Questões de Concurso Sobre português
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Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025
Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes
O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.
Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.
A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.
Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.
No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.
Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.
O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.
Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025
Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes
O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.
Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.
A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.
Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.
No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.
Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.
O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.
Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025
Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes
O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.
Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.
A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.
Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.
No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.
Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.
O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.
Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025
Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes
O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.
Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.
A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.
Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.
No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.
Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.
O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.
Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025
Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes
O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.
Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.
A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.
Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.
No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.
Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.
O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.
Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025
Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes
O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.
Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.
A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.
Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.
No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.
Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.
O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.
Texto: BRASIL TEM MENOR TAXA DE ANALFABETISMO DA SÉRIE HISTÓRICA EM 2025
Pesquisa do IBGE mostra queda no analfabetismo, mas desigualdades entre regiões, faixas etárias e grupos raciais seguem marcantes
O Brasil tinha, em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, o que representa uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve queda de 0,4 ponto percentual, com redução de cerca de 592 mil pessoas no país.
Em nove anos, o índice nacional recuou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, alcançando o menor patamar da série histórica iniciada naquele ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2025, divulgada pelo IBGE.
A Região Nordeste concentrava 57,4% do total de analfabetos do país, com 4,8 milhões de pessoas. O analfabetismo também atingia principalmente a população idosa: havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,9% desse grupo etário.
Entre pessoas com 60 anos ou mais, pretos ou pardos tinham taxa de analfabetismo de 20,6%, quase três vezes a de brancos, de 7,3%. Quando se considera a população de 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, sinalizando maior acesso à escolarização nas gerações mais jovens.
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, ante 5,2% entre os homens. Na população com 60 anos ou mais, as mulheres passaram a ter índice menor que o dos homens, com 13,7% contra 14,1%, indicando avanço histórico na escolarização feminina.
Entre as pessoas de 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído ao menos a educação básica obrigatória. Já entre brancos, 64,9% tinham completado esse ciclo, contra 51,3% entre pretos ou pardos, diferença de 13,6 pontos percentuais que ainda mostra desigualdade educacional relevante.
No caso das crianças de 0 a 3 anos que não frequentavam creche, a principal justificativa dos pais ou responsáveis foi a decisão da própria família. A falta de escola ou creche na localidade, ausência de vaga ou recusa por idade também apareceram entre os motivos mais citados.
Entre jovens de 14 a 29 anos, 7,7 milhões não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maior razão apontada para abandono ou nunca ter frequentado a escola foi a necessidade de trabalhar, seguida por falta de interesse em estudar, gravidez e problemas de saúde.
O país tinha ainda 46,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos, dos quais 17,5% não trabalhavam, não estudavam e nem frequentavam curso de qualificação profissional. O percentual caiu em relação a 2019, mostrando melhora, embora o desafio de inclusão educacional e produtiva siga relevante. (com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil)
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/educacao/2026/06/1060021-brasil-reduz-taxa-de-analfabetismo-para-49-em-2025-diz-ibge.html. Acesso em 21/06/2026. Texto adaptado.
Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.
A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.
Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.
Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.
Ainda no 6º parágrafo, há referência a um confronto entre os referentes da primeira e da terceira pessoas do discurso.
No contexto, a origem desse confronto decorre de um processo de:
Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.
A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.
Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.
Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.
No 6º parágrafo, o autor se refere a um hábito adquirido.
Com base nesse hábito, o conteúdo dos parágrafos anteriores pode ser caracterizado, no que diz respeito ao autor, como uma forma de:
Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.
A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.
Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.
Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. (5º parágrafo)
Nesta frase, as palavras “agora” e “aqui” são classificadas gramaticalmente como:
Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.
A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.
Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.
Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.
Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos. (3º parágrafo)
Na frase acima, em relação ao verbo “observar”, as orações iniciadas por “como” expressam sentido de:
Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.
A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.
Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.
Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. (4º parágrafo)
No 4º parágrafo, o autor estabelece uma aproximação entre vida e literatura.
Essa aproximação ocorre por meio do seguinte recurso:
Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.
A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.
Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.
Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.
o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas. (2º parágrafo)
O fragmento acima expressa sentido semelhante a outro, presente no 5º parágrafo e transcrito em:
Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.
A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.
Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.
Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.
Texto: SOBRE OS ENGOLIDOS PELAS TELAS, CONDENADOS À INEXISTÊNCIA
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. Estava parado no sinal vermelho, por acaso sem buscar distração, olhar perdido no vazio, ou mais precisamente nos carros opostos a mim. O sinal verde se abriu e ninguém se moveu. O primeiro motorista, dominado por seu celular, não percebeu que era hora de partir. Em outros tempos teria ouvido um buzinaço hostil, mas agora imperou o silêncio. Atrás dele havia outro motorista perdido no celular, e atrás desse mais outro, e atrás desse mais outro, até um insondável limite. Uma fila de sujeitos de todo indiferentes ao momento de seguir, sem pressa para chegar a lugar nenhum, talvez sem saber aonde ir.
A imagem me pareceu mais reveladora do que outras típicas da nossa época, como os casais em restaurantes que mal se falam e mal se veem, ou os passageiros de ônibus, aviões, trens, sentados lado a lado e totalmente alheios, cada um consumido por sua tela resplandecente. O caso que eu testemunhava era mais chocante pela paralisia: aquelas pessoas estavam detidas no tempo, suspensas numa hora qualquer de seus dias, num ponto qualquer do mundo, absortas numa futilidade qualquer, ausentes de si mesmas. Já não precisavam de nada, estavam saciadas: o testemunho de um mundo fantasmático era suficiente para a continuidade de suas vidas.
Todos o sabemos, todos o dizemos de inúmeras maneiras, nem sei por que me repito. Me sinto, como tantos, refém de uma existência que privilegia mais a emoção fácil, efêmera, vazia, do que qualquer tipo real de experiência. Um mundo que nos convoca à contemplação passiva, hipnótica, e assim nos afasta de toda ação, de todo encontro, de toda vivência efetiva. Um mundo em que o ato, quando enfim se dá, se restringe ao comentário breve e banal, uma ação inativa. Nos tornamos quase todos não mais que espectadores, a observar o caos do mundo como se fosse teatro ou pantomima, como se não nos dissesse respeito, como se não fosse feito do trançado dos nossos próprios caminhos.
“Se eu chegarei a ser o herói da minha própria vida, ou se esse posto será ocupado por qualquer outra pessoa, é o que estas páginas devem mostrar”. Eis a antológica primeira frase do romance David Copperfield, de Charles Dickens. O romance tem sido há séculos o gênero que nos traz tal veredicto, afirmando se chegamos ou não a ser os heróis dos nossos próprios dias, mesmo que sejamos heróis pouco heroicos, comuns, falhos, às vezes até indignos. Agora, a julgar por essa entrega absoluta do nosso tempo e da nossa atenção, o caso é que já não somos, já não temos a menor chance de ser os heróis das nossas vidas. Só o que fazemos é assistir às vidas dos outros, se é que os outros de fato vivem.
É uma questão de presença no espaço, em algum agora, algum aqui. Isso que se tornou a nossa vida prescinde da nossa presença, por isso não temos mais pressa em chegar a algum lugar, porque nós mesmos nos fizemos prescindíveis. E, no entanto, talvez para nos defendermos dessa consciência incômoda, preferimos sentir o contrário, um desejo forte de não faltar ao mundo virtual, que se traduz em ansiedade. Daí nosso terror de deixar escapar um acontecimento essencial, uma notícia, uma palavra avulsa de quem quer que seja, o terror de não a ouvir no exato instante em que é proferida. Daí a ilusão contraditória de que nossa presença ali seria necessária, mesmo que tão passiva e tão espectral, a ilusão de que o nosso mundo precisa do nosso olhar para existir.
Agora escrevo afastado do celular. Há algumas semanas adquiri esse hábito, preciso deixar o aparelho a alguns metros de distância para não correr o risco de ser absorvido, de me perder por seus labirintos e demorar a encontrar a saída. É uma tática ingênua, até ridícula, mas eficaz. Onde ele não está, finalmente eu estou, com meu corpo e meu pensamento, mais preservados até do que seria de se esperar, depois de tanta turvação estúpida. Se ele não está, eu ainda estou aqui, eu existo.
A cena foi simples e ainda assim distópica, inesquecível. (1º parágrafo)
Como indicam os elementos da cena descrita, o prefixo dis- se associa ao sentido de: