Questões de Concurso Sobre português

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Q3777772 Português
A preposição de, como outras preposições, mostra diferentes valores semânticos; a opção abaixo em que o valor semântico citado apresenta um exemplo adequado, em frase do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, é: 
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Q3777771 Português
A frase, retirada de obras das literaturas brasileira e portuguesa, em que a palavra combate está empregado em sentido figurado, é a seguinte: 
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Q3777770 Português
No tocante ao emprego da vírgula, assinale a frase que apresenta erro. 
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Q3777769 Português
Observe o seguinte texto:
“À medida que a tecnologia avança, algumas carreiras ganham mais destaque por sua importância estratégica e pela sua crescente demanda no mercado. Em 2025, profissões ligadas à análise de dados, cibersegurança e inteligência artificial se destacam, oferecendo oportunidades excepcionais para quem busca crescer e se especializar nesses ramos.” (Blog Portal pós, 15/10/2025)
Sobre os termos que estabelecem coesão nesse pequeno texto, é correto afirmar que 
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Q3777768 Português
No desejo de ensinar a seus filhos o valor da organização no trabalho, um pai diz: “Vejam só o que fazem as formigas: são muito pequenas, mas fazem muitas coisas graças à sua união e organização. Cada uma sabe o que deve fazer para o bem de todas.”.
Nesse caso, a argumentação do pai se apoia
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Q3777767 Português
Há diversos níveis de linguagem, que são os diferentes registros que a língua pode assumir, a depender da situação comunicativa e do contexto.
Assim, assinale a frase que exemplifica a linguagem coloquial.
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Q3777766 Português
Leia com atenção o texto abaixo, retirado de um livro francês sobre argumentação:
“Trata-se, antes de mais nada, de convencer um outro, isto é, de fazê-lo mudar de opinião, ou, pelo menos, de tentar fazer isso. Pode-se mesmo dizer que essa troca de opinião constitui o único sinal patente da eficácia de uma argumentação.” (Bernard Meyer, Maîtriser l’argumentation)
Assinale a afirmação correta a respeito desse fragmento textual.
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Q3777765 Português
Leia com atenção a seguinte frase:
“Todos os abaixo assinados, que protestavam pelo descuido da Prefeitura em ralação ao asfaltamento da rua, eram pessoas de boa conduta.”
A estrutura morfossintática pertinente sobre a composição dessa frase é a seguinte: 
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Q3777764 Português
Leia com atenção o segmento textual abaixo, da autoria de A. Gomes da Costa, publicado em Na Ponta da Língua, vol. 4, p. 2:
“O Senador Júlio Campos apresentou recentemente um projeto de lei na Câmara Alta que estabelece alguns mecanismos para diminuir o uso de palavras e expressões estrangeiras em letreiros, produtos, folhetos e painéis.
O objetivo da medida é coibir o uso excessivo de estrangeirismos e evitar que nalguns segmentos, sobretudo naqueles relacionados com o consumo e a publicidade, os textos acabem por iludir a freguesia, virar uma mixórdia linguística e enfeitar o vernáculo com cortinas e adereços de mau gosto.”
Assinale a opção que, segundo o autor, representa o prejuízo trazido pelo uso excessivo de estrangeirismos. 
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Q3777763 Português
Entre as figuras de linguagem há a sinestesia, uma forma de expressão em que vários sentidos se misturam, carregando uma experiência sensorial.
Dito isso, dentre as frases a seguir, retiradas de obras de Machado de Assis, aquela que contém sinestesia. 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777329 Português

Na conversa de anteontem com Rita esqueceu-me dizer a parte relativa a minha mulher, que lá está enterrada em Viena. Pela segunda vez falou-me em transportá-la para o nosso jazigo. Novamente lhe disse que estimaria muito estar perto dela, mas que, em minha opinião, os mortos ficam bem onde caem; redarguiu-me que estão muito melhor com os seus.


– Quando eu morrer, irei para onde ela estiver, no outro mundo, e ela virá ao meu encontro – disse eu.


Sorriu, e citou o exemplo da viúva Noronha, que fez transportar o marido de Lisboa, onde faleceu, para o Rio de Janeiro, onde ela conta acabar. Não disse mais sobre este assunto, mas provavelmente tornará a ele, até alcançar o que lhe parece. Já meu cunhado dizia que era seu costume dela, quando queria alguma cousa.


Outra cousa que não escrevi foi a alusão que ela fez à gente Aguiar, um casal que conheci a última vez que vim, com licença, ao Rio de Janeiro, e agora encontrei. São amigos dela e da viúva, e celebram daqui a dez ou quinze dias as suas bodas de prata. Já os visitei duas vezes e o marido, a mim. Rita falou-me deles com simpatia e aconselhou-me a ir cumprimentá-los por ocasião das festas aniversárias.



(Machado de Assis. Memorial de Aires. https://machadodeassis.net/texto/memorial-de-aires)

A colocação pronominal está de acordo com a norma- -padrão em: 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777328 Português

Na conversa de anteontem com Rita esqueceu-me dizer a parte relativa a minha mulher, que lá está enterrada em Viena. Pela segunda vez falou-me em transportá-la para o nosso jazigo. Novamente lhe disse que estimaria muito estar perto dela, mas que, em minha opinião, os mortos ficam bem onde caem; redarguiu-me que estão muito melhor com os seus.


– Quando eu morrer, irei para onde ela estiver, no outro mundo, e ela virá ao meu encontro – disse eu.


Sorriu, e citou o exemplo da viúva Noronha, que fez transportar o marido de Lisboa, onde faleceu, para o Rio de Janeiro, onde ela conta acabar. Não disse mais sobre este assunto, mas provavelmente tornará a ele, até alcançar o que lhe parece. Já meu cunhado dizia que era seu costume dela, quando queria alguma cousa.


Outra cousa que não escrevi foi a alusão que ela fez à gente Aguiar, um casal que conheci a última vez que vim, com licença, ao Rio de Janeiro, e agora encontrei. São amigos dela e da viúva, e celebram daqui a dez ou quinze dias as suas bodas de prata. Já os visitei duas vezes e o marido, a mim. Rita falou-me deles com simpatia e aconselhou-me a ir cumprimentá-los por ocasião das festas aniversárias.



(Machado de Assis. Memorial de Aires. https://machadodeassis.net/texto/memorial-de-aires)

Considere as passagens:


•  Na conversa de anteontem com Rita esqueceu-me dizer a parte relativa a minha mulher… (1o parágrafo)


•  ... os mortos ficam bem onde caem… (1o parágrafo)


•  Outra cousa que não escrevi foi a alusão que ela fez à gente Aguiar, um casal que conheci a última vez que vim… (4o parágrafo)



De acordo com a norma-padrão de regência, as passagens destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777327 Português

Na conversa de anteontem com Rita esqueceu-me dizer a parte relativa a minha mulher, que lá está enterrada em Viena. Pela segunda vez falou-me em transportá-la para o nosso jazigo. Novamente lhe disse que estimaria muito estar perto dela, mas que, em minha opinião, os mortos ficam bem onde caem; redarguiu-me que estão muito melhor com os seus.


– Quando eu morrer, irei para onde ela estiver, no outro mundo, e ela virá ao meu encontro – disse eu.


Sorriu, e citou o exemplo da viúva Noronha, que fez transportar o marido de Lisboa, onde faleceu, para o Rio de Janeiro, onde ela conta acabar. Não disse mais sobre este assunto, mas provavelmente tornará a ele, até alcançar o que lhe parece. Já meu cunhado dizia que era seu costume dela, quando queria alguma cousa.


Outra cousa que não escrevi foi a alusão que ela fez à gente Aguiar, um casal que conheci a última vez que vim, com licença, ao Rio de Janeiro, e agora encontrei. São amigos dela e da viúva, e celebram daqui a dez ou quinze dias as suas bodas de prata. Já os visitei duas vezes e o marido, a mim. Rita falou-me deles com simpatia e aconselhou-me a ir cumprimentá-los por ocasião das festas aniversárias.



(Machado de Assis. Memorial de Aires. https://machadodeassis.net/texto/memorial-de-aires)

Considere a passagem do 3º parágrafo:


“Não disse mais sobre este assunto, mas provavelmente tornará a ele, até alcançar o que lhe parece. Já meu cunhado dizia que era seu costume dela, quando queria alguma cousa.”


Tendo por base a coesão, a coerência e a regência nominal, uma frase que traduz corretamente o ponto de vista expresso no texto é:

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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777326 Português

Na conversa de anteontem com Rita esqueceu-me dizer a parte relativa a minha mulher, que lá está enterrada em Viena. Pela segunda vez falou-me em transportá-la para o nosso jazigo. Novamente lhe disse que estimaria muito estar perto dela, mas que, em minha opinião, os mortos ficam bem onde caem; redarguiu-me que estão muito melhor com os seus.


– Quando eu morrer, irei para onde ela estiver, no outro mundo, e ela virá ao meu encontro – disse eu.


Sorriu, e citou o exemplo da viúva Noronha, que fez transportar o marido de Lisboa, onde faleceu, para o Rio de Janeiro, onde ela conta acabar. Não disse mais sobre este assunto, mas provavelmente tornará a ele, até alcançar o que lhe parece. Já meu cunhado dizia que era seu costume dela, quando queria alguma cousa.


Outra cousa que não escrevi foi a alusão que ela fez à gente Aguiar, um casal que conheci a última vez que vim, com licença, ao Rio de Janeiro, e agora encontrei. São amigos dela e da viúva, e celebram daqui a dez ou quinze dias as suas bodas de prata. Já os visitei duas vezes e o marido, a mim. Rita falou-me deles com simpatia e aconselhou-me a ir cumprimentá-los por ocasião das festas aniversárias.



(Machado de Assis. Memorial de Aires. https://machadodeassis.net/texto/memorial-de-aires)

Em relação ao local onde as pessoas devem ficar depois de mortas, é correto afirmar que o narrador e Rita 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777325 Português
Choque de realidade na Polônia

A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espaço aéreo da Polônia, membro da Otan, obrigando caças poloneses e holandeses a abatê-los. Foi a primeira vez desde 1949 que aeronaves da aliança confrontaram armamentos russos em território aliado. O premiê polonês, Donald Tusk, alertou: “Foi o momento mais próximo de um conflito aberto desde a 2a Guerra Mundial”. O gesto deixou claro o que está em jogo: a credibilidade da defesa coletiva no coração da ordem euro-atlântica.


Moscou acusou Varsóvia de disseminar “mitos”. Mas a escala, a origem e o momento – às vésperas do exercício Zapad, na Bielorrússia, que tradicionalmente ensaia cenários de guerra contra a Otan – não deixam dúvidas: foi uma operação de sondagem. Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas. A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar por meio de provocações ambíguas, negar responsabilidade e colher inteligência e dividendos psicológicos.



A resposta não pode ser tímida nem só verbal. É preciso combinar três dimensões. Primeiro, defesa ativa: interceptar sistematicamente qualquer incursão, reforçar o policiamento aéreo e deslocar barreiras antiaéreas para o leste. Segundo, apoio ampliado à Ucrânia: negar à Rússia os “santuários” de onde partem ataques implica fornecer a Kiev arsenais de longo alcance, inteligência e meios industriais para atingir fábricas de drones e mísseis no território russo. Terceiro, clareza estratégica: a Otan precisa provar que não tolerará a criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento, riscando linhas vermelhas – ao invés de diluí-las.


A investida na Polônia foi o ensaio de um desafio maior à segurança europeia e ao sistema internacional. O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam: “A guerra da Rússia está escalando, não acabando”.


A lição é tão antiga quanto a guerra: fraqueza é um convite à agressão. Reagir com firmeza já não é escalar, é dissuadir. Armar a Ucrânia e fortalecer a integridade da Otan são a única forma de evitar que a Rússia transforme provocações em rotina, e rotinas, em guerra aberta. O teste foi feito. A hora da verdade chegou.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.09.2025. Adaptado)

Considere as frases:


•  A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar recorrendo ___________  provocações ambíguas.


•  A Otan precisa provar que não se curvará ______________ criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento.


•  O episódio serve de alerta _______________ líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza.


•  Reagir com firmeza já não é escalar, é opor-se _____________ agressões.



De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777324 Português
Choque de realidade na Polônia

A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espaço aéreo da Polônia, membro da Otan, obrigando caças poloneses e holandeses a abatê-los. Foi a primeira vez desde 1949 que aeronaves da aliança confrontaram armamentos russos em território aliado. O premiê polonês, Donald Tusk, alertou: “Foi o momento mais próximo de um conflito aberto desde a 2a Guerra Mundial”. O gesto deixou claro o que está em jogo: a credibilidade da defesa coletiva no coração da ordem euro-atlântica.


Moscou acusou Varsóvia de disseminar “mitos”. Mas a escala, a origem e o momento – às vésperas do exercício Zapad, na Bielorrússia, que tradicionalmente ensaia cenários de guerra contra a Otan – não deixam dúvidas: foi uma operação de sondagem. Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas. A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar por meio de provocações ambíguas, negar responsabilidade e colher inteligência e dividendos psicológicos.



A resposta não pode ser tímida nem só verbal. É preciso combinar três dimensões. Primeiro, defesa ativa: interceptar sistematicamente qualquer incursão, reforçar o policiamento aéreo e deslocar barreiras antiaéreas para o leste. Segundo, apoio ampliado à Ucrânia: negar à Rússia os “santuários” de onde partem ataques implica fornecer a Kiev arsenais de longo alcance, inteligência e meios industriais para atingir fábricas de drones e mísseis no território russo. Terceiro, clareza estratégica: a Otan precisa provar que não tolerará a criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento, riscando linhas vermelhas – ao invés de diluí-las.


A investida na Polônia foi o ensaio de um desafio maior à segurança europeia e ao sistema internacional. O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam: “A guerra da Rússia está escalando, não acabando”.


A lição é tão antiga quanto a guerra: fraqueza é um convite à agressão. Reagir com firmeza já não é escalar, é dissuadir. Armar a Ucrânia e fortalecer a integridade da Otan são a única forma de evitar que a Rússia transforme provocações em rotina, e rotinas, em guerra aberta. O teste foi feito. A hora da verdade chegou.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.09.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o sentido do termo destacado remete à ideia de “flagrante”.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777323 Português
Choque de realidade na Polônia

A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espaço aéreo da Polônia, membro da Otan, obrigando caças poloneses e holandeses a abatê-los. Foi a primeira vez desde 1949 que aeronaves da aliança confrontaram armamentos russos em território aliado. O premiê polonês, Donald Tusk, alertou: “Foi o momento mais próximo de um conflito aberto desde a 2a Guerra Mundial”. O gesto deixou claro o que está em jogo: a credibilidade da defesa coletiva no coração da ordem euro-atlântica.


Moscou acusou Varsóvia de disseminar “mitos”. Mas a escala, a origem e o momento – às vésperas do exercício Zapad, na Bielorrússia, que tradicionalmente ensaia cenários de guerra contra a Otan – não deixam dúvidas: foi uma operação de sondagem. Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas. A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar por meio de provocações ambíguas, negar responsabilidade e colher inteligência e dividendos psicológicos.



A resposta não pode ser tímida nem só verbal. É preciso combinar três dimensões. Primeiro, defesa ativa: interceptar sistematicamente qualquer incursão, reforçar o policiamento aéreo e deslocar barreiras antiaéreas para o leste. Segundo, apoio ampliado à Ucrânia: negar à Rússia os “santuários” de onde partem ataques implica fornecer a Kiev arsenais de longo alcance, inteligência e meios industriais para atingir fábricas de drones e mísseis no território russo. Terceiro, clareza estratégica: a Otan precisa provar que não tolerará a criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento, riscando linhas vermelhas – ao invés de diluí-las.


A investida na Polônia foi o ensaio de um desafio maior à segurança europeia e ao sistema internacional. O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam: “A guerra da Rússia está escalando, não acabando”.


A lição é tão antiga quanto a guerra: fraqueza é um convite à agressão. Reagir com firmeza já não é escalar, é dissuadir. Armar a Ucrânia e fortalecer a integridade da Otan são a única forma de evitar que a Rússia transforme provocações em rotina, e rotinas, em guerra aberta. O teste foi feito. A hora da verdade chegou.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.09.2025. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão e sem prejuízo ao sentido original da conjunção e do advérbio, o trecho destacado em “Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas.” (2º parágrafo) admite a reescrita:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777322 Português
Choque de realidade na Polônia

A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espaço aéreo da Polônia, membro da Otan, obrigando caças poloneses e holandeses a abatê-los. Foi a primeira vez desde 1949 que aeronaves da aliança confrontaram armamentos russos em território aliado. O premiê polonês, Donald Tusk, alertou: “Foi o momento mais próximo de um conflito aberto desde a 2a Guerra Mundial”. O gesto deixou claro o que está em jogo: a credibilidade da defesa coletiva no coração da ordem euro-atlântica.


Moscou acusou Varsóvia de disseminar “mitos”. Mas a escala, a origem e o momento – às vésperas do exercício Zapad, na Bielorrússia, que tradicionalmente ensaia cenários de guerra contra a Otan – não deixam dúvidas: foi uma operação de sondagem. Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas. A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar por meio de provocações ambíguas, negar responsabilidade e colher inteligência e dividendos psicológicos.



A resposta não pode ser tímida nem só verbal. É preciso combinar três dimensões. Primeiro, defesa ativa: interceptar sistematicamente qualquer incursão, reforçar o policiamento aéreo e deslocar barreiras antiaéreas para o leste. Segundo, apoio ampliado à Ucrânia: negar à Rússia os “santuários” de onde partem ataques implica fornecer a Kiev arsenais de longo alcance, inteligência e meios industriais para atingir fábricas de drones e mísseis no território russo. Terceiro, clareza estratégica: a Otan precisa provar que não tolerará a criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento, riscando linhas vermelhas – ao invés de diluí-las.


A investida na Polônia foi o ensaio de um desafio maior à segurança europeia e ao sistema internacional. O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam: “A guerra da Rússia está escalando, não acabando”.


A lição é tão antiga quanto a guerra: fraqueza é um convite à agressão. Reagir com firmeza já não é escalar, é dissuadir. Armar a Ucrânia e fortalecer a integridade da Otan são a única forma de evitar que a Rússia transforme provocações em rotina, e rotinas, em guerra aberta. O teste foi feito. A hora da verdade chegou.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.09.2025. Adaptado)
No 3º parágrafo do texto, o sinal de dois-pontos é empregado três vezes para introduzir
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777321 Português
Choque de realidade na Polônia

A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espaço aéreo da Polônia, membro da Otan, obrigando caças poloneses e holandeses a abatê-los. Foi a primeira vez desde 1949 que aeronaves da aliança confrontaram armamentos russos em território aliado. O premiê polonês, Donald Tusk, alertou: “Foi o momento mais próximo de um conflito aberto desde a 2a Guerra Mundial”. O gesto deixou claro o que está em jogo: a credibilidade da defesa coletiva no coração da ordem euro-atlântica.


Moscou acusou Varsóvia de disseminar “mitos”. Mas a escala, a origem e o momento – às vésperas do exercício Zapad, na Bielorrússia, que tradicionalmente ensaia cenários de guerra contra a Otan – não deixam dúvidas: foi uma operação de sondagem. Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas. A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar por meio de provocações ambíguas, negar responsabilidade e colher inteligência e dividendos psicológicos.



A resposta não pode ser tímida nem só verbal. É preciso combinar três dimensões. Primeiro, defesa ativa: interceptar sistematicamente qualquer incursão, reforçar o policiamento aéreo e deslocar barreiras antiaéreas para o leste. Segundo, apoio ampliado à Ucrânia: negar à Rússia os “santuários” de onde partem ataques implica fornecer a Kiev arsenais de longo alcance, inteligência e meios industriais para atingir fábricas de drones e mísseis no território russo. Terceiro, clareza estratégica: a Otan precisa provar que não tolerará a criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento, riscando linhas vermelhas – ao invés de diluí-las.


A investida na Polônia foi o ensaio de um desafio maior à segurança europeia e ao sistema internacional. O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam: “A guerra da Rússia está escalando, não acabando”.


A lição é tão antiga quanto a guerra: fraqueza é um convite à agressão. Reagir com firmeza já não é escalar, é dissuadir. Armar a Ucrânia e fortalecer a integridade da Otan são a única forma de evitar que a Rússia transforme provocações em rotina, e rotinas, em guerra aberta. O teste foi feito. A hora da verdade chegou.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.09.2025. Adaptado)

Considere a passagem do 4o parágrafo do texto:


“O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam...” 


Os termos destacados significam, correta e respectivamente:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777320 Português
Choque de realidade na Polônia

A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espaço aéreo da Polônia, membro da Otan, obrigando caças poloneses e holandeses a abatê-los. Foi a primeira vez desde 1949 que aeronaves da aliança confrontaram armamentos russos em território aliado. O premiê polonês, Donald Tusk, alertou: “Foi o momento mais próximo de um conflito aberto desde a 2a Guerra Mundial”. O gesto deixou claro o que está em jogo: a credibilidade da defesa coletiva no coração da ordem euro-atlântica.


Moscou acusou Varsóvia de disseminar “mitos”. Mas a escala, a origem e o momento – às vésperas do exercício Zapad, na Bielorrússia, que tradicionalmente ensaia cenários de guerra contra a Otan – não deixam dúvidas: foi uma operação de sondagem. Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas. A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar por meio de provocações ambíguas, negar responsabilidade e colher inteligência e dividendos psicológicos.



A resposta não pode ser tímida nem só verbal. É preciso combinar três dimensões. Primeiro, defesa ativa: interceptar sistematicamente qualquer incursão, reforçar o policiamento aéreo e deslocar barreiras antiaéreas para o leste. Segundo, apoio ampliado à Ucrânia: negar à Rússia os “santuários” de onde partem ataques implica fornecer a Kiev arsenais de longo alcance, inteligência e meios industriais para atingir fábricas de drones e mísseis no território russo. Terceiro, clareza estratégica: a Otan precisa provar que não tolerará a criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento, riscando linhas vermelhas – ao invés de diluí-las.


A investida na Polônia foi o ensaio de um desafio maior à segurança europeia e ao sistema internacional. O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam: “A guerra da Rússia está escalando, não acabando”.


A lição é tão antiga quanto a guerra: fraqueza é um convite à agressão. Reagir com firmeza já não é escalar, é dissuadir. Armar a Ucrânia e fortalecer a integridade da Otan são a única forma de evitar que a Rússia transforme provocações em rotina, e rotinas, em guerra aberta. O teste foi feito. A hora da verdade chegou.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.09.2025. Adaptado)
O termo destacado está empregado em sentido figurado em:
Alternativas
Respostas
28301: B
28302: C
28303: D
28304: B
28305: B
28306: C
28307: C
28308: B
28309: A
28310: B
28311: A
28312: D
28313: B
28314: C
28315: D
28316: A
28317: E
28318: D
28319: B
28320: D