Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3984751 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

O autor reconhece que, em muitas rotinas familiares, o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Considerando o sentido de entreter nesse contexto, assinale a alternativa em que a palavra proposta pode substituí-la sem alterar a ideia central do período.

Alternativas
Q3984750 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

Para ampliar a discussão, o autor menciona outros levantamentos e marcos normativos e os relaciona a escolhas familiares e rotinas domésticas. Com base nas informações expressas no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3984749 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

O texto apresenta resultados de uma pesquisa nacional (TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br) para sustentar a ideia de que o uso de telas por crianças e adolescentes deixou de ser uma impressão e passou a ser um fenômeno mensurável. Considerando apenas os dados explicitados, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3984748 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do penúltimo parágrafo do texto?
Alternativas
Q3983568 Português
Os símbolos municipais — brasão, bandeira, hino e gentílico — não se restringem a elementos meramente decorativos, mas desempenham papel relevante na construção da identidade coletiva, na valorização da memória histórica e no fortalecimento do sentimento de pertencimento da população ao espaço político-administrativo local. Nesse sentido, os símbolos do Município de São João da Baliza cumprem função relacionada principalmente à:
Alternativas
Q3983566 Português
"A Usurpadora": o que aconteceu com a mansão Bracho na vida real?

Propriedade serviu de cenário externo para a novela mexicana e destino da mansão da família Bracho é surpreendente após o fim da novela exibida pelo SBT (Felipe Carvalho, da CNN)

A novela "A Usurpadora" é um verdadeiro sucesso desde que estreou no Brasil em 2000, e continua no mesmo caminho em sua 8ª exibição no SBT. A trama -- que conta a história de Paulina (Gabriela Spanic), que ocupa o lugar de Paola na mansão da família Bracho, enquanto a irmã gêmea viaja com amantes pelo mundo -- foi produzida pela Televisa, no México, em 1998.

Boa parte das histórias da novela aconteciam na mansão da família Bracho e eram gravadas em uma casa gigante no bairro nobre Polanco, na Cidade do México, capital do país. A propriedade amarela era muito marcante durante todo o enredo e simbolizava o poder e a riqueza da família Bracho.

Mas o que aconteceu com a mansão Bracho após o fim das gravações da novela "A Usurpadora"? A casa de Carlos Daniel (Fernando Colunga) ficava na Rua Rubén Darío, 225, mas quem tentar visitar a propriedade não a encontrará mais por lá.

O local passou 15 anos abandonado, sem manutenção, o mato tomou conta do jardim que era cuidado pelo jardineiro Seu Chico (Tito Guízar) e a pintura da mansão perdeu a intensidade. O terreno foi vendido para uma construtora, que demoliu a mansão e levantou um prédio de luxo no local em 2014. De acordo com o site oficial da imobiliária que negocia os apartamentos no local, a região é uma das mais privilegiadas da capital mexicana e os apartamentos têm uma metragem mínima de 450 m² e podem chegar a 565 m².

Cada apartamento é vendido por preços que vão de 3,3 a 4,9 milhões de dólares, o equivalente a 18,3 a 27,3 milhões de reais, de acordo com informações da imobiliária Inmuebles Hahn y Casane Properties, que negocia imóveis de luxo na região. Os preços podem variar de acordo com a metragem, acabamento e as características de cada imóvel.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ a-usurpadora-o-que-aconteceu-com-amansao-bracho-na-vida-real/ acesso jan, 2026.
No excerto “o terreno foi vendido para uma construtora, que demoliu a mansão e levantou um prédio de luxo no local em 2014.”, o trecho destacado é constituído, respectivamente, de:
Alternativas
Q3983565 Português
"A Usurpadora": o que aconteceu com a mansão Bracho na vida real?

Propriedade serviu de cenário externo para a novela mexicana e destino da mansão da família Bracho é surpreendente após o fim da novela exibida pelo SBT (Felipe Carvalho, da CNN)

A novela "A Usurpadora" é um verdadeiro sucesso desde que estreou no Brasil em 2000, e continua no mesmo caminho em sua 8ª exibição no SBT. A trama -- que conta a história de Paulina (Gabriela Spanic), que ocupa o lugar de Paola na mansão da família Bracho, enquanto a irmã gêmea viaja com amantes pelo mundo -- foi produzida pela Televisa, no México, em 1998.

Boa parte das histórias da novela aconteciam na mansão da família Bracho e eram gravadas em uma casa gigante no bairro nobre Polanco, na Cidade do México, capital do país. A propriedade amarela era muito marcante durante todo o enredo e simbolizava o poder e a riqueza da família Bracho.

Mas o que aconteceu com a mansão Bracho após o fim das gravações da novela "A Usurpadora"? A casa de Carlos Daniel (Fernando Colunga) ficava na Rua Rubén Darío, 225, mas quem tentar visitar a propriedade não a encontrará mais por lá.

O local passou 15 anos abandonado, sem manutenção, o mato tomou conta do jardim que era cuidado pelo jardineiro Seu Chico (Tito Guízar) e a pintura da mansão perdeu a intensidade. O terreno foi vendido para uma construtora, que demoliu a mansão e levantou um prédio de luxo no local em 2014. De acordo com o site oficial da imobiliária que negocia os apartamentos no local, a região é uma das mais privilegiadas da capital mexicana e os apartamentos têm uma metragem mínima de 450 m² e podem chegar a 565 m².

Cada apartamento é vendido por preços que vão de 3,3 a 4,9 milhões de dólares, o equivalente a 18,3 a 27,3 milhões de reais, de acordo com informações da imobiliária Inmuebles Hahn y Casane Properties, que negocia imóveis de luxo na região. Os preços podem variar de acordo com a metragem, acabamento e as características de cada imóvel.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ a-usurpadora-o-que-aconteceu-com-amansao-bracho-na-vida-real/ acesso jan, 2026.
A partir da leitura do texto, é possível depreender que a mansão Bracho:
Alternativas
Q3983564 Português
Leia o excerto abaixo.

“Neutralização [...] fenômeno morfológico que se produz quando se anula a oposição entre dois morfemas pelo aparecimento de um morfema único [...] O contexto da comunicação é que faz compreender a distinção encoberta pela neutralização”

Disponível em: https://ciberduvidas.iscteiul.pt/consultorio/perguntas/neutralizao/3687 acesso: jan, 
Com base no conceito de neutralização, selecione a alternativa que apresente um verbo cuja flexão pode indicar tanto pretérito perfeito do indicativo quanto pretérito mais-que-perfeito do indicativo: 
Alternativas
Q3983563 Português
Selecione a alternativa em que o acento grave, indicativo de crase, está empregado incorretamente.  
Alternativas
Q3983562 Português
Observe os períodos abaixo.
I. Ele age como o pai agia na mesma idade.
II. Como os dias anteriores estavam ensolarados, não carregou consigo o guardachuva.
III. Como afirmado pela equipe médica, o ator Henri Castelli está bem.

Marque a alternativa que apresenta conjunções que podem substituir, respectivamente, o termo 'como' sem alterar o sentido dos períodos.
Alternativas
Q3983561 Português

Leia a manchete abaixo e responda a questão.

“ROTINA COMEÇA A VOLTAR AO NORMAL EM TEERÃ, MAS MORADORES TEMEM AÇÃO DOS EUA”


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ro tina-comeca-a-voltar-ao-normal-em-teeramas-moradores-temem-acao-dos-eua/ acesso jan, 2026.

Selecione a alternativa que reescreve a manchete, transformando-a em Oração Adverbial Concessiva.
Alternativas
Q3983560 Português

Leia a manchete abaixo e responda a questão.

“ROTINA COMEÇA A VOLTAR AO NORMAL EM TEERÃ, MAS MORADORES TEMEM AÇÃO DOS EUA”


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/ro tina-comeca-a-voltar-ao-normal-em-teeramas-moradores-temem-acao-dos-eua/ acesso jan, 2026.

Assinale a alternativa que classifica sintaticamente o período destacado na manchete. 
Alternativas
Q3983559 Português
Observe os enunciados abaixo e responda a questão.

I. Desejo que você consiga realizar todos os seus sonhos.

II. Luciana Gimenez, que foi convidada para apresentar o programa estadunidense The View, é uma apresentadora muito conhecida.

III. Nós nos esforçamos tanto que conseguimos passar no concurso.
Indique a alternativa que classifica corretamente o terceiro enunciado. 
Alternativas
Q3983558 Português
Observe os enunciados abaixo e responda a questão.

I. Desejo que você consiga realizar todos os seus sonhos.

II. Luciana Gimenez, que foi convidada para apresentar o programa estadunidense The View, é uma apresentadora muito conhecida.

III. Nós nos esforçamos tanto que conseguimos passar no concurso.
Assinale a alternativa que apresenta um período com a mesma classificação sintática do primeiro enunciado. 
Alternativas
Q3983557 Português
Observe os enunciados abaixo e responda a questão.

I. Desejo que você consiga realizar todos os seus sonhos.

II. Luciana Gimenez, que foi convidada para apresentar o programa estadunidense The View, é uma apresentadora muito conhecida.

III. Nós nos esforçamos tanto que conseguimos passar no concurso.
Selecione a alternativa que classifica correta e respectivamente os termos 'que' destacados nos enunciados.
Alternativas
Q3983420 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
 Considere as frases:
• _______________ só as folhas que certamente apareciam, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.
•  Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, chegava ________________ grotas e várzeas.
•  Não ___________________ o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses.
•  Para Sinha Vitória, Deus não permitiria tal desgraça ________________ pessoas.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Alternativas
Q3983419 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
Na frase “Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.” (2º parágrafo), se o verbo “acontecer” for flexionado no tempo futuro, ele e os demais verbos destacados devem assumir, correta e respectivamente, as formas:
Alternativas
Q3983418 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
Considere as passagens do texto:
•  Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião... (1º parágrafo)
•  Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. (2º parágrafo)
•  Seria possível que a água topasse os juazeiros? (2º parágrafo)

No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3983417 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
O trecho da narrativa mostra um cenário
Alternativas
Q3983416 Português
Nova tecnologia, velhos riscos

        O Brasil dá um passo importante ao incorporar o supercomputador Jaci ao sistema nacional de monitoramento meteorológico e climático. Instalado na unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, o novo equipamento eleva em 24 vezes a capacidade de processamento de dados em relação ao Tupã, que será substituído após anos de serviço. Trata-se de um salto tecnológico que posiciona o País entre os mais bem aparelhados do mundo para produzir previsões mais rápidas, detalhadas e confiáveis.

        Com o Jaci em operação, prevista para o primeiro trimestre de 2026, o País passará a operar plenamente o novo modelo nacional de previsão climática e oceânica (Monan), capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. Em termos práticos, isso significa expressivos ganhos de produtividade em áreas estratégicas como agricultura, defesa civil, planejamento territorial e estudos de mudança do clima. Num país continental como o Brasil, marcado por grande diversidade ambiental e crescente exposição a eventos extremos, um equipamento como o Jaci é uma necessidade básica.

        O busílis é que, aqui, o progresso científico frequentemente convive com políticas públicas frágeis, desarticuladas ou simplesmente inexistentes. Vale dizer, de pouco adiantará dispor de previsões climáticas cada vez mais precisas, se Estados e municípios continuarem incapazes de agir com base nos achados científicos. Boletins e alertas, por si sós, não salvam vidas.

        Os exemplos estão à vista de todos. Nos últimos anos, ondas de calor mais intensas, chuvas torrenciais e outros eventos climáticos extremos se sucedem com inquietante regularidade. A tragédia que devastou o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e os tornados no Paraná e enchentes recorrentes em grandes cidades, sobretudo na região serrana do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, não podem ser tratados como fatalidades naturais. Em grande medida, são desastres anunciados, agravados por décadas de ocupação desordenada do solo, impermeabilização urbana, moradias em encostas, desmatamento e ausência de planejamento.

        A ciência pode indicar onde e quando o risco se materializa. Mas cabe ao poder público, nas três esferas da administração, decidir como esses dados serão usados para prevenir danos, principalmente à integridade física dos cidadãos mais diretamente afetados. Isso implica investir em uma defesa civil estruturada, em planos diretores responsáveis, em habitação digna fora de áreas de risco, em infraestrutura de drenagem e em políticas ambientais modernas.

        O Jaci é a materialização de um Brasil capaz de produzir conhecimento de ponta. Falta assegurar que esse conhecimento não se perca no labirinto da inépcia administrativa e da miopia política, não raro acometida pela chamada “síndrome do céu azul”. Sem governança, coordenação e responsabilidade, a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.01.2026. Adaptado)
Considere as passagens:
•  ... capaz de integrar cerca de 40 bilhões de informações – da umidade do solo à velocidade dos ventos, da cobertura vegetal à formação de nuvens. (2º parágrafo)
•  ... a alta tecnologia corre o risco de servir apenas para prever, com precisão cada vez maior, as tragédias que o Estado insiste em não evitar. (6º parágrafo)

O par de preposições “da ... à” (1ª passagem) e a preposição “com” (2ª passagem) estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de 
Alternativas
Respostas
6821: B
6822: D
6823: B
6824: C
6825: A
6826: D
6827: A
6828: D
6829: B
6830: B
6831: D
6832: A
6833: E
6834: C
6835: D
6836: D
6837: B
6838: C
6839: E
6840: D