Questões de Concurso Sobre português
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Leia o texto abaixo para a questão:
“[…] Quando chegaram ao Igarapé, enquanto as senhoras cuidavam da roupa, Anita e suas colegas adentraram o mato à procura de flores silvestres. E nesta brincadeira demoraram algum tempo.
E ato contínuo subiu o Igarapé até a cabeceira. Ali arremedando um ritual, levantou as flores silvestres em atitude de oferenda.
— Mãe d'Água, trouxe-lhe estas flores como presente...
Dizendo isto, jogou-as no Igarapé. As flores acompanharam a correnteza, e as mocinhas - agora apenas Anita e sua irmã - seguiram-nas. Na brincadeira, correndo sempre pelo leito do Igarapé, Anita acabou caindo.
Neste trecho, a corrente um pouco mais forte obrigou Anita a se debater com as águas, até conseguir acocorar-se. As senhoras, que a tudo assistiram, mandaram que saísse imediatamente de dentro d'água.
Ao levantar-se, parou. E permaneceu estática. Olhava, sem conseguir tirar a vista, para um determinado ponto do Igarapé. Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!
[…] as senhoras chamaram a atenção das mocinhas para não brincarem da maneira que haviam feito.
— A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem.
Mas, se irritá-los, eles podem muito bem malinar. Tu, Anita, não tinhas nada que estar com aquela história de aniversário da Mãe d'Água do Igarapé. E ainda vai se pôr a dar flores, fazendo graça. Queira Deus nada te aconteça...! Aquela cobra coral com a cruz branca na cabeça bem pode ser um aviso.
[…]
Mas Anita não respondeu. Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]
(Fonte: MONTEIRO, Walcyr. A Mãe d’água do Igarapé de São Joaquim. In: Visagens e Assombrações de Belém, Belém: Editota Paka Tatu 2007)
Leia o texto abaixo para a questão:
“[…] Quando chegaram ao Igarapé, enquanto as senhoras cuidavam da roupa, Anita e suas colegas adentraram o mato à procura de flores silvestres. E nesta brincadeira demoraram algum tempo.
E ato contínuo subiu o Igarapé até a cabeceira. Ali arremedando um ritual, levantou as flores silvestres em atitude de oferenda.
— Mãe d'Água, trouxe-lhe estas flores como presente...
Dizendo isto, jogou-as no Igarapé. As flores acompanharam a correnteza, e as mocinhas - agora apenas Anita e sua irmã - seguiram-nas. Na brincadeira, correndo sempre pelo leito do Igarapé, Anita acabou caindo.
Neste trecho, a corrente um pouco mais forte obrigou Anita a se debater com as águas, até conseguir acocorar-se. As senhoras, que a tudo assistiram, mandaram que saísse imediatamente de dentro d'água.
Ao levantar-se, parou. E permaneceu estática. Olhava, sem conseguir tirar a vista, para um determinado ponto do Igarapé. Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!
[…] as senhoras chamaram a atenção das mocinhas para não brincarem da maneira que haviam feito.
— A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem.
Mas, se irritá-los, eles podem muito bem malinar. Tu, Anita, não tinhas nada que estar com aquela história de aniversário da Mãe d'Água do Igarapé. E ainda vai se pôr a dar flores, fazendo graça. Queira Deus nada te aconteça...! Aquela cobra coral com a cruz branca na cabeça bem pode ser um aviso.
[…]
Mas Anita não respondeu. Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]
(Fonte: MONTEIRO, Walcyr. A Mãe d’água do Igarapé de São Joaquim. In: Visagens e Assombrações de Belém, Belém: Editota Paka Tatu 2007)
(BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/. Acesso em: 05 de julho, 2026.)
A tirinha é um gênero textual multimodal que aborda temas cotidianos, apresenta críticas sociais e reflexões ou cria efeito cômico. Nesse sentido, na tirinha do Armandinho, o humor decorre principalmente de
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
“Sua casa ficava para trás da Serra do Mim, quase no meio de um brejo de água limpa, lugar chamado o Temor-deDeus. O Pai, pequeno sitiante, lidava com vacas e arroz; a Mãe, urucuiana, nunca tirava o terço da mão, mesmo quando matando galinhas ou passando descompostura em alguém. E ela, menininha, por nome Maria, Nhinhinha dita, nascera já muito para miúda, cabeçudota e com olhos enormes.
Não que parecesse olhar ou enxergar de propósito. Parava quieta, não queria bruxas de pano, brinquedo nenhum, sempre sentadinha onde se achasse, pouco se mexia. – “Ninguém entende muita coisa que ela fala...” – dizia o Pai, com certo espanto. Menos pela estranhez das palavras, pois só em raro ela perguntava, por exemplo: - “Ele xurugou?” – e, vai ver, quem e o quê, jamais se saberia. Mas, pelo esquisito do juízo ou enfeitado do sentido. Com riso imprevisto: - “Tatu não vê a lua...” – ela falasse. Ou referia estórias, absurdas, vagas, tudo muito curto: da abelha que se voou para uma nuvem; de uma porção de meninas e meninos sentados a uma mesa de doces, comprida, comprida, por tempo que nem se acabava; ou da precisão de se fazer lista das coisas todas que no dia por dia a gente vem perdendo. Só a pura vida.
Em geral, porém, Nhinhinha, com seus nem quatro anos, não incomodava ninguém, e não se fazia notada, a não ser pela perfeita calma, imobilidade e silêncios. Nem parecia gostar ou desgostar especialmente de coisa ou pessoa nenhuma. Botavam para ela a comida, ela continuava sentada, o prato de folha no colo, comia logo a carne ou o ovo, os torresmos, o do que fosse mais gostoso e atraente, e ia consumindo depois o resto, feijão, angu, ou arroz, abóbora, com artística lentidão. De vê-la tão perpétua e imperturbada, a gente se assustava de repente. – “Nhinhinha, que é que você está fazendo?” – perguntava-se. E ela respondia, alongada, sorrida, moduladamente: - “Eu... to-u... fa-a-zendo”. Fazia vácuos. Seria mesmo seu tanto tolinha?
Nada a intimidava. Ouvia o Pai querendo que a Mãe coasse um café forte, e comentava, se sorrindo: - “Menino pidão... Menino pidão...” Costumava também dirigir-se à Mãe desse jeito: - “Menina grande... Menina grande...” Com isso Pai e Mãe davam de zangar-se. Em vão. Nhinhinha murmurava só: - “Deixa... Deixa...” – suasibilíssima, inábil como uma flor. O mesmo dizia quando vinham chamá-la para qualquer novidade, dessas de entusiasmar adultos e crianças. Não se importava com os acontecimentos. Tranqüila, mas viçosa em saúde. Ninguém tinha real poder sobre ela, não se sabiam suas preferências. Como puni-la? E, baterlhe, não ousassem; nem havia motivo. Mas, o respeito que tinha por Mãe e Pai, parecia mais uma engraças espécie de tolerância. E Nhinhinha gostava de mim. [...]”
(Adaptado de ROSA, João Guimarães. A Menina de Lá. In: Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1962)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
“Sua casa ficava para trás da Serra do Mim, quase no meio de um brejo de água limpa, lugar chamado o Temor-deDeus. O Pai, pequeno sitiante, lidava com vacas e arroz; a Mãe, urucuiana, nunca tirava o terço da mão, mesmo quando matando galinhas ou passando descompostura em alguém. E ela, menininha, por nome Maria, Nhinhinha dita, nascera já muito para miúda, cabeçudota e com olhos enormes.
Não que parecesse olhar ou enxergar de propósito. Parava quieta, não queria bruxas de pano, brinquedo nenhum, sempre sentadinha onde se achasse, pouco se mexia. – “Ninguém entende muita coisa que ela fala...” – dizia o Pai, com certo espanto. Menos pela estranhez das palavras, pois só em raro ela perguntava, por exemplo: - “Ele xurugou?” – e, vai ver, quem e o quê, jamais se saberia. Mas, pelo esquisito do juízo ou enfeitado do sentido. Com riso imprevisto: - “Tatu não vê a lua...” – ela falasse. Ou referia estórias, absurdas, vagas, tudo muito curto: da abelha que se voou para uma nuvem; de uma porção de meninas e meninos sentados a uma mesa de doces, comprida, comprida, por tempo que nem se acabava; ou da precisão de se fazer lista das coisas todas que no dia por dia a gente vem perdendo. Só a pura vida.
Em geral, porém, Nhinhinha, com seus nem quatro anos, não incomodava ninguém, e não se fazia notada, a não ser pela perfeita calma, imobilidade e silêncios. Nem parecia gostar ou desgostar especialmente de coisa ou pessoa nenhuma. Botavam para ela a comida, ela continuava sentada, o prato de folha no colo, comia logo a carne ou o ovo, os torresmos, o do que fosse mais gostoso e atraente, e ia consumindo depois o resto, feijão, angu, ou arroz, abóbora, com artística lentidão. De vê-la tão perpétua e imperturbada, a gente se assustava de repente. – “Nhinhinha, que é que você está fazendo?” – perguntava-se. E ela respondia, alongada, sorrida, moduladamente: - “Eu... to-u... fa-a-zendo”. Fazia vácuos. Seria mesmo seu tanto tolinha?
Nada a intimidava. Ouvia o Pai querendo que a Mãe coasse um café forte, e comentava, se sorrindo: - “Menino pidão... Menino pidão...” Costumava também dirigir-se à Mãe desse jeito: - “Menina grande... Menina grande...” Com isso Pai e Mãe davam de zangar-se. Em vão. Nhinhinha murmurava só: - “Deixa... Deixa...” – suasibilíssima, inábil como uma flor. O mesmo dizia quando vinham chamá-la para qualquer novidade, dessas de entusiasmar adultos e crianças. Não se importava com os acontecimentos. Tranqüila, mas viçosa em saúde. Ninguém tinha real poder sobre ela, não se sabiam suas preferências. Como puni-la? E, baterlhe, não ousassem; nem havia motivo. Mas, o respeito que tinha por Mãe e Pai, parecia mais uma engraças espécie de tolerância. E Nhinhinha gostava de mim. [...]”
(Adaptado de ROSA, João Guimarães. A Menina de Lá. In: Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1962)
I. O fragmento caracteriza os pais de Ninhinha a partir da descrição dos seus modos de vida, trabalho e costume religioso.
II. Há ênfase apenas na descrição dos atributos físicos do pai da personagem.
III. A menção a viver com terço na mão caracteriza a mãe de Ninhinha como uma personagem cuja religiosidade não está integrada ao cotidiano.
IV. A caracterização do espaço evidencia que a família vive em um ambiente rural e isolado, típico da vida sertaneja.
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
“Sua casa ficava para trás da Serra do Mim, quase no meio de um brejo de água limpa, lugar chamado o Temor-deDeus. O Pai, pequeno sitiante, lidava com vacas e arroz; a Mãe, urucuiana, nunca tirava o terço da mão, mesmo quando matando galinhas ou passando descompostura em alguém. E ela, menininha, por nome Maria, Nhinhinha dita, nascera já muito para miúda, cabeçudota e com olhos enormes.
Não que parecesse olhar ou enxergar de propósito. Parava quieta, não queria bruxas de pano, brinquedo nenhum, sempre sentadinha onde se achasse, pouco se mexia. – “Ninguém entende muita coisa que ela fala...” – dizia o Pai, com certo espanto. Menos pela estranhez das palavras, pois só em raro ela perguntava, por exemplo: - “Ele xurugou?” – e, vai ver, quem e o quê, jamais se saberia. Mas, pelo esquisito do juízo ou enfeitado do sentido. Com riso imprevisto: - “Tatu não vê a lua...” – ela falasse. Ou referia estórias, absurdas, vagas, tudo muito curto: da abelha que se voou para uma nuvem; de uma porção de meninas e meninos sentados a uma mesa de doces, comprida, comprida, por tempo que nem se acabava; ou da precisão de se fazer lista das coisas todas que no dia por dia a gente vem perdendo. Só a pura vida.
Em geral, porém, Nhinhinha, com seus nem quatro anos, não incomodava ninguém, e não se fazia notada, a não ser pela perfeita calma, imobilidade e silêncios. Nem parecia gostar ou desgostar especialmente de coisa ou pessoa nenhuma. Botavam para ela a comida, ela continuava sentada, o prato de folha no colo, comia logo a carne ou o ovo, os torresmos, o do que fosse mais gostoso e atraente, e ia consumindo depois o resto, feijão, angu, ou arroz, abóbora, com artística lentidão. De vê-la tão perpétua e imperturbada, a gente se assustava de repente. – “Nhinhinha, que é que você está fazendo?” – perguntava-se. E ela respondia, alongada, sorrida, moduladamente: - “Eu... to-u... fa-a-zendo”. Fazia vácuos. Seria mesmo seu tanto tolinha?
Nada a intimidava. Ouvia o Pai querendo que a Mãe coasse um café forte, e comentava, se sorrindo: - “Menino pidão... Menino pidão...” Costumava também dirigir-se à Mãe desse jeito: - “Menina grande... Menina grande...” Com isso Pai e Mãe davam de zangar-se. Em vão. Nhinhinha murmurava só: - “Deixa... Deixa...” – suasibilíssima, inábil como uma flor. O mesmo dizia quando vinham chamá-la para qualquer novidade, dessas de entusiasmar adultos e crianças. Não se importava com os acontecimentos. Tranqüila, mas viçosa em saúde. Ninguém tinha real poder sobre ela, não se sabiam suas preferências. Como puni-la? E, baterlhe, não ousassem; nem havia motivo. Mas, o respeito que tinha por Mãe e Pai, parecia mais uma engraças espécie de tolerância. E Nhinhinha gostava de mim. [...]”
(Adaptado de ROSA, João Guimarães. A Menina de Lá. In: Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1962)
Em uma comunicação interna, registrou-se:
I. A chefia decidiu ratificar a orientação anteriormente transmitida.
II. O servidor precisou retificar um dado incorreto no formulário.
Considerando o sentido das palavras destacadas, é correto afirmar que:
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Observe: “Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada.”
Analise as afirmativas.
I. “Pouco depois” situa o acontecimento no tempo.
II. “Que” retoma “a senhora” e liga informações no período.
III. “As”, em “as horas”, funciona como artigo definido.
IV. “Observava” indica ação já concluída e pontual.
Assinale a alternativa CORRETA:
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
No trecho “Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída”, os verbos destacados contribuem para a construção da ideia final do texto.
Assinale a alternativa INCORRETA:
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Leia o texto e responda às questões:
O TEMPO QUE A FILA NÃO MEDE
Naquela segunda-feira, a pequena sala de atendimento parecia menor do que de costume. Havia gente em pé, duas crianças inquietas e uma senhora que consultava o relógio a cada poucos minutos. Atrás do balcão, Clara organizava documentos enquanto explicava, pela terceira vez, que o sistema estava mais lento naquela manhã.
Um homem, já impaciente, aproximou-se e perguntou:
— Vai demorar muito?
Clara poderia ter respondido apenas que não sabia. Em vez disso, verificou a situação e explicou que três atendimentos ainda seriam concluídos antes do dele. A informação não tornou o relógio mais rápido, mas mudou alguma coisa: o homem agradeceu e voltou a sentar-se. Pouco depois, a senhora que observava as horas foi chamada. Ao chegar ao balcão, descobriu que havia esquecido um documento necessário. Procurou na bolsa, tornou a procurar e, sem encontrá-lo, suspirou:
— Perdi a manhã.
Clara examinou os documentos apresentados e percebeu que o comprovante também poderia ser enviado posteriormente por meio eletrônico. Orientou a senhora sobre o procedimento e deu continuidade ao atendimento.
Ao sair, ela sorriu:
— Então não perdi a manhã inteira.
A fila continuava praticamente do mesmo tamanho. O sistema continuava lento. O relógio, naturalmente, não havia mudado seu ritmo. Ainda assim, o ambiente parecia menos pesado. Talvez uma espera não seja feita apenas de minutos. Há atrasos que aumentam quando ninguém sabe o que está acontecendo e problemas que diminuem quando alguém encontra uma saída. O tempo marcado pelo relógio pode ser igual para todos; o modo como ele é vivido, não.
Fonte: texto autoral, elaborado exclusivamente para esta prova.
Em uma atividade de análise sintática de orações, um aluno examinou o período a seguir:
“Embora muitos professores reconheçam que a avaliação formativa é essencial para a aprendizagem dos alunos, ainda há escolas em que se privilegiam atividades avaliativas focadas apenas na nota, sob uma abordagem punitiva e classificatória”.
Na compreensão do estudante, trata-se de um período composto por subordinação em que:
- A oração “Embora muitos professores reconheçam” é uma subordinada adverbial concessiva, pois apresenta um fato que poderia levar a uma conclusão diferente da apresentada na oração principal;
- A oração “que a avaliação formativa é essencial para a aprendizagem dos alunos” é classificada como subordinada substantiva objetiva direta, porque completa o sentido do verbo “reconheçam” e especifica aquilo que os professores percebem;
- A oração “ainda há escolas” é coordenada sindética adversativa, pois o “ainda” estabelece oposição à ideia da primeira oração;
- A oração “em que se privilegiam atividades avaliativas” é a principal, visto que apresenta o núcleo da informação;
- A oração “focadas apenas na nota” é uma subordinada adjetiva restritiva reduzida de particípio, que delimita as atividades privilegiadas.
Assinale a alternativa que apresenta a resposta docente adequada quanto à classificação das orações na análise do aluno.
Para a questão, analise a situação-problema abaixo:
Em uma noite, Maria, estudante de Letras, estava estudando Morfologia do português em sua cama. Depois de um tempo, ela adormeceu e teve um sonho interessante. Sonhou que estava em uma feira de invenções de objetos domésticos e lá encontrava produtos com nomes diferentes:
- desalisador: produto para enrolar o cabelo;
- cheirina: produto que deixa a casa cheirosa;
- desamassador: aparelho que desamassa roupas;
- antirrespingador: aparelho que impede respingos no fogão;
- frescador: aparelho que deixa o ambiente bem fresco;
- ensonador: aparelho que ajuda a pessoa a dormir.
Maria achou os vocábulos estranhos, mas conseguiu compreender todos os significados devido à estrutura das palavras.