Questões de Concurso Comentadas sobre português

Foram encontradas 198.142 questões

Ano: 2026 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Terra Roxa - PR Provas: FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Advogado | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fonoaudiólogo I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Ginecologista/Obstetra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Pediatra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Veterinário I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor (Educação Infantil/Fundamental) | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Arquiteto | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Assistente Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Física | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Psicólogo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Contador | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Técnico de Informática | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Terapeuta Ocupacional | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Dentista | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Enfermeiro Padrão | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Agrônomo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Farmacêutico | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fiscal Tributário | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fisioterapeuta I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Generalista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Nutricionista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Educador Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor de Artes | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Especial |
Q3994426 Português
Derretimento de geleira na Áustria revela corpo de homem morto há 20 anos


    Um guia de montanha encontrou o corpo de um homem que se acredita ter morrido há mais de 20 anos em uma geleira na Áustria, anunciou a polícia na terça-feira (22). O guia descobriu o corpo na última sexta-feira na geleira Schlatenkees, no leste do Tirol, a uma altitude de aproximadamente 2.900 metros, e notificou a polícia, que recuperou o corpo de helicóptero.

     A polícia acrescentou que acredita-se que o homem tenha sofrido um acidente na geleira em 2001 e viajava com equipamento de esqui. Dinheiro, um cartão de banco e uma carteira de motorista foram encontrados dentro de uma mochila próxima ao corpo, que a polícia identificou provisoriamente como um austríaco de 37 anos. Os resultados do DNA fornecerão uma identificação definitiva e estarão disponíveis em algumas semanas, acrescentou a polícia.

     À medida que as geleiras derretem devido às mudanças climáticas, objetos e corpos que se pensava estarem perdidos são revelados, disse a glaciologista Lindsey Nicholson, da Universidade de Innsbruck, à CNN no mês passado, depois que os restos mortais de um alpinista alemão desaparecido há 37 anos foram descobertos na Suíça.

    “As geleiras estão passando por uma tendência de longo prazo de derretimento”, disse Nicholson, acrescentando que a tendência deve continuar, com “anos de pouca neve” contribuindo para o problema. “A redução da quantidade de neve também está em parte atrelada à mudança de temperatura, porque o que acontece é que parte da precipitação que teria vindo na forma de neve, agora vem na forma de chuva. Isso não ajuda as geleiras, funciona contra elas”, acrescentou.

     Mesmo que metas climáticas ambiciosas sejam cumpridas, até metade das geleiras do mundo podem desaparecer até o final do século, de acordo com pesquisas recentes. A geleira Schlatenkees, onde o corpo mais recente foi encontrado, recuou 60 a 100 metros sem precedentes entre 2019 e 2022, segundo o Greenpeace.

    “Se continuarmos com as emissões que estamos transmitindo agora, estaremos olhando para uma região dos Alpes em grande parte degelada para as próximas gerações – e isso é muito triste”, alertou Nicholson. Tal cenário teria impactos abrangentes. As geleiras desempenham um papel vital no fornecimento de água potável para quase 2 bilhões de pessoas e também são um fator importante para o aumento do nível do mar. “Algumas regiões do mundo são muito mais dependentes das montanhas glaciais do que nós aqui – em alguns casos, elas são muito mais vulneráveis do que os Alpes”, acrescentou Nicholson.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/derretimento-de-geleira-na-austria-revela-corpode-homem-morto-ha-20-anos/?utm_source=csa-cdm&utm_content=article
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelos termos em destaque no período: O guia descobriu o corpo na última sexta-feira na geleira Schlatenkees, no leste do Tirol, a uma altitude de aproximadamente 2.900 metros, e notificou a polícia, que recuperou o corpo de helicóptero.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Terra Roxa - PR Provas: FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Advogado | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fonoaudiólogo I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Ginecologista/Obstetra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Pediatra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Veterinário I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor (Educação Infantil/Fundamental) | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Arquiteto | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Assistente Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Física | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Psicólogo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Contador | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Técnico de Informática | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Terapeuta Ocupacional | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Dentista | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Enfermeiro Padrão | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Agrônomo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Farmacêutico | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fiscal Tributário | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fisioterapeuta I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Generalista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Nutricionista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Educador Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor de Artes | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Especial |
Q3994425 Português
Derretimento de geleira na Áustria revela corpo de homem morto há 20 anos


    Um guia de montanha encontrou o corpo de um homem que se acredita ter morrido há mais de 20 anos em uma geleira na Áustria, anunciou a polícia na terça-feira (22). O guia descobriu o corpo na última sexta-feira na geleira Schlatenkees, no leste do Tirol, a uma altitude de aproximadamente 2.900 metros, e notificou a polícia, que recuperou o corpo de helicóptero.

     A polícia acrescentou que acredita-se que o homem tenha sofrido um acidente na geleira em 2001 e viajava com equipamento de esqui. Dinheiro, um cartão de banco e uma carteira de motorista foram encontrados dentro de uma mochila próxima ao corpo, que a polícia identificou provisoriamente como um austríaco de 37 anos. Os resultados do DNA fornecerão uma identificação definitiva e estarão disponíveis em algumas semanas, acrescentou a polícia.

     À medida que as geleiras derretem devido às mudanças climáticas, objetos e corpos que se pensava estarem perdidos são revelados, disse a glaciologista Lindsey Nicholson, da Universidade de Innsbruck, à CNN no mês passado, depois que os restos mortais de um alpinista alemão desaparecido há 37 anos foram descobertos na Suíça.

    “As geleiras estão passando por uma tendência de longo prazo de derretimento”, disse Nicholson, acrescentando que a tendência deve continuar, com “anos de pouca neve” contribuindo para o problema. “A redução da quantidade de neve também está em parte atrelada à mudança de temperatura, porque o que acontece é que parte da precipitação que teria vindo na forma de neve, agora vem na forma de chuva. Isso não ajuda as geleiras, funciona contra elas”, acrescentou.

     Mesmo que metas climáticas ambiciosas sejam cumpridas, até metade das geleiras do mundo podem desaparecer até o final do século, de acordo com pesquisas recentes. A geleira Schlatenkees, onde o corpo mais recente foi encontrado, recuou 60 a 100 metros sem precedentes entre 2019 e 2022, segundo o Greenpeace.

    “Se continuarmos com as emissões que estamos transmitindo agora, estaremos olhando para uma região dos Alpes em grande parte degelada para as próximas gerações – e isso é muito triste”, alertou Nicholson. Tal cenário teria impactos abrangentes. As geleiras desempenham um papel vital no fornecimento de água potável para quase 2 bilhões de pessoas e também são um fator importante para o aumento do nível do mar. “Algumas regiões do mundo são muito mais dependentes das montanhas glaciais do que nós aqui – em alguns casos, elas são muito mais vulneráveis do que os Alpes”, acrescentou Nicholson.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/derretimento-de-geleira-na-austria-revela-corpode-homem-morto-ha-20-anos/?utm_source=csa-cdm&utm_content=article
Considere as seguintes afirmações acerca do período “As geleiras desempenham um papel vital no fornecimento de água potável para quase 2 bilhões de pessoas e também são um fator importante para o aumento do nível do mar.” e assinale a alternativa CORRETA:

I - As palavras de e para são preposições.
II - A palavra potável é uma paroxítona.
III - A palavra potável é um adjetivo que qualifica o substantivo água
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Terra Roxa - PR Provas: FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Advogado | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fonoaudiólogo I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Ginecologista/Obstetra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Pediatra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Veterinário I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor (Educação Infantil/Fundamental) | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Arquiteto | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Assistente Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Física | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Psicólogo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Contador | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Técnico de Informática | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Terapeuta Ocupacional | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Dentista | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Enfermeiro Padrão | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Agrônomo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Farmacêutico | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fiscal Tributário | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fisioterapeuta I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Generalista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Nutricionista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Educador Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor de Artes | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Especial |
Q3994424 Português
Derretimento de geleira na Áustria revela corpo de homem morto há 20 anos


    Um guia de montanha encontrou o corpo de um homem que se acredita ter morrido há mais de 20 anos em uma geleira na Áustria, anunciou a polícia na terça-feira (22). O guia descobriu o corpo na última sexta-feira na geleira Schlatenkees, no leste do Tirol, a uma altitude de aproximadamente 2.900 metros, e notificou a polícia, que recuperou o corpo de helicóptero.

     A polícia acrescentou que acredita-se que o homem tenha sofrido um acidente na geleira em 2001 e viajava com equipamento de esqui. Dinheiro, um cartão de banco e uma carteira de motorista foram encontrados dentro de uma mochila próxima ao corpo, que a polícia identificou provisoriamente como um austríaco de 37 anos. Os resultados do DNA fornecerão uma identificação definitiva e estarão disponíveis em algumas semanas, acrescentou a polícia.

     À medida que as geleiras derretem devido às mudanças climáticas, objetos e corpos que se pensava estarem perdidos são revelados, disse a glaciologista Lindsey Nicholson, da Universidade de Innsbruck, à CNN no mês passado, depois que os restos mortais de um alpinista alemão desaparecido há 37 anos foram descobertos na Suíça.

    “As geleiras estão passando por uma tendência de longo prazo de derretimento”, disse Nicholson, acrescentando que a tendência deve continuar, com “anos de pouca neve” contribuindo para o problema. “A redução da quantidade de neve também está em parte atrelada à mudança de temperatura, porque o que acontece é que parte da precipitação que teria vindo na forma de neve, agora vem na forma de chuva. Isso não ajuda as geleiras, funciona contra elas”, acrescentou.

     Mesmo que metas climáticas ambiciosas sejam cumpridas, até metade das geleiras do mundo podem desaparecer até o final do século, de acordo com pesquisas recentes. A geleira Schlatenkees, onde o corpo mais recente foi encontrado, recuou 60 a 100 metros sem precedentes entre 2019 e 2022, segundo o Greenpeace.

    “Se continuarmos com as emissões que estamos transmitindo agora, estaremos olhando para uma região dos Alpes em grande parte degelada para as próximas gerações – e isso é muito triste”, alertou Nicholson. Tal cenário teria impactos abrangentes. As geleiras desempenham um papel vital no fornecimento de água potável para quase 2 bilhões de pessoas e também são um fator importante para o aumento do nível do mar. “Algumas regiões do mundo são muito mais dependentes das montanhas glaciais do que nós aqui – em alguns casos, elas são muito mais vulneráveis do que os Alpes”, acrescentou Nicholson.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/derretimento-de-geleira-na-austria-revela-corpode-homem-morto-ha-20-anos/?utm_source=csa-cdm&utm_content=article
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: “Se continuarmos com as emissões que estamos transmitindo agora, estaremos olhando para uma região dos Alpes em grande parte degelada para as próximas gerações – e isso é muito triste”, alertou Nicholson.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Terra Roxa - PR Provas: FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Advogado | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fonoaudiólogo I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Ginecologista/Obstetra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Pediatra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Veterinário I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor (Educação Infantil/Fundamental) | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Arquiteto | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Assistente Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Física | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Psicólogo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Contador | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Técnico de Informática | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Terapeuta Ocupacional | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Dentista | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Enfermeiro Padrão | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Agrônomo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Farmacêutico | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fiscal Tributário | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fisioterapeuta I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Generalista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Nutricionista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Educador Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor de Artes | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Especial |
Q3994423 Português
Derretimento de geleira na Áustria revela corpo de homem morto há 20 anos


    Um guia de montanha encontrou o corpo de um homem que se acredita ter morrido há mais de 20 anos em uma geleira na Áustria, anunciou a polícia na terça-feira (22). O guia descobriu o corpo na última sexta-feira na geleira Schlatenkees, no leste do Tirol, a uma altitude de aproximadamente 2.900 metros, e notificou a polícia, que recuperou o corpo de helicóptero.

     A polícia acrescentou que acredita-se que o homem tenha sofrido um acidente na geleira em 2001 e viajava com equipamento de esqui. Dinheiro, um cartão de banco e uma carteira de motorista foram encontrados dentro de uma mochila próxima ao corpo, que a polícia identificou provisoriamente como um austríaco de 37 anos. Os resultados do DNA fornecerão uma identificação definitiva e estarão disponíveis em algumas semanas, acrescentou a polícia.

     À medida que as geleiras derretem devido às mudanças climáticas, objetos e corpos que se pensava estarem perdidos são revelados, disse a glaciologista Lindsey Nicholson, da Universidade de Innsbruck, à CNN no mês passado, depois que os restos mortais de um alpinista alemão desaparecido há 37 anos foram descobertos na Suíça.

    “As geleiras estão passando por uma tendência de longo prazo de derretimento”, disse Nicholson, acrescentando que a tendência deve continuar, com “anos de pouca neve” contribuindo para o problema. “A redução da quantidade de neve também está em parte atrelada à mudança de temperatura, porque o que acontece é que parte da precipitação que teria vindo na forma de neve, agora vem na forma de chuva. Isso não ajuda as geleiras, funciona contra elas”, acrescentou.

     Mesmo que metas climáticas ambiciosas sejam cumpridas, até metade das geleiras do mundo podem desaparecer até o final do século, de acordo com pesquisas recentes. A geleira Schlatenkees, onde o corpo mais recente foi encontrado, recuou 60 a 100 metros sem precedentes entre 2019 e 2022, segundo o Greenpeace.

    “Se continuarmos com as emissões que estamos transmitindo agora, estaremos olhando para uma região dos Alpes em grande parte degelada para as próximas gerações – e isso é muito triste”, alertou Nicholson. Tal cenário teria impactos abrangentes. As geleiras desempenham um papel vital no fornecimento de água potável para quase 2 bilhões de pessoas e também são um fator importante para o aumento do nível do mar. “Algumas regiões do mundo são muito mais dependentes das montanhas glaciais do que nós aqui – em alguns casos, elas são muito mais vulneráveis do que os Alpes”, acrescentou Nicholson.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/derretimento-de-geleira-na-austria-revela-corpode-homem-morto-ha-20-anos/?utm_source=csa-cdm&utm_content=article
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO seja proparoxítona: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Terra Roxa - PR Provas: FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Advogado | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fonoaudiólogo I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Ginecologista/Obstetra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Pediatra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Veterinário I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor (Educação Infantil/Fundamental) | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Arquiteto | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Assistente Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Física | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Psicólogo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Contador | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Técnico de Informática | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Terapeuta Ocupacional | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Dentista | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Enfermeiro Padrão | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Agrônomo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Farmacêutico | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fiscal Tributário | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fisioterapeuta I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Generalista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Nutricionista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Educador Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor de Artes | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Especial |
Q3994422 Português
Derretimento de geleira na Áustria revela corpo de homem morto há 20 anos


    Um guia de montanha encontrou o corpo de um homem que se acredita ter morrido há mais de 20 anos em uma geleira na Áustria, anunciou a polícia na terça-feira (22). O guia descobriu o corpo na última sexta-feira na geleira Schlatenkees, no leste do Tirol, a uma altitude de aproximadamente 2.900 metros, e notificou a polícia, que recuperou o corpo de helicóptero.

     A polícia acrescentou que acredita-se que o homem tenha sofrido um acidente na geleira em 2001 e viajava com equipamento de esqui. Dinheiro, um cartão de banco e uma carteira de motorista foram encontrados dentro de uma mochila próxima ao corpo, que a polícia identificou provisoriamente como um austríaco de 37 anos. Os resultados do DNA fornecerão uma identificação definitiva e estarão disponíveis em algumas semanas, acrescentou a polícia.

     À medida que as geleiras derretem devido às mudanças climáticas, objetos e corpos que se pensava estarem perdidos são revelados, disse a glaciologista Lindsey Nicholson, da Universidade de Innsbruck, à CNN no mês passado, depois que os restos mortais de um alpinista alemão desaparecido há 37 anos foram descobertos na Suíça.

    “As geleiras estão passando por uma tendência de longo prazo de derretimento”, disse Nicholson, acrescentando que a tendência deve continuar, com “anos de pouca neve” contribuindo para o problema. “A redução da quantidade de neve também está em parte atrelada à mudança de temperatura, porque o que acontece é que parte da precipitação que teria vindo na forma de neve, agora vem na forma de chuva. Isso não ajuda as geleiras, funciona contra elas”, acrescentou.

     Mesmo que metas climáticas ambiciosas sejam cumpridas, até metade das geleiras do mundo podem desaparecer até o final do século, de acordo com pesquisas recentes. A geleira Schlatenkees, onde o corpo mais recente foi encontrado, recuou 60 a 100 metros sem precedentes entre 2019 e 2022, segundo o Greenpeace.

    “Se continuarmos com as emissões que estamos transmitindo agora, estaremos olhando para uma região dos Alpes em grande parte degelada para as próximas gerações – e isso é muito triste”, alertou Nicholson. Tal cenário teria impactos abrangentes. As geleiras desempenham um papel vital no fornecimento de água potável para quase 2 bilhões de pessoas e também são um fator importante para o aumento do nível do mar. “Algumas regiões do mundo são muito mais dependentes das montanhas glaciais do que nós aqui – em alguns casos, elas são muito mais vulneráveis do que os Alpes”, acrescentou Nicholson.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/derretimento-de-geleira-na-austria-revela-corpode-homem-morto-ha-20-anos/?utm_source=csa-cdm&utm_content=article
Assinale a alternativa cuja divisão silábica da palavra esteja INCORRETA: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Terra Roxa - PR Provas: FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Advogado | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fonoaudiólogo I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Ginecologista/Obstetra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Pediatra | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Veterinário I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor (Educação Infantil/Fundamental) | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Arquiteto | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Assistente Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Física | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Psicólogo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Contador | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Técnico de Informática | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Terapeuta Ocupacional | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Dentista | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Enfermeiro Padrão | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Agrônomo | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Farmacêutico | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fiscal Tributário | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Fisioterapeuta I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Médico Generalista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Nutricionista I | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Educador Social | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor de Artes | FAU - 2026 - Prefeitura de Terra Roxa - PR - Professor Educação Especial |
Q3994421 Português
Derretimento de geleira na Áustria revela corpo de homem morto há 20 anos


    Um guia de montanha encontrou o corpo de um homem que se acredita ter morrido há mais de 20 anos em uma geleira na Áustria, anunciou a polícia na terça-feira (22). O guia descobriu o corpo na última sexta-feira na geleira Schlatenkees, no leste do Tirol, a uma altitude de aproximadamente 2.900 metros, e notificou a polícia, que recuperou o corpo de helicóptero.

     A polícia acrescentou que acredita-se que o homem tenha sofrido um acidente na geleira em 2001 e viajava com equipamento de esqui. Dinheiro, um cartão de banco e uma carteira de motorista foram encontrados dentro de uma mochila próxima ao corpo, que a polícia identificou provisoriamente como um austríaco de 37 anos. Os resultados do DNA fornecerão uma identificação definitiva e estarão disponíveis em algumas semanas, acrescentou a polícia.

     À medida que as geleiras derretem devido às mudanças climáticas, objetos e corpos que se pensava estarem perdidos são revelados, disse a glaciologista Lindsey Nicholson, da Universidade de Innsbruck, à CNN no mês passado, depois que os restos mortais de um alpinista alemão desaparecido há 37 anos foram descobertos na Suíça.

    “As geleiras estão passando por uma tendência de longo prazo de derretimento”, disse Nicholson, acrescentando que a tendência deve continuar, com “anos de pouca neve” contribuindo para o problema. “A redução da quantidade de neve também está em parte atrelada à mudança de temperatura, porque o que acontece é que parte da precipitação que teria vindo na forma de neve, agora vem na forma de chuva. Isso não ajuda as geleiras, funciona contra elas”, acrescentou.

     Mesmo que metas climáticas ambiciosas sejam cumpridas, até metade das geleiras do mundo podem desaparecer até o final do século, de acordo com pesquisas recentes. A geleira Schlatenkees, onde o corpo mais recente foi encontrado, recuou 60 a 100 metros sem precedentes entre 2019 e 2022, segundo o Greenpeace.

    “Se continuarmos com as emissões que estamos transmitindo agora, estaremos olhando para uma região dos Alpes em grande parte degelada para as próximas gerações – e isso é muito triste”, alertou Nicholson. Tal cenário teria impactos abrangentes. As geleiras desempenham um papel vital no fornecimento de água potável para quase 2 bilhões de pessoas e também são um fator importante para o aumento do nível do mar. “Algumas regiões do mundo são muito mais dependentes das montanhas glaciais do que nós aqui – em alguns casos, elas são muito mais vulneráveis do que os Alpes”, acrescentou Nicholson.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/derretimento-de-geleira-na-austria-revela-corpode-homem-morto-ha-20-anos/?utm_source=csa-cdm&utm_content=article
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3994142 Português
Assinalar a alternativa que contém uma palavra trissílaba. 
Alternativas
Q3994141 Português
Em relação à regência verbal, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Aquela professora vivia implicando comigo.
( ) Ana decidiu desobedecer os pais.
( ) É necessário aliar a responsabilidade ambiental ao crescimento econômico.
Alternativas
Q3994140 Português
Em “A harpia é um animal que não tem predadores naturais.”, a palavra destacada indica que a harpia:
Alternativas
Q3994139 Português
Considerando-se as regras de acentuação gráfica, assinalar a alternativa CORRETAMENTE acentuada que preenche a lacuna da frase no contexto dado.

A minha fruta favorita é o ____________. 
Alternativas
Q3994138 Português
Com base no uso de “acerca de” e de suas variantes, assinalar a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3994137 Português

    [Sucuri, cascavel, coral, caninana.]1 O Brasil é um país com uma grande diversidade de cobras. Sejam elas venenosas ou não, de uma mesma cor ou de cores diferentes, há muitas pessoas que temem cruzar o caminho desses répteis.

    De todas as cobras, o título de “campeã” de picadas de pessoas no Brasil pertence à jararaca (cobras do gênero Bothrops), segundo informações do Instituto Butantan, instituição de pesquisa sediada na cidade de São Paulo. No país, 69,3% dos acidentes envolvendo serpentes são de picada de jararaca — considerando só o estado de São Paulo, o número chega a 90% dos casos.

    A jararaca tem uma característica marcante chamada policromatismo: seu padrão de cor varia de cobra para cobra, abrangendo [“tons marrons escuros ou claros, verdes, acinzentados ou amarelos”]2, informa o Butantan. O animal apresenta também manchas geralmente mais escuras na lateral do corpo.

    O comprimento dos machos é de aproximadamente 1 metro, ao passo que as fêmeas chegam a 1,5 metro — o motivo é que elas precisam de espaço para abrigar os embriões, pois carregam os ovos no interior do corpo.

    Essa cobra pode ser encontrada da Bahia ao Rio Grande do Sul, normalmente em áreas de Mata Atlântica, além de regiões da Argentina e do Paraguai que fazem fronteira com o Brasil.

    O efeito do veneno da jararaca muda conforme a idade do réptil. Nos exemplares juvenis, tem ação anticoagulante. Já no caso de jararacas adultas, a ação inflamatória é mais intensa.

    Em adultos, os principais sintomas, segundo o Butantan, são dor e inchaço local, além da possibilidade de sangramento em mucosas (como gengivas). Há ainda o risco de complicações, como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.

    Para evitar ser picado, use calçados fechados, de preferência de cano alto quando for andar em meio ao mato. Ao manipular folhas, lenhas, palhas, lixo ou entulho (que podem servir de abrigo para diferentes cobras), é importante usar luvas.

    Se avistar uma jararaca na natureza, mantenha distância e não toque o animal. Em áreas urbanas e residenciais, as autoridades competentes, como Corpo de Bombeiros e serviços de controle de zoonoses, devem ser acionadas para capturar a cobra.

    O soro antiofídico é o único tratamento eficaz contra picadas de serpentes venenosas. Quanto antes for feita a aplicação, sempre com acompanhamento médico, menores são as chances de complicações.

    Somente na região das Américas, estima-se que 57 mil pessoas por ano sejam mordidas por serpentes venenosas, com uma taxa de letalidade de 0,6%. No entanto, estima-se que esses números sejam ainda subnotificados, já que muitos casos sequer são reportados às autoridades médicas. 


Fonte: National Geographic Brasil. Adaptado.

Considerando os dois trechos entre colchetes enumerados no texto, é CORRETO afirmar que a vírgula foi empregada para:
Alternativas
Q3994136 Português

    [Sucuri, cascavel, coral, caninana.]1 O Brasil é um país com uma grande diversidade de cobras. Sejam elas venenosas ou não, de uma mesma cor ou de cores diferentes, há muitas pessoas que temem cruzar o caminho desses répteis.

    De todas as cobras, o título de “campeã” de picadas de pessoas no Brasil pertence à jararaca (cobras do gênero Bothrops), segundo informações do Instituto Butantan, instituição de pesquisa sediada na cidade de São Paulo. No país, 69,3% dos acidentes envolvendo serpentes são de picada de jararaca — considerando só o estado de São Paulo, o número chega a 90% dos casos.

    A jararaca tem uma característica marcante chamada policromatismo: seu padrão de cor varia de cobra para cobra, abrangendo [“tons marrons escuros ou claros, verdes, acinzentados ou amarelos”]2, informa o Butantan. O animal apresenta também manchas geralmente mais escuras na lateral do corpo.

    O comprimento dos machos é de aproximadamente 1 metro, ao passo que as fêmeas chegam a 1,5 metro — o motivo é que elas precisam de espaço para abrigar os embriões, pois carregam os ovos no interior do corpo.

    Essa cobra pode ser encontrada da Bahia ao Rio Grande do Sul, normalmente em áreas de Mata Atlântica, além de regiões da Argentina e do Paraguai que fazem fronteira com o Brasil.

    O efeito do veneno da jararaca muda conforme a idade do réptil. Nos exemplares juvenis, tem ação anticoagulante. Já no caso de jararacas adultas, a ação inflamatória é mais intensa.

    Em adultos, os principais sintomas, segundo o Butantan, são dor e inchaço local, além da possibilidade de sangramento em mucosas (como gengivas). Há ainda o risco de complicações, como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.

    Para evitar ser picado, use calçados fechados, de preferência de cano alto quando for andar em meio ao mato. Ao manipular folhas, lenhas, palhas, lixo ou entulho (que podem servir de abrigo para diferentes cobras), é importante usar luvas.

    Se avistar uma jararaca na natureza, mantenha distância e não toque o animal. Em áreas urbanas e residenciais, as autoridades competentes, como Corpo de Bombeiros e serviços de controle de zoonoses, devem ser acionadas para capturar a cobra.

    O soro antiofídico é o único tratamento eficaz contra picadas de serpentes venenosas. Quanto antes for feita a aplicação, sempre com acompanhamento médico, menores são as chances de complicações.

    Somente na região das Américas, estima-se que 57 mil pessoas por ano sejam mordidas por serpentes venenosas, com uma taxa de letalidade de 0,6%. No entanto, estima-se que esses números sejam ainda subnotificados, já que muitos casos sequer são reportados às autoridades médicas. 


Fonte: National Geographic Brasil. Adaptado.

“Essa cobra pode ser encontrada da Bahia ao Rio Grande do Sul, normalmente em áreas de Mata Atlântica, além de regiões da Argentina e do Paraguai que fazem fronteira com o Brasil.” (5º parágrafo). O pronome sublinhado retoma: 
Alternativas
Q3994135 Português

    [Sucuri, cascavel, coral, caninana.]1 O Brasil é um país com uma grande diversidade de cobras. Sejam elas venenosas ou não, de uma mesma cor ou de cores diferentes, há muitas pessoas que temem cruzar o caminho desses répteis.

    De todas as cobras, o título de “campeã” de picadas de pessoas no Brasil pertence à jararaca (cobras do gênero Bothrops), segundo informações do Instituto Butantan, instituição de pesquisa sediada na cidade de São Paulo. No país, 69,3% dos acidentes envolvendo serpentes são de picada de jararaca — considerando só o estado de São Paulo, o número chega a 90% dos casos.

    A jararaca tem uma característica marcante chamada policromatismo: seu padrão de cor varia de cobra para cobra, abrangendo [“tons marrons escuros ou claros, verdes, acinzentados ou amarelos”]2, informa o Butantan. O animal apresenta também manchas geralmente mais escuras na lateral do corpo.

    O comprimento dos machos é de aproximadamente 1 metro, ao passo que as fêmeas chegam a 1,5 metro — o motivo é que elas precisam de espaço para abrigar os embriões, pois carregam os ovos no interior do corpo.

    Essa cobra pode ser encontrada da Bahia ao Rio Grande do Sul, normalmente em áreas de Mata Atlântica, além de regiões da Argentina e do Paraguai que fazem fronteira com o Brasil.

    O efeito do veneno da jararaca muda conforme a idade do réptil. Nos exemplares juvenis, tem ação anticoagulante. Já no caso de jararacas adultas, a ação inflamatória é mais intensa.

    Em adultos, os principais sintomas, segundo o Butantan, são dor e inchaço local, além da possibilidade de sangramento em mucosas (como gengivas). Há ainda o risco de complicações, como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.

    Para evitar ser picado, use calçados fechados, de preferência de cano alto quando for andar em meio ao mato. Ao manipular folhas, lenhas, palhas, lixo ou entulho (que podem servir de abrigo para diferentes cobras), é importante usar luvas.

    Se avistar uma jararaca na natureza, mantenha distância e não toque o animal. Em áreas urbanas e residenciais, as autoridades competentes, como Corpo de Bombeiros e serviços de controle de zoonoses, devem ser acionadas para capturar a cobra.

    O soro antiofídico é o único tratamento eficaz contra picadas de serpentes venenosas. Quanto antes for feita a aplicação, sempre com acompanhamento médico, menores são as chances de complicações.

    Somente na região das Américas, estima-se que 57 mil pessoas por ano sejam mordidas por serpentes venenosas, com uma taxa de letalidade de 0,6%. No entanto, estima-se que esses números sejam ainda subnotificados, já que muitos casos sequer são reportados às autoridades médicas. 


Fonte: National Geographic Brasil. Adaptado.

Considerando as informações do texto, sobre as características das jararacas, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Segundo o Butantan, o padrão de cor nunca varia, as jararacas são sempre de tons marrons escuros.
( ) As jararacas podem apresentar manchas mais escuras na lateral do corpo.
( ) O comprimento das fêmeas é de pelo menos 1 metro a mais que os machos, pois elas precisam abrigar os embriões dentro delas. 
Alternativas
Q3994104 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Considere o seguinte trecho adaptado do texto para responder à questão:

"A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Se a habitamos de modo apressado, nossa morada se empobrece. Por isso, não podemos esquecer de que o uso das palavras sempre decidiu o futuro da humanidade."

Com base nas normas de regência, colocação pronominal e crase, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3994103 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Com base nas ideias e nos recursos expressivos do texto, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3994102 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Analise as sentenças abaixo, adaptadas da argumentação do texto, quanto ao uso da norma padrão da língua portuguesa:

I. Muitos jovens apresentam dificuldades de interpretação, mas poucos compreendem o porquê de tal fenômeno.
II. A linguagem é a casa do ser, porque é por meio dela que o homem se humaniza e dá sentido ao mundo.
III. É preciso questionar: por que a inteligência artificial tem sido associada ao empobrecimento do vocabulário?
IV. O esforço expressivo foi delegado às máquinas sem que soubéssemos por que.

Assinale a alternativa que indica quais sentenças estão grafadas CORRETAMENTE:  
Alternativas
Q3994101 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Assinale a alternativa que identifica corretamente as funções da linguagem que estruturam o texto, considerando sua intencionalidade argumentativa e seu objeto de reflexão: 
Alternativas
Q3994100 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
Considerando a progressão textual e os mecanismos de coesão empregados, a expressão “esse dado”, no trecho “Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo...”, retoma: 
Alternativas
Q3994099 Português
UMA NOVA FORMA DE EMPOBRECIMENTO


Um fantasma ronda o ser humano: a diminuição do vocabulário


Somos atravessados pela linguagem. Ao nascer, o corpo natural chora ao se deparar com o mundo. Desde então, a emissão de sons se transforma em palavras, que são interpretadas – bem ou mal – pelos outros que convivem conosco. Nos comunicamos por essa sonorização que, entendida – ou desentendida –, vai formando um universo no qual nos orientamos em nosso estar-nomundo. Todas as espécies se comunicam, mas nenhuma delas o faz do jeito humano: pela linguagem simbólica.

Conceitos são palavras. Palavras são sons. Sons são impulsos que convencionamos usar para nomear coisas, pessoas e sentimentos. Durante muito tempo, acreditou-se que os nomes eram universais, entidades incorpóreas que descreviam, de forma fiel, a essência das coisas. Por exemplo, a palavra “mesa” definia a essência daquele objeto que utilizamos para apoiar pratos e cadernos. Porém, com a filosofia contemporânea, sabemos que os conceitos são invenções, instrumentos da criação humana, uma convenção social. Poderíamos ter escolhido qualquer outro som para definir quaisquer outros objetos.

Há uma questão filosófica de primeira grandeza por trás dessa reflexão: existem mais coisas ou palavras no mundo? Como toda pergunta, ela luta contra a ansiedade da resposta. Por isso, não tente respondê-la de imediato. As grandes perguntas nascem com o objetivo de fazer pensar e, muitas vezes, respondemos para tentar aliviar a angústia inerente a todo questionamento. É preciso se deliciar com a reflexão, pois, enquanto fazemos isso, pensamos, e realizamos esse ato por meio das palavras. Se a linguagem é responsável por enriquecer nosso universo, nos acomodando e nos incomodando, ela também pode ser uma boa referência para seu oposto: o empobrecimento humano. Não por culpa dela, claro, mas por responsabilidade dos seres falantes, que esquecem seu caráter humanizador.

Estudos recentes indicam que a chamada geração Z vive um colapso de vocabulário. Cerca de 40% dos jovens estão perdendo habilidades fundamentais de fluência comunicativa, como a competência de interpretar textos longos ou sustentar diálogos com sequência lógica, conforme nos aponta o neurocientista Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”.

Ao contrário do que muitos pensam, esse dado não aponta apenas para um declínio cognitivo, impactando somente a vida escolar. O abandono das palavras traça um horizonte bem mais perigoso: uma lenta renúncia ao universo humano. Quando desistimos da linguagem, abandonamos nós mesmos em um deserto árido, uma paisagem de escassez distópica, semelhante àquelas dos filmes que retratam o fim do mundo. Vemos coisas, destroços, escombros e não conseguimos nomeá-los, daí o sentimento de que estamos perdidos. E pior, ainda podem surgir alguns zumbis, tentando se alimentar de nosso cérebro.

É por isso que vivemos uma nova forma de empobrecimento: a pobreza linguística. Incentivados por dispositivos e aplicativos de criação de textos e imagens, vamos abdicando lentamente daquilo que nos humanizou e entregando aos algoritmos não apenas a liberdade de escolha, mas a criatividade do falar, a importância do dizer e a beleza de se expressar.

A inteligência artificial ocupa, nesse cenário, um lugar ambíguo. Ela é, ao mesmo tempo, fruto sofisticado da linguagem humana e possível catalisadora de seu empobrecimento. Alimentada por bilhões de palavras, aprende padrões, imita estilos, recompõe sentidos. Contudo, ao oferecer respostas prontas, sínteses automáticas e textos instantâneos, pode induzir à terceirização do esforço expressivo. Se antes a dificuldade de formular uma frase exigia silêncio e reflexão, agora basta um comando. Deslocamos para a máquina um exercício formativo do espírito.

Cada frase construída exige seleção, hierarquização, renúncia e invenção. Ao delegarmos sistematicamente essa tarefa, enfraquecemos a musculatura simbólica que sustenta nossa vida comum. A linguagem deixa de ser morada e fica reduzida a um serviço. O vocabulário se estreita, as imagens se repetem, os argumentos se simplificam. Pouco a pouco, o mundo também se apequena, pois só enxergamos com nitidez aquilo que sabemos nomear.

A linguagem não é apenas instrumento; ela é a possibilidade do próprio humano. Martin Heidegger a define como “casa do ser”. Se a habitamos de modo apressado, superficial ou delegado, nossa morada se empobrece.
Por isso não podemos esquecer de que o uso das palavras – para o bem ou para o mal, da diplomacia à poesia - sempre decidiu o futuro da humanidade.


(Autor: Renato de Faria. Site “Estado de Minas” – Coluna Filosofia Explicadinha. Publicado em 02/03/2026)
No trecho em que o autor recorre à imagem de um “deserto árido” povoado por “destroços” e “zumbis”, predomina a utilização de: 
Alternativas
Respostas
2641: B
2642: C
2643: E
2644: D
2645: C
2646: B
2647: C
2648: B
2649: A
2650: B
2651: A
2652: C
2653: B
2654: D
2655: B
2656: A
2657: C
2658: C
2659: C
2660: A