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Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3225672 Português
Assinale a alternativa que corresponde a uma fraseologia considerada adequada durante a transferência de ligações telefônicas.
Alternativas
Q3225436 Português
Considere o seguinte trecho.

Nos anos subsequentes_______ Segunda Guerra Mundial, o arquiteto Aldo van Eyck começou ___________ocupar com playgrounds os espaços vazios de Amsterdã: terrenos baldios, áreas abandonadas e esquinas de ruas. Van Eyck retirou os entulhos e aplainou os terrenos. Sua equipe _______ vezes pintava as paredes dos prédios vizinhos, e o próprio arquiteto projetou os equipamentos desses espaços. Ao contrário dos pátios de recreação das escolas, esses miniparques urbanos também atraíam adultos. Muitos tinham bancos confortáveis ou ficavam situados perto de bares e cafés, permitindo________ pessoas que cuidavam das crianças dar uma fugida para beber alguma coisa e acalmar os nervos.
(Richard Sennett. O artífice, 2009. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão de emprego do acento indicativo de crase, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q3225432 Português
   Ninguém deveria ser obrigado a gostar de ler. Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais, os esportes ou o pôquer à leitura e à escrita. Todavia, a apropriação da cultura escrita é desejável por pelo menos três motivos.

   O primeiro é que não estamos mais no tempo em que as exigências técnicas, requeridas por inúmeras tarefas, eram transmitidas pela imitação gestual, e não por uma explicitação verbal. Ser inábil com a escrita é hoje uma pesada desvantagem em uma grande quantidade de setores. E com a aceleração das mudanças pelas quais passamos, cada um, ao longo da vida, será sem dúvida chamado a exercer sucessivamente diversas profissões. A familiaridade com a escrita é um fator decisivo do devir social e, antes disso, do destino escolar, que condiciona em boa parte esse devir. Stéphane Beaud mostrou como a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam, é prejudicial para o seu percurso escolar, e depois universitário. Ele observa que o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental, que condiciona não só o seu acesso aos estudos, mas também a sua relação com a política.

   Com efeito, é muito mais difícil ter voz ativa no espaço público quando se é inábil no uso da cultura escrita, e essa é a segunda razão pela qual ninguém deveria ser excluído dela. Ter familiaridade com a leitura, assim como com a escrita, não é suficiente e não garante nada, mas quem está distante dela corre todos os riscos de ficar fora do jogo. No momento em que a visibilidade midiática, os signos exteriores de riqueza, a cultura técnica ou o desempenho esportivo parecem prevalecer sobre os valores literários, o poder permanece, o que quer que digam, ligado à escrita. Se o atual presidente da república francesa se exibe muito mais em parques de diversões ou com cantores populares do que em livrarias, contrariamente a diversos de seus predecessores, é em uma biblioteca, ante os livros, que ele posa para a fotografia oficial. E, no cotidiano, ele se aconselha com homens de letras.

   O terceiro motivo é que o recurso à cultura escrita permite não apenas aceder ao campo do saber e da informação, mas ainda lançar mão das imensas reservas da literatura, sob todas as suas formas, cuja riqueza é indubitavelmente sem igual para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. Certamente, não é o único meio e, em muitos casos, não é um recurso suficiente. Entretanto, somos seres de linguagem e seres de narrativas, e estas possuem um valor reparador.


(Michèle Petit. A arte de ler ou como resistir à adversidade, 2021. Adaptado)
No trecho do 1º parágrafo – Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais –, a forma verbal em destaque encontra-se no mesmo modo que a destacada em: 
Alternativas
Q3225431 Português
   Ninguém deveria ser obrigado a gostar de ler. Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais, os esportes ou o pôquer à leitura e à escrita. Todavia, a apropriação da cultura escrita é desejável por pelo menos três motivos.

   O primeiro é que não estamos mais no tempo em que as exigências técnicas, requeridas por inúmeras tarefas, eram transmitidas pela imitação gestual, e não por uma explicitação verbal. Ser inábil com a escrita é hoje uma pesada desvantagem em uma grande quantidade de setores. E com a aceleração das mudanças pelas quais passamos, cada um, ao longo da vida, será sem dúvida chamado a exercer sucessivamente diversas profissões. A familiaridade com a escrita é um fator decisivo do devir social e, antes disso, do destino escolar, que condiciona em boa parte esse devir. Stéphane Beaud mostrou como a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam, é prejudicial para o seu percurso escolar, e depois universitário. Ele observa que o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental, que condiciona não só o seu acesso aos estudos, mas também a sua relação com a política.

   Com efeito, é muito mais difícil ter voz ativa no espaço público quando se é inábil no uso da cultura escrita, e essa é a segunda razão pela qual ninguém deveria ser excluído dela. Ter familiaridade com a leitura, assim como com a escrita, não é suficiente e não garante nada, mas quem está distante dela corre todos os riscos de ficar fora do jogo. No momento em que a visibilidade midiática, os signos exteriores de riqueza, a cultura técnica ou o desempenho esportivo parecem prevalecer sobre os valores literários, o poder permanece, o que quer que digam, ligado à escrita. Se o atual presidente da república francesa se exibe muito mais em parques de diversões ou com cantores populares do que em livrarias, contrariamente a diversos de seus predecessores, é em uma biblioteca, ante os livros, que ele posa para a fotografia oficial. E, no cotidiano, ele se aconselha com homens de letras.

   O terceiro motivo é que o recurso à cultura escrita permite não apenas aceder ao campo do saber e da informação, mas ainda lançar mão das imensas reservas da literatura, sob todas as suas formas, cuja riqueza é indubitavelmente sem igual para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. Certamente, não é o único meio e, em muitos casos, não é um recurso suficiente. Entretanto, somos seres de linguagem e seres de narrativas, e estas possuem um valor reparador.


(Michèle Petit. A arte de ler ou como resistir à adversidade, 2021. Adaptado)
Considere os seguintes trechos.
• ... o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental... (2º parágrafo)
• ... para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. (4º parágrafo)

Os vocábulos destacados apresentam, respectivamente, como antônimo e sinônimo:
Alternativas
Q3225430 Português
   Ninguém deveria ser obrigado a gostar de ler. Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais, os esportes ou o pôquer à leitura e à escrita. Todavia, a apropriação da cultura escrita é desejável por pelo menos três motivos.

   O primeiro é que não estamos mais no tempo em que as exigências técnicas, requeridas por inúmeras tarefas, eram transmitidas pela imitação gestual, e não por uma explicitação verbal. Ser inábil com a escrita é hoje uma pesada desvantagem em uma grande quantidade de setores. E com a aceleração das mudanças pelas quais passamos, cada um, ao longo da vida, será sem dúvida chamado a exercer sucessivamente diversas profissões. A familiaridade com a escrita é um fator decisivo do devir social e, antes disso, do destino escolar, que condiciona em boa parte esse devir. Stéphane Beaud mostrou como a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam, é prejudicial para o seu percurso escolar, e depois universitário. Ele observa que o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental, que condiciona não só o seu acesso aos estudos, mas também a sua relação com a política.

   Com efeito, é muito mais difícil ter voz ativa no espaço público quando se é inábil no uso da cultura escrita, e essa é a segunda razão pela qual ninguém deveria ser excluído dela. Ter familiaridade com a leitura, assim como com a escrita, não é suficiente e não garante nada, mas quem está distante dela corre todos os riscos de ficar fora do jogo. No momento em que a visibilidade midiática, os signos exteriores de riqueza, a cultura técnica ou o desempenho esportivo parecem prevalecer sobre os valores literários, o poder permanece, o que quer que digam, ligado à escrita. Se o atual presidente da república francesa se exibe muito mais em parques de diversões ou com cantores populares do que em livrarias, contrariamente a diversos de seus predecessores, é em uma biblioteca, ante os livros, que ele posa para a fotografia oficial. E, no cotidiano, ele se aconselha com homens de letras.

   O terceiro motivo é que o recurso à cultura escrita permite não apenas aceder ao campo do saber e da informação, mas ainda lançar mão das imensas reservas da literatura, sob todas as suas formas, cuja riqueza é indubitavelmente sem igual para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. Certamente, não é o único meio e, em muitos casos, não é um recurso suficiente. Entretanto, somos seres de linguagem e seres de narrativas, e estas possuem um valor reparador.


(Michèle Petit. A arte de ler ou como resistir à adversidade, 2021. Adaptado)
O trecho em que se observa a presença de comparação é:
Alternativas
Q3225277 Português
Passando mais tempo sozinhos ou em atividades formativas, e menos em brincadeiras e jogos ao ar livre entre si, as crianças têm menos oportunidades de desenvolver habilidades socioemocionais como tolerância ______________  adversidade, apetite a riscos e resolução de conflitos. Tecnologias digitais agravam o problema. Videogames e redes sociais são programados para viciar. Num momento de intensas transformações físicas, cerebrais e hormonais, os adolescentes, especialmente sensíveis ____________ comparações e intimidações sociais, interagem menos face ___________ face, e são estimulados a competições performáticas por popularidade nas mídias digitais.

(Opinião. https://www.estadao.com.br/, 25.08.2024. Adaptado)


De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3225276 Português
A tragédia de uma geração


        Algo terrível aconteceu com nossas crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Estadão, no Brasil as internações de jovens de 13 a 29 anos por estresse e ansiedade aumentaram 139% em 10 anos. É um fenômeno encontradiço no Ocidente. O senso comum, corroborado por pesquisas, é o de que os índices de felicidade são tradicionalmente maiores entre os jovens, declinam na idade adulta e se recuperam na velhice. Mas, segundo o Relatório da Felicidade Mundial, desde 2010 a percepção de felicidade entre os jovens caiu drasticamente, a um patamar menor que o dos idosos. Os jovens socializam menos, dizem-se mais solitários, namoram menos, ficam mais tempo na casa dos pais, começam a trabalhar mais tarde e têm menos interesse em ter filhos que as gerações anteriores.

       É preciso cautela contra catastrofismos. As aflições dos jovens já são dramáticas o suficiente para serem exageradas por generalizações simplistas. Há aspectos positivos. Especialmente nas classes e países ricos, a delinquência juvenil, o abuso de drogas ou álcool e a gravidez precoce diminuíram. Nas últimas gerações, a qualidade de vida melhorou massivamente, especialmente nos países pobres. Miséria, analfabetismo, mortes infantis ou maternas caíram mais acentuadamente que em qualquer época da história da humanidade. A renda e o salário inicial dos jovens são maiores que os de seus pais e avós.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/, 25.08.2024. Adaptado)
A alternativa em que o enunciado atende à norma-padrão de colocação pronominal é:
Alternativas
Q3225275 Português
A tragédia de uma geração


        Algo terrível aconteceu com nossas crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Estadão, no Brasil as internações de jovens de 13 a 29 anos por estresse e ansiedade aumentaram 139% em 10 anos. É um fenômeno encontradiço no Ocidente. O senso comum, corroborado por pesquisas, é o de que os índices de felicidade são tradicionalmente maiores entre os jovens, declinam na idade adulta e se recuperam na velhice. Mas, segundo o Relatório da Felicidade Mundial, desde 2010 a percepção de felicidade entre os jovens caiu drasticamente, a um patamar menor que o dos idosos. Os jovens socializam menos, dizem-se mais solitários, namoram menos, ficam mais tempo na casa dos pais, começam a trabalhar mais tarde e têm menos interesse em ter filhos que as gerações anteriores.

       É preciso cautela contra catastrofismos. As aflições dos jovens já são dramáticas o suficiente para serem exageradas por generalizações simplistas. Há aspectos positivos. Especialmente nas classes e países ricos, a delinquência juvenil, o abuso de drogas ou álcool e a gravidez precoce diminuíram. Nas últimas gerações, a qualidade de vida melhorou massivamente, especialmente nos países pobres. Miséria, analfabetismo, mortes infantis ou maternas caíram mais acentuadamente que em qualquer época da história da humanidade. A renda e o salário inicial dos jovens são maiores que os de seus pais e avós.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/, 25.08.2024. Adaptado)
A concordância nominal e a concordância verbal atendem à norma-padrão em:
Alternativas
Q3225274 Português
A tragédia de uma geração


        Algo terrível aconteceu com nossas crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Estadão, no Brasil as internações de jovens de 13 a 29 anos por estresse e ansiedade aumentaram 139% em 10 anos. É um fenômeno encontradiço no Ocidente. O senso comum, corroborado por pesquisas, é o de que os índices de felicidade são tradicionalmente maiores entre os jovens, declinam na idade adulta e se recuperam na velhice. Mas, segundo o Relatório da Felicidade Mundial, desde 2010 a percepção de felicidade entre os jovens caiu drasticamente, a um patamar menor que o dos idosos. Os jovens socializam menos, dizem-se mais solitários, namoram menos, ficam mais tempo na casa dos pais, começam a trabalhar mais tarde e têm menos interesse em ter filhos que as gerações anteriores.

       É preciso cautela contra catastrofismos. As aflições dos jovens já são dramáticas o suficiente para serem exageradas por generalizações simplistas. Há aspectos positivos. Especialmente nas classes e países ricos, a delinquência juvenil, o abuso de drogas ou álcool e a gravidez precoce diminuíram. Nas últimas gerações, a qualidade de vida melhorou massivamente, especialmente nos países pobres. Miséria, analfabetismo, mortes infantis ou maternas caíram mais acentuadamente que em qualquer época da história da humanidade. A renda e o salário inicial dos jovens são maiores que os de seus pais e avós.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/, 25.08.2024. Adaptado)

Na passagem – O senso comum, corroborado por pesquisas, é o de que os índices de felicidade são tradicionalmente maiores entre os jovens, declinam na idade adulta e se recuperam na velhice. –, os termos destacados significam, correta e respectivamente:

Alternativas
Q3225273 Português
A tragédia de uma geração


        Algo terrível aconteceu com nossas crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Estadão, no Brasil as internações de jovens de 13 a 29 anos por estresse e ansiedade aumentaram 139% em 10 anos. É um fenômeno encontradiço no Ocidente. O senso comum, corroborado por pesquisas, é o de que os índices de felicidade são tradicionalmente maiores entre os jovens, declinam na idade adulta e se recuperam na velhice. Mas, segundo o Relatório da Felicidade Mundial, desde 2010 a percepção de felicidade entre os jovens caiu drasticamente, a um patamar menor que o dos idosos. Os jovens socializam menos, dizem-se mais solitários, namoram menos, ficam mais tempo na casa dos pais, começam a trabalhar mais tarde e têm menos interesse em ter filhos que as gerações anteriores.

       É preciso cautela contra catastrofismos. As aflições dos jovens já são dramáticas o suficiente para serem exageradas por generalizações simplistas. Há aspectos positivos. Especialmente nas classes e países ricos, a delinquência juvenil, o abuso de drogas ou álcool e a gravidez precoce diminuíram. Nas últimas gerações, a qualidade de vida melhorou massivamente, especialmente nos países pobres. Miséria, analfabetismo, mortes infantis ou maternas caíram mais acentuadamente que em qualquer época da história da humanidade. A renda e o salário inicial dos jovens são maiores que os de seus pais e avós.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/, 25.08.2024. Adaptado)
O termo em que se evidencia o posicionamento do jornal em relação ao tema tratado está corretamente destacado em:
Alternativas
Q3225272 Português
A tragédia de uma geração


        Algo terrível aconteceu com nossas crianças e adolescentes. Segundo levantamento do Estadão, no Brasil as internações de jovens de 13 a 29 anos por estresse e ansiedade aumentaram 139% em 10 anos. É um fenômeno encontradiço no Ocidente. O senso comum, corroborado por pesquisas, é o de que os índices de felicidade são tradicionalmente maiores entre os jovens, declinam na idade adulta e se recuperam na velhice. Mas, segundo o Relatório da Felicidade Mundial, desde 2010 a percepção de felicidade entre os jovens caiu drasticamente, a um patamar menor que o dos idosos. Os jovens socializam menos, dizem-se mais solitários, namoram menos, ficam mais tempo na casa dos pais, começam a trabalhar mais tarde e têm menos interesse em ter filhos que as gerações anteriores.

       É preciso cautela contra catastrofismos. As aflições dos jovens já são dramáticas o suficiente para serem exageradas por generalizações simplistas. Há aspectos positivos. Especialmente nas classes e países ricos, a delinquência juvenil, o abuso de drogas ou álcool e a gravidez precoce diminuíram. Nas últimas gerações, a qualidade de vida melhorou massivamente, especialmente nos países pobres. Miséria, analfabetismo, mortes infantis ou maternas caíram mais acentuadamente que em qualquer época da história da humanidade. A renda e o salário inicial dos jovens são maiores que os de seus pais e avós.


(Opinião. https://www.estadao.com.br/, 25.08.2024. Adaptado)
De acordo com o editorial, a situação de crianças e adolescentes preocupa, porque eles 
Alternativas
Q3225062 Português
   Ninguém deveria ser obrigado a gostar de ler. Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais, os esportes ou o pôquer à leitura e à escrita. Todavia, a apropriação da cultura escrita é desejável por pelo menos três motivos.

   O primeiro é que não estamos mais no tempo em que as exigências técnicas, requeridas por inúmeras tarefas, eram transmitidas pela imitação gestual, e não por uma explicitação verbal. Ser inábil com a escrita é hoje uma pesada desvantagem em uma grande quantidade de setores. E com a aceleração das mudanças pelas quais passamos, cada um, ao longo da vida, será sem dúvida chamado a exercer sucessivamente diversas profissões. A familiaridade com a escrita é um fator decisivo do devir social e, antes disso, do destino escolar, que condiciona em boa parte esse devir. Stéphane Beaud mostrou como a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam, é prejudicial para o seu percurso escolar, e depois universitário. Ele observa que o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental, que condiciona não só o seu acesso aos estudos, mas também a sua relação com a política.

   Com efeito, é muito mais difícil ter voz ativa no espaço público quando se é inábil no uso da cultura escrita, e essa é a segunda razão pela qual ninguém deveria ser excluído dela. Ter familiaridade com a leitura, assim como com a escrita, não é suficiente e não garante nada, mas quem está distante dela corre todos os riscos de ficar fora do jogo. No momento em que a visibilidade midiática, os signos exteriores de riqueza, a cultura técnica ou o desempenho esportivo parecem prevalecer sobre os valores literários, o poder permanece, o que quer que digam, ligado à escrita. Se o atual presidente da república francesa se exibe muito mais em parques de diversões ou com cantores populares do que em livrarias, contrariamente a diversos de seus predecessores, é em uma biblioteca, ante os livros, que ele posa para a fotografia oficial. E, no cotidiano, ele se aconselha com homens de letras.

   O terceiro motivo é que o recurso à cultura escrita permite não apenas aceder ao campo do saber e da informação, mas ainda lançar mão das imensas reservas da literatura, sob todas as suas formas, cuja riqueza é indubitavelmente sem igual para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. Certamente, não é o único meio e, em muitos casos, não é um recurso suficiente. Entretanto, somos seres de linguagem e seres de narrativas, e estas possuem um valor reparador.


(Michèle Petit. A arte de ler ou como resistir à adversidade, 2021. Adaptado) 
          Ninguém deveria ser obrigado a gostar de ler. Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais, os esportes ou o pôquer à leitura e à escrita. Todavia, a apropriação da cultura escrita é desejável por pelo menos três motivos.
      O primeiro é que não estamos mais no tempo em que as exigências técnicas, requeridas por inúmeras tarefas, eram transmitidas pela imitação gestual, e não por uma explicitação verbal. Ser inábil com a escrita é hoje uma pesada desvantagem em uma grande quantidade de setores. E com a aceleração das mudanças pelas quais passamos, cada um, ao longo da vida, será sem dúvida chamado a exercer sucessivamente diversas profissões. A familiaridade com a escrita é um fator decisivo do devir social e, antes disso, do destino escolar, que condiciona em boa parte esse devir. Stéphane Beaud mostrou como a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam, é prejudicial para o seu percurso escolar, e depois universitário. Ele observa que o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental, que condiciona não só o seu acesso aos estudos, mas também a sua relação com a política.
       Com efeito, é muito mais difícil ter voz ativa no espaço público quando se é inábil no uso da cultura escrita, e essa é a segunda razão pela qual ninguém deveria ser excluído dela. Ter familiaridade com a leitura, assim como com a escrita, não é suficiente e não garante nada, mas quem está distante dela corre todos os riscos de ficar fora do jogo. No momento em que a visibilidade midiática, os signos exteriores de riqueza, a cultura técnica ou o desempenho esportivo parecem prevalecer sobre os valores literários, o poder permanece, o que quer que digam, ligado à escrita. Se o atual presidente da república francesa se exibe muito mais em parques de diversões ou com cantores populares do que em livrarias, contrariamente a diversos de seus predecessores, é em uma biblioteca, ante os livros, que ele posa para a fotografia oficial. E, no cotidiano, ele se aconselha com homens de letras.
        O terceiro motivo é que o recurso à cultura escrita permite não apenas aceder ao campo do saber e da informação, mas ainda lançar mão das imensas reservas da literatura, sob todas as suas formas, cuja riqueza é indubitavelmente sem igual para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. Certamente, não é o único meio e, em muitos casos, não é um recurso suficiente. Entretanto, somos seres de linguagem e seres de narrativas, e estas possuem um valor reparador.


(Michèle Petit. A arte de ler ou como resistir à adversidade, 2021. Adaptado)

Considere o seguinte trecho.

      Nos anos subsequentes _________ Segunda Guerra Mundial, o arquiteto Aldo van Eyck começou _____________  ocupar com playgrounds os espaços vazios de Amsterdã: terrenos baldios, áreas abandonadas e esquinas de ruas. Van Eyck retirou os entulhos e aplainou os terrenos. Sua equipe _____________ vezes pintava as paredes dos prédios vizinhos, e o próprio arquiteto projetou os equipamentos desses espaços. Ao contrário dos pátios de recreação das escolas, esses miniparques urbanos também atraíam adultos. Muitos tinham bancos confortáveis ou ficavam situados perto de bares e cafés, permitindo __________ pessoas que cuidavam das crianças dar uma fugida para beber alguma coisa e acalmar os nervos.

(Richard Sennett. O artífice, 2009. Adaptado)


De acordo com a norma-padrão de emprego do acento indicativo de crase, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q3225027 Português

Leia o texto para responder a questão.


Fábrica de doenças


    Cumpre à risca a pauta para a qual deve a razão de existir o veículo de comunicação quando ergue o escudo da justiça em proteção de comunidades sob ataque, por sobrecarga dos poderes ou omissão dos moradores.

    É o caso de concordar com esta avaliação qualitativa, ao observar-se o padecer de várias gerações da localidade de Areias, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.

    São vidas rasuradas por incidências frequentes de doenças gravíssimas, não apenas a mais temível delas, o câncer, mas também os problemas de respiração e de pele, em média muito acima dos registros das clínicas.

    A hipótese falseável de maior probabilidade para explicar o trauma é a poluição emitida por fábrica de pigmentos, habituada a trocar de nome, como se o artifício pudesse livrar dos erros moral e técnico de espalhar enfermidades.


(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 07.10.2023. Adaptado)

Considere as reescritas de informações do texto.


•  Os problemas de respiração e pele estão com incidências muito superiores _______ dos registros das clínicas.

•  O veículo de comunicação ergue o escudo da justiça para dar proteção _______ comunidades sob ataque.

•  As doenças gravíssimas referem-se tanto _______ doença mais temível, o câncer, quanto ________ problemas de respiração e pele.


De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com: 

Alternativas
Q3225026 Português

Leia o texto para responder a questão.


Fábrica de doenças


    Cumpre à risca a pauta para a qual deve a razão de existir o veículo de comunicação quando ergue o escudo da justiça em proteção de comunidades sob ataque, por sobrecarga dos poderes ou omissão dos moradores.

    É o caso de concordar com esta avaliação qualitativa, ao observar-se o padecer de várias gerações da localidade de Areias, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.

    São vidas rasuradas por incidências frequentes de doenças gravíssimas, não apenas a mais temível delas, o câncer, mas também os problemas de respiração e de pele, em média muito acima dos registros das clínicas.

    A hipótese falseável de maior probabilidade para explicar o trauma é a poluição emitida por fábrica de pigmentos, habituada a trocar de nome, como se o artifício pudesse livrar dos erros moral e técnico de espalhar enfermidades.


(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 07.10.2023. Adaptado)

No 1o parágrafo do texto, deverá ser empregado “Cumprem”, se for flexionado no plural o substantivo 
Alternativas
Q3225024 Português

Leia o texto para responder a questão.


Fábrica de doenças


    Cumpre à risca a pauta para a qual deve a razão de existir o veículo de comunicação quando ergue o escudo da justiça em proteção de comunidades sob ataque, por sobrecarga dos poderes ou omissão dos moradores.

    É o caso de concordar com esta avaliação qualitativa, ao observar-se o padecer de várias gerações da localidade de Areias, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.

    São vidas rasuradas por incidências frequentes de doenças gravíssimas, não apenas a mais temível delas, o câncer, mas também os problemas de respiração e de pele, em média muito acima dos registros das clínicas.

    A hipótese falseável de maior probabilidade para explicar o trauma é a poluição emitida por fábrica de pigmentos, habituada a trocar de nome, como se o artifício pudesse livrar dos erros moral e técnico de espalhar enfermidades.


(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 07.10.2023. Adaptado)

O editorial refere-se à situação de várias gerações como uma “avaliação qualitativa” porque
Alternativas
Q3225023 Português

Leia o texto para responder a questão.


O mal é da televisão


    Camarada escritor:

    Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…

    O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.

    Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.


(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)

Na frase – Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. (2o parágrafo) –, o autor da carta emprega o artigo “o” porque
Alternativas
Q3225022 Português

Leia o texto para responder a questão.


O mal é da televisão


    Camarada escritor:

    Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…

    O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.

    Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.


(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)

A pontuação está em conformidade com a norma- -padrão em:
Alternativas
Q3225021 Português

Leia o texto para responder a questão.


O mal é da televisão


    Camarada escritor:

    Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…

    O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.

    Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.


(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase, reescrita a partir de informações do texto, atende à norma-padrão de regência verbal e de regência nominal.
Alternativas
Q3225018 Português

Leia o texto para responder a questão.


O mal é da televisão


    Camarada escritor:

    Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…

    O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.

    Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.


(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)

Conforme relatado na carta, o jovem era advertido por levar o cão à escola porque o pai
Alternativas
Q3224987 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de regência verbal.
Alternativas
Respostas
44321: D
44322: A
44323: E
44324: B
44325: D
44326: E
44327: A
44328: B
44329: D
44330: A
44331: E
44332: A
44333: E
44334: C
44335: B
44336: D
44337: D
44338: B
44339: C
44340: E