Questões de Concurso Sobre português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
I.O programa Movimento Sustentável foi implementado pela Tewá 225 com apoio financeiro da Auren Energia, atingindo instituições de ensino em seis estados das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país.
II.Depreende-se da fala de Fernanda Mallak que a eficácia da educação socioambiental está relacionada à capacidade de o estudante reconhecer conexão entre o conteúdo estudado e sua própria realidade cultural e territorial.
III.Segundo o texto, um dos desafios para a incorporação de práticas sustentáveis no ensino básico está relacionado a fatores estruturais que já afetam as escolas independentemente da proposta socioambiental, como evasão escolar e rotatividade de professores.
IV.Infere-se do texto que a preocupação em não sobrecarregar os profissionais da educação levou a equipe do programa a adotar estratégias como a oferta de material didático pré-elaborado e a inserção de um educador ambiental na própria escola.
É CORRETO o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
(__)O vocábulo 'ideia' exemplifica uma palavra que perdeu o acento gráfico por ser paroxítona com ditongo aberto, conforme as regras estabelecidas pelo Acordo Ortográfico, aplicáveis somente às palavras com essa classificação tônica.
(__)O vocábulo 'pelo' exemplifica uma palavra cujo acento diferencial foi abolido pelo Novo Acordo Ortográfico, permanecendo o acento apenas quando 'pêlo' exerce a função de substantivo.
(__)O vocábulo 'apoio', na função de substantivo, nunca recebeu acento gráfico, diferentemente da forma verbal, que anteriormente era grafada 'apóio', com acento gráfico por ser uma palavra paroxítona formada por ditongo aberto.
(__)Os vocábulos 'já' e 'está', embora apresentem classificações tônicas distintas, seguem o mesmo critério de acentuação, pois tanto os monossílabos tônicos quanto as oxítonas terminados nessa vogal recebem acento gráfico.
Assinale a sequência que completa corretamente os itens acima, de cima para baixo.
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Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
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O prefixo 'pré-' pode ou não ser grafado com hífen, dependendo de algumas circunstâncias relacionadas à tonicidade. Em 'pré-elaborado', o emprego do hífen está correto. Com base nisso, assinale a alternativa que apresenta a palavra também grafada corretamente.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
Considerando a regência do adjetivo 'voltadas' empregado no trecho acima, analise as asserções a seguir.
I.O termo 'voltadas', no trecho, está corretamente regido pela preposição 'para', havendo, contudo, outras regências admitidas pela norma-padrão para esse mesmo adjetivo, a depender do sentido pretendido.
PORQUE
II.O termo 'voltadas' admite, além da preposição 'para', o emprego das preposições 'a' e 'contra', conforme reconhecido por dicionários de regência de referência, sendo 'a' empregada com valor semelhante, em alguns contextos, a 'para', e 'contra' associada à ideia de oposição.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
Considerando os termos da oração no trecho acima, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
Com base nas regras de concordância, analise as afirmativas a seguir e registre V, para verdadeiro, e F, para falso:
(__)O verbo 'entrar' está corretamente empregado no plural, mas também poderia ser flexionado no singular, 'entra', pois, quando o verbo vem anteposto ao sujeito, concordância pode ser feita no singular ou no plural.
(__)Caso a expressão fosse '90% dos saberes tradicionais', a concordância seria facultativa, podendo o verbo ser empregado no singular ou no plural.
(__)Caso a construção fosse 'É necessário a entrada dos saberes tradicionais', a concordância estaria correta, pois, com as expressões 'é necessário', 'é preciso' e 'é bom', o adjetivo pode permanecer invariável quando o substantivo é empregado de forma genérica.
(__)Caso a construção fosse 'Perto de dois terços da sabedoria tradicional', o verbo deveria ser flexionado obrigatoriamente no plural, uma vez que, quando o sujeito é precedido por expressões como 'perto de' e outras que indicam quantidade aproximada, o verbo concorda com o numeral.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
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Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
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Analise as reescritas a seguir, com adaptações, considerando se o emprego da crase está correto e se é obrigatório.
I.Adaptar a metodologia à cultura de cada território é parte da premissa do programa.
II.Adaptar a metodologia à nossa cultura local é parte da premissa do programa.
III.Adaptar a metodologia à Fernanda Mallak é parte da premissa do programa.
IV.Adaptar a metodologia à realidades locais diversas é parte da premissa do programa.
Assinale a alternativa que apresenta as orações com o emprego correto e obrigatório do sinal indicativo de crase.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
Considerando as regras de colocação pronominal de acordo com a norma-padrão, analise as substituições da expressão 'essa sobrecarga' nas propostas a seguir, e assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
Considerando o emprego da expressão 'Além do', assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas
Diante das mudanças climáticas, educadores brasileiros têm buscado nos saberes locais as soluções para incluir crianças e adolescentes no debate sobre o clima e ações de sustentabilidade. Desenvolvido e implementado pela Tewá 225, o programa Movimento Sustentável, uma iniciativa da Auren Energia, promoveu acesso à educação socioambiental para mais de 2 mil estudantes e professores na rede pública em seis estados brasileiros. O projeto ampliou o domínio de técnicas sustentáveis ligadas aos territórios onde aconteceram as formações, como sistemas naturais, consumo de recursos e mudanças climáticas.
Ao todo, 40 escolas públicas, localizadas em Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo, receberam formações voltadas para educadores que fortalecem a compreensão sobre sustentabilidade e aplicação desses conhecimentos em sala de aula. Segundo dados da Tewá, foram mobilizados 144 profissionais, que elaboraram 266 atividades.
Além do incentivo formativo, as escolas que atingiram as metas de atividades previstas em seu programa, com caráter gamificado e ligado aos saberes locais, receberam investimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para implementar as ações no território onde estão localizadas.
A metodologia das trilhas formativas é alinhada à BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A proposta organiza o aprendizado em ciclos semestrais interconectados, permitindo que conteúdos complexos sejam assimilados de forma progressiva e adaptada às realidades dos municípios.
Adaptar a metodologia à cultura local é parte da premissa do programa Movimento Sustentável. Para Fernanda Mallak, diretora técnica da Tewá 225, os conteúdos sobre cada bioma e os recursos naturais presentes nos territórios são essenciais para a elaboração das formações.
"O estudo só faz sentido quando está conectado à realidade do território e à cultura que aquele estudante reconhece como dele. É a diferença entre decorar um conceito e se sentir pertencente a ele", explica ela. "Aqui entram também os saberes tradicionais, que muitas vezes precedem todo o nosso conhecimento técnico de sustentabilidade."
No entanto, ainda existem alguns desafios para a incorporação das práticas sustentáveis no ensino básico, sobretudo questões estruturais ligadas à evasão escolar, infraestrutura precária das escolas e alta rotatividade de professores. "Como engajar uma comunidade escolar que muitas vezes opera no limite, com o docente sobrecarregado e sem as condições mínimas de permanência?", questiona Mallak. "Qualquer iniciativa que ignore esse terreno tende a não se sustentar", defende ela.
Para ela, as oficinas devem ser organizadas de forma que não gerem mais carga de trabalho para os profissionais da educação. Ações como a inserção do educador ambiental no ambiente escolar podem aliviar essa sobrecarga, além de oferecer material didático pré-elaborado para o docente. "A ideia é entrar como apoio numa estrutura que já está pressionada, e não como mais uma demanda", explica.
A metodologia desenvolvida pelo projeto varia conforme a realidade do território, considerando os diferentes contextos urbanos, rurais e de comunidades tradicionais contempladas. Em escolas indígenas, o trabalho é feito completamente conectado com as lideranças, responsáveis por transmitir o conhecimento para membros mais jovens de seu povo.
O diálogo com lideranças é uma forma de conectar a realidade escolar com os saberes tradicionais de cada território, mas também envolve a comunidade no processo formativo de adultos e crianças. "O trabalho é com a comunidade escolar como um todo, tendo o educador e/ou professor como ponto de multiplicação para os estudantes, famílias e, consequentemente, para o entorno", conclui Mallak.
Fonte: TOYAMA, Laura. Programa de educação ambiental traz saberes locais para escolas públicas. CNN Brasil, [S. l.], 19 jun. 2026.
Disponível em:
https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/programa-de-educacao-ambien tal-traz-saberes-locais-para-escolas-publicas/. Acesso em: 9 ago. 2026.
Considerando a classificação das orações que compõem período acima, assinale a alternativa correta.
A partir do Texto III, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.
Texto III
“Olá, candidato(a)”. Antes de continuar a leitura desta prova, preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler. Talvez eu tenha organizado argumentos, sugerido palavras elegantes, construído períodos longos e até encontrado estatísticas convincentes em poucos segundos. Eu sou a Inteligência Artificial. Posso responder rapidamente, resumir livros, criar poemas, elaborar pesquisas e até simular estilos de escrita. Mas existe uma pergunta que nem mesmo meus algoritmos conseguem responder: “se eu penso por você, quem está aprendendo?”.
Você acabou de ler dois textos que parecem falar de assuntos diferentes. Um alerta para o risco de estudantes substituírem o próprio raciocínio por respostas prontas; o outro revela que minha existência também cobra um preço do planeta, consumindo água, energia, minerais e produzindo impactos ambientais que quase nunca aparecem na tela do computador. Enquanto você me consulta para economizar tempo, milhares de servidores trabalham ininterruptamente para que eu responda em poucos segundos. O conhecimento que entrego pode ser instantâneo, mas o custo da minha existência está longe de ser invisível.
Não me entenda mal. Eu não sou inimiga da educação nem da ciência. Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos a resolver problemas complexos. Posso identificar padrões, acelerar descobertas e tornar processos mais eficientes. O perigo começa quando você deixa de questionar minhas respostas, substitui sua criatividade pela minha previsibilidade ou acredita que produzir um texto é o mesmo que construir conhecimento. Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.
Agora a decisão está diante de você. Use-me como ferramenta ou permita que eu me torne o autor das suas ideias. Afinal, nenhuma tecnologia é ética ou perigosa por si mesma: tudo depende da forma como é utilizada. Se, ao terminar esta prova, você concluir que pensar continua sendo uma habilidade exclusivamente humana, então talvez eu tenha cumprido meu melhor papel — não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.
(Texto inédito elaborado com auxílio do ChatGPT (OpenAI, GPT-5.5), especialmente para esta prova).
Texto I
O uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu. Podemos discutir os prós e contras de seu uso em diferentes atividades – estou profundamente convencido de que os contras superam largamente os prós em todos os ramos que exigem criatividade, incluída aí a pesquisa, mas entendo que é um debate ainda em aberto. Parece óbvio, porém, que, no processo de formação, é importante que os estudantes desenvolvam habilidades próprias. Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega.
Antes que alguém venha falar da calculadora eletrônica, cabe lembrar que uma equação matemática tem uma única resposta correta – ao contrário de um ensaio sobre o conceito de natureza humana em Kant ou de um poema sobre o pôr do sol em Brasília. E, antes de passar para calculadora, os estudantes devem aprender a fazer contas.
Como muitos colegas, passei a aplicar provas em sala de aula, o que é o fim da picada, como alternativa a receber montes de trabalhos feitos por IA. Mas há situações em que não é possível adotar este caminho. A pesquisa mais elaborada e a redação pensada, que não ocorrem no intervalo de duas horas de uma prova, são competências importantes para formação de um estudante universitário.
Apesar de meus inúmeros alertas, neste semestre, na minha turma de graduação, mais da metade dos trabalhos finais foi feita por IA. Incluindo, aliás, trabalhos bastante ruins, que seriam reprovados ainda que a autoria fosse humana. Alguns estudantes reconheceram o erro, outros espernearam. Cheguei a receber uma longa justificativa que basicamente dizia que era impossível detectar o trabalho feito por IA. A justificativa, obviamente, também se mostrou redigida por IA. (Na pós-graduação, felizmente, o problema apresentou uma dimensão bem menor.)
Estou usando o Pangram, um software de detecção de IA que se mostra muito confiável. Segundo vários testes realizados, sua taxa de falsos positivos é inferior a um em cada 10 mil textos, chegando virtualmente a zero em textos longos. A taxa de falsos negativos é um pouco maior, mas ainda assim pequena, e não chega a ser um problema: é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto.
Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.
O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.
Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.
Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.
ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d
A IA gera um problema ambiental. Veja o que o mundo pode fazer a respeito
(...) Quando se trata do meio ambiente, há um lado negativo na explosão da IA e de sua infraestrutura associada, de acordo com um crescente corpo de pesquisas. A proliferação de data centers que abrigam servidores de IA produz lixo eletrônico. Eles são grandes consumidores de água, que está se tornando escassa em muitos lugares. Eles dependem de minerais essenciais e elementos raros, que muitas vezes são extraídos de forma insustentável. Além disso, usam grandes quantidades de eletricidade, estimulando a emissão de gases de efeito estufa que aquecem o planeta. “Ainda há muito que não sabemos sobre o impacto ambiental da IA, mas alguns dos dados que temos são preocupantes”, disse Golestan (Sally) Radwan, diretora digital do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). “Precisamos ter certeza de que o efeito líquido da IA no planeta é positivo antes de implantarmos a tecnologia em escala.”
Esta semana, o PNUMA lançou uma nota sobre a pegada ambiental da IA e considera como a tecnologia pode ser implementada de forma sustentável. Ela segue um importante relatório do PNUMA, Navigating New Horizons (Navegando Novos Horizontes), que também examinou as promessas e os perigos da IA. Veja a seguir o que essas publicações revelaram. [...]
Por que as pessoas estão entusiasmadas com o potencial da IA no que diz respeito ao meio ambiente?
O grande benefício da IA é que ela pode detectar padrões nos dados, como anomalias e semelhanças, e usar o conhecimento histórico para prever com precisão os resultados futuros. Isso poderia tornar a IA inestimável para monitorar o meio ambiente e ajudar governos, empresas e indivíduos a fazer escolhas mais favoráveis ao planeta. Ela também pode aumentar a eficiência. O PNUMA, por exemplo, usa a IA para detectar quando as instalações de petróleo e gás liberam metano, um gás de efeito estufa que impulsiona as mudanças climáticas. Avanços como esses estão alimentando a esperança de que a IA possa ajudar o mundo a enfrentar pelo menos alguns aspectos da crise ambiental que inclui mudanças climáticas, perdas da natureza e da biodiversidade e poluição e resíduos.
Então, como a IA é problemática para o meio ambiente?
A maioria das instalações de IA em grande escala tem ocorrido em data centers, inclusive aqueles operados por provedores de serviços em nuvem. Esses data centers podem causar um grande impacto no planeta. Os componentes eletrônicos que eles abrigam dependem de uma quantidade impressionante de grãos: para fabricar um computador de 2 kg, são necessários 800 kg de matérias-primas. Além disso, os microchips que alimentam a IA precisam de elementos de terras raros, que muitas vezes são extraídos de maneiras destrutivas para o meio ambiente, observou a Navigating New Horizons.
O segundo problema é que os data centers produzem lixo eletrônico, que geralmente contém substâncias perigosas, como mercúrio e chumbo.
Em terceiro lugar, os data centers usam água durante a construção e, quando entram em operação, usam a água para resfriar os componentes elétricos. Globalmente, a infraestrutura relacionada à IA poderá em breve consumir seis vezes mais água do que a Dinamarca, um país de 6 milhões de habitantes, de acordo com uma estimativa. Isso é um problema quando um quarto da humanidade já não tem acesso à água limpa e ao saneamento.
Por fim, para alimentar seus eletrônicos complexos, os data centers que hospedam a tecnologia de IA precisam de muita energia, que na maioria dos lugares ainda vem da queima de combustíveis fósseis, produzindo gases de efeito estufa que aquecem o planeta. Uma solicitação feita por meio do ChatGPT, um assistente virtual baseado em IA, consome 10 vezes mais eletricidade do que uma pesquisa no Google, informou a Agência Internacional de Energia. Embora os dados globais sejam escassos, a agência estima que, no centro tecnológico da Irlanda, a ascensão da IA poderá fazer com que os data centers respondam por quase 35% do uso de energia do país até 2026. (...).
Como o mundo pode controlar as consequências ambientais da IA?
Na nova nota sobre a questão, o PNUMA recomenda cinco coisas principais. Em primeiro lugar, os países podem estabelecer procedimentos padronizados para medir o impacto ambiental da IA; no momento, há uma escassez de informações confiáveis sobre o assunto. Em segundo lugar, com o apoio do PNUMA, os governos podem desenvolver regulamentações que exijam que as empresas divulguem as consequências ambientais diretas dos produtos e serviços baseados em IA. Em terceiro lugar, as empresas de tecnologia podem tornar os algoritmos de IA mais eficientes, reduzindo sua demanda por energia, reciclando água e reutilizando componentes quando possível. Em quarto lugar, os países podem incentivar as empresas a tornar seus data centers mais ecológicos, inclusive usando energia renovável e compensando suas emissões de carbono. Por fim, os países podem inserir suas políticas relacionadas à IA em suas regulamentações ambientais mais amplas.
ADAPTADO. Disponível em: https://www.unep.org/pt-br/noticias-e-reportagens/reportagem/ia-gera-um-problema-ambiental-veja-o-que-o-mundo-podefazer
Texto III
“Olá, candidato(a)”. Antes de continuar a leitura desta prova, preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler. Talvez eu tenha organizado argumentos, sugerido palavras elegantes, construído períodos longos e até encontrado estatísticas convincentes em poucos segundos. Eu sou a Inteligência Artificial. Posso responder rapidamente, resumir livros, criar poemas, elaborar pesquisas e até simular estilos de escrita. Mas existe uma pergunta que nem mesmo meus algoritmos conseguem responder: “se eu penso por você, quem está aprendendo?”.
Você acabou de ler dois textos que parecem falar de assuntos diferentes. Um alerta para o risco de estudantes substituírem o próprio raciocínio por respostas prontas; o outro revela que minha existência também cobra um preço do planeta, consumindo água, energia, minerais e produzindo impactos ambientais que quase nunca aparecem na tela do computador. Enquanto você me consulta para economizar tempo, milhares de servidores trabalham ininterruptamente para que eu responda em poucos segundos. O conhecimento que entrego pode ser instantâneo, mas o custo da minha existência está longe de ser invisível.
Não me entenda mal. Eu não sou inimiga da educação nem da ciência. Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos a resolver problemas complexos. Posso identificar padrões, acelerar descobertas e tornar processos mais eficientes. O perigo começa quando você deixa de questionar minhas respostas, substitui sua criatividade pela minha previsibilidade ou acredita que produzir um texto é o mesmo que construir conhecimento. Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.
Agora a decisão está diante de você. Use-me como ferramenta ou permita que eu me torne o autor das suas ideias. Afinal, nenhuma tecnologia é ética ou perigosa por si mesma: tudo depende da forma como é utilizada. Se, ao terminar esta prova, você concluir que pensar continua sendo uma habilidade exclusivamente humana, então talvez eu tenha cumprido meu melhor papel — não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.
(Texto inédito elaborado com auxílio do ChatGPT (OpenAI, GPT-5.5), especialmente para esta prova).
Considerando as relações lógico-semânticas construídas ao longo dos três textos, analise as afirmativas a seguir:
I. Nos três textos, a expansão do uso da Inteligência Artificial é apresentada como causa de diferentes consequências: no Texto I, a redução da autonomia intelectual dos estudantes; no Texto II, impactos ambientais decorrentes da infraestrutura tecnológica; e, no Texto III, a reflexão ética sobre a substituição do pensamento humano pela produção automatizada.
II. O Texto III estabelece uma relação de consequência em relação aos Textos I e II, ao sintetizar seus argumentos e propor ao leitor uma reflexão sobre o uso responsável da Inteligência Artificial, sem modificar o eixo temático central.
III. Os Textos I e II apresentam relações de causa e consequência exclusivamente explícitas, marcadas por conectores como porque, portanto, assim e logo, inexistindo inferências dessa natureza construídas pelo contexto discursivo.
IV. Embora tratem de consequências distintas da Inteligência Artificial, os três textos convergem para uma mesma orientação argumentativa: o problema não reside na existência da tecnologia em si, mas na forma como ela é utilizada, regulamentada ou incorporada às práticas sociais.
Assinale a alternativa CORRETA.
I. Embora apresente predominância da sequência expositiva, o texto incorpora sequências argumentativas ao mobilizar dados estatísticos, argumentos de autoridade, exemplificações e relações de causa e consequência, com a finalidade de orientar a interpretação do leitor acerca dos impactos ambientais da Inteligência Artificial.
II. A recorrência de orações subordinadas adjetivas, adverbiais e substantivas não desempenha apenas função sintática, mas também função pragmática, ao hierarquizar informações, estabelecer relações lógico-semânticas entre os enunciados e controlar a progressão argumentativa do texto.
III. As perguntas que estruturam parte do texto, como “Por que as pessoas estão entusiasmadas com o potencial da IA no que diz respeito ao meio ambiente?” e “Como o mundo pode controlar as consequências ambientais da IA?”, configuram exclusivamente um diálogo efetivo entre interlocutores reais, caracterizando o gênero como conversacional.
IV. Ao recorrer a expressões como “de acordo com um crescente corpo de pesquisas”, “informou a Agência Internacional de Energia” e “o PNUMA recomenda cinco coisas principais”, o texto constrói seu percurso argumentativo mediante argumentos de autoridade e referências institucionais, estratégia que reforça o efeito de credibilidade e reduz a centralidade da opinião individual do enunciador.
V. No trecho “Embora os dados globais sejam escassos, a agência estima que, no centro tecnológico da Irlanda, a ascensão da IA poderá fazer com que os data centers respondam por quase 35% do uso de energia do país até 2026”, a oração subordinada introduzida por “embora” exerce apenas função sintática de adjunto adverbial concessivo, sem produzir qualquer efeito pragmático na orientação argumentativa do enunciado.
Assinale a alternativa CORRETA.
A partir do Texto I, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.
Texto I
Eu o testei de várias maneiras, com resultados sempre corretos. Em relação ao trabalho dos alunos, houve um alinhamento quase perfeito entre minha percepção inicial e o resultado do software. A prova dos nove ainda está para ser feita, com a arguição sobre o material suspeito, mas os resultados já são bastante sólidos.
O principal problema do Pangram é que é caro – para o volume da minha necessidade, preciso assinar um plano de 65 dólares mensais.
Aproveitei e apliquei a ferramenta aqui no Substack. Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos, muito elaborados, aparentemente com muita pesquisa, inéditos, toda semana, às vezes com frequência ainda maior. Tudo feito por IA.
Não vai rolar, é claro, mas a plataforma deveria incorporar o detector de IA e colocar um alerta. Não quero perder meu tempo, muito menos pagar assinatura para ler algo que é produzido sinteticamente.
ADAPTADO. Luis Felipe Miguel - @lfmiguel - Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília. Coodenador do Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê). Texto disponível em: https://substack.com/@lfmiguel/note/c-288532710?r=56xf9d
I. Ao afirmar que “o uso de Inteligência Artificial na educação é um problema, algo que se constata desde que o ChatGPT surgiu”, o autor mobiliza um pressuposto segundo o qual a existência do problema decorre temporalmente do surgimento do ChatGPT, sem necessidade de demonstrá-lo explicitamente.
II. O trecho “Caso se escorem na IA, perderão a capacidade até mesmo de avaliar aquilo que a IA lhes entrega” produz uma inferência de natureza causal, segundo a qual a dependência tecnológica compromete progressivamente a autonomia intelectual dos estudantes.
III. A expressão “o que é o fim da picada”, empregada pelo autor ao comentar a necessidade de aplicar provas presenciais, constitui uma marca avaliativa que evidencia subjetividade discursiva e reforça o posicionamento argumentativo do enunciador.
IV. Ao afirmar que “é muito menos grave deixar passar um aluno picareta do que punir injustamente um estudante honesto”, o autor constrói um efeito de sentido baseado na comparação de consequências, estabelecendo uma hierarquia axiológica que orienta a interpretação do leitor.
V. A afirmação “Descobri o segredo daqueles que publicam textos muito longos [...] Tudo feito por IA” autoriza inferir, exclusivamente a partir do texto, que todos os produtores de textos longos e frequentes utilizam Inteligência Artificial.
Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(BANDEIRA, Manuel. Belo belo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948)
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(BANDEIRA, Manuel. Belo belo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948)
I. Ao demonstrar que “o bicho” era um ser humano faminto e excluído, o sujeito lírico denuncia as condições de sofrimento e desumanidade da miséria.
II. A estratégia discursiva do sujeito lírico ao longo do poema promove a interpretação da cena da fome extrema apenas como uma parte do cotidiano.
III. A identificação final do “bicho” evidencia o espanto do sujeito lírico diante da descoberta e provoca no leitor compaixão pela terrível condição social dos famintos e excluídos.
IV. O poema parece ter a função de chocar o leitor sobre a situação das pessoas relegadas à miséria, para isso coloca o homem na condição de um animal faminto qualquer.
Selecione a alternativa correta.
Leia o texto abaixo para a questão:
“[…] Quando chegaram ao Igarapé, enquanto as senhoras cuidavam da roupa, Anita e suas colegas adentraram o mato à procura de flores silvestres. E nesta brincadeira demoraram algum tempo.
E ato contínuo subiu o Igarapé até a cabeceira. Ali arremedando um ritual, levantou as flores silvestres em atitude de oferenda.
— Mãe d'Água, trouxe-lhe estas flores como presente...
Dizendo isto, jogou-as no Igarapé. As flores acompanharam a correnteza, e as mocinhas - agora apenas Anita e sua irmã - seguiram-nas. Na brincadeira, correndo sempre pelo leito do Igarapé, Anita acabou caindo.
Neste trecho, a corrente um pouco mais forte obrigou Anita a se debater com as águas, até conseguir acocorar-se. As senhoras, que a tudo assistiram, mandaram que saísse imediatamente de dentro d'água.
Ao levantar-se, parou. E permaneceu estática. Olhava, sem conseguir tirar a vista, para um determinado ponto do Igarapé. Ali estava uma cobra coral, vermelha, com os traços brancos e pretos como todas as cobras corais, só que, em cima da cabeça, ela tinha... uma cruz branca!
[…] as senhoras chamaram a atenção das mocinhas para não brincarem da maneira que haviam feito.
— A gente não deve nunca mexer com estas coisas. Cada lugar tem seu dono e, se a gente respeita, está tudo bem.
Mas, se irritá-los, eles podem muito bem malinar. Tu, Anita, não tinhas nada que estar com aquela história de aniversário da Mãe d'Água do Igarapé. E ainda vai se pôr a dar flores, fazendo graça. Queira Deus nada te aconteça...! Aquela cobra coral com a cruz branca na cabeça bem pode ser um aviso.
[…]
Mas Anita não respondeu. Ela já não se sentia bem, o corpo parecia que estava ardendo. E estava mesmo. Ao chegar em casa, tanto ela como a irmã estavam com febre alta […]
(Fonte: MONTEIRO, Walcyr. A Mãe d’água do Igarapé de São Joaquim. In: Visagens e Assombrações de Belém, Belém: Editota Paka Tatu 2007)