Questões de Concurso Comentadas sobre português

Foram encontradas 182.823 questões

Q3649067 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A visita da borboleta


Discorram meus colegas sobre assuntos graúdos, nacionais e internacionais, que hoje eu fico com as borboletas. Pela manhã, uma delas, de espécie comum, branca e pequena, entrou pela janela e veio tomar café comigo. Mais propriamente, visitar-me na hora do café. Não pousou na xícara nem nos biscoitos nem na margarina. Limitou-se a dar uns voleios em torno da mesa, e retirou-se, deixando a lembrança agradável de sua visita. Embora cordial, estava apressada. Todas as borboletas são apressadas por natureza. Vivem um momento breve e não podem perder tempo com um cronista fútil, se bem que parecesse dizer, com seus volteios: “Adoro a futilidade”.


Naturalmente, fiquei todo concho com a visita: não é qualquer cronista que recebe agrados dessa ordem. Satisfeito com a minha importância, pois até as borboletas me consideram, retomei o mau hábito de ler jornal tomando café. Então deparei com a notícia de que ia realizar-se no bairro do Grajaú uma vigília ecológica em defesa das borboletas ameaçadas de extinção. Compreendi: a visita não fora gratuita, vinha chamar-me atenção para o fato. Mesmo assim, continuei apreciando a delicadeza. O lepidóptero (permitam-me chamálo pelo seu nome livresco) era meu leitor, imaginem. [...]



O pessoal do Grajaú está certo. Vejo representado nas borboletas um interesse global da vida, que se tece de infindáveis articulações entre elementos da natureza, ligando a existência do homem a um quadro onde tudo tem sua função e, portanto, sua explicação. O fato de a borboleta encerrar beleza já seria bastante para justificá-la a nossos olhos. [...]


Como toda beleza, esta é contingente, e não adianta querer perenizá-la em forma estática, nos cruéis arranjos decorativos imaginados pelo homem visando a fins de lucro. Os objetos que  utilizam asas de borboleta são horrendos, por mais que se pretenda convencer aos turistas do contrário. Já a atividade prefixada da borboleta em proveito do equilíbrio ecológico, esta é uma noção fácil de transmitir aos meninos, na escola de primeiro grau, em vez de tolerar que eles se transformem em pequenos e, amanhã, grandes caçadores, por prazer ou negócio.


A vigília do Grajaú não tinha intenção de somente defender borboletas. Pensou também nas aves e vegetais de toda sorte, que, mesmo localizados no Parque Nacional da Tijuca, sofrem a ameaça geral contra a natureza, que é uma das características da vida de hoje. Mas a particularização em benefício das borboletas dá à gente a segurança de que a consciência ecológica vai-se acentuando e distribuindo entre nós de maneira confortadora. O tema pequeno alia-se ao grande. Por outra, não há temas pequenos, em se tratando do meio natural. Uma folha de erva rasteira resume o universo.


Meu Deus, fiz uma frase de efeito, e não sou sequer vereador com direito de fazê-las. A borboleta que me visitou não gostaria disso. Caso falasse nossa linguagem, diria coisas simples, graciosas, sem afetação. E aquela era tão simples, tão sem azuis, vermelhos e verdes para exibir. Certamente não lerá estas linhas e mais certamente ainda não existirá mais, à hora em que o jornal estiver circulando. Faz mal não. Ela deu o seu recado, eu dei o meu. Borboleta, rosa e jornal vivem horas curtas, mas renascem e documentam a permanência da vida. Outra frase? Bem, desculpem, e já vou eu, na próxima, borboleteando entre assuntos vários, neste ofício de juntar sílabas sobre o cotidiano, que é meu velho ofício. Amiga borboleta, obrigado pela visita. Volte, sem compromisso.


ANDRADE, C. D. A visita da borboleta. In: ANDRADE, C. D. O gato solteiro e outros bichos. Record, 2022, p. 189-192. Disponível em . 

Quanto à colocação pronominal nos trechos

I. “Mais propriamente, visitar-me na hora do café.”

II. “O tema pequeno alia-se ao grande.”

III. “A borboleta que me visitou não gostaria disso.”

IV. “O fato de a borboleta encerrar beleza já seria bastante para justificá-la a nossos olhos.”


é correto afirmar que:

Alternativas
Q3649066 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A visita da borboleta


Discorram meus colegas sobre assuntos graúdos, nacionais e internacionais, que hoje eu fico com as borboletas. Pela manhã, uma delas, de espécie comum, branca e pequena, entrou pela janela e veio tomar café comigo. Mais propriamente, visitar-me na hora do café. Não pousou na xícara nem nos biscoitos nem na margarina. Limitou-se a dar uns voleios em torno da mesa, e retirou-se, deixando a lembrança agradável de sua visita. Embora cordial, estava apressada. Todas as borboletas são apressadas por natureza. Vivem um momento breve e não podem perder tempo com um cronista fútil, se bem que parecesse dizer, com seus volteios: “Adoro a futilidade”.


Naturalmente, fiquei todo concho com a visita: não é qualquer cronista que recebe agrados dessa ordem. Satisfeito com a minha importância, pois até as borboletas me consideram, retomei o mau hábito de ler jornal tomando café. Então deparei com a notícia de que ia realizar-se no bairro do Grajaú uma vigília ecológica em defesa das borboletas ameaçadas de extinção. Compreendi: a visita não fora gratuita, vinha chamar-me atenção para o fato. Mesmo assim, continuei apreciando a delicadeza. O lepidóptero (permitam-me chamálo pelo seu nome livresco) era meu leitor, imaginem. [...]



O pessoal do Grajaú está certo. Vejo representado nas borboletas um interesse global da vida, que se tece de infindáveis articulações entre elementos da natureza, ligando a existência do homem a um quadro onde tudo tem sua função e, portanto, sua explicação. O fato de a borboleta encerrar beleza já seria bastante para justificá-la a nossos olhos. [...]


Como toda beleza, esta é contingente, e não adianta querer perenizá-la em forma estática, nos cruéis arranjos decorativos imaginados pelo homem visando a fins de lucro. Os objetos que  utilizam asas de borboleta são horrendos, por mais que se pretenda convencer aos turistas do contrário. Já a atividade prefixada da borboleta em proveito do equilíbrio ecológico, esta é uma noção fácil de transmitir aos meninos, na escola de primeiro grau, em vez de tolerar que eles se transformem em pequenos e, amanhã, grandes caçadores, por prazer ou negócio.


A vigília do Grajaú não tinha intenção de somente defender borboletas. Pensou também nas aves e vegetais de toda sorte, que, mesmo localizados no Parque Nacional da Tijuca, sofrem a ameaça geral contra a natureza, que é uma das características da vida de hoje. Mas a particularização em benefício das borboletas dá à gente a segurança de que a consciência ecológica vai-se acentuando e distribuindo entre nós de maneira confortadora. O tema pequeno alia-se ao grande. Por outra, não há temas pequenos, em se tratando do meio natural. Uma folha de erva rasteira resume o universo.


Meu Deus, fiz uma frase de efeito, e não sou sequer vereador com direito de fazê-las. A borboleta que me visitou não gostaria disso. Caso falasse nossa linguagem, diria coisas simples, graciosas, sem afetação. E aquela era tão simples, tão sem azuis, vermelhos e verdes para exibir. Certamente não lerá estas linhas e mais certamente ainda não existirá mais, à hora em que o jornal estiver circulando. Faz mal não. Ela deu o seu recado, eu dei o meu. Borboleta, rosa e jornal vivem horas curtas, mas renascem e documentam a permanência da vida. Outra frase? Bem, desculpem, e já vou eu, na próxima, borboleteando entre assuntos vários, neste ofício de juntar sílabas sobre o cotidiano, que é meu velho ofício. Amiga borboleta, obrigado pela visita. Volte, sem compromisso.


ANDRADE, C. D. A visita da borboleta. In: ANDRADE, C. D. O gato solteiro e outros bichos. Record, 2022, p. 189-192. Disponível em . 

A locução conjuntiva “se bem que”, em “se bem que parecesse dizer, com seus volteios: ‘Adoro a futilidade’ [...]”, exprime: 
Alternativas
Q3649065 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A visita da borboleta


Discorram meus colegas sobre assuntos graúdos, nacionais e internacionais, que hoje eu fico com as borboletas. Pela manhã, uma delas, de espécie comum, branca e pequena, entrou pela janela e veio tomar café comigo. Mais propriamente, visitar-me na hora do café. Não pousou na xícara nem nos biscoitos nem na margarina. Limitou-se a dar uns voleios em torno da mesa, e retirou-se, deixando a lembrança agradável de sua visita. Embora cordial, estava apressada. Todas as borboletas são apressadas por natureza. Vivem um momento breve e não podem perder tempo com um cronista fútil, se bem que parecesse dizer, com seus volteios: “Adoro a futilidade”.


Naturalmente, fiquei todo concho com a visita: não é qualquer cronista que recebe agrados dessa ordem. Satisfeito com a minha importância, pois até as borboletas me consideram, retomei o mau hábito de ler jornal tomando café. Então deparei com a notícia de que ia realizar-se no bairro do Grajaú uma vigília ecológica em defesa das borboletas ameaçadas de extinção. Compreendi: a visita não fora gratuita, vinha chamar-me atenção para o fato. Mesmo assim, continuei apreciando a delicadeza. O lepidóptero (permitam-me chamálo pelo seu nome livresco) era meu leitor, imaginem. [...]



O pessoal do Grajaú está certo. Vejo representado nas borboletas um interesse global da vida, que se tece de infindáveis articulações entre elementos da natureza, ligando a existência do homem a um quadro onde tudo tem sua função e, portanto, sua explicação. O fato de a borboleta encerrar beleza já seria bastante para justificá-la a nossos olhos. [...]


Como toda beleza, esta é contingente, e não adianta querer perenizá-la em forma estática, nos cruéis arranjos decorativos imaginados pelo homem visando a fins de lucro. Os objetos que  utilizam asas de borboleta são horrendos, por mais que se pretenda convencer aos turistas do contrário. Já a atividade prefixada da borboleta em proveito do equilíbrio ecológico, esta é uma noção fácil de transmitir aos meninos, na escola de primeiro grau, em vez de tolerar que eles se transformem em pequenos e, amanhã, grandes caçadores, por prazer ou negócio.


A vigília do Grajaú não tinha intenção de somente defender borboletas. Pensou também nas aves e vegetais de toda sorte, que, mesmo localizados no Parque Nacional da Tijuca, sofrem a ameaça geral contra a natureza, que é uma das características da vida de hoje. Mas a particularização em benefício das borboletas dá à gente a segurança de que a consciência ecológica vai-se acentuando e distribuindo entre nós de maneira confortadora. O tema pequeno alia-se ao grande. Por outra, não há temas pequenos, em se tratando do meio natural. Uma folha de erva rasteira resume o universo.


Meu Deus, fiz uma frase de efeito, e não sou sequer vereador com direito de fazê-las. A borboleta que me visitou não gostaria disso. Caso falasse nossa linguagem, diria coisas simples, graciosas, sem afetação. E aquela era tão simples, tão sem azuis, vermelhos e verdes para exibir. Certamente não lerá estas linhas e mais certamente ainda não existirá mais, à hora em que o jornal estiver circulando. Faz mal não. Ela deu o seu recado, eu dei o meu. Borboleta, rosa e jornal vivem horas curtas, mas renascem e documentam a permanência da vida. Outra frase? Bem, desculpem, e já vou eu, na próxima, borboleteando entre assuntos vários, neste ofício de juntar sílabas sobre o cotidiano, que é meu velho ofício. Amiga borboleta, obrigado pela visita. Volte, sem compromisso.


ANDRADE, C. D. A visita da borboleta. In: ANDRADE, C. D. O gato solteiro e outros bichos. Record, 2022, p. 189-192. Disponível em . 

Na concepção do narrador, as borboletas: 
Alternativas
Q3648781 Português

Texto para a questão.




CAMPOS, Augusto de. Viva Vaia. São Paulo Brasiliense, 1986.

O poema de Augusto de Campos enfatiza uma crítica social e estética por meio, especialmente, de figuras como
Alternativas
Q3648777 Português
Texto para a questão.


Poema tirado de uma notícia de jornal


João Gostoso era carregador de feira livre e morava

no morro da Babilônia num barracão sem número.

Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro

Bebeu

Cantou

Dançou

Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.


BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.
O texto “Poema tirado de uma notícia de jornal” traz um dialógo, predominantemente, entre as funções 
Alternativas
Q3648775 Português

Texto para a questão.



Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho. Acesso em: 15.jul.2025.

De acordo com a padronização AFI, as palavras cesta, sesta e sexta estão transcritas respectivamente, de forma correta, em:
Alternativas
Q3648774 Português

Texto para a questão.



Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho. Acesso em: 15.jul.2025.

A partir do conceito de fonética e fonologia, assinale a seguir a alternativa correta, levando em consideração os traços fonéticos intervocálicos das palavras cesta, sesta e sexta no contexto discursivo da tirinha em evidência.
Alternativas
Q3648770 Português
Texto para a questão.


Notas


    Soluços, lágrimas, casa armada, veludo preto nos portais, um homem que veio vestir o cadáver, outro que tomou a medida do caixão, caixão, essa1, tocheiros, convites, convidados que entravam, lentamente, a passo surdo, e apertavam a mão à família, alguns tristes, todos sérios e calados, padre e sacristão, rezas, aspersões d’água benta, o fechar do caixão a prego e martelo, seis pessoas que o tomam da essa2, e o levantam, e o descem a custo pela escada, não obstante os gritos, soluços e novas lágrimas da família, e vão até o coche fúnebre, e o colocam em cima e traspassam e apertam as corrêas, o rodar do coche, o rodar dos carros, um a um… Isto que parece um simples inventário, eram notas que eu havia tomado para um capítulo triste e vulgar que não escrevo.


ASSIS, M. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Disponível em: www.domíniopúblico.gov.br. Acesso em: 15.jul.2025. 
O texto literário requer do leitor procedimentos de leitura específicos para ser compreendido e interpretado. Assim sendo, a palavra “essa”, destacada no texto, indica
Alternativas
Q3648768 Português

Leia o poema a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Oswald de Andrade, Pau-Brasil. 1925.


A base, para a compreensão do poema Pronominais, de Oswald de Andrade, a partir da intencionalidade discursiva do eu lírico, é um(a) 

Alternativas
Q3648767 Português

Leia o seguinte poema:


Imagem associada para resolução da questão



Carlos Drummond de Andrade, Boitempo II. 1979.


O poema “Aula de Português”, de Carlos Drummond de Andrade, explora a dicotomia entre as variações da língua, especialmente em contextos institucionais e cotidianos. Dessa forma, esse contraste apresentado pelo eu lírico é um exemplo, primordialmente, das variações

Alternativas
Q3648765 Português

Observe a imagem abaixo:



Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/6ano/lingua-portuguesa/variedades-linguisticas-e-textos-dramaticos/3933. Acesso em: 13.jul.2025.



A diacronia refere-se ao estudo da língua ao longo do tempo, analisando suas mudanças e transformações. É uma abordagem que observa como uma língua evolui, desde suas origens até o presente, considerando as variações e influências que sofreu. Assim sendo, sobre os fenômenos fonéticos caracterizados, na imagem acima, é correto dizer que


Alternativas
Q3648764 Português
Textos para a questão.


     Era homem como os outros; outros Aquiles1 andam por aí que são da cabeça aos pés um imenso calcanhar.

Machado de Assis, Miss Dollar. 1870.


      Qual a origem da expressão “calcanhar de Aquiles”?


     A expressão foi criada para designar o ponto fraco de alguém. Segundo a lenda grega, Aquiles2, filho do rei Peleu e da deusa Tétis, tornou-se invulnerável quando, ao nascer, foi banhado pela mãe nas águas do rio Estige. Apenas o calcanhar por onde Tétis o segurou não foi molhado e continuou vulnerável.


Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/ calcanhar-de-aquiles-lenda-grega-explica-origem-do-ponto-fraco/. Acesso em: 12.jul.2025.
A repetição e a posição do termo “outros” em “Era homem como os outros; outros Aquiles [...]” configura um exemplo de
Alternativas
Q3648763 Português
Textos para a questão.


     Era homem como os outros; outros Aquiles1 andam por aí que são da cabeça aos pés um imenso calcanhar.

Machado de Assis, Miss Dollar. 1870.


      Qual a origem da expressão “calcanhar de Aquiles”?


     A expressão foi criada para designar o ponto fraco de alguém. Segundo a lenda grega, Aquiles2, filho do rei Peleu e da deusa Tétis, tornou-se invulnerável quando, ao nascer, foi banhado pela mãe nas águas do rio Estige. Apenas o calcanhar por onde Tétis o segurou não foi molhado e continuou vulnerável.


Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/ calcanhar-de-aquiles-lenda-grega-explica-origem-do-ponto-fraco/. Acesso em: 12.jul.2025.
A partir da referência ao vocábulo Aquiles, nos textos em análise, é possível afirmar que
Alternativas
Q3648760 Português
Textos para a questão.


Canção do exílio


Minha terra tem palmeiras

Onde1 canta o sabiá,

As aves que aqui gorjeiam

Não gorjeiam como lá.

Gonçalves Dias


Canto de regresso à pátria


Minha terra tem palmares

onde2 gorjeia o mar

os passarinhos daqui

não cantam como os de lá.

Oswald de Andrade


Europa, França e Bahia



Meus olhos brasileiros se fecham saudosos

Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.

Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?

Eu tão esquecido de minha terra...

Ai terra que tem palmeiras

Onde3 canta o sabiá!

Carlos Drummond de Andrade 
Sobre a relação coesiva proporcionada pelos termos demarcados em 1, 2 e 3, pode-se afirmar que 
Alternativas
Q3648759 Português
Textos para a questão.


Canção do exílio


Minha terra tem palmeiras

Onde1 canta o sabiá,

As aves que aqui gorjeiam

Não gorjeiam como lá.

Gonçalves Dias


Canto de regresso à pátria


Minha terra tem palmares

onde2 gorjeia o mar

os passarinhos daqui

não cantam como os de lá.

Oswald de Andrade


Europa, França e Bahia



Meus olhos brasileiros se fecham saudosos

Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.

Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?

Eu tão esquecido de minha terra...

Ai terra que tem palmeiras

Onde3 canta o sabiá!

Carlos Drummond de Andrade 
Os textos de Oswald de Andrade e de Carlos Drummond de Andrade dialogam com o texto original de Gonçalves Dias, exemplificando, respectivamente, um processo de
Alternativas
Q3648758 Português
Texto para a questão.


O homem é o lobo do homem


   Thomas Hobbes (1588-1679), autor do clássico Leviatã, foi o responsável por divulgar a célebre frase “O homem é o lobo do homem”, inserida no seu livro mais famoso. A frase original, no entanto, traduzida para o latim como “homo homini lupus”, pertence ao dramaturgo romano Plautus (254-184 a.C.). A oração metafórica quer dizer que o homem é um animal que ameaça a sua própria espécie. O que a máxima sublinha é a capacidade destruidora do ser humano contra os seus.


Disponível em: https://www.culturagenial.com/o-homem-e-lobo-do-homem/. Acesso em: 13.jul.2025.
Os operadores coesivos são elementos linguísticos responsáveis pelo encadeamento dos enunciados, estruturando o texto e determinando sua progressão temática e sua orientação tipológica. Dessa forma, o elemento linguístico “no entanto” traz, ao contexto discursivo em que se insere, uma coesão do tipo
Alternativas
Q3648757 Português
Texto para a questão.


O homem é o lobo do homem


   Thomas Hobbes (1588-1679), autor do clássico Leviatã, foi o responsável por divulgar a célebre frase “O homem é o lobo do homem”, inserida no seu livro mais famoso. A frase original, no entanto, traduzida para o latim como “homo homini lupus”, pertence ao dramaturgo romano Plautus (254-184 a.C.). A oração metafórica quer dizer que o homem é um animal que ameaça a sua própria espécie. O que a máxima sublinha é a capacidade destruidora do ser humano contra os seus.


Disponível em: https://www.culturagenial.com/o-homem-e-lobo-do-homem/. Acesso em: 13.jul.2025.
A célebre máxima “O homem é o lobo do homem” exemplifica uma figura de linguagem denominada de
Alternativas
Q3648756 Português
Texto para a questão.


“Agora é tarde, Inês é morta”: conheça a trágica história de amor por trás do ditado


   Essa expressão é inspirada em uma das mais bonitas e trágicas histórias de amor da Europa medieval: o amor proibido de Dom Pedro 1º (oitavo rei de Portugal) e a dama galega Inês de Castro.

    Apesar de casado, o então príncipe Pedro manteve com Inês uma relação proibida, mas nem tão secreta, que gerou quatro filhos. Depois da morte da esposa oficial, a princesa de Castela Constança Manuel, Dom Pedro passou a viver maritalmente com Inês, o que gerou um escândalo na corte.

   Com a autorização do rei Dom Afonso IV, pai do príncipe, Inês foi assassinada em janeiro de 1355. Após a morte do rei, em 1357, Dom Pedro assume o trono de Portugal, e uma das suas primeiras ações foi mandar matar os assassinos de sua amada. Pouco tempo após ser coroado, Dom Pedro convoca a nobreza, o clero e o povo para comparecer no Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra, onde Inês estava sepultada. Para o evento, Inês foi desenterrada e vestida apropriadamente com uma roupa luxuosa e uma coroa. Sentada no trono, todos os presentes foram obrigados a beijar a mão direita de Inês.

  Claro que a vontade de Dom Pedro era de que Inês de Castro estivesse viva para reinar ao lado dele, mas isso não foi possível porque "Agora é tarde, Inês é morta". Assim, foi realizada a coroação da primeira e única rainha póstuma de Portugal. Ao final da cerimônia, os restos mortais da "rainha cadáver" foram levados para o Mosteiro de Alcobaça, mesmo lugar onde foi sepultado D. Pedro, em 1367.


Disponível em https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2023/05/24/agora-ines-e-morta-conheca-a-tragica-historia-de-amor-por-tras-do-ditado. htm?cmpid=copiaecola. Acesso em 14.jul.2025. Adaptado.
Em se tratando da estrutura do período “Agora é tarde, Inês é morta”, é verdadeiro o que está descrito no item: 
Alternativas
Q3648743 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM


       A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

     Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

      Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

       Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

      Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

      Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

     A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

   Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

   Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.


MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
Em se tratando da função que desempenham nos enunciados a seguir, pode-se afirmar corretamente, sobre os termos enumerados, que:

“Mal¹ nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam [...]”

“Será que esperava demais de si mesma²?” 
Alternativas
Q3648740 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM


       A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

     Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

      Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

       Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

      Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

      Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

     A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

   Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

   Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.


MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
“Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida.”

O processo de formação da palavra busca se deu por:
Alternativas
Respostas
21521: D
21522: E
21523: B
21524: A
21525: C
21526: A
21527: D
21528: E
21529: D
21530: B
21531: A
21532: B
21533: D
21534: D
21535: B
21536: A
21537: E
21538: C
21539: D
21540: D