Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]
Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?
E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)
1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.
2feracidade: fertilidade.
3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).
“Como era tão simples viver na nossa terra!” (2º parágrafo)
“Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho?” (2º parágrafo)
“o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola [...] para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.” (3º parágrafo)
Os termos sublinhados estão empregados, respectivamente, em sentido
Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]
Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?
E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)
1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.
2feracidade: fertilidade.
3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).
Para responder à questão, leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
E foi obedecendo a essa ordem de ideias que [Policarpo Quaresma] comprou aquele sítio, cujo nome — Sossego — cabia tão bem à nova vida que adotara, após a tempestade que o sacudira durante quase um ano. [...]
Ele foi contente. Como era tão simples viver na nossa terra! Quatro contos de réis por ano, tirados da terra, facilmente, docemente, alegremente! Oh! terra abençoada! Como é que toda a gente queria ser empregado público, apodrecer numa banca, sofrer na sua independência e no seu orgulho? Como é que se preferia viver em casas apertadas, sem ar, sem luz, respirar um ambiente epidêmico, sustentar-se de maus alimentos, quando se podia tão facilmente obter uma vida feliz, farta, livre, alegre e saudável?
E era agora que ele chegava a essa conclusão, depois de ter sofrido a miséria da cidade e o emasculamento1 da repartição pública, durante tanto tempo! Chegara tarde, mas não a ponto de que não pudesse, antes da morte, travar conhecimento com a doce vida campestre e a feracidade2 das terras brasileiras. Então pensou que foram vãos aqueles seus desejos de reformas capitais nas instituições e costumes: o que era principal à grandeza da pátria estremecida era uma forte base agrícola, um culto pelo seu solo ubérrimo3, para alicerçar fortemente todos os outros destinos que ela tinha de preencher.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, 2011.)
1emasculamento: perda da virilidade, perda da força ou do vigor.
2feracidade: fertilidade.
3ubérrimo: extremamente úbere (ou seja, fértil).
Adaptado de CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/promessa-de-2008-de-uniao-daucrania-a-otan-deve-ser-desfeita-diz-russia/
Após a leitura do texto, é CORRETO afirmar que:
Considere o poema a seguir, de Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola:
(…)
Hoje somos
as crianças nuas das sanzalas do mato
os garotos sem escola a jogar a bola de trapos
nos areais ao meio-dia somos nós mesmos
os contratados a queimar vidas nos cafezais
os homens negros ignorantes
que devem respeitar o homem branco
e temer o rico
somos os teus filhos
dos bairros de pretos
além aonde não chega a luz elétrica
os homens bêbedos a cair
abandonados ao ritmo dum batuque de morte
teus filhos com fome
com sede com vergonha de te chamarmos Mãe
com medo de atravessar as ruas
com medo dos homens
nós mesmos
Amanhã
entoaremos hinos à liberdade
quando comemorarmos
a data da abolição desta escravatura
(…)
Neto, Agostinho. Sagrada Esperança. 9a ed. Lisboa: Sá da Costa, 1979, p. 9-10.
O poema busca evocar o(a):
( ) A favela, a partir da visão apresentada no livro e da sua escritora, é o “quarto de despejo” de uma cidade.
( ) O livro é um diário, cujo narrador é autor e personagem; a narrativa não tem cunho autobiográfico.
( ) Em muitas partes do livro, há o rompimento com a formalidade da língua portuguesa, a norma padrão.
( ) O livro é um diário, pois quem escreve é a mesma pessoa que viveu as histórias contadas. Ele é narrado em primeira pessoa, portanto o ponto de vista apresentado é a do narrador.
( ) Quarto de despejo não pode ser considerado um livro que trata das desigualdades racial, de gênero e de classe.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo: