Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Analise as afirmativas sobre acentuação.
I - A palavra “tábua” é acentuada por ser uma proparoxítona.
II - A palavra “pôde” recebe acento para diferenciar se da palavra “pode”; trata-se, portanto, de caso de acentuação diacrítica (diferencial).
III - A palavra “baú” é acentuada por regra especial dos hiatos, já que o “u” é tônico, forma sílaba sozinho e não vem seguido de “s”.
IV - A palavra “hífens” recebe acento porque é um monossílabo tônico terminado em “ens”.
Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir.
As mudanças sociais pelas quais passa o mundo contemporâneo exigem do cidadão não apenas o conhecimento técnico, mas também a habilidade de lidar com diferentes contextos culturais. Observa-se que muitas pessoas aspiram a cargos de prestígio, embora nem sempre estejam preparadas para enfrentá-los. A sociedade cobra daqueles que se candidatam a funções públicas não só competência, como também ética. Contudo, há quem insista em discursos que não correspondem àquilo que praticam, e essa incoerência acaba por afetar a confiança que a população deposita em seus representantes. Assim, requer-se dos governantes atitudes firmes, bem como se espera deles a consciência de que seus atos influem diretamente na vida coletiva.
Com base no texto e nas normas da sintaxe de regência e concordância verbal e nominal, assinale a alternativa que não está correta.
Leia as frases a seguir, cada uma com uma figura de linguagem.
I - Aquela menina é uma flor no jardim da vida.
II - Corri tanto que minhas pernas eram asas.
III - Os sinos gritavam anunciando o fim do ano.
IV - Ele disse que estava calmo, mas sua voz tremia feito folha ao vento.
Sobre os recursos expressivos utilizados, é correto afirmar que:
Analise as afirmativas sobre termos da oração, assinalando V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Sujeito e predicado são termos essenciais de uma oração é uma afirmativa correta.
( ) Os objetos direto e indireto são termos essenciais de uma oração é uma afirmativa correta.
( ) Adjuntos adverbiais são termos acessórios de uma oração é uma afirmativa correta.
( ) Predicativos do sujeito e do objeto são termos acessórios de uma oração é uma afirmativa correta.
Marque a alternativa que apresenta a sequência certa:
Analise o texto abaixo.
O avanço tecnológico tem transformado rapidamente a forma como nos comunicamos. Novas plataformas digitais surgem a cada instante, permitindo que a informação circule em escala global. Entretanto, esse dinamismo não elimina os desafios relacionados à veracidade dos conteúdos compartilhados.
A velocidade com que notícias falsas se propagam é proporcional à dificuldade que os leitores encontram para avaliar criticamente o que recebem. Por isso, embora o acesso à informação seja um direito fundamental, tal acesso pode gerar riscos quando não acompanhado de formação adequada. Outro aspecto importante é que a responsabilidade de verificar a origem das notícias cabe somente aos órgãos governamentais.
Nesse contexto, torna-se indispensável que cada cidadão desenvolva competências de leitura crítica. Afinal, de nada adianta a rapidez no compartilhamento de dados se o sujeito não for capaz de distinguir o que contribui para o conhecimento do que apenas alimenta a desinformação. Assim, a construção de uma sociedade mais consciente depende da participação conjunta de indivíduos, instituições de ensino, órgãos reguladores e meios de comunicação.
Com base no texto apresentado e as relações de coesão e coerência, analise as afirmativas a seguir
I - O emprego de "Entretanto" (parágrafo 1) estabelece relação de contraste, reforçando a ideia de que o dinamismo das plataformas não resolve todos os problemas.
II - O trecho "Outro aspecto importante é que a responsabilidade de verificar a origem das notícias cabe somente aos órgãos governamentais" (parágrafo 2) compromete a coerência do texto, pois contradiz o que se afirma no parágrafo 3.
III - A expressão "Nesse contexto" (parágrafo 3) retoma globalmente os argumentos anteriores e contribui para a progressão lógica do texto.
IV - A construção do texto apresenta falhas de coesão, já que não há conectores adequados entre os parágrafos, o que compromete a compreensão.
Assinale a alternativa correta:
Leia atentamente o texto-base a seguir.
Em um tempo em que a informação circula velozmente, é comum confundir a rapidez da notícia com a profundidade da análise. Multiplicam-se opiniões que, em sua superfície, parecem consistentes, mas que se desfazem quando submetidas a exame mais rigoroso. Nesse cenário, o leitor é convidado a distinguir entre aquilo que apenas impressiona e aquilo que verdadeiramente esclarece. Afinal, a facilidade de acesso ao dado não garante, por si só, a construção de conhecimento sólido; exige-se reflexão crítica, que não se confunde com mera acumulação de informações.
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Considerando o fragmento acima e os argumentos desenvolvidos pelos autores a respeito das relações entre mercado, futuridade, institucionalização e práticas artísticas no Brasil, assinale a alternativa que melhor interpreta o sentido da figura do “bárbaro” no discurso artístico contemporâneo.
I) O fonema exerce simultaneamente função distintiva e função formadora, sendo responsável por criar palavras e diferenciá-las entre si, como se observa em pares mínimos do tipo cal/gal/sal.
II) A NGB admite dupla análise para certos encontros vocálicos, permitindo interpretar ditongos crescentes finais como hiatos em palavras proparoxítonas eventuais, ao mesmo tempo em que considera os ditongos decrescentes nas terminações -am, -em, -en(s) como nasalizados e foneticamente unitários.
III) Na translineação silábica, recomenda-se evitar a formação acidental de vocábulos impróprios, bem como impedir o isolamento de vogal constituindo sílaba única; além disso, quando o hífen coincide com o final da linha, o Novo Acordo determina sua repetição no início da seguinte para garantir clareza gráfica.
IV) O apóstrofo deve ser empregado exclusivamente para indicar supressão de vogal, jamais sendo admitido para marcar elisão facultativa em expressões de uso tradicional.
V) No sistema atual, I e U tônicos em hiato deixam de receber acento quando precedidos por ditongo decrescente em palavras paroxítonas (feiura, baiuca), embora o acento se mantenha quando o ditongo é crescente (Guaíba, suaíli).
Assinale a alternativa que indica o número correto de afirmativas verdadeiras:
Trecho 1: “gostar demais dos animais de estimação […] costuma estar relacionado a uma tendência de substituição de relações humanas próximas por elos familiares com pets.”
Trecho 2: “Alguns sinais devem ser observados no caso de uma socialização desequilibrada com os animais: você não suporta a ideia de deixar seu animal de estimação, mesmo que por algumas horas.”
Com base nos trechos acima, assinale a alternativa correta sobre o uso de metáfora e de metonímia.
Considerando esses aspectos, qual alternativa analisa corretamente esses três componentes?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo
A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.
O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.
Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões.
O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.
O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.
O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.
Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.
O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.
Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.
Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.
Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.
O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.
A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."
Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."
Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.
Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.
A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes.
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo
A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.
O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.
Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões.
O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.
O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.
O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.
Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.
O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.
Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.
Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.
Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.
O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.
A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."
Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."
Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.
Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.
O texto apresenta uma análise comparativa entre diferentes polos de inovação no mundo, mostrando como fatores históricos, econômicos e culturais influenciam o modo como cada cidade se desenvolve tecnologicamente. Embora o avanço da inteligência artificial, da automação e da energia limpa seja global, a distribuição desses benefícios não ocorre de forma uniforme.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como é viver nas cidades com tecnologia mais avançada do mundo
A inteligência artificial (IA), os carros autônomos e as fontes de energia verde deixam de ser exceções para se tornarem o padrão em escala global. A inovação avança em ritmo sem precedentes, e novas invenções, registradas em patentes, surgem continuamente em países e cidades de todos os continentes. Ainda assim, alguns centros urbanos se destacam por promoverem um progresso mais intenso e integrado.
O Índice de Inovação Global 2025 (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), identifica os principais polos e países inovadores com base em critérios como investimento, desenvolvimento tecnológico, adoção de inovações e impacto socioeconômico. Segundo o relatório, os cem maiores polos de inovação do planeta — que vão de São Francisco, nos Estados Unidos, até Shenzhen, na China — respondem juntos por mais de 70% do capital de risco e das patentes mundiais.
Para compreender como a tecnologia influencia a vida cotidiana, a BBC conversou com moradores dos cinco principais polos de inovação do mundo, explorando de que forma esses ambientes transformam o cotidiano de quem vive neles e oferecem aos visitantes experiências futurísticas antes mesmo que elas cheguem a outras regiões.
O polo formado por Shenzhen, Hong Kong e Guangzhou, no sul da China, ocupa o primeiro lugar no ranking. Em 2025, a China aparece pela primeira vez entre os dez primeiros países mais inovadores, resultado do aumento de patentes, do avanço científico e do investimento em capital de risco. Nessa região, a inovação é parte inseparável da vida diária.
O britânico Jamie River, residente em Hong Kong há três anos, relata que é possível visitar mercados de rua e encontrar vendedores aceitando pagamentos via QR code ao lado de placas com preços escritos à mão. Pequenos lojistas usam vários aplicativos para gerenciar pedidos de entrega. "A combinação do novo com o antigo cria uma energia peculiar. Ninguém tem medo de testar coisas novas", comenta.
O cartão Octopus, lançado em 1997 para o transporte público, transformou-se em ferramenta de pagamento para compras cotidianas, de máquinas automáticas a parquímetros. River recomenda aos visitantes o passeio de barca Star Ferry à noite, quando ocorre o espetáculo Sinfonia das Luzes, que sincroniza música, lasers e telas de LED em quarenta e três edifícios. Outro ponto de visita é a antiga delegacia PMQ, hoje ocupada por escritórios, lojas e cafés, onde convivem ateliês de caligrafia tradicional e oficinas de impressão 3D.
Sede de gigantes como Huawei e Tencent, Shenzhen evoluiu de uma vila de pescadores para um centro global de tecnologia. A cidade foi escolhida em 1980 como a primeira Zona Econômica Especial da China, recebendo incentivos para impulsionar a inovação. Desde 2008, quando foi nomeada Cidade Criativa da Unesco, passou a abrigar espaços como o Laboratório Aberto de Inovação e o OCT Loft, que oferecem infraestrutura tecnológica acessível.
O morador Leon Huang destaca que esses locais reúnem estudantes, profissionais e entusiastas em um ambiente colaborativo e inclusivo. Entre as atrações, estão os espetáculos de drones na Baía do Parque de Talentos, que chegaram a reunir doze mil aparelhos, estabelecendo recorde mundial.
Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano. Sensores de IA em lojas de conveniência, cartões integrados de transporte e máquinas automáticas são parte do cotidiano.
Entre as experiências recomendadas estão o Henn Na Hotel, em que o check-in é automatizado e o serviço é realizado por robôs, o trem autônomo da linha Yurikamome, com vista panorâmica da baía, e o museu interativo teamLab Planets, que oferece salas imersivas de luz e cor que reagem ao movimento dos visitantes.
Em terceiro lugar, o polo San José−São Francisco, nos Estados Unidos, conhecido como Vale do Silício, concentra a maior quantidade de capital de risco do planeta, gerando 7% de todos os negócios globais e atraindo empreendedores de diversas áreas.
O empresário Ritesh Patel, fundador da Ticket Fairy, afirma que a cidade vive um renascimento tecnológico impulsionado pela inteligência artificial. "Você conversa em um jantar sobre o desafio da sua start-up, e alguém já conhece a pessoa certa para ajudar", diz. Para ele, é possível testar tecnologias que o resto do mundo só conhecerá meses depois — como os carros autônomos Waymo, amplamente usados na região.
A quarta posição pertence a Pequim, que lidera em número de publicações científicas e se destaca por combinar alta tecnologia e tradição. A futurista Elle Farrell-Kingsley descreve a cidade como um ambiente em que inovação, cultura e qualidade de vida coexistem. Aplicativos como Alipay e WeChat concentram pagamentos, tradução e entrega de alimentos. Ela cita o robotáxi Apollo, da Baidu, como símbolo dessa modernidade: "É um carro sem volante e completamente seguro."
Em quinto lugar, Seul, na Coreia do Sul, responde por 5,4% dos pedidos de patentes globais e é líder asiática em investimentos de capital de risco. O morador Chris Oberman afirma que a busca pela inovação vem da escassez de recursos naturais: "Há um impulso coletivo para crescer e não ficar para trás."
Na capital sul-coreana, portas digitais, pagamentos sem dinheiro e lojas automatizadas abertas 24 horas fazem parte da rotina. O rio Cheongyecheon, no centro, é exemplo do planejamento sustentável: mistura natureza, transporte autônomo e design urbano inteligente.
Entre as cidades latino-americanas, São Paulo aparece em quadragésimo nono lugar, e Cidade do México, pela primeira vez no ranking, em septuagésimo nono. Ambas representam o esforço da região em acompanhar o avanço tecnológico global, reforçando a presença latino-americana entre os cem principais polos de inovação do mundo, segundo o relatório da OMPI.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2prv3pm8no.adaptado.
Em segundo lugar está o polo Tóquio−Yokohama, no Japão, responsável por mais de 10% das patentes internacionais. Para a moradora Dana Yao, o avanço tecnológico japonês é discreto, prático e profundamente humano.
De acordo com as regras de acentuação, é CORRETO afirmar que: