Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 248.431 questões

Q4297481 Português

Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025

Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes

O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.

Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.

A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.

Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.

No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.

Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.

O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.

Considerando a linguagem empregada na reportagem, pode-se afirmar que o texto:
Alternativas
Q4297480 Português

Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025

Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes

O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.

Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.

A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.

Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.

No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.

Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.

O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.

“A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados” (7º parágrafo). Quanto à classe gramatical, nesse trecho, as duas palavras destacadas podem ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q4297479 Português

Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025

Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes

O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.

Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.

A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.

Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.

No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.

Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.

O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.

“A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar [...]” (8º parágrafo). Nesse trecho, a forma verbal destacada corresponde ao:
Alternativas
Q4297477 Português

Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025

Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes

O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.

Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.

A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.

Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.

No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.

Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.

O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.

“O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante” (9º parágrafo). Nesse trecho, o conectivo destacado evidencia relação semântica de:
Alternativas
Q4297476 Português

Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025

Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes

O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.

Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.

A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.

Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.

No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.

Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.

O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.

A leitura do texto permite concluir que os diferentes indicadores apresentados sustentam a ideia de que:
Alternativas
Q4297475 Português

Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025

Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes

O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.

Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.

A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.

Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.

No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.

Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.

O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.

Considerando a organização temática do texto, a sequência predominante de desenvolvimento consiste em:
Alternativas
Q4297474 Português

Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025

Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes

O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.

Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.

A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.

Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.

Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.

No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.

Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.

O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.

A informação de que o Brasil alcançou “o menor patamar da série histórica” permite concluir que:
Alternativas
Q4297443 Português

Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.

A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.

Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.

Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.

JULIÁN FUKS
Adaptado de uol.com.br, 29/11/2025

Ainda no 6º parágrafo, há referência a um confronto entre os referentes da primeira e da terceira pessoas do discurso.

No contexto, a origem desse confronto decorre de um processo de:

Alternativas
Q4297442 Português

Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.

A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.

Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.

Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.

JULIÁN FUKS
Adaptado de uol.com.br, 29/11/2025

No 6º parágrafo, o autor se refere a um hábito adquirido.

Com base nesse hábito, o conteúdo dos parágrafos anteriores pode ser caracterizado, no que diz respeito ao autor, como uma forma de:

Alternativas
Q4297441 Português

Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.

A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.

Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.

Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.

JULIÁN FUKS
Adaptado de uol.com.br, 29/11/2025

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. (5º parágrafo)

Nesta frase, as palavras “agora” e “aqui” são classificadas gramaticalmente como:

Alternativas
Q4297440 Português

Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.

A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.

Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.

Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.

JULIÁN FUKS
Adaptado de uol.com.br, 29/11/2025

Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos. (3º parágrafo)

Na frase acima, em relação ao verbo “observar”, as orações iniciadas por “como” expressam sentido de:

Alternativas
Q4297438 Português

Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.

A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.

Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.

Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.

JULIÁN FUKS
Adaptado de uol.com.br, 29/11/2025

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. (4º parágrafo)

No 4º parágrafo, o autor estabelece uma aproximação entre vida e literatura.

Essa aproximação ocorre por meio do seguinte recurso:

Alternativas
Q4297437 Português

Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.

A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.

Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.

Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.

JULIÁN FUKS
Adaptado de uol.com.br, 29/11/2025

o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas. (2º parágrafo)

O fragmento acima expressa sentido semelhante a outro, presente no 5º parágrafo e transcrito em:

Alternativas
Q4297436 Português

Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.

A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.

Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.

Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.

JULIÁN FUKS
Adaptado de uol.com.br, 29/11/2025
No 2º parágrafo, os dois-pontos são empregados duas vezes. Em ambos os casos, introduzem segmento com valor de:
Alternativas
Q4297435 Português

Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.

A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.

Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.

“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.

É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.

Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.

JULIÁN FUKS
Adaptado de uol.com.br, 29/11/2025

A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. (1º parágrafo)

Como indicam os elementos da cena descrita, o prefixo dis- se associa ao sentido de:

Alternativas
Q4297381 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços


        As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids). No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento. Em todo o mundo foram registrados 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a 570 mil.

        Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento. O relatório foi divulgado na 26ª Conferência Internacional de Aids, ocorrida em julho, no Brasil.

        A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, ressaltou que o fim da epidemia de aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia préexposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses.

        "Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles", enfatizou.

        A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a aids como ameaça de saúde pública até 2030. О compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas.

        "Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais", ressalvou Winnie.

        "A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids", complementou a diretora-geral da Unaids.

        O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA), caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

        Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026- 07/infeccoes-e-mortes-por-hiv-caem-mas-falta-de-recursos-ameacaavancoS
No quinto parágrafo, justifica-se o emprego da crase em ...ter acesso à PrEP injetável... pela seguinte regra gramatical:
Alternativas
Q4297380 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços


        As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids). No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento. Em todo o mundo foram registrados 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a 570 mil.

        Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento. O relatório foi divulgado na 26ª Conferência Internacional de Aids, ocorrida em julho, no Brasil.

        A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, ressaltou que o fim da epidemia de aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia préexposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses.

        "Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles", enfatizou.

        A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a aids como ameaça de saúde pública até 2030. О compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas.

        "Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais", ressalvou Winnie.

        "A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids", complementou a diretora-geral da Unaids.

        O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA), caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

        Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026- 07/infeccoes-e-mortes-por-hiv-caem-mas-falta-de-recursos-ameacaavancoS
No trecho do último parágrafo, Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento..., a concordância da forma verbal sublinhada atende à norma-padrão porque: 
Alternativas
Q4297379 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços


        As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids). No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento. Em todo o mundo foram registrados 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a 570 mil.

        Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento. O relatório foi divulgado na 26ª Conferência Internacional de Aids, ocorrida em julho, no Brasil.

        A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, ressaltou que o fim da epidemia de aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia préexposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses.

        "Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles", enfatizou.

        A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a aids como ameaça de saúde pública até 2030. О compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas.

        "Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais", ressalvou Winnie.

        "A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids", complementou a diretora-geral da Unaids.

        O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA), caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

        Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026- 07/infeccoes-e-mortes-por-hiv-caem-mas-falta-de-recursos-ameacaavancoS
No trecho O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios..., o emprego das vírgulas isolando a expressão sublinhada justifica-se para: 
Alternativas
Q4297378 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços


        As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids). No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento. Em todo o mundo foram registrados 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a 570 mil.

        Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento. O relatório foi divulgado na 26ª Conferência Internacional de Aids, ocorrida em julho, no Brasil.

        A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, ressaltou que o fim da epidemia de aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia préexposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses.

        "Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles", enfatizou.

        A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a aids como ameaça de saúde pública até 2030. О compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas.

        "Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais", ressalvou Winnie.

        "A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids", complementou a diretora-geral da Unaids.

        O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA), caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

        Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026- 07/infeccoes-e-mortes-por-hiv-caem-mas-falta-de-recursos-ameacaavancoS
Considere as regras de concordância nominal e assinale a alternativa que apresenta a frase adaptada do texto que contém desvio em relação à norma-padrão. 
Alternativas
Q4297377 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços


        As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids). No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento. Em todo o mundo foram registrados 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a 570 mil.

        Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento. O relatório foi divulgado na 26ª Conferência Internacional de Aids, ocorrida em julho, no Brasil.

        A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, ressaltou que o fim da epidemia de aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia préexposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses.

        "Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles", enfatizou.

        A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a aids como ameaça de saúde pública até 2030. О compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas há algumas semanas.

        "Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais", ressalvou Winnie.

        "A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções e 1,3 milhão de mortes relacionadas à aids", complementou a diretora-geral da Unaids.

        O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA), caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

        Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026- 07/infeccoes-e-mortes-por-hiv-caem-mas-falta-de-recursos-ameacaavancoS
No trecho Inovação sem acesso não inovação, e, sim, injustiça, proferido pela diretora Winnie Byanyima, depreende-se o seguinte subentendido:
Alternativas
Respostas
481: B
482: D
483: B
484: C
485: D
486: A
487: B
488: A
489: C
490: D
491: A
492: B
493: B
494: B
495: C
496: A
497: D
498: A
499: C
500: B