Questões de Concurso Comentadas sobre português
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“Então, eu vou procurar o supervisor para resolver o seu problema, tá?”
Termos desse tipo, que devem ser evitados, são conhecidos como sendo
(Disponível em: https://l1nq.com/intertextualidade.adaptado)
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
A necessidade de aprofundamento neste tema aumenta ao considerarmos o cenário complexo globalizado de um passado recente e da atualidade, com o aumento de informações advindas das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC´s).
(Disponível em: https://encr.pw/multiletramento-brasil.adaptado)
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
A textualidade é construída pelos participantes da interação verbal. O produtor tem objetivos comunicativos; o ouvinte/leitor tem expectativas e disposições. Um dos objetivos de quem produz um texto é que ele seja entendido e apreciado pelo outro; uma das maneiras de reagir a um texto é dispor-se a colaborar na construção de seu sentido, engajando-se no projeto comunicativo do produtor. Isso é possível porque, em geral, os interlocutores partilham conhecimentos, práticas e valores culturais. A construção da textualidade depende também da interpretação das relações texto-contexto que os participantes vão produzindo durante o processo comunicativo.
(Disponível em: https://l1nq.com/texto-e-textualidade.adaptado)
Com base no texto, a textualidade:
(Disponível em: https://l1nk.dev/genero-textual.adaptado)
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
(Disponível em: https://acesse.one/funcoeslinguagem.adaptado)
Assinale a alternativa correta.
Consideremos a divisão textual em cinco tipos de textos, a saber: narrativa (narração); descritiva (descrição); dissertativa (dissertação); expositiva (exposição); injuntiva (injunção).
(Disponível em: https://acesse.dev/tipologia-textual.adaptado)
Assinale a alternativa correta.
A tipologia textual:
(Disponível em: https://acesse.dev/tipologia-textual.adaptado)
Assinale a alternativa correta.
No trabalho clássico de João Wanderlei Geraldi, o autor aponta três concepções de linguagem: linguagem como expressão do pensamento; como instrumento de comunicação e como forma de interação.
(Disponível em: https://acesse.dev/concepcoes -de-linguagem.adaptado)
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Já a coesão é o inter-relacionamento entre os elementos linguísticos do texto. Não vem pronta no texto; vem apenas sinalizada para o ouvinte/leitor. Há vários recursos com que os falantes podem indicar as relações entre os elementos linguísticos de seus textos: substantivos, pronomes, artigos, conjunções, advérbios, tempos e modos verbais, entre outros. O uso desses recursos pode favorecer ou dificultar o trabalho de interpretação do ouvinte/leitor.
Outro fator decisivo na construção da textualidade é a intertextualidade − a relação de um texto com tantos outros que povoam a vida social. Nenhum texto é independente da rede de significação social. Compreender um texto é integrá-lo nessa rede, é reconhecer as vozes a que ele remete, é interpretá-lo em função dos textos de que somos formados.
Na prática pedagógica, quando o professor vincula o texto aos interlocutores e à situação comunicativa, promovendo a construção da textualidade pelos alunos, está favorecendo a formação de produtores e ouvintes/leitores atentos e bem-sucedidos.
(Disponível em: https://l1nq.com/texto-e-textualidade.adaptado)
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Leia os Textos 5 e 6 para responder a questão.
Texto 5
Sr. Barriga revela a dívida atualizada do Seu Madruga: '120 mil euros!'
Edgar Vivar, o Sr. Barriga, falou na CCXP Worlds sobre o cancelamento das transmissões de "Chaves" e "Chapolin", motivado por uma briga entre a rede Televisa, que comercializava os direitos, e o Grupo Chesperito, dono das histórias. “Foi em todo o mundo. Os direitos de transmissão pertencem agora ao filho de Roberto Gomez Bolaños. Não fizeram negócio entre ele e a Televisa. As negociações estão suspensas. Acho que para o próximo ano Chaves vai voltar, com certeza!”
Entre divertidas curiosidades, Vivar revelou qual seria o tamanho da dívida do Seu Madruga pelos aluguéis atrasados. E os 14 meses de aluguéis atrasados? O ator falou sobre os comentários que ouve até hoje dos fãs que cresceram assistindo à série e até revelou quanto seria a dívida total do seu Madruga atualmente pelos aluguéis atrasados. “[Uns dizem] 'Eu não vou poder pagar o aluguel', outros dizem, 'vou pagar o aluguel do seu Madruga para você não cobrar'. Algumas pessoas fizeram o cálculo de quanto seriam [hoje] 14 meses de aluguel atrasados. São como 120 mil euros!”.
Disponível em: <https://www.uol.com.br/splash/noticias/2020/12/05/seu-barriga-comenta-interrupcao-de-chaves-negociacoes-suspensas.htm>. Acesso em: 13 mai. 2024.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O que é mais importante em sua vida: ser feliz ou ser rico? Foi baseado nessa ideia que o Butão instituiu a Felicidade Interna Bruta (FIB). Em 1972, seu novo rei, Jigme Singye, declarou durante sua posse que a FIB é mais importante que o Produto Interno Bruto (PIB). A partir daí, baseou todo seu governo em quatro premissas: desenvolvimento econômico sustentável e equitativo, preservação da cultura, conservação do meio ambiente e boa governança. Essa política virou realidade, e o Butão hoje mostra ao mundo que o nosso conceito de avaliação de países está errado. Veja-se o exemplo dos Estados Unidos, onde o PIB é considerado alto e ao mesmo tempo aumentam os índices de criminalidade, os casos de divórcios, as guerras, as neuroses e toda sorte de infelicidade. O problema é que o PIB só se preocupa com o crescimento material e não leva em conta se a riqueza foi gerada a partir de destruição de lares ou do meio ambiente.
Os “especialistas” impuseram ao mundo o conceito de que o crescimento econômico é a base e o objetivo das sociedades, e isso está nos levando ao desastre. Uma nova empresa que se instala em uma região traz, sem dúvida, um aumento do PIB dessa região, mas, se for acompanhado de uma degradação ambiental, da saúde e do bem-estar da comunidade, o resultado final será uma perda de qualidade de vida, mesmo com crescimento econômico. O primeiro-ministro do Butão explicou que é responsabilidade do Estado criar um ambiente que permita ao cidadão aumentar sua felicidade, e é enfático ao afirmar que o sucesso de uma nação deve ser avaliado pela sua qualidade de vida e felicidade de seu povo, e não pela sua habilidade de produzir e consumir.
O modelo econômico atual tem que ser modificado, _______ exemplo do que fez o Butão e _______ medida que enxergamos os seus problemas, e devemos nos dispor _______ buscar e concretizar outros modelos mais favoráveis ________ felicidade no planeta Terra.
(Célio Pezza. Felicidade Interna Bruta (FIB) versus PIB.
Disponível em: https://congressoemfoco.uol.com.br.
Acesso em 21.01.2011. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O que é mais importante em sua vida: ser feliz ou ser rico? Foi baseado nessa ideia que o Butão instituiu a Felicidade Interna Bruta (FIB). Em 1972, seu novo rei, Jigme Singye, declarou durante sua posse que a FIB é mais importante que o Produto Interno Bruto (PIB). A partir daí, baseou todo seu governo em quatro premissas: desenvolvimento econômico sustentável e equitativo, preservação da cultura, conservação do meio ambiente e boa governança. Essa política virou realidade, e o Butão hoje mostra ao mundo que o nosso conceito de avaliação de países está errado. Veja-se o exemplo dos Estados Unidos, onde o PIB é considerado alto e ao mesmo tempo aumentam os índices de criminalidade, os casos de divórcios, as guerras, as neuroses e toda sorte de infelicidade. O problema é que o PIB só se preocupa com o crescimento material e não leva em conta se a riqueza foi gerada a partir de destruição de lares ou do meio ambiente.
Os “especialistas” impuseram ao mundo o conceito de que o crescimento econômico é a base e o objetivo das sociedades, e isso está nos levando ao desastre. Uma nova empresa que se instala em uma região traz, sem dúvida, um aumento do PIB dessa região, mas, se for acompanhado de uma degradação ambiental, da saúde e do bem-estar da comunidade, o resultado final será uma perda de qualidade de vida, mesmo com crescimento econômico. O primeiro-ministro do Butão explicou que é responsabilidade do Estado criar um ambiente que permita ao cidadão aumentar sua felicidade, e é enfático ao afirmar que o sucesso de uma nação deve ser avaliado pela sua qualidade de vida e felicidade de seu povo, e não pela sua habilidade de produzir e consumir.
O modelo econômico atual tem que ser modificado, _______ exemplo do que fez o Butão e _______ medida que enxergamos os seus problemas, e devemos nos dispor _______ buscar e concretizar outros modelos mais favoráveis ________ felicidade no planeta Terra.
(Célio Pezza. Felicidade Interna Bruta (FIB) versus PIB.
Disponível em: https://congressoemfoco.uol.com.br.
Acesso em 21.01.2011. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O que é mais importante em sua vida: ser feliz ou ser rico? Foi baseado nessa ideia que o Butão instituiu a Felicidade Interna Bruta (FIB). Em 1972, seu novo rei, Jigme Singye, declarou durante sua posse que a FIB é mais importante que o Produto Interno Bruto (PIB). A partir daí, baseou todo seu governo em quatro premissas: desenvolvimento econômico sustentável e equitativo, preservação da cultura, conservação do meio ambiente e boa governança. Essa política virou realidade, e o Butão hoje mostra ao mundo que o nosso conceito de avaliação de países está errado. Veja-se o exemplo dos Estados Unidos, onde o PIB é considerado alto e ao mesmo tempo aumentam os índices de criminalidade, os casos de divórcios, as guerras, as neuroses e toda sorte de infelicidade. O problema é que o PIB só se preocupa com o crescimento material e não leva em conta se a riqueza foi gerada a partir de destruição de lares ou do meio ambiente.
Os “especialistas” impuseram ao mundo o conceito de que o crescimento econômico é a base e o objetivo das sociedades, e isso está nos levando ao desastre. Uma nova empresa que se instala em uma região traz, sem dúvida, um aumento do PIB dessa região, mas, se for acompanhado de uma degradação ambiental, da saúde e do bem-estar da comunidade, o resultado final será uma perda de qualidade de vida, mesmo com crescimento econômico. O primeiro-ministro do Butão explicou que é responsabilidade do Estado criar um ambiente que permita ao cidadão aumentar sua felicidade, e é enfático ao afirmar que o sucesso de uma nação deve ser avaliado pela sua qualidade de vida e felicidade de seu povo, e não pela sua habilidade de produzir e consumir.
O modelo econômico atual tem que ser modificado, _______ exemplo do que fez o Butão e _______ medida que enxergamos os seus problemas, e devemos nos dispor _______ buscar e concretizar outros modelos mais favoráveis ________ felicidade no planeta Terra.
(Célio Pezza. Felicidade Interna Bruta (FIB) versus PIB.
Disponível em: https://congressoemfoco.uol.com.br.
Acesso em 21.01.2011. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A Finlândia é heptacampeã em felicidade. De acordo com o Relatório Mundial de Felicidade de 2024, a Finlândia foi considerada o “país mais feliz do mundo” (aspas propositais: quem sabe explicar o que é ser feliz?) pelo sétimo ano consecutivo. Entre os 140 países que participaram do estudo, a Dinamarca ficou em segundo e a Islândia em terceiro lugar. A pesquisa mede o que eu chamaria de “Felicidade Nacional Bruta” – algo como o Produto Interno Bruto (PIB) da felicidade – e serve de termômetro para classificar um sentimento tão inexato quanto imensurável.
Tenho minhas ressalvas. Vamos começar pelo próprio termômetro: não entendo como alguém consegue se sentir feliz vivendo em um lugar onde, durante os quatro meses de inverno, o sol nasce às 9h30 e se põe às 15h30 e a temperatura varia entre –5º e –20º. Tenho outro argumento importante: nunca vi um finlandês feliz, talvez porque eu nunca tenha conhecido nenhum finlandês, mas é fato.
A felicidade é subjetiva, não segue uma linha reta, não é binária, não se resume a uma escala numérica, não é ser ou não ser. Comparar culturas diferentes por um critério universal não é tão simples.
A Finlândia tem o hepta, mas só nós temos o Rio de Janeiro, água de coco, abacaxi, caipirinha, brigadeiro, pão de queijo e um pão francês que nem a França tem igual. Eles têm felicidade, mas só aqui há uma alegria sem explicação, praias e calor – não só humano. Lá não há a paixão desenfreada, a bossa nova, a vontade de rir à toa – na vida e da vida. Aqui temos esperança… de um dia nos tornarmos uma Finlândia.
Aqui os sorrisos são gratuitos, lá custam um pouco mais caro. Na Finlândia, vangloriar-se da boa sorte é considerado deselegante (“se você está feliz, deve escondê-lo”, diz um ditado local). Não há sorrisos desnecessários, a felicidade fica confinada para dentro de casa; os sorrisos são discretos, econômicos, quase esquecidos. Já os nossos, cheios de dentes, se reproduzem se nutrindo deles mesmos.
(Becky S. Korich. O que a Finlândia tem que o Brasil não tem? Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em 25.03.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que os vocábulos em destaque estabelecem, no contexto em que foram empregados, relação de sentido de modo e de restrição, respectivamente.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A Finlândia é heptacampeã em felicidade. De acordo com o Relatório Mundial de Felicidade de 2024, a Finlândia foi considerada o “país mais feliz do mundo” (aspas propositais: quem sabe explicar o que é ser feliz?) pelo sétimo ano consecutivo. Entre os 140 países que participaram do estudo, a Dinamarca ficou em segundo e a Islândia em terceiro lugar. A pesquisa mede o que eu chamaria de “Felicidade Nacional Bruta” – algo como o Produto Interno Bruto (PIB) da felicidade – e serve de termômetro para classificar um sentimento tão inexato quanto imensurável.
Tenho minhas ressalvas. Vamos começar pelo próprio termômetro: não entendo como alguém consegue se sentir feliz vivendo em um lugar onde, durante os quatro meses de inverno, o sol nasce às 9h30 e se põe às 15h30 e a temperatura varia entre –5º e –20º. Tenho outro argumento importante: nunca vi um finlandês feliz, talvez porque eu nunca tenha conhecido nenhum finlandês, mas é fato.
A felicidade é subjetiva, não segue uma linha reta, não é binária, não se resume a uma escala numérica, não é ser ou não ser. Comparar culturas diferentes por um critério universal não é tão simples.
A Finlândia tem o hepta, mas só nós temos o Rio de Janeiro, água de coco, abacaxi, caipirinha, brigadeiro, pão de queijo e um pão francês que nem a França tem igual. Eles têm felicidade, mas só aqui há uma alegria sem explicação, praias e calor – não só humano. Lá não há a paixão desenfreada, a bossa nova, a vontade de rir à toa – na vida e da vida. Aqui temos esperança… de um dia nos tornarmos uma Finlândia.
Aqui os sorrisos são gratuitos, lá custam um pouco mais caro. Na Finlândia, vangloriar-se da boa sorte é considerado deselegante (“se você está feliz, deve escondê-lo”, diz um ditado local). Não há sorrisos desnecessários, a felicidade fica confinada para dentro de casa; os sorrisos são discretos, econômicos, quase esquecidos. Já os nossos, cheios de dentes, se reproduzem se nutrindo deles mesmos.
(Becky S. Korich. O que a Finlândia tem que o Brasil não tem? Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em 25.03.2024. Adaptado)
No trecho – … os sorrisos são discretos, econômicos, quase esquecidos. Já os nossos, cheios de dentes, se reproduzem se nutrindo deles mesmos – (5º parágrafo), observa-se entre a ideia antes do ponto final e a que está depois do ponto final relação de
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A Finlândia é heptacampeã em felicidade. De acordo com o Relatório Mundial de Felicidade de 2024, a Finlândia foi considerada o “país mais feliz do mundo” (aspas propositais: quem sabe explicar o que é ser feliz?) pelo sétimo ano consecutivo. Entre os 140 países que participaram do estudo, a Dinamarca ficou em segundo e a Islândia em terceiro lugar. A pesquisa mede o que eu chamaria de “Felicidade Nacional Bruta” – algo como o Produto Interno Bruto (PIB) da felicidade – e serve de termômetro para classificar um sentimento tão inexato quanto imensurável.
Tenho minhas ressalvas. Vamos começar pelo próprio termômetro: não entendo como alguém consegue se sentir feliz vivendo em um lugar onde, durante os quatro meses de inverno, o sol nasce às 9h30 e se põe às 15h30 e a temperatura varia entre –5º e –20º. Tenho outro argumento importante: nunca vi um finlandês feliz, talvez porque eu nunca tenha conhecido nenhum finlandês, mas é fato.
A felicidade é subjetiva, não segue uma linha reta, não é binária, não se resume a uma escala numérica, não é ser ou não ser. Comparar culturas diferentes por um critério universal não é tão simples.
A Finlândia tem o hepta, mas só nós temos o Rio de Janeiro, água de coco, abacaxi, caipirinha, brigadeiro, pão de queijo e um pão francês que nem a França tem igual. Eles têm felicidade, mas só aqui há uma alegria sem explicação, praias e calor – não só humano. Lá não há a paixão desenfreada, a bossa nova, a vontade de rir à toa – na vida e da vida. Aqui temos esperança… de um dia nos tornarmos uma Finlândia.
Aqui os sorrisos são gratuitos, lá custam um pouco mais caro. Na Finlândia, vangloriar-se da boa sorte é considerado deselegante (“se você está feliz, deve escondê-lo”, diz um ditado local). Não há sorrisos desnecessários, a felicidade fica confinada para dentro de casa; os sorrisos são discretos, econômicos, quase esquecidos. Já os nossos, cheios de dentes, se reproduzem se nutrindo deles mesmos.
(Becky S. Korich. O que a Finlândia tem que o Brasil não tem? Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em 25.03.2024. Adaptado)
No trecho – De acordo com o Relatório Mundial de Felicidade de 2024, a Finlândia foi considerada o “país mais feliz do mundo” […] – (1º parágrafo), a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo que em:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A Finlândia é heptacampeã em felicidade. De acordo com o Relatório Mundial de Felicidade de 2024, a Finlândia foi considerada o “país mais feliz do mundo” (aspas propositais: quem sabe explicar o que é ser feliz?) pelo sétimo ano consecutivo. Entre os 140 países que participaram do estudo, a Dinamarca ficou em segundo e a Islândia em terceiro lugar. A pesquisa mede o que eu chamaria de “Felicidade Nacional Bruta” – algo como o Produto Interno Bruto (PIB) da felicidade – e serve de termômetro para classificar um sentimento tão inexato quanto imensurável.
Tenho minhas ressalvas. Vamos começar pelo próprio termômetro: não entendo como alguém consegue se sentir feliz vivendo em um lugar onde, durante os quatro meses de inverno, o sol nasce às 9h30 e se põe às 15h30 e a temperatura varia entre –5º e –20º. Tenho outro argumento importante: nunca vi um finlandês feliz, talvez porque eu nunca tenha conhecido nenhum finlandês, mas é fato.
A felicidade é subjetiva, não segue uma linha reta, não é binária, não se resume a uma escala numérica, não é ser ou não ser. Comparar culturas diferentes por um critério universal não é tão simples.
A Finlândia tem o hepta, mas só nós temos o Rio de Janeiro, água de coco, abacaxi, caipirinha, brigadeiro, pão de queijo e um pão francês que nem a França tem igual. Eles têm felicidade, mas só aqui há uma alegria sem explicação, praias e calor – não só humano. Lá não há a paixão desenfreada, a bossa nova, a vontade de rir à toa – na vida e da vida. Aqui temos esperança… de um dia nos tornarmos uma Finlândia.
Aqui os sorrisos são gratuitos, lá custam um pouco mais caro. Na Finlândia, vangloriar-se da boa sorte é considerado deselegante (“se você está feliz, deve escondê-lo”, diz um ditado local). Não há sorrisos desnecessários, a felicidade fica confinada para dentro de casa; os sorrisos são discretos, econômicos, quase esquecidos. Já os nossos, cheios de dentes, se reproduzem se nutrindo deles mesmos.
(Becky S. Korich. O que a Finlândia tem que o Brasil não tem? Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em 25.03.2024. Adaptado)
No trecho – A pesquisa […] serve de termômetro para classificar um sentimento tão inexato quanto imensurável – (1º parágrafo), foi empregado em sentido figurado o vocábulo