Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q4023131 Português

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com medidas para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo. A proposta define protocolos específicos para os serviços públicos de urgência, como o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193). O texto aprovado foi o substitutivo ao projeto original (PL 2995/2025).     


    Pelo novo texto, as centrais de regulação deverão priorizar a chamada na fila de atendimento como emergência com risco de morte iminente; acionar o recurso mais próximo da ocorrência imediatamente; e manter o solicitante na linha para fornecer orientações de manobras de desobstrução em tempo real enquanto a viatura se desloca.


    Além disso, o substitutivo prevê o treinamento periódico dos atendentes, incluindo técnicas de manejo emocional e controle de estresse.


    A proposta também autoriza o poder público a treinar leigos conforme as diretrizes da Lei do Voluntariado e da Lei Lucas, que estabelece a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de escolas e creches públicas e privadas. Internet: (com adaptações). Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais.

Internet: https://www.camara.leg.br/ (com adaptações).



Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais. 

Na oração “para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo” (primeiro parágrafo), a flexão da forma verbal “tornar” no plural — tornarem — prejudicaria tanto a correção gramatical quanto o sentido original do texto. 
Alternativas
Q4023130 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
Na oração “Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade” (segundo parágrafo), o emprego do pronome “se” entre as formas verbais “pode” e “aproximar” é típico de textos informais, de modo que, para garantir a formalidade e a correção gramatical do texto, tal pronome deveria ser deslocado para a posição enclítica à forma verbal “aproximar”.
Alternativas
Q4023129 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
De acordo com o texto, a simplicidade da descrição da ciência como uma sucessão de descobertas de uma mente brilhante confere conforto à sociedade e, ao mesmo tempo, opera apagamentos na história da construção do conhecimento.
Alternativas
Q4023128 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
Haveria prejuízo da correção gramatical do texto caso se inserisse vírgula após a palavra “controversas” (final do segundo parágrafo).
Alternativas
Q4023127 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
No segmento “é preciso haver, sobretudo, convergência” (final do primeiro parágrafo), a oração “haver, sobretudo, convergência” liga-se sintaticamente ao adjetivo “preciso”.
Alternativas
Q4023126 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
No trecho “a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando” (último parágrafo), o vocábulo “a” substitui termo nominal já mencionado e contribui para a coesão sequencial do texto.
Alternativas
Q4023125 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
Da leitura do texto infere-se que a aproximação de uma teoria à verdade é fator menos decisivo que a existência de certa orientação vetorial de um sistema científico para a consagração dessa teoria e para o consequente surgimento de um paradigma científico.
Alternativas
Q4023124 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
O emprego do presente do indicativo em “Ideias científicas não emergem no vazio” (primeiro parágrafo) confere à ideia expressa no período valor de uma verdade absoluta. 
Alternativas
Q4023090 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
A neurociência "explica" por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador.
Em relação à regência verbal do verbo destacado no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4023084 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
 A amígdala está relacionada "às respostas" "a ameaças", enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar.
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase nos trechos destacados, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4022992 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea."


Os pronomes oblíquos átonos podem exercer distintas funções sintáticas, a depender do contexto em que se inserem. Analise o seu emprego no trecho apresentado e nas frases subsequentes, atentando para a função sintática que desempenham em cada ocorrência.



I. Elas se amam.


II. Recolhemo-nos bem cedo aos domingos.


III. Eles se obedecem.


IV. Cortaram-me as roupas no trote.


V. Tenha-me respeito.



Após análise, identifique a alternativa CORRETA em que os pronomes oblíquos átonos desempenham a mesma função sintática verificada na forma 'la', presente no trecho da questão.

Alternativas
Q4022990 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome."


Considerando o processo de formação das palavras presentes no trecho, bem como de outras empregadas fora do contexto apresentado, julgue as proposições a seguir.



I. O vocábulo 'ferramenta' apresenta um elemento mórfico destituído de autonomia na língua, cuja função é acrescentar à base um sentido acessório e indicar-lhe a categoria gramatical, do mesmo modo que ocorre em 'livrinho' e 'fertilizar'.


II. O vocábulo 'anteriormente' forma-se por derivação sufixal, processo que acrescenta um sufixo à palavra primitiva e origina novo termo de distinta categoria gramatical. De modo semelhante, ocorre com 'gigante', igualmente formado por sufixação; nesse caso, porém, mantém-se a classe gramatical, havendo apenas alteração de valor semântico, com valor aumentativo.


III. Alguns sufixos acrescentam-se à base de substantivos ou adjetivos para indicar valor dimensional, seja de grandeza, como em 'homenzarrão', de caráter aumentativo, seja de valor expressivo, como em 'corpaço', que não necessariamente indica tamanho. De modo semelhante, ocorre em 'bizarro', cujo sufixo veicula matiz semântico de desvio ou não conformidade em relação ao padrão da maioria.


IV. O vocábulo 'bem-vindo' forma-se por composição, processo semelhante ao verificado em 'pontapé' e 'criado-mudo', em que a união de dois ou mais radicais origina uma nova unidade lexical. A palavra composta passa a exprimir uma ideia única e autônoma, nem sempre resultante da simples soma dos significados de seus elementos, como se observa em "mil-folhas", cujo sentido ultrapassa o valor literal de seus componentes.



Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4022989 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas."


O vocábulo 'bastante' pode assumir distintos valores semânticos e morfossintáticos, a depender do contexto em que se insere. Com base nessa observação, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, considerando o emprego de 'bastante' no trecho apresentado e em outros contextos.



(__) No trecho, o vocábulo 'bastante' funciona como advérbio, modificando o adjetivo 'semelhante' e significando 'muito', 'consideravelmente', 'em alto grau'. Assim, não há ideia de quantidade enumerável, mas sim de intensificação.


(__) Quando o vocábulo 'bastante' desempenha a função de pronome indefinido, passa a indicar quantidade ou intensidade de modo impreciso. Nessa condição, antecede o substantivo a que se refere e com ele concorda em número, razão pela qual apresenta forma variável, como no exemplo "Bastantes pessoas foram ao desfile da escola de samba que ganhou o prêmio".


(__) O vocábulo 'bastante' pode ser utilizado com valor abundante, razão pela qual fica invariável, como em "Havia bastante crianças no parque".


(__) O vocábulo 'bastante' pode, ainda, exercer função substantiva, designando a quantidade necessária ou suficiente para determinado fim, como em "Estudou o bastante para conseguir o que desejava".



Após análise, identifique a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas
Q4022987 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas."


Com fundamento nas normas de acentuação gráfica aplicáveis aos vocábulos constantes do trecho, bem como àqueles que o extrapolam, assinale V, para as proposições verdadeiras, e F, para as falsas.



(__) O vocábulo 'popularíssima' recebe acento gráfico em conformidade com a mesma norma que fundamenta o acento em de 'feiíssimo'. Diversamente, 'sanduíche' submete-se a critério distinto nos termos das regras específicas aplicáveis a essa configuração vocálica.


(__) A forma verbal 'vão' submete-se ao mesmo regime de acentuação gráfica aplicado ao vocábulo 'é', já que, em ambas as ocorrências, trata-se de monossílabos tônicos constituídos por uma única sílaba fonética, que, em razão de sua tonicidade e estrutura formal, justificam a incidência do acento gráfico.


(__) O vocábulo 'usuários' constitui exemplo de forma cuja classificação pode suscitar mais de uma interpretação quanto à posição da sílaba tônica. Isso porque sua delimitação silábica, como paroxítona terminada em ditongo crescente ou como proparoxítona, depende da análise fonético-fonológica adotada, uma vez que a distinção entre ditongo e hiato interfere diretamente na determinação da sílaba tônica formal.


(__) O vocábulo 'favoritas' classifica-se como palavra paroxítona, à semelhança de 'filantropo' e 'recorde', vocábulos igualmente paroxítonos que, nos termos das regras gerais de acentuação da língua portuguesa, não recebem acento gráfico.


(__) O vocábulo 'rede' apresenta grafia única. Diversamente, 'sutil' constitui exemplo de palavra de dupla prosódia. Registra-se, de um lado, a forma 'sutil', oxítona, sem acento gráfico, consagrada no uso contemporâneo com o sentido de 'delicado', 'tênue' ou 'refinado'. De outro, atesta-se a variante 'sútil', de emprego raro ou arcaizante, utilizada com o significado de adjetivo relacionado a algo costurado.


Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4022986 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma."


Considerando os valores semânticos assumidos pelos vocábulos no contexto em que se inserem, julgue as proposições a seguir:



I. O vocábulo 'vazio' é empregado em sentido metafórico, uma vez que designa a falta de interlocução ou de resposta efetiva, configurando transposição do plano concreto para o abstrato.


II. A substituição de 'emergente' por 'iminente' preserva integralmente o sentido do texto, visto que ambos os vocábulos são palavras com significados equivalentes.


III. O termo 'análise' poderia ser substituído por 'síntese' sem alteração de sentido, pois ambos configuram parônimos de significação convergente.


IV. O vocábulo 'emergente' constitui parônimo de 'imergente', uma vez que ambos apresentam semelhança gráfica e fonética, embora possuam significados distintos. No período "Convidamos todos a imergirem neste universo encantado", o emprego de 'imergirem' mostra-se adequado, ajustando-se ao sentido pretendido no contexto.



Após análise das afirmativas, identifique a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4022985 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini"


Com base nas regras de concordância verbal e nominal, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.



(__) Em construções como 'a maioria de', o verbo pode estabelecer concordância tanto no singular, concordando com o núcleo da expressão (maioria), quanto no plural, concordando com o termo plural que a complementa.


(__) Observa-se também dupla possibilidade de concordância na frase "Que quantidade de casas não ruiu com o temporal", pois, tratando-se de expressão partitiva, admite-se tanto a concordância com o núcleo singular (quantidade) quanto com o termo plural (casas), ambas em conformidade com a norma-padrão.


(__) Na frase "Cada um dos candidatos ia assimilando as afirmativas com as respostas corretas", registra-se a possibilidade de concordância verbal no plural 'iam', embora tal ocorrência não se fundamente na mesma regra aplicável às expressões partitivas.


(__) O verbo 'ser' em "Não é como fazer..." é classificado como verbo oracional, integrante de uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, o que justifica a forma no singular 'é'.


A sequência que preenche CORRETAMENTE os itens acima, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q4022984 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"Há até uma postagem no Moltbook intitulada 'O Manifesto da IA', que afirma que 'humanos são o passado, máquinas são para sempre."


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana."


Analise a regência dos verbos empregados nos trechos e identifique a alternativa INCORRETA. 

Alternativas
Q4022892 Português
'A chegada do trem provocou intenso entusiasmo entre os passageiros que o aguardavam.'
O complemento nominal é um termo integrante da oração que acompanha e complementa o sentido de substantivos, adjetivos ou advérbios. No enunciado acima, a expressão 'do trem' exerce essa função.
Analise os termos destacados nas frases a seguir e identifique quais possuem essa mesma função.
I. Muitos alimentos fazem mal a mim.
II. Sempre necessito de você quando estou com problemas.
III. O projeto da nossa casa foi idealizado por mim.
IV. Iluminaram a praia os fogos de artifício.
Após a análise dos termos que exercem a função de complemento nominal, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4022891 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O setor têxtil pressiona os recursos hídricos e acelera a mudança.

A tecnologia ganha papel estratégico na redução do consumo.

A pressão sobre os recursos hídricos tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva. Empresas dos setores têxtil e de impressão vêm investindo em soluções que reduzem etapas, insumos e desperdícios ao longo da cadeia produtiva.
A empresa japonesa Epson faz parte desse movimento com sistemas de impressão digital desenvolvidos para substituir processos tradicionais de tingimento, que dependem de grandes volumes de água e múltiplas etapas químicas.
Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos. Já nas soluções digitais, como as impressoras da série Monna Lisa, desenvolvidas pela Epson, o uso de tintas pigmentadas permite a aplicação direta da cor na superfície do tecido, com fixação por calor, reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água, como lavagem e vaporização.
Segundo dados da empresa, esse tipo de tecnologia pode reduzir o consumo de água em até 97% em comparação com processos tradicionais. A simplificação do fluxo produtivo também contribui para a redução de efluentes e da carga química associada ao tratamento posterior.
A incorporação da impressão digital também altera a lógica industrial do setor da moda. Em vez de grandes volumes produzidos antecipadamente, o modelo passa a permitir a produção sob demanda, com tiragens menores e maior precisão no uso de matérias-primas.
Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos.
Outro efeito é a descentralização da produção. Equipamentos mais compactos possibilitam a instalação próxima aos centros de consumo, encurtando as cadeias logísticas, reduzindo o transporte e contribuindo para um menor impacto ambiental ao longo da cadeia de valor.
A economia circular também vem ganhando espaço como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor. Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas.
Entre essas soluções está a tecnologia Dry Fiber, desenvolvida pela Epson, que permite desfibrar roupas usadas e sobras industriais para a produção de novos materiais sem o uso intensivo de água. 
O processo atua em duas frentes críticas da indústria: ao reduzir a necessidade de novas fibras e diminuir o consumo de água associado à produção têxtil. A proposta também está alinhada aos princípios da economia circular, que buscam prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir o descarte.
A aplicação dessas soluções já alcança segmentos de maior valor agregado. O designer japonês Yuima Nakazato utilizou materiais produzidos com essa tecnologia em coleções apresentadas na Semana de Alta Costura de Paris, demonstrando a viabilidade técnica e criativa do modelo.

https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/o-setor-textil-pr essiona-os-recursos-hidricos-e-acelera-a-mudanca/ fragmento
"A economia circular também vem ganhando espaço como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor. Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas. Entre essas soluções está a tecnologia Dry Fiber, desenvolvida pela Epson, que permite desfibrar roupas usadas e sobras industriais para a produção de novos materiais sem o uso intensivo de água."
Com base na sintaxe do período acima, julgue as afirmativas:
I. A oração 'que permite desfibrar roupas usadas....' é classificada como subordinada adjetiva, pois acrescenta informação sobre a tecnologia Dry Fiber.
II. O período 'Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas' é simples , composta por sujeito simples e predicado verbal.
III. A oração "como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor" funciona como objeto direto da locução verbal 'vem ganhando'.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4022890 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O setor têxtil pressiona os recursos hídricos e acelera a mudança.

A tecnologia ganha papel estratégico na redução do consumo.

A pressão sobre os recursos hídricos tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à eficiência produtiva. Empresas dos setores têxtil e de impressão vêm investindo em soluções que reduzem etapas, insumos e desperdícios ao longo da cadeia produtiva.
A empresa japonesa Epson faz parte desse movimento com sistemas de impressão digital desenvolvidos para substituir processos tradicionais de tingimento, que dependem de grandes volumes de água e múltiplas etapas químicas.
Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos. Já nas soluções digitais, como as impressoras da série Monna Lisa, desenvolvidas pela Epson, o uso de tintas pigmentadas permite a aplicação direta da cor na superfície do tecido, com fixação por calor, reduzindo — e, em alguns modelos, eliminando — processos intensivos em água, como lavagem e vaporização.
Segundo dados da empresa, esse tipo de tecnologia pode reduzir o consumo de água em até 97% em comparação com processos tradicionais. A simplificação do fluxo produtivo também contribui para a redução de efluentes e da carga química associada ao tratamento posterior.
A incorporação da impressão digital também altera a lógica industrial do setor da moda. Em vez de grandes volumes produzidos antecipadamente, o modelo passa a permitir a produção sob demanda, com tiragens menores e maior precisão no uso de matérias-primas.
Esse formato reduz perdas associadas à superprodução, prática comum em cadeias tradicionais, e melhora a eficiência no uso de recursos naturais e insumos.
Outro efeito é a descentralização da produção. Equipamentos mais compactos possibilitam a instalação próxima aos centros de consumo, encurtando as cadeias logísticas, reduzindo o transporte e contribuindo para um menor impacto ambiental ao longo da cadeia de valor.
A economia circular também vem ganhando espaço como resposta estrutural aos desafios ambientais do setor. Tecnologias de reciclagem têxtil têm ampliado a capacidade de reaproveitamento de resíduos e peças descartadas.
Entre essas soluções está a tecnologia Dry Fiber, desenvolvida pela Epson, que permite desfibrar roupas usadas e sobras industriais para a produção de novos materiais sem o uso intensivo de água. 
O processo atua em duas frentes críticas da indústria: ao reduzir a necessidade de novas fibras e diminuir o consumo de água associado à produção têxtil. A proposta também está alinhada aos princípios da economia circular, que buscam prolongar o ciclo de vida dos materiais e reduzir o descarte.
A aplicação dessas soluções já alcança segmentos de maior valor agregado. O designer japonês Yuima Nakazato utilizou materiais produzidos com essa tecnologia em coleções apresentadas na Semana de Alta Costura de Paris, demonstrando a viabilidade técnica e criativa do modelo.

https://www.cnnbrasil.com.br/branded-content/nacional/o-setor-textil-pr essiona-os-recursos-hidricos-e-acelera-a-mudanca/ fragmento
"Nos métodos convencionais, o tingimento envolve pré-tratamento do tecido, aplicação de corantes, fixação a vapor e sucessivos ciclos de lavagem para remoção de resíduos." O uso do hífen em palavras formadas pelo prefixo 'pre', como em 'pré-tratamento', depende de algumas circunstâncias relacionadas à tonicidade. Com base nisso, analise a afirmativa sobre a grafia dessas palavras.
I. O vocábulo 'preestabelecer' está grafado sem hífen corretamente.
II. A forma 'pré-esclerose' está grafada com hífen corretamente.
III. Os vocábulos 'predizer' e 'predeterminado' estão grafados sem hífen corretamente.
IV. Os vocábulos 'pré-datado', 'pré-escolar' e 'pré-história' estão grafados corretamente com hífen.
Em relação às afirmações, assinale a alternativa que contenha apenas as opções CORRETAS.
Alternativas
Respostas
5821: E
5822: E
5823: E
5824: C
5825: E
5826: E
5827: E
5828: C
5829: B
5830: A
5831: B
5832: B
5833: A
5834: E
5835: C
5836: A
5837: D
5838: B
5839: C
5840: E