Questões de Concurso Comentadas sobre português
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O diálogo é uma ferramenta eficiente, econômica e construtiva para que as organizações e escolas, superem obstáculos, inclusive na mediação de conflitos, promovam ações colaborativas entre as pessoas e, sobretudo, resolvam conflitos de forma simples e efetiva. Ele é essencial para a transformação das relações humanas e para o desenvolvimento da sociedade. A construção de um bom diálogo é, portanto, a principal estratégia para lidar com os conflitos.
Fonte: Diálogos e Mediação de Conflitos nas Escolas - Guia Prático para Educadores. Conselho Nacional do Ministério Público. Brasília, 2014.
Sobre o diálogo, julgue os itens a seguir:
I. O diálogo é uma troca de entendimentos, e quem o inicia deve buscar o retorno da outra pessoa para certificar-se de que a mensagem foi recebida e compreendida.
II. Somente as palavras fazem parte do diálogo, excluindo-se desse contexto as emoções, expressões faciais, gestos e o tom de voz, que geralmente são irrelevantes diante das palavras.
A partir da análise dos itens, é possível AFIRMAR que:
A escola é um espaço de diversidade e convivência, no qual se manifestam diferentes tipos de conflitos, especialmente os de relacionamento, em razão da presença de pessoas de distintas idades, origens, etnias, gêneros e condições socioculturais. Todos na escola devem estar preparados para lidar com as diferenças, as tensões da convivência e os desentendimentos cotidianos, que podem, em alguns casos, gerar dissenso e desarmonia. Entretanto, a escola também tem o papel de formar valores e habilidades para a convivência, promovendo o diálogo e o respeito mútuo. Os conflitos, quando bem conduzidos, podem ser práticas saudáveis de desenvolvimento humano, mas, se mal administrados, podem resultar em agressividade, indisciplina, depredação ou atitudes preconceituosas.
Fonte: Diálogos e Mediação de Conflitos nas Escolas − Guia Prático para Educadores. Conselho Nacional do Ministério Público, Brasília, 2014.
Sobre as relações interpessoais no ambiente escolar, assinale a alternativa que destoa do texto.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ovo de dinossauro de 70 milhões de anos é achado intacto na Patagônia
No dia 7 de outubro de 2025, na estepe da Patagônia argentina, ocorreu um episódio memorável, que poderia ser descrito como um dos mais espetaculares da paleontologia moderna — não apenas pela raridade da descoberta, mas porque foi transmitido ao vivo, para milhares de espectadores do YouTube.
Um dos pesquisadores da escavação no sítio de Rio Negro contou: "Encontramos um pequeno ninho. Estávamos caminhando com nosso companheiro e pensamos: 'Será que isso [o ovo] é de uma ema?' E quando começamos a desenterrá-lo, descobrimos que estava cheio de terra. Isso é absolutamente insano".
No vídeo da chamada Expedición Cretácica I — que viralizou imediatamente nas redes sociais — o líder da pesquisa, Federico Agnolín, identificou a descoberta como um ovo de dinossauro. Como o local é conhecido por descobertas fósseis de dinossauros carnívoros, é possível que o ovo pertença a um terópode.
A descoberta chamou a atenção pela sua raridade: ovos de dinossauros carnívoros são muito mais difíceis de encontrar e conservar do que os de herbívoros, porque suas cascas tendem a ser mais finas e mais vulneráveis à erosão. Não por acaso, as aves, herdeiras evolutivas dos terópodes, possuem esse mesmo padrão de casca.
O estado de preservação, considerado pelos paleontólogos do Conicet (Instituto Nacional de Ciências Naturais, da Argentina) como "quase perfeito" ou "intacto", é notável para um fóssil de cerca de 70 milhões de anos, e permite muitas oportunidades para estudo microanatômico, principalmente se contiver um embrião.
O "ovo bem preservado", com uma ornamentação típica de um grupo de dinossauro visível na superfície da casca, foi exibido via streaming ao público conectado. O momento conseguiu unir emoção da descoberta à divulgação científica, o que é um dos compromissos do Conicet na campanha.
Sobre a possível existência de um embrião, Muñoz mostrou cautela ao abordar o assunto: "Um embrião é um organismo muito delicado e sua preservação é complexa. Embora o ovo tenha se preservado completo, não sabemos se havia um embrião que morreu, ou se era um ovo não fertilizado", disse.
O próximo passo da expedição será submeter o fóssil a microtomografias e tomografias computadorizadas de alta resolução para revelar seu interior sem danificar a estrutura. Se confirmada sua existência, um embrião fossilizado poderia esclarecer algumas questões fundamentais sobre a biologia reprodutiva dos terópodes.
Os pesquisadores esperam identificar o grupo específico ao qual o ovo pertence, compreender o desenvolvimento embrionário e o estágio de eclosão, além de revelar aspectos da evolução de dinossauros para aves — lacunas cruciais na história evolutiva desses animais.
Muñoz destacou as possibilidades científicas de um possível embrião na entrevista à National Geographic: "Pode acontecer que vejamos uma linhagem que ainda não conhecemos, ou que entendamos que tipo de ovo alguns dos dinossauros comuns dessa época punham, perto do final da era dos dinossauros na Patagônia argentina".
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/ovo-de-dinossauro-de-70-milho es-de-anos-e-achado-intacto-na-patagonia/
Com base nessas regras e nas particularidades de concordância verbal, assinale a alternativa em que TODAS as construções estão corretas de acordo com a norma-padrão.
I. As fotos seguem anexos ao e-mail, e as planilhas, inclusas ao relatório final.
II. As alunas mesmas reconheceram que estavam meio nervosas antes da apresentação.
III. É proibida a permanência de pessoas estranhas na área restrita da empresa.
IV. Os relatórios técnico-administrativos foram elaborados de forma bastante precisa.
V. As crianças estavam só no pátio, aguardando a chegada dos professores.
Em quais das afirmativas lidas o emprego da concordância nominal está correto em todas as ocorrências?
"Grande parte dos profissionais que compõem o setor de auditoria reconheceram o esforço da equipe e disseram estar satisfeitos com os resultados obtidos, ainda que se reconheça a existência de ajustes pontuais a serem feitos."
Com base na norma-padrão da língua portuguesa, analise a correção da concordância verbal na sentença acima e assinale a alternativa correta:
As lacunas no pensamento acima podem ser preenchidas de forma correta respectivamente por:
– De onde vêm os bebês?”
Assinale a alternativa que apresenta a forma reescrita correta do enunciado acima, incluindo a pontuação adequada.
“Todos foram convidados para a festa, inclusive você.”
Em relação à palavra destacada no enunciado acima, é correto afirmar que ela:
(I) Vítor é um jogador muito esperto.
(II) Discordo muito das atitudes de Vítor.
Assinale a alternativa que apresenta uma junção correta dos enunciados I e II acima.
“É preciso botar a cachola para pensar com paciência e dedicação para fortalecer nossa mente racional”
A palavra destacada acima possui o sentido de _______ e pode ser substituída adequadamente por “_______”.
TEXTO PARA A QUESTÃO ABAIXO.
Não só admirar as flores, mas respeitar os galhos
Amar é difícil. Amar é para poucos. Amar é para adultos. Amar é para os fortes.
É como ganhar uma orquídea. No começo da relação, ela está florida, exuberante, parece uma joia de pétalas para pôr na vitrine, com cores escandalosas.
Só que ela não será assim para sempre. Uma relação nem sempre é feita de bons momentos. Uma relação nem sempre irradia essa aparência extraordinária.
O início não serve de tábua e base para o restante da convivência, como se a beleza e a abundância fossem uma regra permanente.
A orquídea é linda quando você a recebe, para que nunca esqueça o quanto ela pode ser linda.
É um lembrete do ponto alto de um sentimento que deve ser constantemente almejado. Mas não significa que será linda todos os dias. Trata-se de uma estação. As pessoas têm suas estações. Não estarão sorridentes eternamente, disponíveis eternamente, amigáveis eternamente. A alegria exterior dura alguns meses. Depois, vigora uma alegria interior, discreta, imperceptível.
Na maior parte do ano, a orquídea será um galho. Nada mais do que um galho. Nem chamará atenção. Estar em um romance funciona do mesmo modo. Não se prender à existência das flores para amar. Gostar do galho, gostar da esperança dos brotos e dos bulbos. Não subestimar o galho. Não desdenhar a orquídea enquanto galho. Não desmerecer aquela haste de madeira porque não oferece mais um buquê generoso aos olhos e ao olfato. Não querer uma companhia pelo que é passageiro e efêmero, mas pela sua profundeza emocional, por tudo o que se encontra nas raízes secretas do envolvimento: a lealdade, a confidência, o apoio nas horas de vulnerabilidade, o colo, o conforto da cumplicidade diária, a superação das adversidades, a paz do abraço, a intimidade do beijo, a experiência de evoluir lado a lado, o respeito às dores, a delicadeza com as cicatrizes, o adubar do terreno do coração com as verdades.
Há quem jure que a orquídea morreu _____ não exibe mais flores, e a joga fora, desperdiçando um futuro incandescente. Não espera que ela surpreenda novamente no próximo ano.
Muita gente acha que ela é um graveto seco, um coto de braço, uma planta destruída, restringindo-se à fachada.
Nem dá mais água, nem cuida mais: abandona o contato, o cultivo.
Apresenta a mentalidade do vaso de decoração, usado apenas para perfumar e enfeitar a casa. Mostra-se incapaz para o replantio no próprio solo da coragem e para projetos de longo prazo.
Vários relacionamentos são descartados sem necessidade, rompidos precocemente por falta de paciência, confiança e fé. Não é que o outro tenha que melhorar e voltar a florir. Não somos piores quando não estamos desabrochando. Ignora-se a natureza humana das orquídeas — e que galhos também são bonitos.
Orquídeas jamais deixam de existir por dentro.
Só despertam para os que se mantiveram junto delas durante o inverno. Só ressurgem com a combinação certa de luz — o primeiro sol da manhã —, os nutrientes da dedicação, a medida equilibrada de água e de saudade — sem encharcar —, a proteção do espaço e o direito de ser inteira.
As flores são recompensa e gratidão para aqueles que ficaram por perto.
Autor: Fabrício Carpinejar (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO ABAIXO.
Não só admirar as flores, mas respeitar os galhos
Amar é difícil. Amar é para poucos. Amar é para adultos. Amar é para os fortes.
É como ganhar uma orquídea. No começo da relação, ela está florida, exuberante, parece uma joia de pétalas para pôr na vitrine, com cores escandalosas.
Só que ela não será assim para sempre. Uma relação nem sempre é feita de bons momentos. Uma relação nem sempre irradia essa aparência extraordinária.
O início não serve de tábua e base para o restante da convivência, como se a beleza e a abundância fossem uma regra permanente.
A orquídea é linda quando você a recebe, para que nunca esqueça o quanto ela pode ser linda.
É um lembrete do ponto alto de um sentimento que deve ser constantemente almejado. Mas não significa que será linda todos os dias. Trata-se de uma estação. As pessoas têm suas estações. Não estarão sorridentes eternamente, disponíveis eternamente, amigáveis eternamente. A alegria exterior dura alguns meses. Depois, vigora uma alegria interior, discreta, imperceptível.
Na maior parte do ano, a orquídea será um galho. Nada mais do que um galho. Nem chamará atenção. Estar em um romance funciona do mesmo modo. Não se prender à existência das flores para amar. Gostar do galho, gostar da esperança dos brotos e dos bulbos. Não subestimar o galho. Não desdenhar a orquídea enquanto galho. Não desmerecer aquela haste de madeira porque não oferece mais um buquê generoso aos olhos e ao olfato. Não querer uma companhia pelo que é passageiro e efêmero, mas pela sua profundeza emocional, por tudo o que se encontra nas raízes secretas do envolvimento: a lealdade, a confidência, o apoio nas horas de vulnerabilidade, o colo, o conforto da cumplicidade diária, a superação das adversidades, a paz do abraço, a intimidade do beijo, a experiência de evoluir lado a lado, o respeito às dores, a delicadeza com as cicatrizes, o adubar do terreno do coração com as verdades.
Há quem jure que a orquídea morreu _____ não exibe mais flores, e a joga fora, desperdiçando um futuro incandescente. Não espera que ela surpreenda novamente no próximo ano.
Muita gente acha que ela é um graveto seco, um coto de braço, uma planta destruída, restringindo-se à fachada.
Nem dá mais água, nem cuida mais: abandona o contato, o cultivo.
Apresenta a mentalidade do vaso de decoração, usado apenas para perfumar e enfeitar a casa. Mostra-se incapaz para o replantio no próprio solo da coragem e para projetos de longo prazo.
Vários relacionamentos são descartados sem necessidade, rompidos precocemente por falta de paciência, confiança e fé. Não é que o outro tenha que melhorar e voltar a florir. Não somos piores quando não estamos desabrochando. Ignora-se a natureza humana das orquídeas — e que galhos também são bonitos.
Orquídeas jamais deixam de existir por dentro.
Só despertam para os que se mantiveram junto delas durante o inverno. Só ressurgem com a combinação certa de luz — o primeiro sol da manhã —, os nutrientes da dedicação, a medida equilibrada de água e de saudade — sem encharcar —, a proteção do espaço e o direito de ser inteira.
As flores são recompensa e gratidão para aqueles que ficaram por perto.
Autor: Fabrício Carpinejar (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO ABAIXO.
Não só admirar as flores, mas respeitar os galhos
Amar é difícil. Amar é para poucos. Amar é para adultos. Amar é para os fortes.
É como ganhar uma orquídea. No começo da relação, ela está florida, exuberante, parece uma joia de pétalas para pôr na vitrine, com cores escandalosas.
Só que ela não será assim para sempre. Uma relação nem sempre é feita de bons momentos. Uma relação nem sempre irradia essa aparência extraordinária.
O início não serve de tábua e base para o restante da convivência, como se a beleza e a abundância fossem uma regra permanente.
A orquídea é linda quando você a recebe, para que nunca esqueça o quanto ela pode ser linda.
É um lembrete do ponto alto de um sentimento que deve ser constantemente almejado. Mas não significa que será linda todos os dias. Trata-se de uma estação. As pessoas têm suas estações. Não estarão sorridentes eternamente, disponíveis eternamente, amigáveis eternamente. A alegria exterior dura alguns meses. Depois, vigora uma alegria interior, discreta, imperceptível.
Na maior parte do ano, a orquídea será um galho. Nada mais do que um galho. Nem chamará atenção. Estar em um romance funciona do mesmo modo. Não se prender à existência das flores para amar. Gostar do galho, gostar da esperança dos brotos e dos bulbos. Não subestimar o galho. Não desdenhar a orquídea enquanto galho. Não desmerecer aquela haste de madeira porque não oferece mais um buquê generoso aos olhos e ao olfato. Não querer uma companhia pelo que é passageiro e efêmero, mas pela sua profundeza emocional, por tudo o que se encontra nas raízes secretas do envolvimento: a lealdade, a confidência, o apoio nas horas de vulnerabilidade, o colo, o conforto da cumplicidade diária, a superação das adversidades, a paz do abraço, a intimidade do beijo, a experiência de evoluir lado a lado, o respeito às dores, a delicadeza com as cicatrizes, o adubar do terreno do coração com as verdades.
Há quem jure que a orquídea morreu _____ não exibe mais flores, e a joga fora, desperdiçando um futuro incandescente. Não espera que ela surpreenda novamente no próximo ano.
Muita gente acha que ela é um graveto seco, um coto de braço, uma planta destruída, restringindo-se à fachada.
Nem dá mais água, nem cuida mais: abandona o contato, o cultivo.
Apresenta a mentalidade do vaso de decoração, usado apenas para perfumar e enfeitar a casa. Mostra-se incapaz para o replantio no próprio solo da coragem e para projetos de longo prazo.
Vários relacionamentos são descartados sem necessidade, rompidos precocemente por falta de paciência, confiança e fé. Não é que o outro tenha que melhorar e voltar a florir. Não somos piores quando não estamos desabrochando. Ignora-se a natureza humana das orquídeas — e que galhos também são bonitos.
Orquídeas jamais deixam de existir por dentro.
Só despertam para os que se mantiveram junto delas durante o inverno. Só ressurgem com a combinação certa de luz — o primeiro sol da manhã —, os nutrientes da dedicação, a medida equilibrada de água e de saudade — sem encharcar —, a proteção do espaço e o direito de ser inteira.
As flores são recompensa e gratidão para aqueles que ficaram por perto.
Autor: Fabrício Carpinejar (adaptado).
Há quem jure que a orquídea morreu _____ não exibe mais flores.