Questões de Concurso Sobre português
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Leia o fragmento de “Canto de Curundingo” para responder à questão:
Sshhhhh...! Vem aí Curundingoooo...!!! Sshhhhh... Cala a boca, agacha, baixa a cabeça, rápido...! para que ele não lhe crave os olhos sombrios e você morra aí mesmo...!
Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue.
Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele.
Não fale com ele: porque ele vai rasgar sua pele com unhas pretas e afiadas enquanto você dorme...
Sshhhh, vamos lá...! de seus braços curvos saem pelos e garras que cavam a terra. Passa pelo batey * como um vapor, entre assobios e grilhões que estremecem a noite.
Os que estão na Senzala escutam e cobrem a cabeça com um pedaço de pano em meio a calafrios. Eles colocam seus deuses e patuás atrás da porta para defendê-los. Se amontoam perto um do outro para se sentirem a salvo.
Sshh... Todo mundo o teme. Até os cães que sempre o seguem, fiéis e tão imundos quanto ele.
– Curundingo... Curundingooooo... – fala na penumbra.
– Curundingoo... – rugem os trovões quebrando a escura abóbada celeste.
Curiundingo Capataz, filho de escrava e estuprador. Procriado como os cães que caçavam fugitivos. Comendo no chão, dormindo no matagal. Ninguém amou ou cuidou dele e, de repente, a criança suja e abandonada tornou-se Curundingo, o monstro, o Capataz.
(Teresa Cárdenas, Awon Baba, 2022. Adaptado)
* Batey: designação, em Cuba, do lugar onde ficam as casas, as oficinas e o comércio açucareiro central.
Leia o fragmento de “Canto de Curundingo” para responder à questão:
Sshhhhh...! Vem aí Curundingoooo...!!! Sshhhhh... Cala a boca, agacha, baixa a cabeça, rápido...! para que ele não lhe crave os olhos sombrios e você morra aí mesmo...!
Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue.
Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele.
Não fale com ele: porque ele vai rasgar sua pele com unhas pretas e afiadas enquanto você dorme...
Sshhhh, vamos lá...! de seus braços curvos saem pelos e garras que cavam a terra. Passa pelo batey * como um vapor, entre assobios e grilhões que estremecem a noite.
Os que estão na Senzala escutam e cobrem a cabeça com um pedaço de pano em meio a calafrios. Eles colocam seus deuses e patuás atrás da porta para defendê-los. Se amontoam perto um do outro para se sentirem a salvo.
Sshh... Todo mundo o teme. Até os cães que sempre o seguem, fiéis e tão imundos quanto ele.
– Curundingo... Curundingooooo... – fala na penumbra.
– Curundingoo... – rugem os trovões quebrando a escura abóbada celeste.
Curiundingo Capataz, filho de escrava e estuprador. Procriado como os cães que caçavam fugitivos. Comendo no chão, dormindo no matagal. Ninguém amou ou cuidou dele e, de repente, a criança suja e abandonada tornou-se Curundingo, o monstro, o Capataz.
(Teresa Cárdenas, Awon Baba, 2022. Adaptado)
* Batey: designação, em Cuba, do lugar onde ficam as casas, as oficinas e o comércio açucareiro central.
• Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue. (2° parágrafo)
• Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele. (3° parágrafo)
Na abordagem do tópico gramatical “pontuação”, o emprego de dois-pontos nas passagens justifica-se como
Leia o fragmento de “Canto de Curundingo” para responder à questão:
Sshhhhh...! Vem aí Curundingoooo...!!! Sshhhhh... Cala a boca, agacha, baixa a cabeça, rápido...! para que ele não lhe crave os olhos sombrios e você morra aí mesmo...!
Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue.
Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele.
Não fale com ele: porque ele vai rasgar sua pele com unhas pretas e afiadas enquanto você dorme...
Sshhhh, vamos lá...! de seus braços curvos saem pelos e garras que cavam a terra. Passa pelo batey * como um vapor, entre assobios e grilhões que estremecem a noite.
Os que estão na Senzala escutam e cobrem a cabeça com um pedaço de pano em meio a calafrios. Eles colocam seus deuses e patuás atrás da porta para defendê-los. Se amontoam perto um do outro para se sentirem a salvo.
Sshh... Todo mundo o teme. Até os cães que sempre o seguem, fiéis e tão imundos quanto ele.
– Curundingo... Curundingooooo... – fala na penumbra.
– Curundingoo... – rugem os trovões quebrando a escura abóbada celeste.
Curiundingo Capataz, filho de escrava e estuprador. Procriado como os cães que caçavam fugitivos. Comendo no chão, dormindo no matagal. Ninguém amou ou cuidou dele e, de repente, a criança suja e abandonada tornou-se Curundingo, o monstro, o Capataz.
(Teresa Cárdenas, Awon Baba, 2022. Adaptado)
* Batey: designação, em Cuba, do lugar onde ficam as casas, as oficinas e o comércio açucareiro central.
Leia a tira.

(André Dahmer, Malvados, 2019)
Tratando do texto multimodal em práticas de ensino, Carmelino et al. (apud Marquesi, S.C., Pauliukonis, A.L. e Elias, V.M., Linguística Textual e ensino, 2017) afirmam que, na leitura das tiras cômicas, espera-se que o leitor “depreenda algumas informações, além de também inferir as relações existentes entre um quadrinho e outro”. Nesse sentido, a leitura dessa tira ativará diversos planos de significação, entre os quais o
Leia o texto a seguir para responder à questão:
É uma anedota/2
Acidenta-se um automóvel na saída de Moscou. O condutor emerge das ferragens e geme:
– Meu Mercedes... Meu Mercedes...
Alguém diz:
– Mas, senhor... Que importa o carro? Não vê que perdeu um braço?
Olhando o coto sangrento, o homem chora:
– Meu Rolex ... Meu Rolex!
Leia o texto a seguir para responder à questão:
É uma anedota/2
Acidenta-se um automóvel na saída de Moscou. O condutor emerge das ferragens e geme:
– Meu Mercedes... Meu Mercedes...
Alguém diz:
– Mas, senhor... Que importa o carro? Não vê que perdeu um braço?
Olhando o coto sangrento, o homem chora:
– Meu Rolex ... Meu Rolex!
Em sala de aula, o trabalho de leitura do texto exigirá suscitar a interação de diversos conhecimentos prévios do leitor: (1) as palavras e sua organização; (2) o tipo narrativo e o gênero anedota; (3) a identificação das marcas Mercedes e Rolex, a relação entre os títulos do texto e do livro, além da referência a Moscou.
De acordo com Angela Kleimann (Texto & Leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura) os conhecimentos prévios apontados são, correta e respectivamente,
Cidade de Goiânia, Brasil, setembro de 1987: dois papeleiros encontram um tubo de metal num terreno baldio. Quebram-no a marretadas e descobrem uma pedra de luz azul. A pedra mágica transpira luz, azulece o ar e dá fulgor a tudo o que toca.
Os papeleiros partem em pedaços essa pedra de luz e os oferecem aos vizinhos. Quem passa a pedra na pele, brilha à noite. O bairro todo é uma lâmpada. O pobrerio, subitamente rico de luz, está em festa.
No dia seguinte, os papeleiros vomitam. Comeram manga com coco, será por isso? Mas todo o bairro vomita e todos estão inchados, com queimaduras. A luz azul queima, devora, mata, e se dissemina levada pelo vento, pela chuva, pelas moscas, pelos pássaros.
Foi uma das maiores catástrofes nucleares da história. Muitos morreram e muitos ficaram inutilizados para sempre. Naquele bairro do subúrbio de Goiânia ninguém sabia o que significava radioatividade e ninguém jamais ouvira falar em césio 137.
Um mês depois da tragédia, o chefe da Polícia Federal em Goiás declarou:
– A situação é absurda. Não existe ninguém responsável pelo controle da radioatividade que se usa para fins medicinais.
(Eduardo Galeano, De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso, 2020. Adaptado)
I. Quem passa a pedra na pele, brilha à noite.
II. Comeram manga com coco, será por isso?
Em sala de aula, valendo-se do texto como objeto de estudo da língua e seus efeitos de sentido, é correto afirmar, em relação aos fatos linguísticos observados nas frases, respectivamente, que
Cidade de Goiânia, Brasil, setembro de 1987: dois papeleiros encontram um tubo de metal num terreno baldio. Quebram-no a marretadas e descobrem uma pedra de luz azul. A pedra mágica transpira luz, azulece o ar e dá fulgor a tudo o que toca.
Os papeleiros partem em pedaços essa pedra de luz e os oferecem aos vizinhos. Quem passa a pedra na pele, brilha à noite. O bairro todo é uma lâmpada. O pobrerio, subitamente rico de luz, está em festa.
No dia seguinte, os papeleiros vomitam. Comeram manga com coco, será por isso? Mas todo o bairro vomita e todos estão inchados, com queimaduras. A luz azul queima, devora, mata, e se dissemina levada pelo vento, pela chuva, pelas moscas, pelos pássaros.
Foi uma das maiores catástrofes nucleares da história. Muitos morreram e muitos ficaram inutilizados para sempre. Naquele bairro do subúrbio de Goiânia ninguém sabia o que significava radioatividade e ninguém jamais ouvira falar em césio 137.
Um mês depois da tragédia, o chefe da Polícia Federal em Goiás declarou:
– A situação é absurda. Não existe ninguém responsável pelo controle da radioatividade que se usa para fins medicinais.
(Eduardo Galeano, De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso, 2020. Adaptado)
TEXTO

ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
TEXTO

ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
Assinale a alternativa cuja palavra contém sufixo de mesmo valor semântico do sufixo presente em "escolar" (linha 09).
TEXTO

ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
TEXTO

ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.
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ARÃO, Cristian. IA nas escolas: uso de tecnologia na sala de aula expõe limites do ensino baseado na memorização. The Conversation Brasil. Disponível em: https://theconversation.com/ia-nas-escolas-evidencia-precariedades-ja-existentes-da-educacaomas-pode-ser-oportunidade-de-mudanca-288883. Acesso em 15 ago. 2026.

