Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3896260 Português
Na frase “Ele estudou, mas não passou”, a conjunção MAS exprime ideia de:
Alternativas
Q3896259 Português
Na frase “As meninas estavam muito felizes”, a palavra MUITO é classificada como:
Alternativas
Q3896258 Português
A palavra infeliz é formada por:
Alternativas
Q3896256 Português
Assinale a alternativa em que a palavra está corretamente acentuada e dividida em sílabas:
Alternativas
Q3896255 Português
O comportamento ________ do funcionário gerou reclamações, mesmo ele sendo o responsável pela manutenção do ________ na ________
Alternativas
Q3896254 Português
Assinale a alternativa corretamente preenchida:
Não sei ___ você faltou ontem, ___ sua ausência foi sentida.
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Q3896253 Português
Assinale a alternativa em que a palavra frio(a) está empregada em sentido conotativo:
Alternativas
Q3896252 Português
Na frase “O coração da cidade nunca dorme”, a expressão em destaque apresenta sentido:
Alternativas
Q3896251 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
No trecho final, ao afirmar que dominar a pronúncia dessas palavras é “menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida”, o texto sugere que:
Alternativas
Q3896250 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
A palavra Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico apresentada no texto como difícil de pronunciar principalmente em razão: 
Alternativas
Q3896249 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
Ao mencionar a palavra paralelepípedo, o texto destaca que os erros de pronúncia acontecem, entre outros motivos, devido: 
Alternativas
Q3896248 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
O texto afirma que a dificuldade de pronúncia aumenta quando uma palavra é pouco usada no cotidiano porque: 
Alternativas
Q3896247 Português
As 3 palavras em português consideradas as mais difíceis de pronunciar

A língua portuguesa é rica, sonora e cheia de nuances, mas também pode ser um verdadeiro desafio até mesmo para falantes nativos. Algumas palavras se tornaram famosas justamente por travarem a língua, causar confusão na pronúncia e renderem erros frequentes. Conhecer essas palavras ajuda a entender melhor a complexidade e a beleza do português.

Algumas palavras são difíceis de pronunciar porque combinam encontros consonantais raros, sons repetidos e ritmo complexo, exigindo coordenação precisa da fala. Quando esses elementos aparecem juntos, a fluidez natural da língua é interrompida.

Além disso, muitas dessas palavras não são usadas no cotidiano, reduzindo a familiaridade sonora. Quanto menos uma palavra é ouvida e praticada, maior tende a ser a dificuldade na hora de pronunciá-la corretamente.

Paralelepípedo é difícil de pronunciar por causa da repetição de sílabas semelhantes e da alternância rápida de sons, o que exige atenção e prática. Pequenas trocas de sílabas são comuns, mesmo entre adultos. A palavra costuma ser usada como exemplo clássico de trava-língua no português. Sua extensão e ritmo irregular fazem com que seja frequentemente abreviada ou dita de forma incorreta em conversas informais. 

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico é considerada uma das palavras mais difíceis do português pelo seu tamanho extremo e complexidade sonora, apesar de ter origem científica. Pronunciá-la exige fôlego e domínio da articulação. Antes de entender por que ela se tornou tão famosa, vale observar alguns fatores que explicam sua dificuldade: número elevado de sílabas, sequência extensa de consoantes e vogais, e pouco uso fora de contextos específicos.

Inconstitucionalissimamente trava a língua porque reúne sufixos longos e repetitivos, formando uma palavra extensa e de ritmo irregular. A transição entre as sílabas exige cuidado para não perder sons ou acentos. Ela costuma ser usada como exemplo de exagero linguístico e demonstra como o português permite a formação de palavras extremamente longas sem perder o sentido gramatical.

As palavras mais difíceis de pronunciar em português costumam reunir tamanho, pouca familiaridade e complexidade sonora, tornando-se verdadeiros desafios orais. Elas são usadas tanto como curiosidade quanto como exercício de dicção. 

Essas palavras mostram como o português é uma língua rica e desafiadora. Dominar sua pronúncia é menos uma obrigação e mais uma curiosidade divertida que revela a complexidade do nosso idioma.

(Redação Correio Brasiliense Radar. Publicado em 15/12/2025).


A questão refere-se ao texto 01: 
De acordo com o texto, as palavras consideradas difíceis de pronunciar em português apresentam essa característica principalmente porque:
Alternativas
Q3896126 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Os tambores da guerra

    O ano de 2026 provavelmente não será lembrado como o ano em que o mundo entrou em guerra, mas talvez o seja como aquele em que a guerra deixou de causar espanto. O perigo maior não é a eclosão de um conflito específico, e sim a naturalização da violência como método recorrente de governo, coerção e ordenamento global. O mundo pode não estar à beira de uma Terceira Guerra Mundial – embora esteja mais próximo do que nunca –, mas parece ter se acomodado a um estado de tensão permanente.
    A guerra de atrito na Ucrânia continua a consumir homens e munições – com Moscou testando os nervos da Otan por meios híbridos, de sabotagens a violações de espaço aéreo. No Oriente Médio, o cessar-fogo em Gaza não eliminou a instabilidade regional: a pressão sobre a Cisjordânia cresce, a ajuda segue politizada, e o papel do Irã como potência revisionista permanece um ponto de fricção, com repercussões sobre Israel, o Golfo e rotas marítimas. Na África, o Sahel virou laboratório de jihadismo e colapso estatal, enquanto o Sudão, sob disputa de potências regionais, permanece como moedor de gente e usina de refugiados. Mesmo fora de zonas clássicas de guerra, a violência organizada avança: no México, no Brasil e em outras partes da América Latina, a sofisticação de narcomilícias e as disputas intestinas transformam cidades em frentes de batalha.
    O que chama a atenção não é só a quantidade de guerras, mas a sua duração, sua fragmentação e a relativa indiferença que despertam. Estados, milícias, cartéis e proxies recorrem à força não como último recurso, mas como instrumento regular de política. A violência deixou de ser exceção; tornou-se linha de base.
    Essa proliferação desafia leituras simplistas. Os conflitos do nosso tempo parecem se organizar não tanto segundo choques claros entre civilizações, como vaticinou Samuel Huntington, mas dentro de mundos culturais, religiosos ou políticos aparentados – conflitos contra o “desvio”: o vizinho que escolheu outro caminho, o aliado que virou herege, o “inimigo interno”. Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.
    Um mundo que se acostuma à guerra é um mundo mais vulnerável ao erro irreversível. É isso – mais do que qualquer confronto isolado – que deveria concentrar a atenção de governos, alianças e sociedades no ano que começa.


(O Estado de S.Paulo, Editorial, 03.01.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Considere as seguintes passagens do texto:

• “O mundo pode não estar à beira de uma Terceira Guerra Mundial…” (1º parágrafo)
• “… Moscou testando os nervos da Otan por meios híbridos, de sabotagens a violações de espaço aéreo.” (2º parágrafo)
• “… enquanto o Sudão, sob disputa de potências regionais, permanece como moedor de gente e usina de refugiados.” (2º parágrafo)

A locução prepositiva “à beira de”, o par de preposições “de … a” e a preposição “sob”, destacados, expressam, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3896125 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Os tambores da guerra

    O ano de 2026 provavelmente não será lembrado como o ano em que o mundo entrou em guerra, mas talvez o seja como aquele em que a guerra deixou de causar espanto. O perigo maior não é a eclosão de um conflito específico, e sim a naturalização da violência como método recorrente de governo, coerção e ordenamento global. O mundo pode não estar à beira de uma Terceira Guerra Mundial – embora esteja mais próximo do que nunca –, mas parece ter se acomodado a um estado de tensão permanente.
    A guerra de atrito na Ucrânia continua a consumir homens e munições – com Moscou testando os nervos da Otan por meios híbridos, de sabotagens a violações de espaço aéreo. No Oriente Médio, o cessar-fogo em Gaza não eliminou a instabilidade regional: a pressão sobre a Cisjordânia cresce, a ajuda segue politizada, e o papel do Irã como potência revisionista permanece um ponto de fricção, com repercussões sobre Israel, o Golfo e rotas marítimas. Na África, o Sahel virou laboratório de jihadismo e colapso estatal, enquanto o Sudão, sob disputa de potências regionais, permanece como moedor de gente e usina de refugiados. Mesmo fora de zonas clássicas de guerra, a violência organizada avança: no México, no Brasil e em outras partes da América Latina, a sofisticação de narcomilícias e as disputas intestinas transformam cidades em frentes de batalha.
    O que chama a atenção não é só a quantidade de guerras, mas a sua duração, sua fragmentação e a relativa indiferença que despertam. Estados, milícias, cartéis e proxies recorrem à força não como último recurso, mas como instrumento regular de política. A violência deixou de ser exceção; tornou-se linha de base.
    Essa proliferação desafia leituras simplistas. Os conflitos do nosso tempo parecem se organizar não tanto segundo choques claros entre civilizações, como vaticinou Samuel Huntington, mas dentro de mundos culturais, religiosos ou políticos aparentados – conflitos contra o “desvio”: o vizinho que escolheu outro caminho, o aliado que virou herege, o “inimigo interno”. Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.
    Um mundo que se acostuma à guerra é um mundo mais vulnerável ao erro irreversível. É isso – mais do que qualquer confronto isolado – que deveria concentrar a atenção de governos, alianças e sociedades no ano que começa.


(O Estado de S.Paulo, Editorial, 03.01.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o primeiro trecho contém oração com sujeito simples e predicado verbal, e o segundo trecho contém um adjunto adnominal, devidamente destacado, modificando o núcleo do sujeito da oração.
Alternativas
Q3896124 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Os tambores da guerra

    O ano de 2026 provavelmente não será lembrado como o ano em que o mundo entrou em guerra, mas talvez o seja como aquele em que a guerra deixou de causar espanto. O perigo maior não é a eclosão de um conflito específico, e sim a naturalização da violência como método recorrente de governo, coerção e ordenamento global. O mundo pode não estar à beira de uma Terceira Guerra Mundial – embora esteja mais próximo do que nunca –, mas parece ter se acomodado a um estado de tensão permanente.
    A guerra de atrito na Ucrânia continua a consumir homens e munições – com Moscou testando os nervos da Otan por meios híbridos, de sabotagens a violações de espaço aéreo. No Oriente Médio, o cessar-fogo em Gaza não eliminou a instabilidade regional: a pressão sobre a Cisjordânia cresce, a ajuda segue politizada, e o papel do Irã como potência revisionista permanece um ponto de fricção, com repercussões sobre Israel, o Golfo e rotas marítimas. Na África, o Sahel virou laboratório de jihadismo e colapso estatal, enquanto o Sudão, sob disputa de potências regionais, permanece como moedor de gente e usina de refugiados. Mesmo fora de zonas clássicas de guerra, a violência organizada avança: no México, no Brasil e em outras partes da América Latina, a sofisticação de narcomilícias e as disputas intestinas transformam cidades em frentes de batalha.
    O que chama a atenção não é só a quantidade de guerras, mas a sua duração, sua fragmentação e a relativa indiferença que despertam. Estados, milícias, cartéis e proxies recorrem à força não como último recurso, mas como instrumento regular de política. A violência deixou de ser exceção; tornou-se linha de base.
    Essa proliferação desafia leituras simplistas. Os conflitos do nosso tempo parecem se organizar não tanto segundo choques claros entre civilizações, como vaticinou Samuel Huntington, mas dentro de mundos culturais, religiosos ou políticos aparentados – conflitos contra o “desvio”: o vizinho que escolheu outro caminho, o aliado que virou herege, o “inimigo interno”. Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.
    Um mundo que se acostuma à guerra é um mundo mais vulnerável ao erro irreversível. É isso – mais do que qualquer confronto isolado – que deveria concentrar a atenção de governos, alianças e sociedades no ano que começa.


(O Estado de S.Paulo, Editorial, 03.01.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Considere as passagens reescritas a seguir:

• As pessoas provavelmente não _________ ano de 2026 como o ano em que o mundo entrou em guerra. (1º parágrafo)
• Embora os países estejam mais _________ de uma guerra do que nunca, parece que as pessoas estão mais _______ a um estado de tensão permanente. (1º parágrafo)
• Chama a atenção a relativa indiferença das pessoas ________ guerras que acontecem. (3º parágrafo)

Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3896122 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Os tambores da guerra

    O ano de 2026 provavelmente não será lembrado como o ano em que o mundo entrou em guerra, mas talvez o seja como aquele em que a guerra deixou de causar espanto. O perigo maior não é a eclosão de um conflito específico, e sim a naturalização da violência como método recorrente de governo, coerção e ordenamento global. O mundo pode não estar à beira de uma Terceira Guerra Mundial – embora esteja mais próximo do que nunca –, mas parece ter se acomodado a um estado de tensão permanente.
    A guerra de atrito na Ucrânia continua a consumir homens e munições – com Moscou testando os nervos da Otan por meios híbridos, de sabotagens a violações de espaço aéreo. No Oriente Médio, o cessar-fogo em Gaza não eliminou a instabilidade regional: a pressão sobre a Cisjordânia cresce, a ajuda segue politizada, e o papel do Irã como potência revisionista permanece um ponto de fricção, com repercussões sobre Israel, o Golfo e rotas marítimas. Na África, o Sahel virou laboratório de jihadismo e colapso estatal, enquanto o Sudão, sob disputa de potências regionais, permanece como moedor de gente e usina de refugiados. Mesmo fora de zonas clássicas de guerra, a violência organizada avança: no México, no Brasil e em outras partes da América Latina, a sofisticação de narcomilícias e as disputas intestinas transformam cidades em frentes de batalha.
    O que chama a atenção não é só a quantidade de guerras, mas a sua duração, sua fragmentação e a relativa indiferença que despertam. Estados, milícias, cartéis e proxies recorrem à força não como último recurso, mas como instrumento regular de política. A violência deixou de ser exceção; tornou-se linha de base.
    Essa proliferação desafia leituras simplistas. Os conflitos do nosso tempo parecem se organizar não tanto segundo choques claros entre civilizações, como vaticinou Samuel Huntington, mas dentro de mundos culturais, religiosos ou políticos aparentados – conflitos contra o “desvio”: o vizinho que escolheu outro caminho, o aliado que virou herege, o “inimigo interno”. Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.
    Um mundo que se acostuma à guerra é um mundo mais vulnerável ao erro irreversível. É isso – mais do que qualquer confronto isolado – que deveria concentrar a atenção de governos, alianças e sociedades no ano que começa.


(O Estado de S.Paulo, Editorial, 03.01.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
O título do texto (“Os tambores da guerra”) e a passagem “Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.” (4º parágrafo) permitem, correta e respectivamente, as seguintes interpretações:
Alternativas
Q3896121 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

    O Botafogo continua a ser o rendez-vous* da sociedade elegante desta corte.
    As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio, o mês das flores, da poesia, a verdadeira primavera da nossa terra.
    Começa a estação dos bailes e dos saraus. O Campestre dá a sua primeira partida por estes dias; o Cassino nos promete uma bela noite antes do fim do mês.
   Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante. Ninguém escapará à epidemia; e até alguns malévolos espalham que o próprio ministério fará uma contradança.
    Venha, pois, o mês gentil, a estação das flores, com as suas belas tardes, com as suas lindas manhãs de cerração, com os seus dias puros e frescos!
    Quanta coisa bonita que se prepara este tempo! Que belas noites, que alegres divertimentos nos promete ainda o arrabalde do Botafogo!
    Uma regata, um baile popular, e um fogo de artifício suspenso sobre as águas límpidas da baía! Que magnífico espetáculo!
    A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.
    Além destes encantadores divertimentos, ainda teremos outros que por ora estão em segredo, e que se revelarão a seu tempo; assim como muita novidade política que se está guardando para a abertura das câmaras.
  Que novidades são estas? Não sei; correm tantas versões, que é impossível acertar com a verdadeira. Cada um descreve a situação à sua maneira, forma conjeturas, e acaba fazendo uma pergunta que está no pensamento de todos:
   – Haverá oposição?
 Entretanto, na minha fraca opinião, a situação é a mais bela e a mais esperançosa que é possível. Navegamos num mar de rosas ao sopro das brisas bonançosas; faz um tempo soberbo: tudo sorri, tudo brilha.
    E, se não, lancem os olhos sobre a atualidade e estudem com atenção os prognósticos favoráveis que vão aparecendo.


(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www.dominiopublico.gov.br/)
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal e a concordância verbal atendem à norma-padrão.
Alternativas
Q3896120 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

    O Botafogo continua a ser o rendez-vous* da sociedade elegante desta corte.
    As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio, o mês das flores, da poesia, a verdadeira primavera da nossa terra.
    Começa a estação dos bailes e dos saraus. O Campestre dá a sua primeira partida por estes dias; o Cassino nos promete uma bela noite antes do fim do mês.
   Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante. Ninguém escapará à epidemia; e até alguns malévolos espalham que o próprio ministério fará uma contradança.
    Venha, pois, o mês gentil, a estação das flores, com as suas belas tardes, com as suas lindas manhãs de cerração, com os seus dias puros e frescos!
    Quanta coisa bonita que se prepara este tempo! Que belas noites, que alegres divertimentos nos promete ainda o arrabalde do Botafogo!
    Uma regata, um baile popular, e um fogo de artifício suspenso sobre as águas límpidas da baía! Que magnífico espetáculo!
    A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.
    Além destes encantadores divertimentos, ainda teremos outros que por ora estão em segredo, e que se revelarão a seu tempo; assim como muita novidade política que se está guardando para a abertura das câmaras.
  Que novidades são estas? Não sei; correm tantas versões, que é impossível acertar com a verdadeira. Cada um descreve a situação à sua maneira, forma conjeturas, e acaba fazendo uma pergunta que está no pensamento de todos:
   – Haverá oposição?
 Entretanto, na minha fraca opinião, a situação é a mais bela e a mais esperançosa que é possível. Navegamos num mar de rosas ao sopro das brisas bonançosas; faz um tempo soberbo: tudo sorri, tudo brilha.
    E, se não, lancem os olhos sobre a atualidade e estudem com atenção os prognósticos favoráveis que vão aparecendo.


(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www.dominiopublico.gov.br/)
Considere as passagens a seguir:

•  “As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio…” (2º parágrafo)
•  “Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante.” (4º parágrafo)
•  “… e até alguns malévolos espalham que…” (4º parágrafo)
•  “Venha, pois, o mês gentil…” (5º parágrafo)

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, reescritas das passagens sem prejuízo ao sentido original.
Alternativas
Q3896118 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

    O Botafogo continua a ser o rendez-vous* da sociedade elegante desta corte.
    As tardes não têm sido tão lindas como deviam; mas felizmente aí vem o mês de maio, o mês das flores, da poesia, a verdadeira primavera da nossa terra.
    Começa a estação dos bailes e dos saraus. O Campestre dá a sua primeira partida por estes dias; o Cassino nos promete uma bela noite antes do fim do mês.
   Teremos naturalmente, como nos anos passados, uma febre dançante. Ninguém escapará à epidemia; e até alguns malévolos espalham que o próprio ministério fará uma contradança.
    Venha, pois, o mês gentil, a estação das flores, com as suas belas tardes, com as suas lindas manhãs de cerração, com os seus dias puros e frescos!
    Quanta coisa bonita que se prepara este tempo! Que belas noites, que alegres divertimentos nos promete ainda o arrabalde do Botafogo!
    Uma regata, um baile popular, e um fogo de artifício suspenso sobre as águas límpidas da baía! Que magnífico espetáculo!
    A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.
    Além destes encantadores divertimentos, ainda teremos outros que por ora estão em segredo, e que se revelarão a seu tempo; assim como muita novidade política que se está guardando para a abertura das câmaras.
  Que novidades são estas? Não sei; correm tantas versões, que é impossível acertar com a verdadeira. Cada um descreve a situação à sua maneira, forma conjeturas, e acaba fazendo uma pergunta que está no pensamento de todos:
   – Haverá oposição?
 Entretanto, na minha fraca opinião, a situação é a mais bela e a mais esperançosa que é possível. Navegamos num mar de rosas ao sopro das brisas bonançosas; faz um tempo soberbo: tudo sorri, tudo brilha.
    E, se não, lancem os olhos sobre a atualidade e estudem com atenção os prognósticos favoráveis que vão aparecendo.


(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www.dominiopublico.gov.br/)
As informações presentes em “A minha pena, coitadinha, já está tremendo de susto, só com a ideia de que há de ser obrigada a descrever todas essas maravilhas! Que se arranje como puder; é coisa que bem pouco me embaraça.” (8º parágrafo) permitem concluir corretamente que o cronista faz:
Alternativas
Respostas
7941: C
7942: D
7943: B
7944: A
7945: B
7946: B
7947: D
7948: B
7949: C
7950: B
7951: D
7952: A
7953: C
7954: A
7955: B
7956: C
7957: D
7958: C
7959: E
7960: B