Questões de Concurso Sobre português

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Q4402176 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.



(Caco Galhardo. Como dominar o mundo. Disponível em: www.instagram.com/cacogalhardo, 25.03.2025. Adaptado)

No trecho “Comprar empresas, viajar para marte, guerrear?” (2º quadro), a palavra destacada expressa sentido de
Alternativas
Q4402175 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.



(Caco Galhardo. Como dominar o mundo. Disponível em: www.instagram.com/cacogalhardo, 25.03.2025. Adaptado)

A partir da leitura da tira, é correto afirmar que o pássaro Valter defende 
Alternativas
Q4402127 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Garimpando o solo atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extrema flexibilidade. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, dado que se julgava impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem estáveis. O impacto da descoberta foi tão significativo que a dupla recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica. 

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.

Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo descreveu como o talco suporta a formação de fônon-poláritons, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas de materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para reforçar sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
Os avanços científicos frequentemente decorrem da investigação de materiais, fenômenos ou processos cujas propriedades ampliam as possibilidades de desenvolvimento tecnológico.

Em relação às informações e às perspectivas de desenvolvimento tecnológico apresentadas no texto-base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4402126 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Garimpando o solo atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extrema flexibilidade. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, dado que se julgava impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem estáveis. O impacto da descoberta foi tão significativo que a dupla recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica. 

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.

Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo descreveu como o talco suporta a formação de fônon-poláritons, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas de materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para reforçar sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
O material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, "destacava"-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o "tornasse" denso, sua espessura ultrafina "conferia" extrema flexibilidade.

Analise se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V) acerca do emprego das classes de palavras destacadas.

(__)"Destacava" é uma forma verbal flexionada no pretérito imperfeito do indicativo, empregada para atribuir ao sujeito uma característica apresentada ao longo da exposição.
(__)"Tornasse" corresponde a uma forma nominal do verbo, empregada para indicar ação com ausência de modo e de tempo verbais.
(__)"Conferia" classifica-se como verbo flexionado no pretérito perfeito do indicativo, mantendo, no contexto, a função própria dessa classe de palavras.
(__)As formas verbais "destacava" e "conferia" estão flexionadas no mesmo tempo e modo verbais, ao passo que "tornasse" se encontra flexionada no pretérito imperfeito do subjuntivo.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4402125 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Garimpando o solo atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extrema flexibilidade. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, dado que se julgava impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem estáveis. O impacto da descoberta foi tão significativo que a dupla recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica. 

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.

Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo descreveu como o talco suporta a formação de fônon-poláritons, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas de materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para reforçar sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos.

Em relação à sintaxe da oração presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4402124 Português
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Garimpando o solo atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extrema flexibilidade. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, dado que se julgava impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem estáveis. O impacto da descoberta foi tão significativo que a dupla recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica. 

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.

Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo descreveu como o talco suporta a formação de fônon-poláritons, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas de materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para reforçar sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.

Em relação à concordância verbal presente no trecho acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4402123 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Garimpando o solo atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extrema flexibilidade. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, dado que se julgava impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem estáveis. O impacto da descoberta foi tão significativo que a dupla recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica. 

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.

Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo descreveu como o talco suporta a formação de fônon-poláritons, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas de materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para reforçar sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

Analise as assertivas a seguir acerca da sintaxe do período.

I.A oração introduzida pelo pronome relativo "que" exerce a função de oração subordinada substantiva completiva nominal, pois completa o sentido do substantivo "comportamentos".
II.O segmento "em uma ou poucas camadas atômicas" exerce a função de objeto direto preposicionado do verbo "consistem", por completar diretamente o sentido desse verbo.
III.A expressão "muitas vezes" encontra-se intercalada entre vírgulas e exerce função de adjunto adverbial de frequência no interior da oração subordinada adjetiva.
IV.A forma verbal "ampliando" introduz uma oração reduzida de gerúndio com valor de resultado em relação às informações anteriormente apresentadas no período.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4402122 Português
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Garimpando o solo atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extrema flexibilidade. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, dado que se julgava impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem estáveis. O impacto da descoberta foi tão significativo que a dupla recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica. 

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.

Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo descreveu como o talco suporta a formação de fônon-poláritons, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas de materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para reforçar sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
"À" semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais.

Em relação ao emprego do acento indicativo de crase no trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4402121 Português
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Garimpando o solo atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extrema flexibilidade. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, dado que se julgava impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem estáveis. O impacto da descoberta foi tão significativo que a dupla recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica. 

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.

Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo descreveu como o talco suporta a formação de fônon-poláritons, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas de materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para reforçar sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
As interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada " mantêm " a integridade estrutural.

Em relação à ortografia oficial da língua portuguesa, analise as proposições a seguir.

I.O verbo destacado está corretamente grafado e flexionado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, estabelecendo concordância com o núcleo do sujeito "ligações".
PORQUE
II.O verbo "mantêm" recebe acento gráfico por se tratar de um monossílabo tônico terminado em "-em", submetendo-se à regra geral de acentuação aplicável a essa classe de vocábulos.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4402120 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Garimpando o solo atrás de avanços tecnológicos


Em 2004, dois físicos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, utilizaram uma fita adesiva comum para isolar, pela primeira vez, uma folha atômica de grafite, inaugurando uma nova classe de materiais. Conhecido como grafeno, o material conduzia eletricidade tão bem quanto o cobre, destacava-se como um excelente condutor de calor e, embora sua estrutura muito compacta de carbono o tornasse denso, sua espessura ultrafina conferia extrema flexibilidade. A própria obtenção do grafeno foi considerada um feito surpreendente na época, dado que se julgava impensável que materiais cristalinos formados por apenas uma camada atômica fossem estáveis. O impacto da descoberta foi tão significativo que a dupla recebeu o Nobel de Física.

Embora mais de duas décadas tenham se passado desde a descoberta, cientistas continuam explorando essa classe de materiais, conhecida como materiais bidimensionais (2D) ou lamelares. Esses materiais consistem em uma ou poucas camadas atômicas e exibem comportamentos físicos que, muitas vezes, desaparecem em suas formas tridimensionais, ampliando o leque de potenciais aplicações tecnológicas.

A física Ingrid Barcelos, pesquisadora do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), chefia um dos grupos brasileiros dedicados ao estudo desses materiais. A pesquisa de Barcelos é centrada na investigação de materiais 2D derivados de filossilicatos, minerais encontrados na natureza, e conta com financiamento da FAPESP. Segundo Barcelos, embora os filossilicatos sejam muito abundantes na natureza, eles ainda são pouco estudados. A pesquisadora ressalta que, devido ao seu baixo custo quando comparados a materiais 2D sintéticos, esses minerais se apresentam como opções acessíveis para aplicações tecnológicas, destacando-se como escolhas mais sustentáveis por terem origem natural e não passarem por processamento prévio, gerando menor impacto ambiental no descarte.

Os filossilicatos são formados pela combinação de átomos de silício e oxigênio, que se organizam em camadas empilhadas, compondo o mineral. À semelhança do procedimento pioneiro com o grafeno, Barcelos utiliza fitas adesivas para esfoliar, ou seja, separar as camadas desses minerais, produzindo flocos de espessuras nanométricas. Conforme explica a pesquisadora, a separação em camadas ultrafinas só é viável porque as interações entre as diferentes camadas sobrepostas são fracas o suficiente para permitir a clivagem, ao passo que as ligações entre os átomos de cada camada mantêm a integridade estrutural. Barcelos ilustra esse processo comparando-o a um pacote de folhas de papel do qual se pode retirar folha por folha, sendo cada qual uma camada atômica. 

Barcelos aponta que os filossilicatos possuem características físicas de isolantes elétricos. De acordo com a pesquisadora, no universo dos materiais 2D, poucos apresentam esse comportamento; o nitreto de boro hexagonal, um dos mais utilizados, possui custo elevado para a obtenção de alta qualidade cristalina e produção concentrada em poucos locais, o que limita o seu acesso. Entre os filossilicatos estudados por Barcelos está o talco, um material 2D derivado da pedra-sabão. Essa rocha, abundante em Minas Gerais, é utilizada na fabricação de utensílios de cozinha e foi o material escolhido pelo artista Aleijadinho para esculpir suas obras.

Em 2018, a equipe publicou um estudo na revista ACS Photonics sobre as propriedades do talco para o desenvolvimento de dispositivos optoeletrônicos. Para investigar como a luz se propaga em escala nanométrica, os pesquisadores combinaram a nano-espectroscopia de infravermelho à microscopia óptica de varredura no campo próximo tipo espalhamento (s-SNOM), revelando como a radiação trafega em seu interior.

Em outro estudo, publicado em 2025 na revista Nanoscale, o grupo descreveu como o talco suporta a formação de fônon-poláritons, que são quasipartículas originadas da interação intensa entre a luz e as vibrações atômicas do cristal, permitindo entender como a radiação se propaga no material.

As propriedades físicas de materiais 2D ampliam seu campo de aplicação: enquanto alguns atuam na eletrônica flexível com circuitos dobráveis, outros, como o grafeno, já são incorporados a plásticos para reforçar sua resistência. Embora o talco e outros minerais permaneçam em estágios incipientes de caracterização, a investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.


https://revistapesquisa.fapesp.br/garimpando-o-solo-atras-de-avancos-t ecnologicos/.adaptado.
A investigação de matérias-primas abundantes e baratas abre caminho para a criação de futuros dispositivos optoeletrônicos, nanofotônicos e emissores quânticos de luz.

Em relação à regência nominal presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401976 Português
A revisão e a reescrita integram o trabalho de construção textual e envolvem a retomada das escolhas realizadas durante a produção do texto. (ANTUNES, 2010).

Considerando os princípios de reescrita e correção gramatical de frases e textos, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.A reescrita de um texto exige avaliar as relações sintáticas e semânticas estabelecidas entre seus segmentos, pois alterações gramaticalmente adequadas modificam relações de sentido quando interferem na articulação das informações.
PORQUE
II.A reorganização de constituintes, a substituição de conectores e a alteração de relações de subordinação ou coordenação interferem na maneira como as informações se vinculam no enunciado.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401975 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


https://revistapesquisa.fapesp.br/reator-aumenta-conversao-de-energia -solar-em-quimica-e-produz-mais-hidrogenio-a-partir-da-agua/.adaptado.
A queima de um quilograma de hidrogênio libera "cerca de" três vezes mais energia "do que" a de um quilograma de gasolina.

Em relação às expressões destacadas no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401974 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


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A produção de hidrogênio por tecnologias de baixo impacto ambiental tem recebido crescente atenção da comunidade científica em razão do potencial de reduzir emissões de carbono e ampliar a utilização de fontes renováveis de energia.

Em relação ao texto-base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401973 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


https://revistapesquisa.fapesp.br/reator-aumenta-conversao-de-energia -solar-em-quimica-e-produz-mais-hidrogenio-a-partir-da-agua/.adaptado.
Os gêneros textuais atendem a diferentes finalidades comunicativas e se organizam conforme características estruturais, funcionais e linguísticas próprias. Em muitos textos, uma tipologia textual predomina, embora outras possam aparecer de forma complementar para atender aos objetivos de comunicação e às necessidades do contexto de produção.

Analise as afirmativas a seguir acerca da tipologia e dos gêneros textuais presentes no texto-base, e registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)O texto caracteriza-se como um texto de divulgação científica, pois apresenta informações sobre uma pesquisa, seus procedimentos, resultados e possíveis aplicações em linguagem acessível ao público.
(__)Predomina no texto a sequência expositiva, embora haja trechos descritivos utilizados para explicar materiais, equipamentos, processos e etapas da pesquisa.
(__)O texto organiza-se como artigo de opinião, uma vez que apresenta uma tese sobre a produção de hidrogênio e busca persuadir o leitor a aderir a esse posicionamento.
(__)O texto configura um manifesto em defesa da transição energética, pois procura mobilizar o leitor por meio de uma linguagem de convencimento voltada à adoção de determinada política pública.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4401972 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


https://revistapesquisa.fapesp.br/reator-aumenta-conversao-de-energia -solar-em-quimica-e-produz-mais-hidrogenio-a-partir-da-agua/.adaptado.
Os dispositivos "operaram" de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área.

Em relação à regência verbal do verbo destacado no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401971 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


https://revistapesquisa.fapesp.br/reator-aumenta-conversao-de-energia -solar-em-quimica-e-produz-mais-hidrogenio-a-partir-da-agua/.adaptado.
Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio.

Analise as assertivas a seguir acerca da pontuação empregada no trecho.

I.A vírgula empregada após "eletrólise" isola a oração subordinada adjetiva explicativa iniciada pelo pronome relativo "que", a qual acrescenta uma informação explicativa sobre o termo antecedente.
II.A eliminação da primeira vírgula, após "renováveis", mantendo-se a vírgula após "solar", preserva a correção gramatical do trecho.
III.A vírgula empregada após "solar" assinala o término da expressão exemplificativa intercalada "como eólica e solar", retomando a sequência da oração iniciada por "que emprega correntes elétricas de fontes renováveis".
IV.A retirada da vírgula após "renováveis" preserva a correção gramatical, pois a expressão "como eólica e solar" exerce função de complemento verbal.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401970 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Reator aumenta conversão de energia solar em química e produz mais hidrogênio a partir da água


Uma equipe do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, São Paulo, elevou em oito vezes a eficiência da fotoeletrólise, uma tecnologia experimental que converte energia solar em química para produzir gás hidrogênio a partir da água. Os pesquisadores também desenvolveram um método de fabricação em larga escala para o reator utilizado no processo, empregando materiais atóxicos e acessíveis, o que resultou em cinco pedidos de patente. Os resultados do estudo foram estampados na capa da revista científica ACS Energy Letters em setembro de 2025. O experimento representa um avanço na viabilização da fotoeletrólise para uso industrial, contando com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O gás hidrogênio figura como insumo essencial para a indústria química, em especial na fabricação de fertilizantes, sendo também um substituto potencial para os combustíveis fósseis. A queima de um quilograma de hidrogênio libera cerca de três vezes mais energia do que a de um quilograma de gasolina, com a vantagem de emitir apenas água, sem gases de efeito estufa. Atualmente, mais de setenta por cento da produção global de hidrogênio decorre da reforma do gás metano, processo que gera cerca de dez quilogramas de dióxido de carbono para cada quilograma do gás produzido. Em virtude disso, métodos alternativos vêm sendo desenvolvidos no Brasil e no mundo para obter o chamado hidrogênio verde, caracterizado por baixas emissões de carbono.

Uma dessas alternativas é a eletrólise, que emprega correntes elétricas de fontes renováveis, como eólica e solar, para separar as moléculas de água em oxigênio e hidrogênio. Contudo, a eletrólise responde por menos de um por cento da produção comercial global por ser uma tecnologia cara, devido aos custos da infraestrutura de conexão e dos eletrodos feitos de ligas metálicas. Para baratear o processo, linhas de pesquisa apostam na fotoeletrólise, que integra a captação solar e a produção de hidrogênio em um único equipamento. O fotoeletrolisador é composto por eletrodos denominados fotoânodo e fotocátodo; ao receber luz solar, o fotoânodo gera cargas positivas que convertem a água em oxigênio e prótons, enquanto os prótons são atraídos ao fotocátodo para interagir com elétrons solares e formar o hidrogênio.

O maior obstáculo da fotoeletrólise é a reduzida eficiência dos fotoânodos. Desde 2019, o físico Flávio Leandro de Souza, da Universidade Federal do ABC (UFABC), lidera no LNNano uma equipe dedicada ao aprimoramento de fotoânodos compostos por hematita — um óxido de ferro abundante, estável em água e com boa absorção solar, mas pouco eficiente na conversão energética. Para superar a limitação, a equipe desenvolveu uma tinta de hematita acrescida de pequenas doses de alumínio e zircônio, elementos também abundantes no país. Souza destacou que a pigmentação permitiu atingir quase o limite teórico de eficiência do material na conversão da energia solar em química.

A equipe do LNNano aplicou a tinta de hematita em cem placas de vidro de um centímetro quadrado cada, atuando como fotoânodos. Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz. Com o intuito de avaliar os fotoânodos, a outra metade do reator utilizou eletrodos padrão de platina acoplados a um painel solar comercial.

Os dispositivos operaram de maneira estável por mais de cem horas em laboratório sob a luz de um simulador solar de grande área, desenvolvido pelo físico Renato Gonçalves, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coautor do estudo. Dois protótipos também passaram por testes ao ar livre ao longo de um dia ensolarado. Análises de toxicidade das amostras coletadas indicaram que a água do reator pode ser descartada com segurança, sem necessidade de tratamentos especiais.

Por fim, Souza informou que a etapa seguinte da pesquisa envolve a montagem de um protótipo independente de painéis solares, composto por dez fotoânodos de hematita e dez fotocátodos de óxido de cobre fabricados pelo mesmo método, com previsão para o primeiro semestre de 2026. O pesquisador do CNPEM explicou que a fotoeletrólise desponta como uma alternativa de baixo custo para a produção de hidrogênio verde em demandas moderadas, permitindo a instalação direta de estações nos locais industriais onde o insumo é necessário, em vez de exigir o engarrafamento e o transporte do gás.


https://revistapesquisa.fapesp.br/reator-aumenta-conversao-de-energia -solar-em-quimica-e-produz-mais-hidrogenio-a-partir-da-agua/.adaptado.
Dez dessas placas conectadas em série formavam metade do protótipo do reator, alojadas em um recipiente retangular com circulação de água e janelas transparentes para a entrada de luz.

Em relação à sintaxe da oração presente no trecho acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4401764 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada indica circunstância da ação verbal expressa no período.
Alternativas
Q4401763 Português

Imagem associada para resolução da questão


DUKE. Disponível em <https://www.significados.com.br/charge-e-cartum/>.



A conjunção “mas”, empregada na fala da personagem da charge acima, supõe uma ideia:

Alternativas
Q4401762 Português
Assinale a alternativa cuja lacuna pode ser preenchida corretamente tanto com “a” quanto com “à”, sendo ambas as formas previstas pela norma-padrão.
Alternativas
Respostas
761: B
762: C
763: A
764: A
765: C
766: C
767: A
768: A
769: C
770: B
771: D
772: C
773: B
774: A
775: B
776: D
777: B
778: C
779: D
780: B