionais), em detrimento de uma análise mais profunda dos riscos e incertezas, especialmente os de natureza socioemocional. Esse desequilíbrio na análise revela uma necessidade urgente: repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico. (...) A entrada da inteligência artificial nas salas de aula não modifica apenas as dinâmicas pedagógicas. Ela atinge em cheio os aspectos mais sensíveis da vida escolar: as emoções, os vínculos e o bem-estar de quem ensina e aprende. Assim, frente à narrativa otimista que exalta a personalização e a eficiência, surgem vozes que alertam sobre os efeitos colaterais invisíveis que acompanham essa transformação (sem questionar a tecnologia em si, mas como ela é usada e com quais propósitos). O especialista em educação e tecnologia Carlos Magro resume e analisa essas posturas em Desta vez vai funcionar, um dos capítulos do relatório ODITE. (...)
    
        Sob essa ótica, a IA não é neutra: ela molda relações, define prioridades e afeta subjetividades. Por isso, propõe Magro, pensar seu impacto emocional e social exige recuperar uma pedagogia do vínculo, em que estudantes e professores não sejam usuários passivos da tecnologia, mas protagonistas conscientes de uma educação que não sacrifique o bem-estar em nome da eficiência. (...)

PROFUTURO. A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola. 25 abr. 2025. Disponível em <https://profuturo.education/pt-br/observatorio/tendencias/a-inteligencia-artificial-e-seu-impacto-no-bem-estar-emocional-na-escola/>  
“O Relatório ODITE 2025 (Inteligências conectadas: como a IA está redefinindo a aprendizagem personalizada) alerta sobre o foco excessivo nos benefícios técnicos da IA (como a personalização da aprendizagem ou suas vantagens operacionais)”
As palavras destacadas no trecho acima, transcrito do texto, introduzem respectivamente os sentidos de:
Alternativas
Q3646755 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola

        A chegada da inteligência artificial (IA) ao campo educacional trouxe muitos benefícios. Mas, e as emoções? Até agora, o debate público tem se concentrado em sua capacidade de personalizar conteúdos, automatizar tarefas ou melhorar o desempenho acadêmico, mas a conversa tem deixado de lado questões importantes. Por exemplo: como essa integração tecnológica afeta emocionalmente professores e alunos? Quais implicações sociais e de bem-estar decorrem de seu uso crescente nas salas de aula? Uma tecnologia que não sente pode nos ajudar a cultivar emoções, vínculos e bem-estar na escola?
    
        O Relatório ODITE 2025 (Inteligências conectadas: como a IA está redefinindo a aprendizagem personalizada) alerta sobre o foco excessivo nos benefícios técnicos da IA (como a personalização da aprendizagem ou suas vantagens operacionais), em detrimento de uma análise mais profunda dos riscos e incertezas, especialmente os de natureza socioemocional. Esse desequilíbrio na análise revela uma necessidade urgente: repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico. (...) A entrada da inteligência artificial nas salas de aula não modifica apenas as dinâmicas pedagógicas. Ela atinge em cheio os aspectos mais sensíveis da vida escolar: as emoções, os vínculos e o bem-estar de quem ensina e aprende. Assim, frente à narrativa otimista que exalta a personalização e a eficiência, surgem vozes que alertam sobre os efeitos colaterais invisíveis que acompanham essa transformação (sem questionar a tecnologia em si, mas como ela é usada e com quais propósitos). O especialista em educação e tecnologia Carlos Magro resume e analisa essas posturas em Desta vez vai funcionar, um dos capítulos do relatório ODITE. (...)
    
        Sob essa ótica, a IA não é neutra: ela molda relações, define prioridades e afeta subjetividades. Por isso, propõe Magro, pensar seu impacto emocional e social exige recuperar uma pedagogia do vínculo, em que estudantes e professores não sejam usuários passivos da tecnologia, mas protagonistas conscientes de uma educação que não sacrifique o bem-estar em nome da eficiência. (...)

PROFUTURO. A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola. 25 abr. 2025. Disponível em <https://profuturo.education/pt-br/observatorio/tendencias/a-inteligencia-artificial-e-seu-impacto-no-bem-estar-emocional-na-escola/>  
Assinale a ideia que se encontra no texto “A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola”, em outras palavras. 
Alternativas
Q3646754 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola

        A chegada da inteligência artificial (IA) ao campo educacional trouxe muitos benefícios. Mas, e as emoções? Até agora, o debate público tem se concentrado em sua capacidade de personalizar conteúdos, automatizar tarefas ou melhorar o desempenho acadêmico, mas a conversa tem deixado de lado questões importantes. Por exemplo: como essa integração tecnológica afeta emocionalmente professores e alunos? Quais implicações sociais e de bem-estar decorrem de seu uso crescente nas salas de aula? Uma tecnologia que não sente pode nos ajudar a cultivar emoções, vínculos e bem-estar na escola?
    
        O Relatório ODITE 2025 (Inteligências conectadas: como a IA está redefinindo a aprendizagem personalizada) alerta sobre o foco excessivo nos benefícios técnicos da IA (como a personalização da aprendizagem ou suas vantagens operacionais), em detrimento de uma análise mais profunda dos riscos e incertezas, especialmente os de natureza socioemocional. Esse desequilíbrio na análise revela uma necessidade urgente: repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico. (...) A entrada da inteligência artificial nas salas de aula não modifica apenas as dinâmicas pedagógicas. Ela atinge em cheio os aspectos mais sensíveis da vida escolar: as emoções, os vínculos e o bem-estar de quem ensina e aprende. Assim, frente à narrativa otimista que exalta a personalização e a eficiência, surgem vozes que alertam sobre os efeitos colaterais invisíveis que acompanham essa transformação (sem questionar a tecnologia em si, mas como ela é usada e com quais propósitos). O especialista em educação e tecnologia Carlos Magro resume e analisa essas posturas em Desta vez vai funcionar, um dos capítulos do relatório ODITE. (...)
    
        Sob essa ótica, a IA não é neutra: ela molda relações, define prioridades e afeta subjetividades. Por isso, propõe Magro, pensar seu impacto emocional e social exige recuperar uma pedagogia do vínculo, em que estudantes e professores não sejam usuários passivos da tecnologia, mas protagonistas conscientes de uma educação que não sacrifique o bem-estar em nome da eficiência. (...)

PROFUTURO. A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola. 25 abr. 2025. Disponível em <https://profuturo.education/pt-br/observatorio/tendencias/a-inteligencia-artificial-e-seu-impacto-no-bem-estar-emocional-na-escola/>  
Em relação às características presentes em “A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola”, é correto afirmar que o texto é predominantemente do tipo: 
Alternativas
Q3646738 Português
A alternativa em que todas as palavras dadas são adjetivos é:
Alternativas
Q3646737 Português
Analise o excerto a seguir quanto às lacunas que apresenta:
…. menina estava ansiosa para seu baile de formatura, que seria no sábado, …. oito da noite. Ainda não havia escolhido seu vestido, mas já tinha uma ideia de como gostaria que fosse. Então, foi …. compras com …. amigas.
A alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do excerto dado é:
Alternativas
Q3646736 Português
“Já te disse, mãe, que não estou com fome.”
O termo destacado na sentença dada tem a mesma função do termo em destaque em:
Alternativas
Q3646735 Português
Em qual das sentenças a seguir a colocação pronominal está incorreta?
Alternativas
Q3646734 Português
Considere as seguintes sentenças:
I. Desfiz-me de tanto chorar.
II. A lua lhe mostrava o caminho, no meio da escuridão da noite.
III. Viajaremos para a Cidade Maravilhosa.
Ocorre a figura de linguagem denominada hipérbole apenas em:
Alternativas
Q3646733 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Minha terra tem palmeiras

        [...] Minhas artérias entraram em constrição violenta, o peito doeu-me todo e eu me levantei e fui até a rua para respirar. Sei que morrerei um dia de uma emoção assim. Mas não adiantou. Lá estava o capim brotando de entre os paralelepípedos, lá estava a ladeira subindo para o verde úmido do morro, ali à esquerda ficava um antigo apartamento onde eu morei. Naquele tempo eu ganhava 900 mil réis por mês e estudava para o concurso do Itamaraty. Dava apertado, mas dava.

        Por que será que só no Brasil brota capim de entre os paralelepípedos, e particularmente na Gávea? Existe por acaso um sorvete como o do seu Morais às margens do Ródano? Veem-se jamais as silhuetas de Lúcio Rangel e Paulo Mendes Campos numa cervejaria em Munique? Quem já viu passar a garota de Ipanema em Saint-Tropez?
        Adeus, mãe Europa. Tão cedo não te quero ver. Teus olhos se endureceram na visão de muitas guerras. Tua alma se perdeu. Teu corpo se gastou. Adeus, velha argentária. Guarda os teus tesouros, os teus símbolos, as tuas catedrais. Quero agora dormir em berço esplêndido, entre meus vivos e meus mortos, ao som do mar e à luz de um céu profundo. Malgrado o meu muito lutar contra, eis que me vou lentamente tornando — logo eu! — num isolacionista brasileiro.

MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/minh a-terra-tem-palmeiras.
A respeito da sentença “Tão cedo não te quero ver”, que ocorre no texto, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3646732 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Minha terra tem palmeiras

        [...] Minhas artérias entraram em constrição violenta, o peito doeu-me todo e eu me levantei e fui até a rua para respirar. Sei que morrerei um dia de uma emoção assim. Mas não adiantou. Lá estava o capim brotando de entre os paralelepípedos, lá estava a ladeira subindo para o verde úmido do morro, ali à esquerda ficava um antigo apartamento onde eu morei. Naquele tempo eu ganhava 900 mil réis por mês e estudava para o concurso do Itamaraty. Dava apertado, mas dava.

        Por que será que só no Brasil brota capim de entre os paralelepípedos, e particularmente na Gávea? Existe por acaso um sorvete como o do seu Morais às margens do Ródano? Veem-se jamais as silhuetas de Lúcio Rangel e Paulo Mendes Campos numa cervejaria em Munique? Quem já viu passar a garota de Ipanema em Saint-Tropez?
        Adeus, mãe Europa. Tão cedo não te quero ver. Teus olhos se endureceram na visão de muitas guerras. Tua alma se perdeu. Teu corpo se gastou. Adeus, velha argentária. Guarda os teus tesouros, os teus símbolos, as tuas catedrais. Quero agora dormir em berço esplêndido, entre meus vivos e meus mortos, ao som do mar e à luz de um céu profundo. Malgrado o meu muito lutar contra, eis que me vou lentamente tornando — logo eu! — num isolacionista brasileiro.

MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/minh a-terra-tem-palmeiras.
O sentido do vocábulo “” no trecho “Por que será que só no Brasil brota capim de entre os paralelepípedos [...]” é o mesmo que em: 
Alternativas
Q3646731 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Minha terra tem palmeiras

        [...] Minhas artérias entraram em constrição violenta, o peito doeu-me todo e eu me levantei e fui até a rua para respirar. Sei que morrerei um dia de uma emoção assim. Mas não adiantou. Lá estava o capim brotando de entre os paralelepípedos, lá estava a ladeira subindo para o verde úmido do morro, ali à esquerda ficava um antigo apartamento onde eu morei. Naquele tempo eu ganhava 900 mil réis por mês e estudava para o concurso do Itamaraty. Dava apertado, mas dava.

        Por que será que só no Brasil brota capim de entre os paralelepípedos, e particularmente na Gávea? Existe por acaso um sorvete como o do seu Morais às margens do Ródano? Veem-se jamais as silhuetas de Lúcio Rangel e Paulo Mendes Campos numa cervejaria em Munique? Quem já viu passar a garota de Ipanema em Saint-Tropez?
        Adeus, mãe Europa. Tão cedo não te quero ver. Teus olhos se endureceram na visão de muitas guerras. Tua alma se perdeu. Teu corpo se gastou. Adeus, velha argentária. Guarda os teus tesouros, os teus símbolos, as tuas catedrais. Quero agora dormir em berço esplêndido, entre meus vivos e meus mortos, ao som do mar e à luz de um céu profundo. Malgrado o meu muito lutar contra, eis que me vou lentamente tornando — logo eu! — num isolacionista brasileiro.

MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/minh a-terra-tem-palmeiras.
Analise o sentido da expressão “malgrado” no trecho “Malgrado o meu muito lutar contra, eis que me vou lentamente tornando — logo eu! — num isolacionista brasileiro”. A reescrita a seguir que preserva o sentido original da oração introduzida pelo item gramatical analisado é: 
Alternativas
Q3646730 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Minha terra tem palmeiras

        [...] Minhas artérias entraram em constrição violenta, o peito doeu-me todo e eu me levantei e fui até a rua para respirar. Sei que morrerei um dia de uma emoção assim. Mas não adiantou. Lá estava o capim brotando de entre os paralelepípedos, lá estava a ladeira subindo para o verde úmido do morro, ali à esquerda ficava um antigo apartamento onde eu morei. Naquele tempo eu ganhava 900 mil réis por mês e estudava para o concurso do Itamaraty. Dava apertado, mas dava.

        Por que será que só no Brasil brota capim de entre os paralelepípedos, e particularmente na Gávea? Existe por acaso um sorvete como o do seu Morais às margens do Ródano? Veem-se jamais as silhuetas de Lúcio Rangel e Paulo Mendes Campos numa cervejaria em Munique? Quem já viu passar a garota de Ipanema em Saint-Tropez?
        Adeus, mãe Europa. Tão cedo não te quero ver. Teus olhos se endureceram na visão de muitas guerras. Tua alma se perdeu. Teu corpo se gastou. Adeus, velha argentária. Guarda os teus tesouros, os teus símbolos, as tuas catedrais. Quero agora dormir em berço esplêndido, entre meus vivos e meus mortos, ao som do mar e à luz de um céu profundo. Malgrado o meu muito lutar contra, eis que me vou lentamente tornando — logo eu! — num isolacionista brasileiro.

MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/minh a-terra-tem-palmeiras.
O vocábulo “o”, em “Existe por acaso um sorvete como o do seu Morais às margens do Ródano?”, desempenha, neste excerto, a função de:
Alternativas
Q3646729 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Minha terra tem palmeiras

        [...] Minhas artérias entraram em constrição violenta, o peito doeu-me todo e eu me levantei e fui até a rua para respirar. Sei que morrerei um dia de uma emoção assim. Mas não adiantou. Lá estava o capim brotando de entre os paralelepípedos, lá estava a ladeira subindo para o verde úmido do morro, ali à esquerda ficava um antigo apartamento onde eu morei. Naquele tempo eu ganhava 900 mil réis por mês e estudava para o concurso do Itamaraty. Dava apertado, mas dava.

        Por que será que só no Brasil brota capim de entre os paralelepípedos, e particularmente na Gávea? Existe por acaso um sorvete como o do seu Morais às margens do Ródano? Veem-se jamais as silhuetas de Lúcio Rangel e Paulo Mendes Campos numa cervejaria em Munique? Quem já viu passar a garota de Ipanema em Saint-Tropez?
        Adeus, mãe Europa. Tão cedo não te quero ver. Teus olhos se endureceram na visão de muitas guerras. Tua alma se perdeu. Teu corpo se gastou. Adeus, velha argentária. Guarda os teus tesouros, os teus símbolos, as tuas catedrais. Quero agora dormir em berço esplêndido, entre meus vivos e meus mortos, ao som do mar e à luz de um céu profundo. Malgrado o meu muito lutar contra, eis que me vou lentamente tornando — logo eu! — num isolacionista brasileiro.

MORAES, V. Minha terra tem palmeiras. In: FERRAZ, E. (Org.) Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 96-98. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/19891/minh a-terra-tem-palmeiras.
A palavra “constrição”, no trecho “Minhas artérias entraram em constrição violenta”, significa:
Alternativas
Q3646328 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



        “Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.” “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”


        Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.


        Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior, esse diploma continua sendo um excelente investimento.


        Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada, matriculando hoje 80% dos alunos.


        Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam, bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.


        Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.


        Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais, poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os vitoriosos e poucos os fracassados.


(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”,

03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado

Assinale a alternativa em que a expressão em destaque pode ser substituída pelo que está entre colchetes, mantendo-se a norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Q3646203 Português
Assinale a alternativa em que o uso da crase está incorreto, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Respostas
29361: A
29362: B
29363: C
29364: C
29365: D
29366: E
29367: A
29368: C
29369: B
29370: B
29371: D
29372: B
29373: A
29374: B
29375: C
29376: A
29377: C
29378: B
29379: B
29380: C